Mourão afirma que Onyx deixará o governo se comprovado ato ilícito.  Futuro ministro da Casa Civil é investigado por suposto caixa dois em 2014

Mourão afirma que Onyx deixará o governo se comprovado ato ilícito. Futuro ministro da Casa Civil é investigado por suposto caixa dois em 2014

Destaque

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, afirmou nesta quarta-feira, que, se forem encontradas irregularidades na investigação aberta contra o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o auxiliar do presidente eleito terá de deixar o futuro governo. “Uma vez que seja comprovado que houve ilicitude, é óbvio que terá que se retirar do governo. Mas, por enquanto, é uma investigação”, disse o militar.

Na última terça o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin atendeu a pedido feito pela Procuradoria-Geral da República e determinou a abertura de investigação para analisar as acusações de caixa 2 feitas por delatores da J&F a Lorenzoni.

Mourão afirmou ainda que poderá participar da articulação política do governo se assim for determinado por Bolsonaro. O general voltou a dizer ainda ser “o escudo e a espada” de Bolsonaro. “O escudo defende, e a espada ataca antes de ele ser atacado”, disse. O general participa nesta quarta-feira na capital mineira de encontro com empresários. Mourão disse que, apesar de não haver “aceno neste sentido”, poderá não só ele, mas também o general Santos Cruz, participar das articulações do governo.

Leia a reportagem completa no Correio do Povo.

Porto Alegre: Claudio Conceição assume como vereador após a morte de Tarciso Flecha Negra

Porto Alegre: Claudio Conceição assume como vereador após a morte de Tarciso Flecha Negra

Cidade Notícias

O primeiro suplente Cláudio Conceição (DEM), será o substituto de Tarciso Flecha Negra, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Nome:Jose Claudio Freitas Conceição
Idade: 50 anos
Nascimento: 03/10/1968
Naturalidade: Porto Alegre – RS
Estado Civil: Casado
Ocupação: Jornalista e Redator
Grau de Instrução: Superior Completo
Reforma da Previdência poderá ser fatiada, diz Bolsonaro. Tendência seria começar pela aprovação da idade mínima

Reforma da Previdência poderá ser fatiada, diz Bolsonaro. Tendência seria começar pela aprovação da idade mínima

Notícias
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou hoje (4), em Brasília, que a reforma da Previdência em seu governo poderá ser aprovada em diferentes fases. Segundo ele, há uma “forte tendência” de começar a votação pela idade mínima. “É menos dificil de aprovar”, afirmou.

“Não adianta você ter uma proposta ideal que vai ficar na Câmara ou no Senado. Acho que o prejuízo será muito grande. Então, a ideia é por aí, começar pela idade, atacar os privilégios e tocar essa pauta pra frente. [O déficit da] previdência realmente é uma realidade. Cresce ano após ano, e não podemos deixar o Brasil chegar a uma situação como a da Grécia para tomar providência”, disse.

Ele falou que deverá manter a proposta do atual governo, que é a de uma idade mínima para a aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

Reforma trabalhista

Bolsonaro também falou da possibilidade de aprofundar a reforma trabalhista, aprovada em 2016, que flexibilizou direitos previstos na Consolidação da Leis do Trabalho (CLT). Ele disse que sua equipe ainda estuda o que mais poderia ser modificado.

“Não quero entrar em detalhes, estamos estudando. Agora, não basta você ter só direitos e não ter emprego, esse é o grande problema que existe. (…) Alguns falam até que poderíamos nos aproximar da legislação trabalhista que existe em outros países, como os Estados Unidos, acho que é aprofundar demais, mas a própria reforma trabalhista, a última que eu votei favorável, já tivemos algum reflexo positivo: o número de ações trabalhistas praticamente diminuiu à metade. E hoje em dia continua sendo muito dificil ser patrão no Brasil, não há dúvida”, afirmou.

Ministério do Trabalho

O presidente eleito disse ainda que a extinção do Ministério do Trabalho e redistribuição de suas atribuições entre outras três pastas, no seu governo, não vai prejudicar os trabalhadores.

