Jornalistas no Brasil: rotina de assédio sexual e discriminação

Jornalistas no Brasil: rotina de assédio sexual e discriminação

Comportamento Cultura Destaque

Nesta semana, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o site de jornalismo Gênero e Número revelaram os resultados do estudo “Mulheres no Jornalismo Brasileiro”. O levantamento inédito ouviu mais de 500 jornalistas e jogou luz sobre o ambiente de trabalho nas redações brasileiras, onde práticas sexistas são naturalizadas.

De acordo com os dados, 86% das entrevistadas afirmaram já ter passado por pelo menos uma situação de discriminação de gênero no trabalho, 70% tiveram conhecimento do assédio a uma colega, 83% relataram já ter sofrido violência psicológica, 73% já escutaram comentários de natureza sexual, 92% ouviram piadas machistas, 70% já receberam cantadas no exercício da profissão, 75% já ouviram comentários desconfortáveis sobre suas roupas ou aparência, 32% foram tocadas sem consentimento e 17% alegam que foram agredidas fisicamente. Além disso, 46% das empresas não possuem canais para receber e responder as denúncias de assédio e discriminação de gênero. A informação completa está no Comunique-se.

Reprovação de Doria sobe e já se iguala à de Haddad

Reprovação de Doria sobe e já se iguala à de Haddad

Comportamento Notícias

A reprovação ao prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), cresceu e atingiu o mesmo nível registrado por Fernando Haddad (PT), seu antecessor, no final do primeiro ano de mandato. De acordo com pesquisa Datafolha, 39% dos paulistanos consideram a gestão Doria ruim ou péssima. O tucano tem 29% de ótimo ou bom e 31% de regular. No começo do ano, sua aprovação era de 44%, e a reprovação estava em 13%. Má zeladoria (praças mal-cuidadas, buracos nas ruas, semáforos apagados), viagens e a “crise da farinata” foram tópicos que desgastaram O prefeito. A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Livros: “A mais bela história da filosofia” conta a história do pensamento filosófico da Antiguidade até os dias de hoje

Livros: “A mais bela história da filosofia” conta a história do pensamento filosófico da Antiguidade até os dias de hoje

Comportamento Cultura Feira do Livro Notícias

“A mais bela história da filosofia” conta de maneira clara e acessível a história do pensamento filosófico. Ao narrar a gênese e o desenvolvimento da obra dos maiores filósofos, o autor mostra o que cada um deles trouxe de insubstituível, seus desdobramentos, suas espetaculares mudanças de direção e os conceitos que transformaram radicalmente nossa forma de pensar.

De forma original, nesta conversa com Claude Capelier, Luc Ferry apresenta a filosofia como uma busca fundamental, ao mesmo tempo milenar e furiosamente atual, que nos aproxima progressivamente da essência do home. Em que ponto nos encontramos na era da globalização e dos fundamentalismos reciclados à nossa desorientação ante um universo que ainda, e sempre, nos escapa entre os dedos? Lucy Ferry, doutor em Filosofia, foi Ministro da Educação da França entre 2002 e 2004. Foi professor universitário e atualmente é escritor em tempo integral. Claude Capelier é filósofo e escritor, ex-membro do Conselho de Programas Nacionais da França e assessor científico do Conselho de Análise da Sociedade no país.

Em um mundo em crise, no qual a condição humana parece estar submetida ao incessante desdobramento das inovações tecnológicas e do isolamento digital, a filosofia gera cada vez mais interesse e, também, a esperança de reencontrar um sentido para a existência humana, para além dos interesses das individualidades.

 

A MAIS BELA HISTÓRIA DA FILOSOFIA

(La plus belle histoire de la philosofie)

322 páginas

R$ 49,90

Difel/ Editora Bertrand Brasil

Cartinhas do Natal dos Correios já podem ser adotadas em agências; por Mauren Xavier/Correio do Povo

Cartinhas do Natal dos Correios já podem ser adotadas em agências; por Mauren Xavier/Correio do Povo

Agenda Cidade Comportamento Destaque Vídeo

A praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre, se tornou um picadeiro de circo e recebeu um coral especial para marcar a abertura, na manhã desta segunda-feira, da Casinha do Papai Noel dos Correios. A iniciativa representa o início oficial da adoção das cartinhas de pedidos de crianças no Natal. E para ampliar o clima, a tradicional campanha dos Correios no Rio Grande do Sul tem o slogan neste ano “É você quem tira esses sonhos do papel”. Todas as informações da campanha estão disponíveis no site dos Correios.

