Artigo: “Quarto distrito não pode parar no tempo!”;  Reginaldo Pujol*

Artigo: “Quarto distrito não pode parar no tempo!”; Reginaldo Pujol*

Artigos Comunicação Notícias

A revitalização do 4° Distrito é uma tarefa desafiadora para o Poder Público. Sempre que ressurge o tema acerca do estímulo necessário para revigorar aquela importante área de Porto Alegre, formada por 549 hectares de ruas da zona Norte, abrangendo bairros como Floresta, São Geraldo, Navegantes e Farrapos, acabo recordando da região que conheci há 60 anos, quando desembarquei na cidade, oriundo da fronteira do Estado.

Lembro dos áureos tempos nos quais era eminente a importância, por exemplo, da antiga Avenida Eduardo, cujo nome posteriormente foi modificado para Presidente Franklin Roosevelt.

O logradouro era o segundo foco comercial de Porto Alegre. As empresas que tinham sucesso no Centro também estabeleciam suas filiais naquele local. Outro ponto forte da região sempre foi a Avenida São Pedro, com sua intensa atividade comercial e gastronômica.

Mesmo sendo um saudosista por natureza, é fundamental admitirmos que, independente do projeto a ser implementado, não iremos jamais refazer aquele 4° Distrito que conhecemos, porque a evolução transformou a rotina das nossas cidades.

Não podemos parar no tempo! Para que possamos revitalizar aquela região precisamos, necessariamente, promover uma modificação nos índices construtivos, estabelecendo números capazes de estimular a demolição de prédios antigos e ociosos para construção de edificações novas e modernas.

O índice construtivo, ou solo criado, é a permissão adquirida, junto à Prefeitura, para erguer prédios superiores aos volumes preestabelecidos, fazendo com que os empreendedores possam construir edifícios maiores, em sintonia com a modernidade.

É preciso criar uma política de estímulo e um ambiente favorável para que isto possa ocorrer. Precisamos de um bom índice construtivo no 4° Distrito para que a sua revitalização não fique apenas “no papel”, sendo objeto de discursos políticos, mas sim uma iniciativa que realmente possa

terminar com a sensação de abandono naquela zona relevante para a nossa Porto Alegre devido à sua localização estratégica, próxima à Estação Rodoviária, ao Porto e Aeroporto Salgado Filho, e com ligação direta à Região Central.

Votação de requerimentos para oitivas. Na foto, ao microfone, o vereador Reginaldo Pujol.

*Vereador Reginaldo Pujol Foto: CMPA

Artigo publicado originalmente no Correio do Povo.

Artigo: Felicidade real versus virtual, por Anissis Moura Ramos*

Artigo: Felicidade real versus virtual, por Anissis Moura Ramos*

Artigos Comunicação Notícias

Falar de felicidade parece ser algo simples e comum neste mundo acelerado e conectado em que vivemos. Dizer que caminha em busca da felicidade parece ser clichê da fala de algumas pessoas que se tornam escravas de fazer postagens com vários amigos, em momentos felizes.

Pesquisas mostram que pessoas que estão sempre postando nas redes sociais são as menos felizes e com maior sentimento de inferioridade. Precisam ficar se auto afirmando por meio dos likes que recebem nas suas postagens. Pessoas deprimidas potencializam a depressão ao ver postagens felizes dos amigos, por não terem aqueles momentos. Várias personalidades têm admitido que sofrem de depressão mesmo que nas redes sociais pareçam estar em um mundo perfeito. Isto pode servir de alerta para mostrar que os problemas afetam todos, inclusive aqueles que representam a felicidade plena.

Então, é bom buscar ajuda profissional caso perceba que não se trata apenas de uma tristeza momentânea, mas sim de vários sintomas que caracterizam a depressão. Hoje, o paciente já tem à disposição a terapia online que permite o atendimento em horários flexíveis e à distância. Existem pessoas que não são felizes porque se distanciam da felicidade, colocando em um patamar quase inalcançável e por não se sentirem merecedores. Para buscar um caminho é preciso saber o que gera felicidade e por quê. Também é necessário saber qual o lugar que a felicidade tem na sua vida. Alguns querem uma fórmula mágica, mas não existe regra para a felicidade autêntica. É preciso não se prender ao sofrimento e as coisas negativas e fixar no que dá satisfação. Ficar longe de pessoas tóxicas e não cultivar remorsos.

