COMPORTAMENTO: Imigrantes na seleção da França faz país repensar xenofobia’; por Ana Beatriz Rosa/Huffpostbrasil

COMPORTAMENTO: Imigrantes na seleção da França faz país repensar xenofobia’; por Ana Beatriz Rosa/Huffpostbrasil

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Talvez tenha sido em 1970 que a França começou a perceber uma mudança em jogo. Na Copa de 1978, na Argentina, um jovem nascido em Guadalupe foi o precursor do que viria a acontecer no futebol – e também na sociedade francesa.

Márius Tresor chamava atenção por sua agilidade e força, além de sua coragem em campo. O imigrante da colônia francesa escancarava para a sociedade local a sua habilidade. Em troca, ele conquistava não só o seu lugar na história do futebol frânces, mas também melhores condições de vida para a sua família.

via Getty Images

Depois dele, outros nomes vieram, como Jean Tigana, jogador de origem malinês.

Em 1998, N’Golo Kanté, aos 7 anos, catava lixo nas ruas de Paris para depois enviá-los para empresas de reciclagem. Com esse trabalho, ele ajudava no orçamento dos pais imigrantes do Mali. Hoje, duas décadas depois, ele integra a equipe que pode levar o Mundial.

Naquele mesmo ano, Benjamin Mendy crescia em um subúrbio da capital. Aos 7 ou 8 anos, ele não se reconhecia como Bejamin, mas como Zidane ou Ribéry. Foi essa imaginação que tornou possível que Mendy se tornasse um profissional no esporte.

Para o pesquisador Jamil Chade, a vitória da frança na Copa de 1998 só foi possível com a presença dos jogadores imigrantes. E essa vitória inspirou as futuras gerações.

Porém, o título no esporte não é suficiente para que os imigrantes superassem as contradições e os desafios de viver às margens da sociedade europeia.

“Quando esses jogadores conquistam importantes vitórias, são usados como exemplos de uma integração que funciona. Quando perdem, são questionados por sua lealdade questionável vis-a-vis o país que lhes acolheu”, comenta Chade.

O futebol passou a ganhar importância na França e o campo serviu como um espelho das mudanças culturais. De um lado, uma França xenófoba e racista. De outro, um país que sabia valorizar sua diversidade e, com isso, tornar-se uma potência.

A maioria branca e os defensores das raízes nacionalistas passaram a conviver – ou ao menos assistir – os franceses de pele escura que, mesmo incluídos, ainda são vistos como exceções. Leia a íntegra do texto de Aana Beatriz Rosa, no HuffpostBrasil.

Porto Alegre: Câmara deve atender liminar e pautar impeachment de Marchezan na segunda-feira; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Porto Alegre: Câmara deve atender liminar e pautar impeachment de Marchezan na segunda-feira; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

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O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Valter Nagelstein (MDB), não vai recorrer da liminar concedida ontem pelo Tribunal de Justiça que manda priorizar, em plenário, a votação da admissibilidade do impeachment do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Essa portanto, deve ser a primeira pauta a ser discutida na sessão da tarde de segunda-feira, antes mesmo dos projetos ainda pendentes de votação, dentre os enviados pelo governo municipal em regime de urgência.

Neste sábado, Nagelstein reclamou das decisões do Judiciário que, segundo ele, vêm interferindo diretamente nos trabalhos do Legislativo. “Chamei uma reunião do Colégio de Líderes para a segunda-feira, às 11h, e devo colocar o processo envolvendo o pedido de impeachment em votação na sessão que ocorre à tarde”, declarou.

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Desembargadora Lúcia de Fátima Ceveira

Na noite passada, o Tribunal de Justiça acolheu recurso do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e concedeu liminar determinado que a Câmara analise, já na próxima sessão, o pedido de impeachment contra Marchezan. Conforme a desembargadora Lúcia de Fátima Ceveira, após recebimento da denúncia, o presidente da Câmara é obrigado na primeira sessão, a ler e consultar o Parlamento sobre o teor do ofício. A liminar acatou as argumentações da assessoria jurídica do Simpa, acionada a pedido do autor do pedido de afastamento do prefeito, Paulo Adir Ferreira, ex-filiado ao PSDB e hoje integrante do PPS.

