Porto Alegre: Prefeitura manda fechar bar Ocidente por falta de alvará; por Daiane Vivatti/Rádio Guaíba

Porto Alegre: Prefeitura manda fechar bar Ocidente por falta de alvará; por Daiane Vivatti/Rádio Guaíba

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Uma comissão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) de Porto Alegre determinou o fechamento do bar Ocidente, que funciona desde 1981 na rua General João Telles, no bairro Bom Fim. A decisão aparece no  Diário Oficial desta quarta-feira. Conforme a autuação, o local permanece sem o Alvará de Localização e Funcionamento definitivo, o que não é permitido para a atividade de entretenimento noturno. Ainda segundo o documento, a regularização tramita há anos junto a órgãos públicos, mas isso não livra o estabelecimento de ser autuado, já que o alvará em vigor ainda é provisório.

O extrato de decisão final estabelece multa de 415,7335 UFMs*, o que corresponde a R$ 1.623,52, já que a Prefeitura leva em conta, como agravante, a “reincidência específica na prática de infrações”.

foto-convite-1400x600O dono do bar Ocidente, Fiapo Barth, disse que até o momento não recebeu notificação e esclarece que o estabelecimento segue aberto. Barth destacou, ainda, que hoje pela manhã teve reunião com representantes da Prefeitura, e que ninguém citou o documento publicado no Diário Oficial.

O empresário acrescentou que, na ocasião, foram debatidos os passos ainda pendentes para regularizar a situação do bar e defendeu que jamais se recusou a adequar a casa à legislação. De acordo com ele, o processo corre há 28 anos e um dos principais entraves é o fato de o prédio ser centenário. O bar Ocidente é patrimônio cultural de Porto Alegre, mas o edifício não é tombado.

A SMDE informou que a decisão partiu da Comissão Judicante da Secretaria, com base em uma ação fiscalizatória do início do ano. Conforme a prefeitura, o bar teve prazo para recorrer, mas perdeu a oportunidade e, agora, foi autuado pela falta de alvará para operar como casa noturna.

A Secretaria Municipal de Urbanismo informou que o estabelecimento busca se regularizar como de entretenimento noturno, mas ainda não conseguiu as licenças previstas em lei.

Evento ocorre normalmente
Hoje à noite, o Ocidente recebe o lançamento do livro Nuances, 25 anos. Uma trajetória inconformada com a norma. Conforme o presidente da ONG Nuances – Grupo pela Livre Expressão Sexual, Célio Golin,  o evento está mantido.

A programação do Ocidente abrange festas e eventos de arte, música, literatura e teatro.

*Unidade Financeira Municipal (UFM): indexador de todos os tributos municipais; em 2017, equivale a R$ 3,9052. (Daiane Vivatti/Rádio Guaíba)

Adriana Deffenti: duas estreias em um só fim-de-semana

Adriana Deffenti: duas estreias em um só fim-de-semana

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Ela não para ! Cantora, compositora, instrumentista…  Adriana Deffenti terá uma agenda movimentadíssima entre os dias 05 e 07 de maio. Desafio número um: primeiro show voz + violão (com a participação especial da bailarina de flamenco Ana Medeiros, no Quintal Cultural. Desafio número dois: auxiliar cantores (de todos os níveis) a compreender e saber lidar com o palco sonorizado e o estúdio de gravação. Também com uma parceria e local especial: o técnico de som Bruno Klein, no Porta da Toca Estúdio.

Na sexta-feira, Adriana irá apresentar uma série de canções que inclui composições próprias, de seus discos e trabalhos anteriores, e outras que costuma tocar em seus momentos de intimidade, sempre com, e apenas, seu violão. Por isso a conversa fiada. Num ambiente para apenas 30 pessoas, será inevitável a conversa descontraída com o público.

“É um desafio que há muito tempo adiei. Sempre acompanhada por músicos como Angelo Primon e Michel Dorfman, meu nível de auto-exigência é, por vezes, castrador”, diz a cantora.. Mas uma hora tinha que me dar esse prazer”, diz a cantora, que também atribui aos seus 40 anos essa “coragem”

DSC_0415Ana Medeiros, maestra de dança flamenca e cantanholas da cantora, fará uma partcipação especial. “Nós duas temos uma sintonia fina, especial e amorosa e a Ana é um artista completa e intensa. Ainda nem preparamos nada, mas nem precisa muito. Tudo superflui entre nós.”