Assim, a partir de hoje, quem quiser pode ler e escolher as cartinhas das crianças e adotar quantas quiser. No Estado, serão 84 pontos de adoção. Os moradores de Porto Alegre e da Região Metropolitana poderão fazer a leitura das cartas na casinha do Papai Noel que fica no Prédio dos Correios, localizada na Praça da Alfândega. O espaço estará aberto de segunda a sexta-feira das 9h às 17h30min e aos sábados, das 9h às 12h, até o dia 16 de dezembro. No Interior, os horários variam de acordo com as agências. Após a escolha, o padrinho entrega o presente pedido nos pontos específicos, obrigatoriamente com a identificação do número da carta. Em Porto Alegre, será montada uma tenda na Praça da Alfândega. Depois, os presentes são entregues pelos Correios às crianças.

Segundo a organizadora da campanha no Rio Grande do Sul, Vanilce Barreiro, o padrinho ou a madrinha podem, por meio da leitura das cartinhas, conhecer também a história das crianças. A campanha abrange os estudantes que estejam ligados a escolas ou instituições (creches, abrigos, orfanatos e núcleos socioeducativos) selecionadas pela Secretaria Estadual de Educação do Estado e pelas secretarias municipais de Educação. Nos últimos três anos os Correios foram responsáveis pela entrega de 2,5 milhões de presentes. No Rio Grande do Sul, 36 mil selecionadas e 30 mil atendidas. Até o momento já foram recebidas 27 mil cartinhas, sendo que 10,7 mil apenas em Porto Alegre.

A abertura da Casinha foi marcada pela emoção, especialmente pela presença do Papai Noel, que entregou doces aos presentes, especialmente aos 35 alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Padre Ângelo Costa, do Partenon. Os adultos também aproveitaram para fazer fotos com o bom velinho.

A campanha Papai Noel dos Correios teve início há 28 anos, quando voluntariamente os próprios funcionários atendiam os pedidos feitos por crianças a partir de cartas escritas ao Papai Noel. Com o passar do tempo e o volume cada vez maior de cartas, a campanha se consolidou, tornando-se uma das maiores ações natalinas e uma das principais ações de responsabilidade social dos Correios e do país.

Regra que altera prazo de adoção gera controvérsia

Regra que altera prazo de adoção gera controvérsia

Comportamento Crianças Direito Notícias

Lei sobre a adoção sancionada pelo presidente Michel Temer reduz os prazos que envolvem o processo. O estágio de convivência (contato entre criança e família que pretende adotá-la) passa a ser de no máximo 90 dias. Antes, não havia limite, e a avaliação cabia ao juiz. A mudança divide a opinião de especialistas. A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

“As pessoas têm, ultimamente, uma grande dificuldade de acreditarem nelas mesmas.” Marcio Fernandes falou para empreendedores em Porto Alegre

“As pessoas têm, ultimamente, uma grande dificuldade de acreditarem nelas mesmas.” Marcio Fernandes falou para empreendedores em Porto Alegre

Comportamento Cultura Destaque Economia

Depois de 13 anos bem-sucedidos na Elektro, seis como presidente da distribuidora de energia, Marcio Fernandes deixou a empresa para assumir novos desafios. Com um estilo de liderança focado na felicidade das pessoas, ele tornou a Elektro a maior companhia de energia elétrica da América Latina. Em passagem por Porto Alegre nessa terça-feira (21.11), no Seminário Gestão de Pessoas, promovido pelo SEBRAE/RS, o executivo falou sobre projetos futuros e seu novo livro “O Fim do Círculo Vicioso”.