Segundo a denúncia, Marchezan cometeu supostas irregularidades ao repassar verbas para a Carris em valores acima dos autorizados pela Câmara na lei orçamentária. Devido à insistência de Ferreira em sustentar o pedido contra o prefeito, o PPS gaúcho confirmou que vai examinar a expulsão dele dos quadros do partido, ao refutar a postura do correligionário.

Câmara já rejeitou impeachment de Marchezan

Em 2017, a Câmara rejeitou o primeiro pedido de impeachment contra Marchezan, por 28 votos a sete. Apenas as bancadas do PT e do PSol se posicionaram pela continuidade do processo. A solicitação de afastamento havia sido protocolada por um grupo de taxistas sob alegação de que o município vinha abrindo mão de receitas ao não cobrar de motoristas de aplicativos como Cabify e Uber a taxa de gerenciamento operacional (TGO).

Saúde: “Como lidar com a depressão em tempos de crise” será tema de palestra gratuita

Saúde: “Como lidar com a depressão em tempos de crise” será tema de palestra gratuita

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A psicóloga Anissis Moura Ramos fará palestra sobre como lidar com a depressão em tempos de crise no próximo dia 23 de julho, às 19h30min, na Livraria Saraiva do Shopping Praia de
Belas. O evento é gratuito. Anissis destaca que os casos de depressão e os suicídios vêm aumentando assustadoramente, conforme a Organização Mundial da Saúde. “É fundamental
conscientizar sobre os riscos que a doença oferece e mostrar meios de superar as dificuldades vivenciadas em um período de crise, sem precisar afundar em sofrimento.”

Anissis Moura Ramos é especialista em Psicologia Clínica, mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do RS, psicóloga Clínica com experiência na identificação de doenças e
sintomas. Atua em consultório privado como psicóloga clínica e é psicóloga Perita credenciada pelo TJRS e professora dos Cursos de Perícia Psicológica em Vara de Família; Alienação
Parental e Falsas Memórias no Núcleo Médico Psicológico.

A palestra aborda conceitos de depressão, sintomas e mostra como enfrentar as dificuldades sem ceder ao desespero, convidando à reflexão sobre as saídas para seus conflitos.

Serviço
Nome do Evento: Lidando com a depressão em tempos de crise
Autora: Psic. Anissis Moura Ramos CRP 07/11.688
Dia: 23/07/18
Horário: 19h30m
Local: Saraiva Praia de Belas
Evento gratuito

Porto Alegre: Câmara entrega Honra ao Mérito a soldado Emmanuel do 11º BPM que sozinho evitou assalto a ônibus intermunicipal

Porto Alegre: Câmara entrega Honra ao Mérito a soldado Emmanuel do 11º BPM que sozinho evitou assalto a ônibus intermunicipal

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A Câmara Municipal de Porto Alegre, por proposição de sua Mesa Diretora, entregou, nesta segunda-feira (2/7), o Diploma Honra ao Mérito ao soldado Emmanuel Macedo Mareco. Integrante do 11º Batalhão de Policia Militar, o homenageado, na madrugada de 16 de abril, evitou assalto a motoristas e passageiros de ônibus intermunicipal em viagem entre Santana do Livramento e a Capital. A solenidade foi realizada no Plenário Otávio Rocha durante a sessão ordinária desta tarde.

Ao saudar Mareco em nome da Casa Legislativa, a vereadora Comandante Nádia (MDB) destacou a “ação precisa e corajosa” do policial militar, bem como seu “controle emocional e emprego de técnicas policiais” durante o ato, que garantiram a integridade física dos passageiros. “Foi um ato de heroísmo e com êxito”, salientou a vereadora. “Ele arriscou sua vida.” Nádia lembrou serem três os assaltantes no fato e que, por estarem armados, dispararam contra o PM ao perceber sua intervenção.

Grande Espediente em homenagem ao Sodado Emmanoel Macedo .
Grande Espediente em homenagem ao Sodado Emmanoel Macedo .Foto: Tonico Alvarez

Conforme a vereadora, casos como este se apresentam quase todos os dias: “Mas estamos ocupados demais para saber, ou anestesiados demais para sentir”. Ainda em sua saudação, Nádia pediu que a Brigada Militar e seus soldados sejam mais reconhecidos pela população. “Precisamos valorizar todos que saem às ruas para zelar por nós, pelos nossos filhos e familiares”, destacou. “Obrigada, Emmanuel; obrigada, Brigada Militar. O ônibus em que estavas ficou maior. Está em todo o Rio Grande do Sul”, finalizou a vareadora.

