Candidatos avaliam pesquisa do Correio do Povo sobre eleições de Porto Alegre; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba Disputa por vaga no segundo turno deve se acirrar nos próximos 10 dias.

Candidatos avaliam pesquisa do Correio do Povo sobre eleições de Porto Alegre; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Os candidatos a prefeito de Porto Alegre avaliaram, em entrevistas a Rádio Guaíba, a pesquisa do Instituto Methodus, encomendada pelo Correio do Povo e divulgada nesta quarta-feira.

Segundo o levantamento, Sebastião Melo (PMDB) lidera com 21% das intenções de voto, seguido por Nelson Marchezan Júnior (PSDB), com 13,7%, Raul Pont (PT), com 11,8%, e Luciana Genro (PSol), com 11,5%; os três estão empatados tecnicamente. Maurício Dziedricki (PTB) tem 5%, Fábio Ostermann (PSL) aparece com 0,6%, Julio Flores (PSTU) tem 0,5%, João Carlos Rodrigues (PMN) e Marcello Chiodo (PV) aparecem com 0,1%.

A briga pelas duas vagas no segundo turno deve marcar a corrida eleitoral na Capital nas semanas que antecedem as eleições de 2 de outubro. O diretor do Instituto Methodus, Jeferson Jaques, destacou que é grande a possibilidade de um acirramento pela vice-liderança no pleito.

Fábio Ostermann (PSL): “Eu avalio a pesquisa com muita serenidade e tranquilidade. A quantidade alta de votos indecisivos e brancos me deixa confiante de que há um espaço grande para crescimento. Sem contar o Melo, os candidatos que estão em segundo lugar têm 11% e isso permite que o porto-alegrense escolha com serenidade, compare propostas e veja quem é o candidato que ele acredita que pode realmente pode mudar a cidade.”

João Carlos Rodrigues (PMN): “Eu não me preocupo e não deixo me abater por pesquisa, até porque as pesquisas, nas últimas eleições, não têm acertado. Isso não me preocupa porque estou muito focado no trabalho que estou fazendo, na proposta que estou apresentando para a cidade de Porto Alegre e que vai definir seu candidato no dia 2 de outubro.”

Júlio Flores (PSTU): “As pesquisas sempre podem ser manipuladas, principalmente na definição da amostragem. Podes pegar estatificação por classe social, podes pegar uma tomada de entrevistas na Bela Vista e na Restinga, e penso que são pesos diferenciados entre trabalhadores e setores mais abastados da sociedade e isso pode fazer toda a diferença. As margens de erro são muito grandes e podem ser questionadas.”

Luciana Genro (PSol): “Estamos os três empatados no segundo lugar. Acho um resultado positivo diante da enorme desigualdade de tempo de televisão que eu enfrento, tanto no horário eleitoral gratuito, em que só tenho 12 segundos, como principalmente nas inserções ao longo da programação. Acho muito indicativo que as chances reais de chegar ao segundo turno estejam muito claras.”

Marcelo Chiodo (PV): “Para quem teve uma campanha tumultuada com essa mudança repentina de apoiar outra candidato por motivos que eu não sei, a gente está fazendo uma campanha modesta e com bastante trabalho, visitando comércios, bairros e acho que com o tempo poderemos crescer cada vez mais.”

Maurício Dziedrick (PTB): “A gente tem uma avaliação muito clara de que as pesquisas eleitorais não estão reproduzindo aquilo que as ruas têm dito. É hora de ocuparmos a cidade e ter a ideia de que é hora de mudar os políticos tradicionais. Os políticos tradicionais estão neste bloco embaralhado da pesquisa. Nós queremos e faremos a diferença nesta eleição.”

Nelson Marchezan Júnior (PSDB): “Eu sempre mantive a posição de que a pesquisa é um retrato do momento, tirado pela máquina de um determinado instituto ou empresa de pesquisa. Fico feliz por estar no segundo turno, mas a gente analisa sempre com muita cautela e sempre é um estímulo ao trabalho.”

Raul Pont (PT): “Entendo que a pesquisa é um momento e temos o acompanhamento pela nossa campanha. O que posso te afirmar é que esses números não batem com os nossos. Vamos ter que esperar para ter uma avaliação melhor e mais comparativa com outros institutos ou com outras pesquisas. Não é isso que nós temos na nossa campanha.”

Sebastião Melo (PMDB): “A minha postura em relação às pesquisas continua a mesma: nem de aplauso, nem de desconstituição. A pesquisa registra a fotografia do momento, mas nós temos uma quantidade enorme de eleitores indefinidos. Desde o começo nós tínhamos esta noção de que o eleitor está arredio. Muitas pessoas deixarão para escolher o seu candidato lá no momento da votação.” (Rádio Guaíba e Correio do Povo)

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