Fabrício Carpinejar recebe título de Cidadão de Porto Alegre

Fabrício Carpinejar recebe título de Cidadão de Porto Alegre

Cidade Cultura Destaque

A Câmara Municipal de Porto Alegre concedeu, nesta terça-feira (13/11), o título de Cidadão de Porto Alegre ao escritor Fabrício Carpinejar. A proposição foi do vereador Rodrigo Maroni (Pode), que presidiu a sessão solene. Compuseram a mesa o homenageado, sua mãe, Maria Carpi, Carla Carpi Nejar, representando o Ministério Público e a presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região, desembargadora Vânia Cunha Mattos.

Rodrigo Maroni assinalou que, como deputado estadual eleito, homenagear Carpinejar foi a melhor forma de se despedir do mandato de vereador, que oficialmente termina em 31 dezembro. Ele reconheceu que Carpinejar faz parte de sua vida, com quem mantém algum nível de relação pessoal. “É um amigo de longa data para quem telefono nos momentos difíceis”, acrescentou o proponente.

Carpinejar afirmou que se sente porto-alegrense. Ele agradeceu os amigos e parentes presentes. Segundo ele, sua vida foi acidentada, o que proporcionou o que qualifica de resiliência criativa, e comentou a importância da cidade em seu processo criativo.

“Tem textos que só consigo escrever em Porto Alegre”, reconheceu o outorgado. “Na minha adolescência eu atravessava a cidade a pé da Assunção a Petrópolis, enfrentando perigos como brigas e que minha mãe nem sabia”, recordou. Disse que foi vítima de bullying na infância e adolescência, mas encontrou na família afeto, solidariedade e compreensão.

Trajetória

Carpinejar publicou 40 livros, transitando em diversos gêneros, dentre os quais a poesia, a crônica, infanto-juvenis e reportagens, sendo detentor de mais de 20 prêmios literários e 250 mil exemplares vendidos. Foi colunista do jornal Zero Hora e atualmente é comentarista do programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo.

O escritor tem participado como palestrante dos principais eventos literários do país, como a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo e a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). Entre outros prêmios, venceu o 54º Prêmio Jabuti (2012) com o livro Votupira (SM Edições) e o 51º Prêmio Jabuti (2009) com o livro Canalha! (Bertrand Brasil), Erico Verissimo (2006), pelo conjunto da obra, o Olavo Bilac (2003), da Academia Brasileira de Letras, o Cecília Meireles (2002), da União Brasileira de Escritores (UBE); quatro vezes o Açorianos de Literatura (2001, 2002, 2010 e 2012) e da Jornada Literária de Paraty.

Influencer

Ativo nas redes sociais, Carpinejar foi escolhido pela revista Época como uma das 27 personalidades mais influentes na internet. Seu blog já recebeu mais de três milhões de visitantes. O perfil no twitter ultrapassou os 300 mil seguidores. Sua página do facebook recebeu mais de 480 mil “likes” e seu instagram, 110 mil seguidores.

 

Uhuu une Opus Promoções e a 4all Tecnologia em uma multiplataforma tecnológica para o negócio do entretenimento

Uhuu une Opus Promoções e a 4all Tecnologia em uma multiplataforma tecnológica para o negócio do entretenimento

Cidade Cultura Destaque

image00318Trazer as novidades da tecnologia para o negócio do entretenimento é a proposta da Uhuu, companhia surgida da colaboração entre a Opus Promoções e a 4all Tecnologia. O site Uhuu.com é uma multiplataforma e atua no ambiente digital e físico, através de produtos como aplicativo, website, bilheteria, totem, POS, estacionamento, controle de acessos por aplicativo e catraca biométrica. A ideia é oferecer uma experiência completa – um exemplo é incluir na jornada do consumidor a possibilidade de comprar alimento, bebida, merchandising e serviços, como diz o executivo Ricardo Galho, cofundador da 4all: “Estamos apresentando um portfólio de produtos inovadores para atender a todo o mercado. O compromisso é garantir ao cliente final uma experiência 360°, antes, image003(18)durante e depois dos eventos.”

