Artista gaúcha em Nova Iorque: Gabrielle Fleck transita do teatro ao cinema independente na Big Apple

Artista gaúcha em Nova Iorque: Gabrielle Fleck transita do teatro ao cinema independente na Big Apple

Radicada há quase uma década em Nova Iorque, a gaúcha Gabrielle Fleck comemora o bom momento nos Estados Unidos onde atua como atriz e produtora cultural. Motivos para comemorações não faltam, o lançamento de What If …?, seu primeiro curta-metragem como protagonista, em Nova York e os dois anos da companhia teatral que ajudou a fundar, a Joust Theatre Company são bons exemplos.

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Rose Ganguzza
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Ensaio de What If …?

Inspirado em: Victory Lap, texto de George Saunders, publicado na The New Yorker, What If…? foi lançado em maio. O curta metragem é  dirigido por Lorielle Mallue, que trabalhou como assistente de produção em filmes como o Plano Perfeito, com Denzel Washington, Clive Owen e Jodie Foster e Plano de Voo, com Jodie Foster. O enredo conta a história de uma jovem bailarina interpretada por Gabrielle. A personagem sofre uma tentativa de rapto e a trama conta o que pode ocorrer, a partir de então com a jovem  e seu sequestrador, papel de Michael Mastro, ator de episódios de Law & Order e Special Victims Unit. Ainda no cinema, atrás das telas, Gabrielle atua na produção da Rose Pictures, empresa de Rose Ganguzza , a madrinha dos filmes independentes de NY. Atualmente trabalha na pré-produção de The Chaperone, que tem como uma das atrizes principais Elizabeth McGovern, do seriado Downton Abbey.

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Jenny, papel de Gabrielle Fleck em Assistance

Gabrielle teve aulas no estúdio de filme da NYU, a Stonestreet Studio. Se formou na Tisch School for the Arts, da New York University e fez cursos ainda na Atlantic Acting School. Em 2014, ela fundou junto com outros atores, The Joust Theatre Company, que já montou produções como Metamorphoses, The Rules e Assistance. Gabrielle é múltipla como Jenni, sua personagem no espetáculo Assistance, além de atriz ela trabalha como uma das gestoras da companhia, “Com dois anos, conseguimos bancar nossos projetos. Somos autossustentáveis” enfatiza Gabrielle. Na Joust, uma das áreas que ficou sob responsabilidade de Gabrielle foi cuidar de um parte importante do grupo: a organização de seu regimento. “Com essa espécie de ata dos nossos encontros evitamos perder tempo debatendo coisas já discutidas, por exemplo. O permanente questionamento dos acontecimentos e projetos futuros é uma característica do artista, e por isso a atividade de registrar nossas normas e regras ajuda no funcionamento”.

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Hugo e Lenira Fleck. Foto: Vitor Raskin/Deu o Chic

Filha dos empresários Hugo e Lenira Fleck – Grupo Ouro e Prata -, ela diz que assumir funções de gestão como produtora cultural foi algo natural, “Na minha família sempre houve uma questão empreendedora muito forte. Meu pai é empresário, minha mãe também. E na família todos os filhos sempre fomos estimulados a pensar nos negócios, tanto que participamos de encontros da FBN (Family Business Network – instituição internacional destinada a questões como sucessão familiar e empreendedorismo jovem.”, conta a atriz.

“Acredito que a coisa mais importante que aprendemos na gestão é que, quando acontecem imprevistos no processo de produção temos que agir da mesma forma que fomos treinados no palco, ao vivo: não entrar em pânico, mas ao invés disso dizer : Ok, aconteceu! E agora? Agora, o show deve continuar.”. Esse trabalho em temas relacionados ao mundos dos negócios e da arte tem levado Gabrielle também a se sobressair como referência em gestão de carreira artísticas. ela da dicas para quem deseja trabalhar na área tanto atuando como dirigindo companhias produtoras de espetáculos:

Espírito empreendedor: É melhor gerar e gerenciar o nosso próprio trabalho do que esperar para ser recrutado. Atores tem que estar sempre fazendo audições e o resultado nem sempre é positivo, e, se não temos alguma outra maneira de seguir se apresentando pode ser bem frustrante. Assim continuamos tendo oportunidades de atuar. Por exemplo, esse novo projeto que nós criamos que se chama The Monthly Joust. A ideia é que todo mês temos que apresentar alguma coisa, independente de ser algo super elaborado ou caro de montar.

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Elenco de Assistance, uma das montagens da Joust Theatre Company

Foco: Na nossa última reunião de companhia conversamos bastante sobre modificar a nossa missão ou, encontrar um nicho mais específico do tipo de companhia que queremos ser e decidimos que vamos usar essas oportunidades de apresentações como uma maneira de experimentar e criar material para encontrar a nossa estética em grupo. Principalmente quando se fala de artes, muitas vezes é difícil chegar a um acordo unânime. Qual a melhor peça para o grupo? Qual a melhor direção?

Trabalho em Equipe: Nos últimos dois anos aprendemos a confiar mais uns nos outros, delegar e, também aceitar que, nem sempre vamos estar de acordo. Muito artista é perfeccionista, temos uma visão do que achamos ideal que nem sempre se encaixa com a visão de outros. Mas em grande parte teatro, e filme só acontecem a partir de um esforço em grupo. Somos um grupo um tanto diverso em relação a personalidades e talentos, o que eu considero algo muito positivo. Cada produção de teatro vem com as suas próprias dificuldades e obstáculos. Seja tendo que construir um cenário complexo, ou aprender um dialeto novo para um personagem, ou ter que substituir alguém na última hora. Os imprevistos do teatro são diferentes

 

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