Alta de ICMS: Sartori se reúne com bancadas aliadas em separado, nesta terça. Governo espera demover deputados da base governista de seguir exigindo prazo de vigência para o reajuste

O líder do governo na Assembleia Legislativa reconhece as exigências da bancada do PDT e do colega de partido Gilberto Capoani de fixar um prazo limite de vigência do aumento de ICMS que votarem a favor do projeto, na sessão de terça-feira. Alexandre Postal, do PMDB, sinalizou que reuniões individuais com as bancadas vão tratar dessas questões, nesta segunda-feira, com a participação do governador José Ivo Sartori. “O diálogo é permanente e vai se intensificar nos próximos dias. O objetivo é garantir a viabilização dentro dos nossos termos, mas se a discussão exigir negociação de prazos, estamos abertos”, ponderou.

O PDT sugere um período de no mínimo, dois anos, para que os reflexos do aumento do ICMS sejam avaliados, podendo chegar a, no máximo, quatro. Capoani, do PMDB, também defende prazos. “Nos moldes como está, sou contra e já avisei o governador. Temos que definir prazos, para que a sociedade não seja a única a pagar a conta”, avaliou.

A expectativa é de que o aumento de ICMS a partir de janeiro injete cerca de R$ 2 bilhões nos cofres públicos em 2016. O governo quer elevar a alíquota básica de ICMS, de 17% para 18%, e em alguns setores, como bebidas, combustíveis e energia, fazer com que o índice suba de 25% para 30%.

O Piratini também espera aprovar, na terça, a extinção da Fundergs. Postal já sinalizou à base pela retirada do regime de urgência da extinção da Fundação de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps). Em agosto, o governo retirou a urgência para o projeto que termina com a Fundação Zoobotânica. Também é meta do governo antecipar a votação do projeto que eleva de 85% para 95% o limite de uso dos depósitos judiciais, o que garante, de imediato, cerca de R$ 1 bilhão. (Voltaire Porto / Rádio Guaíba)

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