Ao agradecer a honraria recebida da Câmara Municipal, o soldado Emmanuel Mareco salientou ter orgulho de ser policial e da profissão escolhida há 11 anos. Conforme ele, o voto dado para que ele recebesse o Diploma Honra ao Mérito reconhece não apenas ele, mas os mais de 17 mil homens e mulheres que integram a Brigada Militar. “Agradeço esse voto.”

A solenidade foi acompanhada, além de vereadores e vereadoras e integrantes do 11º BPM, pelo tenente-coronel Régis Rocha da Rosa, do Comando Geral da BM, e pelo coronel Paulo Roberto Mendes, presidente do Tribunal de Justiça Militar do RS.

Na tribuna, o vereador Moisés Barboza (PSDB) se declarou “um fã da Brigada Militar”. “Confio à Brigada Militar a vida da minha família, sempre estarei ao lado das bandeiras da Brigada Militar”, disse o vereador. Para Barboza, a conduta de Emmanuel no assalto ensina para os cidadãos de bem da cidade que “o que mais acaba com a nossa vida futura é a falta de atitude, é, podendo fazer algo, optar por não fazer”. O parlamentar concluiu dizendo que “existem, sim, vereadores que colocam o interesse coletivo e o futuro acima dos interesses eleitorais”, além de saudar o Estado “por enfrentar o que precisa ser enfrentado”. (ML)

Câmara pode votar nesta quarta projeto da Escola sem Partido

Câmara pode votar nesta quarta projeto da Escola sem Partido

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta quarta-feira (4) a proposta que cria o programa Escola sem Partido. O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para afastar a possibilidade de oferta de disciplinas com conteúdo de “gênero” ou “orientação sexual” em escolas de todo o país.

Pelo texto do relator, deputado Flavinho (PSC-SP), cada sala de aula terá um cartaz com seis deveres do professor, entre os quais está a proibição de usar sua posição para cooptar alunos para qualquer corrente política, ideológica ou partidária. Além disso, o professor não poderá incitar os alunos a participar de manifestações e deverá indicar as principais teorias sobre questões políticas, socioculturais e econômicas.

Brasília - Deputado Flavinho (PSB/SP) fala durante discussão do processo de impeachment de Dilma, no plenário da Câmara (Valter Campanato/Agência Brasil)
Deputado Flavinho, relator do projeto Foto: Valter Campanato/ABr

Segundo o relator, o problema da doutrinação política e sexual no ambiente escolar é “latente, crônico e traumático” e tem sido negligenciado ao longo dos anos no Brasil. “Há muitos anos, tem sido jogado para debaixo do tapete e acobertado sob o manto da liberdade de expressão e da liberdade de cátedra dos doutrinadores travestidos de docentes. Não podemos mais permitir que os alunos, parte mais vulnerável do processo, e suas famílias sejam constantemente atacados em seus direitos e vilipendiados em suas convicções pessoais”, afirmou o deputado à Agência Brasil.

O projeto está pautado para ser votado na comissão especial criada para discutir o assunto e tramita em caráter conclusivo. Caso aprovado, pode ser encaminhado diretamente para apreciação do Senado. Como se trata de um tema polêmico, deputados podem recorrer para que a matéria também seja analisada pelo plenário da Câmara.

As diretrizes estabelecidas no projeto também devem repercutir sobre os livros paradidáticos e didáticos, as avaliações para o ingresso no ensino superior, as provas para o ingresso na carreira docente e as instituições de ensino superior.

O projeto inclui na LDB a ideia de que os valores de ordem familiar têm precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa. Pelo texto de Flavinho, a lei entraria em vigor dois anos após aprovada.

Críticas

Crítico do Escola sem Partido, o deputado Bacelar (Pode-BA) já apresentou formalmente um voto contrário ao parecer de Flavinho. Segundo o parlamentar baiano, o projeto tem trechos inconstitucionais, e o texto apresentado pelo relator “não sana tais problemas, ao contrário, torna-os extremamente evidentes”.

“Não é razoável pensar na relação entre as liberdades de ensinar e de aprender sem considerar prioritariamente a base de toda a pedagogia, que é a relação ensino-aprendizagem. Para nós, não faz sentido a indagação do parecer ‘Até onde vai o direito de ensinar [do professor], de modo a não colidir com o direito de aprender [do aluno]?’ Na verdade, a liberdade de ensinar não existe sem a de aprender, e ambas não se concretizam se não houver relação ensino-aprendizagem efetiva”, afirmou Bacelar.

