Governo eleva rombo, congela salários e aumenta impostos

Déficit fiscal é ampliado este ano e até 2020

Exportadores e fundos pagarão mais tributos

Reajustes dos servidores são adiados

Depois de seguidos adiamentos por pressão política e divergências no governo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou ontem revisão nas metas fiscais da União, ampliando para R$ 159 bilhões o rombo previsto para este e o próximo ano. O governo também piorou as projeções de médio prazo e, se antes previa que as contas voltariam ao azul em 2020, agora estima déficit pelos próximos três anos. Diferentemente do que havia prometido o presidente Temer, de que não haveria alta de impostos, o governo criou tributação para fundos de investimentos exclusivos, usados para aplicar valores elevados, e aumentou a alíquota do Reintegra, para exportadores. Para reduzir despesas, o governo vai adiar reajustes dos servidores do Executivo e cobrar 14% de contribuição para a Previdência de funcionários que ganham mais de R$ 5 mil. Serão extintos 60 mil cargos vagos no Executivo. Analistas viram como inevitável a revisão das metas, mas lembraram que muitas das medidas dependem do aval do Congresso. (O Globo)

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