46112455_355457808558607_4813171524217339904_nCom ofertas complementares, como Business Intelligence e Machine Learning, a Uhuu mira nas possibilidades trazidas pela interseção de tecnologia, inteligência e entretenimento. A ideia é entender o perfil e o comportamento dos consumidores, como explica o CEO da companhia, Rafael Lemos: “Agregamos valor não só para quem atua no negócio do entretenimento, como também na forma como os patrocinadores se relacionam com o público. Nosso objetivo é usar a tecnologia para conectar eventos, marcas, pessoas e acima de tudo realizar sonhos. Queremos uma vida com mais Uhuu!”.

Inspirada no modelo de plataforma digital, a Uhuu é independente e utiliza o know-how de suas empresas fundadoras para qualificar a experiência dos consumidores no ambiente digital. A Opus vê na iniciativa uma forma de ampliar seus canais de venda, segundo o presidente Carlos Konrath: “A nova plataforma surge sob a lógica de um modelo colaborativo. Além da nossa oferta de conteúdo já conhecida pelo mercado, iremos atuar de forma integrada a outros players, garantindo experiências incríveis aos nossos clientes.” O VP da Opus, Jonathas Zaffari(foto), ressalta que a Uhuu está ajudando a empresa em um antigo desafio – conhecer o consumidor: “Agora temos o perfil do cliente e sabemos a forma de nos relacionarmos com ele. Além disso, conseguimos acompanhar a performance dos nossos produtos, identificando oportunidades.” José Renato Hopf, fundador e CEO da 4all, comemora a parceria: “Estamos muito felizes pela parceria com a Opus. Dar vida a um projeto inovador junto a um dos maiores grupos de entretenimento do país reforça nossa proposta de valor e valida os conceitos inéditos que estamos trazendo ao mercado.”

Vencedora do Master Chef grava série especial no Mercado Público de Porto Alegre. Maria Antonia apresenta em seu canal do Youtube a variedade gastronômica do local

Vencedora do Master Chef grava série especial no Mercado Público de Porto Alegre. Maria Antonia apresenta em seu canal do Youtube a variedade gastronômica do local

Agronegócio Cidade Comportamento Destaque Direito do Consumidor Economia Gastronomia Negócios Turismo Vídeo

 

A vencedora do principal reality show gastronômico do país, Maria Antonia Russi, decidiu mostrar para seus fãs do Brasil a diversidade de produtos que são comercializados no Mercado Público de Porto Alegre. Além de ser um belíssimo prédio histórico, localizado no coração da capital gaúcha, o local é referência para quem procura produtos de qualidade.

“Muitas vezes preciso de insumos diferenciados para preparar uma receita e sempre recorro ao Mercado Público. Lá tenho a certeza que vou encontrar tudo o que preciso e ainda rende um ótimo passeio. Por isso gravei os programas para que pessoas de outros Estados pudessem conhecer mais sobre esse lugar que faz parte do meu dia-a-dia”, ressalta.

Para assistir à série, clique aqui e acesse o canal Chef Maria Antonia no Youtube e conferir todos os episódios. Os vídeos novos são postados sempre às terças e sextas.

Feira do Livro: Leticia Wierzchowski autografa hoje O menino que comeu uma biblioteca. Obra cria protagonista que se alimenta de palavras na Polônia da II Guerra Mundial

Feira do Livro: Leticia Wierzchowski autografa hoje O menino que comeu uma biblioteca. Obra cria protagonista que se alimenta de palavras na Polônia da II Guerra Mundial

Agenda Cidade Destaque Feira do Livro Negócios Porto Alegre

Hoje, às 19:30, a melhor romancista brasileira da atualidade autografa seu novo livro, na Praça de Autógrafos, da Feira do Livro de Porto Alegre. Leticia Wierzchowski nasceu em Porto Alegre, estreou na literatura em 1998 com o romance “O anjo e o resto de nós”. Com 28 livros publicados, entre ficção adulta e infantil, tem obras editadas em Portugal, na Espanha, Croácia, Alemanha, França, Itália, Grécia Sérvia e Montenegro. O best-seller “A casa das sete mulheres” foi adaptado pela Rede Globo em 2003, em uma série veiculada em mais de 40 países.

O menino que comeu uma biblioteca conta a história de Jósik, rodeado de livros, ele mora em uma casa velha no interior da Polônia. A muitos e muitos quilômetros dali, Eva vive com sua avó em uma cidade simples do Uruguai. Enquanto o passatempo do menino e de seu avô é mergulhar na literatura, a menina se distrai com as cartas de tarô da avó. E é assim que as vidas de Eva e Jósik se cruzam.

