Porto Alegre: Morar Mais por menos chega com propostas acessíveis e sofisticadas em arquitetura e decoração

Porto Alegre: Morar Mais por menos chega com propostas acessíveis e sofisticadas em arquitetura e decoração

Cidade Destaque Economia Negócios Notícias

Há 16 anos no mercado brasileiro, a Morar Mais por menos está preparando sua primeira edição no Rio Grande do Sul. Nascida no Rio de Janeiro e sucesso em 13 cidades, a Mostra chega a Porto Alegre entre os dias 6 de setembro e 20 de outubro.

Com propostas acessíveis sem perder a sofisticação, a Morar Mais tem como principal desafio apresentar soluções que atendam aos anseios e necessidades de seu público de forma real. O objetivo é propor opções modernas e democráticas, sem comprometer atributos como estética, personalização e elegância. Na capital gaúcha, a Mostra acontece no bairro Rio Branco, em duas casas localizadas na Rua Santa Cecília, 2189. Ao todo, serão 46 ambientes apresentados em mais de 1.000m².

Natália de Bona, Marcelo Milanez, Mariana Pinto Ribeiro e Fabricio Ritter - foto Jonas Adriano 1755
Natália de Bona, Marcelo Milanez, Mariana Pinto Ribeiro e Fabricio Ritter. Foto: Jonas Adriano

Desde 2005, a Morar Mais vem conquistando o Brasil através do licenciamento da marca, que se reinventa a cada ano para atender às demandas do mercado e à linguagem dos novos tempos. Em Porto Alegre, os empresários Marcelo Milanez, Natália de Bona, Mariana Pinto Ribeiro e Fabrício Ritter tomam a frente do projeto.

Marcelo Milanez: Graduado em Administração de Empresas pela PUC-RJ, possui mais de 20 anos de experiência em administração e marketing, com experiência em multinacionais nos Estados Unidos e Europa. No Brasil, foi diretor executivo do Sidieólica RS por 6 anos, co-fundador da Natália de Bona Arquitetura de Interiores e da EcoSul Seguros.

Natália de Bona: Graduada em Arquitetura e Urbanismo na Unisinos-RS, atua em com diversos portes e estilos. Carregada de referências do universo das Artes Plásticas e com uma pegada cosmopolita, capta o perfil de cada cliente na execução de projetos.

Mariana Pinto Ribeiro: Graduada em Direito pela PUC-RS e com pós-graduação em Marketing pela ESPM, já atuou em diversos ramos da comunicação e produção. Além da organização de eventos, presta consultoria criativa e digital, bem como de identidade e posicionamento de marca.

Fabrício Ritter: Com vasta experiência no mercado de eventos, criou e realizou o Sul Bazar por mais de 8 anos, com o envolvimento e centenas de lojistas. Responsável também por eventos corporativos e jogos de futebol beneficentes.

 

A Morar Mais por menos se estrutura a partir de conceitos que norteiam não apenas os projetos apresentados pelos profissionais na mostra como também a filosofia da empresa. São eles:

Mais por menos: Nosso conceito principal! O profissional participante deve buscar no mercado produtos com um bom custo x benefício e mostrar que, com a sua ajuda, a decoração pode ser sofisticada e acessível.

Sustentabilidade: A Morar Mais é a primeira mostra de decoração a defender essa causa e, mais do que nunca, a busca por soluções sustentáveis tem deixado de ser uma escolha e se tornado uma necessidade para garantir o futuro do planeta. O investimento em energia limpa e em novas técnicas de reciclagem são alguns exemplos desse olhar da tecnologia e da inovação para uma existência mais coesa e harmoniosa com a natureza.

Customização: É uma maneira pessoal de imprimir identidade em casa, atribuindo novos usos e funções a objetos subutilizados ou que iam para o lixo – afinal, customizar anda de mãos dadas com a sustentabilidade.

Inclusão social: A Morar Mais busca dar visibilidade ao artesanato local e ao trabalho realizado por ONGs, comunidades e projetos governamentais que fomentam a arte popular e de rua, incentivando os profissionais participantes a valorizar e usá-las em seus projetos. Incluir na decoração produtos criados por comunidades carentes, cooperativas de trabalho ou profissionais que se encontrem na informalidade para gerar demanda de venda e condições de formalizar suas atividades.