Gratidão é algo importante na busca da felicidade. Pense em alguém que foi muito legal e importante na sua vida, escreva um agradecimento e faça uma visita para entregar esta carta. É um momento de emoção e plena felicidade. Felicidade real, com contato físico e abraços, sem pressa, sem comparação como ocorre nas redes sociais. A felicidade está atrelada a relações profissionais e pessoais. A sociedade, o meio em que vivemos e circulamos são peças fundamentais para que possamos fazer uma crítica sobre a busca da felicidade. Mas a inquietude em relação a busca constante da felicidade parece ser uma questão que nem o mais sábio dos filósofos possa responder.

Anissis 2Anissis Moura Ramos*

Psicóloga

Artigo publicado originalmente no Jornal do Comércio

Parabéns, Paulo Pelaipe! Esse título também é teu…

Parabéns, Paulo Pelaipe! Esse título também é teu…

Artigos Notícias

A vitória também passou por ele… Ele não escalou o time como Jorge Jesus e nem fez gols decisivos como Gabigol, mas discretamente – atuou nos detalhes, nos bastidores – e talvez por isso esteja sendo pouco citado. O Flamengo é merecidamente Campeão da Libertadores 2019 e nesse domingo pode ser Campeão Brasileiro. Logo após a sensacional vitória de virada sobre o River Plate, fogos de artifício espocaram em Porto Alegre. O Flamengo tem a maior torcida do Brasil e é natural que a comemoração transcenda o Rio de Janeiro. Mas, eu fiquei pensando se algum desses artefatos foram soltos por parentes e amigos do grande Paulo Pelaipe. Se foram, foi merecido! Pelaipe é uma grande figura, um gremista raiz, que enveredou após servir voluntariamente seu clube do coração, pelo profissionalismo do futebol.

Ele já circulou por vários clubes – Uma vez foi “aventada” até a possibilidade de trabalhar no SC Internacional – causou arrepios em muita gente no Beira-Rio. Eu adoraria! -, mas é indiscutível que ele se da bem no CR Flamengo, o título de hoje mostra que há uma “liga” entre pessoa e instituição. Pelaipe estava no Flamengo, na última conquista importante, a Copa do Brasil de 2013. O retorno ao clube acontece após cinco anos e discretamente, ele atuou nos bastidores dando sustentação ao trabalho do técnico Jorge Jesus, aos dirigentes e influindo na contratação de vários dos grandes jogadores do time Campeão. Pouco vi e ouvi sobre a importância dele na conquista do título. Por isso, escrevo esse texto para homenagear um “gentleman”do futebol.

Como todo mundo sabe, sou colorado, mas muito bem tratado pela grande maioria dos adversários históricos. Chegou ao ponto de um dia, eu querer homenagear meu afilhado Mateus, com um camiseta tricolor – o que a gente não faz … -, na época Pelaipe comandava o futebol gremista. Mesmo sem ter uma “amizade profunda” com ele, liguei e perguntei se eu levasse uma camiseta, ele me conseguiria autógrafos de jogadores. Ele disse: Não! Eu me surpreendi e ele emendou, “Você não precisa trazer nenhuma camiseta, eu vou dar essa camiseta para o teu sobrinho com o maior prazer.” Nesta época eu auxiliava Giovanni Luigi, no Internacional, para evitar qualquer constrangimento da minha presença no Olímpico, Pelaipe pediu que eu ligasse pouco antes de chegar ao Estádio, qua a camisa seria entregue por “alguém”, sem eu descer do carro. Para minha surpresa o “alguém”foi ele mesmo. Que me entregou o presente, com um afetuoso abraço.

Torci pelo Flamengo pelos motivos óbvios da abertura de mais uma vaga para a Libertadores via Brasileirão, pela alegria que eu tinha certeza de ver estampada no rostos do meu amigo capixaba, Marcio Castello e do pai dele, seu João e também pelo sucesso do Pelaipe, um discreto responsável direto pelo que acontece hoje na Gávea. E eu tenho certeza que vêm mais por aí !!!

