O fantástico mundo de Petra: como a cineasta inventou um passado clandestino para seus pais.  Em ‘Democracia em Vertigem’, drama público e íntimo se encontram para tratar do teatro político brasileiro; por por Astier Basílio/Estado da Arte

O fantástico mundo de Petra: como a cineasta inventou um passado clandestino para seus pais. Em ‘Democracia em Vertigem’, drama público e íntimo se encontram para tratar do teatro político brasileiro; por por Astier Basílio/Estado da Arte

Destaque

As imagens têm o colorido estourado típico do VHS. O ano é 1984. Quem segura a filmadora é Marília Furtado de Andrade. Tem 34 anos na época das imagens. Estamos dentro da sua casa. É uma festa de aniversário. De sua filha, Petra Costa. A diretora de cinema, agora, tem quase a mesma idade da mãe quando a filmou na cena colocada no início de Democracia em Vertigem, documentário disponível na plataforma Netflix.

Ouvimos a voz da diretora que diz “eu e a democracia brasileira temos quase a mesma idade”. Ao falar do teatro político brasileiro, da greve dos metalúrgicos à eleição de Bolsonaro, Petra abre as portas de sua intimidade. Drama público e íntimo são convocados para uma mesma dança. Quando vemos Marília Furtado de Andrade filmando-se num espelho, a fala de Petra sublinha: “Essa é minha mãe. Ela tinha passado os anos 70 com meu pai na clandestinidade”. Em seguida, acrescenta: “Por uma década, a família não fazia ideia de onde eles moravam”.

“Clandestinidade” consentida pelos pais

Não é a primeira vez que Petra evoca o passado revolucionário dos pais. Em Elena (2012), documentário sobre o drama da perda da irmã, também foram exibidas as fotos de Manoel Costa Júnior e de Marília Andrade. Em 1968 ambos foram presos no Congresso da UNE, em Ibiúna, junto com outros 700 estudantes.

A clandestinidade dos pais da cineasta não passa de uma fantasia lírica. Quando afirma que por dez anos o paradeiro de seus genitores foi desconhecido dos parentes, há só parte da informação. Todos os anos, os pais de Petra visitavam a família em Belo Horizonte[1]. Era, portanto, uma clandestinidade que permitia férias. Tão logo casou, Marília ganhou de presente, 6 mil dólares da família[2]. Em valores de hoje, a soma chega a 44 mil. Foi com esse dinheiro que puderam brincar de revolução.

No Youtube, Petra Costa mantém uma página chamada “Elena Filme”. Há excertos de cenas que não foram aproveitados no documentário. Há um vídeo revelador, “5 Infância na clandestinidade”, no qual encontra-se o seguinte depoimento de Marília Andrade: “Nós não ficamos propriamente na clandestinidade, que nós nem mudamos de nome. Nós ficamos numa coisa que chama stand-by. A gente ficou clandestino para nossa família”.

LEIA A ÍNTEGRA EM O ESTADO DAS COISAS.

Porto Alegre: Legislativo homenageia os 15 anos da Revista Voto

Porto Alegre: Legislativo homenageia os 15 anos da Revista Voto

Comunicação Destaque

“Reconheço uma das iniciativas de maior sucesso da imprensa gaúcha”, enfatizou a vereadora Mônica Leal (PP) ao homenagear, na tarde desta quinta-feira (11/7), no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre, o aniversário de 15 anos da Revista Voto. Proposta pela própria parlamentar, o período contou com a entrega de um diploma às integrantes e idealizadoras do veículo que circula bimestralmente de forma impressa no Rio Grande do Sul, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília, em Nova York (em parceria com o jornal Financial Times) e em plataformas digitais.

Período de Comunicações em homenagem aos 15 anos da Revista Voto. Na foto, a presidente Mônica Leal e a equipe da Revista Voto
Mônica Leal (c) entregou diploma a equipe da Voto. Foto: Ederson Nunes/CMPA

Na oportunidade, Mônica lembrou que, além de ela ser vereadora, também é jornalista. Afirmou que, com isso, se sentia gratificada pela cerimônia em homenagem à trajetória da Revista Voto. “Criada há 15 anos, a Voto é focada na cobertura política do Rio Grande do Sul e do Brasil. Tratando igualmente de economia, cultura, negócios, empreendedorismo, biografias e pautas que tocam a sociedade.”

Conforme a vereadora, a revista se sobressai porque “faz a divulgação do exercício da ética e da democracia” por meio de pessoas que dominam a cena e são formadoras de opinião. Para finalizar, Mônica reforçou a presença feminina na administração, na produção e no comando do veículo homenageado. “Os homens que me perdoem, mas a Voto é mulher”, saudou ao elogiar o espaço político e a construção social da revista.

“É uma emoção poder estar aqui e ser homenageada”, agradeceu a diretora executiva do Grupo Voto, Karim Miskulin. A diretoria falou sobre o nascimento do veículo. Comentou que, no início, ela trabalhava no Legislativo Municipal e que foi a partir daí que “o coração da Voto nasceu nesta Casa”. Na tribuna, sublinhou o papel investigativo e crítico do jornalismo. Disse que “a postura mais cômoda da vida é sempre cruzarmos os braços”.