Brasilidade: O Brasil é um país tão rico e cheio de possibilidades, sincretismos e influências culturais que compõem a casa e a arte de receber do brasileiro, que a Morar Mais entende que os profissionais participantes têm não só a liberdade como o dever de homenagear cada uma dessas histórias e estéticas brasileiras.

Morar Mais por menos - foto Divulgação
Morar Mais por menos. Foto: Divulgação

Tecnologia e inovação: A tecnologia tem se voltado cada vez mais para o nosso bem estar e para viabilizar uma vida mais sustentável. A internet das coisas e a automação se fazem mais presentes a cada dia. Precisamos estar antenados a esta evolução!

Vendas: Acreditamos na importância da mostra para desenvolvimento do segmento, tanto na interação entre profissionais e empresários participantes quanto em mostrar ao público soluções com bom custo x benefício. Para a Morar Mais, impulsionar a economia é apostar no futuro, criando oportunidades de intercâmbio entre as 300 empresas participantes dos três setores da economia, indústria, serviços e comércio, além dos profissionais envolvidos.

RENOVAÇÃO E ABERTURA DO MERCADO

A Morar Mais tem ajudado a renovar o mercado de decoração. Desde o início, dá espaço para jovens arquitetos, que acabam se tornando vizinhos de profissionais mais experientes dentro do evento. Diversos arquitetos – iniciantes ou não – ganharam projeção no mercado depois de se lançarem no evento.  Com o passar dos anos, o conceito “chique que cabe no bolso” se firmou, caiu nas graças do grande público e da mídia e, mais que isso, provou que ser econômico e criativo também é sinônimo de sofisticação. O evento agradou também a classe média alta, que se deu conta que vale a pena e é possível contratar profissionais para decorarem seus lares por um custo acessível.

 

QUEBRANDO PARADIGMAS

Se antes os visitantes das mostras de decoração eram em sua maioria das classes AA e com idade superior a 40 anos, a Morar Mais vem quebrando paradigmas neste segmento ao detectar uma forte presença das classes A e AB, além de jovens na faixa dos 30 anos. Na Morar Mais por menos, o arquiteto, decorador, designer e paisagista participante tem como objetivo elaborar ambientes sofisticados dentro de uma proposta acessível ao bolso, mostrando aos visitantes que, com a ajuda de um profissional especializado, esta tarefa se torna mais qualificada e mais rápida de ser executada. Ali, o visitante encontra o preço exposto de produtos e serviços, com melhor custo x benefício aplicado em móveis, objetos decorativos, pisos, revestimentos. Tudo isso através de criatividade, planejamento e pesquisa.

Porto Alegre: Terceiro piso do Shopping João Pessoa passa a contar com espaço do IMAMA

Porto Alegre: Terceiro piso do Shopping João Pessoa passa a contar com espaço do IMAMA

Negócios Notícias Saúde Trabalho

Foto 2O Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (IMAMA) agora faz parte da estrutura do Shopping João Pessoa. Parceiro do estabelecimento em várias ações conjuntas nos últimos anos, o IMAMA passou a contar com um espaço no terceiro piso, ao lado do estande do Barco Cisne Branco, a partir desta quarta-feira (17).

O local será um ponto de encontro de voluntárias, visando a multiplicação de conhecimentos sobre a saúde e os cuidados com o câncer de mama. Na área de convivência o Instituto também irá distribuir materiais informativos, receber doações e comercializar convites para eventos.

O espaço ficará disponível para o público sempre entre 9h e 19h, de segunda a sábado.

Feliciano pede impeachment de Mourão por ‘deslealdade’ a Bolsonaro; por Guilherme Venaglia/Veja

Feliciano pede impeachment de Mourão por ‘deslealdade’ a Bolsonaro; por Guilherme Venaglia/Veja

Destaque
O site da Revista Veja informa que o  deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP) apresentou nesta quarta-feira, 17, um pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB).

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, fala à imprensa.
Vice-presidente, general Hamilton Mourão. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Na peça protocolada na Câmara dos Deputados, Feliciano argumenta que a “deslealdade” de Mourão perante o presidente Jair Bolsonaro (PSL), supostamente provocada por declarações do vice em sentido contrário ao que defende o titular, pode ser enquadrada como crime de responsabilidade.