SEBRAE/RS – A Elektro conquistou sete vezes o título de Melhor Empresa para Trabalhar do Brasil (5 consecutivas), e você foi eleito duas vezes o líder mais admirado do País. Muitas iniciativas foram implementadas na empresa, mas o que você acha que mais contribuiu para esses resultados?

As pessoas têm, ultimamente, uma grande dificuldade de acreditarem nelas mesmas. Estamos passando por tantas crises morais e econômicas, que a maioria passou a ter dúvidas se deve mesmo acreditar em suas potencialidades. Neste aspecto o que foi marcante é que nós decidimos acreditar nelas. E acreditamos tanto ao ponto de fazer com que as pessoas também acreditassem nelas mesmas. A mensagem é: não precisa confiar em mim. Confie em você! E protagonize coisas para sua vida que faça sentido na sua trajetória e para sua família. E se, em algum momento, você achar que a gente já pode conversar sobre uma convergência de propósitos, em que possamos construir coisas juntos e que faça sentido para ambos, nós contamos com você também. Essa era a nossa linha de atuação dentro da Elektro.

SEBRAE/RS – É verdade que você saia da empresa entre 17h30 e 18h porque tinha de dar banho nos filhos? Era uma política de toda a empresa sair no horário?

75044_ggÉ verdade. Eu cresci ouvindo meu pai dizer que graças as horas extras ele construiu a nossa casa. E aí eu tentei me convencer de que hora extra era um mal necessário. Mas pensando mais profundamente sobre o tema eu percebi que a hora extra pode ser, sim, algo confortável, vantajosa, pois traz recursos para a família, mas ela vicia. Sem dúvida é um dos primeiros círculos viciosos do mundo do trabalho, em que a gente vende de forma não negociada, ou desprovida de qualquer consciência, um tempo muito nobre que poderíamos passar com a família fazendo coisas mais prósperas. E aí eu lembro que meu pai chegava em casa bem tarde, ele trabalhava 16h por dia, e falava assim para mim: “poxa, eu só vejo você dormindo” e eu respondia: “poxa, eu não vejo você”. Isso me fez perceber que perdi momentos muito bons porque todas as interações que tinha com meus pais eram muito prósperas. Então eu desejo para as pessoas que elas acreditem nelas mesmas, pois poderão ser promovidas para ganhar mais e não trabalhar mais para ganhar mais.

A equação para trabalhar em quantidade é muito óbvia. Eu prefiro outra equação: se você trabalhar melhor você ganha mais. Saímos da equação da quantidade para a da qualidade e do conteúdo, e isso faz com que as pessoas tenham tempo para estudar e, portanto, melhorar ainda mais a qualidade do trabalho e, por consequência, dar prosperidade na carreira. E, de maneira equilibrada, ter tempo para a família. Uma pessoa que pratica isso tem chance muito maior de ser feliz e quando ela é feliz essa engrenagem se retroalimenta fazendo com que trabalhe melhor, com mais qualidade, viva bem, goste da família e interaja com ela. Dessa forma, criamos uma sociedade um pouco menos frustrada. Pessoas mais felizes, produzem mais e melhor, ou seja, todo mundo ganha com isso.

SEBRAE/RS – Você deixou a presidência da Elektro depois que ela foi incorporada pela Neoenergia. Tem algum motivo especial?

Eu estava na Elektro há 13 anos, com 36 tornei-me presidente. É uma empresa maravilhosa que meu deu a chance de fazer gestão do jeito que queria, coloquei em prática todos os meus sonhos, anseios, desejos e fui muito bem recebido. Só que chega um ponto em que a gente precisa expandir a nossa cabeça, os nossos pensamentos, o conteúdo. E eu não tinha condições de fazer tudo isso, de forma tão eloquente, trabalhando na Elektro. Encerrei um ciclo que culmina com o status de maior empresa de energia elétrica da América Latina, uma equipe incrível e sucessores preparados. Acho que meu ciclo foi bem concluído.

SEBRAE/RS – Foi difícil tomar esta decisão? Como repercutiu entre os funcionários, já que a sua avaliação era extremamente positiva?

