Porto Alegre: Barra em Movimento traz Consuelo Blocker para falar sobre comportamento e elegância

Porto Alegre: Barra em Movimento traz Consuelo Blocker para falar sobre comportamento e elegância

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O BarraShoppingSul traz a Porto Alegre esta semana a influencer Consuelo Blocker para um bate-papo sobre comportamento e elegância em qualquer idade. A quarta edição do Barra em Movimento acontece no dia 23 de outubro, às 19h30, na Praça Rosa dos Ventos, com entrada gratuita. Quem nunca se sentiu pressionado pelos padrões da sociedade? É a partir desse ponto que as jornalistas de moda, Patrícia Parenza e Patrícia Pontalti, fundadoras da consultoria de moda OiPati, vão conduzir o bate-papo. Consuelo ficou conhecida ao posar de lingerie aos 50 anos de idade. Hoje, inspira mulheres ao falar sobre o envelhecimento. A conversa também abordará temas como padrões de beleza e estilo.

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Patrícia Parenza e Patrícia Pontalti comandam a empresa As Patrícias. Foto: Reprodução/RBS TV

O evento será o fechamento do ano desse projeto de conteúdo e interatividade, que já trouxe para Porto Alegre a empresária Manuela Bordasch, para falar Moda como Manifesto e Empreendedorismo Feminino; o escritor Fabrício Carpinejar e a youtuber Kika Gama Lobo, que debateram sobre relacionamentos; e o ultramaratonista Márcio Villar que bateu um papo sobre superação. “A proposta do Barra em Movimento foi abordar diversos temas de interesse do nosso público e proporcionar uma experiência exclusiva para os clientes”, destaca a gerente de marketing do BarraShoppingSul, Tânia Nascimento.
 

Serviço:

O quê: Barra em Movimento – 4ª edição

Quando: 23 de outubro, às 19h30

Onde: Praça Rosa dos Ventos no BarraShoppingSul (Av. Diário de Notícias, 300).

Entrada: Gratuita

Opinião: Cinco formas de matar o jornalismo; por Luiz Artur Ferraretto*

Opinião: Cinco formas de matar o jornalismo; por Luiz Artur Ferraretto*

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(1) Pelo menor custo possível, contrate pessoas jovens e inexperientes. Demita profissionais de referência. Não dê, portanto, a menor possibilidade para os focas de que o seu adestramento tenha alguma validade no futuro. Aliás, faça a garotada trabalhar tanto que ninguém tenha tempo de refletir sobre nada.
(2) Aposte em bobagens que bombam nas redes sociais e esqueça dos grandes temas. Fuja de assuntos polêmicos. Ouça apenas um lado, aquele que interessa para quem se interessa pelo que menos interessa.


(3) Se você possui vários veículos e um deles é impresso, misture o povo do jornal ou da revista com o do rádio e da televisão. Não dê treinamento para ninguém e aposte no aprender fazendo. É certo que você não vai recuperar o seu jornal ou a sua revista e a rádio ou a TV vão afundar. Comemore isso oferecendo o portal a custo cada vez mais baixo. E divulgue o crescimento constante no número de assinantes mesmo que esse seja muito inferior ao dos tempos áureos dos impressos.


(4) Contrate consultorias com gente cheia de ideias, Sabe aquele pessoal que cita a Apple e o Google em tudo? É deles que você precisa. Melhor ainda se a experiência de vida desses robozinhos for zero. Vão falar uma série de coisas que ninguém entende e usar quase somente palavras em inglês. Não vai adiantar nada, porque a sua empresa não está no Vale do Silício. Mesmo assim, você vai se sentir poderoso. Quando estiver vendendo cachorro-quente na praia, terá excelentes lembranças desse momento em que começou a se reposicionar no mercado.


(5) Faça podcast. Podcast com tanto conteúdo quanto o que tem sido oferecido ao seu público (ou seja nada). Não vai adiantar nada, mas você vai se sentir supermoderno. Faça isso com quaisquer novidades. O legal é tentar, gastando dinheiro com o que deveria ser consequência e esquecendo das bases reais de tudo.

Pois é. Existem dezenas de outras formas de matar negócios envolvendo jornalismo. Várias delas estão em alguma empresa de comunicação perto de você. Afinal, para acabar com o jornalismo, não precisa mesmo prática, nem habilidade, duas ausências que se completam.

 

Luiz Artur Ferraretto*Luiz Artur Ferraretto, Jornalista, Doutor em Comunicação e Professor da UFRGS

Livros: Léo Gerchmann lança “Jayme Copstein ao quadrado”. Uma obra que mostra a essência de um dos mais importantes comunicadores gaúchos.

Livros: Léo Gerchmann lança “Jayme Copstein ao quadrado”. Uma obra que mostra a essência de um dos mais importantes comunicadores gaúchos.

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Um dia antes de morrer, o meu guru, ídolo, amigo, grande jornalista e escritor Jayme Copstein entregou ao editor Marco Cena, originais de um novo livro.  O editor da Besouro Box, prometeu a Jayme que trabalharia todo aquele rico material e pensaria como transformar em um ou mais livros. Conversei com Cena sobre esta obra, em entrevista na Rádio Guaíba. Em outro momento, na TVU falamos sobre a riqueza intelectual da vida de Jayme e ali ele revelou a ideia de uma biografia, reafirmou o compromisso de uma homenagem póstuma ao grande comunicador e a promessa foi cumprida. Foi com emoção que recebi no início desta semana um exemplar  de “Jayme Copstein ao quadrado”, escrito pelo também meu amigo Léo Gerchmann. Jornalista experiente, formado pela UFRGS, autor de livros sobre a história do Grêmio. Se antes de ler, eu acreditava que Léo era a pessoa certa para escrever sobre Jayme, após a leitura tenho a convicção de que ninguém faria melhor.

jayme2Na introdução feita pelo autor da biografia, a explicação para o nome do livro: “Uma curiosidade pra lá de casual (ou não): Jayme Copstein usava o nome original, sem qualquer apelo artístico, e, apesar de adotar apenas um dos sobrenomes, contemplava também o da mãe – ou seja, tinha dois sobrenomes num só. Como o pai e a mãe eram primos de segundo grau, ele poderia ser Kopstein Copstein (o “K” da mãe de Jayme ainda tinha a grafia usada pela família na Europa). Era, então, nome real e artístico.
– Sou Copstein ao quadrado – costumava brincar.
Pode parecer algo banal, mas essa situação alcança forte simbolismo: Jayme sempre foi uma pessoa intensa. Radialista? Ok, mas muito mais que isso. Ele tinha o orgulho de ser jornalista. Mais que isso: homem de comunicação. Ainda mais: homem das artes.”