A diretora ainda mencionou que “notícia ruim pode vender mais, mas acreditamos que é a notícia boa que fomenta o bom exemplo e empurra o país”. Karim destacou ser essencial o jornalismo também mostrar o Brasil que deu certo e que, para tanto, “precisamos deixar de lado conceitos obsoletos”. “Enquanto investem na destruição de reputações, nós nos esforçamos na construção de pontes”, concluiu.

Porto Alegre: Hospital Moinhos alerta sobre insuficiência cardíaca

Porto Alegre: Hospital Moinhos alerta sobre insuficiência cardíaca

Agenda Cidade Notícias Saúde

O Dia Nacional de Alerta da Insuficiência Cardíaca, 9 de julho, foi criado para informar e conscientizar a população sobre a doença. Para reforçar a data, o Hospital Moinhos de Vento realiza nesta semana uma atividade com médicos e equipe assistencial especializados no cuidado dos pacientes com a enfermidade.

Nesta quinta-feira (11), no auditório da instituição, os profissionais vão esclarecer dúvidas e trazer informações sobre os sinais de alerta da doença, além dos tratamentos disponíveis. A atividade ocorre a partir das 19h30, no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm (Rua Ramiro Barcelos, 910 – Bloco C – 4º andar). Inscrições gratuitas pelo site diadealertadainsufic.eventize.com.br

A insuficiência cardíaca é uma doença crônica em que o coração não bombeia o sangue como deveria. Não há cura e seus sintomas normalmente começam devagar. No início, podem aparecer apenas quando se está mais ativo. Com o passar do tempo, problemas respiratórios e outros sintomas podem começar a ser percebidos mesmo ao descansar.

Os sintomas mais comuns da insuficiência cardíaca são: falta de ar na atividade física ou logo após estar deitado por um tempo, tosse, inchaço dos pés e tornozelos, inchaço do abdômen, ganho de peso, palpitações, fadiga, fraqueza e desmaios.

 

SERVIÇO

O quêAtualizações sobre o tratamento da insuficiência cardíaca

Quando: 11 de julho, das 19h30 às 21h

Onde: Anfiteatro Schwester Hilda Sturm (Rua Ramiro Barcelos, 910 – Bloco C – 4º andar)

Aprovada MP da Liberdade Econômica, com regras trabalhistas e fim do eSocial. Relatório do deputado Jeronimo Goergen (PP-RS) estabelece garantias para o livre mercado

Aprovada MP da Liberdade Econômica, com regras trabalhistas e fim do eSocial. Relatório do deputado Jeronimo Goergen (PP-RS) estabelece garantias para o livre mercado

Destaque Direito Direito do Consumidor Economia Negócios Tecnologia

A comissão mista que analisa a medida provisória (MP) 881/2019 aprovou nesta quinta-feira (11) o relatório do deputado Jeronimo Goergen (PP-RS). O texto estabelece garantias para o livre mercado, prevê imunidade burocrática para startups e extingue o Fundo Soberano do Brasil. O projeto de lei de conversão (aprovado quando uma MP é modificada no Congresso) precisa passar pelos Plenários da Câmara e do Senado antes de ir para a sanção do presidente da República. A comissão mista é presidida pelo senador Dário Berger (MDB-SC).  A medida provisória institui a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica. De acordo com o Poder Executivo, o texto tem como objetivos recuperar a economia, garantir investimentos em educação e tecnologia, possibilitar a desestatização e resolver questões concretas de segurança jurídica.

A MP 881/2019 libera pessoas físicas e empresas para desenvolver negócios considerados de baixo risco. Estados, Distrito Federal e municípios devem definir quais atividades econômicas poderão contar com a dispensa total de atos de liberação como licenças, autorizações, inscrições, registros ou alvarás. De acordo com o texto, essas atividades econômicas poderão ser desenvolvidas em qualquer horário ou dia da semana, desde que respeitem normas de direito de vizinhança, não causem danos ao meio ambiente, não gerem poluição sonora e não perturbem o sossego da população.

De acordo com o texto, a administração pública deve cumprir prazos para responder aos pedidos de autorização feitos pelos cidadãos. Caso o prazo máximo informado no momento da solicitação não seja respeitado, a aprovação do pedido será tácita. Cada órgão definirá individualmente seus prazos, limitados ao que for estabelecido em decreto presidencial. A MP também equipara documentos em meio digital a documentos físicos, tanto para comprovação de direitos quanto para realização de atos públicos.

A MP 881/2019 prevê imunidade burocrática para o desenvolvimento de novos produtos e serviços e para a criação de startups — empresas em estágio inicial que buscam inovação. Poderão ser realizados testes para grupos privados e restritos, desde que não se coloque em risco a saúde ou a segurança pública. O texto também autoriza que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reduza exigências para permitir a entrada dos pequenos e médios empreendedores no mercado de capitais. A ideia é que empresas brasileiras não precisem abrir seu capital no exterior, onde encontram menos burocracia.