É difícil deixar uma empresa que você gosta tanto. Eu tenho saudade das pessoas, mas eu precisava seguir meu coração. Eu tenho um propósito, ligado à formação de pessoas, executivos, quero ajudar muita gente, as empresas. Meu relacionamento com os funcionários continua, de certa forma, por e-mail, mensagens e a agente se encontra as vezes. E eu confio no trabalho e na pessoa que ficou no meu lugar na Elektro. Ele é muito bom, um cara incrível. Até ouso dizer que ele vai ser melhor do eu era. Vai dar tudo certo.

SEBRAE/RS – Sua palestra no seminário do SEBRAE/RS tratou do novo livro ‘O fim do Círculo Vicioso”.

Está é a segunda vez que palestro sobre meu novo livro. A primeira foi na HSM. Ela fala justamente sobre o círculo vicioso em que, muitas vezes, a gente se coloca e não percebe que está nele, aceitando como normal. E aí pessoas incríveis, que poderiam ser profissionais poderosos, perdem a chance de prosperar porque aceitam passivamente algo que muitas vezes não se dão conta de que estão vivendo.

Como acordar e conseguir criar o que eu chamo de ciclo virtuoso? Os ciclos são repetidos de prosperidade que você pode fazer quantas vezes quiser, não te retém, ele permite que você circule por ele construindo a virtuosidade da sua vida, no ambiente de trabalho ou na família, de preferência nos dois. Então eu mostro como isso se correlaciona com a gestão de pessoas mais moderna, não aquela do “manda quem pode obedece quem tem juízo”. Estou falando daquela liderança que se interessa pelas pessoas de forma legítima e já não quer mais estar no alto do pedestal. São aquelas pessoas que simplesmente fazem o bem para o outro e não precisam mais de uma estrutura piramidal.

SEBRAE-RS – Na sua opinião, qual a grande falha das empresas, dos gestores, quando falamos em gestão de pessoas?

Tem uma lista grande, mas a que mais me desagrada é o plano de retenção de pessoas. Como que faz a retenção de alguém? É cercear o direito de liberdade de ir e vir, é impedir, vetar. Ou seja, quem vai aceitar isso? Não acredito que alguém gostaria de ser tratado desta forma. Se coloco esta prática de gestão de pessoas na minha empresa estou dando que mensagem para as pessoas? Que eu vou obriga-las, muitas vezes com chantagem financeira, a ficar. Então eu acho isso um erro grave. Eu prefiro a estratégia do encantamento. Criar um ecossistema interessante, próspero e saudável, para que as pessoas queiram estar na minha empresa, permanecer. Garanto que é incrivelmente mais barato.

Seminário Gestão de Pessoas

O evento do SEBRAE/RS contou ainda com a palestra da mestre em filosofia da educação e doutora em educação, Terezinha Rios; e do case das Lojas Renner, apresentado por sua diretora de Recursos Humanos, Clarice Martins Costa.

A Família Dó Ré Mi: David Cassidy morre aos 67 anos. Ex-ídolo teen sofria de demência e estava internado em um hospital na Flórida

A Família Dó Ré Mi: David Cassidy morre aos 67 anos. Ex-ídolo teen sofria de demência e estava internado em um hospital na Flórida

Comportamento Cultura Destaque Saúde Vídeo

O ator e cantor David Cassidy, ídolo teen da série A Família Só Ré Mi, morreu aos 67 anos, em um hospital da Flórida, nesta terça-feira (21). A morte de David foi divulgada pela Revista People.

David se tornou ídolo quando atuou entre 1970 e 1974 na série A Família Só Ré Mi. Ele ficou famoso por hits como  I Think I Love You e Cherish.
Ele estava internado desde a semana passada na Unidade de Cuidados Intensivos, com um estado clínico grave. Em fevereiro deste ano, David anunciou que sofria de demência. “Quero me concentrar no que sou, em quem eu sou e como tenho sido, sem quaisquer distrações. Quero amar. Quero aproveitar a vida”, ainda disse ele à revista People, ao revelar a doença.

