Caso Sidão ou quando a empatia é derrotada pelo constrangimento; por Débora de Oliveira*

Caso Sidão ou quando a empatia é derrotada pelo constrangimento; por Débora de Oliveira*

Artigos Comportamento Destaque Esporte

Vivemos um mundo de deboche generalizado.
As pessoas criam memes de política e dão risada da roubalheira, da corrupção, do descaso.
As pessoas criam gifs de cenas que deveríamos lamentar, propagam stickers de situações constrangedoras de amigos e conhecidos, e viralizam vídeos “engraçados” expondo quem sequer conhecem e que talvez se sentiriam péssimos se fossem eles no lugar delas tendo a vida, assim, exposta.
Por essas e tantas outras, não me surpreende que ontem o goleiro que teve uma tarde infeliz tenha recebido a votação de craque do jogo como piada materializada em votos desse mundo cruel da internet.
Levante o dedo quem aí nunca teve aquele dia que deu tudo errado no trabalho!! Aquele dia de cão que tu te sente péssimo e quer ir pra casa se esconder debaixo das cobertas para ver se as coisas voltam a se encaixar!! Pois agora imagine se esse teu momento de fraqueza profissional vire deboche para todo mundo rir, vire assunto no País, vire prêmio e vire teu mundo?! Como você se sentiria?! Como ficaria teu emocional?! Tu sabe o quanto trabalha e o quanto se dedica, os que te criticam e riem de ti sabem?! Sabem tuas lutas, tua história e tua dedicação para ser cada dia melhor?!
Quantos “Sidãos” são bombardeados diariamente nesse caos virtual que vivemos…
Quantos imbecís curtimos, compartilhamos, retuitamos, encaminhamos… e quanto imbecís também nos tornamos por esse simples clique.
O dia que as pessoas aprenderem sobre empatia, não precisaremos mais ensinar sobre constrangimento.
Boa semana a todos!
E meu respeito à você, @sidao_12 !!

 

37692527_1069090213243441_4880504448071237632_n*Débora de Oliveira, jornalista e apresentadora do SBT Esporte

Opinião: O COAF é uma peça do estado policialesco; por Roberto Rachewsky*

Opinião: O COAF é uma peça do estado policialesco; por Roberto Rachewsky*

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O COAF é um dos inúmeros subprodutos da mentalidade coletivista estatista que assola o mundo.

Ele existe porque o governo acha que liberdade e privacidade se subordinam à vigilância e segurança.

Claro, vigilância e segurança dele, o governo.

O governo quer saber o que fazemos com o que é nosso porque, como ele mesmo tem muito poder para intervir nas nossas relações, se dá ao luxo de seguir o dinheiro para ver quem não está dentro dos conformes estabelecidos por ele mesmo.

Sob o pretexto de combater o terrorismo, a corrupção dos agentes do próprio governo e o enriquecimento ilícito, ele quer também, principalmente, xeretar na vida das pessoas e combater o tráfico de drogas, a sonegação fiscal e mesmo o enriquecimento privado do qual o governo sempre ambiciona um naco.

Terrorismo e corrupção são as únicas atividades violentas nesse rol, as demais são indivíduos ou grupo de indivíduos interagindo para produzir, comerciar ou consumir o que contratam livremente.

Só a existência do COAF, de leis que obrigam os bancos e outras instituições a informarem o que deveriam manter sob sigilo, mostra que vivemos num estado de sítio, onde os direitos individuais, entre os quais à liberdade e à propriedade, são violados sistematicamente.

Interessante é saber que a sociedade não apenas não crítica a existência dessa aberração cívica, como a aplaude.

De novo, não se resolve problemas como corrupção ou enriquecimento ilícito atuando sobre as consequências, devemos tratar das causas, entre elas, a necessidade da redução drástica dos poderes do estado para proteger nossos direitos.

O COAF é mais um enxugador de gelo que ajuda a produzir água congelada.

O dia em que uma investigação criminal batesse à porta de um banco, caberia aos investigadores obterem autorização judicial para vasculharem o que estivesse relacionado com o crime investigado. Isso é estado de direito. Qualquer coisa fora disso, é estado policialesco.

Discussão profunda não é se o COAF vai ficar com A ou B. Devemos discutir se o COAF deveria existir, se tem valor, para quem e para o quê.

