Após 9 anos de investigações, STF julga hoje denúncia contra Renan. No caso, que tramita desde 2007, peemedebista é acusado de receber propina de construtora para pagar despesas de amante; por Beatriz Bulla e Rafael Moraes Moura/ O Estado de S.Paulo Presidente do Senado, Renan Calheiros. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Após 9 anos de investigações, STF julga hoje denúncia contra Renan. No caso, que tramita desde 2007, peemedebista é acusado de receber propina de construtora para pagar despesas de amante; por Beatriz Bulla e Rafael Moraes Moura/ O Estado de S.Paulo

Em rota de colisão com o Poder Judiciário, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), pode se tornar réu nesta quinta-feira, 1, perante o Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte julgará se aceita a denúncia contra o peemedebista pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.

No caso, que tramita desde 2007, o peemedebista é acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Em troca, teve despesas pessoais da jornalista Monica Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, pagas pela empresa.

Ainda que se torne réu hoje, Renan foi poupado pelo Supremo de ter de deixar a presidência do Senado novamente antes do encerramento do seu mandato. A Corte formou maioria, há menos de um mês, pela proibição de réus fazerem parte da linha sucessória da presidência da República. Se o julgamento tivesse sido concluído, Renan teria de deixar a cadeira de presidente do Senado caso se tornasse réu hoje. Mas um pedido de vista do ministro Dias Toffoli interrompeu o julgamento sobre a linha sucessória, que não será finalizado antes que o peemedebista encerre seu período à frente do Senado, em fevereiro de 2017.

No Supremo, a expectativa é de que a definição sobre o recebimento ou não da denúncia contra Renan ocorra ainda na sessão de hoje. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

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