A matéria extingue o Fundo Soberano do Brasil (FSB), criado em 2008 como uma espécie de poupança para tempos de crise. Os recursos hoje depositados no FSB serão direcionados ao Tesouro Nacional. O ex-presidente Michel Temer já havia tentado extinguir o FSB por meio da MP 830/2018, mas o dispositivo foi rejeitado no Parlamento. Em maio de 2018, o patrimônio do fundo somava R$ 27 bilhões.

Fim do eSocial

A MP 881/2019 recebeu 301 emendas. O deputado Jeronimo Goergen acolheu 126 delas, integral ou parcialmente. O relator incluiu um dispositivo para acabar com o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). O sistema tem como objetivo unificar o pagamento de obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.

Para Goergen, “as empresas estão sendo obrigadas a fazer um enorme investimento” para atender ao eSocial. Mas não são dispensadas de outras obrigações como a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (Sefip) e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O texto prevê ainda a prevalência do contrato sobre o direito empresarial em situações de insegurança jurídica e formas alternativas de solução de conflito em sociedades anônimas. Em outra frente, o relator sugere a criação dos chamados sandboxes — áreas sujeitas a regimes jurídicos diferenciados, como zonas francas não-tributárias definidas por estados e Distrito Federal.

Transportadoras

A MP 881/2019 anistia multas aplicadas a transportadoras que descumpriram a primeira tabela de frete fixada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em 2018. O deputado Jeronimo Goergen prevê ainda a criação do Documento Eletrônico de Transporte (DT-e) para eliminar 13 dos 30 documentos associados às operações de transportes de cargas e de passageiros no Brasil.

O texto prevê autonomia privada nos contratos agrários, atualmente regulados pelo Estatuto da Terra (Lei 4.504, de 1964). Para o relator, “o dirigismo estatal tira das partes a livre manifestação de vontade e cria restrições no uso da propriedade”. Jeronimo Goergen propõe ainda a extinção do livro caixa digital para produtores rurais, o que ele classifica como “uma burocracia desnecessária”. O relator também incluiu no texto medidas para desburocratizar a liberação do financiamento de imóveis.

Legislação trabalhista

A MP 881/2019 altera diversos pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452, de 1943). O texto prevê, por exemplo, que a legislação trabalhista só será aplicada em benefício de empregados que recebam até 30 salários mínimos. A medida provisória também prevê a adoção da carteira de trabalho digital e autoriza o trabalho aos domingos e feriados, sem necessidade de permissão prévia do poder público. Por fim, a matéria acaba com a obrigatoriedade das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas) em situações específicas. O deputado Enio Verri (PT-PR) criticou esses pontos do texto.

— Não creio que o liberalismo econômico seja a saída para as grandes crises que vivemos. O incentivo a micro e pequenas empresas sem dúvida é um avanço. Mas a medida provisória faz uma nova reforma trabalhista. Na verdade, tira-se mais direitos. Eu não entendo como a micro e a pequena empresa vão crescer com uma população desempregada e sem salário. Quem vai comprar da micro e pequena empresa? — questiona Verri.

O relator da matéria disse que é “inteiramente falso” o entendimento de que a liberdade econômica reduz direitos. Para Jeronimo Goergen, a MP 881/2019 não ameaça os trabalhadores.

— O Estado deve abrir caminho para as liberdades econômicas e a iniciativa privada, sem que isso signifique receio à proteção de direitos coletivos, difusos e individuais homogêneos. É, ao contrário, o aumento da proteção às liberdades econômicas, à livre iniciativa. É plenamente possível um jogo de ganha-ganha, em favor tanto das liberdades econômicas como da manutenção do atual nível de proteção. A medida provisória aumenta a proteção às liberdades econômicas às custas do agigantamento do Estado — disse.

A medida provisória perde a validade no dia 10 de setembro, caso não seja votada pelas duas Casas do Congresso até essa data.

Agência Senado

Revista Press lança rádio na internet. Valvulados com Julio Ribeiro será o primeiro programa a ser veiculado

Revista Press lança rádio na internet. Valvulados com Julio Ribeiro será o primeiro programa a ser veiculado

Comunicação Cultura Destaque

A Athos Editora está lançando mais um canal de comunicação com seus diferentes públicos: a RÁDIO PRESS, com veiculação via internet, através de redes sociais (Facebook e Youtube) e serviços de podcast como o Spotify.

valvulados logo quadradoO primeiro programa irá ao ar as segundas e quintas-feiras, das 16h às 17h, será apresentado pelo jornalista Julio Ribeiro e se chamará VALVULADOS. A ideia, segundo o diretor Geral da Athos Editora, é reunir convidados com mais de 40 anos, que tenham acompanhado a evolução do mundo analógico para o digital. “Vamos falar de política, economia, futebol, comportamento e contar muitas histórias, contextualizando o noticiário diário do Brasil e do mundo, com muita informação e bom-humor”, salienta Julio Ribeiro.