De acordo com o deputado, é um equívoco a matéria colocar a liberdade de aprender e de ensinar como aspectos contraditórios. “Além de colocar as liberdades de aprender e de ensinar como se fossem direitos antagônicos, e não interrelacionados em uma dinâmica sempre complexa, o relator afirma que a ‘liberdade de expressão’ do professor só pode ser exercida em contextos alheios ao exercício da sua função, o que é um absurdo.”

Bacelar afirmou ainda que a retirada do conteúdo de “gênero” ou “orientação sexual” é preconceituosa e fere a Constituição Federal. “Tal expressão traz consigo uma extrema distorção do que seriam estudos de gênero e não é sequer definida ou utilizada no meio acadêmico. É utilizada apenas por aqueles que, eles, sim, carregam uma ideologia muito clara: uma ideologia machista, autoritária, heteronormativa e avessa a direitos humanos”, argumentou Bacelar.

Para o relator da proposta, a medida não limita o plano curricular, “nem fere a liberdade de expressão do cidadão, que deve ser usada na sua esfera pessoal, e não no ambiente escolar”. Segundo Flavinho, a Constituição Federal não trata de “questões de gênero”, mas do devido respeito a todos, independentemente de raça, sexo, cor ou religião.

Cartaz

Pela proposta, deverá ser afixado em todas as escolas públicas e privadas do país um cartaz com o seguinte conteúdo, que seriam os deveres do professor :

1. Não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para nenhuma corrente política, ideológica ou partidária;

2. Não favorecerá, nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas;

3. Não fará propaganda político-partidária em sala de aula, nem incitará os alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas;

4. Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito;

5. Respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções;

6. Não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de terceiros, dentro da sala de aula.                                (Heloisa Cristaldo /Agência Brasil )

Parada LGBTI colore Porto Alegre em dia de luta por direitos; do Correio do Povo

Parada LGBTI colore Porto Alegre em dia de luta por direitos; do Correio do Povo

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O domingo ensolarado deixou ainda mais bonita as manifestações, que tomaram conta do Parque da Redenção, durante a Parada de Luta LGBTI. O evento, que contou com apresentações musicais e artísticas, oficinas e esquetes teatrais, levou uma multidão ao parque ao longo do dia.

Muitos carregavam ainda a bandeiras nas cores do movimento e outros capricharam na produção para aproveitar o clima de festa de alegria. A parada celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBT, comemorado mundialmente em 28 de junho. A organização da Parada foi do Grupo Desobedeça LGBT, uma ONG que luta pela livre expressão sexual de gays, lésbicas, bissexuais, travestís e transexuais.

Porto Alegre: Catherine Millet fala sobre o feminismo na sociedade atual no Fronteiras do Pensamento

Porto Alegre: Catherine Millet fala sobre o feminismo na sociedade atual no Fronteiras do Pensamento

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O feminismo na sociedade atual será o tema central da apresentação que a crítica de arte e escritora francesa Catherine Millet realiza no Fronteiras do Pensamento. Ela é uma das cinco coautoras do chamado “Manifesto das Mulheres Francesas”, documento publicado no jornal Le Monde, em janeiro deste ano, que fez contraponto ao movimento #MeToo, que combate o assédio e o abuso sexual. Assinado por cem personalidades da cultura francesa e liderado por Catherine Deneuve, o ato defende “a liberdade de importunar”, que seria, segundo eles, indispensável para assegurar a herança da revolução sexual. A intelectual estará no terceiro encontro da temporada 2018 do projeto, na próxima segunda-feira, dia 2 de julho, a partir das 19h45min, no Salão de Atos da UFRGS.

Fundadora e diretora da Art Press, publicação criada em 1972 e que se tornou uma das grandes referências editoriais no cenário artístico francês e internacional, Millet é uma crítica de arte respeitada na França e na Europa. Sem estudos e vinda de uma família de origem pequeno-burguesa, ela é autora de livros sobre arte contemporânea e especialista nas obras do pintor espanhol Salvador Dalí e do artista plástico francês Yves Klein.