Em uma tarde de verão sob uma figueira centenária, Eva vê nas cartas a imagem de Jósik comendo a biblioteca de seu avô Michael. Ele estava escondido numa sala lotada de livros. Do lado de fora, o exército nazista avançava com seus tanques e soldados armados de fuzil.

A partir daí, a menina começa a acompanhar os infortúnios de Jósik e luta para mudar seu próprio destino, também marcado pela falta de perspectiva e tristeza. “O menino que comeu uma biblioteca” é uma fábula sobre a guerra, a literatura e o amor.

TRECHO

Ele começou com Conrad e, então, passou para Shakespeare, que o alimentou por toda uma quinzena. Depois, dedicou-se a Kafka, Tolstói e Oscar Wilde — um judeu, um russo e um homossexual; vejam só, três exemplos de tipos muito malvistos na tenebrosa época na qual começa esta história. Esses três grandes gênios sustentaram as tripas do menino em questão por um longo, gélido e branco inverno polonês.

E, então, ao final de um verão azul em Terebin, o imortal Shakespeare, cuja obra, traduzida em várias línguas, ocupava várias estantes da vasta biblioteca, passou a ser o principal ingrediente da sua dieta, mantendo o menino saciado em seu esconderijo que cheirava a mofo, enquanto as prateleiras se esvaziavam gradativamente para encher-lhe a barriga faminta.

O nome do menino era Jósik.

Jósik Tatar.

Ele tinha grande pena de comer aqueles livros todos, pois eles constituíam o grande tesouro do seu avô Michael, o homem que mais amara no mundo.

Conheci Jósik nas lâminas do tarô da minha avó. E a minha avó, preciso dizer a vocês, jamais teve uma biblioteca… A coisa mais perto de um livro que ela chegou em toda a sua laboriosa vida foram aqueles velhos arcanos ensebados pelos anos de uso.

Bem, esta é mesmo uma longa história…

Aliás, duas longas histórias: a de Jósik Tatar e a minha. Duas longas histórias que, muitos anos mais tarde, a milhares de quilômetros daquela biblioteca empoeirada no meio da Polônia convulsionada pela mais terrível guerra da qual já se teve notícia, entrecruzaram-se e viraram uma única história.

Vou contar tudo a vocês, prometo.

Eu sei, isto pode parecer bastante confuso: um menino que comia livros… Sempre fui uma garota complicada, era o que dizia minha avó. Mas a velha Florência era uma mulher ranzinza, e a única coisa de bom que guardo dela é o velho baralho de tarô onde vi, numa modorrenta tarde de verão sob uma figueira centenária, a curiosa e inexplicável imagem do pequeno Jósik comendo a biblioteca do seu avô Michael.

Capa O menino que comeu a Biblioteca V6 MFEu estava lá…

Na estância onde cresci, num descampado sob a figueira, à espera de alguma brisa enquanto o pampa ardia sob o fogoso sol de janeiro. A cavalhada fora recolhida à sombra e os peões faziam a siesta no galpão. Nem os perros andavam por ali àquela hora; eu me sentia completamente sozinha no mundo.

Eu detestava aquele lugar, queria ver largas avenidas e pisar em carpetes felpudos, andar de navio e usar finas meias de seda. Queria partir como a minha mãe fizera um dia, com a boca pintada de batom vermelho e a mala de couro que ela encerara três vezes, deixando-nos distraidamente para trás, a mim e ao meu irmão, aos cuidados da avó Florência, que era velha e atarefada demais para ter paciência com crianças.

Por isso, eu roubara o tarô naquela tarde de janeiro — ele era proibido para crianças, sendo, na verdade, um ganha-pão da minha avó, uma coisa com a qual ela juntava dinheiro extra para comprar cigarros ou sapatos novos para usar na quermesse natalina.

Lembro que cortei o baralho em três montes, tal e qual vira minha avó fazer diante das suas consulentes. Surgiram-me O Louco, A Torre e Os Enamorados, três arcanos maiores. E, então, quando fui me concentrar no primeiro deles, o décimo segundo arcano maior, O Louco, quando fixei meu olhar na sua figura zombeteira, um manto caiu sobre meus olhos, uma escuridão tão negra como a mais densa das noites de inverno. Com o suor escorrendo pelas minhas têmporas, eu o vi…

Vi o garoto…

Jósik.