Em um texto que escrevi logo após a morte de Jayme relatei minhas visitas ao ídolo já internado na Santa Casa de Misericórdia. Apesar do quadro de saúde, seguia criativo e cheio de ideias. Rodeado de livros, anotações e reclamando da baixa velocidade de conexão da internet no apartamento 313, que ocupava no Pavilhão Pereira Filho, se negava a parar de trabalhar. Em uma caderneta tinha notas para vários artigos e algumas frases para um perfil que pretendia escrever sobre o médico José Jesus de Camargo que o tratava. “Conheci” Jayme aos 19 anos, quando comecei a ouvi-lo no Gaúcha na Madrugada. Me apaixonei pelo tom coloquial, pelo comentário bem elaborado que fazia o ouvinte refletir mesmo que estivesse sonolento e pelo respeito ao que hoje é comum, mas naquela época não era… a interatividade. Quando cheguei na Gaúcha em 1989, muitas vezes varei madrugadas quieto dentro do estúdio acompanhando a realização do programa e algumas vezes tive a honra de substituir Jayme Copstein. Graças ao conselhos do Antônio Carlos Niederauer não mexi na estrutura e mantive o programa como meu amigo o fazia. E por isso recebi elogios inesquecíveis do Jayme, Niederauer, Ranzólin e outros. Era simples, mas não era facil subsituir o gênio criativo, excelente redator, produtor de mão cheia, leitor voraz e jornalista perfeccionista. Na simplicidade está a genialidade. O programa era feito, o horário era mantido, mas sem a genialidade do mestre.  Jayme trabalhou nos principais jornais e emissoras de rádio do Rio Grande do Sul. Conquistou vários prêmios de jornalismo, entre eles a Medalha de Prata no Festival Internacional de Rádio de Nova York e vai se juntar ao Streck, Flávio(de quem era grande amigo e tinham entre eles uma admiração reciproca), Julio Rosemberg e tantos outros. Jayme, faz falta, muita falta no rádio e nas mesas de bar onde bebemos “alguns muitos chopes”.

Por isso, ler o livro  foi um alento, concordo com a minha querida Cíntia Moscovich, “Não se trata de mera sucessão de datas ou de eventos: aqui dentro, Jayme Copstein se movimenta, fala, gesticula, ri, numa narração vívida e afetuosa.”  O jornalista e biógrafo, Léo Gerchmann ancora a obra na trajetória profissional de Jayme. Ali você entenderá como um homem das letras enveredou para o rádio e o revolucionou. Jayme ficou conhecido pelo grande público como o jornalista de voz serena que criou um icônico programa de talk show na madrugada da rádio gaúcha e brasileira. Mas antes disso ele foi um literato, um homem de crônicas altamente líricas, contos divertidos, edições de Mario Quintana no Caderno H. Na Rádio Gaúcha, o comunicador, nascido em Rio Grande, exerceu todo seu conhecimento erudito para fazer melhor a vida dos notívagos. Em uma situação que surgiu quase que por acaso, ele abriu o microfone para as angústias dos ouvintes. Desbravou o vasto campo da comunicação interativa. O livro conta sobre o homem Jayme e seus trabalhos também como roteirista de radionovela e radioteatro. Mostra até mesmo o humanismo e a ousadia que levaram a Rádio Gaúcha a um prêmio internacional. Enfim, este livro trata de ir à essência de Jayme Copstein.  Ao escrever, Léo tinha a pretensão de mostrar ao leitor quem foi Jayme por inteiro. Conseguiu!
Anos-1980-Foto-10-Brasil-na-Madrugada-733x1024Lançamento(s) agendados:

Sinagoga Centro Israelita – 17/10/2019 (quinta) às 19h30– (Rua Henrique Dias, 73 – Bom Fim). Bate-papo com Lucy Copstein, Cintia Moscovich e Léo Gerchmann (dirigido a comunidade judaica)

Sarau Elétrico – Sarau do Rádio com Mauro Borba e Léo Gerchamnn – 05/11/2019 (terça) às 21h no Ocidente.

65ª Feira do Livro de Porto Alegre – 10/11/2019 (domingo), às 15h encontro com Léo Gerchmann, Felipe Vieira, Cláudio Brito, Luiz Ferraretto e Carlos Nélson seguido de sessão de autógrafos (aberto ao público em geral)

 

 

 

 

Porto Alegre recebe em novembro ufólogos que denunciam que o Governo Americano esconde a verdade sobre os discos voadores

Porto Alegre recebe em novembro ufólogos que denunciam que o Governo Americano esconde a verdade sobre os discos voadores

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Os Estados Unidos sempre negaram veementemente que os discos voadores existam e que venham de algum outro planeta do universo. Esta política de refutação, que os ufólogos chamam de “acobertamento ufológico”, vem ocorrendo sistematicamente desde 1947, quando houve a queda de uma nave extraterrestre em Roswell, no Novo México. Foi apenas o Governo Americano descobrir que havia no veículo acidentado uma elevadíssima tecnologia — que poderia usar em seu proveito para fins bélicos —, que começou a negação da existência de discos voadores e sua origem exógena à Terra.

Esta política também foi implementada na época por outros governos, como a Rússia, China e Inglaterra, pelos mesmos interesses, mas não teve eco no América do Sul, apesar de vários países do continente sofrerem forte pressão americana para que também refutassem a existência dos discos voadores. No Brasil, ao contrário, em vez de negar sua existência, os militares da Aeronáutica os investigavam por meio de programas, como o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (Sioani), implantado em São Paulo em 1969 e que durou até 1972, ou seja, em pleno regime militar.

Formas de vida inteligente no universo

A tradição do Brasil de aceitar a existência de outras formas de vida inteligente no universo, que vêm até aqui em naves que chamamos de discos voadores, fez com que o país estivesse sempre na dianteira das discussões mundiais sobre Ufologia. E isso se confirmará mais uma vez em novembro, quando a Revista UFO realizará em Recife, Porto Alegre, São Paulo e Curitiba o maior evento na área que já se fez no país. Será o UFO Summit Brazil 2019, que trará ao Brasil celebridades do cenário ufológico internacional que denunciam abertamente que o governo americano ainda esconde a verdade sobre os discos voadores.

Um deles é Nick Pope, que foi diretor do organismo confidencial do governo inglês que pesquisava discos voadores, o chamado “UFO Desk”, que funcionou no Ministério de Defesa daquele país. O órgão investigava secretamente ocorrências ufológicas com interesse científico e militar — muitas vezes em conjunto com os Estados Unidos — para descobrir se seriam possíveis ameaças à segurança nacional britânica. Pope trabalhou para o Governo Inglês por nada menos do que 21 anos nesta função. “Minha tarefa era analisar casos de avistamentos de discos voadores e contatos com seus tripulantes para determinar se poderiam ser perigosos à Inglaterra. E foram milhares”, afirma.