Parabéns Pelaipe e a todos rubro-negros!

 

 

 

Artigo: A segunda instância e a presunção de inocência, por Sergio Moro/ O Estado de S.Paulo*

Artigo: A segunda instância e a presunção de inocência, por Sergio Moro/ O Estado de S.Paulo*

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A presunção de inocência é um princípio cardeal dentro do processo penal. Proíbe condenações injustas e punições prematuras.

O núcleo essencial da presunção diz respeito às provas. Ninguém pode ser condenado criminalmente sem que existam provas categóricas, claras como a luz do dia. A essência do direito é cláusula pétrea, não pode ser alterada sequer por emenda constitucional e ninguém de bom senso defenderia a relativização dessa regra.

Como escudo contra punições prematuras, proíbe prisões – a sanção penal por excelência – antes do julgamento. A prisão preventiva deve ser excepcional, para proteger provas, evitar fuga, prevenir novos crimes ou proteger a ordem pública.

Outra questão completamente diferente diz respeito ao momento de início do cumprimento da pena e ao efeito de recursos no processo penal após o julgamento.

Se países como Estados Unidos e França, que constituem berços históricos não só das revoluções liberais, mas também da presunção de inocência, admitem a prisão após o julgamento de primeira ou segunda instância, é intuitivo que a presunção de inocência não é compreendida universalmente no sentido de exigir o julgamento do último recurso, o trânsito em julgado, para início da execução da pena.

A leitura literal do inciso LVII do artigo 5.º da Constituição talvez favoreça a interpretação de que se exige o trânsito em julgado para o início de execução da pena. Mas, sempre oportuno lembrar, é sobre uma Constituição que estamos expondo e ela precisa ser lida em consonância com outros princípios cardeais, entre eles que “a aplicação da lei deve ser igual para todos” e “não somos uma sociedade de castas”. Exigir o trânsito em julgado tem o efeito prático, dada a prodigalidade dos recursos, de gerar a impunidade dos poderosos, o que é inaceitável do ponto de vista constitucional ou moral.

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) demandando o trânsito em julgado e revendo precedente anterior deve ser respeitada. O STF é uma instituição essencial à democracia. Ao exercer o controle de constitucionalidade e proferir decisões de impacto na vida dos brasileiros, só fortalece o Estado de Direito. Mas a decisão foi dividida, seis a cinco.

A divergência apertada sobre o significado específico da presunção de inocência dá margem ao Congresso para alterá-lo, já que sobre ele inexiste consenso. Magistrados que compuseram a própria maioria vencedora, como o ministro Dias Toffoli, admitiram que o Congresso poderia alterar a legislação processual ou a Constituição para dar à presunção de inocência uma conformação diferente da interpretação que prevaleceu por estreita maioria.

Não há afronta à Corte. Juízes interpretam a Constituição e a lei. O Congresso tem o poder, observadas as condições e maiorias necessárias, de alterar o texto da norma. Cada um em sua competência, como Poderes independentes e harmônicos.

Não seria a primeira vez que uma Corte teria a decisão alterada pelo Parlamento, nem sequer no Brasil. A Suprema Corte norte-americana decidiu, em Dred Scott v. Sandford, de 1857, que escravos não poderiam tornar-se cidadãos dos Estados Unidos e que o Congresso não poderia proibir a escravidão nos novos territórios. A resposta do Congresso foi, após a guerra civil, a revogação da decisão pela 13.ª e pela 14.ª Emendas à Constituição.

Em exemplo mais prosaico, o Congresso brasileiro aprovou, em 2017, a Emenda Constitucional 96 para permitir práticas desportivas e culturais que utilizem animais, como a vaquejada, para se contrapor à prévia decisão do STF na ADI 4.983.

A decisão do STF, embora mereça ser respeitada, causou certa irresignação aos que vislumbravam a execução em segunda instância como medida necessária contra a impunidade e contra o avanço da criminalidade.