Ele estava escondido numa sala esquisita e absolutamente atulhada de livros. Era loiro e alto, e parecia magro. Estava morrendo de frio e de medo numa pequena vila onde o vento soprava com fúria. Perto dali, tropas de um terrível exército avançavam com seus tanques e soldados de capacete e fuzil.

Escondido naquela estranha e desconjuntada casa, enfiado no útero de uma desconjuntada biblioteca, não parecia haver ninguém que pudesse cuidar dele. (Acho que foi naquele tempo que Jósik Tatar começou a comer a biblioteca do avô, e creio que foi mesmo uma excelente ideia.)

A visão, como veio, desapareceu de chofre.

Foi como um soco no estômago. Dei um pulo para trás e caí deitada na grama seca. Quando sentei outra vez, o menino desaparecera e, com ele, toda a imensa biblioteca que o cercava como uma cordilheira.

Lá estavam, outra vez, apenas os três arcanos sob o sol ardente do verão. Juntei as cartas e corri para casa, interrompendo minha avó, que sovava o pão para o café da tarde. Eu tinha visto uma coisa impressionante e gritei, mostrando o baralho como quem mostra um tesouro.

Florência ralhou-me furiosamente por ter roubado o seu tarô:

“Cozinheiros demais estragam o mingau”, disse, arrancando-me as cartas da mão. “Esse tarô é meu. É para mim que ele sopra o futuro!”

Tentei explicar que eu tivera uma visão.

O menino loiro. Os livros, muitos livros. A neve.

Mas minha avó retrucou que tudo não passara de uma insolação ou coisa parecida. Ademais, as cartas não se mostravam para crianças; era preciso um pouco de tutano dentro da cabeça. Desde quando uma menina de oito anos poderia ver a vida de alguém numa simples carta de baralho?

A minha avó era boa com os arcanos. Lá na estância onde morávamos, Florência fazia uns bons pesos com o seu tarô. Via pequenas coisas, principalmente brigas em família, casamentos, uma ou outra traição amorosa, problemas intestinais, amores naufragados e meia dúzia de doenças cardíacas. Certa vez, salvou a vida de um vizinho ao diagnosticar, com a ajuda das cartas, uma apendicite quase supurada.

Mas, naquela tarde, quando eu abrira o baralho, vi mesmo aquele garoto! Ele era bonito, de uma beleza diferente, e mais velho do que eu. Lembro como se fosse hoje…

Ah, a propósito, eu me chamo Eva.

Eu já lhes disse que Jósik comeu uma biblioteca inteira. Mas, de fato, foi um livro que salvou a sua vida.

Um daqueles muitos livros catalogados com amor, empilhados em ordem alfabética enquanto ainda havia espaço e, depois, enfiados aqui e ali, em qualquer cantinho, numa fenda, num oco de parede, sobre aparadores e mesas, roubando o lugar dos pratos e dos talheres, em todo o espaço disponível como uma espécie de vírus que nunca parasse de se reproduzir, tomando conta da casa inteira, subindo em pilhas até tocar as vigas do teto, entupindo a chaminé e vazando para um pequeno puxado construído para isso no fundo do quintal de pan Wisochy.

É que Michael Wisochy, o avô de Jósik, era um literato. Um professor universitário aposentado, um leitor voraz, um apaixonado por Shakespeare. Um desses homens de vasta cultura que parecem conhecer a humanidade e todos os seus defeitos. Sempre que alguém de Terebin — às vezes, até da vizinha Cracóvia — tinha uma dúvida muito importante, vinha bater à porta do velho Michael Wisochy.

Michael julgava muitas questões e era considerado uma espécie de sábio, embora meio maluco. De fato, avisara as gentes de Terebin desde o princípio sobre Hitler, o que logo se mostrou uma atitude bastante temerária. Ele chamara Hitler de louco e assassino aos gritos no meio da pequena praça, meses antes que o exército alemão atravessasse a fronteira — e é provável que tal episódio tenha realmente abreviado a sua vida. Talvez não, se as pessoas da cidade tivessem levado em consideração o que Michael Wisochy dissera sobre Hitler e o Reich; talvez sim, mas o que realmente poderiam ter feito?

