52 anos depois, um brinde ao regime militar; reportagem Laís Albuquerque – Vídeo: Érika Ferraz – Beta Redação/Unisinos

 

Na noite de quinta-feira, 31 de um março de 2016, cerca de 60 pessoas se reuniram na confraternização em homenagem ao que os organizadores chamam de “Movimento Cívico-Militar de 1964”. A data marca o início do período popularmente conhecido como a ditadura militar no Brasil. O evento era formado, em sua grande maioria, por militares reservistas. Entretanto, havia representantes civis de diversos segmentos da sociedade.

O jantar foi organizado por pessoas que apoiam a volta da nomenclatura “Avenida Castelo Branco” para a via que hoje se chama “Avenida da Legalidade e da Democracia”. Ainda sem nome, o grupo é formado, principalmente, por coronéis reformados e advogados, entre outros. A vereadora Mônica Leal, do Partido Progressista (PP), é uma das integrantes, e estava presente no jantar. Ela é a autora do projeto de lei que pede a mudança do nome da avenida. Segundo ela, o projeto que retirou a denominação de Castelo Branco foi ilegal. Entre as razões, alega que a lei deveria ter sido aprovada por dois terços da Câmara de Vereadores, conforme a Lei Orgânica do Município, e não por maioria, como ocorreu.

Realizada no restaurante Parilla Del Sur, a comemoração contabilizou três grandes mesas, repletas de convidados. Ao lado de cada prato, havia dois papéis. Um, divulgando o apoio à volta do nome Avenida Castelo Branco; o outro, mais elaborado, afirmava que “Em 31 de março de 1964, o movimento cívico-militar defendeu valores da Nação Brasileira que nasceram com a formação de seu povo. Estes mesmos valores estão sendo defendidos na atualidade, visando à liberdade, à independência e ao progresso, que é o destino do Brasil”. Os mesmos dizeres foram reafirmados no brinde, promovido por um dos organizadores do jantar. A reportagem completa você acompanha no site BetaRedação, um projeto do último semestre do curso de Jornalismo da Unisinos.

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