Embora a execução em segunda instância seja vista como essencial para os avanços anticorrupção, é ela igualmente importante para reduzir a impunidade de toda espécie de crime, incluídos os de sangue. Não deve ser esquecido que em 2009, quando o STF concedeu o Habeas Corpus 84.078, estabelecendo pela primeira vez a exigência do trânsito em julgado, regra depois revista em 2016, o beneficiado foi pessoa condenada por tentativa de homicídio qualificado, que havia disparado por diversas vezes arma de fogo contra a vítima. Como consequência, além da soltura, o caso acabou prescrevendo pela demora no julgamento dos recursos. Muitos outros casos, envolvendo crimes diversos, tiveram destino similar. Não é só a corrupção.

No pacote anticrime encaminhado pelo governo federal ao Congresso consta proposta de alteração do Código de Processo Penal para que seja admitida a execução em segunda instância, após o julgamento de uma Corte de apelação.

Não precisa ser esse o projeto votado. Há vários outros projetos de lei ou propostas de emenda à Constituição prontos para ser objeto de discussão e deliberação pelo Congresso que tratam do tema.

Cabe ao Legislativo o protagonismo numa democracia. Cabe a ele, respeitosamente, deliberar sobre a justa aspiração da sociedade de que o processo penal cumpra as suas funções. Sim, devemos proteger o acusado, mas também temos de responder às violações dos direitos das vítimas, o que exige a efetiva punição dos culpados num prazo razoável. Isso deve depender exclusivamente da existência ou não de provas, e não da capacidade do acusado de utilizar os infindáveis recursos da legislação brasileira. Exigir a punição dos culpados não é vingança, mas, sim, império da lei. Reduzir a impunidade é essencial não só para justiça, mas também para prevenir novos crimes, aumentando os riscos de violação da lei penal. A prisão em segunda instância representa um alento para os que confiam que o devido processo não pode servir como instrumento para a impunidade e para o avanço do mundo do crime.

sergio-moro-DIDA-SAMPAIO-ESTADAO-525x350-460x307* MINISTRO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA

Artigo: Desejar ódio enfraquece a Democracia; Ricardo Breier/Presidente da OAB/RS

Artigo: Desejar ódio enfraquece a Democracia; Ricardo Breier/Presidente da OAB/RS

Artigos Comunicação Direito Notícias

Quando um advogado ou uma advogada recebe a sua honraria máxima, que é a credencial da OAB, ele presta um juramento que deve ser incorporado na alma todos os dias quando acorda, até o dia derradeiro, em que deixa de advogar, pois é o exercício profissional que norteia a sua essência, vejamos:

“Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da Justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.

Agora, os fatos que envolvem a advogada tomaram grandes proporções na mídia nacional. Devido à postagem realizada em sua rede social, se faz necessária a adoção imediata de providências institucionais. Foi uma manifestação que demonstrou clara incitação à violência e que vai na contramão da postura exigida de qualquer profissional representante da cidadania.

“Que estuprem e matem as filhas dos Ordinários Ministros do STF.”, foi o que disse a advogada.

O caso se tornou notório, não por menos. Conforme se denota nas inúmeras matérias publicadas e também nos milhares, senão milhões, de comentários críticos à sua referida conduta.

Temos, dentro da Ordem, espaço para a Comissão da Mulher Advogada, Comissão de Direitos Humanos, Comissão sobre a Verdade da Escravidão Negra, Comissão de Seguridade Social, entre outras. O que quero dizer, em linhas gerais, é que nós trabalhamos diariamente para acolher as mais diversas demandas. Para a advocacia e a cidadania, existem temas que são caros e que foram construídos com esforço e engajamento por meio de muitas mãos ao longo dos tempos.

As prerrogativas da advocacia e os direitos fundamentais da cidadania são os temas que nos são mais relevantes. É por esse motivo que está aqui pautado o discurso inflamado da advogada em questão, ele vai contra aquilo que combatemos na sociedade: a falta de respeito à opinião e consequentemente às diferenças.

Não divagaremos nesse momento sobre o complexo momento social em que vive o país, mas trabalharemos para que isso não se repita. A advocacia trabalha pelos direitos de milhões de brasileiros e brasileiras que não são alcançados ou respeitados.