Já no sábado e domingo, fruto da vontade de ensinar o que não lhe foi ensinado e minimizar os problemas dos cantores sem, ou com pouca experiência de palco e estúdio, ela ministra o workshop: Saindo do chuveiro é um workshop com ênfase na prática das duas situações.

Noções de funcionamento das funções e uso dos equipamentos e vocabulário que envolve a parte técnica, uso do microfone, postura visam desmistificar os dois ambientes/situações, que assustam muitos cantores, principalmente em suas primeiras experiências.

Bruno Klein, técnico de som com larga experiência, irá esclarecer sobre a parte técnica, enquanto Adriana Deffenti ministrará as aulas de técnica vocal e interpretação para o canto nos ambientes de palco e estúdio.

Ao final do segundo dia, o estúdio abrirá as portas ao público, com uma apresentação dos alunos.

As vagas são limitadas a 10 participantes e 5 alunos-ouvintes (50% de desconto aos últimos)

Dia 5, às 22h

Quintal Cultural – Rua Luiz Afonso, 549 – Cidade Baixa
Show voz + violão – “Voz, violão e conversa fiada”
Participação da bailarina de flamenco Ana Medeiros

Ingressos R$ 15,00 apenas no local

Espaço limitado a 30 espectadores

Dias 6 e 7, das 10h às 19h
“Saindo do Chuveiro”
Workshop de canto, com ênfase na prática de palco e estúdio
Porta da Toca estúdio – Rua José do Patrocínio, 527 – Cidade Baixa
com Adriana Deffenti e Bruno Klein

Público-alvo: Todos interessados em cantar com sonorização e em estúdio.

Informações e inscrições: contato@rimacultural.com :: fone 51 9 8129 9999

Programa e outras informações no evento do Facebook:
https://www.facebook.com/events/1521709741196122/

Vamos desmistificar o fracasso? SEBRAE/RS promove palestra online nesta quinta-feira, 27 de abril, em parceria com a FailCon Brasil, especializada no tema

Vamos desmistificar o fracasso? SEBRAE/RS promove palestra online nesta quinta-feira, 27 de abril, em parceria com a FailCon Brasil, especializada no tema

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“Desmistificando o Fracasso”. Esse é o tema da palestra online que o SEBRAE/RS promoverá no dia 27 de abril, às 19h30, em parceria com a FailCon. O evento gratuito contará com a participação dos empresários e co-organizadores da FailCon no Brasil, Flávio Steffens e Rafael Chanin. As inscrições devem ser feitas no link https://goo.gl/xDWtEW.

Steffens e Chanin são empreendedores que vivenciaram a experiência de ter sucesso e fracasso, seus altos e baixos, bastante comum no Brasil de instabilidades econômicas e, mais recente, política. Na palestra eles irão abordar de forma objetiva como foi essa jornada e, principalmente, pontuar alguns momentos de sua história, que geraram lições importantes para os dois, mas que, certamente, serão interessantes para todos os demais empreendedores brasileiros.

De acordo com a gestora de Soluções do SEBRAE/RS Tanara Souza será um momento para compreender o contexto das falhas que podem significar o fim de um empreendimento. Por isso a palestra é tão importante para quem está à frente de negócios. “É preciso ter em mente que, através do fracasso também se aprende, que é um know-how para fortalecer os empresários em suas ações vivenciais e tomadas de decisão mais assertiva, em que o SEBRAE pode auxiliar”, comenta.

Conheça mais os palestrantes:

Flávio Steffens é um empreendedor apaixonado. Tem graduação, MBA e mestrado na área de computação pela PUCRS e FGV-RS. Foi gerente de projetos no mercado digital, sua especialidade, em projetos como Randon, Grêmio, Doux-LeBon e Tramontina. Abriu sua empresa digital, a Woompa, e em 2012 lançou o Bicharia, a primeira plataforma de crowdfunding para ajudar animais, arrecadando mais de 800 mil reais para a causa. É também co-organizador da FailCon Brazil, a edição brasileira do evento mundial que tem por objetivo desmistificar o fracasso no mundo empreendedor, em parceria com grandes organizações, como PUCRS, SEBRAE, ESPM, SAP, entre outros. Hoje é sócio do Vakinha, a primeira plataforma de financiamento coletivo do Brasil, atuando como diretor de relacionamento. Também é professor na pós-graduação da La Salle Business School e mentor de empreendedores.

