Senar-RS divulga vencedores do Concurso Agrinho 2017

Senar-RS divulga vencedores do Concurso Agrinho 2017

Cultura Destaque Educação

O SENAR-RS divulgou nesta terça, a lista de trabalhos vencedores do Programa Agrinho 2017 nas etapas regional e estadual. Foram eleitos os melhores trabalhos em 11 categorias, de cada uma das dez regiões atendidas pelo Programa, além de serem escolhidos os vencedores na etapa Estadual.

Mais de nove mil trabalhos foram recebidos pelo SENAR-RS tratando do tema saúde. É o maior número de trabalhos recebidos nos 15 anos de execução do Agrinho, segundo o superintendente do SENAR-RS, Gilmar Tietböhl: “O engajamento das escolas do meio rural demonstra a importância de discutir temas ligados ao desenvolvimento social desde cedo. Usando linguagem e ferramentas próprias para a idade, os alunos usam a oportunidade para refletir sobre a saúde de forma lúdica e levam essa mensagem para a comunidade onde vivem, contribuindo para a busca por uma boa qualidade de vida”.

Dos mais de nove mil trabalhos recebidos pelo SENAR-RS, cerca de sete mil atenderam aos requisitos do programa e foram avaliados por uma banca composta por dez pessoas. A análise foi concluída na sexta-feira, 10/11, com a apresentação dos critérios técnicos e dos principais trabalhos ao chefe da divisão técnica do SENAR-RS, João Augusto Telles e à coordenadora de Promoção Social, Sandra Vieira. Participaram da comissão julgadora representantes do SENAR-RS, Dow AgroSciences, Sebrae, Secretaria da Educação, além de profissionais das áreas da saúde e da educação.  – Foi um resultado muito satisfatório. Além do volume de trabalhos recebidos, os textos, desenhos e experiências pedagógicas se destacaram pela qualidade, com contribuições representativas do tema que estávamos tratando – avalia Telles.

O Agrinho é um programa voltado para crianças e professores de escolas públicas, municipais e estaduais. Os alunos são convidados a desenvolver desenhos e textos com uma temática específica, ligada ao desenvolvimento. Conheça os vencedores por meio do site www.senar-rs.com.br

Papas da Língua: A música Um dia de Sol tem estreia oficial nesta terça-feira na trilha da novela Tempo de Amar

Papas da Língua: A música Um dia de Sol tem estreia oficial nesta terça-feira na trilha da novela Tempo de Amar

Comunicação Cultura Destaque

Um dia de Sol do Papas da Língua, que faz parte da trilha sonora nacional da telenovela Tempo de Amar desde a estreia em setembro, terá no capítulo desta terça-feira, dia 21 de novembro, às 18h, seu lançamento oficial. Ouça aqui a nova versão.  Composta em 2002, a canção Um dia de Sol recebeu arranjo especial com piano e cordas para ser o tema do personagem Fernão, vivido pelo ator Jayme Matarazzo, que faz o primeiro vilão de sua carreira. A novela Tempo de Amar tem direção de Jayme Monjardim e é transmitida pela Rede Globo.  Em 23 anos de estrada, a banda já emplacou inúmeras músicas na telinha. Na Rede Globo foram: Cara e Coroa (1995), Páginas da Vida (2006), Viver a Vida (2010) e outras tantas em Malhação. Na Record, Balacobaco (2013), e na TV Argentina, a música Por Amor a Vos. Trilhas de filmes como: “Até que a Sorte nos Separe II” e “Houve uma vez Dois Verões” também levaram a assinatura do Papas.

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Maria Vitória e Fernão

Além de dedicar toda atenção à música Um dia de Sol, nos últimos tempos, a banda Papas está em turnê do DVD 20 anos, que contou com participações de Gabriel, o Pensador, e Alexandre Carlo do Natiruts. Recentemente, chegaram de uma temporada por Portugal com shows nas cidades do Porto e Açores, e agenda dedicada à divulgação do trabalho em tevês, rádios e jornais. Antes de desembargar no Brasil, ainda cantaram em Madrid. Em tempo: o Papas da Língua é atração confirmada no festival Planeta Atlântida em 2018.