Roberto-Rachewsky*Roberto Rachewsky, Empresário

 

 

 

 

ASSISTA: Liberalismo – o empresário Roberto Rachewsky no Programa BahTchêPapo com Felipe Vieira

ASSISTA: 21h30/TVU: Felipe Vieira entrevista Roberto Rachewsky, um liberal em Cuba

 

 

 

Para sempre Rui; por Rejane Martins*

Para sempre Rui; por Rejane Martins*

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É praticamente impossível encontrar em Porto Alegre alguém verdadeiramente interessado em moda que desconheça a trajetória de seu maior estilista. Nascido em Novo Hamburgo em 1929, Rui nem sempre foi Rui. Batizado Flávio Henneman Spohr e destinado a ser padre ou militar pela parteira que o trouxe ao mundo, mudou de nome para assinar uma coluna em jornal e suas primeiras criações. Filho de uma tradicional família de origem alemã, desde muito cedo decidiu que a moda era o seu universo. Fez um estágio quase que obrigatório na fábrica de calçados do pai e viu que não poderia dedicar-se a uma atividade que envolvesse processos repetitivos, sem criação, sem arte. Nos momentos vagos na fábrica, desenhou seus primeiros vestidos. Começava a surgir o Rui e a desaparecer o Flávio.

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Rui Spohr Foto: Jean Pierre Kruse

Aos 22 anos decidiu que ia fazer moda e para fazer bem feito teria de beber na fonte: Paris. Foi o primeiro brasileiro a se profissionalizar em moda na França. A família protestou, mas logo viu que o guri estava decidido e não tinha mais jeito. Só restava apoiar. Na Cidade Luz, o jovem Rui se transformou em homem da moda. Vivenciou as maravilhas do maior polo cultural do mundo naqueles tempos, testemunhou o surgimento de nomes como Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld, que davam os primeiros passos, aprendeu a beber vinho tinto e champanhe, tornou-se fluente em francês, conheceu boa parte da Europa e trabalhou com Jean Barthé, o maior chapeleiro da França. Nem tudo foi festa em Paris. Saudades da família, agruras de ser estrangeiro sem apoio de seu país para concluir os estudos, fome durante uma longa greve dos correios que o impediu de receber o dinheiro enviado pela família para o seu sustento. Ao final do curso na Chambre Syndicale de la Couture Parisienne, decidiu que era hora de voltar para casa.

Ao chegar de Paris, instalou-se no centro da capital gaúcha para ser chapeleiro. Foi nesta época que ele tomou a segunda grande decisão de sua vida – a primeira, segundo ele, foi estudar em Paris. A segunda: casar! Chegando ao ateliê, depois de um intervalo para almoço, encontra uma moça loira, de olhos claros e um vestido rodado, sentada no sofá, à sua espera. Ela queria trabalho. Ele precisava de uma secretária para receber as clientes, marcar horários e cuidar da burocracia do ateliê. Havia outra necessidade não descoberta: amor. Casaram-se em cerca de três anos. Do início de 1960 até hoje, foram inseparáveis.

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Dóris e Rui Spohr – Foto Juliano Antunes

Ao lado de sua querida Doris, esposa, companheira e sócia, Rui vivenciou os tempos áureos da alta-costura e foi pioneiro com o objetivo de seguir um sonho e se aprofundar no mundo da moda. Nome ligado à história e à cultura do Estado e da nossa cidade, o estilista notabilizou-se pela ousadia de suas criações e ineditismo na apresentação de desfiles em Porto Alegre. Rui transformou meninas da sociedade em manequins. Ele e Doris estavam atentos à aparição de jovens de porte, de beleza diferenciada e as convidavam para serem modelos. Assim surgiram Lucia Cury e Lilian Lemmertz, entre outros nomes que brilharam na passarela Rui. A escolha de locais inusitados para mostrar suas coleções também marcou sua carreira. Um desfile em plena catedral metropolitana entrou para a história da moda e da capital. Clubes e o próprio Palácio Piratini também foram palco desses momentos.

Uma roupa atemporal, clássica, elegante, que respeita os diferentes corpos e tipos de mulher, valorizando o belo e disfarçando o que não está tão bem. Um vestido dos anos 70, 80, não importa a data, hoje pode ser usado tranquilamente, segue sendo up to date. Um estilo único, que faz valer o slogan da marca: “A sofisticada originalidade do simples”. O nome e a marca, a pessoa e a empresa se fundem em um só. RUI perpetuou sua grife transformando-a em sinônimo de elegância.