“As críticas e contraditas são sempre públicas, de um lado demonstrando falta de unidade (o que é manifestamente prejudicial ao país) e de outro evidenciando a deslealdade do vice-presidente para com o seu companheiro de chapa”, escreve o deputado. No entendimento de Feliciano, Mourão tem compromisso com o que foi defendido durante a campanha eleitoral, e não poderia se manifestar em contrário.

Entre os pontos elencados por ele, está um tuíte da jornalista Rachel Sherezade, em que ela diz que Bolsonaro é “vinagre” enquanto ele, Mourão, seria “vinho”. A falha de Mourão nesse caso teria sido, segundo o deputado, ter “curtido” a mensagem.

Leia mais na VEJA.

Silvio Benfica relembra histórias de Grenais no SBT; da Coletiva.Net

Silvio Benfica relembra histórias de Grenais no SBT; da Coletiva.Net

Notícias

O ‘SBT Entrevista’ desta quarta-feira, 17, terá um bate papo entre Felipe Vieira e o jornalista Silvio Benfica. O encontro, que irá ao ar no SBT Rio Grande 2ª Edição, do SBT RS, a partir das 19h20, focará nos Grenais. Na conversa, serão relembrados os confrontos de 1987, em que Lima sonhou e anunciou que faria gols no clássico, e também os bastidores da virada do Inter no chamado Grenal do século, em 1989.

“Eu ouvi e, como torcedor, me encantei com essa verdadeira aula de Grenais contada pelo Benfica. Sinto saudades do Benfica, um dos maiores radialistas que conheço”, destaca Felipe Vieira. Benfica tem 50 anos de jornalismo. A sua carreira começou 1969, na Rádio Osório, depois passou pela Farroupilha e Rádio Gaúcha. Atualmente, integra o time de O Bairrista. (Coletiva.Net)

Planejamento de carreira é tema de encontro em Porto Alegre. Arquiteta Aclaene de Mello participa do Projeto Wake Up, da BPW Porto Alegre acontece dia 29 na Clássica com Pimenta

Planejamento de carreira é tema de encontro em Porto Alegre. Arquiteta Aclaene de Mello participa do Projeto Wake Up, da BPW Porto Alegre acontece dia 29 na Clássica com Pimenta

Agenda Negócios Notícias

Quantas vezes erramos para acertar? Essa é a principal pergunta que todos os profissionais e empreendedores se fazem. No dia 29 de abril, das 8h30min às 10h, na Clássica com Pimenta (Av. Venâncio Aires, 18, Cidade Baixa), na capital gaúcha, ocorre a primeira edição de 2019 do Projeto Wake Up, que terá como tema “Como Arquitetar uma Carreira de Sucesso”. Organizado pela Business Professional Women (BPW) Porto Alegre, o evento terá como convidada especial a arquiteta Aclaene de Mello, especializada em arquitetura de interiores e reformas e curadora técnica da Casa Cor RS, que compartilhará a sua vivência profissional de destaque. Os ingressos custam R$ 15,00 e é aconselhável confirmar presença pelo telefone 51. 35176330.

Fundada na Suíça, pela advogada Lena Madesin Philips, durante a Segunda Guerra Mundial, a Business Professional Women (BPW) – Associação de Mulheres de Negócio e Profissionais – tinha por objetivo apoiar e empoderar as mulheres que, ao perderem seus maridos em combate, precisavam entrar no mercado de trabalho para sustentar suas famílias. É uma organização não governamental, sem fins lucrativos, apartidária e não assistencial, que agrega mulheres empresárias e profissionais com ideais comuns como: aperfeiçoamento profissional; melhores condições e oportunidades na vida econômica, civil e política do país; eliminação de todos os tipos de discriminação, encorajamento e promoção das mulheres à margem do mercado de trabalho, troca de experiências e negócios. Presente em mais de 95 países, possui mais de 40 mil mulheres organizadas unidas e em busca de negócios, defesa de direitos e promoção da paz. Em Porto Alegre, a organização surgiu em 1989, após um breve fechamento retomou suas atividades sendo totalmente reformulada em 2015. A BPW da capital gaúcha reúne mulheres entre 25 e 40 anos, de diferentes áreas: comunicação, saúde, administração, moda, entre outras.