Hitler já tinha criado e aparelhado a sua máquina de guerra na Alemanha, mais da metade dos judeus alemães havia fugido do país em meados de 1938 e a Áustria e a Tchecoslováquia já tinham sido invadidas pelas tropas nazistas antes que os tanques alemães cruzassem a frágil fronteira polonesa.

Toda aquela gente estava no lugar errado, na hora errada. E até mesmo o velho Michael não moveu uma única palha para mudar o próprio destino. Se vocês me perguntassem, eu diria que ele não tinha coragem de deixar os seus incontáveis livros para trás… Como fugir com tão pesada bagagem?

E quanto a Jósik, o seu amado neto? Creio que, analisando o jeito como tudo aconteceu depois, o velho Michael acabou mesmo por salvar Jósik.

Está bem, está bem. Sei que preciso pôr ordem nas coisas. Não posso sair narrando a história toda assim, sem qualquer lógica. E o que quero contar dá uma estrada bem comprida… Ademais, sei perfeitamente bem que contar uma história não é a mesma coisa que abrir o tarô. Não existem pistas, não mesmo. O melhor jeito que conheço para contar uma história é começar pelo começo.

Então vamos lá…

Esta é a história de um menino… …
e seu avô.
Havia uma guerra nascendo.
E milhares de livros.
Numa casa velha, numa aldeia perdida…
… nas entranhas da Polônia.

A Polônia ergue-se bem diante dos meus olhos — meus olhos, que nunca sequer cruzaram o Rio da Prata até a Argentina!

Ela está surgindo, ainda bela e intocada pelo Reich, elevando-se das cinzas do tempo exatamente como era antes da Segunda Guerra, no breve período de ilusória paz que experimentou durante o governo do ditador Piłsudski.

Num canto mais ao sul, a duas centenas de quilômetros de Cracóvia, lá está a pequena Terebin. Um pontinho no mapa, uma coisinha de nada que chegou mesmo a desaparecer depois das bombas e dos incêndios, quando suas lavouras foram queimadas e as casas de fazenda, destruídas por tropas de alemães e de mercenários ucranianos pagos pela máquina nazista.

Era uma cidade tão minúscula que não passava de uma aldeia; nem estação de trem possuía. Àquela época, seus habitantes tinham chegado ao seu primeiro milhar, mas a maioria vivia espalhada pelas fazendas da região, já que a economia do lugar era basicamente agrícola. Flora e Apolinary Tatar, os pais de Jósik, moravam na parte central de Terebin, perto da praça.

O velho Michael vivia numa ruazinha do outro lado da praça, para os lados da igreja onde, todas as tardes, à hora das vésperas, o sino de cobre soava, conclamando os fiéis à oração. Ora, vocês devem saber que os poloneses sempre foram católicos fervorosos, e a igrejinha enchia-se de fiéis para a missa vespertina.

Agora, quero falar da casa do avô Michael Wisochy…

Era uma casa curiosa aquela onde ele vivia. Muito velha e pontilhada de goteiras, mas era uma boa e centenária casa polonesa. Tinha duas peças amplas e uma cozinha, onde reinava um enorme fogão à lenha. Construída no meio de um terreno plano, ficava escondida sob quatro carvalhos; não sei se alguém plantara as árvores ali intencionalmente ou se a casa fora erguida à sombra dos carvalhos para que seus moradores vivessem protegidos do olhar alheio. O certo é que Michael — segundo Jósik me contou muitos anos mais tarde — tinha certo receio das pessoas, preferindo conviver com os seus adorados livros.

Ele sempre dizia ao neto, com seus ares de maestro sem orquestra:

“Os livros são as pessoas passadas a limpo!”

Aquelas árvores frondosas escondiam a casa e enchiam suas peças de sombra e silêncio. Quando o vento soprava, as folhas dançavam, roçando as vidraças, provocando um rumor tão suave e tão único que, para Jósik Tatar, aquele sempre seria o ruído da infância.