David Cassidy teve que lidar com demência nos últimos anos
(Foto: Getty Images)

Além da demência, o ex-ídolo teen também teve que lidar com problemas com álcool e dívidas nos últimos anos. O astro chegou a leiloar sua casa em 2015 e foi preso três vezes por dirigir alcoolizado. (Correio 24hs)

“Você é o que lê” apresenta Maria Ribeiro, Xico Sá e Gregorio Duvivier em descontraído bate-papo sobre literatura

“Você é o que lê” apresenta Maria Ribeiro, Xico Sá e Gregorio Duvivier em descontraído bate-papo sobre literatura

Agenda Cidade Comportamento Comunicação Cultura Destaque Porto Alegre

Fazer uma abordagem dinâmica e criativa da literatura como prazer e diversão. Esta é a motivação do bate-papo “Você é o que lê”, que chega ao sul do Brasil em novembro de 2017, depois de passar por várias cidades brasileiras no último ano. O evento reúne no palco três autores e representantes da atual cena literária, jornalística, artística e cultural brasileira: Maria Ribeiro, Gregorio Duvivier e Xico Sá. O encontro acontece dia 28/11 (terça-feira) em Porto Alegre no Teatro do Bourbon Country, e dia 29/11 (quarta-feira) em Novo Hamburgo no Teatro Feevale.

Você é o que lê_ Foto Ana Lícia Menezes (46)O elenco compartilha com o público seu amor pela leitura em uma conversa descontraída em que tudo se transforma em literatura: redes sociais, correntes do WhatsApp, ganhadores do prêmio Nobel – o que importa para os três é o encantamento por um bom livro e por boas histórias. A ideia do projeto é atrair leitores fiéis e futuros leitores para uma abordagem da literatura como prazer e diversão.

“Tornar a literatura muito séria prejudica muito o livro no Brasil, como uma coisa obrigatória, solene, ligada a grandes chatices. E o que projetos como o ‘Você é o que lê’ têm de bom é roubar a solenidade da literatura, mostrar que podemos falar do prazer de ler sem mesóclise, por exemplo. A literatura pode ir para o bar, a literatura pode ir para qualquer lugar”, diz o jornalista Xico Sá.

Os livros dão o tom da conversa, mas como na vida, o que estamos lendo também se confunde com a nossa narrativa pessoal. Maria Ribeiro, Gregorio Duvivier e Xico Sá contam como diferentes autores marcaram fases distintas das suas vidas e contribuíram nas suas trajetórias como artistas e escritores. Discussões sobre a sociedade, política e educação também são constantes nos encontros, que já passaram por Salvador, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Aracaju, além dos festivais literários Flip (Paraty-RJ) e Tarrafa Literária (Santos-SP).

 

SERVIÇO

“Você é o que lê” em Porto Alegre e Novo Hamburgo

 

PORTO ALEGRE/RS

Dia 28 de novembro de 2017 (terça-feira), às 20h

No Teatro do Bourbon Country (Rua Tulio de Rose, n° 80 SUC 301 A. Porto Alegre/RS)

Ingressos: R$30 (inteira) | R$15 (meia)

  • Clientes que levarem um livro não-didático têm direito a meia entrada

 

NOVO HAMBURGO/RS

Dia 29 de novembro de 2017 (quarta-feira), às 20h

No Teatro Feevale (ERS-239, n° 2755, Campus II – Universidade Feevale. Novo Hamburgo/RS)

Ingressos: R$20 (inteira) | R$10 (meia)

  • Clientes que levarem um livro não-didático têm direito a meia entrada
A morte de Charles Manson, o guru psicopata que aterrorizou os EUA

A morte de Charles Manson, o guru psicopata que aterrorizou os EUA

Comportamento Mundo Notícias Segurança Vídeo

Considerado um dos criminosos mais perigosos dos Estados Unidos, Charles Manson, foi o guru psicopata que ordenou assassinatos como os da atriz Sharon Tate, cuja brutalidade abalou o país e o mundo. No final dos anos 1960, ordenou a seus discípulos que matassem aleatoriamente os moradores de bairros ricos e brancos de Los Angeles, com a esperança de desatar uma guerra racial apocalíptica. Manson morreu aos 83 anos, nesse domingo, em um hospital do condado de Kern.

