Livros: J. J. Camargo lança “Se você para, você cai” com palestra no Centro Histórico Cultural da Santa Casa

Livros: J. J. Camargo lança “Se você para, você cai” com palestra no Centro Histórico Cultural da Santa Casa

Cidade Comportamento Cultura Destaque Saúde Trabalho

O Dr. J.J. Camargo não para nunca. Sorte dos leitores que acabam de ganhar mais um livro repleto de humanismo. São textos de alta qualidade que propõem uma reflexão sobre o sentido da vida, o investimento em pesquisas científicas e, principalmente, a troca de experiências entre médicos e pacientes. As crônicas do Dr. J.J. apresentam histórias emocionantes como a de médicos que morreram tentando transportar órgãos para transplantes ou a de pessoas que poderiam estar se aposentando mas decidem ter uma vida ativa porque acreditam que ainda têm muito a contribuir. A sessão de autógrafos do novo livro acontece dia 25 de junho, às 18h e terá palestra seguida de autógrafos, no Centro Histórico Cultural da Santa Casa.

Há ainda um texto que é uma verdadeira homenagem ao também médico e escritor Moacyr Scliar: “Mesmo quando passou a ser reconhecido como escritor de renome internacional, jamais deixou de exercer sua atividade médica, pelo contrário, dedicou-lhe mais energia para seguir atendendo pacientes e ensinando, depois que descobriu o fascínio de interagir com a inquietude da mocidade.”

Em vez de histórias e dor, em Se você para você cai o leitor encontra relatos de gratidão, amizade, solidariedade e, acima de tudo, valorização da vida, com o olhar de um médico que está sempre disposto a acolher seus pacientes, nem que o único tratamento possível seja ouvi-los.

 

se_voce_para_voce_cai_9788525438430_hdSe você para, você cai J. J. Camargo

Formato: 14 x 21 cm |

208 páginas |

R$ 38,90

AUTÓGRAFOS:

25 de junho às 18h: palestra seguida de autógrafos no Centro Histórico Cultural da Santa Casa

 

 

 

J.J. Camargo é professor de cirurgia torácica na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Doutor em pneumologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde se formou em 1970, fez especialização na Clínica Mayo (EUA). Foi pioneiro em transplante de pulmão na América Latina em 1989 e o primeiro a realizar transplante de pulmão com doadores vivos fora dos EUA, em 1999. É responsável por dois terços dos transplantes de pulmão feitos até hoje no Brasil. É diretor do Centro de Transplantes da Santa Casa de Misericórdia, presidente da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina (ASRM) e membro titular da Academia Nacional de Medicina. Publicou três livros na sua especialidade e é autor de Não pensem por mim (crônicas, AGE, 2008), A tristeza pode esperar (crônicas, L&PM Editores, 2013) e Do que você precisa para ser feliz? (crônicas, L&PM Editores, 2015), O que cabe em um abraço (crônicas, L&PM Editores, 2016) e Felicidade é o que conta (crônicas, L&PM Editores, 2017). Possui uma coluna semanal no caderno Vida do Jornal Zero Hora.

 

 

 

 

 

 

Cremers é contra a abertura de novas escolas médicas

Cremers é contra a abertura de novas escolas médicas

Destaque Direito Educação Saúde Trabalho

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) é contra a abertura de novas faculdades de Medicina, bem como a criação de mais vagas nos cursos existentes. No Brasil, são 336 escolas médicas (20 no RS), oferecendo 34.853 vagas no primeiro ano. Cerca de 25 mil novos profissionais são formados a cada ano. Hoje, são mais de 450 mil médicos em atividade no país, sendo 32 mil no Rio Grande do Sul. A quantidade de médicos formados não seria problema se a qualidade acompanhasse esse crescimento exponencial. No entanto, nos últimos anos, a qualidade do ensino decaiu sensivelmente, e deverá decair ainda mais se o governo federal não interromper de forma efetiva a abertura de novas faculdades e fechar aquelas que comprovadamente não estão habilitadas a formar médicos qualificados.

