Após adiamento de votação, Sartori fala que renegociação da dívida com a União “não é tudo” Governador espera que projetos de austeridade sejam aprovados, nas próximas semanas, na Assembleia Legislativa. Foto: Palácio Piratini

Após adiamento de votação, Sartori fala que renegociação da dívida com a União “não é tudo”

 Com o adiamento da votação do Plano de Recuperação Fiscal, que é aguardada em especial pelo Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o Piratini volta a se mobilizar para votar as pautas do pacote de austeridade, que teve parte dos projetos votados no Legislativo em dezembro do ano passado. Após o anúncio da postergação da votação, na Câmara, para a próxima semana, o governador José Ivo Sartori disse que a renegociação da dívida com a União “não é tudo” e que “aguarda a aprovação das propostas na Assembleia”.

Dez matérias seguem trancando a pauta de votações em plenário, incluindo quatro projetos de lei do pacote. Assim, após a votação dessas matérias, o próximo passo deve ser a apreciação das propostas de emenda à Constituição (PECs). “Poderão coincidir com a votação do Plano de Recuperação Fiscal. Assim teremos mais tempo para avaliar as pautas e discutir na Assembleia”, entende o líder do governo na Assembleia, Gabriel Souza.

O interlocutor do governo no Legislativo lembra que a carência de três anos no pagamento da dívida é importante, mas que a União precisa flexibilizar as exigências dos estados mais endividados. “Se não houver flexibilização, o Estado não vai assinar o acordo. Mas acredito que haja flexibilização, sim. Há uma boa vontade do governo federal nesse sentido, então poderemos pagar os salários em dia e retomar investimentos, assim como realizar os repasses da saúde, educação e segurança em dia”.

Previsto para ser votado hoje, o projeto de recuperação fiscal dos estados enfrenta dificuldades na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que não está fácil fechar o texto da proposta. Ainda não há acordo entre os líderes partidários da base governista, que dizem ser “duras” demais as contrapartidas pedidas pelo governo. (Samantha Klein|Rádio Guaíba)

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