O menino que comeu uma biblioteca

Leticia Wierzchowski

280 páginas

R$ 39,90

Editora Bertrand Brasil| Grupo Editorial Record

Porto Alegre: Novo líder do governo na Câmara prioriza revisão da planta de IPTU

Porto Alegre: Novo líder do governo na Câmara prioriza revisão da planta de IPTU

Cidade Destaque Marchezan Notícias Poder Política Porto Alegre

 

Confirmado hoje como novo líder do governo Marchezan na Câmara de Porto Alegre, o vereador Mauro Pinheiro (Rede) elencou a aprovação do projeto de revisão da planta do IPTU como principal desafio à frente do posto. Nesta quarta-feira, a proposta encaminhada pela Prefeitura passa a trancar a pauta de votações, em função do regime de urgência. Pela segunda vez, o Executivo usou essa prerrogativa para acelerar a tramitação do projeto.

Passadas as eleições de outubro, Mauro Pinheiro reconhece que os ânimos baixaram na Câmara Municipal, onde dos 36 vereadores, 21 disputaram o pleito. Em função desse cenário, a possibilidade de aprovar o texto aumenta, considera o líder de governo.

“Eu acho que nós temos chances porque precisamos de 19 votos. Naquela oportunidade estivemos muito perto de termos os 19 votos e, agora, passadas as eleições, eu acho que é possível aprovar o projeto a partir de quarta-feira”, salienta Pinheiro. Além do texto do IPTU, o vereador trabalha para aprovação do projeto de lei para parceria público-privada (PPP) de iluminação pública.

 

Leia mais no Correio do Povo.

DJ Chernobyl, Tonho Crocco e Lucio Brancato lançam o single “Dura”

DJ Chernobyl, Tonho Crocco e Lucio Brancato lançam o single “Dura”

Cidade Cultura Destaque Música

Disponível em todas as plataformas digitais o single Dura reúne DJ Chernobyl, Tonho Crocco e Lucio Brancato em um mantra que vai do funk e eletro-cumbia à melodias de sitar. Com influências africanas, brasileiras e do dub jamaicano, a letra conta um pouco da experiência que o vocalista da Ultramen viveu na Índia, em 2017. O trabalho sai pela Loop Discos.

Com gírias e expressões locais, a letra fala de como a vida tem o lado puro, apesar da dureza “Comecei a escrever a letra lá ainda, e chegando aqui o Fredi [Chernobyl] me mostrou uma base que era bem hipnótica, bem mantra, e eu consegui adequar a letra para o som dele. Aí virou o nosso som”, nos contou Tonho Crocco. Ao unir a letra à base do DJ Chernobyl, a ideia de adicionar a sitar, instrumento tradicional da música indiana, veio naturalmente. E assim Lucio Brancato, jornalista e um dos raros músicos que toca o instrumento no sul do país, se juntou ao time de peso do single.

 

Leia mais em Culturissima.

 

Porto Alegre: Internacional, Brio e Histórias Incríveis Entretenimento preparam evento com 205 motivos para emocionar colorados

Porto Alegre: Internacional, Brio e Histórias Incríveis Entretenimento preparam evento com 205 motivos para emocionar colorados

Agenda Cidade Destaque

Some 110 anos do Internacional, 50 anos do estádio Beira-Rio, 40 anos do Tricampeonato Brasileiro invicto e 5 anos de homenagem à partida do ídolo Fernandão. O resultado? Uma festa emocionante para relembrar os maiores orgulhos dos colorados: “Inter 205”. Depois da criação do espetáculo Os Protagonistas, promovido na reinauguração do Beira-Rio em abril de 2014, Edson Erdmann já prepara o próximo evento comemorativo do clube, com data marcada para 6 de abril de 2019. Edson, através de seu escritório de criação – Histórias Incríveis -, está preparando 205 minutos de muita emoção, que será uma oportunidade para os colorados que não puderam participar do evento anterior.

