Câmara encerra sessão e votação para regulamentar o Uber fica para depois das eleições. Até agora, vereadores só aprovaram uma emenda, que prevê circuito de vídeo nos carros, em caráter facultativo; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba Motoristas do Uber e taxistas marcaram posição nas galerias do plenário. Foto: Matheus Piccini/CMPA

Câmara encerra sessão e votação para regulamentar o Uber fica para depois das eleições. Até agora, vereadores só aprovaram uma emenda, que prevê circuito de vídeo nos carros, em caráter facultativo; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

A Câmara Municipal de Porto Alegre previa votar o texto antes das eleições, mas só deu início hoje ao debate sobre projeto que prevê regulamentar o transporte individual de passageiros com uso de aplicativos de celular em Porto Alegre, como o Uber, o Cabify e o WillGo. Devido ao fim do tempo regimental, de quatro horas, a sessão extraordinária foi encerrada perto das 20h, com só uma das 55 emendas votada até o momento.

A sessão desta quinta começou às 14h, com apenas um parlamentar ausente dos 36 – Rodrigo Maroni (PR). Eram 57 emendas, de início, mas duas foram retiradas durante a tarde.

Um forte esquema de segurança foi montado próximo ao plenário Otávio Rocha para as sessões. Até agora, os vereadores só aprovaram a emenda sobre a instalação de circuito de vídeo de segurança nos carros, por 16 votos a 8. O item, porém, é facultativo.

Em função do número elevado de emendas, o vereador Clàudio Janta (SDD) protocolou requerimento para adiar a votação. No entanto, por 21 votos a 4, a sessão prosseguiu. Além disso, pedidos de verificação de quorum foram solicitados a fim de encerrar a sessão extraordinária. Com a presença de 19 vereadores, a discussão em plenário continuou.

A direção da Casa optou por distribuir 200 senhas de acesso para as galerias do Plenário Otávio Rocha, durante a manhã. Ao todo, 100 senhas foram entregues para os apoiadores e 100 para os contrários ao projeto. Além disso, ficou proibido o acesso com bandeiras, faixas com mastros e equipamentos sonoros como buzinas, cornetas, tambores e similares.

No início da sessão, houve uma discussão ríspida entre manifestantes contrários e apoiadores do projeto. Um grupo de vigilantes terceirizados da Câmara foi acionado para conter os ânimos. Além disso, pelo menos 20 guardas municipais fizeram o acompanhamento da sessão. Em função de problemas no sistema de informática da Casa, o painel foi desligado em meio à sessão extraordinária. Com isso, os votos passaram a ocorrer de forma nominal depois das 18h.

Desde 25 de agosto, o texto está apto a ser votado em plenário. O atraso na entrega da reforma do Plenário Otávio Rocha, porém, retardou a votação.

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