Sem conseguir votar Previdência, governo Temer anuncia pauta econômica

Sem conseguir votar Previdência, governo Temer anuncia pauta econômica

Destaque

Sem conseguir votar a reforma da Previdência, o governo anunciou uma pauta econômica prioritária com a presença de ministros e líderes do governo no Congresso na noite desta segunda-feira. Apesar do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ter negado várias vezes um “plano B”, a administração federal elencou 15 pontos considerados importantes para o país do ponto de vista fiscal e econômico. Dentre os pontos colocados estão a simplificação tributária (reforma do PIS/Cofins); o marco legal de licitações e contratos; o programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais; a desestatização da Eletrobras e a nova lei de finanças públicas.

De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, a decisão foi tomada pelo presidente Michel Temer após constatada a impossibilidade de tramitação da reforma durante a intervenção no Rio de Janeiro. “O presidente, à luz das ponderações, tivemos que concluir que não se poderia iniciar a discussão que tínhamos programado da reforma da Previdência. Diante disso, o presidente solicitou e, tanto os líderes e os presidentes do Senado e da Câmara, elencaram o que poderia ser uma pauta micro e macroeconômica, para nós passarmos imediatamente a trabalhar”, explicou.

De acordo com o senador Romero Jucá (MDB-RR), os presidentes da Câmara e do Senado farão um “esforço concentrado” a partir do mês que vem para tramitar todos os temas da pauta prioritária, a pouco mais de dez meses para o fim do governo: “Na verdade, há uma consciência por parte das lideranças políticas que formam a base de que vai ser preciso elencar um esforço e definir um ritmo muito forte de votação. Mas isso será feito”.

“Esses 15 pontos definem uma prioridade política e econômica. A reforma não pode ser votada, mas existem pontos que vão melhorar o ambiente fiscal, de negócios, que dará condições para o país responder no que diz respeito às transformações”, acrescentou o senador, líder do governo na Casa.

Os ministro e líderes negam que a reforma da Previdência esteja enterrada. Para Padilha, é possível aprová-la em outubro, após as eleições. Ele entende que os parlamentares que hoje não votam com o governo podem mudar de ideia caso não sejam reeleitos. Já o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirma que “as condições políticas virão com a eleição de outubro”.

Veja os ítens da Pauta Prioritária:

1. Reforma do PIS/COFINS – Simplificação Tributária

2. Autonomia do Banco Central

3. Marco legal de licitações e contratos – Projeto de Lei (PL) 6814

4. Nova lei de finanças públicas – PL 295

5. Regulamentação do teto remuneratório – PL 6726

6. Desestatização da Eletrobras – PL 9463

7. Reforço das Agências Reguladoras – PL 6621

8. Depósitos voluntários no Banco Central – PL 9248

9. Redução da desoneração da folha – PL 8456

10. Programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais – PL 9215

11. Cadastro positivo – PLP 441

12. Duplicata eletrônica – PL 9327

13. Distrato – PLS 774

14. Atualização da Lei Geral de Telecomunicações

15. Extinção do Fundo Soberano (Agência Brasil)

Câmara aprova decreto de intervenção no Rio; senadores votam medida nesta terça

Câmara aprova decreto de intervenção no Rio; senadores votam medida nesta terça

Destaque Direito

A Câmara dos Deputados aprovou, por 340 votos a 72, o decreto legislativo que autoriza a intervenção federal na área de segurança pública do estado do Rio de Janeiro. Após mais de seis horas de discussões e táticas de obstrução pelos contrários à medida, os deputados acataram o parecer da deputada Laura Carneiro (MDB-RJ) favorável à medida, anunciada pelo presidente Michel Temer na última sexta-feira (16).

Nesta terça-feira (20), o Senado deve realizar, às 18h, uma sessão extraordinária destinada a votar o decreto. Caso o texto que estipula a intervenção seja aprovado pela maioria simples dos senadores presentes, o Congresso Nacional poderá publicar o decreto legislativo referendando a decisão de Temer de intervir no Rio de Janeiro.