Confira clicando aqui, o depoimento do ator Jayme Matarazzo, que interpreta Fernão, exclusivo para a banda Papas da Língua.

Papas da Língua

Serginho Moah -voz e violão

Leo H – guitarra e violão

Zé Natálio – baixo

Fernando Pezão – bateria

Cau Netto – tecladista convidado

 

Fique de olho na telinha!

O quê: estreia oficial da música Um Dia de Sol do Papas da Língua

Onde: na novela Tempo de Amar – transmitida pela Rede Globo

Quando: terça-feira, dia 21 de novembro, às 18h

Livros: Em novo romance, Isabel Allende escreve sobre a capacidade de reinvenção em meio a tempestades

Livros: Em novo romance, Isabel Allende escreve sobre a capacidade de reinvenção em meio a tempestades

Agenda Cultura Destaque

 

No livro, que se passa em tempos diferentes nos Estados Unidos, Guatemala, Chile e Brasil, três personagens descobrem sua força interior ao embarcarem numa aventura dramática e imprevisível. Em entrevista na Espanha, autora diz que ela mesma encontrou um novo amor, aos 75 anos, e vive “um novo verão” após se separar do ex-marido, com quem ficou por 28 anos. “No meio de um inverno aprendi, finalmente, que havia em mim um verão invencível”, escreveu Albert Camus no ensaio Retour à Tipasa. A frase está na epígrafe e inspirou o novo livro de Isabel Allende, “Muito além do inverno”. O romance trata da capacidade de reinvenção em meio a adversidades. Quando lançou a obra, este ano, ela contou, em uma entrevista em Madri ao El País, que, aos 75 anos, encontrou um novo amor. Ela havia se separado de seu marido, depois de 28 anos de convivência, há cerca de dois anos:

“Um senhor de Nova York me escutou no rádio de seu carro, a caminho de Boston. Mandou um email ao meu escritório, e outro, e mais outro. No terceiro, respondi eu mesma porque veio com um buquê de flores. Cinco meses depois de receber diariamente um email de bom-dia e outro de boa-noite, aproveitei uma viagem de trabalho para conhecê-lo. Então, em cinco minutos, tudo aconteceu, e agora ele está vendendo o que tem para vir morar comigo. Ou seja, essas coisas existem, são milagres que acontecem. Sim, aos 75 estou apaixonada pela terceira vez na minha vida, não há amor sem risco”.

No livro, em meio a uma nevasca no Brooklyn, aos 60 anos, Richard Bowmaster, um professor universitário, bate na traseira do carro de Evelyn Ortega, uma jovem imigrante ilegal da Guatemala. O que a princípio parecia apenas um pequeno incidente toma um rumo imprevisto e muito mais sério quando Evelyn aparece na casa do professor em busca de ajuda. Confuso com a situação e sem entender o espanhol falado pela jovem, ele pede ajuda a sua inquilina, Lucía Maraz, uma chilena de 62 anos, que está passando uma temporada nos Estados Unidos como palestrante na mesma universidade em que Richard dá aula. Juntas, essas pessoas tão diferentes embarcam em uma dramática e incrível aventura, que vai do Brooklyn do presente à Guatemala de um passado recente, do Chile dos anos 1970 ao Brasil dos anos 1980, e na qual descobrem sua força interior. Para Lucía e Richard, além de tudo, significa uma nova chance para o amor.