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Stephen Bassett (À esquerda)e Nick Pope: ativistas pela liberaçãode informações sobre discos voadores. Foto: Revista UFO

O outro conferencista que também participa do UFO Summit Brazil 2019 é o americano Stephen Bassett, físico e maior ativista ufológico dos Estados Unidos. Ele é diretor do Paradigm Research Group (PRG), que tem como objetivo lutar contra a política de acobertamento ufológico. Segundo Bassett, existem evidências contundentes da presença e ação de outras formas de vida inteligente na Terra. “Se esses fatos forem expostos como devem, muitos governos terão de criar um plano emergencial para lidarem com um novo futuro da humanidade, a começar pelos Estados Unidos”, diz Bassett.

Orçamento milionário para pesquisa dos discos voadores

Nick Pope e Stephen Bassett virão ao Brasil para apresentar, entre outros fatos, a revelação que o Pentágono mantinha até 2017 um órgão secreto de pesquisa ufológica com verba milionária. Era o Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP), que só em 2016 teve um orçamento de 22 milhões de dólares para investigação de ocorrências ufológicas, tudo evidentemente em segredo — a suspeita de Pope e Bassett é de que, após a revelação de sua existência, o órgão tenha mudado de nome e formato, mas continue investigando avistamentos de discos voadores, especialmente de militares americanos.

Quando houve a revelação da existência do AATIP no Pentágono, que se deu por meio do jornal “New York Times”, causando enorme polêmica em todo o mundo, seu próprio ex-diretor veio a público confirmar os fatos. Luis Elizondo, analista sênior de Inteligência que atuou em guerras no Irã e Iraque, com ampla experiência no meio militar americano, declarou com todas as letras: “O Governo Americano sabe muito bem da existência de outras formas de vida extraterrestre visitando a Terra. Negar isso se tornou insustentável. É hora de o mundo saber a verdade”. Quando fez a revelação, Elizondo apresentou três vídeos de UFOs feitos pela Marinha americana e se demitiu do Pentágono.

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Luis Elizondo (à esquerda) e Tom Delonge: Juntos criaram a To the Stars Academy e runiram notáveis para pesquisar os discos voadores. Foto: TTSA

Elizondo se juntou ao roqueiro da banda Blink 182 Tom DeLonge, um aficionado por UFOs desde criança, tendo tido várias experiências ufológicas, e juntos fundaram uma entidade para pesquisar ocorrências de discos voadores e contatos com tripulantes. É a To the Stars Academy (TTSA), que hoje conta com Nick Pope e Stephen Bassett em seus quadros, além de várias celebridades do mundo político e científico dos Estados Unidos, que também divergem do governo quanto à refutação dos discos voadores — um deles é Jim Semivan, que foi chefe de operações da Agência Central de Inteligência (CIA) por 25 anos, e outro é o doutor Hal Puthoff, um dos mais reconhecidos cientistas americanos.

Confrontar o governo e demandar abertura de informações

“A To the Stars Academy é a mais importante iniciativa que já se fez nos Estados Unidos e no mundo para confrontar o governo e demandar que se faça uma ampla e completa abertura de documentos secretos sobre a manifestação na Terra de outras formas de vida inteligente provenientes de outros planetas”, declara Bassett, que pretende mostrar no UFO Summit Brazil 2019 tudo o que já se descobriu a respeito. Ele é acompanhado nesta declaração por dezenas de ufólogos dos Estados Unidos e de outros países.

Nick Pope também sustenta que a revelação da verdade é de máxima importância para a população não apenas americana, mas mundial. “O que pode ser mais importante para todos do que saber que existem inúmeras outras formas de vida extraterrestre inteligente espalhadas por incontáveis planetas do universo — e que muitas delas chegam até aqui em veículos que chamamos de discos voadores?”. E completa: “Nenhum governo tem o direito de esconder essa informação sob qualquer pretexto”.

 

A realidade da abertura ufológica brasileira

A dupla estará ladeada no evento pelo ufólogo brasileiro A. J. Gevaerd, referência nacional e internacional em Ufologia. Gevaerd é criador e editor da Revista UFO, a mais antiga publicação sobre Ufologia do mundo, com 36 anos de existência. Foi ele quem, em 2004, elaborou a campanha “UFOs: Liberdade de Informação Já”, para pedir ao Governo Brasileiro que abrisse seus arquivos secretos sobre discos voadores. Gevaerd então formou a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) com mais importantes pesquisadores do país e, por meio da UFO, recolheu 70 mil assinaturas de simpatizantes da causa.

Deu certo. A partir de 2007, após uma reunião que os membros da CBU tiveram do militares da Aeronáutica no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) e Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) — a convite deles —, o Governo passou a liberar seus documentos antes secretos sobre suas pesquisas de discos voadores no país. Em 2013 o grupo foi recebido novamente por militares, desta vez no Ministério da Defesa, em Brasília, para demandar que mais arquivos fossem abertos — hoje são cerca de 20 mil páginas de documentos já entregues à sociedade, alojadas para escrutínio público no Arquivo Nacional.

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A. J. Gevaerd (À direita) entrevista o coronel Uyrangê Hollanda, que comandou a Operação Prato secretamente na ilha de Colares, no Pará

Gevaerd, Nick Pope e Stephen Bassett pretendem no UFO Summit Brazil 2019 voltar a pedir ao Governo Brasileiro que continue seu processo de abertura ufológica, agora revelando novos e importantes ocorrências ufológicas. Ao mesmo tempo, desde seu tour pelas quatro cidades brasileiras, Gevaerd, Pope e Bassett reforçarão a participação brasileira no movimento global que pede a revelação imediata e completa da verdade sobre a existência de discos voadores e sua ação na Terra. “O Brasil é parte fundamental em um processo que vise a abertura oficial e definitiva sobre realidade ufológica”, diz o editor. O próximo passo é alinhar estão ação com movimentos semelhantes hoje ocorrendo na Argentina, Chile, Inglaterra, Itália, Rússia e China, entre outras nações, e levar o pleito à Organização das Nações Unidas (ONU) em 2020.

Serviço:

O UFO Summit Brazil 2019 em sua fase Porto Alegre ocorrerá no dia 19 de novembro, às 20h00, no Auditório Diplomata do Hotel Embaixador, na Rua Jerônimo Coelho 354, Centro Histórico. Os ingressos custam R$ 120,00 e pode ser pagos em até 12 vezes no site oficial do evento: www.ufosummit.com.br. As inscrições são limitadas a 600 pessoas e mais da metade das vagas já foi vendida.