O projeto, um case de sucesso da ONG de mulheres empreendedoras, tem por objetivo trazer histórias inspiradoras. “Neste evento reunimos as associadas da BPW Porto Alegre, visitantes e convidados para compartilharem conhecimento, networking e oportunidades de crescimento profissional e pessoal com participação de profissionais do mercado”, afirma Lessandra Fraga, presidente da BPW Porto Alegre. Aclaene de Mello é, hoje, um dos principais nomes da arquitetura de interiores do Rio Grande do Sul. Antes de abrir seu escritório, atuou na área civil durante 15 anos.

FIQUE POR DENTRO:

O que: Wake Up – Como Arquitetar uma Carreira de Sucesso

Quando: 29 de abril de 2019

Horas: 8h30min às 10h30min

Onde: Clássica com Pimenta (Av. Venâncio Aires, 18, Cidade Baixa)

Quanto: R$ 15,00 – venda no local e na hora do evento

Informações: (51) 35176330

 

RS: Estado coloca à venda terrenos em área nobre de Tramandaí. Também serão vendidos imóveis em Osório

RS: Estado coloca à venda terrenos em área nobre de Tramandaí. Também serão vendidos imóveis em Osório

Cidade Notícias

Avaliados em R$ 7,5 milhões, cinco terrenos em uma das áreas mais valorizadas do Litoral Norte estarão à venda nesta segunda-feira (22). Os imóveis pertencem ao governo do Estado e estão localizados na avenida da Igreja, região central de Tramandaí. É a segunda tentativa de alienação destes lotes que a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) realiza neste ano, com o objetivo de reduzir os custos de manutenção destes espaços sem utilização e ajudar na arrecadação do Estado.

A abertura das propostas está marcada para as 14 horas, na sede da Subsecretaria Central de Licitações (Celic), que fica na avenida Borges de Medeiros, 1501 (2º andar do Centro Administrativo Fernando Ferrari – CAFF), em Porto Alegre. Neste mês, em outra ofensiva para vender imóveis que pertenciam ao Ipergs (Instituto de Previdência do Estado), quatro unidades foram arrematadas, o que representou uma arrecadação de R$ 1,52 milhão. A valorização de cada propriedade ficou, em média, 38% acima do preço inicialmente fixado no edital.

Osório
Já para a primeira semana do mês maio, estarão á venda dez terrenos localizados na altura do km 6 da RS-030, no município de Osório, também no Litoral Norte. Os lotes somados têm uma avaliação de R$ 495 mil. A menor avaliação por terreno é de R$ 47,4 mil, enquanto alguns estão cotados a R$ 62,8 mil.

A concorrência está marcada para o dia 7, a partir das 10 horas, também na sede da Celic, em Porto Alegre. Todas as receitas com as alienações são destinadas ao Fundo Estadual de Gestão Patrimonial (Fegep) e são utilizadas na manutenção e melhorias dos demais bens públicos. Um comitê liderado pela Seplag faz a gestão deste Fundo, com a participação da Casa Civil, Procuradoria-Geral do Estado, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Governança e Gestão Estratégica.

“O amigo do amigo de meu pai”; por Rodrigo Rangel e Mateus Coutinho/Crusoé. Leia a reportagem da Crusoé que o STF censurou

“O amigo do amigo de meu pai”; por Rodrigo Rangel e Mateus Coutinho/Crusoé. Leia a reportagem da Crusoé que o STF censurou

Comunicação Destaque Direito

Na última terça-feira, um documento explosivo enviado pelo empreiteiro-delator Marcelo Odebrecht foi juntado a um dos processos da Lava Jato que tramitam na Justiça Federal de Curitiba. As nove páginas trazem esclarecimentos que a Polícia Federal havia pedido a ele, a partir de uma série de mensagens eletrônicas entregues no curso de sua delação premiada.