Em festas, eventos, cerimônias, quando alguém se destaca, os elogios transbordam. Surge a pergunta: De onde é essa roupa? A resposta é uma só: Rui, quem mais? De tanto se repetir a cena, consagrou-se o jargão, hoje chamado de hashtag: Rui é Rui. Hoje, nosso sentimento, deixa de lado a dor para dar lugar à paz. Nosso Rui é imortal. Estará sempre conosco.

Para sempre Rui.

 

RejaneMartins*Rejane Martins, Jornalista e Assessora de Imprensa de Rui Spohr

Um mundo de bárbaros; por Gilberto Jasper*

Um mundo de bárbaros; por Gilberto Jasper*

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​O radicalismo das redes sociais é uma obviedade. Mas ao contrário do que muitos defendem, considero o conteúdo destas plataformas a reprodução do que se observa no cotidiano. A falta de educação é gritante. A ausência dos mínimos gestos de respeito salta aos olhos. “Ser humano” é, quase sempre, apenas uma força de expressão. Todo pai ou mãe conhece a histórias das “palavrinhas mágicas”. Trata-se do resumo da importância do uso de expressões como “bom dia”, “até logo”, por favor”, “desculpe”, “até logo”. E isto precisa ser ensinado na mais tenra idade para forjar cidadãos civilizados. O mais incrível é que a falta de compostura social é reflexo do comportamento dos adultos. Como se sabe, o exemplo é sempre o melhor conselheiro. De nada adianta falar, citar casos de desequilíbrio emocional e não ser cortes no trato social.

Desde piá aprendi a importância da ser educado. Não apenas por cortesia, mas porque toda pessoa educada é diferenciada e orgulha seus pais. Noto isso no meu dia a dia. Costumo dar lugar na hora de sair do elevador, deixo idosas e mulher passarem à frente na filha do supermercado ou na hora de entrar na lotação e cedo lugar quando não há poltronas disponíveis.

A reação das pessoas é incrível. Uma senhora, por volta dos 70 anos, estendeu a mão para me cumprimentar ao ceder lugar na fila da farmácia:

– Meu filho… meus parabéns! Tu deve ter orgulho dos teus pais por te ensinar a respeitar os mais velhos. Isto é tão raro de acontecer que precisei perguntar duas vezes para ti se tinha ouvido direito!
Fiquei muito orgulhoso pelos meus falecidos pais. Mas ao mesmo tempo senti revolta pela ausência dede um mínimo de urbanidade no dia a dia. Moro numa metrópole – Porto Alegre – nem tão grande. São cerca de 1,4 milhão de habitantes onde a má educação é regra, a exemplo de outras cidades. A irritação das pessoas é gritante. Prova disso é a revolta explícita das pessoas, numa fila, quando deixo alguém passar à frente.

A falta de paciência progride para conflitos e agressões e até crimes nos casos mais graves, como nas brigas entre vizinhos ou no trânsito. A cultura da paz, vista como utópica, deveria permear o currículo escolar desde o Ensino Fundamental. As dificuldades neste Brasil em crise, rachado ideologicamente e rapinado por anos de roubo institucionalizado não podem perdurar. Votar bem e dar o bom exemplo se impõe, sob pena de forjarmos gerações de obcecados pelo poder, bens materiais e sucesso a qualquer custo.

A postagem reiterada de imagens que valorizam a ostentação, o exibicionismo, o consumismo e o individualismo são combustível para comprometer a educação indispensável na convivência social. Vivemos uma guerra não declarada, mas não podemos esmorecer, sob pena de do mundo retroceder e se transformar num bando de bárbaros.

*Gilberto Jasper, Jornalista

Trump: A verdade tarda, mas chega; por Glauco Fonseca

Trump: A verdade tarda, mas chega; por Glauco Fonseca

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Desde o início do governo Trump, ele vem sendo fustigado violentamente pela mídia americana (exceção à Fox News e outros pequenos blogs e sites), pelo Partido Democrata, pela elite de Hollywood e pela esquerda internacional, tudo por conta de supostos “conluios” com os russos, que teriam sido responsáveis pelo resultado das eleições em que Trump saiu vitorioso.

Houve inclusive investigações ao longo de mais de dois anos, tudo a partir de um suposto dossiê que teria sido entregue ao FBI por um ex-agente secreto britânico, onde estariam relacionadas todas as “falcatruas” de Trump antes e depois das eleições.