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O Cremers ainda defende a manutenção da moratória, conforme Portaria 328/2018, do Ministério da Educação, que suspende a abertura de novas escolas e o aumento de vagas em cursos já em funcionamento.
Essa medida foi publicada com o objetivo de estancar a criação de novos cursos. Há cerca de 15 anos, havia 128 escolas médicas no Brasil – a grande maioria de boa qualidade. Desde então, o Ministério da Educação (MEC) autorizou mais 208 cursos, a maior parte deles mais preocupados com questões mercantilistas do que com a formação de profissionais qualificados e com o bom atendimento da população. O Ensino Superior, especialmente na área da Saúde, não pode ser uma indústria de profissionais. A qualidade deve ser a premissa de qualquer escola que se proponha a lidar com pessoas. Quando se fala em salvar vidas, esse princípio deve ser uma regra indiscutível.

Comunicação: Fernanda Barth é a nova comentarista de política e economia da RDCTV

Comunicação: Fernanda Barth é a nova comentarista de política e economia da RDCTV

Comunicação Destaque Tecnologia Trabalho

A RDC TV anunciou um reforço importante para a editoria de política nesta segunda-feira (17). Passa a fazer parte do “casting” da emissora, a jornalista e cientista política Fernanda Barth. Ela assinou o contrato após reunião com o CEO do canal, Márcio Irion, e o gerente de programação, Cássio Peres.

Fernanda também é professora e palestrante. Ela fará comentários de política e economia no Rio Grande em Movimento, jornal diário da RDC TV, que vai ao ar às 12h. Ela também assinará uma coluna no portal de notícias da emissora.

Formada em Jornalismo na PUCRS, a comentarista possui mestrado em Ciência Política pela UFRGS e faz parte dos grupos PEnsar +, Avança Brasil e Brasil 200.

Antes de chegar à RDC TV, Fernanda esteve na Coordenação de Comunicação da Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas da Prefeitura Municipal de Porto Alegre  e trabalhou na Consultoria de Inteligência Política para Instituto Methodus.

Maia diz que comissão pode aprovar Previdência na semana que vem

Maia diz que comissão pode aprovar Previdência na semana que vem

Destaque
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (17) que a reforma da Previdência pode ser aprovada pela comissão especial que analisa o tema até o próximo dia 26. O parecer do relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) na comissão especial da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP), foi lido na última quinta-feira (13).

O texto foi criticado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, segundo o qual, as alterações feitas na proposta inicial enviada pelo governo podem “abortar” a reforma. Para o ministro, entre os principais problemas, estão as mudanças nas regras de transição que reduziram substancialmente a economia projetada.

Rodrigo Maia disse que o posicionamento de Guedes teve efeito positivo. “A fala uniu o Parlamento, nos deu chance de estar mais próximos dos governadores e prefeitos. Tem crises ou críticas que vêm para bem. Essa é uma delas. Fortaleceu a certeza [de] que a Câmara e o Senado podem ter neste momento o papel [de] protagonista que nunca tiveram nos últimos 20 anos”, afirmou o presidente da Câmara depois de participar de um evento sobre transparências promovido pelo Grupo Bandeirantes.

Joaquim Levy

Maia comentou a demissão do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy. Ele pediu para deixar o cargo ontem (16) após ser criticado pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo Bolsonaro, o motivo do descontentamento com Levy foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES.

O presidente da Câmara defendeu Levy e Barbosa. “Queria que o Marcos Pinto pudesse ser aproveitado em uma área de um debate importante sobre economia com viés social. Ele é um dos melhores do Brasil nessa área. Demitir faz parte da vida, é um direito do governo, mas da forma como foi feito, criou suspeição sobre o Marcos Pinto. Esse advogado que foi demitido do BNDES é um dos quadros que mais entendem de política econômica do ponto de vista social no Brasil”, ressaltou Maia, que elogiou a trajetória de ambos e os serviços que prestaram ao país. (Agência Brasil)

Royal Trudel abre nova loja em Gramado e estima faturar R$ 30 milhões este ano

Royal Trudel abre nova loja em Gramado e estima faturar R$ 30 milhões este ano

Destaque Economia Negócios

A gaúcha Royal Trudel inaugura nesta sexta-feira (14) sua segunda unidade em Gramado, cidade sede da primeira loja. Com essa nova operação, chegam a 24 o total de pontos de vendas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília, e uma projeção de atingir um faturamento anual de R$ 30 milhões em 2019. Criada em 2016 em Gramado, no Rio Grande do Sul, a Royal Trudel oferece mais de 30 variações do Trudel, um doce romeno muito popular em cidades como Praga e Budapeste, e encontrado em diversas barraquinhas nas famosas cidades do Leste europeu, tradicionalmente assado em espetos de madeira e forno a carvão. Consiste em uma massa de pão doce especial assada no espeto com açúcar e canela, possui diversas opções de recheio e adicionais variados.