Escritor Mauro Castro divide histórias coletadas dentro de um táxi em bate-papo com Tânia Carvalho e Ivan Mattos no Instituto Ling

Escritor Mauro Castro divide histórias coletadas dentro de um táxi em bate-papo com Tânia Carvalho e Ivan Mattos no Instituto Ling

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Personalidade conhecida pelos passageiros de Porto Alegre, o escritor e taxista Mauro Castro é o convidado da oitava edição do Café no Ling. Em um bate-papo descontraído com os jornalistas Tânia Carvalho e Ivan Mattos, Mauro dividirá relatos verídicos coletados em 30 anos de profissão circulando pelas ruas da capital, e também histórias ficcionais que foram adicionadas ao livro Taxitramas: diário de um taxista. O encontro com entrada franca ocorre nesta sexta-feira, dia 11 de outubro, às 19h30, no Instituto Ling.

Mauro Castro começou como motorista de táxi na década de oitenta. Antes disso, trabalhava com desenho publicitário. Em 2003, a convite do jornal Diário Gaúcho, passou a assinar uma coluna semanal, onde contava as histórias da profissão de taxista. Paralelo à coluna, fundou o Taxitramas, blog onde registra as histórias do cotidiano de um táxi. Além de Taxitramas: diário de um taxista, que foi sua obra de estreia em 2006, lançou mais três livros independentes. Atualmente, no Instagram, mantém um projeto no qual fotografa a cidade de Porto Alegre pelo retrovisor de seu táxi.

Tânia Carvalho é jornalista, radialista e apresentadora de televisão brasileira há mais de 40 anos. Foi a primeira apresentadora do programa Jornal do Almoço, na TV Gaúcha (atual RBS TV), lançado em março de 1972 e no ar até hoje. Também foi apresentadora e âncora de diversos programas de televisão e rádio da RBS TV, incluindo os programas Gurias de Quinta e Café TVCOM, na emissora TVCOM. Participa do programa Gaúcha Comportamento, comentando sobre literatura, todos os sábados, na Rádio Gaúcha.

Ivan Mattos é jornalista colunista, editor, ator, apresentador e locutor, responsável pela edição da coluna Clubes do Jornal do Comércio, trabalho que executa há 16 anos. É responsável também pelo seu próprio site de variedades, onde publica textos, vídeos e colaborações de correspondentes do Brasil e do Exterior.

O Café no Ling promove uma série de encontros mensais gratuitos, sempre comandados pelos jornalistas Tânia Carvalho e Ivan Mattos, com escritores, músicos, cineastas, psicanalistas e outros convidados. O projeto iniciou em março deste ano e já recebeu o cineasta Zeca Brito, a cantora Anaadi, a psicanalista Ana Paula Terra Machado e os escritores Lya Luft, Letícia Wierzchowski e Tobias Carvalho. A atividade tem patrocínio da Crown Embalagens e financiamento do Ministério da Cidadania/ Governo Federal.

SERVIÇO
Café no Ling – Transportando Histórias
Com Tânia Carvalho, Ivan Mattos e Mauro Castro
Dia 11 de outubro, sexta-feira, às 19h30
Instituto Ling (Rua João Caetano, 440 – Três Figueiras – Porto Alegre/RS)
Entrada franca (sujeita à lotação do espaço – 80 lugares)

Classificação etária: Livre
Duração: 90 minutos

Caxias do Sul: V Jornada “O Estranho Que Nos Habita” promove lançamento da nova coleção das obras de Freud

Caxias do Sul: V Jornada “O Estranho Que Nos Habita” promove lançamento da nova coleção das obras de Freud

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41CiEdM27fL._SX330_BO1,204,203,200_Nada mais atual para ajudar a compreender um século que inicia sob o signo da solidão e da fragmentação subjetiva, que se manifestam através de uma série de novos sintomas, desde as depressões às adições de todas as espécies e, ainda, a comportamentos perigosos e irrupções de violência contra si e o outro, pouco usuais até então. Desafio não só para os agentes de saúde, mas para toda a sociedade.

A nova tradução das obras de Sigmund Freud será lançada em Caxias do Sul, dia 04 de outubro próximo, com a presença do psicanalista, germanista e tradutor Pedro Heliodoro Tavares. Promoção do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre, com sede em Porto Alegre e Caxias do Sul, lançamento integra as atividades da V Jornada de Estudos na serra gaúcha.

A obra publicada pela Autêntica Editora, é bilingue e além do grande aparato de notas conceituais, que procura resolver problemas nas traduções anteriores, dedicou cuidado especial à estilística do texto.

O destaque será dado ao último volume, recentemente publicado, intitulado “O infamiliar” com posfácios dos psicanalistas Christian Dunker e Gilson Ianini. Homenagem aos 100 anos de publicação do original “Das Unheimliche”, aborda a temática da angústia e do sentimento do horror diante de conteúdos estranhamente familiares.

WhatsApp Image 2019-10-02 at 11.55.42V Jornada “O Estranho Que Nos Habita”
Hotel Intercity – Caxias do Sul
04 e 05 de outubro 2019
Centro de Estudos Psicanalíticos – Fone: 54 984166397

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OPINIÃO: A crescente ameaça ao jornalismo em todo o mundo. Em muitos países, os jornalistas estão sendo alvo por causa do papel que desempenham na garantia de uma sociedade livre e informada; por A. G. Sulzberger, publisher of The New York Times

OPINIÃO: A crescente ameaça ao jornalismo em todo o mundo. Em muitos países, os jornalistas estão sendo alvo por causa do papel que desempenham na garantia de uma sociedade livre e informada; por A. G. Sulzberger, publisher of The New York Times

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O The New York Times publicou na sua edição impressa, site e redes sociais, um artigo do Publisher A. G. Sulzberger, que foi originalmente apresentado como palestra na Brown University.

 

 

 

Nossa missão no The New York Times é buscar a verdade e ajudar as pessoas a entender o mundo. Isso assume várias formas, desde investigações sobre abuso sexual que ajudaram a desencadear o movimento global #MeToo; a relatórios de especialistas que revelam como a tecnologia está remodelando todas as facetas da vida moderna; a comentários culturais importantes e contundentes, como quando proclamamos “o aperol spritz não é uma boa bebida”. Mas, em um momento em que o crescente nacionalismo está levando as pessoas a recuarem para dentro, um dos trabalhos mais importantes do The Times é brilhar para o exterior.

O Times tem o privilégio de ser uma das poucas organizações de notícias com recursos para cobrir o mundo em toda a sua complexidade. E com isso vem a responsabilidade de ir aonde a história está, não importa o perigo ou as dificuldades.

Todos os anos, colocamos repórteres em campo em mais de 160 países. Estamos no Iraque e no Afeganistão, cobrindo a violência e a instabilidade provocadas por décadas de guerra. Estamos na Venezuela e no Iêmen, relatando como a corrupção e o conflito levaram à fome em massa. Estamos em Mianmar e na China, iludindo os monitores do governo para investigar a perseguição sistemática aos rohingya e uigures.