No primeiro item, Marcelo Odebrecht responde a uma indagação da Polícia Federal acerca de codinomes que aparecem em emails cujo teor ainda hoje é objeto de investigação. A primeira dessas mensagens foi enviada pelo empreiteiro em 13 de julho de 2007 a dois altos executivos da Odebrecht, Irineu Berardi Meireles e Adriano Sá de Seixas Maia. O texto, como os de centenas de outras e-mails que os executivos da empreiteira trocavam no auge do esquema descoberto pela Lava Jato, tinha uma dose de mistério.

Marcelo Odebrecht pergunta aos dois: “Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo do meu pai?”. É Adriano Maia quem responde, pouco mais de duas horas depois: “Em curso”. A conversa foi incluída no rol de esclarecimentos solicitados a Marcelo Odebrecht. Eles queriam saber, entre outras coisas, quem é o tal ”amigo do amigo do meu pai”. E pediram que Marcelo explicasse, “com o detalhamento possível”, os “assuntos lícitos e ilícitos tratados, assim como identificação de eventuais codinomes”.

A resposta do empreiteiro, que após passar uma longa temporada na prisão em Curitiba agora cumpre o restante da pena em regime domiciliar, foi surpreendente. Escreveu Marcelo Odebrecht no documento enviado esta semana à Lava Jato: “(A mensagem) Refere-se a tratativas que Adriano Maia tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira. ‘Amigo do amigo de meu pai’ se refere a José Antonio Dias Toffoli”. AGU é a Advocacia-Geral da União. Dias Toffoli era o advogado-geral em 2007.

O empreiteiro prossegue, acrescentando que mais detalhes do caso podem ser fornecidos à Lava Jato pelo próprio Adriano Maia. “A natureza e o conteúdo dessas tratativas, porém, só podem ser devidamente esclarecidos por Adriano Maia, que as conduziu”, afirmou no documento, obtido por Crusoé.

Adriano Maia se desligou da Odebrecht em 2018, depois do turbilhão que engoliu a empreiteira. Ex-diretor jurídico da construtora, seu nome já havia aparecido nos depoimentos da delação premiada de Marcelo Odebrecht. Ele é citado como conhecedor dos negócios ilícitos da empresa. O empreiteiro diz que Adriano Maia sabia, por exemplo, do pagamento de propinas para aprovar em Brasília medidas provisórias de interesse da Odebrecht. Ele menciona, entre os casos, a MP que resultou no chamado “Refis da Crise” e permitiu a renegociação de dívidas bilionárias após acertos pouco ortodoxos com os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci.

Adriano Maia também aparece em outras trocas de mensagens com Marcelo Odebrecht que já constavam nos inquéritos da Lava Jato. Em uma delas, também de 2007, Odebrecht o orienta a estreitar relações com Dias Toffoli na Advocacia-Geral da União. Àquela altura, a Odebrecht tinha interesse, juntamente com outras construtoras parceiras, em vencer a licitação para construção e operação da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira. Na AGU, Toffoli havia montado uma força-tarefa com mais de uma centena de funcionários para responder, na Justiça, às ações que envolviam o leilão.

Havia um esforço grande do governo para dar partida às obras. O leilão para a construção da usina de Santo Antônio foi realizado em dezembro de 2007, cinco meses após a mensagem em que Marcelo Odebrecht pergunta aos dois subordinados se eles “fecharam com o amigo do amigo de meu pai”. A disputa foi vencida pelo consórcio formado por Odebrecht, Furnas, Andrade Gutierrez e Cemig. A Lava Jato trabalha para destrinchar o que há por trás dos e-mails – e dos codinomes que, agora, a partir dos esclarecimentos de Marcelo Odebrecht, são conhecidos.

A menção a Dias Toffoli despertou, obviamente, a atenção dos investigadores de Curitiba. Uma cópia do material foi remetida à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que ela avalie se é o caso ou não de abrir uma frente de investigação sobre o ministro – por integrar a Suprema Corte, ele tem foro privilegiado e só pode ser investigado pela PGR. Os codinomes relacionados às amizades de Marcelo e do pai dele, Emílio Odebrecht, já apareciam nas primeiras mensagens da empreiteira às quais a Polícia Federal teve acesso, ainda na 14ª fase da Lava Jato, deflagrada em junho de 2015. No material, havia referências frequentes a “amigo”, “amigo de meu pai” e “amigo de EO”.