“Era um sonho antigo abrir um novo ponto de vendas na cidade que viu a empresa nascer. É um excelente ponto comercial que vai atender o público que se concentra mais na zona central da cidade. A necessidade também surgiu das imensas filas que se formam na loja mais antiga e a expectativa é de que, com duas lojas, possamos atender aos turistas com mais conforto. ”, comenta Patrícia Turmina, uma das sócias da empresa.
A Royal Trudel vem expandindo rapidamente desde 2016, e também contabiliza unidades nos shoppings Praia de Belas e Patio Ivo Rizzo, em Porto Alegre, ParkShopping, em Canoas, Iguatemi em Caxias do Sul, Passo Fundo Shopping, em Passo Fundo. Fora do Rio Grande do Sul já existem unidades em Blumenau, Chapecó, Joinville, Tijucas, Florianópolis e duas em Balneário Camboriú (SC), Curitiba (PR), Piracicaba, Campinas, Santo André, São José do Rio Preto, São Vicente e uma unidade temporária em Campos do Jordão (SP), Niterói e a capital Rio de Janeiro, Uberlândia (MG) e Brasília (DF).

Livros: Record lança novos ensaios de Scruton e Sowell. Pensador inglês é atração do ‘Fronteiras do Pensamento’ em Porto Alegre e São Paulo no mês de julho

Livros: Record lança novos ensaios de Scruton e Sowell. Pensador inglês é atração do ‘Fronteiras do Pensamento’ em Porto Alegre e São Paulo no mês de julho

Comportamento Cultura Destaque Economia

Dois expoentes do pensamento conservador e liberal, o inglês Roger Scruton e o americano Thomas Sowell lançam novos ensaios pela Editora Record. John Gray completa a tríade de grandes ensaístas com O silêncio dos animais. Scruton, estará, em julho no Brasil, onde palestrará no Fronteiras do Pensamento, em Porto Alegre e São Paulo.  Intelectual que analisa as grandes correntes do pensamento ocidental, ele  é autor de obras sobre filosofia, política e estética. Professor na Inglaterra e nos Estados Unidos, Scruton é um dos expoentes do pensamento conservador contemporâneo e grande polemista.

LIVRO3Considerado um dos mais importantes filósofos da atualidade, lecionou na Universidade de Londres e, atualmente, é professor na Universidade de Buckingham. É membro da British Academy, do Centro de Ética e Política Pública em Washington e da Sociedade Real de Literatura. Integra também o Future Symphony Institute, dedicado a popularizar a música clássica.

É autor de obras como Estética da arquitetura, A alma do mundo, O rosto de Deus e As vantagens do pessimismo. Além de seus livros e produções acadêmicas, produziu para a BBC o documentário Por que a beleza importa?.

Segundo Roger Scruton, a beleza está desaparecendo do mundo porque vivemos como se ela não importasse. Seu livro mais recente é Tolos, fraudes e militantes, lançado no Brasil em 2018 e que investiga o que se tornou a esquerda hoje e como a ideologia evoluiu ao longo do século XX.

Nesta breve e magistral introdução à tradição conservadora, Roger Scruton, um dos maiores intelectuais britânicos da atualidade, oferece aos leitores um convite ao mundo da filosofia política, LIVRO2explicando a história e a evolução do movimento conservador ao longo dos séculos. Em Conservadorismo: Um convite à grande tradição, reúne ensaios sobre a trajetória do pensamento conservador.

Pupilo de Friedman, Thomas Sowell questiona políticas afirmativas

Muitas teses foram propostas para tentar explicar os motivos das diferenças – sociais, econômicas e de outras naturezas – entre indivíduos, grupos e nações. Há quem defenda que os menos favorecidos são vítimas da genética. Outros creem que os menos afortunados são vítimas dos mais afortunados. Mas e se, na realidade, houver uma tentativa ignorante – ou intelectualmente desonesta – de interpretar dados para que sirvam a agendas políticas e acadêmicas? O renomado economista Thomas Sowell apresenta seus argumentos em Discriminação e disparidades.