A sessão durou mais do que o comum para uma segunda-feira e adentrou a madrugada desta terça-feira, em um dia em que os parlamentares ainda estão, normalmente, retornando de seus estados. Ao longo das discussões, quatro requerimentos foram apreciados pelos deputados por meio de votação nominal, o que significa que eles tiveram que votar no painel eletrônico, e não de modo simbólico. Após orientações dos líderes, os três pedidos de adiamento da votação foram rejeitados pela maioria dos parlamentares. Já o requerimento para encerramento das discussões foi aprovado por 328 votos a 7, mesmo com a obstrução dos oposicionistas, que não deram quórum neste momento.

Ao abrir a sessão, por volta das 20h, o presidente da Câmara (DEM), Rodrigo Maia, que é deputado pelo Rio de Janeiro, fez um apelo aos colegas para que aprovassem a medida.

Durante as votações, deputados favoráveis e contrários à medida se revezaram na tribuna. Para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), a votação precisava ser adiada para que o governo dissesse de onde viriam os recursos para que a intervenção entre efetivamente em ação. “É o momento importante para se fazer um balanço jamais feito das 29 operações de Garantia da Lei e da Ordem ocorridas no país desde 2010. Alguém tem um relatório da eficácia disso?”, questionou o parlamentar.

Já para o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), a intervenção federal é prevista constitucionalmente e cabe ao Congresso Nacional aprovar ou não a iniciativa do Poder Executivo. “Lamento que alguns partidos prefiram fazer o discurso hipócrita e de enganação ao povo do meu estado, que já não aguenta mais insegurança em todos os lugares. Nós precisamos urgentemente, no Rio de Janeiro, que a Constituição seja cumprida. Intervenção federal já. E hoje vocês decidem: andar com os bandidos do PCC, do Comando Vermelho e do Terceiro e por aí, ou [aprovarem o decreto]”, defendeu. (Agência Brasil)

Uruguai defende candidatura conjunta com Argentina e Paraguai para Copa de 2030

Uruguai defende candidatura conjunta com Argentina e Paraguai para Copa de 2030

Destaque

O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, defendeu nesta segunda-feira (19) que a Copa do Mundo de Futebol de 2030 seja realizada no seu país, na Argentina e Paraguai, numa candidatura conjunta, devido a história do torneio na região. A informação é da agência EFE.

“Não há nada que permitam os dirigentes do futebol mundial afirmarem que não há condições de se realizar o campeonato na região. Acreditamos que é justo que esse Mundial de 2030 possa ser organizado entre Argentina, Paraguai e Uruguai”, disse o chefe de Estado.

Os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, do Paraguai, Horacio Cartes, e do Uruguai, Tabaré Vázquez, haviam se reunido em outubro passado em Buenos Aires com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para apresentar a candidatura conjunta dos três países para sediar a Copa de 2030.

Agora os líderes dos três países se encontraram em Montevidéu, para reunião de trabalho da comissão integrada da candidatura. Vázquez assegurou ter convicção de que “a região do Rio da Prata” tem capacidade de organizar com sucesso a competição.

“Hoje parece difícil organizar um Mundial, é por isso que três países estão nos reunindo para realizá-lo. Pensem como terá sido difícil em 1930, embarcar na aventura de organizar a primeira copa [realizada no Uruguai]. Se tivesse sido uma experiência ruim, não sei se hoje estaríamos falando de um novo Mundial”, avaliou o presidente do Uruguai.

Sobre a possível concorrência de “outros países muito poderosos”, ele lembrou que nenhum deles foi sede da primeira edição da Copa, em 1930. Após o encontro entre líderes dos três países, foram apresentadas duas sugestões de logotipos para a edição centenária da Copa, criadas pela área criativa e de design do governo da Argentina.

O secretário do Esporte do Uruguai, Fernando Cáceres, disse, em entrevista coletiva, que a comissão de candidatura estudará, nos próximos 15 dias, as marcas apresentadas. (Agência Brasil)

RS: 32 municípios sobem de categoria no Mapa do Turismo

RS: 32 municípios sobem de categoria no Mapa do Turismo

Agenda Agronegócio Destaque Direito do Consumidor Economia Negócios Turismo

O Ministério do Turismo atualizou a categorização dos municípios que compõem o Mapa do Turismo Brasileiro. Esse instrumento é importante para acompanhar o desempenho da economia do turismo nos municípios e serve também como balizador de políticas do setor e direcionamento de verbas federais. De acordo com a nova categorização, 32 municípios do Rio Grande do Sul tiveram crescimento econômico pelo setor, seja por terem aumentado o número de empregos através do turismo, ampliado os estabelecimentos formais de hospedagem ou o fluxo de turistas domésticos e internacionais.