A primeira edição do VALVULADOS será veiculada nesta próxima segunda-feira, dia 15, e terá como participantes convidados o jornalista e especialista em mídias sociais Marco Poli e o doutor em Sociologia Marcelo Rubim.

Para agosto, está prevista a estreia de um programa sobre propaganda, comandado pela jornalista e colunista da revista Advertising, Ana Paula Jung. Já a jornalista Alessandra Bergmann irá apresentar um programa destinado às mulheres do agronegócio. Um programa semanal de entrevistas, comandado por Julio Ribeiro, também deverá ter sua estreia no próximo mês.

“A nossa ideia é ir fazendo as coisas devagar, aprendendo com essa nova mídia, mas sempre tentando produzir conteúdo diferenciado, relevante e interessante” ressalta Julio Ribeiro.

A Rádio Press poderá ser acessada pelos canais da revista Press no Facebook e no Youtube, pelo portal www.revistapress.com.br e no Sportify.

 

Seminário de Prevenção e Enfrentamento ao Suicídio reúne 500 pessoas em Porto Alegre

Seminário de Prevenção e Enfrentamento ao Suicídio reúne 500 pessoas em Porto Alegre

Destaque
Cerca de 500 pessoas lotaram o auditório do Ministério Público, nesta segunda-feira (8), para debater políticas e ações de enfrentamento ao suicídio na infância e adolescência. Promovido pela Câmara dos Deputados, por meio do gabinete da deputada federal Liziane Bayer (PSB-RS), com apoio da Frente Parlamentar de Combate ao Suicídio da Assembleia Legislativa, que tem a frente a deputada estadual Franciane Bayer (PSB), o Seminário Precisamos Falar, Precisamos Agir, reuniu especialistas em áreas como a educação, saúde, assistência social e legislação.

Nos últimos 10 anos, o suicídio entre crianças de 10 a 14 anos aumentou 40%. Já entre jovens de 15 a 19 anos, subiu 33,5%. A cada 46 minutos, um brasileiro tira a própria vida. O Número de óbitos desta natureza, segunda a Organização Mundial da Saúde (OMS) é quase o dobro do que aqueles causados por homicídios: 800 mil por ano, contra 470 mil, respectivamente.

Idealizadora do evento, a deputada Liziane Bayer destacou estes dados e a presença cada vez maior de casos no cotidiano das pessoas. “O suicídio não é algo distante como muitos imaginam. Precisamos de ações efetivas para tratar este problema de saúde pública, detectando o que está disparando o gatilho”, disse ao ressaltar que também é preciso pensar nas famílias envolvidas.

Na avaliação da deputada Franciane Bayer, que trata do tema no âmbito estadual, fugir do assunto não é a solução. “Tínhamos a ideia de que abordar o suicídio poderia estimular outras pessoas a atentarem contra a própria vida, mas o que se percebe é que tal atitude não tem reduzido os números. Temos que ter cautela e cuidado ao abordar o tabu, mas precisamos encará-lo de frente”. Franciane também ressaltou a necessidade de criar políticas públicas e de fortalecimento da assistência para quem tenta o suicídio e para as famílias.

Marcelo Dorneles, subprocurador-geral de Justiça, destacou a participação do Ministério Público no debate e nas ações de prevenção. “As famílias precisam entender para perceber o que acontece com seus entes, pois o suicídio pode vir de vários caminhos. O mais importante é despertar para compreender”.

Frentes de combate

A representante do comitê de Prevenção ao Suicídio do Ministério da Saúde, Milene Rezende, apresentou os três eixos de atuação da entidade: vigilância e qualificação da informação, prevenção do suicídio e da saúde e gestão e cuidado. “O Ministério repassou R$ 1,4 milhão para seis estados trabalharem a prevenção, entre eles o Rio Grande do Sul, que juntamente com o sudeste tem os maiores índices”.

Claudia Cruz, da Escola de Saúde Pública, destacou o trabalho realizado através da autópsia psicossocial. “Buscamos traçar o histórico de quem perdeu a vida e projetamos um estudo aprofundado como forma de entender as causas”.

A influência das redes sociais também foi debatida e será aprofundada em audiência pública da Subcomissão Especial de Adoção, Pedofilia e Família da Câmara Federal. Os resultados dos debates do seminário serão sistematizados em relatório, que servirá como diretriz para formulação de políticas públicas e para sensibilização da sociedade sobre o tema.