“Essa pasta do Trabalho são de recordações que não fazem bem à sociedade, ali funcionava como um sindicato do trabalho e não como Ministério do Trabalho. Nenhum trabalhador vai perder seus direitos, até porque todos estão garantidos no Artigo 7 da Constituição”, afirmou. (Agência Brasil)

Com Bolsonaro na torcida, Palmeiras bate Vitória no jogo da festa do título. Presidente eleito desce ao gramado e participa de entrega da taça ao elenco alviverde no triunfo por 3 a 2; por Dani Arruda/Estadão Conteúdo

Com Bolsonaro na torcida, Palmeiras bate Vitória no jogo da festa do título. Presidente eleito desce ao gramado e participa de entrega da taça ao elenco alviverde no triunfo por 3 a 2; por Dani Arruda/Estadão Conteúdo

Destaque Esporte
 O Palmeiras derrotou o Vitória por 3 a 2, neste domingo, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, no jogo que marcou a festa do título brasileiro conquistado pelo time paulista e marcou o recorde de público do Allianz Parque: 41.256 torcedores. Edu Dracena, Gustavo Scarpa e Bruno Henrique marcaram para o Palmeiras. Yago e Luan fizeram para o time baiano.

O jogo teve a presença do presidente eleito Jair Bolsonaro nas tribunas do Allianz, convidado pela diretoria do Palmeiras para acompanhar a festa do título. Após o jogo, Bolsonaro desceu ao gramado e foi cortejado por alguns jogadores.Jair Bolsonaro comemorou o título do Palmeiras junto aos jogadores no gramado.

A vitória levou o campeão nacional aos 80 pontos. O time baiano foi rebaixado com 37 pontos. Pela primeira vez em sua história, o Palmeiras disputará a Copa Libertadores pela quarta vez consecutiva.

O Vitória encerrou a competição com a pior campanha do clube em campeonatos de pontos corridos. Os 37 pontos, na penúltima colocação, ficaram abaixo dos 38 somados no Brasileirão de 2014.

A festa começou antes mesmo de a partida começar. Faixas com as cores verde, branca e vermelha preencheram as arquibancadas. Estrelas amarelas com o ano da conquista dos títulos brasileiros exibiam os dez campeonatos. Uma bandeira com o rosto do técnico Felipão desenhado foi estendida atrás do gol. Jogadores como Moisés e Deyverson pintaram os cabelos com tinta verde.

A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

Celso de Mello arquiva processo de Bolsonaro contra Jean Wyllys.  Queixa-crime de injúria e calúnia foi apresentada após o deputado se referir a Bolsonaro como ‘fascista’ e ‘burro’ durante entrevista em agosto do ano passado; por Paulo Roberto Netto/O Estado de São Paulo

Celso de Mello arquiva processo de Bolsonaro contra Jean Wyllys. Queixa-crime de injúria e calúnia foi apresentada após o deputado se referir a Bolsonaro como ‘fascista’ e ‘burro’ durante entrevista em agosto do ano passado; por Paulo Roberto Netto/O Estado de São Paulo

Destaque

O ministro e decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, arquivou processo movido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) contra o deputado federal Jean Wyllys (PSOL). A ação de injúria e calúnia é baseada em uma entrevista que o parlamentar concedeu ao jornal cearense ‘O Povo’, em agosto do ano passado.

A queixa-crime foi apresentada por Gustavo Bebianno, à época advogado de Bolsonaro e hoje indicado para a Secretaria-Geral da Presidência. Segundo ele, apesar de Jean Wyllys não ter citado Bolsonaro nominalmente, teria se referido ao então deputado como “fascista”, “burro”, “ignorante”, “desqualificado”, “racista” e “canalha”.

O pedido destacava que Wyllys teria cometido calúnia quando comentou, durante a entrevista, que Bolsonaro recebeu uma quantia ilegal da JBS.

Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil Foto: Adriano Machado/Reuters

Durante a apresentação da denúncia, a assessoria de Jean Wyllys afirmou ‘categoricamente’ que o deputado não teria cometido nenhum ato ilícito.

O caso foi distribuído a Celso de Mello, que determinou a extinção da punibilidade da denúncia. A causa é concedida em casos de decadência (perda do direito da vítima em oferecer a queixa), perempção (abandono ou inércia na movimentação do processo), prescrição ou renúncia da queixa.

Leia mais em O Estado de São Paulo.