É por esse motivo que tal discurso, inflamado de ódio, que parte da advogada em questão é discrepante. Não precisamos convencer ninguém a aderir ao modelo de comportamento que apresentamos como idôneo, correto ou coeso, mas exigimos respeito. Tampouco, precisamos, na sutileza – ou na agressividade, de um autoritarismo – tentar convencer alguém de que o diferente tem que ser igual a mim mesmo, sob pena de não merecer conviver na mesma sociedade.

Enfim, não divagaremos, mas a OAB será sempre enérgica contra posturas daqueles que tenham condutas deste tipo. Afinal, a advocacia, no momento em que vivemos, precisa ser una, para garantir os direitos sociais dos cidadãos. Somos nós, advogados e advogadas, que garantimos os direitos fundamentais dos cidadãos. E eles precisam, mais do que nunca, do nosso trabalho. O discurso de ódio, não tem espaço institucional.

Mesmo diante de uma política de polarização, a Ordem dos Advogados do Brasil, seguirá mantendo firme a sua postura. Sempre em prol do encontro e nunca do confronto. Agora, neste caso da Advogada, a palavra está com o Tribunal de Ética da OAB.

thumbnail_imageRicardo Breier
Advogado e presidente da OAB/RS

*Artigo publicado originalmente em O Estado de São Paulo

Artigo: O fim da punibilidade; por Glauco Fonseca*

Artigo: O fim da punibilidade; por Glauco Fonseca*

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Se o leilão do pré-sal fosse hoje, não haveria compradores e a razão é óbvia: com o retorno de Lula às ruas, a Petrobras corre o risco de voltar a se tornar a empresa mais corrupta do planeta. Eu não li e nem ouvi em lugar algum esta avaliação, que chega a saltar os olhos de tão evidente. Qual é a empresa internacional de petróleo que deseja acabar se tornando sócia de um gigante corrupto liderado pela gangue do PT e de Lula? Agora fica mais claro que este leilão jamais deveria ter sido feito na mesma semana em que os ministros do STF deram salvo-conduto aos criminosos condenados em segunda instância, dentre eles Luiz Inácio Lula da Silva.

Preparemo-nos para as quedas de bolsas e para a disparada do dólar, porque o Brasil volta, passo a passo, a ser um paraíso de escroques e de corruptos, um oásis para os ladrões de colarinho branco e seus parceiros em negócios nada alvos. Deus proteja e dê coragem e iluminação aos colegiados dos tribunais de segunda instância, para que mantenham, ainda que cautelarmente, bandidos perigosos como Lula e José Dirceu na cadeia, que é o seu habitat natural. Lula e José Dirceu soltos significam uma ameaça sem precedentes ao estado brasileiro no que concerne à sua respeitabilidade e prosperidade.

Está na hora do Senado da República dar início à CPI da lava toga. Está na hora de colocar os depoimentos de Palocci em investigação mais célere e fazer rodar a roda da justiça mais rapidamente. É óbvio que o toma lá dá cá entre o Senado e o STF murchou. Continuemos indo às ruas protestar. Façamos ligações ainda hoje para os nossos deputados federais e senadores, pedindo a eles que tomem as providências necessárias em favor do povo brasileiro. Protestemos com veemência e não nos acovardemos diante desta pequena e temporária derrota.

Chega de Gilmares, Tóffolis e Mellos. Merecemos coisa muito melhor.

Glauco-150x150*Glauco Fonseca, Headhunter e diretor da Strainer Talentos Estratégicos


Artigo: Como a Transformação Digital pode ensinar as empresas sobre a experiência do consumidor? ; por Rodrigo Provazzi*

Artigo: Como a Transformação Digital pode ensinar as empresas sobre a experiência do consumidor? ; por Rodrigo Provazzi*

Artigos Notícias

A chamada Transformação Digital a que o mundo vem se deparando nas últimas décadas está provocando profundas mudanças no mercado. Uma das consequências disso é uma postura muito mais criteriosa por parte dos consumidores, o que os torna, automaticamente, mais poderosos perante as marcas. Conectados e exigentes, não lhes basta mais o produto ou serviço unicamente e, sim, a experiência que obterá com aquela compra. Conforme o estudo da PwC Global Consumer Insights, que ouviu 21 mil consumidores em todo o mundo, dependendo da experiência, os consumidores até aceitam pagar mais, principalmente em tecnologia e entretenimento doméstico ou produtos de saúde e bem-estar.