Isabel Allende, nasceu em 1942, no Peru, onde seu pai era diplomata. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, na Venezuela até 1988 e, a partir de então, na Califórnia. Começou a carreira literária como jornalista. Em 1982, A casa dos espíritos, seu primeiro romance, tornou-se um dos títulos míticos da literatura latino-americana — e a este se seguiram muitos outros, todos com grande sucesso internacional. Seus livros já foram traduzidos para 35 idiomas. Recebeu o Prêmio Nacional de Literatura, em 2010, no Chile, e o Prêmio Hans Christian Andersen, em 2012, pela série As aventuras da águia e do jaguar. Para saber mais, acesse www.isabelallende.com. Para ela, que na obra explora temas como direitos humanos e a difícil situação dos imigrantes e refugiados, “não só os humanos, mas também os povos, as nações, o mundo tem dentro de si um verão invencível que pode acabar com qualquer inverno se lhe dermos a oportunidade e assumimos o risco”.

 

TRECHO:

“Ao amanhecer do sábado, a tormenta havia passado, deixando o Brooklyn meio afundado na neve. Richard acordou com a má impressão de ter ofendido Lucía na noite anterior ao desprezar friamente seus temores. Seria agradável estar ao seu lado enquanto, lá fora, o vento e a neve açoitavam a casa. Por que a cortara secamente? Temia cair na armadilha da paixão, uma armadilha que evitara durante 25 anos. Não se perguntava por que evitava o amor, já que a resposta era óbvia: era sua eterna penitência.”

 

 

59a27f62-b239-4f14-ac54-6233056cce8dMUITO ALÉM DO INVERNO

Isabel Allende

Tradução: Luís Carlos Cabral

Páginas: 294

Preço: R$ 42,90

Editora: Bertrand Brasil

“Você é o que lê” apresenta Maria Ribeiro, Xico Sá e Gregorio Duvivier em descontraído bate-papo sobre literatura

“Você é o que lê” apresenta Maria Ribeiro, Xico Sá e Gregorio Duvivier em descontraído bate-papo sobre literatura

Agenda Cidade Comportamento Comunicação Cultura Destaque Porto Alegre

Fazer uma abordagem dinâmica e criativa da literatura como prazer e diversão. Esta é a motivação do bate-papo “Você é o que lê”, que chega ao sul do Brasil em novembro de 2017, depois de passar por várias cidades brasileiras no último ano. O evento reúne no palco três autores e representantes da atual cena literária, jornalística, artística e cultural brasileira: Maria Ribeiro, Gregorio Duvivier e Xico Sá. O encontro acontece dia 28/11 (terça-feira) em Porto Alegre no Teatro do Bourbon Country, e dia 29/11 (quarta-feira) em Novo Hamburgo no Teatro Feevale.

Você é o que lê_ Foto Ana Lícia Menezes (46)O elenco compartilha com o público seu amor pela leitura em uma conversa descontraída em que tudo se transforma em literatura: redes sociais, correntes do WhatsApp, ganhadores do prêmio Nobel – o que importa para os três é o encantamento por um bom livro e por boas histórias. A ideia do projeto é atrair leitores fiéis e futuros leitores para uma abordagem da literatura como prazer e diversão.

“Tornar a literatura muito séria prejudica muito o livro no Brasil, como uma coisa obrigatória, solene, ligada a grandes chatices. E o que projetos como o ‘Você é o que lê’ têm de bom é roubar a solenidade da literatura, mostrar que podemos falar do prazer de ler sem mesóclise, por exemplo. A literatura pode ir para o bar, a literatura pode ir para qualquer lugar”, diz o jornalista Xico Sá.

Os livros dão o tom da conversa, mas como na vida, o que estamos lendo também se confunde com a nossa narrativa pessoal. Maria Ribeiro, Gregorio Duvivier e Xico Sá contam como diferentes autores marcaram fases distintas das suas vidas e contribuíram nas suas trajetórias como artistas e escritores. Discussões sobre a sociedade, política e educação também são constantes nos encontros, que já passaram por Salvador, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Aracaju, além dos festivais literários Flip (Paraty-RJ) e Tarrafa Literária (Santos-SP).