Essas atribuições trazem riscos consideráveis. Nos últimos anos, meus colegas sofreram ferimentos por minas terrestres, carros-bomba e acidentes de helicóptero. Eles foram espancados por gangues, sequestrados por terroristas e presos por governos repressivos. Quando militantes atacaram um shopping de Nairóbi, você pode ver nosso jornalista na multidão, porque ele era o único correndo em direção aos tiros.

Tendo coberto conflitos desde a Guerra Civil Americana, aprendemos com a experiência como apoiar e proteger nossos jornalistas em campo. Em qualquer ano, nosso orçamento da redação inclui financiamento para coletes à prova de balas, roupas de proteção e carros blindados. Desenvolvemos planos de segurança detalhados para tarefas de alto risco, e nossos próprios jornalistas se preparam obsessivamente. C. J. Chivers, um ex-fuzileiro naval que passou anos relatando guerra ao The Times, treinou-se para levantar o peso de seu fotógrafo, para que ele pudesse levar essa pessoa a segurança se essa pessoa fosse baleada ou atingida por estilhaços.

Aqueles de nós, liderando o Times, acham difícil não se preocupar, sabendo que temos colegas no local onde a guerra está acontecendo, as doenças estão se espalhando e as condições se deteriorando. Mas há muito tempo nos consolamos sabendo que, além de todos os nossos próprios preparativos e nossas próprias salvaguardas, sempre houve outra rede de segurança crítica: o governo dos Estados Unidos, o maior campeão mundial da imprensa livre.

Nos últimos anos, no entanto, algo mudou drasticamente. Em todo o mundo, uma campanha incansável tem como alvo jornalistas devido ao papel fundamental que desempenham na garantia de uma sociedade livre e informada. Para impedir que os jornalistas exponham verdades desconfortáveis ​​e responsabilizem o poder, um número crescente de governos se engaja em esforços abertos, às vezes violentos, para desacreditar seu trabalho e intimidá-los ao silêncio.

Este é um ataque mundial a jornalistas e jornalismo. Mais importante ainda, é um assalto ao direito do público de conhecer, sobre os principais valores democráticos, o próprio conceito de verdade. E talvez o mais preocupante, as sementes desta campanha foram plantadas aqui, em um país que há muito se orgulha de ser o mais feroz defensor da liberdade de expressão e da imprensa livre.

Deixe-me começar afirmando o óbvio: a mídia não é perfeita. Nós cometemos erros. Temos pontos cegos. Às vezes, enlouquecemos as pessoas.

Mas a imprensa livre é fundamental para uma democracia saudável e sem dúvida a ferramenta mais importante que temos como cidadãos. Ele capacita o público, fornecendo as informações necessárias para eleger líderes e a supervisão contínua para mantê-los honestos. Ela testemunha nossos momentos de tragédia e triunfo e fornece a linha de base compartilhada de fatos e informações comuns que unem as comunidades. Dá voz aos menos favorecidos e persegue obstinadamente a verdade para expor os erros e promover mudanças.

Também está sob grande e crescente pressão. Nas duas décadas desde que comecei a trabalhar no The Providence Journal, escrevendo sobre a vida cotidiana na pequena cidade de Narragansett, a imprensa enfrentou uma série de desafios existenciais em cascata.

O modelo de negócios baseado em publicidade que apoiava o jornalismo entrou em colapso, causando a perda de mais da metade dos empregos de jornalismo do país. Google e Facebook se tornaram os distribuidores mais poderosos de notícias e informações da história da humanidade, desencadeando acidentalmente uma enxurrada histórica de desinformação no processo. E um crescente aumento de esforços legais – desde processos de denúncias até processos por difamação – visa enfraquecer salvaguardas de longa data para jornalistas e suas fontes.

Em todo o mundo, a ameaça que os jornalistas enfrentam é muito mais visceral. O ano passado foi o ano mais perigoso já registrado para ser jornalista, com dezenas de mortos, centenas de presos e milhares de incontáveis ​​assediados e ameaçados. Esses incluem Jamal Khashoggi, que foi assassinado e desmembrado por assassinos sauditas, e Maksim Borodin, jornalista russo que morreu da varanda de seu apartamento, depois de revelar as operações secretas do Kremlin na Síria.

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Um manifestante no ano passado segurou um cartaz com uma foto do jornalista saudita Jamal Khashoggi do lado de fora do consulado saudita em Istambul, onde um esquadrão de ataque da Arábia Saudita o assassinou. Foto: Osman Orsal/Reuters


O trabalho árduo do jornalismo carrega riscos há muito, especialmente em países sem salvaguardas democráticas. Mas o que é diferente hoje é que essas ações brutais estão sendo passivamente aceitas e talvez até tacitamente encorajadas pelo presidente dos Estados Unidos.

Os líderes deste país entendem há muito tempo que a imprensa livre é uma das maiores exportações da América. Claro, eles reclamariam da nossa cobertura e cerrariam os segredos que trouxemos à luz. Mas, mesmo que a política interna e a política externa mudassem, um compromisso básico para proteger jornalistas e seus direitos permaneceria.

Quando quatro de nossos jornalistas foram espancados e mantidos reféns pelas forças armadas da Líbia, o Departamento de Estado desempenhou um papel crítico para garantir sua libertação. Intervenções como essa costumavam ser acompanhadas por um severo lembrete ao governo infrator de que os Estados Unidos defendem seus jornalistas.

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Na Líbia, em 2011, Lynsey Addario foi um dos quatro jornalistas do Times espancados e mantidos reféns durante a Primavera Árabe. Foto: John Moore/Getty Images
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Tyler Hicks, um fotógrafo, foi outro dos quatro jornalistas do Times mantidos reféns enquanto cobria a guerra civil da Líbia em 2011. Foto: John Moore/Getty Images

 

A atual administração, no entanto, retirou-se do papel histórico de nosso país como defensora da imprensa livre. Vendo isso, outros países estão mirando jornalistas com um crescente sentimento de impunidade.

Este não é apenas um problema para repórteres; é um problema para todos, porque é assim que líderes autoritários enterram informações críticas, ocultam a corrupção e até justificam o genocídio. Como o senador John McCain uma vez advertiu: “Quando você olha para a história, a primeira coisa que os ditadores fazem é desligar a imprensa”.

Para lhe dar uma ideia de como é este retiro, deixe-me contar uma história que nunca compartilhei publicamente antes. Dois anos atrás, recebemos uma ligação de um funcionário do governo dos Estados Unidos nos alertando sobre a prisão iminente de um repórter do New York Times com sede no Egito chamado Declan Walsh. Embora a notícia fosse alarmante, a ligação era realmente bastante comum. Ao longo dos anos, recebemos inúmeras advertências de diplomatas americanos, líderes militares e oficiais de segurança nacional.

