À frente do PR estadual, Cherini tira vereador Maroni da presidência da sigla na Capital.  Parlamentar ainda confirmou que partido não vai lançar candidatura própria à Prefeitura; por Ananda Müller/Rádio Guaíba Cherini ainda confirmou que partido não vai lançar candidatura própria à Prefeitura da Capital. Foto: Agência Câmara

À frente do PR estadual, Cherini tira vereador Maroni da presidência da sigla na Capital. Parlamentar ainda confirmou que partido não vai lançar candidatura própria à Prefeitura; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

Recém nomeado presidente estadual do PR, o deputado federal Giovani Cherini garantiu hoje que o vereador Rodrigo Maroni não é mais o líder municipal da sigla em Porto Alegre. A afirmação veio acompanhada da confirmação de que o partido não vai lançar candidatura própria à Prefeitura. Conforme o parlamentar, “é preciso que a sigla se fortaleça dentro da Câmara antes de se alçar ao Executivo”.

Já Maroni convocou a imprensa para dizer que só vai retirar a pré-candidatura ao Paço se for “obrigado” a isso. Conforme ele, existe um descontentamento dentro do PR em razão do que considerou “comportamento autoritário” de Cherini. O deputado disse, no entanto, que só está cumprindo o acordo feito com a presidência nacional, “que é de fazer o PR crescer no Estado”.

O vereador, de outro lado, ressaltou que segue sendo presidente da sigla na Capital e que Cajar Nardes se mantém no comando estadual do partido até convenção agendada para a próxima quinta-feira. Já Cherini rebate: “Toda cidade com mais de 200 mil eleitores precisa da assinatura do presidente estadual do partido para validar uma convenção, o que não vai ser o caso”, disse.

O vereador ainda mencionou que há desconforto criado por um suposto afastamento de Cherini em relação à causa animal, carro-chefe de Maroni na vida pública. Cherini devolve dizendo que “a juventude e os animais também são minha causa”.

Expulsão do PDT

O deputado Giovani Cherini foi expulso do PDT após votar a favor da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, contrariando orientação da sigla. Ele foi o único parlamentar trabalhista a receber a punição máxima pela desobediência, com justificativa de que abriu publicamente o voto na imprensa e em redes sociais. Para compor o quadro gaúcho do PR, o deputado exigiu o cargo de líder da sigla no Estado, ao que foi atendido pela presidência nacional.

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