Um ano e meio após gravação de Temer, irmãos Batista estão R$ 2,5 bi mais ricos; por Mônica Scaramuzzo/ O Estado de S.Paulo

Um ano e meio após gravação de Temer, irmãos Batista estão R$ 2,5 bi mais ricos; por Mônica Scaramuzzo/ O Estado de S.Paulo

Destaque

Um ano e meio após as delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista virem à tona, a JBS, dona da Friboi, voltou a se recuperar – e os dois estão R$ 2,5 bilhões mais ricos. Hoje, o valor de mercado da empresa – quase R$ 32 bilhões – é 23% maior que no dia 17 de maio de 2017, quando as gravações de Joesley com o presidente Michel Temer tornaram-se públicas. As ações nas mãos dos Batistas, que detêm 40,6% da companhia, somam hoje R$ 13 bilhões.

Um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, o grupo também teve seu nome envolvido, em março do ano passado, na Operação Carne Fraca, que investiga irregularidades e pagamentos de propinas a agentes do Ministério da Agricultura. Mesmo com a reputação arranhada, o grupo conseguiu blindar sua operação e aumentar as vendas da companhia.

Para conter a crise e evitar o desmanche do império da família, Joesley e Wesley deixaram, em maio de 2017, o conselho de administração da JBS e de outras empresas sob o comando da holding J&F. Desde então, passaram a negociar diretamente com bancos e investidores a venda de parte de seus negócios para fazer caixa e evitar a cobrança antecipada de dívidas de cerca de R$ 20 bilhões que venciam até 2020.

Wesley Batista preso pela PF operação tendão de aquiles
Wesley Batista foi preso pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Tendão de Aquiles. Foto: Rafael Arbex/ESTADÃO

Entre maio e agosto do ano passado, foram vendidos frigoríficos do Mercosul (para o Minerva) e a Alpargatas (para o Itaúsa). No mês seguinte, os irmãos venderam a Eldorado Celulose (para Paper Excellence) e a Vigor (para a mexicana Lala).

Quando os dois irmãos foram presos em setembro passado, José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, pai e fundador da JBS, voltou ao comando da empresa, com o apoio do BNDES, principal sócio do grupo, com 21,3% do negócio. Os netos de Zé Mineiro – Wesley Batista Filho e Aguinaldo Gomes Ramos – também passaram a integrar o conselho de administração da companhia.

Bancos ouvidos pelo Estado afirmaram que, 18 meses após a maior crise do grupo, vários investidores tentaram comprar a participação dos Batistas na JBS, mas os irmãos se negaram a vender a totalidade ou parte de suas ações, mesmo com forte prêmio oferecido pelos papéis. O foco desses investidores é comprar a fatia do BNDES.

Porto Alegre: Simulado de tragédia testa agilidade no atendimento a vítimas

Porto Alegre: Simulado de tragédia testa agilidade no atendimento a vítimas

Destaque
Um simulado de incidente com múltiplas vítimas (IMV), realizado neste sábado (1º) na capital gaúcha, verificou a agilidade de todos os segmentos envolvidos no salvamento dos feridos. O teste analisou o nível de preparo das equipes e, principalmente, os pontos que precisam ser melhorados, tornando a cidade ainda mais segura nesse tipo de atendimento. “A finalidade foi testar individualmente todos os pontos da cadeia. Não adianta ter um serviço de socorrista ágil se não tiver ambulância. Não adianta ter ambulância e chegar num hospital que está lotado e outro está vazio”, afirmou Henri Siegert Chazan, presidente do Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (SINDIHOSPA), que idealizou a programação.
Parceiro na organização, o Senac Saúde do bairro Passo d’Areia foi o local onde ocorreu o acidente. Folhas de isopor e um duto de papelão foram pendurados no forro de uma sala, que se tornou auditório de um evento lotado onde um teto de concreto e uma viga desabam sobre os participantes. Resultado: 64 feridos, desde escoriações leves até alguns com estado gravíssimo. Também houve o registro de um óbito.

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Programação idealizada pelo SINDIHOSPA ocorreu neste sábado na capital, com participação de cerca de 200 pessoas. Foto: Olga Ferreira

Para deixar o acidente mais próximo de uma tragédia real, as vítimas receberam maquiagem de terror e sangue mágico nas áreas do corpo atingidas. No caso de fraturas ou cortes profundos, foram colados apliques ensanguentados, os mesmos utilizados no cinema.

Cada vítima era acompanhada de um sombra – acadêmico de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) ou da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). O estudante informava o estado e os sinais vitais para os socorristas e o médico responsável pela triagem dos feridos. Também seguia na ambulância rumo ao atendimento médico. Os alunos acompanharam todo o processo, verificando a agilidade em cada etapa.