A história é longa demais e com personagens demais para serem contados aqui. Segue um pequeno resumo:

1) Descobriu-se que o dossiê era fabricado e mentiroso, pago por Hillary Clinton e pelo Partido Democrata;

2) Este dossiê foi utilizado pelo FBI e pelo governo Obama para investigar membros da campanha de Trump por um tribunal especial, que fora enganado para autorizar tais investigações.

3) Já se descobriu que todos os envolvidos na perseguição a Trump estavam a serviço de uma CERTEZA de vitória de Hillary, o que não aconteceu.

4) Depois de iniciada a fraude do dossiê, eles não puderam voltar atrás e iniciaram outra investigação, que já dura dois anos e cujos os resultados – ZERO ABSOLUTO – serão apresentados aos americanos nos próximos dias.

Portanto, nada houve e há contra Donald J. Trump. Nada. Nenhum conluio, nada de corrupção, nada, ABSOLUTAMENTE NADA.

Este é o resumo do resumo.

A mídia internacional está em PÂNICO, pois sabe que o “Muller Probe” terá resultados conhecidos em breve e NADA terá contra Trump. Os democratas americanos estão em estado de pavor, pois já sabem que não têm chance contra a reeleição de Donald Trump. A elite americana, principalmente do nordeste americano e da Califórnia, está deprimida e apoiando candidatos obscuros e socialistas de extrema esquerda, que sempre foram e serão rechaçados pelos eleitores americanos.

Eis porque o governo Bolsonaro se alia e apoia o governo limpo, ousado, vitorioso e espetacular de Trump.

E esta aproximação com os EUA é vital para o futuro do Brasil.

Glauco*Glauco Fonseca, Headhunter e diretor da Strainer Talentos Estratégicos


Artigo: Jogo Patológico, por Anissis Moura Ramos

Artigo: Jogo Patológico, por Anissis Moura Ramos

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Antes quando se falava em jogo patológico, logo se pensava em pessoas adultas sentadas a uma mesa, fumando, bebendo e virando noites jogando. Hoje esse cenário mudou, temos crianças, adolescentes e adultos frente a computadores, tablet e celulares que passam horas do seu dia jogando.

Muita gente afirma que o jogo tem apenas uma função lúdica, não reconhecem a dependência, mas estudos mostram que para 4% delas, o jogo passa a ser algo muito importante e necessário em sua vida, trazendo consequências graves na vida emocional e social. Isso sem falar naqueles que jogam por dinheiro.

Uma das características do jogo patológico é a impulsividade, causando uma incapacidade de a pessoa adiar a gratificação obtida através do jogo. Também, percebe-se a redução da capacidade de reflexão, um aumento na precipitação e uma exacerbação no desejo de experenciar algo novo.

Nesses casos é importante investigar a origem da impulsividade do ponto de vista cognitivo, pois a pessoa impulsiva pode apresentar alterações nas funções atencionais e executivas. Isso pode ser identificado por meio de avaliação neuropsicológica.

Como saber se você ou aquela criança/adolescente que não consegue sair dos jogos eletrônicos são jogadores patológicos? Simples, uma das características do jogador patológico se dá pela manutenção do comportamento de jogar. Podendo esse comportamento avançar ao longo da vida, visto que a impulsividade é muito frequente nesse transtorno.

A impulsividade evidenciada no jogar patológico pode ser comparada a impulsividade do dependente químico frente o comportamento de fissura.

Por isso, se destaca para os pais que estipulem um tempo, não muito longo, para que o filho jogue no celular, tablete ou computador. Para tanto, os pais devem lembrar de dar o exemplo a eles, saindo das redes sociais e até mesmo dos jogos. Assim, poderão estar evitando problemas futuros, pois mesmo o jogador tendo a percepção do prejuízo causado em várias áreas da sua vida, não consegue controlar a impulsividade de jogar.

Anissis 2Anissis Moura Ramos é especialista em Psicologia Clínica, atua em consultório, é perita credenciada pelo TJRS e professora dos Cursos de Perícia Psicológica em Vara de Família; Alienação Parental e Falsas Memórias .