Rafael Chanin é empresário e professor da Faculdade de Informática da PUCRS, possui MBA pela Northeastern University, mestrado em ciência da computação pela PUCRS, e pós-graduação em gestão de projetos pela Northeastern University. Entre suas experiências estão passagens por empresas como Harvard Pilgrim Health Care (Boston, EUA) e TeleNova. Hoje, além de ser sócio do Nós Coworking, Rafael também dirige a Singularities Capital, empresa especializada em operações de M&A focadas no mercado de TI.

Passa no Senado projeto que destina à Educação dinheiro recuperado com corrupção. Matéria segue agora para a Câmara

Passa no Senado projeto que destina à Educação dinheiro recuperado com corrupção. Matéria segue agora para a Câmara

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Aprovada hoje no Senado, segue agora para a Câmara dos Deputados a proposta que destina, prioritariamente, à Educação recursos públicos recuperados em ações de combate à corrupção. De autoria do senador Cristovam Buarque (PPS-DF), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 291/2014 passou nesta terça-feira, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão terminativa.

O texto de Cristovam Buarque estabelece que esses recursos sejam destinados ao fundo criado em 2010 para receber recursos da exploração do pré-sal. Esse fundo garante recursos para o desenvolvimento social e regional, nas áreas de educação, cultura, esporte, saúde pública, ciência e tecnologia e meio ambiente. A lei determina que 75% da metade dos recursos sejam destinados à Educação e 15%, à Saúde. (Agência Brasil)

Jornalista é encontrado morto em casa no bairro Azenha, em Porto Alegre. Corpo de Tagliene Padilha da Cruz, de 33 anos, estava envolto em cobertor e apresentava ferimentos na cabeça

Jornalista é encontrado morto em casa no bairro Azenha, em Porto Alegre. Corpo de Tagliene Padilha da Cruz, de 33 anos, estava envolto em cobertor e apresentava ferimentos na cabeça

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O jornalista Tagliene Padilha da Cruz, de 33 anos, foi encontrado morto na noite passada em seu apartamento na Avenida João Pessoa, no bairro Azenha, em Porto Alegre. Conforme informações preliminares, o caso ocorreu por volta das 21h.

Amigos de Tagliene buscavam contato com ele desde o início da manhã de ontem, mas não conseguiam localizá-lo. Uma amiga da vítima foi até o apartamento e pediu auxílio a uma vizinha, que possuía uma cópia da chave da casa. Ao entrarem, as mulheres encontraram o corpo de Tagliene enrolado em cobertores.

Ele apresentava um ferimento na cabeça e estava encapuzado. Não havia marcas de arrombamento na porta do apartamento, no entanto, os cômodos estavam revirados. A Polícia Civil deu início às investigações e trata o caso como homicídio. O crime será investigado pela delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios da Capital. (Eduardo Paganella/Rádio Guaíba)

Opinião: Sabotagem contra a Lava Jato. Quem quiser identificar um foco de sabotagem contra a Lava Jato, basta olhar para o Ministério Público Federal; O Estado de São Paulo

Opinião: Sabotagem contra a Lava Jato. Quem quiser identificar um foco de sabotagem contra a Lava Jato, basta olhar para o Ministério Público Federal; O Estado de São Paulo

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Em um editorial muito forte, o jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, acusa a subprocuradora-geral da República Raquel Elias Dodge, de jogar contra a  Operação Lava-jato.

Quem quiser identificar um foco de sabotagem contra a continuidade das investigações da Operação Lava Jato, que estão sendo conduzidas pela força-tarefa da Procuradoria-Geral da República (PGR), não precisa ir muito longe. Basta olhar para o próprio Ministério Público Federal (MPF).

Numa proposta que não deixa margem a dúvidas quanto às verdadeiras intenções de sua autora, a subprocuradora-geral da República Raquel Elias Dodge apresentou ao Conselho Superior da instituição um projeto de resolução que obriga o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a ter de mudar a equipe que o assessora no momento em que a Lava Jato se encontra numa de suas fases mais importantes.

A votação da proposta só não foi concluída na sessão de ontem porque Rodrigo Janot pediu vista, quando 7 dos 10 conselheiros já haviam se manifestado a favor da resolução e 1 contra. O procurador-geral alegou que em momento algum foi consultado sobre a resolução e afirmou que, por causa das especificidades técnicas das investigações, não tem como mudar sua equipe. Como só faltam votar dois conselheiros, a aprovação da resolução é uma questão de tempo.

