Artigo: O Estadista; por Flavio Ernesto Correa* Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/Divulgação

Artigo: O Estadista; por Flavio Ernesto Correa*

 

Uma das coisas que mais me chamou a atenção positivamente, e que parece ter passado batido, foi a revelação feita pelo General Heleno, em brilhante entrevista concedida à Globo News na quarta-feira, quando, referindo-se a Bolsonaro, disse que “não passa pela cabeça dele a reeleição para que tenha liberdade e autonomia para tomar decisões sem essa preocupação”. Parece que estamos arriscados a ter no Capitão a figura do estadista que há décadas almejamos e precisamos. Benjamin Disraeli, Primeiro Ministro britânico no século XIX e autor da frase que diferencia político de estadista (“político só pensa nas próximas eleições, estadista pensa nas próximas gerações”), deve ter se remexido no túmulo num surto de alegria, por ver que finalmente no Brasil um chefe do executivo recém eleito captou a mensagem.
É bom frisar que Bolsonaro disse reiteradamente em sua vitoriosa campanha que não seria candidato à reeleição. Eleição, aliás, que apesar de ser em 2022, já começa a ser acirradamente disputada antes mesmo do novo governo federal se instalar. Nas conversas de botequim já pintam nomes como Sérgio Moro e João Doria, só para citar alguns. Deus ajuda quem cedo madruga, não é mesmo?
Bolsonaro sabia muito bem disso quando há quatro anos começou a percorrer o país tentando viabilizar uma candidatura que naquele momento parecia impossível.
O Presidente é mesmo fã de Disraeli: “O segredo do êxito na vida de um homem está em preparar-se para aproveitar a ocasião, quando ela se apresenta”.

Foi o que ele fez.

Conseguiu captar nas ruas o desejo de mudança.

E mudança é justamente o que ele está fazendo, dando uma guinada à direita e implantando um programa liberal “como nunca se viu antes na história deste país”. Está provado que os programas de esquerda não deram certo. O atual tem que dar certo. O Brasil não pode mais esperar pela sua merecida prosperidade com justiça social, sob pena de sentenciar as futuras gerações à pobreza, que está avançando a passos largos, e ao eterno subdesenvolvimento. É preciso que o novo governo continue merecendo o voto de confiança que as urnas lhe deram. É impatriótico desencadear uma oposição xiita e irresponsável quando ainda não deu tempo de mostrar serviço. Afinal, se o resultado do serviço for bom todos nós nos beneficiaremos. Somos uma sociedade só. Como diria Renato Russo: “torcer para que o novo governo dê errado é desejar que o prédio em que mora desabe só porque não gosta do síndico”. É constrangedor fazer beicinho como fez o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que não compareceu à posse. Transformou-se numa melancólica ausência que preencheu uma lacuna.
A verdade é que a gestão Bolsonaro está começando com o pé direito, sem medo de enfrentar o “establishment” que rapinou vorazmente os cofres públicos, roubando descaradamente o nosso dinheiro e lesando especialmente os mais pobres, que tanto necessitam dos serviços públicos.

Bolsonaro está inovando.

Como na cerimônia de posse, quando, no Parlatório, foi precedido pelo inesperado discurso da primeira dama, que a todos encantou e emocionou. Entendi melhor a fala em Libras de Michelle Bolsonaro do que os discursos de Dilma Rousseff “em português”…
É claro que a parada não vai ser fácil. Enfrentar a bandidagem, de colarinho branco ou não, é tarefa heroica. Leis mais duras contra a corrupção, por exemplo, sofrerão forte oposição de boa parte do Congresso, que tem o rabo preso e morre de medo da ir parar atrás das grades, destino inexorável dos malfeitores que julgavam estar protegidos pela “eterna” impunidade, que parecia “imexível”, como diria o Ministro Magri.
Esta horda de criminosos ainda acha que o Supremo, no dia 10 de abril, vai se apequenar definitivamente revertendo a possibilidade de prisão para condenados em segunda instância, espada de Dâmocles que ainda paira sobre a nossa cabeça e que poderá liberar quase 170 mil presos, liderados por Lula, e ferir mortalmente a Lava Jato. Só que desta vez não vamos aceitar e, se preciso for, iremos à Brasília para impedir que este descalabro seja consumado. Os nossos 11 Supremos (cada ministro tem o seu) estão cutucando o leão com vara curta.

Há que ressaltar a fala de Paulo Guedes, quando afirma, entre tantas outras coisas relevantes, que sem a reforma da previdência não há salvação. E grifar suas palavras quando lembra que o sistema atual é uma grande fábrica de injustiças. Quem legisla (os deputados e senadores) e quem decide (o judiciário) ganham aposentadorias milionárias enquanto o povo, que paga os seus salários, tem que se contentar com mixaria.
Será que Paulo Guedes, apoiado por todo o governo, terá força para ganhar a batalha contra as famigeradas corporações que até hoje dominam o Planalto Central e que fazem de Brasília, que não produz nada, o maior PIB do Brasil?

A opinião pública certamente estará ao seu lado.

É bom lembrar que a caça aos marajás elegeu o desconhecido Fernando Collor em 1989. É exatamente isso que continuamos querendo.
Parafraseando Duda Mendonça, “deixem os homens de Bolsonaro trabalhar”.
É grande a chance do estadista e seu “dream team” darem certo.

 

índice*Flavio Ernesto Correa (Faveco) é publicitário

 

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