Artigo: Os desafios extras do treinador brasileiro; by Tinga

Artigo: Os desafios extras do treinador brasileiro; by Tinga

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Os treinadores brasileiros são mais completos do que seus colegas de outros países. Não é uma opção, mas sim uma exigência imposta pela complexidade da gestão de quatro variáveis simultâneas e com pesos similares: diretoria, jogadores, jornalistas e torcida. Talvez os treinadores europeus e até mesmo os demais sul-americanos se defrontem com os mesmos fatores, mas aqui, no Brasil, a dificuldade é infinitamente maior, gerando uma distorção no exercício do cargo.

No Brasil, treinador tem que ser pai e amigo dos jogadores, segurar as broncas e os egos da diretoria, ser simpático com os jornalistas e representar a torcida. Tudo isso sendo um profissional, na essência, solitário. Tão solitário, que se a imprensa pressionar, os jogadores ficarem insatisfeito, a diretoria precisar de um bode expiatório ou a torcida se revoltar, o treinador cai – devido a cada a esses fatores, combinados ou isolados. A questão é tão desafiadora que leva a uma realidade estranha. O treinador brasileiro deve gerir quatro variáveis que podem derrubá-lo, mas tem poder limitado sobre elas.

A complexidade da função de treinador e o fato de os profissionais brasileiros serem mais completos não garante necessariamente vitórias. Às vezes, é o contrário. Ao investir energia na gestão dos humores e de outros fatores exageradamente emocionais, o treinador perde a oportunidade de focar no que realmente interessa: a busca do resultado dentro de parâmetros profissionais. Isso exige cobrança, autoridade e profissionalismo extremo de cada um dos atores envolvidos no futebol.

Estamos caminhando nessa direção. Ainda devagar, mas chegaremos lá. Até porque, cada vez mais, o esporte de alta performance não nos deixa outra opção.

 

imagesPaulo César Fonseca do Nascimento, Tinga

Porto Alegre: Oficina de Choro está de casa nova e anuncia novidades em 2019

Porto Alegre: Oficina de Choro está de casa nova e anuncia novidades em 2019

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A Oficina de Choro – projeto de educação musical que completa 15 anos em 2019 – está de casa nova: a partir de agora, as atividades serão realizadas no Instituto Ling – instituição cultural com sede no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre.

A Oficina – que vem exercendo um papel decisivo para o crescimento da cultura do Choro e da música popular brasileira no Rio Grande do Sul e se destaca como um dos três maiores projetos voltados ao ensino de Choro no país – passa a atuar em novo formato, com aulas gratuitas de instrumento e teoria musical com convidados especiais, atividades de prática de conjunto com formação de grupos, além da criação da OCPA – Orquestra de Choro de Porto Alegre.

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Mathias Pinto, coordenador da Oficina de Choro. Foto: Tom Silveira

No ano de 2018, o projeto teve o maior crescimento desde a sua criação, contando com um núcleo de mais de 400 alunos que receberam formação musical através da linguagem do choro, com diferentes aulas abertas ao público. A Oficina de Choro tem curadoria e produção da Branco Produções, também parceira do Instituto Ling na programação musical do Centro Cultural.

Para Mathias Pinto, coordenador do projeto, o apoio do Instituto Ling é fundamental para garantir a continuidade do ensino da música brasileira em Porto Alegre e a conquista de novos espaços para o choro: “Estamos no grande momento deste gênero que é um grande patrimônio musical brasileiro, e valorizamos e resgatamos este legado com a ampla participação dos jovens. Neste ano que se inicia, o grande desafio da Oficina de Choro é ampliar o espaço da música instrumental na cena cultural, formando músicos e grupos, e implementando a ideia inédita de uma Orquestra de Choro”, comenta.

“Para nós do Instituto Ling é uma honra e uma grande alegria abrigar este projeto tão querido e tão importante para o ensino de música no sul do Brasil, que incentiva a postura criativa, a formação de músicos e de público.” afirma Carolina Rosado, gerente do Centro Cultural Instituto Ling.