Entre outras inovações, o projeto de resolução limita em 10% o número de procuradores que uma unidade do Ministério Público Federal pode ceder para participar de investigações em outra unidade. Isso atinge o coração da Operação Lava Jato, pois desde sua instalação ela sempre contou com especialistas do MPF vindos de todo o País. Só no caso da Procuradoria Regional do Distrito Federal, por exemplo, 8 dos 29 procuradores federais – cerca de quase 30% – estão atuando nos tribunais superiores em nome da PGR. O órgão é responsável não apenas pelas investigações de quem tem foro privilegiado, como, igualmente, pela formalização dos grandes acordos de delação premiada que envolvem parlamentares e empreiteiras do porte da Odebrecht e da OAS.

No total, há atualmente 41 procuradores federais cedidos à Procuradoria-Geral, dos quais 10 estão trabalhando na Operação Lava Jato. Sua substituição, por causa da resolução que está sendo votada pelo Conselho Superior do MPF, poderá retardar as investigações, pois os novos procuradores que Rodrigo Janot terá de nomear precisarão de tempo para conhecer os processos. E, como o próprio Janot alegou, a PGR não dispõe de especialistas em número suficiente para conduzir as investigações mais complexas. Essa morosidade era tudo o que os advogados dos réus queriam, para tentar fazer com que as ações penais de seus clientes prescrevam.

O projeto de resolução estabelece ainda um prazo máximo de quatro anos para que um procurador federal possa atuar fora de sua unidade de origem. Como a força-tarefa da PGR em Curitiba começou a trabalhar há mais de três anos, isso significa que os membros do MPF a ela cedidos também terão de ser substituídos até o final do ano. Essa é mais uma inovação intempestiva que pode gerar problemas de descontinuidade nas investigações e comprometer a coleta das provas necessárias para fundamentar a proposição de ações penais contra políticos e empreiteiros.

O mais grave é que nem mesmo as entidades de procuradores da República – cujos dirigentes são candidatos ao cargo de Janot, que será substituído em setembro – se opuseram à resolução. “Não há ninguém insubstituível. A Operação Lava Jato é um trabalho de instituição, não um trabalho de apenas alguns colegas, por mais brilhantes que sejam”, disse ao jornal O Globo o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti.

Fica evidente que, por trás do projeto de resolução apresentado ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, há irresistíveis pressões corporativas, pois notáveis personagens desse edificante episódio almejam suceder a Rodrigo Janot, preocupando-se mais com suas aspirações do que com a mais importante investigação que a instituição do Ministério Público já conduziu na história do País.

Porto Alegre: Serviço de mototáxis deve começar em maio segundo o Sindicato dos Motociclistas

Porto Alegre: Serviço de mototáxis deve começar em maio segundo o Sindicato dos Motociclistas

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O Sindicato dos Motociclistas pretende, a partir do mês de maio, implementar o serviço de mototáxi na Capital. A entidade alega estar amparada pela lei federal n° 12.009, de 2009, que regulamentou o exercício das atividades dos profissionais em transportes de passageiros, os chamados “mototaxistas”. Entretanto, a EPTC informou estar realizando uma análise técnica do assunto. Uma reunião entre o diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, e representantes do Sindicato deve ser realizada ainda nesta semana. Por enquanto, o serviço é considerado clandestino em Porto Alegre, inclusive com possibilidade de multa, além do recolhimento da moto.

O presidente do Sindimoto, Valter Ferreira, em entrevista à Rádio Guaíba nessa manhã, garantiu que mesmo sem aprovação da EPTC, o início dos trabalhos deve ocorrer no dia 1° de maio, com dez motociclistas habilitados para a função. Inicialmente, o serviço vai funcionar através de um ponto de chamada, via telefone, que estará instalado na sede do sindicato. Não haverá, por enquanto, utilização de aplicativos para chamar o serviço.

Ainda segundo Ferreira, não haverá mototaxímetros. As corridas serão realizadas a partir de um valor fechado de acordo com a distância a ser percorrida. O presidente explica que, inicialmente, o pagamento só poderá ser realizado com pagamento em dinheiro, mas o sindicato já está providenciando a instalação de máquinas de cartões para que o pagamento possa ser feito também por meio eletrônico.

