Marco Aurélio Mello devolve mandato de Aécio Neves

Marco Aurélio Mello devolve mandato de Aécio Neves

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello devolveu, nesta sexta-feira, o mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Com a medida, Aécio poderá voltas às atividades parlamentares, das quais estava afastado há cerca de 45 dias. Em seu despacho, o ministro também negou pedido de prisão contra Aécio, feito pela Procuradoria-Geral da República.

Aécio Neves estava afastado do Senado desde do dia 18 de maio por decisão do ministro Edson Fachin. (Fonte: Correio do Povo)

Irmã de Aécio é presa em Belo Horizonte

Irmã de Aécio é presa em Belo Horizonte

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A irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andréa Neves, foi presa por agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na manhã desta quinta-feira (18) na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A operação também faz buscas em endereços ligados a Aécio em vários estados. No Rio, um chaveiro foi chamado para os agentes cumprirem o mandado de busca e apreensão no apartamento de Andréa em Copacabana, na Zona Sul.A informação completa está no G1.

Fachin envia inquéritos contra Aécio, Jucá e Renan para Polícia Federal. Decisão dá início ao processo de investigação

Fachin envia inquéritos contra Aécio, Jucá e Renan para Polícia Federal. Decisão dá início ao processo de investigação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, determinou nesta segunda o envio dos inquéritos envolvendo os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) para a Polícia Federal (PF). A decisão dá início ao processo de investigação na PF, que poderá solicitar quebras de sigilo telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados. As investigações envolvendo outros parlamentares também deverá seguir o mesmo procedimento nos próximos dias.

Os inquéritos foram abertos pelo ministro, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para apurar citações aos nomes dos parlamentares nos depoimentos de delação de ex-executivos da empreiteira Odebrecht. Aécio Neves e Romero Jucá são os que acumulam o maior número de pedidos de investigações na Lava Jato, cinco ao todo. Renan Calheiros foi citado em quatro inquéritos envolvendo a Odebrecht e passou a responder a 12 investigações na operação.

Outro lado

Após a abertura da investigação, o senador Aécio Neves disse considerar “importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações”. Segundo o comunicado, a divulgação das colaborações premiadas foi solicitada pelo próprio parlamentar a Fachin na semana passada. “(Aécio Neves) considera que assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta”, informou a assessoria do senador.

Já Romero Jucá disse que “sempre esteve” e “sempre estará” à disposição da Justiça para qualquer informação. “Nas minhas campanhas eleitorais, sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas”, disse o parlamentar, também por meio de nota.

Renan Calheiros disse que a abertura dos inquéritos permitirá que ele possa conhecer “o teor das supostas acusações para, enfim, exercer meu direito de defesa sem que seja apenas baseado em vazamentos seletivos de delações”. “Um homem público sabe que pode ser investigado. Mas isso não pode significar uma condenação prévia ou um atestado de que alguma irregularidade foi cometida. Acredito que esses inquéritos serão arquivados por falta de provas, como aconteceu com o primeiro deles”, argumentou o senador e ex-presidente do Senado.

Marcelo Odebrecht revela caixa dois para PSDB e mesada para Aécio

Marcelo Odebrecht revela caixa dois para PSDB e mesada para Aécio

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Jornal da Band mostra trecho do depoimento de Marcelo Odebrecht, onde ele aborda em sua delação as doações feitas ao PSDB com recursos de caixa dois. Segundo o empresário, pelo menos R$ 50 milhões foram destinados à campanha de Aécio Neves e a outros candidatos do partido. Além disso Aécio teria recebido uma mesada da empreiteira.

 

 

 

“Se tivesse visão de Brasil, Cunha renunciaria”, diz FHC

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Aécio Neves e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em evento promovido por fundação tucana. (Foto: Reprodução)
Aécio Neves e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em evento promovido por fundação tucana. (Foto: Reprodução)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta segunda (23) que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), renuncie ao cargo.

“Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil renunciaria ao cargo”, mas “não tendo, vai ter que ser renunciado”.

FHC disse que Cunha “não tem mais condições morais nem políticas” de continuar à frente da Câmara.

O ex-presidente participou de um seminário promovido pelo Instituto Teotônio Vilela, fundação do PSDB, sobre meio ambiente e sustentabilidade.

O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, também esteve no encontro e afirmou que o partido “já externou” sua posição no “Conselho de Ética e no plenário da Câmara”.

Aécio voltou a defender o afastamento de Cunha. “A palavra do PSDB desde lá de trás foi muito clara: o presidente não tem mais condições de conduzir a Câmara dos Deputados. O instrumento [para afastá-lo], se será uma ação junto à PGR [Procuradoria-Geral da República] ou obstrução das votações, nossas lideranças na Câmara estão discutindo com os partidos aliados.” Partido aliado do PSDB, o PPS já afirmou que vai ingressar com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo o afastamento de Cunha da Presidência da Câmara.

ROMPIMENTO

Os tucanos romperam com Cunha no início deste mês, por considerarem insatisfatórias as explicações do peemedebista cobre contas que ele manteve na Suíça, suspeitas de terem sido irrigadas com recursos desviados da Petrobras, conforme investigação do Ministério Público Federal.

Na última quinta (19), pela primeira vez desde que assumiu o comando da Câmara, Cunha teve sua atuação questionada em plenário de forma mais dura, com críticas nos microfones e uma debandada de cerca de cem deputados, o que acabou derrubando a sessão que ele presidia por falta de quorum.

Anteriormente, o PSDB vinha dando sustentação a Cunha por acreditar que o deputado levaria adiante o processo de impeachment da presidenta da Dilma Rousseff – que vem dando sinais de arrefecimento. (O Sul)