A partir do dia 15 de fevereiro, a Oficina de Choro abre inscrições para as aulas do primeiro semestre. Os cursos serão gratuitos, com vagas limitadas.

www.oficinadechoro.com.br

Artigo: O Estadista; por Flavio Ernesto Correa*

Artigo: O Estadista; por Flavio Ernesto Correa*

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Uma das coisas que mais me chamou a atenção positivamente, e que parece ter passado batido, foi a revelação feita pelo General Heleno, em brilhante entrevista concedida à Globo News na quarta-feira, quando, referindo-se a Bolsonaro, disse que “não passa pela cabeça dele a reeleição para que tenha liberdade e autonomia para tomar decisões sem essa preocupação”. Parece que estamos arriscados a ter no Capitão a figura do estadista que há décadas almejamos e precisamos. Benjamin Disraeli, Primeiro Ministro britânico no século XIX e autor da frase que diferencia político de estadista (“político só pensa nas próximas eleições, estadista pensa nas próximas gerações”), deve ter se remexido no túmulo num surto de alegria, por ver que finalmente no Brasil um chefe do executivo recém eleito captou a mensagem.
É bom frisar que Bolsonaro disse reiteradamente em sua vitoriosa campanha que não seria candidato à reeleição. Eleição, aliás, que apesar de ser em 2022, já começa a ser acirradamente disputada antes mesmo do novo governo federal se instalar. Nas conversas de botequim já pintam nomes como Sérgio Moro e João Doria, só para citar alguns. Deus ajuda quem cedo madruga, não é mesmo?
Bolsonaro sabia muito bem disso quando há quatro anos começou a percorrer o país tentando viabilizar uma candidatura que naquele momento parecia impossível.
O Presidente é mesmo fã de Disraeli: “O segredo do êxito na vida de um homem está em preparar-se para aproveitar a ocasião, quando ela se apresenta”.

Foi o que ele fez.

Conseguiu captar nas ruas o desejo de mudança.

E mudança é justamente o que ele está fazendo, dando uma guinada à direita e implantando um programa liberal “como nunca se viu antes na história deste país”. Está provado que os programas de esquerda não deram certo. O atual tem que dar certo. O Brasil não pode mais esperar pela sua merecida prosperidade com justiça social, sob pena de sentenciar as futuras gerações à pobreza, que está avançando a passos largos, e ao eterno subdesenvolvimento. É preciso que o novo governo continue merecendo o voto de confiança que as urnas lhe deram. É impatriótico desencadear uma oposição xiita e irresponsável quando ainda não deu tempo de mostrar serviço. Afinal, se o resultado do serviço for bom todos nós nos beneficiaremos. Somos uma sociedade só. Como diria Renato Russo: “torcer para que o novo governo dê errado é desejar que o prédio em que mora desabe só porque não gosta do síndico”. É constrangedor fazer beicinho como fez o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que não compareceu à posse. Transformou-se numa melancólica ausência que preencheu uma lacuna.
A verdade é que a gestão Bolsonaro está começando com o pé direito, sem medo de enfrentar o “establishment” que rapinou vorazmente os cofres públicos, roubando descaradamente o nosso dinheiro e lesando especialmente os mais pobres, que tanto necessitam dos serviços públicos.

Bolsonaro está inovando.

Como na cerimônia de posse, quando, no Parlatório, foi precedido pelo inesperado discurso da primeira dama, que a todos encantou e emocionou. Entendi melhor a fala em Libras de Michelle Bolsonaro do que os discursos de Dilma Rousseff “em português”…
É claro que a parada não vai ser fácil. Enfrentar a bandidagem, de colarinho branco ou não, é tarefa heroica. Leis mais duras contra a corrupção, por exemplo, sofrerão forte oposição de boa parte do Congresso, que tem o rabo preso e morre de medo da ir parar atrás das grades, destino inexorável dos malfeitores que julgavam estar protegidos pela “eterna” impunidade, que parecia “imexível”, como diria o Ministro Magri.
Esta horda de criminosos ainda acha que o Supremo, no dia 10 de abril, vai se apequenar definitivamente revertendo a possibilidade de prisão para condenados em segunda instância, espada de Dâmocles que ainda paira sobre a nossa cabeça e que poderá liberar quase 170 mil presos, liderados por Lula, e ferir mortalmente a Lava Jato. Só que desta vez não vamos aceitar e, se preciso for, iremos à Brasília para impedir que este descalabro seja consumado. Os nossos 11 Supremos (cada ministro tem o seu) estão cutucando o leão com vara curta.

Há que ressaltar a fala de Paulo Guedes, quando afirma, entre tantas outras coisas relevantes, que sem a reforma da previdência não há salvação. E grifar suas palavras quando lembra que o sistema atual é uma grande fábrica de injustiças. Quem legisla (os deputados e senadores) e quem decide (o judiciário) ganham aposentadorias milionárias enquanto o povo, que paga os seus salários, tem que se contentar com mixaria.
Será que Paulo Guedes, apoiado por todo o governo, terá força para ganhar a batalha contra as famigeradas corporações que até hoje dominam o Planalto Central e que fazem de Brasília, que não produz nada, o maior PIB do Brasil?