Mas essa ligação em particular teve uma reviravolta surpreendente e angustiante. Soubemos que o funcionário estava transmitindo esse aviso sem o conhecimento ou permissão do governo Trump. Em vez de tentar parar o governo egípcio ou ajudar o repórter, acreditava o funcionário, o governo Trump pretendia se sentar nas informações e permitir que a prisão fosse realizada. O funcionário temia ser punido por nos alertar sobre o perigo.

Incapaz de contar com o nosso próprio governo para impedir a prisão ou ajudar a libertar Declan se ele estivesse preso, procuramos ajuda em seu país natal, a Irlanda. Em uma hora, diplomatas irlandeses viajaram para sua casa e o escoltaram em segurança até o aeroporto antes que as forças egípcias pudessem detê-lo.

Detestamos imaginar o que teria acontecido se esse oficial corajoso não tivesse arriscado sua carreira para nos alertar sobre a ameaça.

[Leia o relato de Declan Walsh sobre este incidente.]

Dezoito meses depois, outro de nossos repórteres, David Kirkpatrick, chegou ao Egito e foi detido e deportado em aparente retaliação por expor informações embaraçosas ao governo egípcio. Quando protestamos, uma autoridade sênior da Embaixada dos Estados Unidos no Cairo expressou abertamente a visão cínica do mundo por trás da tolerância do governo Trump a essas repressões. “O que você esperava que acontecesse com ele?”, Ele disse. “Seus relatórios fizeram o governo parecer ruim.”

Desde que assumiu o cargo, o presidente Trump twittou sobre “notícias falsas” quase 600 vezes. Seus alvos mais frequentes são organizações de notícias independentes, com um profundo comprometimento em relatar de maneira justa e precisa. Para ser absolutamente claro, o The Times e outras organizações de notícias são um jogo justo de críticas. O jornalismo é uma empresa humana, e às vezes cometemos erros. Mas também tentamos controlar nossos erros, corrigi-los e nos dedicar todos os dias aos mais altos padrões do jornalismo.

Mas quando o presidente nega “notícias falsas”, ele não está interessado em erros reais. Ele está tentando deslegitimar notícias reais, descartando relatórios factuais e justos como invenções politicamente motivadas.

Então, quando o The Times revela as práticas financeiras fraudulentas de sua família, quando o The Wall Street Journal revela o dinheiro pago a uma estrela pornô, quando o Washington Post revela a autonegociação de sua fundação pessoal, ele pode evitar a responsabilização simplesmente descartando as reportagens como “notícias falsas” . ”

Embora todas essas histórias – e inúmeras outras que ele chamou de falsas – tenham sido confirmadas como precisas, há evidências de que seus ataques estão atingindo o efeito pretendido: uma pesquisa recente descobriu que 82% dos republicanos agora confiam mais no presidente Trump do que confiam no meios de comunicação. Um dos apoiadores do presidente foi recentemente condenado por enviar explosivos à CNN, um dos alvos mais frequentes da acusação de “notícias falsas”.

Mas, ao atacar a mídia americana, o presidente Trump fez mais do que minar a fé de seus próprios cidadãos nas organizações de notícias que tentam responsabilizá-lo. Ele efetivamente concedeu aos líderes estrangeiros permissão para fazer o mesmo com os jornalistas de seus países e até deu a eles o vocabulário com o qual fazê-lo.

Eles abraçaram ansiosamente a abordagem. Meus colegas e eu recentemente pesquisamos a propagação da frase “notícias falsas” e o que descobrimos é profundamente alarmante: nos últimos anos, mais de 50 primeiros-ministros, presidentes e outros líderes de governo nos cinco continentes usaram o termo “fake news” para justificar níveis variados de atividade anti-imprensa.

A frase foi usada pelo primeiro-ministro Viktor Orban, na Hungria, e pelo presidente Recep Tayyip Erdogan, na Turquia, que aplicaram multas maciças para forçar organizações de notícias independentes a vender para os leais ao governo. Ele foi usado pelo presidente Nicolás Maduro, na Venezuela, e pelo presidente Rodrigo Duterte, nas Filipinas, que atacaram a imprensa por liderar sangrentas repressões.

Em Mianmar, a frase é usada para negar a existência de um povo inteiro que é alvo sistematicamente de violência para forçá-lo a sair de seu país. “Não existe Rohingya”, disse um líder em Mianmar ao The Times. “São notícias falsas.”

A frase foi usada para prender jornalistas nos Camarões, para suprimir histórias sobre corrupção no Malawi, para justificar um apagão das mídias sociais no Chade, para impedir que organizações de notícias estrangeiras operem no Burundi. Ele tem sido usado pelos líderes de nossos aliados de longa data, como México e Israel. Ele tem sido usado por rivais de longa data, como Irã, Rússia e China.

Ele foi usado por líderes liberais, como o primeiro ministro da Irlanda, Leo Varadkar. Tem sido usado por líderes de direita, como o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Ao lado do presidente Bolsonaro no Jardim de Rosas, o presidente Trump disse: “Estou muito orgulhoso de ouvir o presidente usar o termo ‘notícias falsas'”.

Nossos correspondentes estrangeiros sofreram o armamento da acusação de “notícias falsas” em primeira mão. No ano passado, Hannah Beech, que cobre o sudeste da Ásia, estava em um discurso do primeiro-ministro Hun Sen do Camboja. No meio de suas observações, Hun Sen pronunciou uma única frase em inglês: “The New York Times”. Ele disse que o Times era tão tendencioso que recebeu um prêmio de ‘fake news’ pelo presidente Trump, e ele ameaçou que, se nossa história não apoiasse sua versão da verdade, haveria consequências. Hannah sentiu uma hostilidade crescente na multidão de milhares quando o primeiro-ministro a procurou e advertiu: “O povo do Camboja se lembrará de seu rosto”.

Eu levantei essas preocupações com o presidente Trump. Eu disse a ele que esses esforços para atacar e reprimir o jornalismo independente é o que os Estados Unidos estão inspirando agora no exterior. Embora tenha ouvido educadamente e manifestado preocupação, ele continuou a aumentar sua retórica anti-imprensa, que alcançou novos patamares ao fazer campanha pela reeleição.

O presidente Trump não está mais satisfeito em deslegitimar relatórios precisos como “notícias falsas”. Agora, ele começou a demonizar os próprios repórteres, chamando-os de “o verdadeiro inimigo do povo” e até acusando-os de traição. Com essas frases, ele não apenas inspirou governantes autocráticos ao redor do mundo, como também os estimulou.

A frase “inimigo do povo” tem uma história particularmente brutal. Foi usado para justificar execuções em massa durante a Revolução Francesa e o Terceiro Reich. E foi usado por Lenin e Stalin para justificar o assassinato sistemático de dissidentes soviéticos.

