Artigo: Jogo Patológico, por Anissis Moura Ramos Antes quando se falava em jogo patológico, logo se pensava em pessoas adultas sentadas a uma mesa, fumando, bebendo e virando noites jogando...

Artigo: Jogo Patológico, por Anissis Moura Ramos

Antes quando se falava em jogo patológico, logo se pensava em pessoas adultas sentadas a uma mesa, fumando, bebendo e virando noites jogando. Hoje esse cenário mudou, temos crianças, adolescentes e adultos frente a computadores, tablet e celulares que passam horas do seu dia jogando.

Muita gente afirma que o jogo tem apenas uma função lúdica, não reconhecem a dependência, mas estudos mostram que para 4% delas, o jogo passa a ser algo muito importante e necessário em sua vida, trazendo consequências graves na vida emocional e social. Isso sem falar naqueles que jogam por dinheiro.

Uma das características do jogo patológico é a impulsividade, causando uma incapacidade de a pessoa adiar a gratificação obtida através do jogo. Também, percebe-se a redução da capacidade de reflexão, um aumento na precipitação e uma exacerbação no desejo de experenciar algo novo.

Nesses casos é importante investigar a origem da impulsividade do ponto de vista cognitivo, pois a pessoa impulsiva pode apresentar alterações nas funções atencionais e executivas. Isso pode ser identificado por meio de avaliação neuropsicológica.

Como saber se você ou aquela criança/adolescente que não consegue sair dos jogos eletrônicos são jogadores patológicos? Simples, uma das características do jogador patológico se dá pela manutenção do comportamento de jogar. Podendo esse comportamento avançar ao longo da vida, visto que a impulsividade é muito frequente nesse transtorno.

A impulsividade evidenciada no jogar patológico pode ser comparada a impulsividade do dependente químico frente o comportamento de fissura.

Por isso, se destaca para os pais que estipulem um tempo, não muito longo, para que o filho jogue no celular, tablete ou computador. Para tanto, os pais devem lembrar de dar o exemplo a eles, saindo das redes sociais e até mesmo dos jogos. Assim, poderão estar evitando problemas futuros, pois mesmo o jogador tendo a percepção do prejuízo causado em várias áreas da sua vida, não consegue controlar a impulsividade de jogar.

Anissis 2Anissis Moura Ramos é especialista em Psicologia Clínica, atua em consultório, é perita credenciada pelo TJRS e professora dos Cursos de Perícia Psicológica em Vara de Família; Alienação Parental e Falsas Memórias .

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