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Porto Alegre, domingo, 28 de fevereiro de 2010 |
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| "Se o matador planejou, planejou mal", afirma delegado Polícia investiga duas hipóteses para morte do secretário de saúde Eliseu Santos. A polícia investiga duas hipóteses para a morte do secretário de saúde Eliseu Santos - uma delas está relacionada a ameaças de morte. |
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| O delegado Alexandre Vieira, diretor da Divisão Judiciária de Operação da Polícia Civil, disse ontem que nenhuma possibilidade está descartada. Especialista em análise de locais de crime, sua leitura sobre o que encontrou logo após o crime permite pensar que o planejamento dos assassinos foi deficiente. Ele concedeu a seguinte entrevista a ZH no final da noite desta sexta (26). |
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Zero Hora - O que é possível dizer a respeito deste crime até agora? Alexandre Vieira - Tenho informações do local e testemunhas. É muito prematuro falar se foi um roubo, uma execução. Pode ser qualquer coisa. Temos testemunhas de um veículo tripulado por quatro elementos. Um desceu do carro, efetuou disparos e o secretário reagiu, efetuando mais ou menos sete ou oito disparos. Ele estava armado com uma pistola calibre .380, que estava caída junto ao corpo dele e vários estojos ao lado.
ZH - Esses disparos foram em que direção? Vieira - O secretário atirou no sentido da Cristóvão Colombo. Tem dois carros estacionados com marcas de disparos. Encontramos projéteis, ao lado deste carro, de calibre .380.
ZH - O que já foi apurado sobre as circunstâncias do crime no local? Vieira - Ele estava um culto ecumênico na esquina. O culto começou às 19h30min e terminou às 21h30min. Ele saiu do culto e foi na direção do Corola prata dele. Estacionada na frente do Corola, tinha um Ecoesporte com marcas de sangue na parte traseira. Isso pode demonstrar que ele foi pegar o carro dele e foi atingido antes de chegar no próprio carro.
ZH - O secretário pode ter ferido alguém com os disparos que efetuou? Vieira - Estamos vendo esta hipótese. Estamos checando hospitais de Porto Alegre e da região. Estamos vendo veículos com estas características que foram roubados nos últimos dias ou na semana passada. Estamos passando o caso para a Homicídios. Vamos manter o local isolado até amanhã (hoje). Não sei ainda até que horas. A perícia vai determinar.
ZH - Há informações de que o secretário andaria armado por causa das ameaças que vinha sofrendo desde o ano passado. Os vários disparos não afastariam a hipótese de assalto como causa do crime? Vieira - Tudo isso vai ser investigado. Existe notícia de que ele foi ameaçado. Temos todos esses registros na polícia. No caso do disparo, mesmo quando um assaltante que vai surpreender alguém e a pessoa reage... O assaltante está querendo viver também. Se transforma num duelo. Um sujeito que planeja bem, pode dar um tiro à curta distância. E os tiros não foram à curta distância. Se ele (o matador) planejou, planejou mal. Pelo que estou vendo, dá para dizer que não foi tiro à queima-roupa. O tiro foi a mais de três ou quatro metros. Foi o que pude ver no corpo. Se tu tens todos os indicativos, se tudo foi bem planejado, poderia pegar na saída do culto, na esquina e dar um tiro de perto. Mas são todas hipóteses. Temos que ouvir as testemunhas. Tem uma testemunha fundamental deste crime que é a esposa dele. Mas ela está em estado de choque.
ZH - Que dificuldades o senhor poderia prever? Esse caso pode ser comparado ao Caso Becker? Vieira - Todo o caso é difícil. A polícia está toda mobilizada. Mais dois ou três delegados já estão no caso. Podemos dar sorte. A única semelhança que posso dizer é a que fica na profissão. Os dois eram médicos. No caso Becker, foi um tiro agrupado a três metros de distância. No caso do secretário, não tinha alinhamento de disparo. Foi um tiro no peito, outro no coração e outro na perna. Encontramos um projetil no chão que se assemelha ao 380. É um calibre maior que o da pistola do secretário. Daqui a pouco é um projétil que estava aqui há um mês. |
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"Nós conseguimos destravar o país", diz Lula. Presidente concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal Correio do Povo |
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega nesta quinta-feira ao Rio Grande do Sul, onde fará uma série de anúncios de obras, visando à Copa do Mundo 2014, e melhoramentos das rodovias BRs 116 e 386. Em Brasília, ontem, falou com exclusividade para o Correio do Povo sobre o seu governo, o que fará depois de encerrar seu segundo mandato e o que realizou de obras para o Estado. O presidente disse, por exemplo, que deverá entregar, até dezembro, as obras de duplicação da BR 101 no RS. Falou da BR 392 em Pelotas, da duplicação da BR 290 entre Porto Alegre e Pantano Grande e dos estímulos para a implantação do Polo Naval de Rio Grande.
Também questões da agricultura, da exportação, do Código Florestal e as conquistas da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 foram avaliadas pelo presidente. "Conseguimos muitos avanços, destravamos o país", garantiu. Nesta visita ao RS, Lula irá a Santa Cruz do Sul e Livramento, onde, amanhã, terá encontro com o presidente uruguaio, José Mujica, na praça General Osório, na divisa do país com a cidade de Rivera. Hoje à noite, Lula deverá participar do comício da presidenciável Dilma Rousseff no Gigantinho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi essencial para ajudar o país a avançar e a superar os gargalos e obstáculos existentes na legislação brasileira. Em entrevista exclusiva concedida ao Correio do Povo, Lula destacou os investimentos feitos pelo governo no Rio Grande do Sul, defendeu a aprovação, ainda este ano, do Código Florestal e disse acreditar no sucesso da Copa 2014 e nas Olimpíadas, que serão realizadas no Brasil. Leia os principais trechos da entrevista. |
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