Anatel proíbe FOX de disponibilizar conteúdo de forma gratuita na internet; do Olhar Digital

Anatel proíbe FOX de disponibilizar conteúdo de forma gratuita na internet; do Olhar Digital

Notícias Tecnologia

Nesta quinta-feira(13), a Anatel, por meio de medida cautelar, determinou que a FOX restrinja seus canais disponíveis na internet, como por exemplo o foxplay.com/br/live,  apenas àqueles que são assinantes do canal nos serviços de TV por assinatura. Em caso de descumprimento, a multa é de R$100 mil por dia e pode chegar até R$ 20 milhões. A Fox Latin American Channels do Brasil tem 30 dias para cumprir determinação.

O processo foi aberto depois que a Claro denunciou a empresa por estar disponibilizando conteúdo da TV paga de forma gratuita, no aplicativo da TV ao Vivo, na Internet. De acordo com a Anatel, essa atividade viola a Lei de Seac, que define a prática de mercado realizada no Brasil para a disponibilização de conteúdo audiovisual.

Leia mais em OLHAR DIGITAL.

Moro desafia: ‘Se quiserem publicar tudo, publiquem. Não tem problema’.  Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirma ao ‘Estado’ que não vai se afastar do cargo; por Fausto Macedo e Ricardo Brandt/O Estado de São Paulo

Moro desafia: ‘Se quiserem publicar tudo, publiquem. Não tem problema’. Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirma ao ‘Estado’ que não vai se afastar do cargo; por Fausto Macedo e Ricardo Brandt/O Estado de São Paulo

Destaque
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou ao Estado que não vai se afastar do cargo. Alvo de ataque cibernético e de vazamento de diálogos atribuídos a ele com procuradores da Lava Jato, no Telegram, Moro disse que o País está diante de “um crime em andamento”, promovido, conforme sua avaliação, por uma organização criminosa profissional. Moro afirmou que não há riscos de anulação do processo do triplex do Guarujá, que levou à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-juiz da Operação Lava Jato vê viés político-partidário na divulgação das mensagens tiradas de aplicativo do coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol. Ele falou em “sensacionalismo” e disse que réus e investigados da Lava Jato teriam interesse no caso. O ministro não reconhece a autenticidade das mensagens e, na primeira entrevista após ter virado alvo dos hackers, desafiou a divulgação completa do material.

Ele afirmou ainda não ver ilicitude nos diálogos e disse que conversava “normalmente” também com advogados e delegados, inclusive por aplicativos. Em quase uma hora de conversa em seu gabinete em Brasília, Moro descartou impactos do caso para o governo Jair Bolsonaro e para o pacote anticrime, que defende no Congresso. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Estadão: O sr. está preocupado, está dormindo em paz?

Sérgio Moro: Fui vítima de um ataque criminoso de hackers. Clonaram meu telefone, tentaram obter dados do meu aparelho celular, de aplicativos. Até onde tenho conhecimento, não foram obtidos dados. Mas os procuradores foram vítimas de hackers e agora está havendo essa divulgação indevida. Estou absolutamente tranquilo em relação à natureza Das minhas comunicações. No fundo, esse processo da Lava Jato é um processo muito complicado. É uma dinâmica dentro da 13.ª Vara Federal (em Curitiba), o dia inteiro proferindo decisão urgente. E a gente recebia procurador, advogado, a gente falava com advogado, falava com todo mundo. E, eventualmente, utilizava aplicativos de mensagem para tratar isso de maneira dinâmica maior. Mas, quanto à natureza das minhas comunicações, estou absolutamente tranquilo.

Estadão: O sr. era o juiz exclusivo dos processo penais da Lava Jato, era o corregedor da Lava Jato?

Moro: Exatamente, às vezes as pessoas tinham como referência a 13.ª Vara e o juiz, no meu caso, e levavam todo tipo de informação, de demanda. Então, as pessoas ouviam histórias verdadeiras, plausíveis e, às vezes, histórias fantasiosas. E, muitas vezes, em vez de levar ao Ministério Público, levavam a mim. O que a gente fazia? A gente mandava para o Ministério Público. Mandava normalmente pelos meios formais, mas, às vezes, existia uma situação da dinâmica ali do dia, naquela correria, e enviava por mensagem.

Estadão: Recebia demandas de advogados?