“O trabalho de categorização permite que o gestor responsável pelo turismo no município acompanhe a evolução da atividade de maneira clara e rápida. Com a definição de que esse trabalho será realizado a cada dois anos, será possível definir com mais clareza as políticas públicas a serem adotadas e os investimentos que deverão ser feitos”, explica o diretor do Departamento de Ordenamento do Turismo (DEOtur), do Ministério do Turismo, Rogério Antônio Cóser.

Por outro lado, outros 24 municípios do estado tiveram redução em suas categorias – Alto Alegre, Arambaré, Araricá, Bagé, Barão do Triunfo, Camaquã, Campo Bom, canoas, Cidreira, Condor, Derrubadas, Doutor Maurício Cardoso, Doutor Ricardo, Farroupilha, Maratá, Palmares do Sul, Protásio Alves, Relvado, Roque Gonzales, São Gabriel, São Luiz Gonzaga, Torres, Viamão e Xangri-lá. Importante ressaltar que a categorização é um processo dinâmico e perene que, assim como o Mapa do Turismo Brasileiro, deverá ser atualizado e aperfeiçoado periodicamente. Assim, se um município teve seu fluxo turístico e seus estabelecimentos formais de hospedagem ampliados, provavelmente, na próxima edição da categorização, quando os dados dele serão novamente considerados, ele poderá mudar de categoria.

APOIO DO MTUR – De olho na melhoria da infraestrutura de cidades cuja classificação foi reduzida, o MTur já destinou, desde 2003, aproximadamente R$ 44,5 milhões para

Alto Alegre, Arambaré, Bagé, Barão do Triunfo, Camaquã, Campo Bom, canoas, Cidreira, Condor, Derrubadas, Doutor Maurício Cardoso, Doutor Ricardo, Farroupilha, Maratá, Palmares do Sul, Protásio Alves, Relvado, Roque Gonzales, São Gabriel, São Luiz Gonzaga, Torres e Xangri-lá para obras de sinalização, pavimentação, revitalização de praças, construção de centros culturais e pórticos, reurbanização, entre outros.

Segundo a portaria 39/2017 do MTur, somente municípios classificados entre ‘A’ e ‘D’ podem pleitear apoio a eventos geradores de fluxo turístico. De acordo com a nova categorização, as cidades – Anta Gorda, Capivari do Sul, Coronel Bicaco, Cruzeiro do Sul, Dona Francisca, Estrela Velha, Floriano Peixoto, Gramado doa Loureiros, Guarani das Missões, Inhacorá, Itaara, Marques de Souza, Muçum, Nova Alvorada, Nova Pádua, Pinto bandeira, Salvador das Missões, Santa Tereza, Santiago, São Nicolau, Sertão Santana, Severiano de Almeida, Três cachoeiras, Tuparendi – agora na categoria ‘D’, passam a poder contar com até R$ 150 mil por ano do governo federal para a realização de festejos. Já Esteio, Guaíba, Lagoa Vermelha, Mostardas, Panambi, São José dos Ausentes e Soledade, classificadas como ‘C’, têm direito a um limite de R$ 400 mil, enquanto Nova Petrópolis, agora na categoria ‘B’, passa a acessar um teto de R$ 500 mil.

Todos os municípios – de A a E – estão aptos a pleitear recursos de infraestrutura, como construção de estradas e rodovias de interesse turístico; orlas e terminais fluviais, lacustres ou marítimos; reforma de terminais rodoviários intermunicipais e interestaduais, de aeroportos, ferrovias e estações férreas de interesse turístico; sinalização turística, entre outros.

O Rio Grande do Sul conta com 371 cidades no Mapa do Turismo Brasileiro, classificadas da seguinte maneira: A (02), B (12), C (37), D (210) e E (110).

CONFIRA AS MUDANÇAS DE CATEGORIAS – As novas categorias já estão disponíveis no endereço www.mapa.turismo.gov.br.