Demorou pouco mais de um ano para que os investigadores colocassem no papel, pela primeira vez, que o “amigo de meu pai” a que Marcelo costumava se referir era Lula – o ex-presidente conhecia Emílioo Odebrecht desde os tempos em que era sindicalista. As mensagens passaram a fazer ainda mais sentido depois. Elas quase sempre tratavam de assuntos relacionados ao petista. Se havia a certeza de que o “amigo de meu pai” era Lula, ainda era um enigma quem seria o tal “amigo do amigo de meu pai”. Sabia-se que, provavelmente, era alguém próximo a Lula. Mas faltavam elementos para cravar o “dono” do codinome e, assim, tentar avançar na apuração. A alternativa que restava era, evidentemente, perguntar ao próprio Marcelo Odebrecht. E assim foi feito.

Há fundadas razões, como se diz no jargão jurídico, para Dias Toffoli ser tratado por Marcelo Odebrecht como “amigo do amigo de meu pai” – amigo de Lula, portanto. O atual presidente do Supremo foi, durante anos a fio, advogado do PT. Com a chegada de Lula ao poder, ascendeu juntamente com os companheiros. Sempre manteve ótima relação com o agora ex-presidente, que está preso em Curitiba.

Em 2003, Dias Toffoli foi escolhido para ser o subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil. Naquele tempo, o ministro era José Dirceu. Toffoli ocupou o posto até julho de 2005. Em 2007, foi nomeado por Lula chefe da Advocacia-Geral da União, um dos cargos mais prestigiosos da máquina federal. Em 2009, deu mais um salto na carreira: Lula o escolheu para uma das onze vagas de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Nesta quinta-feira, Crusoé perguntou a Dias Toffoli que tipo de relacionamento ele manteve com os executivos da Odebrecht no período em que chefiava a AGU e, em especial, quando a empreiteira tentava vencer o leilão para a construção das usinas hidrelétricas no rio Madeira. Até a publicação desta edição, porém, o ministro não havia respondido.

Os outros e-mails listados na resposta de Marcelo Odebrecht ao pedido de esclarecimentos feito pela Polícia Federal trazem mais bastidores da intensa negociação travada entre a empreiteira e o governo em torno dos leilões para a construção das usinas na região amazônica – projetos que, na ocasião, eram tratados por Brasília com grande prioridade e que, como a Lava Jato descobriria mais tarde, viraram uma fonte generosa de propinas para a cúpula petista.

Ao explicar uma das mensagens, Marcelo Odebrecht volta a envolver o ex-presidente Lula diretamente nas controversas negociações com a companhia. Ao se referir à decisão da empresa de abrir mão de um contrato de exclusividade com seus fornecedores no processo de licitação da usina de Santo Antônio, Marcelo afirma que a medida foi adotada a partir de uma conversa privada entre Lula e Emílio Odebrecht.

Diz ele: “Esta negociação foi feita entre Emílio Odebrecht e o presidente Lula (‘amigo de meu pai’) que prometeu compensar a Odebrecht em dobro (de alguma forma que só Emílio Odebrecht pode explicar)”. Também há menção a Dilma Rousseff, tratada em um dos e-mails como “Madame”. A então, ministra da Casa Civil de Lula era vista, àquela altura, como um empecilho aos projetos da Odebrecht na área de energia na região norte do país. As mensagens trazem, ainda, referências aos pedidos de propina relacionados aos leilões, que chegavam por intermédio de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

Com as respostas do empreiteiro-delator, a Lava Jato deverá dar mais um passo nas investigações sobre os leilões das hidrelétricas. Uma das frentes de apuração, que mira a construção da usina de Belo Monte, já está avançada. Quanto à menção de Marcelo Odebrecht a Dias Toffoli, não se sabe, até aqui, se a Procuradoria-Geral da República pedirá algum tipo de esclarecimento ao ministro antes de decidir o que fazer. Como advogado-geral da União, Toffoli tinha a atribuição de lidar com o tema. Até por isso, não é possível, apenas com base na menção a ele, dizer se havia algo de ilegal na relação com a empreiteira. Mas explicações, vale dizer, são sempre bem-vindas.