Em 2001, tornou-se mundialmente reconhecida ao lançar o polêmico A vida sexual de Catherine M. No livro, que vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares e foi publicado em 45 países, ela apresenta uma abordagem neutra sobre a existência de seu corpo físico – cujo prazer pode estar dissociado dos sentimentos – e de um corpo amoroso, que ela reservou apenas para o marido, o escritor francês Jacques Henric. “Estou aqui para contar a minha própria história, a maneira como puder viver a minha sexualidade, e espero que isso possa servir às outras, se não como modelo, para refletir sobre as relações que elas têm com sua sexualidade”, disse sobre a obra. Também é autora de A outra vida de Catherine M, no qual revela seu ciúme e as armadilhas do casamento aberto.

Neste ano, com o tema O mundo em desacordo, o ciclo de conferências convida a refletir sobre como as guerras culturais marcam a migração dos temas éticos para o centro do debate público. O sentido e os limites da arte, a natureza do casamento e da família, o papel da mulher e do homem na sociedade passam a ser matéria de acirrado debate político, partidário e governamental, não mais se restringindo à esfera dos indivíduos ou da sociedade civil.

Fernanda Torres, Vik Muniz e Leïla Slimani fizeram as primeiras conferências. Após Catherine Millet, o cronograma prevê encontros com José Eduardo Agualusa, Siddhartha Mukherjee, Ai Weiwei, Javier Cercas, Alejandro Zambra, Mark Lilla e Luiz Felipe Pondé.

FRONTEIRAS DO PENSAMENTO PORTO ALEGRE – TEMPORADA 2018

DATAS E HORÁRIO: estão previstos seis encontros – 2/7, 6/8, 3/9, 8/10, 22/10 e 19/11, sempre às segundas-feiras, às 19h45min.

LOCAL: Salão de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110).

INGRESSOS: Pacote de ingressos para todas as conferências da temporada a R$ 1.335,00 (valor parcelado em 5 vezes sem juros nos cartões de crédito). Os ingressos não são vendidos individualmente. Vagas limitadas.

DESCONTO: Inscritos no Fronteiras em edições anteriores, médicos cooperados Unimed Porto Alegre, professores da PUCRS e UFRGS, Clube do Assinante e beneficiários de meia-entrada (conforme legislação).

INFORMAÇÕES: Na Central de Relacionamento Fronteiras 4020.2050 e no portal www.fronteiras.com

COMO COMPRAR: www.ticketsforfun.com.br (sem taxa de conveniência), e nos pontos de venda: Bamboletras (Rua Gen. Lima e Silva, 776 – Loja3), Instituto Ling (Rua João Caetano, 440) e StudioClio (Rua José do Patrocínio, 698), PUCRS.

 

Porto Alegre: Sarau da Clara Corleone recebe Paulo Germano e Milton Ribeiro na quinta, 28 de junho

Porto Alegre: Sarau da Clara Corleone recebe Paulo Germano e Milton Ribeiro na quinta, 28 de junho

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Na quinta-feira, 28 de junho, às 20h30, o Von Teese recebe mais um Sarau da Clara Corleone. O sarau literário, que ocorre mensalmente, traz a cada edição um tema que pauta os textos lidos por Clara e as personalidades que participam: o de junho será “Sobre meninos e lobos”.  Clara é formada em Arte Dramática e divide o seu tempo entre coordenar a organização “Minha Porto Alegre” e ser hostess do Bar Ocidente aos finais de semana. Escreve diariamente em sua página e teve textos publicados na Zero Hora digital, Sul 21 e no site Lugar de Mulher, além de comandar o programa “Todas as mulheres do mundo” na Rádio Elétrica

Dividem o sofá do Von Teese com a anfitriã o jornalista Paulo Germano e o livreiro Milton Ribeiro. Germano é colunista e cronista do jornal Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha, vencedor do Prêmio Press na categoria colunista de jornal/revista do ano 2016/2017 e melhor crônica de 2016 no Prêmio ARI de Jornalismo. Ribeiro é livreiro na Bamboletras, ex-editor do portal Sul21, escreve para  o blog com seu nome e o site PQP Bach.

 O evento da escritora e atriz existe há um ano e meio e já recebeu os jornalistas Carol Anchieta, Vitor Necchi e Katia Suman, a escritora Cinthya Verri, as atrizes Maria Galant e Catharina Conte, o diretor Júlio Conte e o ator Bruno Bazzo, entre outros. O “Sarau da Clara Corleone – Sobre meninos e lobos” inicia às 20h30 com couvert de R$ 10,00 (pagamento somente em dinheiro). O Von Teese fica na Rua Bento Figueiredo 32.