Diante disso, torna-se essencial às organizações investirem mais na experiência do consumidor. Medir o retorno dessa experiência permite que elas entendem os ganhos obtidos, podendo realizar investimentos em áreas da organização diretamente relacionadas ao modo como as pessoas interagem com as marcas. Primeiramente, deve-se ter em mente que a experiência do consumidor faz parte de um ciclo de retroalimentação, que deve sempre contar com a experiência da equipe de trabalho. Assim, desenvolver comunidades com um propósito é muito mais fácil quando ambos estão altamente motivados para serem associados a uma determinada marca ou organização.

Em uma era de diversas opções digitais, que se expandem constantemente, a lealdade do consumidor pode desaparecer com o toque de um botão. Para reduzir esse risco, proporcionar “momentos mágicos”, capazes de promover essa lealdade ao longo do tempo e criar um relacionamento que dure além da próxima pesquisa de produtos, são temas que devem estar na pauta. Para tanto, as empresas precisam entender a fundo o comportamento do consumidor, valendo-se de indicadores que cruzem dados e possibilitem insights que permitam coerência entre a marca e o público alvo e uma personalização muito maior do que as tradicionais segmentações por demografia, faixa etária ou qualquer outra.

Igualmente, os consumidores querem interagir com empresas que protejam seus dados pessoais. A pesquisa da PwC mostra que eles buscam outras opções quando não confiam que suas informações pessoais estejam protegidas. Em um momento em que as empresas no Brasil se preparam para se adequarem à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a qual entrará em vigor em agosto de 2020, antecipar-se a essa demanda, bem como repensar o uso dos dados do consumidor é, certamente, uma forma de tratá-los com respeito, agregando valor de troca.

Por fim, é tarefa das organizações encontrar a forma de estabelecer o vínculo com este novo consumidor, conquistando-o via contato pessoal ou por e-commerce, compreendendo que experiência eles desejam e ajudando-os a atingir esse objetivo. Benefícios como facilidade de navegação, variedade, qualidade do sortimento, preço ou exclusividade são algumas maneiras de criar esse elo.

A Transformação Digital é um caminho sem volta. Seja redesenhando suas capacidades e modelos operacionais, de modo a aproveitar as tecnologias digitais para acompanhar o consumidor “conectado”, ou criando modelos de negócios qualitativamente novos em torno de oportunidades disruptivas. Fato é que as empresas bem-sucedidas entendem que, ao fazerem isso, garantem não apenas a relevância continuada, mas também os retornos esperados.

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* Rodrigo Provazzi é Diretor da PwC*

Como a Transformação Digital pode ensinar as empresas sobre a experiência do consumidor? * por Rodrigo Provazzi

Como a Transformação Digital pode ensinar as empresas sobre a experiência do consumidor? * por Rodrigo Provazzi

Artigos

A chamada Transformação Digital a que o mundo vem se deparando nas últimas décadas está provocando profundas mudanças no mercado. Uma das consequências disso é uma postura muito mais criteriosa por parte dos consumidores, o que os torna, automaticamente, mais poderosos perante as marcas. Conectados e exigentes, não lhes basta mais o produto ou serviço unicamente e, sim, a experiência que obterá com aquela compra. Conforme o estudo da PwC Global Consumer Insights, que ouviu 21 mil consumidores em todo o mundo, dependendo da experiência, os consumidores até aceitam pagar mais, principalmente em tecnologia e entretenimento doméstico ou produtos de saúde e bem-estar.

Diante disso, torna-se essencial às organizações investirem mais na experiência do consumidor. Medir o retorno dessa experiência permite que elas entendem os ganhos obtidos, podendo realizar investimentos em áreas da organização diretamente relacionadas ao modo como as pessoas interagem com as marcas. Primeiramente, deve-se ter em mente que a experiência do consumidor faz parte de um ciclo de retroalimentação, que deve sempre contar com a experiência da equipe de trabalho. Assim, desenvolver comunidades com um propósito é muito mais fácil quando ambos estão altamente motivados para serem associados a uma determinada marca ou organização.