Vista geral da Festa Gigante - Reinauguração do Beira-Rio, neste sábado 05 de abril de 2014. O estádio Beira Rio receberá os jogos da Copa do Mundo de Futebol 2014. FOTO: Jefferson Bernardes/ Agência Preview
Reinauguração do Beira-Rio, 05 de abril de 2014. FOTO: Jefferson Bernardes/ Agência Preview

O espetáculo “Inter 205” promete emocionar com experiências inéditas no mundo do futebol, como palcos laterais ao gramado que estarão sincronizados com grandes jogadas em campo e um telão de Led gigantesco.
O evento é uma parceria entre Histórias Incríveis Entretenimento, Internacional e Brio.
Histórias Incríveis Entretenimento é uma empresa de criação, responsável por contar grandes histórias por meio de grandes espetáculos. Dentre suas criações: a reinauguração do estádio do Beira Rio, em 2014; a primeira vinda do Papa Francisco ao Brasil, com a direção dos espetáculos dos Atos Centrais da Jornada Mundial da Juventude, incluindo a Missa de Envio, em 2013; a direção do Show dos 50 Anos da TV Globo, em 2015; a criação e direção artística dos grandes espetáculos do Natal Luz de Gramado (desde 2015); a criação e direção do 44o. Festival de Cinema de Gramado; o Show da Gratidão, da Chapecoense para Medellin, da tragédia aérea com a delegação; entre outros. Histórias Incríveis está sempre inovando e criando eventos únicos para o Brasil e o Mundo.

Site: http://www.historiasincriveis.com.br

Motoristas realizam “rally” em buracos de Porto Alegre. Carreata saiu do Largo Zumbi dos Palmares e seguiu até o Terminal Triângulo, no bairro Sarandi; do Correio do Povo

Motoristas realizam “rally” em buracos de Porto Alegre. Carreata saiu do Largo Zumbi dos Palmares e seguiu até o Terminal Triângulo, no bairro Sarandi; do Correio do Povo

Cidade Destaque

 

O Rally Capital dos Buracos foi realizado na manhã deste domingo em Porto Alegre. A iniciativa da Associação Brasileira dos Usuários de Rodovia contou com a participação de dezenas de veículos que promoveram uma carreata a partir do Largo Zumbi dos Palmares e que percorreu ruas dos bairros Cidade Baixa, Azenha, Medianeira, Cruzeiro do Sul, Glória, Bom Fim, Moinhos de Vento e IAPI, entre outros, encerrando na região do Terminal Triângulo, no bairro Sarandi. Um passeio paralelo de ciclistas também marcou o evento.

O Sindicato dos Municipários, além de vereadores e outras entidades, prestigiaram o evento. O presidente da Associação Brasileira dos Usuários de Rodovia, Gerri Machado, explicou que a iniciativa “criativa e apartidária” fez uma “visita” a algumas das ruas esburacadas da cidade e teve como objetivo “sensibilizar e cobrar publicamente da prefeitura que resolva esse grave problema”.

Segundo ele, os buracos trazem grandes prejuízos financeiros aos motoristas que precisam consertar seus veículos e ainda podem provocar acidentes. “Queremos uma mobilidade urbana melhor e um trânsito adequado”, destacou. Ele constatou que tão logo a carretada começou pela rua José do Patrocínio já foram encontrados buracos na pista.

Gerri Machado defendeu uma manutenção permanente para evitar a deterioração das vias públicas. “Ao longo dos anos não está ocorrendo um investimento adequado”, lamentou, apontando uma maior falta de obras de manutenção nos últimos dois anos. Para ele, o tapa-buracos não resolve pois entende que é preciso “uma capa mais consiste” no asfalto. “O custo para recuperar um buraco é muito maior depois”, garantiu.

A Associação Brasileira dos Usuários de Rodovia nasceu há dois anos em Porto Alegre e já realizou ações também em outros municípios e estradas, incluindo até a atual campanha de duplicação na BR 290 no trecho entre Eldorado do Sul e Pantano Grande.

De acordo com a Prefeitura de Porto Alegre, a ação é “política e partidária”.

Leia mais no Correio do Povo.

Gastronomia: Santo Mimo Casa de Brunch abre ao público nesta sexta-feira em Porto Alegre

Gastronomia: Santo Mimo Casa de Brunch abre ao público nesta sexta-feira em Porto Alegre

Agenda Cidade Cultura Destaque Gastronomia Música Negócios

Hoje eu fui conhecer um lugar charmoso demais e especializado em eventos personalizados, tô falando do  Santo Mimo, o novo espaço em Porto Alegre comandado pelo Chef Patrick Vargas com as sócias Fabi Vanoni e Fernanda Nickkel. Um lugar de fácil acesso, na Av. Independência, 437, logo depois do Colégio Rosário e com estacionamento próximo. O que facilita a vida de todo mundo. E o principal um cardápio delicioso, de algo que faltava em Porto Alegre, uma casa de brunch. O local estará aberto ao público geral nesta sexta-feira, 9 de novembro.