» Os 32 municípios que cresceram:

Anta Gorda

Capivari do Sul

Coronel Bicaco

Cruzeiro do Sul

Dona Francisca

Esteio

Estrela Velha

Floriano Peixoto

Gramado dos Loureiros

Guaíba

Guarani das Missões

Inhacorá

Itaara

Lagoa Vermelha

Marques de Souza

Mostardas

Muçum

Nova Alvorada

Nova Pádua

Nova Petrópolis

Panambi

Pinto Bandeira

Salvador das Missões

Santa Tereza

Santiago

São José dos Ausentes

São Nicolau

Sertão Santana

Severiano de Almeida

Soledade

Três Cachoeiras

Tuparendi

Segundo Summit Talks debaterá sobre mulheres e startups de sucesso

Segundo Summit Talks debaterá sobre mulheres e startups de sucesso

Destaque Negócios Tecnologia

A segunda edição do Summit Talks vai tratar do protagonismo feminino no próximo dia 21 de fevereiro, no Gram Fiestas, em Gramado. Três  empreendedoras à frente de empresas disruptivas do Brasil debaterão sobre o tema mulheres e grandes startups. A Summit Talks é a extensão da Gramado Summit ao longo do ano. Mensalmente, um evento itinerante leva grandes cases do empreendedorismo digital para palestras e debates. O evento faz parte da programação oficial da Gramado Summit, que ocorre de 08 a 10 de agosto de 2018, e também integra a programação de aniversário dos 30 anos da Rossi & Zorzanello. A ação é aberta e gratuita para todos que já garantiram sua credencial para o evento de startups do país. O objetivo é proporcionar conhecimento e promover, cada vez mais, o debate da Nova Economia no Brasil.

Viviane Sedola (Growth Hacker), Rochelle Silveira (Bela Pagamentos) e Clarissa Santiago (Guide 121) contarão suas trajetórias e avaliarão o cenário empreendedor do país. A mediação será de Rafael Ribeiro, diretor executivo da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

Viviane Sedola – É co-fundadora da Kickante, maior plataforma brasileira de financiamento coletivo. Relações Públicas e expert de crowdfunding no Brasil, acumula mais de 10 anos de atuação nas áreas de comunicação, marketing, captação de recursos e soluções digitais, acumulando passagem pelas empresas Casas Bahia e Groupon.

Rochelle Silveira – É co-fundadora da Bela Pagamentos, fintech que cria soluções de venda, pagamento e gestão para empresas do mercado de turismo e entretenimento. Desde jovem, apaixonada por inovação e auto-didata, aprendeu sobre negócios e desenvolvimento e, com 16 anos, começou a empreender. É responsável por conduzir toda a área de produto e tecnologia da Bela e esteve envolvida na criação das principais soluções da empresa. É uma Empreendedora Promessas Endeavor, a maior organização de apoio a empreendedorismo e empreendedores de alto impacto.

Clarissa Santiago – A empreendedora tem 10 anos de experiência com projetos de inovação e desenvolvimento de negócios e 3 anos trabalhando com desenvolvimento de plataformas digitais. MBA em Trends & Innovation, palestrante TEDxInatel, consultora nos temas de gamificação e desenvolvimento de pessoas.

Rafael Ribeiro – Cientista da Computação com especialização em Inovação pela ESPM. Empreendedor há 12 anos no mercado de tecnologia e Business Inteligência. Desenvolvedor de grandes projetos para corporações como Mitsubishi, Santander, Itau, Claro entre outras. Líder da comunidade de founders na Aceleradora Germinadora e co-fundador da startup Monsterjoy, acelerada pela Artemisia e Germinadora. Atualmente é diretor executivo da Associação Brasileira de Startups.

A proposta da edição surge da presença cada vez mais marcante de mulheres no mercado de inovação e no ecossistema de startups, revolucionando indústrias e o modo de gerir empresas. Por isso, além dos cases de sucesso, a edição será responsável por desenvolver um panorama geral, através de dados referentes à relevância e participação.