Em uma era de diversas opções digitais, que se expandem constantemente, a lealdade do consumidor pode desaparecer com o toque de um botão. Para reduzir esse risco, proporcionar “momentos mágicos”, capazes de promover essa lealdade ao longo do tempo e criar um relacionamento que dure além da próxima pesquisa de produtos, são temas que devem estar na pauta. Para tanto, as empresas precisam entender a fundo o comportamento do consumidor, valendo-se de indicadores que cruzem dados e possibilitem insights que permitam coerência entre a marca e o público alvo e uma personalização muito maior do que as tradicionais segmentações por demografia, faixa etária ou qualquer outra.

Igualmente, os consumidores querem interagir com empresas que protejam seus dados pessoais. A pesquisa da PwC mostra que eles buscam outras opções quando não confiam que suas informações pessoais estejam protegidas. Em um momento em que as empresas no Brasil se preparam para se adequarem à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a qual entrará em vigor em agosto de 2020, antecipar-se a essa demanda, bem como repensar o uso dos dados do consumidor é, certamente, uma forma de tratá-los com respeito, agregando valor de troca.

Por fim, é tarefa das organizações encontrar a forma de estabelecer o vínculo com este novo consumidor, conquistando-o via contato pessoal ou por e-commerce, compreendendo que experiência eles desejam e ajudando-os a atingir esse objetivo. Benefícios como facilidade de navegação, variedade, qualidade do sortimento, preço ou exclusividade são algumas maneiras de criar esse elo.

A Transformação Digital é um caminho sem volta. Seja redesenhando suas capacidades e modelos operacionais, de modo a aproveitar as tecnologias digitais para acompanhar o consumidor “conectado”, ou criando modelos de negócios qualitativamente novos em torno de oportunidades disruptivas. Fato é que as empresas bem-sucedidas entendem que, ao fazerem isso, garantem não apenas a relevância continuada, mas também os retornos esperados.
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* Rodrigo Provazzi é Diretor da PwC

A TV brasileira antes e depois de Jorge Fernando; por Zeca Kiechaloski*

A TV brasileira antes e depois de Jorge Fernando; por Zeca Kiechaloski*

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A televisão brasileira, certamente, pelo menos a dramaturgia televisiva, pode ser nitidamente classificada como antes e depois de Jorge Fernando. Foi ele, juntamente com Guel Arraes, que jogou a caretice das novelas para longe e tirou, com muito bom humor, todas as teias de aranha que ainda persistiam em fiar suas teias. Já havia nos encantado com sua atuação em ” Ciranda, Cirandinha ” , talvez o primeiro programa que falava uma linguagem que jovens entendiam. Seus episódios eram sempre lições de humanidade, generosidade e solidariedade. De forma simples e direta.

Já ensaiou uma modernidade em direção na novela ” O jogo da vida ” a primeira, de maneira meio acanhada, comédia declarada da televisão. Mas foi em ” Guerra dos sexos ” ( a primeira versão, por favor ! ), que isso foi levado às últimas consequências. Se nada mais bastasse, somente a coragem de colocar dois monstros sagrados do teatro brasileiro ( Fernanda Montenegro e Paulo Autran ) para representar uma cena típica do pastelão mais bobo que pode haver, valeria. Uma coisa impensável, virou realidade e antologia. Além disso, Jorge Fernando dirigiu cinema, shows de música e teatro ( ” Fica comigo esta noite “, com Débora Bloch e Luiz Fernando Guimaraes talvez seja seu melhor exemplo ). Jorge Fernando era também um comediante dos melhores. Aliás, tudo que fazia era sempre o melhor.

Nunca houve na telenovela brasileira um diretor que soubesse fazer tão bem um primeiro e último capítulo de uma novela. Mas, como a dita real não é uma novela com final feliz, o último capítulo de Jorginho nos deixou triste, impactados, saudosos e infelizes. Não era um capitulo final que Jorge Fernando dirigiria ou faria. Nem nós.