Porto Alegre: Milton Nascimento apresenta turnê que celebra o disco Clube da Esquina. Em Porto Alegre, apresentação acontece em outubro, no Auditório Araújo Vianna

Porto Alegre: Milton Nascimento apresenta turnê que celebra o disco Clube da Esquina. Em Porto Alegre, apresentação acontece em outubro, no Auditório Araújo Vianna

Agenda Cidade Cultura

Após o estrondoso sucesso de Travessia em 1967, Milton Nascimento começou sua premiada carreira internacional e gravou três discos importantes na sequência. E o mais revolucionário foi o quarto: o duplo Clube da Esquina, que levou também o nome de Lô Borges na capa. Hoje é uma unanimidade entre os fãs de Milton Nascimento em todo mundo que o disco Clube da Esquina se tornou um marco definitivo na história da música. Lançado em 1972, Milton é o principal responsável pela criação do álbum que até hoje consegue transformar mentes e corações com a mesma força desde o seu surgimento.

unnamed
Milton Nascimento Foto: João Couto

Em 2017, o álbum Clube da Esquina 1 comemorou 45 anos, e em 2018, foi a vez do disco Clube da Esquina 2 completar 40 anos. Sendo assim, diante da chegada de datas tão importantes que, pela primeira vez, Milton Nascimento tomou a decisão de dedicar um projeto inteiro ao Clube da Esquina. Em Porto Alegre, a turnê comemorativa à obra se apresenta dia 25 de outubro, no Auditório Araújo Vianna. Os valores do ingresso variam de R$80,00 a R$200,00 (valores inteiros) e poderão ser adquiridos no site da Uhuu ou na bilheteria do Teatro do Bourbon Country.

De acordo com Milton, “a turnê Clube da Esquina pretende trazer ao público um resgate dos grandes clássicos dos dois álbuns, com maior foco no primeiro disco. Inclusive, músicas que o público nunca escutou ao vivo”. “Eu nunca tinha pensando em fazer algo que juntasse os dois discos do Clube, mas agora me veio um sentimento de que era hora de fazer isso. E essa turnê Clube da Esquina com certeza vai ser um acontecimento muito mágico, mesmo, pra não dizer mais… Quero trazer uma ideia que possa unir as pessoas. E tenho certeza de que este será o meu projeto mais especial em todos estes anos”, revela Milton.

Um dos sites de maior influência na cena contemporânea, o Pitchfork, dos Estados Unidos, lançou recentemente um artigo ressaltando a qualidade musical do disco – que considera um dos mais ambiciosos da história da música brasileira – e lembra o contexto em que ele surgiu, em plena ditadura militar. “A música de Milton Nascimento vai do terreno ao angelical; e pode ser ao mesmo tempo misteriosa e franca, direta; assombrosa e sublime”, escreveu o jornalista norte-americano Andy Beat. Já o prestigiado crítico Jon Pareles do jornal The New York Times, após um concerto no badalado Lincoln Center, em Nova York, escreveu a seguinte frase: “Milton Nascimento, tesouro nacional”.

FICHA TÉCNICA

“Milton Nascimento – Turnê: CLUBE DA ESQUINA”

Direção artística

Augusto Nascimento

Direção musical

Wilson Lopes

Banda

Wilson Lopes (guitarra e violão)

Beto Lopes (guitarra, violão)

Alexandre Ito (baixo)

Ademir Fox (piano)

Widor Santiago (metais)

Lincoln Cheib (bateria)

Zé Ibarra (vocal)

Ronaldo Silva (percussão)

 

 

PORTO ALEGRE (RS)
Dia 25 de outubro
Sexta-feira, às 21h

Classificação: Livre

Duração: 90min.


Auditório Araújo Vianna
(Av. Osvaldo Aranha, 685)

www.auditorioaraujovianna.com.br

 

 

INGRESSOS:

Setor Inteira Meia-Entrada
Plateia Gold R$200,00 R$100,00
Plateia Baixa Central R$160,00 R$80,00
Plateia Baixa Lateral R$140,00 R$70,00
Plateia Alta Central R$120,00 R$60,00
Plateia Alta Lateral R$80,00 R$40,00

 

– 50% de desconto para sócios do Clube do Assinante RBS somente na estreia – limitado a 100 ingressos e vendas apenas na bilheteria;
– 50% de desconto para titulares dos cartões Zaffari Card e Bourbon Card somente na estreia – limitado a 100 ingressos;

– 10% de desconto para sócios do Clube do Assinante RBS nos demais ingressos;

* Crianças até 24 meses que fiquem sentadas no colo dos pais não pagam

**Descontos não cumulativos a demais promoções e/ ou descontos;

*** Pontos de vendas sujeito à taxa de conveniência;

**** Política de venda de ingressos com desconto: as compras poderão ser realizadas nos canais de vendas oficiais físicos, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição de beneficiário. Nas compras realizadas pelo site e/ou call center, a comprovação deverá ser feita no ato da retirada do ingresso na bilheteria e no acesso ao auditório;