Hospital de Clínicas de Porto Alegre terá que indenizar paciente

Hospital de Clínicas de Porto Alegre terá que indenizar paciente

Destaque Direito Saúde
O Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF4) condenou o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) a pagar indenização no valor de R$ 30 mil para uma paciente que foi vítima de erro médico durante uma cirurgia. A decisão foi proferida pela 4° Turma no dia 10 de abril. A vítima, uma pescadora residente em Viamão, ajuizou ação contra o HCPA na 1° Vara Federal de Porto Alegre em 2014. Ela narrou que, após ter realizado cirurgia para a retirada de um cisto no ovário, apresentou quadro de infecção no abdômen e foi encaminhada para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Ela foi submetida a uma segunda cirurgia, na qual foi constatada uma perfuração no reto, que teria sido causada no procedimento anterior. Como a infecção não demonstrava alteração positiva, a equipe médica decidiu realizar um terceiro procedimento cirúrgico, incorporando uma bolsa de colostomia na paciente.

Em seu pedido, a autora requereu que o HCPA pagasse indenização no valor de 100 salários mínimos, pensão alimentícia na quantia de seis salários mínimos, além de prestar tratamento psicológico. A Justiça Federal, entretanto, julgou improcedente o pedido indenizatório, concluindo que as complicações verificadas após a primeira cirurgia foram intercorrências que não poderiam ser previstas pelos médicos, e que o próprio histórico clínico pregresso da autora foi fator determinante para o desfecho ocorrido.

A paciente apelou ao TRF4. Ela alegou que a perfuração ocorreu por imperícia médica, e que a demora na constatação do erro teve relação direta com as complicações do pós-operatório.

A 4° turma decidiu conceder indenização por danos morais e estéticos. Para a desembargadora Vivian Josete Pantaleão Caminha, relatora do acórdão, embora a perícia técnica tenha provado que não houve falhas no atendimento prestado à vítima, a perfuração ocorrida no reto da paciente não poderia deixar de ser percebida pela equipe médica antes do encerramento do procedimento cirúrgico.

“Não se está aqui ignorando o fato de que a autora apresentava fatores de risco para complicações pós-operatórias, bem como ter ela firmado Termo de Consentimento Informado, no qual constam expressamente todos os riscos e complicações possíveis durante e após o procedimento”, ressaltou a magistrada.

A desembargadora salientou que as duas cirurgias subseqüentes e todas as idas da vítima ao hospital durante meses após os procedimentos decorreram da perfuração ocorrida na primeira cirurgia. “Com fundamento na teoria do risco administrativo, entendo comprovados, no caso dos autos, a ação, os danos e o nexo de causa e efeito entre ambos, prescindindo a responsabilidade do réu Hospital de Clínicas da comprovação de dolo ou culpa na conduta de seus agentes, os médicos que atuaram nos procedimentos a que a autora foi submetida”, concluiu Vivian.

Ainda cabe recurso de embargos de declaração no TRF4.

Guedes diz que vai conversar com Bolsonaro sobre intervenção do governo na Petrobras.  O governo marcou uma série de reuniões para discutir a pressão dos caminhoneiros e os efeitos da intervenção na Petrobras e na economia.

Guedes diz que vai conversar com Bolsonaro sobre intervenção do governo na Petrobras. O governo marcou uma série de reuniões para discutir a pressão dos caminhoneiros e os efeitos da intervenção na Petrobras e na economia.

Destaque Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse neste sábado (13) que vai conversar com Jair Bolsonaro sobre a decisão do presidente de vetar o reajuste do diesel. O governo marcou uma série de reuniões para discutir a pressão dos caminhoneiros e os efeitos da intervenção na Petrobras e na economia.

Logo de manhã, a ministra da Agricultura foi ao Palácio da Alvorada. Tereza Cristina levou ao presidente Jair Bolsonaro a demanda de produtores rurais contra a tabela do frete. E tudo gira em torno do diesel, essencial no transporte rodoviário de cargas, pivô da ação do presidente, que barrou o aumento de 5,74%, anunciado pela Petrobras.

A estatal terminou a semana valendo R$ 32 bilhões a menos na bolsa de valores. Diante da reação negativa dos investidores, o governo se apressou em declarar a independência da política de preços da Petrobras.