No simulado, logo após a queda do teto, os funcionários do Senac Saúde chamaram o socorro, acionando o Corpo de Bombeiros e Samu. Todos os serviços de atendimento partiram de suas bases, para ser conferida a demora no deslocamento até o local. Enquanto isso, as vítimas ficaram gritando e pedindo ajuda. Feridos leves, no papel de transtornados pela tragédia, tentavam ajudar as vítimas, mas eram afastados pelos funcionários do auditório que já haviam chamado o socorro.

Os bombeiros foram os primeiros a chegar, equipados com máquinas para cortar concreto e ferro. Dois cachorros em condições de localizar vítimas em destroços também estavam prontos para entrar em ação.

Na sequência, chegaram equipes do Samu e de empresas de transportes em ambulância. Nisso, os hospitais eram avisados para se prepararem para a chegada de pessoas gravemente feridas, já reforçando equipes, trazendo mais materiais até as salas de emergência e deixando bancos de sangue em alerta.

Os voluntários que se passaram por vítimas – alunos de Enfermagem da PUCRS e de cursos técnicos do Senac Saúde – foram separados em vermelho (estado grave), amarelo e verde (escoriações leves). A cor determinava a prioridade no atendimento e no transporte.

Ao todo, cerca de 200 pessoas participaram do simulado apenas no local da tragédia, sem contar as equipes nos hospitais participantes (veja lista abaixo). Entre os presentes para acompanhar a ação estavam Cíntia Downing e Luciano Cardozo, representantes do Consulado dos Estados Unidos em Porto Alegre, que fica próximo do Senac Saúde. “A sociedade americana se prepara muito para catástrofes e tem grande conhecimento sobre como agir nesses casos, por isso eles foram convidados para participar do simulado”, explicou Chazan.

Agora, os acadêmicos de Medicina (no papel de sombras das vítimas) e os feridos farão relatórios de todo o processo. Depois de compiladas as análises, haverá uma reunião dos órgãos e de entidades participantes para avaliar como foi o atendimento e apontar o que pode ser aprimorado.

Participantes do simulado:
– Alunos das universidades UFCSPA, UFRGS, ULBRA e PUCRS
– Alunos dos cursos técnicos do Senac
– Batalhão Aeroviário da Brigada Militar (BAVBM)
– Coordenadoria Geral do Sistema Municipal das Urgências (CGSMU)
– Corpo de Bombeiros da Brigada Militar
– Defesa Civil de Porto Alegre
– Ecco Salva
– Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC)
– Hospital Cristo Redentor
– Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
– Hospital de Pronto Socorro (HPS)
– Hospital Divina Providência
– Hospital Mãe de Deus
– Hospital Moinhos de Vento
– Hospital São Lucas da PUCRS
– Instituto-Geral de Perícias (IGP)
– Santa Casa de Porto Alegre
– Senac Saúde
– Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)
– Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (SINDIHOSPA)
– SOS Unimed
– Transul

Laudo aponta ‘militância esquerdista’ de procuradores que cobram 100 milhões da Havan; por Claudio Dantas/O Antaganista

Laudo aponta ‘militância esquerdista’ de procuradores que cobram 100 milhões da Havan; por Claudio Dantas/O Antaganista

Destaque


Como noticiamos semanas atrás, o Ministério Público do Trabalho ajuizou ação civil pública contra Luciano Hang, com pedido de indenização de R$ 100 milhões por “danos morais coletivos”.

O dono da Havan é acusado de coagir seus funcionários a votar em Jair Bolsonaro.

Para se defender, o empresário alega perseguição política e anexa um parecer elaborado pelo perito em crimes digitais Wanderson Castilho.

O documento mostra que cinco dos sete responsáveis pelo ajuizamento da ação possuem algum grau de militância virtual a favor da “agenda esquerdista”.

Uma das procuradoras é signatária de um “manifesto contra o golpe”, que circulou durante o impeachment de Dilma Roussef.

Confira AQUI a íntegra.

