Porto Alegre: Nelson Sirotsky autografa dia 24, O Oitavo dia. Livro escrito junto com Leticia Wierzchowski narra fatos da vida pessoal e profissional de um dos maiores empresários de comunicação do País Em O Oitavo Dia, Nelson revela que quase deixou a RBS, após problemas na associação com a Telefônica de Espanha. Foto: Carin Mandelli

Porto Alegre: Nelson Sirotsky autografa dia 24, O Oitavo dia. Livro escrito junto com Leticia Wierzchowski narra fatos da vida pessoal e profissional de um dos maiores empresários de comunicação do País

Desde que foi divulgada a informação de que Nelson Sirotsky tinha aceitado o convite da Editora Sextante, uma das maiores do País, para escrever um livro sobre sua vida pessoal e profissional, há uma curiosidade generalizada sobre o que vai revelar  um dos mais poderosos empresários de comunicação do País. Um homem com poder e influência, que construiu sua carreira sendo observado pela família, amigos, concorrentes e milhões de consumidores de seus jornais, rádios e TVs. Segundo um amigo, Nelson foi corajoso ao extremo, não se poupou e não escondeu nada ao escrever algo que não é uma biografia, mas tem muito pouco de ficção. Apesar do próprio amigo dizer que a vida do Nelson daria um romance. O livro O Oitavo Dia, que Nelson P. Sirotsky autografa dia 24 de outubro na Livraria Saraiva, do Shopping Iguatemi ao lado de Leticia Wierzchowski, co-autora da obra narra fatos reais usando artifícios de narrativa ficcional para construir a estrutura do livro. o título se refere ao oitavo dia de vida de um menino judeu, quando é realizada sua circuncisão. Para quem acompanhou o trabalho, o livro é “praticamente o primeiro ato desse novo Oitavo Dia dele. Uma metáfora para o renascimento, para um novo ciclo, o novo momento de vida do Nelson.”

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A saga da família Sirotsky, que chega ao Brasil fugindo de perseguições religiosas na Europa, a trajetória pessoal e profissional de Nelson são contadas através de depoimentos, pesquisas e histórias que partem do concreto e passeiam pelo espaço da narrativa e da liberdade ficcional. Relembra a história da RBS iniciada em 1957, quando o pai dele, Maurício Sirotsky Sobrinho entrou como sócio na Rádio Gaúcha em Porto Alegre e segue quando em 1962, já acompanhado de Jayme, o tio, e de outros sócios, iniciou a operação da TV Gaúcha no Rio Grande do Sul. Em 1971, os homens da segunda geração da família começaram a trabalhar na empresa. Nelson atuou 45 anos na empresa familiar, tendo sido presidente de 1991 a 2012. Com 61 anos de existência, a RBS é um dos principais grupos de comunicação do país, atuou também em diversos segmentos – mercado imobiliário, informática, produção audiovisual, televisão por assinatura, internet, canais segmentados de televisão, e-commerce e mercado de capitais.

O oitavo dia conta a trajetória de Nelson e o envolvimento dele com personagens fortes e marcantes da política, economia e sociedade. Mostra  virtudes e fraquezas, apresenta a espiritualidade de Nelson, um lado de Nelson, desconhecido para a maioria das pessoas. Trata dos bastidores dos 21 anos em que esteve na presidência da RBS, dos altos e baixos, de decisões certas de avançar no crescimento do Grupo e erradas que causaram prejuízos financeiros e de imagem. Em determinado ponto revela o pensamento em deixar a presidência da empresa, após a associação com a Telefônica de Espanha, que gerou problemas com a Globo, mas uma crise interna muito maior  dentro da família e da RBS. Detalha as passagens de bastão do “Tio Jayme” para Nelson em 1991 e de Nelson para o sobrinho, Duda Melzer em 2012. Conta ainda a decisão de seguir no comando do Conselho de Administração da RBS até 2015, quando abdicou de qualquer cargo na empresa fundada pelo pai e iniciou uma nova fase da sua vida. Hoje capitaneia a holding familiar MAROMAR (iniciais dos nomes dos filhos Maurício, Roberto e Marina).

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Leticia Wierzchowski e Nelson Sirotsky autografam dia 24, na Saraiva do Iguatemi e dia 04/11, na Feira do Livro, em Porto Alegre. Foto: Carin Mandelli

Nelson pelo jeito concorda com minhas fontes. Ele mesmo escreve na apresentação: “Este não é um livro de memórias. Não é uma biografia. Não é uma história empresarial. Não é uma obra de ficção. Não é um romance. Não é um livro de revelações. O oitavo dia é um pouco de tudo isso.” O livro que sai pelo selo Primeira Pessoa, da editora Sextante é escrito a quatro mãos em parceria com a romancista Leticia Wierzchowski. Nelson pessoalmente redigiu seis capítulos da obra e os escreve na Primeira Pessoa. Dividido em quatro narrativas que se cruzam, o livro é um misto do relato franco e honesto do protagonista-autor com pesquisas e histórias reais, entrelaçados num fio habilmente urdido pela c0-autora, Leticia Wierzchowski, uma das mais talentosas escritoras do Brasil na atualidade.

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