Alexandre Schwartsman, Raul Velloso e Fábio Klein analisam o rombo nas contas públicas anunciado pelos ministros do Governo Temer Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá, falam sobre o déficit primário para 2016, durante coletiva de imprensa . Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Alexandre Schwartsman, Raul Velloso e Fábio Klein analisam o rombo nas contas públicas anunciado pelos ministros do Governo Temer

É claro que ninguém foi pego exatamente de surpresa pelos dados apresentados. Afinal, já se esperava um rombo maior do que aqueles que vinha sendo anunciado pelo governo Dilma, mas sempre causa impacto esse tipo de notícia. Confira a opinião dos especialistas em contas públicas:

“Acho que tem muita margem de segurança nessa história. Eles estão de fato falando inclusive de aproveitar pra limpar alguns dos atrasados. Acho que eles estão preparando um pouco o terreno também para o ano que vem. mas acho que é aquela história. Pintar o quadro mais negro possível para mais na frente conseguir mostrar alguma coisa melhor”, explica o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central.

“Há condições de reverter dependendo fundamentalmente de a economia se recuperar, porque o grande drama aqui é a queda da arrecadação, e isso vai depender de eles conseguirem melhorar a confiança do setor privado no governo de forma a recuperar os investimentos e portanto o crescimento”, diz Raul Velloso, especialista em contas públicas.

“Um governo que não consegue fechar as contas ele naturalmente vai gerar uma economia de baixo crescimento e inflacionária. Ou seja, o país cresce pouco com inflação, gera perda de poder compra das pessoas, as empresas não produzem, os consumidores não consomem, o emprego não vem e isso pode entrar em um ciclo vicioso muito ruim. Então reverter essa trajetória é fundamental. Caso contrário, o Brasil pode literalmente quebrar”, aponta Fábio Klein, especialista em contas públicas. (Jornal da Globo)

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