“O Ministério de Minas e Energia reafirma seu compromisso de não intervenção no mercado, de defesa dos interesses do país nas questões energéticas e, também, dos consumidores quanto a preço, qualidade e oferta de combustíveis. Dessa forma, seguimos em diálogo com os envolvidos na busca pelas soluções mais adequadas”, diz a nota.

O desafio, agora, é convencer a todos de que a política definida vai ser praticada. O vice-presidente Hamilton Mourão tratou a interferência do governo como “fato isolado”.

O próprio presidente Jair Bolsonaro disse que não pretende dar “canetaços” na política de preços da Petrobras. Neste sábado (13), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o caso de agora foi episódico, havia necessidade de preservar o transporte de cargas e os caminhoneiros, para evitar que se repetisse o transtorno que parou o país no ano passado.

O ministro Lorenzoni, que aconselhou o presidente, afirmou que Bolsonaro tomou a atitude porque considerou indispensável. E que a Petrobras reavaliou o aumento e concluiu que havia margem para esperar alguns dias.

Numa encruzilhada entre respeitar a política de preços da Petrobras ou atender a pressão dos caminhoneiros, sem prejuízo da autonomia da empresa, o governo busca uma saída.

Duas reuniões estão agendadas. Na segunda-feira (15), os ministros do Planalto, de Minas e Energia, Infraestrutura, Agricultura e representantes da economia e da Petrobras vão discutir, na Casa Civil, a questão dos caminhoneiros. Na terça-feira (16), será uma reunião mais ampla, com o presidente Jair Bolsonaro. Vão tratar especificamente de combustíveis, Petrobras e economia.

Em Washington, onde participa de reuniões do FMI, o ministro da Economia admitiu que houve efeitos negativos do veto do presidente ao aumento do diesel.

“É evidente que aparentemente já houve um efeito ruim lá fora”, disse Paulo Guedes.

Ao correspondente Luís Fernando Silva Pinto, Paulo Guedes disse que o presidente deve ter se preocupado com “os efeitos políticos” do aumento.

“O presidente já disse para vocês que ele não é um especialista em economia. Então, é possível que alguma coisa tenha acontecido lá. Ele, ao mesmo tempo, é preocupado com efeitos políticos. Estavam falando em greve de caminhoneiros, esse tipo de coisa. Então, é possível que ele esteja lá tentando manobrar com isso”, afirmou o ministro.

JN: Mas o Brasil ceder, o governo ceder tão rapidamente a uma demanda, ou até a uma ameaça, isso joga que mensagem?
Guedes: Eu vou me informar e eu concordo com as suas preocupações. Ao mesmo tempo em que eu concordo com as suas preocupações e indagações, eu acho que o presidente tem muitas virtudes, fez muita coisa acertada e ele já disse que não conhece muito a economia. Então, se ele eventualmente fizer alguma coisa que não seja muito razoável, eu tenho certeza que nós conseguimos consertar. Uma conversa conserta tudo. (Jornal Nacional)

Bolsonaro confirma convocação de mil policiais federais

Bolsonaro confirma convocação de mil policiais federais

Agenda Destaque Segurança
O presidente Jair Bolsonaro confirmou hoje (14) a convocação de mais de mil policiais federais aprovados em concurso público no ano passado.

A medida havia sido anunciada na última quinta-feira (11) pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como parte das ações dos primeiros 100 dias de governo.

Junto com o pacote anticrime, proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e que está em tramitação no Congresso Nacional, a nomeação do novo efetivo para a Polícia Federal faz parte do plano para combater o crime organizado e a corrupção no país.

Combate à corrupção

“O objetivo é compor gradativamente o quadro de inteligência, como no trabalho da Lava-Jato (combate à corrupção) e outros serviços de segurança nacional dentro do orçamento possível destes primeiros 100 dias de mandato”, escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter.

O concurso previa a contratação de 500 pessoas, com nível superior de escolaridade, para as cinco carreiras policiais: 150 para delegado; 60 para perito criminal federal; 80 para escrivão; 30 para papiloscopista e 180 para agente de polícia federal.

Os aprovados estão em fase de convocação para a última etapa do concurso, que é o curso na Academia Nacional de Polícia. A formação dura aproximadamente cinco meses e tem caráter eliminatório. (Agência Brasil)