Aécio nega “quarto turno das eleições” e aponta “equívocos” e “arrogância” de Dilma para impeachment Aécio Neves, em entrevista coletiva. Foto: George Gianni/ PSDB

Aécio nega “quarto turno das eleições” e aponta “equívocos” e “arrogância” de Dilma para impeachment

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (SP), negou que a presidente Dilma Roussef vá enfrentar o “quarto turno das eleições” na votação do Senado Federal que vai selar o seu futuro político no processo de impeachment. O tucano disse que o motivo para a petista ser alvo de uma investigação e de um processo no Congresso Nacional foram os “equìvocos”, os “ilícitos” e a “arrogância” dela durante seus seis anos de governo. Aécio disse que foi o “primeiro brasileiro” a reconhecer a vitória da petista nas Eleições 2014 e afirmou que, “se ela está na iminência de perder o seu mandato, não é pela força da oposição, que não representa sequer 20% das cadeiras no Congresso Nacional”. – Em última instância, ela precisará de 2/3 de votos contra na Câmara e no Senado. Portanto, não é a oposição a responsável pelo eventual afastamento da presidente da República, mas os equívocos e os ilícitos cometidos sucessivamente no seu governo e a arrogância de quem até hoje não admitiu sequer um dos gravíssimos equívocos que cometeu nem as ilicitudes do seu governo.

Após a derrota na Câmara dos Deputados no domingo (17), Dilma disse prometeu um “um novo governo” caso conseguisse se livrar da perda do mandato e avisou: “Posso dizer que estou enfrentando o quarto turno das eleições”.

Conversa com Temer

O tucano disse também que mantém conversas com o vice-presidente Michel Temer, próximo da linha sucessória ao Palácio do Planalto e provável substituto de Dilma Rousseff, caso ela seja afastada do cargo pelo Senado Federal.

O motivo do contato telefônico, segundo Aécio, foi o “enorme número de partidos políticos que existem hoje” no Congresso. Aécio disse que conversou com Temer na última segunda-feira (19) para tratar do tema.

– Eu disse ontem ao vice-presidente da República que, se assumir a Presidência da República, uma das questões essenciais a serem enfrentadas, na largada do atual governo, é apresentar uma proposta de reforma política que reestabeleça a cláusula de barreira. Não é possível você administrar o Brasil com a complexidade das decisões que temos que tomar com 25 partidos na Câmara e também esse número excessivo de partidos no Senado Federal. A cláusula de barreira, voto distrital misto, fim das coligações proporcionais possibilitariam um ambiente parlamentar muito mais adequado. (R7)

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