ZecaKiechaloskiZeca Kiechaloski, ator e cinéfilo*

 

 

 

 

Artigo: O Testamento Vital e a possibilidade de recusa a tratamentos de suporte à vida por pacientes terminais; por Rute Carolina Fernandes*

Artigo: O Testamento Vital e a possibilidade de recusa a tratamentos de suporte à vida por pacientes terminais; por Rute Carolina Fernandes*

Artigos Direito Notícias Obituário Opinião

A vida e a morte são temas que acendem as mais acirradas discussões no campo religioso, ético e filosófico. Para o direito, a morte gera diversas consequências jurídicas, pois importa na cessação da personalidade civil. Embora a cultura brasileira seja extremamente alicerçada à religião, cada vez mais tem-se refletido sobre a finitude da vida e a busca pelo respeito à autonomia da vontade e à dignidade da pessoa humana.

Nesse viés, tem ganhado força a discussão sobre a ortotanásia, que é a recusa de pacientes terminais a se submeterem a tratamentos que não trarão o resultado esperado: a cura. Isso porque os novos recursos médicos e tecnológicos permitem a adoção de tratamentos e medidas desproporcionais que prolongam o sofrimento do paciente em estado terminal, fenômeno conhecido por distanásia ou obstinação terapêutica (L’archementthérapeutique), sem apresentar eficácia.

Contudo, quando há a opção do doente pela ortotanásia, são inevitáveis os conflitos de ordem ética por parte dos médicos e morais por parte dos familiares envolvidos que, não poucas vezes, divergem entre si para fazer valer – ou não – a vontade do paciente. Diante da existência de lacuna na legislação brasileira sobre o assunto, a alternativa encontrada pelos pacientes que rejeitam sua submissão a tratamento comprovadamente ineficazes, é a busca por amparo pelo Poder Judiciário.

Os Tribunais pátrios, por sua vez, têm se posicionado no sentido de preservar a vontade do paciente, analisando o conflito entre o direito à vida e a dignidade da pessoa humana e, por meio da ponderação, têm permitido a prática da ortotanásia, entendendo pela “vida com dignidade” ou uma “razoável qualidade”.

O Conselho Federal de Medicina, por meio das Resoluções 1.805/2006 e 1.995/2012 admite a prática da ortotanásia, sendo lícito ao médico limitar ou suspender procedimentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal.

Indo ao encontro das normativas do Conselho Federal de Medicina, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei 149/2018, que dispõe sobre as diretivas antecipadas de vontade sobre tratamentos de saúde. A justificativa para o Projeto de Lei é o reconhecimento à autonomia dos pacientes, especialmente daqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade e sem condições de expressar sua própria vontade. O Testamento Vital, como é conhecido, também servirá para afastar qualquer divergência de opinião por parte de alguns familiares sobre o desejo do declarante em relação ao término de sua vida.

Se aprovado o Projeto, o Brasil trilhará o mesmo caminho de outros países, como Estados Unidos, Suíça, Holanda e Espanha, que já possuem previsão legal para a realização da ortotanásia. No documento, formalizado por meio de escritura pública, deverá constar a intenção do declarante quanto a receber ou não determinados cuidados médicos em situação futura, na hipótese de se deparar com doença grave e incurável e que não puder, em função de sua condição de saúde, expressar autonomamente a sua vontade.

Ao declarante é facultado, ainda, indicar uma pessoa de sua confiança para que tome as decisões sobre os cuidados à sua saúde, quando não puder fazer diretamente. O documento deverá ser anexado ao prontuário do paciente, podendo ser revogado a qualquer momento, ainda que de forma verbal, diretamente ao médico.

O Testamento Vital, portanto, é um instrumento que assegura a autonomia do doente, assim como, sob a ótica médica, serve para resguardar o profissional que entende por não mais prolongar a vida de um paciente incurável que já havia expressado sua vontade.

RUTE (1)*Rute Carolina Fernandes; advogada e sócia do escritório Rossi, Maffini, Milman & Grandos Advogados