A acusação de traição é talvez a mais séria que um comandante em chefe pode fazer. Ao ameaçar processar jornalistas por crimes inventados contra seu país, o presidente Trump concede aos líderes repressivos licença implícita para fazer o mesmo.

Nos Estados Unidos, a Constituição, o Estado de Direito e uma mídia ainda robusta atuam como uma restrição. Mas no exterior, líderes estrangeiros podem silenciar jornalistas com eficácia alarmante.

Nick Casey, repórter do Times que foi repetidamente ameaçado e, por fim, barrado da Venezuela por reportagens agressivas sobre o brutal regime de Maduro, enfatizou o quanto as consequências mais sérias podem ser para os jornalistas locais. “Se é isso que os países são capazes de fazer comigo, como repórter do Times, o que eles são capazes de fazer com seus próprios cidadãos?”, Perguntou ele. Muito pior. E eu já vi isso. ”

Mesmo quando nos preocupamos com os perigos que nossos próprios repórteres enfrentam, esses perigos geralmente diminuem em comparação com o que os corajosos jornalistas locais enfrentam em todo o mundo. Eles buscam a verdade e relatam o que descobrem, sabendo que eles e seus entes queridos são vulneráveis ​​a multas, prisões, espancamentos, tortura, estupro e assassinato. Esses repórteres são os soldados da linha de frente na batalha pela liberdade de imprensa e são os que pagam o maior preço pela retórica anti-imprensa do presidente Trump.

Os casos de intimidação e violência que discutimos hoje são apenas alguns dos que conhecemos. Em qualquer dia, histórias semelhantes estão se desenrolando em todo o mundo, muitas das quais nunca aparecerão ou serão gravadas. Em muitos lugares, o medo de represálias é grande o suficiente para causar um efeito assustador – as histórias não são publicadas, os segredos permanecem ocultos, as más ações continuam encobertas.

Este é um momento perigoso para o jornalismo, a liberdade de expressão e o público informado. Mas os momentos e lugares em que é mais difícil e perigoso ser jornalista são os momentos e lugares em que o jornalismo é mais necessário.

Um tour pela história de nossa nação lembra que o papel da imprensa livre tem sido uma das poucas áreas de consenso duradouro, transcendendo partido e ideologia por gerações. Thomas Jefferson escreveu que “a única segurança de todos está na imprensa livre”. John F. Kennedy chamou a imprensa livre de “inestimável” porque “sem debate, sem críticas, nenhum governo e nenhum país podem ter sucesso – e nenhuma república pode sobreviver.” Ronald Reagan foi ainda mais longe, dizendo: “Não há ingrediente mais essencial do que uma imprensa livre, forte e independente para o nosso sucesso contínuo no que os pais fundadores chamaram de ‘nobre experimento’ em autogoverno”.

Apesar dessa tradição de presidentes americanos defenderem a imprensa livre, não acredito que o presidente Trump tenha intenção de mudar de rumo ou silenciar seus ataques a jornalistas. Se a história recente é um guia, ele pode apontar para meus comentários hoje e afirmar que o Times tem uma vingança política contra ele. Para deixar claro, não estou desafiando a imprudência do presidente por causa de seu partido, ideologia ou crítica ao The Times.

Estou soando o alarme porque as palavras dele são perigosas e têm consequências reais no mundo todo. Mas, mesmo que o presidente ignore esse alarme e continue nesse caminho, há etapas importantes que todos nós podemos tomar para proteger a imprensa livre e apoiar aqueles que dedicam suas vidas a buscar a verdade em todo o mundo.

Começa com o entendimento das apostas. A Primeira Emenda serviu como padrão-ouro do mundo para a liberdade de expressão e a imprensa livre por dois séculos. Foi uma das chaves para um florescimento sem precedentes de liberdade e prosperidade neste país e, por meio de seu exemplo, em todo o mundo. Não podemos permitir que uma nova estrutura global, como o modelo repressivo adotado pela China, Rússia e outros, se estabeleça.

sso significa que, diante da crescente pressão, as organizações de notícias devem se apegar aos valores do grande jornalismo – justiça, precisão, independência – enquanto se abrem para que o público possa entender melhor nosso trabalho e seu papel na sociedade. Precisamos continuar perseguindo as histórias que importam, independentemente de terem tendências no Twitter. Não podemos permitir-nos ser atraídos ou aplaudidos para nos tornarmos a oposição ou líder de torcida de alguém. Nossa lealdade deve ser aos fatos, não a qualquer partido ou líder, e devemos continuar a seguir a verdade aonde quer que ela leve, sem medo ou favor.

Mas a responsabilidade de defender a imprensa livre se estende além das organizações de notícias. As comunidades empresariais, acadêmicas e sem fins lucrativos, que dependem do fluxo livre e confiável de notícias e informações, também têm a responsabilidade de recuar nessa campanha. Isso é particularmente verdadeiro para gigantes da tecnologia como Facebook, Twitter, Google e Apple. Seu histórico de resistir a governos no exterior é irregular, na melhor das hipóteses; muitas vezes fecharam os olhos à desinformação e, às vezes, permitiram a supressão do jornalismo real. Mas à medida que avançam ainda mais na criação, comissionamento e distribuição do jornalismo, eles também têm a responsabilidade de começar a defender o jornalismo.

Nossos líderes políticos também precisam acelerar. Os eleitos para defender nossa Constituição traem seus ideais quando minam a imprensa livre para obter ganhos políticos de curto prazo. Os líderes de ambas as partes devem apoiar o jornalismo independente e combater os esforços anti-imprensa em casa e no exterior.

Aqui nos Estados Unidos, isso significa rejeitar esforços como ações judiciais frívolas e investigações direcionadas a vazamentos governamentais que visam acalmar relatórios agressivos. E em todo o mundo, significa opor-se aos inúmeros esforços em andamento para atacar, intimidar e deslegitimar os jornalistas.

Finalmente, nenhum desses esforços fará diferença, a menos que você levante a voz. Preocupe-se com a origem e a forma como as notícias são produzidas. Encontre organizações de notícias confiáveis ​​e habilite o trabalho árduo e caro dos relatórios originais comprando uma assinatura. Apoie organizações como o Comitê para a Proteção de Jornalistas e Repórteres Sem Fronteiras, que defendem jornalistas em risco em todo o mundo. Acima de tudo, crie um lugar para o jornalismo em sua vida cotidiana e use o que aprender para fazer a diferença.

O verdadeiro poder de uma imprensa livre é um cidadão informado e engajado. Acredito no jornalismo independente e quero que ele prospere. Acredito neste país e em seus valores, e quero que os cumpramos e os ofereçamos como modelo para um mundo mais livre e justo.