A opinião pública certamente estará ao seu lado.

É bom lembrar que a caça aos marajás elegeu o desconhecido Fernando Collor em 1989. É exatamente isso que continuamos querendo.
Parafraseando Duda Mendonça, “deixem os homens de Bolsonaro trabalhar”.
É grande a chance do estadista e seu “dream team” darem certo.

 

índice*Flavio Ernesto Correa (Faveco) é publicitário

 

Artigo: O teatro principal. Novo governo gasta energias em muitas frentes e depende de uma só; por William Waack/O Estado de S.Paulo

Artigo: O teatro principal. Novo governo gasta energias em muitas frentes e depende de uma só; por William Waack/O Estado de S.Paulo

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Bomba fiscal é bomba social. A do Brasil é monumental e o novo governo mal começou a lidar com ela. Depois de muito espremer as estatísticas, economistas da FGV-SP chegaram a um número de forte expressão simbólica, dada a questão social embutida na frase “atacar a questão fiscal”. De cada 1 real gasto pelos cofres públicos, 75 centavos vão para pagamento de previdência, programas assistenciais, transferências de benefícios.

Trata-se, na verdade, de uma gigantesca folha de pagamentos, dos quais dependem direta ou indiretamente cerca de 2/3 da população do País. Falar em “ajuste fiscal”, “atacar a questão dos gastos públicos” significa, portanto, lidar com um problema social de implicações políticas que o novo governo está começando a entender. Vai demandar um grau de capacidade de articulação e equilíbrio cuja ausência até aqui em governos anteriores foi compensada através da distribuição de benesses (de todos os tipos) e aumento de impostos – e não há mais espaço para nenhum deles.

A questão tributária e a quebradeira dos Estados têm de ser colocadas também nessa conta – que, insisto, é uma conta para a Política. Assim, os 308 votos necessários na Câmara dos Deputados em Brasília são apenas parte do desafio. A coesa e coerente equipe econômica sob Paulo Guedes e a estrutura de comando executiva composta ainda por vários militares de boa formação e cabeça aberta dispõe de qual “governabilidade” diante: a) do tamanho da bomba (que é uma corrida contra o tempo) e b) da óbvia falência de um sistema político que talvez esteja apenas iniciando um processo de recuperação?

Os sinais do período de transição indicam que Bolsonaro entendeu que a articulação política com o Congresso tem sentido mais amplo do que contar votos de deputados e isso não é tarefa para um homem só. Entendeu que política é negociação e compromisso e tanto é assim que encontrou um nome para o Ministério da Educação do agrado de um círculo político do qual ele, Bolsonaro, depende para apoios (evangélicos). Está apanhando ainda para perceber que propostas de palanques (e lacração em redes sociais) não são programa nem método de governo – quanto mais depressa Bolsonaro “institucionalizar”, melhor para ele mesmo.

A política trouxe do vocabulário militar expressões como “teatro principal de operações” e “teatro secundário de combate”. Há nos primeiros passos da transição iniciada pela onda política que varreu o País a clara evidência de confusão entre esses dois planos. É “normal” para a situação de um presidente empurrado aonde chegou por uma transformação política que se dá tanto em torno de “valores” quanto pelo desejo de ver a economia destravando e gerando prosperidade (portanto, de projetos e plataformas). O problema aqui é se concentrar no teatro principal e não gastar energias em ávidos debates secundários, cujo principal mérito é sobretudo produzir muita repercussão em redes sociais.

Diante do fato inconteste que o Brasil é fatiado em interesses corporativistas dos mais diversos, e muito bem organizados, ganhar a eleição foi o mais fácil e a verdadeira guerra começa agora. A tal da “governabilidade”, entendida como capacidade de levar adiante o que o governo acha que precisa fazer, depende diretamente da concentração de esforços no que realmente importa. O preço político a ser pago é enorme e difícil de ser calculado, mas provavelmente não conseguirá ser saldado se o emprego do capital trazido pela vitória eleitoral se dissipar em muitas frentes.

130_Waack-estadao-200William Waack/O Estado de S.Paulo