Conforme previsto em lei, para exercício da atividade, o mototaxista deve ter 21 anos; possuir habilitação por pelo menos dois anos na categoria; ter curso especializado, nos termos da regulamentação do Contran; e utilizar colete de segurança dotado de dispositivos retrorrefletivos, nos termos da regulamentação do Contran. (Guilherme Kepler / Rádio Guaíba)

Porto Alegre: Camiseta com retrato de “Malcolm X” em tribuna provoca discussão entre vereadores na Câmara; por Camila Diesel e Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Porto Alegre: Camiseta com retrato de “Malcolm X” em tribuna provoca discussão entre vereadores na Câmara; por Camila Diesel e Lucas Rivas/Rádio Guaíba

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A vereadora suplente Karen Santos (PSol) acusou o vereador Valter Nagelstein (PMDB) de discriminação, durante o discurso de posse na sessão da Câmara de Porto Alegre, nesta quarta-feira. Karen, eleita com 2.642 votos, vai substituir a vereadora Fernanda Melchionna, de mesmo partido, que saiu de licença até amanhã para tratar de interesses particulares. O alvo da discussão envolveu a camiseta que a vereadora vestia. Conforme Karen, após ela fazer o discurso, o vereador Nagelstein criticou a vestimenta, dizendo ser inapropriada de acordo com o regimento interno da Casa. No entendimento de Karen, o próprio regimento não estabelece restrição quanto à vestimenta das mulheres, apenas dos homens.

Karen Santos , Vereadora Suplente

“Me senti discriminada, tanto por ser uma camiseta e também pela estampa. A estampa potencializou a situação”, disse Karen, que vestia uma camiseta branca com a foto do líder negro Malcolm X. “A gente está se utilizando desseSessão Ordinária

fato para denunciar essa atitude e reforçar que o povo não precisa estar engravatado para ocupar esses espaços de decisão”, finalizou.

Valter Nagelstein, que presidia a sessão nessa tarde, explicou à Rádio Guaíba que em nenhum momento houve a crítica em função da estampa da camiseta e que considera importante a chegada de uma vereadora jovem e negra.

“Eu disse que no regimento da Casa há a determinação da roupa que deveria ser respeitada no futuro. Por óbvio não faria essa discriminação que me acusam”, disse o vereador. Ele ainda disse acreditar que está determinado no regimento a vestimenta “traje social para vereador” como palavra genérica para homem e mulher. “Tira do requerimento isso e a gente pode ir pra tribuna de calção”, completou.

Nagelstein ainda criticou a postura do PSol. “É um partido anarquista. Eles querem confundir a coisa”, encerrou o peemedebista.

Em nota, a líder do PSol, Fernanda Melchiona disse que “parece que ele não entendeu que o recado político não é só para os engravatados!!! Sofri o mesmo ataque em 2009 quando um vereador fez uma lei para dizer a roupa que as mulheres deveriam usar porque se incomodava com minhas camisetas políticas. Até parece que o problema do Brasil é a falta de gravata”. (Camila Diesel e LucasRivas/Rádio Guaíba)

Supremo decide hoje se transexual pode mudar registro civil

Supremo decide hoje se transexual pode mudar registro civil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nesta quinta-feira se transexuais podem alterar o nome no registro civil sem a realização de cirurgia de mudança de sexo. Atualmente, a alteração nos documentos oficiais, como carteira de identidade, não é permitida porque não está prevista na legislação.

Está na pauta de julgamento um recurso contra decisão da Justiça do Rio Grande do Sul, que negou autorização para um cartório local aceitar a inclusão do nome social como verdadeira identificação civil. Os magistrados entenderam que deve prevalecer, nos registros públicos, o princípio da veracidade.

Ao recorrer ao Supremo, a defesa do transexual alegou que a proibição de alteração do registro civil viola a Constituição, que garante a “promoção do bem de todos, sem preconceitos de sexo e quaisquer outras formas de discriminação”.

“Vislumbrar no transexual uma pessoa incapaz de decidir sobre a própria sexualidade somente porque não faz parte do grupo hegemônico de pessoas para as quais a genitália corresponde à exteriorização do gênero vai frontalmente contra o princípio de dignidade humana”, argumentou a defesa.

O processo é relatado pelo ministro Dias Toffoli, e a decisão deve ser aplicada a todos os casos que chegarem ao Judiciário.

Atualmente, transexuais podem adotar o nome social em identificações não oficiais, como crachás e formulários de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A administração pública federal também permite o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis e transexuais desde abril do ano passado.

O nome social é escolhido por travestis e transexuais de acordo com o gênero de identificação, independentemente do nome que consta no registro de nascimento. (Agência Brasil)