Os Estados Unidos fizeram mais do que qualquer outro país para popularizar a idéia de liberdade de expressão e defender os direitos da imprensa livre. Chegou a hora de lutarmos por esses ideais novamente.

A. G. Sulzberger*A. G. Sulzberger, Publisher do The New York Times.

O Times está comprometido em publicar uma diversidade de cartas ao editor. Gostaríamos de ouvir o que você pensa sobre este ou qualquer um de nossos artigos. Aqui estão algumas dicas. E aqui está o nosso e-mail: letters@nytimes.com.

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Clique aqui para ler o artigo diretamente no The New York Times.

 

Porto Alegre: Guarda Municipal recebe capacitação para abordagem à tentativa de suicídio

Porto Alegre: Guarda Municipal recebe capacitação para abordagem à tentativa de suicídio

Comportamento Destaque Porto Alegre prefeitura Saúde Segurança Trabalho

Agentes da Guarda Municipal foram capacitados para abordagem técnica à tentativa de suicídio nesta sexta-feira, 27, na Orla Moacyr Scliar. A psicóloga da Secretaria Municipal de Segurança (SMSeg), Paula Rodrigues Morroni , ensinou ao grupo de 15 agentes técnicas de identificação de atitudes de pessoas com ideias suicidas.

“Tratamos de questões que facilitam o acolhimento para que a intervenção seja feita de maneira adequada. E um processo diferente do que a Guarda está acostumada a fazer, pois utiliza mais técnicas operacionais no seu dia-a-dia. Qual a melhor fala, a melhor conduta, como conduzir essa pessoa e qual o serviço mais adequado para se buscar para evitar que a pessoa tire a própria vida”, explica a profissional.

Para o secretário municipal de Segurança, Rafael Oliveira, essa ação é de extrema relevância, pois ajudará os guardas a identificarem possíveis pessoas que queiram cometer o suicídio. “Aquele que quer tirar a própria vida sempre avisa, de um jeito ou de outro, pois até mesmo um gesto corporal pode ser um sinal de que pretende cometer o suicídio. E nesse Setembro Amarelo, a Guarda Municipal não poderia ficar de fora dessa campanha tão importante já que a nossa atividade é preservar vidas”, observa.

A atividade é alusiva ao Setembro Amarelo, campanha brasileira de prevenção ao suicídio. A iniciativa busca promover, durante o mês, eventos que abram espaço para debates e divulgação do tema, alertando a população sobre a importância de sua discussão.

Oca de Savóia apresenta novo momento da empresa com foco em responsabilidade social

Oca de Savóia apresenta novo momento da empresa com foco em responsabilidade social

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Empresa 100% gaúcha, a Oca de Savóia é a maior rede de franquias de pizzarias slice (modelo pizza em fatias) do Brasil, com operações no Rio Grande do Sul e uma loja em Campinas (SP). A marca apresenta um novo momento do negócio, que está em plena expansão, e repensa a sua comunicação e integração dos steakholders através de um conceito focado em responsabilidade social.

Capitaneada por três sócios, dois executivos e um investidor, de 2013 até o momento, a Oca saiu de quatro operações para mais de 20 franquias com mais de 44 pontos de vendas distribuídos entre estádios, shoppings e lojas de rua. Ainda no mês de setembro, três lojas estão sendo inauguradas: uma em Ijuí e duas na capital gaúcha, nos bairros Centro e Cidade Baixa. “Nosso plano de expansão prevê dois cenários, o primeiro é crescer mais 35 lojas até o final de 2020 (com aquisição de outra rede concorrente) ou mais 20 lojas até o final do ano, que vem sem a aquisição. Existem oportunidades de franquias para regiões Sul e Sudeste do Brasil”, revela o CEO Fábio Xavier.

A Oca sempre acreditou no propósito de ajudar crianças em situação de vulnerabilidade. E para desenvolver ações que comuniquem a nova fase da rede, se aproximou da Smile Flame –que cria e produz projetos de impacto social para empresas. Entre as ideias apresentadas na convenção da marca, que ocorreu em maio desse ano, os franqueados da rede escolheram a Bike Hunters, ação que vai convocar um mutirão de ciclistas e clientes voluntários para realizar uma grande operação de entrega de pizzas em instituições, orfanatos e casas de acolhimento que cuidam de crianças. Para viabilizar o projeto, 50 centavos de cada pizza vendida estão sendo arrecadados desde o dia 1º de junho de 2019.

“Acreditamos no poder da iniciativa privada, que deve assumir sua responsabilidade frente as necessidades básicas que as crianças (que são nosso futuro) demandam num país tão desigual como o nosso. Queremos mudar a realidade das comunidades onde atuamos e inspirar mais empresas e o poder público a fazerem sua parte e mudar de vez a situação social do Brasil. Esperamos transformar muitas vidas com nosso propósito”, comenta Fábio.

Porto Alegre: Simpósio da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre debate Formas Extremas de Padecimento Psíquico na Infância e Adolescência

Porto Alegre: Simpósio da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre debate Formas Extremas de Padecimento Psíquico na Infância e Adolescência

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Sabemos que cada ser humano é singular, é único na sua maneira de sentir e de se expressar. Mas também sabemos que somos profundamente afetados pelo espírito da época em que vivemos. Nesse sentido, as múltiplas e contrastantes circunstâncias do momento atual têm se mostrado um solo fértil tanto para o desenvolvimento de potenciais criativos, quanto para o empobrecimento das capacidades de pensamento e enfraquecimento da resistência aos desafios e tensões permanentemente apresentados.

Simpósio SPPAQuando experiências de fragmentação, descontinuidade, vulnerabilidade, perda do sentimento de esperança e sentido da vida, afetam dramaticamente o desenvolvimento psíquico de crianças e adolescentes, o campo da saúde mental vê-se convocado a atuar no enfrentamento desse difícil desafio. Como ajudar a ressignificar a vivência de vazio e a desesperança que tão cedo se instala na subjetividade de muitos jovens? Tentativas de suicídio em jovens têm sido um tema suficientemente estudado, discutido, compreendido?

Consoante com essas preocupações, a Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA) realizará nos dias 12,13 e 14 de setembro o XXI Simpósio da Infância e Adolescência. Terá como título e mote das conferências e debates o tema: Formas Extremas de Padecimento Psíquico na Infância e Adolescência.

Contará com a presença de dois convidados, o psicanalista Alberto Cesar Cabral, da Associação Psicanalítica Argentina que tratará do tema relacionado aos padecimentos extremos em crianças e adolescentes. Também contará com a participação de Analia Wald, da Associação Psicanalítica Argentina, cuja experiência com ambientes de alta vulnerabilidade social, incluindo seus conhecimentos no campo das dificuldades de aprendizagem e trabalho em saúde mental hospitalar será mais uma oportunidade de ampliar o debate sobre o tema proposto.