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Porto Alegre, terça-feira, 16 de março de 2010 |
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| Ana Amélia Lemos: “Sinto que tomei a decisão certa” |
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| Preocupada com a fragilidade dos partidos e disposta a abrir o debate em torno da liberação de recursos federais, Ana Amélia Lemos entra na disputa ao Senado com bandeiras definidas. Nesta entrevista, ela fala sobre a transição para a nova carreira. |
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ZH – Como se deu a decisão de trocar o jornalismo pela política?
Ana Amélia Lemos – Há muito tempo, os partidos buscam pessoas conhecidas. Artistas, jogadores de futebol e comunicadores estão ingressando na política. Dentro desse quadro, desde que comecei a ter visibilidade na mídia, tenho sido convidada a concorrer. Eles diziam: “Você escolhe qual cargo quer disputar”. Mas há hora para semear e hora para colher.
ZH – O que mudou para que a senhora agora aceitasse concorrer ao Senado?
Ana Amélia – Foi um processo lento e gradual de amadurecimento. Eu me perguntava se consigo usar uma outra tribuna e ter mais eficácia no trabalho. Há um descrédito muito grande com o cenário político. Eu vejo a fragilidade dos partidos: muita gente vem conversar comigo sobre a candidatura, mas jamais alguém me perguntou por qual partido irei concorrer. Sinto que tomei a decisão certa.
ZH – Como jornalista, a senhora sempre apontou erros e omissões dos políticos. Está preparada para ser cobrada pelos eleitores a partir de agora?
Ana Amélia – Farei tudo o que estiver ao meu alcance. Mas não serei uma legisladora, não vou criar leis. Precisamos é fazer funcionar as que já existem. A minha briga também será para que o Estado deixe de vir a Brasília com chapéu na mão pedir recursos. Minha responsabilidade é abrir um debate institucional e político em torno dessa questão.
ZH – Como a sua entrada na disputa muda o cenário das eleições para o Senado no Estado?
Ana Amélia – Não estou preocupada com essa alteração. Não vou disputar beleza com ninguém. Serei candidata para representar o Rio Grande do Sul.
ZH – O PP, seu partido, vem sendo assediado pelos candidatos ao governo do Estado. Com qual candidatura a senhora mais se identifica?
Ana Amélia – Estou acompanhando essa questão, mas não tenho preferência. Essa decisão cabe ao comando partidário, que irá ouvir as bases do partido. Não que eu esteja lavando as mãos, mas sou cristã-nova na legenda. Não me cabe apontar a direção. (Zero Hora) |
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"Nós conseguimos destravar o país", diz Lula. Presidente concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal Correio do Povo |
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega nesta quinta-feira ao Rio Grande do Sul, onde fará uma série de anúncios de obras, visando à Copa do Mundo 2014, e melhoramentos das rodovias BRs 116 e 386. Em Brasília, ontem, falou com exclusividade para o Correio do Povo sobre o seu governo, o que fará depois de encerrar seu segundo mandato e o que realizou de obras para o Estado. O presidente disse, por exemplo, que deverá entregar, até dezembro, as obras de duplicação da BR 101 no RS. Falou da BR 392 em Pelotas, da duplicação da BR 290 entre Porto Alegre e Pantano Grande e dos estímulos para a implantação do Polo Naval de Rio Grande.
Também questões da agricultura, da exportação, do Código Florestal e as conquistas da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 foram avaliadas pelo presidente. "Conseguimos muitos avanços, destravamos o país", garantiu. Nesta visita ao RS, Lula irá a Santa Cruz do Sul e Livramento, onde, amanhã, terá encontro com o presidente uruguaio, José Mujica, na praça General Osório, na divisa do país com a cidade de Rivera. Hoje à noite, Lula deverá participar do comício da presidenciável Dilma Rousseff no Gigantinho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi essencial para ajudar o país a avançar e a superar os gargalos e obstáculos existentes na legislação brasileira. Em entrevista exclusiva concedida ao Correio do Povo, Lula destacou os investimentos feitos pelo governo no Rio Grande do Sul, defendeu a aprovação, ainda este ano, do Código Florestal e disse acreditar no sucesso da Copa 2014 e nas Olimpíadas, que serão realizadas no Brasil. Leia os principais trechos da entrevista. |
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