Moro: Sim, recebia. Procuradores, advogados, o tempo todo. É normal trocar informação, claro, dentro da licitude. Mas, assim, o que tem que se entender é que esses aplicativos de mensagens, eles apenas aceleram a comunicação. Isso do juiz receber procuradores, delegados, conversar com delegado, juiz receber advogados, receber demanda de advogados, acontece o tempo todo. Às vezes chegava lá o Ministério Público: “Ah, vou pedir a prisão preventiva do fulano X”. Às vezes, o juiz tem uma análise lá e fala: “Ó, precisa de prova robusta para pedir a prisão preventiva”. Assim como o advogado chega lá e diz: “Vou pedir a revogação da prisão preventiva do meu cliente”. Às vezes o juiz fala: “Olha, o seu cliente está em uma situação difícil, seria interessante demonstrar a correção do comportamento do cliente, afastar essa suspeita”. Essa interlocução é muito comum. Sei que tem outros países que têm práticas mais restritas, mas a tradição jurídica brasileira não impede o contato pessoal e essas conversas entre juízes, advogados, delegados e procuradores.

Estadão: Os próprios advogados usam a expressão embargos auriculares quando vão conversar com o magistrado.

Moro: Tem essa expressão. Mas é muito comum. Na dimensão da Lava Jato, com todas as diligências que eram ordenadas, às vezes surgiam incidentes no meio dessas buscas, às vezes surgia a necessidade de coisas muita urgentes, era comum você ser contatado, seja verbalmente, seja por aplicativos, mas com demandas lícitas. A questão do aplicativo é apenas um meio.

Estadão: Não contamina a Operação Lava Jato?

Moro: Não, de forma nenhuma. Depois de todas as decisões, tudo era formalizado, colocado nos autos. Agora, existia às vezes situações de urgência, eventualmente você está ali e faz um comentário de alguma coisa que não tem nada a ver com o processo. Isso não tem nenhum comprometimento das provas, das acusações, do papel separado entre o juiz, o procurador e o advogado. Não existe também nenhuma espécie, vamos dizer assim… Até ouvi uma expressão lá de que eu era “chefe da Lava Jato”, isso é uma falsidade.

A entrevista completa está em O Estado de São Paulo.

Após tumulto em frente à garagem de ônibus, 51 manifestantes são detidos em Porto Alegre. Segundo Brigada Militar, grupo teria lançado pedras em direção a policiais; do Correio do Povo

Após tumulto em frente à garagem de ônibus, 51 manifestantes são detidos em Porto Alegre. Segundo Brigada Militar, grupo teria lançado pedras em direção a policiais; do Correio do Povo

Destaque

Pelo menos 51 pessoas foram detidas na zona Sul de Porto Alegre durante protesto em frente à garagem de ônibus da empresa VTC no início da manhã desta sexta-feira. Segundo a Brigada Militar, o grupo estava impedindo a saída dos veículos e teria lançado pedras em direção aos policiais.

Eles foram cercados pela BM, que solicitou um ônibus da própria empresa alvo dos protestos para deslocar o grupo até a 2ª Delegacia de Polícia. Alguns dos detidos são adolescentes.

O tenente-coronel Luz, do 1º BPM, afirmou, em entrevista a Rádio Guaíba, que a detenção ocorreu após tentativa de diálogo e reincidência de atos de vandalismo. “Eles depredaram o canteiro central da via e jogaram pedras”, detalhou. Ainda segundo ele, também foram arremessados cavaletes de propaganda em direção aos policiais. Apesar do confronto, não houve feridos.

O mesmo grupo já havia realizado protesto semelhante em frente à garagem de ônibus da empresa Trevo, que fica próxima à garagem da VTC, no bairro Cavalhada.

Após a ação da BM, a circulação dos ônibus foi normalizada. “Não é uma ordem de governo, e sim da legilação. Estamos fazendo cumprir a legislação”, afirmou o tenente-coronel. (Com informações dos repórteres Guilherme Kepler/Rádio Gaúcha e Samuel Vettori/TV Record)

Bolsonaro demite general Santos Cruz da Secretaria de Governo; Thais Arbex e Daniel Carvalho/ Folha de São Paulo

Bolsonaro demite general Santos Cruz da Secretaria de Governo; Thais Arbex e Daniel Carvalho/ Folha de São Paulo

Destaque Vídeo

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido nesta quinta-feira (13) da Secretaria de Governo da Presidência da República pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Desde que chegou ao Planalto, em janeiro, o ministro se envolveu em uma crise com os filhos do presidente, além de um embate com o escritor Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro.

Um integrante do Palácio do Planalto usou a expressão ‘freio de arrumação’ para explicar a demissão.

 

Leia a íntegra na Folha de São Paulo.

 

Confira a entrevista que fiz com o General Santos Cruz, em março, no gabinete do ainda Ministro.