***** A lei da meia-entrada mudou: agora o benefício é destinado a 40% dos ingressos disponíveis para venda por apresentação. Veja abaixo quem têm direito a meia-entrada e os tipos de comprovações oficiais no Rio Grande do Sul:
– IDOSOS (com idade igual ou superior a 60 anos) mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.
– ESTUDANTES mediante apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) nacionalmente padronizada, em modelo único, emitida pela ANPG, UNE, UBES, entidades estaduais e municipais, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos. Mais informações: www.documentodoestudante.com.br
– PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E ACOMPANHANTES mediante apresentação do cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013. No momento de apresentação, esses documentos deverão estar acompanhados de documento de identidade oficial com foto.
– JOVENS PERTENCENTES A FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA (com idades entre 15 e 29 anos) mediante apresentação da Carteira de Identidade Jovem que será emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto.
– JOVENS COM ATÉ 15 ANOS mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.
– APOSENTADOS E/OU PENSIONISTAS DO INSS (que recebem até três salários mínimos) mediante apresentação de documento fornecido pela Federação dos Aposentados e Pensionistas do RS ou outras Associações de Classe devidamente registradas ou filiadas. Válido somente para espetáculos no Teatro do Bourbon Country e Auditório Araújo Vianna.
– DOADORES REGULARES DE SANGUE mediante apresentação de documento oficial válido, expedido pelos hemocentros e bancos de sangue. São considerados doadores regulares a mulher que se submete à coleta pelo menos duas vezes ao ano, e o homem que se submete à coleta três vezes ao ano.

******Caso os documentos necessários não sejam apresentados ou não comprovem a condição do beneficiário no momento da compra e retirada dos ingressos ou acesso ao teatro, será exigido o pagamento do complemento do valor do ingresso.

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS (sujeito à taxa de serviço):

Site: www.uhuu.com

Atendimento: falecom@uhuu.com

 

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS (sem taxa de serviço):

Bilheteria do Teatro do Bourbon Country: Av. Túlio de Rose, nº 80 / 2º andar (de segunda a

sábado, das 13h às 21h, e domingo e feriado, das 14h às 20h)

No local: somente na data da apresentação, a partir das 16h.

 

Formas de pagamento:
Internet: Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, American.
Bilheteria: Dinheiro, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, American e Banricompras (débito).

Plenário começa a discutir reforma da Previdência na terça, diz Maia. Presidente da Câmara estima ter os votos necessários para aprovação

Plenário começa a discutir reforma da Previdência na terça, diz Maia. Presidente da Câmara estima ter os votos necessários para aprovação

Destaque
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comemorou a aprovação, nesta quinta-feira (4), do relatório da reforma da Previdência (PEC 6/19) pela comissão especial da Casa que analisa mudança nas regras de aposentadoria dos trabalhadores.  “A Câmara deu hoje um importante passo. Esta foi a nossa primeira vitória e, a partir da próxima semana, vamos trabalhar para aprovar o texto em plenário, com muito diálogo, ouvindo todos os nossos deputados, construindo maioria”, disse Maia, pelo Twitter.

Segundo a previsão de Maia, o texto já começa a ser discutido pelo plenário na próxima terça-feira (9) e deve ser votado antes recesso parlamentar, que se inicia no dia 18 deste mês. Para o texto começar a ser debatido no plenário, o regimento da Câmara estabelece um prazo de duas sessões após a conclusão da votação na comissão especial.

Maia avalia que já tem votos necessários para aprovar a reforma no plenário. A expectativa do parlamentar é que a medida seja aprovada por pouco mais de 325 deputados.

Com a aprovação na comissão especial, a proposta seguirá para o plenário da Câmara. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), o texto precisa ser aprovado por três quintos dos deputados, o correspondente a 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação.

Aprovado pelos deputados, o texto segue para análise do Senado – onde também deve ser apreciado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.

Destaques

Neste momento, os parlamentares continuam a apreciar as sugestões de modificações ao texto do relator da proposta na comissão especial, Samuel Moreira (PSDB-SP). Ao todo, foram propostos 17 destaques de bancada e 88 individuais com sugestões de mudanças ao texto-base. A comissão, no entanto, não apreciará as propostas individuais. Já as propostas de bancadas serão analisadas uma por uma.

Até o momento, apenas uma sugestão foi acatada pelos parlamentares. Os deputados aprovaram, por unanimidade, a retirada da aplicação a policiais militares e bombeiros militares das regras de transferência para inatividade e pensão por morte dos militares das Forças Armadas, até que uma lei complementar local defina essas normas. O texto exclui ainda a possibilidade de que lei estadual estabeleça alíquota e base de cálculo de contribuição previdenciária para policiais e bombeiros militares.

Entre as propostas mais polêmicas de alteração ao texto, os congressistas rejeitaram a mudança das regras de agentes de segurança e professores.

Relatório

Segundo o relator Samuel Moreira, o impacto fiscal corresponderá a R$ 1,074 trilhão no período de 10 anos.