Confira outras informações da política em O Antagonista.
Artigo: O teatro principal. Novo governo gasta energias em muitas frentes e depende de uma só; por William Waack/O Estado de S.Paulo

Artigo: O teatro principal. Novo governo gasta energias em muitas frentes e depende de uma só; por William Waack/O Estado de S.Paulo

Agenda Artigos Destaque Economia
Bomba fiscal é bomba social. A do Brasil é monumental e o novo governo mal começou a lidar com ela. Depois de muito espremer as estatísticas, economistas da FGV-SP chegaram a um número de forte expressão simbólica, dada a questão social embutida na frase “atacar a questão fiscal”. De cada 1 real gasto pelos cofres públicos, 75 centavos vão para pagamento de previdência, programas assistenciais, transferências de benefícios.

Trata-se, na verdade, de uma gigantesca folha de pagamentos, dos quais dependem direta ou indiretamente cerca de 2/3 da população do País. Falar em “ajuste fiscal”, “atacar a questão dos gastos públicos” significa, portanto, lidar com um problema social de implicações políticas que o novo governo está começando a entender. Vai demandar um grau de capacidade de articulação e equilíbrio cuja ausência até aqui em governos anteriores foi compensada através da distribuição de benesses (de todos os tipos) e aumento de impostos – e não há mais espaço para nenhum deles.

A questão tributária e a quebradeira dos Estados têm de ser colocadas também nessa conta – que, insisto, é uma conta para a Política. Assim, os 308 votos necessários na Câmara dos Deputados em Brasília são apenas parte do desafio. A coesa e coerente equipe econômica sob Paulo Guedes e a estrutura de comando executiva composta ainda por vários militares de boa formação e cabeça aberta dispõe de qual “governabilidade” diante: a) do tamanho da bomba (que é uma corrida contra o tempo) e b) da óbvia falência de um sistema político que talvez esteja apenas iniciando um processo de recuperação?

Os sinais do período de transição indicam que Bolsonaro entendeu que a articulação política com o Congresso tem sentido mais amplo do que contar votos de deputados e isso não é tarefa para um homem só. Entendeu que política é negociação e compromisso e tanto é assim que encontrou um nome para o Ministério da Educação do agrado de um círculo político do qual ele, Bolsonaro, depende para apoios (evangélicos). Está apanhando ainda para perceber que propostas de palanques (e lacração em redes sociais) não são programa nem método de governo – quanto mais depressa Bolsonaro “institucionalizar”, melhor para ele mesmo.

A política trouxe do vocabulário militar expressões como “teatro principal de operações” e “teatro secundário de combate”. Há nos primeiros passos da transição iniciada pela onda política que varreu o País a clara evidência de confusão entre esses dois planos. É “normal” para a situação de um presidente empurrado aonde chegou por uma transformação política que se dá tanto em torno de “valores” quanto pelo desejo de ver a economia destravando e gerando prosperidade (portanto, de projetos e plataformas). O problema aqui é se concentrar no teatro principal e não gastar energias em ávidos debates secundários, cujo principal mérito é sobretudo produzir muita repercussão em redes sociais.

Diante do fato inconteste que o Brasil é fatiado em interesses corporativistas dos mais diversos, e muito bem organizados, ganhar a eleição foi o mais fácil e a verdadeira guerra começa agora. A tal da “governabilidade”, entendida como capacidade de levar adiante o que o governo acha que precisa fazer, depende diretamente da concentração de esforços no que realmente importa. O preço político a ser pago é enorme e difícil de ser calculado, mas provavelmente não conseguirá ser saldado se o emprego do capital trazido pela vitória eleitoral se dissipar em muitas frentes.

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Lamachia recebe Sérgio Moro e discute crime organizado, corrupção e garantias constitucionais

Lamachia recebe Sérgio Moro e discute crime organizado, corrupção e garantias constitucionais

Destaque Direito

O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia recebeu hoje o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro. Segundo Lamachia, a visita de cortesia abordou diversos temas. “Conversamos muito sobre pontos que preocupam todos nós no Brasil. Especialmente as questões do crime organizado, da corrupção e das garantias constitucionais. Precisamos efetivamente ampliar o combate ao crime, mas sempre com a visão de que a Constituição tem de ser o Norte. Também conversei com ele sobre algo que tem preocupado muito a OAB, que é a questão carcerária. O sistema carcerário hoje alimenta a criminalidade no Brasil e os governos precisam ter uma visão diferenciada sobre esse tema e enfrentar o que tem acontecido nos presídios”, disse o presidente da OAB. “Falamos também sobre defesa de prerrogativas da advocacia. Enfim, foi uma conversa bastante extensa”, acrescentou Lamachia.