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Charles Manson

A “família Manson” cometeu ao menos nove assassinatos. Mas foi a espiral de violência dos dias 9 e 10 de agosto de 1969, com sete mortes, que mais marcou os americanos. Entre as vítimas estava Sharon Tate, a mulher do cineasta Roman Polanski, que então tinha 26 anos e estava grávida de oito meses e meio. Por ordem de Manson, que não estava presente, uma de suas adeptas, Susan Atkins, cometeu o assassinato. Depois, com o sangue da atriz, escreveu a palavra “PIG” (porco) na porta de entrada.

Apresentado durante seu longo julgamento como um lobo solitário dotado de uma impressionante capacidade de persuasão, Manson – que nunca mostrou arrependimento – se apresentou no julgamento com uma cicatriz em forma de cruz suástica na testa. Alguns seguidores o imitaram. Em 1971 foi condenado à pena de morte junto a quatro de seus discípulos. As penas foram depois comutadas para prisão perpétua. Manson pediu em doze ocasião liberdade condicional, rejeitada todas as vezes.

“Profecia” inspirada nos Beatles

Nascido em 12 de novembro de 1934 em Cincinnati, norte dos Estados Unidos, filho de uma moça de apenas 16 anos, o pequeno Charles nunca conheceu o pai e cresceu sem amor. Sua infância foi caótica. Na adolescência, foi internado em uma instituição correcional, onde caiu na delinquência. Em 1955, com 21 anos, foi condenado a cinco anos de prisão por roubo de um carro, mas conseguiu a liberdade condicional. Tentou botar a cabeça no lugar casando-se com Rosalie Willis, mas um ano depois voltava a ser condenado pelo mesmo delito. Na prisão, soube que tinha um filho, mas Rosalie pediu divórcio e foi embora com a criança.

Libertado por bom comportamento, foi preso de novo por diferentes delitos. “Passei toda minha vida na prisão, o que faz com que me sinta em casa… Há quanto tempo estou na prisão? Trinta e quatro anos”, afirmou em uma entrevista em 1981. Em 1967 pediu, inclusive, que permanecesse entre as grades, mas sua solicitação foi negada. Foi nesse momento, em plena época hippie e com o apogeu dos Beatles, que fundou sua “família”, em função de uma profecia inspirada pelas canções do mítico grupo inglês. A comunidade de Manson, composta principalmente por mulheres ingênuas e perdidas, vivia à margem da sociedade. Nela nasceram muitos bebês. O guru tinha ao menos um filho com cada uma de suas adeptas. A droga sempre estava presente.

Nômade, a princípio, a comunidade acaba por se instalar em ranchos do Vale da Morte. Acreditando ser a reencarnação de Cristo, Charles Manson incentiva uma série de assassinatos para provocar a explosão de uma luta entre brancos e negros, batizada de “Helter Skelter”, uma das músicas dos Beatles. Quando entrevistado várias vezes na prisão, ao ser indagado que conselho daria aos jovens, ele respondia: “deixem uma marca para que o mundo saiba que estiveram aqui”. Mais de 50 anos depois, os assassinatos da “família Manson” continuam atormentando as mentes e causando fascínio mórbido, alimentado por livros, canções, circuitos turísticos, sites e filmes. (Correio do Povo/Estadão)

 

Helter Skelter
The Beatles

When I get to the bottom I go back to the top of the slide
Where I stop and I turn and I go for a ride
Till I get to the bottom and I see you again

Do you, don’t you want me to love you?
I’m coming down fast but I’m miles above you
Tell me tell me tell me come on tell me the answer
You may be a lover but you ain’t no dancer

Helter skelter helter skelter
Helter skelter

Will you, won’t you want me to make you
I’m coming down fast but don’t let me break you
Tell me tell me tell me the answer
You may be a lover but you ain’t no dancer

Look out helter skelter helter skelter
Helter skelter

Look out, cause here she comes

When I get to the bottom I go back to the top of the slide
And I stop and I turn and I go for a ride
And I get to the bottom and I see you again

Well do you, don’t you want me to make you?
I’m coming down fast but don’t let me break you
Tell me tell me tell me the answer
You may be a lover but you ain’t no dancer

Look out helter skelter helter skelter
Helter skelter
Look out helter skelter
She’s coming down fast
Yes she is
Yes she is

I got blisters on my fingers!