 (4)
Santo Mimo Casa de Brunch – Foto Nattan Carvalho

Com cerca de 80 m² de área útil no primeiro andar e um pátio maravilhoso com mais 140m², a Santo Mimo Casa de Brunch aposta em um estilo caseiro e acolhedor, com uma decoração vintage e clima intimista. De acordo com os sócios, a ideia do negócio veio da experiência com a Santo Mimo matriz, onde a demanda por este formato de evento apontou crescimento nos últimos anos. Com espaço voltado especificamente para a cultura do brunch, o trio também disponibiliza instalações para eventos ou pequenas reuniões, adequando o local de acordo com as necessidades do cliente.

Chef Patrick Vargas, Fabi Vanoni, Felipe Vieira e Fernanda Nickkel - foto Nattan Carvalho
Chef Patrick Vargas, Fabi Vanoni, Eu  e Fernanda Nickkel – Foto Nattan Carvalho

As comidas servidas no local são dispostas em uma grande mesa, onde os visitantes podem se servir à vontade. A casa oferece uma variedade de pães de fermentação natural, snacks, pastas, pizzas, saladas, sanduíches e quiches. Já na parte dos doces fazem parte do cardápio bolos, geleias, iogurtes, frutas, cucas e tortas. Com um cardápio repleto de clássicos de brunch, a Santo Mimo convida seus clientes a se sentirem em casa. Todo o cardápio é assinado pelo Chef Patrick Vargas.

Outro destaque do local é a brinquedoteca, organizada unicamente com brinquedos antigos e proporcionando uma atmosfera lúdica e repleta de aprendizados. Para os adultos, a casa também oferece happy hour nas quintas-feiras, com menu exclusivo e diferente do servido no brunch.

 

Santo Mimo Casa de Brunch - foto Nattan Carvalho (21)SERVIÇO: Santo Mimo – Casa de Brunch e Lar de Eventos – Av Independência, 437

Horário de funcionamento: Brunch – de Terça a sexta das 11h às 15h; sábado e domingo das 10h às 14h (exceto em dias de eventos fechados)

Happy Hour – quintas-feiras, das 17h às 21h

Formas de pagamento: Cartões de débito e crédito (Visa e Mastercard), dinheiro. E-mail: santo.mimo@hotmail.com Telefone: (51) 3276-0649 WhatsApp: (51) 98032-4253

Porto Alegre: Filme Corra! é tema de debate no 19º CinePsiquiatria

Porto Alegre: Filme Corra! é tema de debate no 19º CinePsiquiatria

Agenda Cidade Comunicação Cultura Notícias Saúde

No próximo dia 10 de novembro, sábado, o GNC Cinemas do Praia de Belas Shopping exibe sessão especial do filme Corra!, às 10h30min. A promoção do evento, que tem desconto de 50% nos ingressos, é da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Associação de Psiquiatria da América Latina (APAL) e, localmente, da Associação de Psiquiatria Cyro Martins – CCYM.

Após a sessão, os profissionais convidados, psiquiatra Dr. Sérgio Cutin e a Dra. psicóloga Magda Melo, comentam o conteúdo da obra e abrem espaço para debates. O CinePsiquiatria é coordenado pelo presidente e do vice-presidente do Centro de Estudos Cyro Martins (CCYM), os médicos psiquiatras Dr. Cláudio Meneghello Martins e Euclides Gomes, respectivamente.

A 19ª edição do evento traz uma trama que envolve terror, ficção, comédia e ainda tem pano de fundo a questão racial. O longa conta a história de Chris (Daniel Kaluuya), um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

SERVIÇO

CinePsiquatria: Corra!

Sessão comentada com:

– Dr. Sérgio Cutin (psiquiatra)

– Dra. Magda Melo (psicóloga)

Data: 10 de novembro (sábado), às 10h30

Local: GNC Cinemas do Praia de Belas Shopping

Ingresso: Meia-entrada. Podem ser adquiridos pelo site:

www.gnccinemas.com.br