 

Psol entra com mandado de Segurança para suspender votação da intervenção no Rio de Janeiro

Psol entra com mandado de Segurança para suspender votação da intervenção no Rio de Janeiro

Destaque

Entre outros pontos, o mandado questiona a falta de justificativa para a edição do decreto; ausência de consulta prévia aos Conselhos da República e de Defesa Nacional, já que o decreto foi assinado na última sexta e os Conselhos foram convocados nesta segunda-feira; e o fato de o decreto ter sido assinado sem que o Conselho da República estivesse completo como exige o texto da Constituição Federal, já que Câmara dos Deputados e Senado Federal não haviam indicado os quatro “cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade” que devem indicar para compor a instância, como previsto no inciso VII do artigo 89, que trata do Conselho da República. O Psol destaca que apenas o Presidente da República indicou os dois membros deste inciso a que tinha direito. (Agência Brasil)

Banrisul apresenta maior lucro líquido da história em 2017.  Os ativos totais do Banrisul alcançaram saldo de R$ 73,3 bilhões em dezembro de 2017, uma expansão de 6,2%; por Carlos Machado/Rádio Guaíba

Banrisul apresenta maior lucro líquido da história em 2017. Os ativos totais do Banrisul alcançaram saldo de R$ 73,3 bilhões em dezembro de 2017, uma expansão de 6,2%; por Carlos Machado/Rádio Guaíba

Agronegócio Economia Negócios Notícias
O lucro líquido do Banrisul em 2017 foi de R$1,053 bilhão, um crescimento de 59,6% na comparação com o ano anterior, quando o Banco registrou lucro líquido de R$ 659,7 milhões. Os dados foram divulgados na manhã desta segunda-feira na sede do Banco, em Porto Alegre, e representam o maior lucro da história da instituição.

Segundo o presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga Veras Mota, o bom desempenho registrado no ano passado reflete a estabilidade da margem financeira, o menor fluxo de despesas e o crescimento das receitas de tarifas e serviços. Os ativos totais do Banrisul alcançaram saldo de R$ 73,3 bilhões em dezembro de 2017, uma expansão de 6,2% na comparação com o ano anterior.

“Fizemos um forte trabalho na recuperação do crédito e da redução do índice de inadimplência, num crescimento forte da carteira da pessoa física e nos serviços prestados. Ou seja, a forte receita dos serviços e a forte contenção das despesas, considerando a criação do plano de aposentadoria voluntária e a diminuição da folha de pagamento, deu resultados”, avaliou o presidente do Banco.

Segundo Mota, a operação da venda das ações continua suspensa, por enquanto, e nos próximos dias uma decisão deve ser tomada sobre o assunto. “A venda vai depender do valor das ações no mercado, da renegociação da dívida do Rio Grande do Sul com a União e toda a fase da Recuperação Fiscal do Estado, mas ainda não há uma definição”, disse. Questionado se a venda do Banrisul pode ser incluída no pacote de concessões para a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal, o presidente do Banco disse que a hipótese está descartada.

O governador José Ivo Sartori participou do evento e destacou o bom desempenho recorde. “Sem dúvida nenhuma uma marca histórica que reafirma a constante busca do Banrisul para ser um banco moderno, sustentável e eficiente”, comemorou Sartori. Ao final do evento, o governador lançou uma placa comemorando o lucro líquido recorde da instituição no ano de 2017.

Após manifestações, hashtag “QueroMeAposentar” lidera assuntos mais comentados no Twitter

Após manifestações, hashtag “QueroMeAposentar” lidera assuntos mais comentados no Twitter

Cidade Economia Notícias Porto Alegre Segurança

A hashtag #QueroMeAposentar liderou as menções no Twitter Brasil na manhã desta segunda-feira. O termo é utilizado pelos usuários que protestam contra a reforma da Previdência, e acompanha os posts dos movimentos sociais que realizam manifestação contra o projeto nesta data. Em São Paulo, sindicatos de bancários, metalúrgicos do ABC e motoristas e cobradores de ônibus do ABC e Guarulhos, fazem um dia de paralisação contra a reforma. Outros movimentos sociais também fizeram bloqueios parciais em rodovias de todo o país.