A estimativa inclui a redução de despesas de R$ 933,9 bilhões e o aumento de receitas (por meio de alta de tributos e fim de isenções) de R$ 137,4 bilhões. A proposta original, enviada pelo governo em fevereiro, previa uma economia de R$ 1,236 trilhão em uma década, mas não incluía elevação de receitas. (Agência Brasil)

Ministro Sergio Moro rebate denuncias de Veja em NOTA À IMPRENSA

Ministro Sergio Moro rebate denuncias de Veja em NOTA À IMPRENSA

Notícias

Brasília, 05/07/2019 – Sobre a reportagem da Revista Veja:

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos e que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente. Lamenta-se que a Revista Veja se recusou a encaminhar cópia das mensagens antes da publicação e tenha condicionado a apresentação das supostas mensagens à concessão de uma entrevista, o que é impróprio. De todo modo, alguns esclarecimentos objetivos:

1 – Acusa a Veja o ministro, então juiz, de quebra de imparcialidade por suposta mensagem na qual teria solicitado manifestação urgente do Ministério Público para decidir sobre pedido de revogação de prisão preventiva de José Carlos Bumlai. A prisão preventiva de José Carlos Bumlai foi decretada em 19 de novembro de 2015. Houve pedido de revogação da prisão ao final do mês de dezembro. O recesso Judiciário inicia em 19 de dezembro. Então, a manifestação do Ministério Público era necessária, como é em pedidos da espécie, para decidir o pedido da defesa. A urgência decorre da natureza de pedido da espécie e, no caso em particular, pela proximidade do recesso Judiciário que se iniciaria em 19 de dezembro. Então, a solicitação de urgência, se autêntica a mensagem, teria sido feita em benefício do acusado e não o contrário. Saliente-se que o ministro, como juiz, concedeu, em 18 de março de 2016, a José Carlos Bumlai o benefício de prisão domiciliar para tratamento de saúde, o que foi feito em oposição ao MPF. Os fatos podem ser verificados no processo 5056156-95.2015.4.04.7000 da 13ª Vara Federal de Curitiba.

2 – Acusa a Veja o ministro, então juiz, de quebra de imparcialidade por suposta mensagem de terceiros no sentido de que teria solicitado a inclusão de fato e prova em denúncia do MPF contra Zwi Skornicki e Eduardo Musa na ação penal 5013405-59.2016.4.04.7000. Não tem o ministro como confirmar ou responder pelo conteúdo de suposta mensagem entre terceiros. De todo modo, caso a Veja tivesse ouvido o ministro ou checado os fatos saberia que a acusação relativa ao depósito de USD 80 mil, de 7 de novembro de 2011, e que foi incluído no aditamento da denúncia em questão, não foi reconhecido como crime na sentença proferida pelo então juiz em 2 de fevereiro de 2017, sendo ambos absolvidos deste fato (itens 349 e 424, alínea A e D). A absolvição revela por si só a falsidade da afirmação da existência de conluio entre juiz e procuradores ou de quebra de parcialidade, indicando ainda o caráter fraudulento da suposta mensagem.

3 – Acusa a Veja o ministro, então juiz, de ter escondido fatos do ministro Teori Zavascki em informações prestadas na Reclamação 21802 do Supremo Tribunal Federal e impetrado por Flávio David Barra. Esclareça-se que o então juiz prestou informações ao STF em 17 de setembro de 2015, tendo afirmado que naquela data não dispunha de qualquer informação sobre o registro de pagamentos a autoridades com foro privilegiado. Tal afirmação é verdadeira. A reportagem sugere que o então juiz teria mentido por conta de referência a suposta planilha constante em supostas mensagens de terceiros datadas de 23 de outubro de 2015. Não há qualquer elemento que ateste a autenticidade das supostas mensagens ou no sentido de que o então juiz tivesse conhecimento da referida planilha mais de 30 dias antes. Então, é evidente que o referido elemento probatório só foi disponibilizado supervenientemente e, portanto, que o então juiz jamais mentiu ou ocultou fatos do STF neste episódio ou em qualquer outro.

4 – Acusa a Veja o ministro, então juiz, de ter obstaculizado acordo de colaboração do MPF com o ex-deputado Eduardo Cunha. O ocorre que eventual colaboração de Eduardo Cunha, por envolver supostos pagamentos a autoridades de foro privilegiado, jamais tramitou na 13ª Vara de Curitiba ou esteve sob a responsabilidade do ministro, então juiz.

5 – Acusa a Veja o ministro, então juiz, de ter comandado a Operação Lava Jato por conta de interferência ou definição de datas para operações de cumprimento de mandados de prisão ou busca e apreensão. Ocorre que, quando se discutem datas de operações, trata-se do cumprimento de decisões judiciais já tomadas, sendo necessário que, em grandes investigações, como a Lava Jato, haja planejamento para sua execução, evitando, por exemplo, a sua realização próxima ou no recesso Judiciário.

O ministro da Justiça e da Segurança Publica sempre foi e será um defensor da liberdade de imprensa. Entretanto, repudia-se com veemência a invasão criminosa dos aparelhos celulares de agentes públicos com o objetivo de invalidar condenações por corrupção ou para impedir a continuidade das investigações. Mais uma vez, não se reconhece a autenticidade das supostas mensagens atribuídas ao então juiz. Repudia-se ainda a divulgação distorcida e sensacionalista de supostas mensagens obtidas por meios criminosos e que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente, sem que previamente tenha sido garantido direito de resposta dos envolvidos e sem checagem jornalística cuidadosa dos fatos documentados, o que, se tivesse sido feito, demonstraria a inconsistência e a falsidade da matéria. Aliás, a inconsistência das supostas mensagens com os fatos documentados indica a possibilidade de adulteração do conteúdo total ou parcial delas.