 

miltonribeiro_creditobernardojardimribeiroMilton Ribeiro é ex-jornalista no Sul21 e ex-informata. Atualmente é livreiro na Bamboletras. Também escreve o blog Milton Ribeiro e o PQP Bach. Não é pessoa de gostar moderadamente de algo. Então é melômano, literato e cinéfilo ao mais alto grau. Também é daltônico como Van Gogh e Uderzo. Músicos amigos dizem que teria ouvido absoluto, uma característica 100% inútil, pois não toca nenhum instrumento.

paulogermano_creditoalexandrefetterPaulo Germano é colunista e cronista do jornal Zero Hora, além de comentarista da Rádio Gaúcha, o que faz dele um autêntico caga-regra. Em 2016 e 2017, venceu o Prêmio Press na categoria colunista de jornal/revista do ano. Também conquistou, em 2016, o troféu de melhor crônica no Prêmio ARI de Jornalismo, promovido pela Associação Rio-Grandense de Imprensa. Ele tem vergonha de minibiografias.

 

 

Sarau da Clara Corleone 

 

“Sobre meninos e lobos” – com Paulo Germano e Milton Ribeiro

 

28 de junho, quinta-feira, 20h30

 

Couvert a R$ 10,00 – pagamento somente em dinheiro

 

Von Teese – Rua Bento Figueiredo 32

Só 2,4% dos jovens querem ser professores no Brasil

Só 2,4% dos jovens querem ser professores no Brasil

Comportamento Cultura Educação Notícias

Baixos salários e pouco reconhecimento social estão afastando potenciais futuros professores da profissão. De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), só 2,4% dos alunos de 15 anos demonstram interesse pela docência no Brasil – há 10 anos, esse número chegava a 7,5%, informa Isabela Palhares. O relatório indica ainda que a profissão é uma opção para aqueles cujos pais só concluíram o ensino fundamental: 3,4% buscam o magistério, ante 1,8% dos que têm pais com ensino superior.

Além disso, os alunos que escolhem seguir na docência estão entre os que têm pior rendimento escolar, com médias em Matemática e Leitura inferiores às dos jovens que buscam outras carreiras. Na outra ponta, metade dos docentes ouvidos em pesquisa do Todos pela Educação não indicaria a própria profissão aos estudantes. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

RS: Modelo dos pais é fundamental na prevenção ao uso de drogas

RS: Modelo dos pais é fundamental na prevenção ao uso de drogas

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Desmitificar a áurea e glamour que a droga sempre trouxeram através de modelos familiares e publicidade é um dos maiores desafios para quem lida com crianças e adolescentes. O tema preocupa pais e médicos e o consenso é que o melhor tratamento é a prevenção.

– Não adianta apenas dizer que a droga é ruim. O principal aspecto a ser salientado é a prevenção. Quanto mais tarde o adolescente tiver contato, menor o malefício. Assim como cresce a mão, o pé e o corpo como um todo, o cérebro também vai sendo desenvolvido. Quando as drogas agem no cérebro não sabemos se o dano será reversível ou não no futuro. Trabalhos atuais mostram que quem usam maconha tem um déficit cognitivo com baixa no QI de até 8 pontos. Além disso, a maconha faz com que o jovem perca habilidades em áreas específicas que serão usadas na vida adulta – explica a médica da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Lilian Day Hagel.

Para a pediatra, o modelo dos pais é fundamental.

– Não posso dizer que não pode fumar, se eu fumo. Não posso afirmar que o álcool é ruim, se eu bebo em casa. O que a criança vê, é muito mais marcante do que aquilo que ela ouve. Além disso, não dá para usar meias palavras. Se quer que o adolescente não experimente, os pais devem ser muito claros – disse.

O tema é estudado internacionalmente e traz estatísticas, geralmente, preocupantes. Segundo dados do National Center on Addiction and Substance Abuse da Columbia University. três quartos dos estudantes já experimentares cigarros ou bebidas alcóolicas e mais da metade, ou seja, 46,1% são usuários correntes. As diretrizes recentes da American Academy of Pediatrics (AAP) mostram que o uso de drogas ilícitas e álcool está associado com altas taxas de morbidade e mortalidade. Mais de 30% das mortes entre adolescentes estão associadas com o uso de álcool ou outras substâncias tóxicas.