 
Tobogã

Quando eu chego ao fundo, eu volto ao topo do escorregador
Onde eu paro e me viro e dou uma volta
Até eu chegar ao fundo e te ver novamente

Você não quer que eu te ame, quer?
Estou descendo rápido mas estou milhas acima de você
Me diga, me diga, me diga, vamos, me diga a resposta
Você pode ser uma amante, mas não é nenhuma dançarina

Tobogã, tobogã
Tobogã, yeah!

Você não vai querer que eu te faça, vai?
Estou descendo rápido mas não me deixe te quebrar
Me diga, me diga, me diga a resposta
Você pode ser uma amante, mas não é nenhuma dançarina

Preste atenção! Tobogã, tobogã!
Tobogã!

Preste atenção, porque ai vem ela!

Quando eu chego ao fundo eu volto ao topo do escorrega
E eu paro, me viro, e dou uma volta
E eu chego ao fundo e te vejo novamente!

Bem, você não quer que eu te faça, quer?
Estou descendo rápido mas não me deixe te quebrar
Me diga, me diga, me diga, a resposta
Você pode ser uma amante, mas não é nenhuma dançarina

Preste atenção! Tobogã, tobogã
Tobogã, tobogã!
Preste atenção! Tobogã
Ela está descendo rápido
Sim, ela está
Sim, ela está

Eu estou com bolhas no dedos!

 

 

Porto Alegre: Feira do Livro tem queda nas vendas pelo segundo ano consecutivo

Porto Alegre: Feira do Livro tem queda nas vendas pelo segundo ano consecutivo

Cidade Comportamento Cultura Destaque Feira do Livro Porto Alegre Sartori Tecnologia Turismo
 A 63ª Feira do Livro de Porto Alegre teve queda de 14% na venda de exemplares no comparativo com o ano passado. O número total de livros comercializados nos dois últimos anos, no entanto, não foi divulgado pela Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL). Em 2014, ocorreu uma diminuição de 19% nas vendas, enquanto em 2015 o crescimento havia sido de 11,25%, com um total de 445 mil exemplares vendidos. Mesmo assim, o saldo é considerado positivo pela organização do evento.

O presidente da CRL, Marco Cena, avalia que as projeções pessimistas previam uma queda de até 30% nas vendas devido ao cenário de desemprego, parcelamento salarial do funcionalismo público e insegurança. Por outro lado, Cena destaca que a presença do público se manteve em 1,4 milhão de pessoas, assim como em 2016, demonstrando a importância da feira para o público. “Se (o visitante) não saiu com um livro embaixo do braço, saiu de alma nova e isso importa muito”, ressaltou.

Para os organizadores, os principais resultados da Feira estão no que diz respeito ao enfoque na diversidade étnica e de orientação sexual, debates com autores negros e programação promovendo o exercício de empatia. Para o presidente da entidade, o evento trouxe uma vitória da sociedade contra a intolerância.

O número de participantes nos debates promovidos durante o evento subiu de 17 mil (2016) para 19 mil (2017). ”A maior conquista foi uma Feira de debates, com respeito, sobre assuntos que estavam nas rodas de conversa e que foram aprofundados”, destaca Jussara Rodrigues, coordenadora da programação para o público adulto.

No total, foram realizadas 739 sessões de autógrafos, 331 palestras e debates e 25 oficinas. Participaram da feira 91 expositores na Área Geral, 13 na Área Infantil e Juvenil e cinco na Área Internacional. O evento, realizado na Praça da Alfândega, no Centro da Capital, teve duração de 19 dias e encerrou neste domingo. (Daiane Vivatti/Rádio Guaíba)