“Vamos dormir num Brasil e acordar no Canadá, Chile, Nova Zelândia…”, projeta Onyx Lorenzoni. No Brasil de Ideias, ministro da Casa Civil detalha benefícios da aprovação da Reforma da Previdência

“Vamos dormir num Brasil e acordar no Canadá, Chile, Nova Zelândia…”, projeta Onyx Lorenzoni. No Brasil de Ideias, ministro da Casa Civil detalha benefícios da aprovação da Reforma da Previdência

Destaque Economia Negócios

Confiante no destino da proposta da Nova Previdência, o ministro-chefe da Casa Civil compara a aprovação da reforma à passagem “por um portal rumo à prosperidade”. E arrisca uma data que marcará essa virada: 15 de setembro, até quando o Senado Federal deve votar, em segundo turno, a medida. Detalhando as perspectivas do governo federal, Onyx Lorenzoni conversou com líderes empresariais e políticos no Brasil de Ideias. Promovido pela Revista VOTO, o evento ocorreu nesta sexta-feira (5) no British Club, em Porto Alegre/RS.
Destacando que a gestão Bolsonaro iniciou pelo mais difícil, a Reforma da Previdência, o ministro ressaltou que um novo patamar será alcançado para o país. “Vamos dormir num Brasil e acordar em outro, muito próximo do Canadá, do Chile e da Nova Zelândia”, projetou. “O Brasil é a bola de vez para os investimentos. Temos capital humano, recursos minerais, rica biodiversidade, além de honrarmos os contratos. Mas aqui não há previsibilidade. Felizmente, isso começou a mudar com a aprovação de ontem”, destacou, referindo-se à validação do texto-base na comissão especial da Câmara, na última quinta-feira (4).
Assim que aprovada a iniciativa, o ministro adiantou que será pautada a Reforma Tributária. “Precisamos de simplificação. E, mais do que isso, de redução da carga. Nosso sonho é terminar o governo com 30% sobre o PIB. Queremos deixar mais dinheiro com o cidadão”, disse. Ao lado dessa evolução, virá a revisão do Pacto Federativo: “O Brasil precisa voltar a ser uma federação. Os estados precisam ter capacidade de investimento”.

Quebra de paradigmas

Como um dos grandes atributos do governo, Onyx Lorenzoni chamou atenção para a equipe formada pelo presidente Jair Bolsonaro. “Todos apostavam que não conseguiríamos estruturar um governo com equipe forte e competente”, salientou, acrescentando que os ministros assumiram com “absoluta independência”.
Para o ministro, há muitas mentiras circulando, com a tentativa clara de desunir a equipe e gerar cizânias. “Mas isso não acontece. Nossa equipe tem três diferenciais: alma verde e amarela, compromisso com decência e honestidade, e fazer um governo que verdadeiramente sirva ao país”, sublinhou. De acordo com Lorenzoni, outro avanço promovido em seis meses de gestão foi a interlocução elevada com os outros poderes: “Conseguimos construir uma nova relação com o Congresso Nacional, preservando e respeitando o Legislativo”.
Para o ministro da Casa Civil, alguns dos desafios que persistem têm relação com as estruturas herdadas. “Estamos quebrando sistemas que estavam enraizados há muito tempo na administração”, apontou, adicionando que já foram cortados 21 mil cargos de comissão e mais 25 mil serão eliminados até dezembro.

Avanços e perspectivas

Mencionando avanços conquistados até então – como aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia, redução de ministérios e de níveis hierárquicos, pacote anticrime e digitalização do governo –, Onyx Lorenzoni comentou sobre a Medida Provisória da Liberdade Econômica. “O Brasil e os países latino-americanos têm uma política de submeter a população aos interesses do Estado. Pela primeira vez, aqui o cidadão vai ter razão diante do Estado, até que se prove o contrário”.
Sobre a agenda de desestatização, o chefe da Casa Civil detalhou as mudanças que estão para ocorrer nas ferrovias, portos, rodovias e energia. “Vamos partir para um plano ousado de privatizações”, assegurou. E compartilhou uma visão pessoal: “A Petrobras tem papel importantíssimo para a extração de petróleo. Mas outras partes do processo podem ser compartilhadas”.
Diretora executiva do Grupo VOTO, Karim Miskulin, frisou que o mais importante foi o fato de o país mudar de norte. “Acabaram o preconceito ideológico contra as empresas, a visão de que o Estado tudo pode e tudo faz, a irresponsabilidade na gestão e a legitimação da corrupção”, disse na abertura do evento. O Brasil de Ideias contou com o patrocínio do Carrefour e da Gerdau e apoio da PICS e Verde Ghaia.