As manifestações estavam programadas há dias e eram projetadas para coincidir com o início da votação da reforma da Previdência em Brasília, agendada para esta semana. No entanto, por causa da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, o tema foi retirado da pauta do Congresso. (Correio do Povo e AE)

RS aposta em pré-acordo antes de concluir adesão à Recuperação Fiscal; por Taline Oppitz/Correio do Povo

RS aposta em pré-acordo antes de concluir adesão à Recuperação Fiscal; por Taline Oppitz/Correio do Povo

Destaque

Em meio à série de exigências que ainda precisam ser cumpridas para concretizar a adesão do Rio Grande do Sul ao Plano de Recuperação Fiscal, o governo aposta, em um primeiro momento, na viabilidade de firmar um pré-acordo. Segundo articuladores, com a assinatura prévia, o Piratini já garante a carência de 36 meses, prorrogáveis por mais 36, do pagamento da dívida com a União, afastando temor que assombra o Piratini há meses: a possibilidade de derrubada da liminar de autoria do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, que em 2 de agosto desobrigou os pagamentos do serviço mensal da dívida. A liminar está sendo questionada pela Advocacia-Geral da União e o passivo já ultrapassa R$ 1,2 bilhão.

Com a assinatura de pré-acordo, o Executivo gaúcho continuaria a negociar e trabalhar para viabilizar a segunda etapa, permitida na legislação federal, de ampliação da capacidade de endividamento do Rio Grande do Sul, atualmente esgotada. A legislação estabelece que a capacidade de endividamento é de duas vezes a Receita Corrente Líquida referente a um ano, ou seja, 200%.

A situação atual do Estado é de 218%. Para ampliar a capacidade de endividamento, segundo o Plano de Recuperação Fiscal, o governo gaúcho precisaria garantir contrapartidas financeiras, onde entrariam as privatizações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás.

A iniciativa, no entanto, esbarra na falta de votos na Assembleia para derrubar a obrigatoriedade, estabelecida na Constituição Estadual, de realização de plebiscito antes das privatizações. Uma das alternativas em análise no Piratini é a de negociar recursos que podem ser obtidos com a venda das ações do Banrisul. A transação, estimada em cerca de R$ 2,2 bilhões, ocorreria no ano passado mas acabou adiada em função de situação desfavorável do mercado.

Protestos contra reforma da Previdência ocorrerão na segunda em Porto Alegre; Henrique Massaro/Correio do Povo

Protestos contra reforma da Previdência ocorrerão na segunda em Porto Alegre; Henrique Massaro/Correio do Povo

Destaque

A segunda-feira em Porto Alegre será marcada por uma série de protestos contra a aprovação da Reforma da Previdência. Sem características de greve geral, a mobilização, chamada pelas centrais sindicais e pelos movimentos sociais, deve ser marcada por atos e paralisações na Capital, no Interior do Estado e nas rodovias federais. A partir das 5h, o Monumento do Laçador já deve ser ponto de encontro de manifestantes, que marcharão em direção ao Aeroporto Internacional Salgado Filho com o objetivo de pressionar deputados que viajam para Brasília.

Além da pressão nos parlamentares, representantes de centrais sindicais devem dialogar com a população para mostrar que consideram a proposta prejudicial para o país. Ainda pela manhã, às 7h, ocorre uma concentração na Estação Rodoviária, onde serão distribuídos panfletos aos usuários de ônibus.

Mais tarde, às 8h30min, deve ocorrer uma marcha até o prédio do INSS, localizado na Travessa Mário Cinco Paus, ao lado do Mercado Público. A atividade marcará o ato em defesa da Previdência. No final da tarde será realizado um grande ato na Esquina Democrática. “Nós já ganhamos o debate sobre a Reforma, a população já entendeu que isso é blefe, mas eles estão insistindo em votar”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Claudir Nespolo. De acordo com ele, é momento de alertar a sociedade quem são os deputados que poderão votar a favor das mudanças. “Quem votar, a fotografia vai para os postes e outdoors até o dia das Eleições”, afirmou.

Segundo Nespolo, os pontos mais prejudiciais da Reforma da Previdência são referentes ao tempo de contribuição. “Por mais que tenham reduzido o projeto inicial, permanece a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, com 40 anos de contribuição”, disse o presidente da CUT-RS, que entende que a comprovação do tempo ficou ainda mais difícil depois da aprovação da Reforma Trabalhista.