 

SERVIÇO

“Você é o que lê” em Porto Alegre e Novo Hamburgo

 

PORTO ALEGRE/RS

Dia 28 de novembro de 2017 (terça-feira), às 20h

No Teatro do Bourbon Country (Rua Tulio de Rose, n° 80 SUC 301 A. Porto Alegre/RS)

Ingressos: R$30 (inteira) | R$15 (meia)

  • Clientes que levarem um livro não-didático têm direito a meia entrada

 

NOVO HAMBURGO/RS

Dia 29 de novembro de 2017 (quarta-feira), às 20h

No Teatro Feevale (ERS-239, n° 2755, Campus II – Universidade Feevale. Novo Hamburgo/RS)

Ingressos: R$20 (inteira) | R$10 (meia)

  • Clientes que levarem um livro não-didático têm direito a meia entrada
Casa de Cinema de Porto Alegre promove mostra comemorativa aos seus 30 anos de fundação

Casa de Cinema de Porto Alegre promove mostra comemorativa aos seus 30 anos de fundação

Agenda Cultura Destaque Vídeo

São 21 longas, 14 médias, 31 curtas, 18 séries e mais de 200 episódios, em 7593 minutos de material produzido, que construíram 30 anos de história da Casa de Cinema de Porto Alegre. Para comemorar a produtora promove, a partir de 20 de novembro, uma mostra com 30 títulos produzidos neste período, um de cada ano. As produções, disponibilizadas gratuitamente através do site da produtora, ficarão disponíveis por uma semana, por streaming na plataforma Vimeo, com a melhor qualidade de imagem disponível e alguns com opções de legendas em português, inglês e espanhol.

A programação inicia com o curta-metragem O Dia em Que Dorival Encarou a Guarda, dirigido por Jorge Furtado e José Pedro Goulart, filme produzido antes da criação da Casa de Cinema, mas que conta com parte de seus sócios fundadores em sua ficha técnica. Integram a lista produções como Ilha das Flores (1989), Anchietanos (1997), episódio da série da TV Globo Comédias da Vida Privada, o curta Dona Cristina Perdeu a Memória (2002), dirigido por Ana Luiza Azevedo e o piloto da série Doce de Mãe (2012), indicado ao Emmy Internacional.

A seleção, feita pelos quatro atuais sócios da Casa de Cinema, Ana Luiza Azevedo, Giba Assis Brasil, Jorge Furtado e Nora Goulart, buscou contar de alguma maneira um pouco da história da produtora e de seus antigos sócios e parceiros. “Nestes 30 anos muitas pessoas participaram da história da Casa e a mostra também é uma maneira de celebrar e homenagear os profissionais que já passaram por aqui e construíram essa trajetória conosco”, afirmam. A Casa de Cinema de Porto Alegre ganhou em 2015 o Emmy Internacional de Melhor Comédia pela série Doce de Mãe. A produtora foi criada em 1987 por um grupo de cineastas do sul do Brasil. Em 30 anos, a Casa já produziu mais de uma centena de filmes, vídeos, programas de TV e séries. Nossos parceiros e clientes incluem empresas como TV Globo, Globosat, RBS TV, Canal Futura, Canal Brasil, Canal Curta!, a britânica Channel 4, a alemã ZDF, HBO Latin America, as fundações norte-americanas Rockefeller e Macarthur, as distribuidoras Columbia, Elo Company, Imagem Filmes, Espaço Filmes, Fox e a produtora argentina 100 Bares.  A estratégia da Casa de Cinema de Porto Alegre é produzir conteúdo exclusivo com relevância social, com foco no desenvolvimento artístico e cultural.

A Mostra encerra em 21 de dezembro, com a exibição da série Grandes Cenas, dirigida por Ana Luiza e Vicente Moreno, que foi ao ar no Canal Curta! e uma pequena amostra do que está por vir em 2018.

Confira a programação da primeira semana da mostra:

/ Segunda-feira 20/nov

PRÉ-1987 / O DIA EM QUE DORIVAL ENCAROU A GUARDA (14 min)

Direção: Jorge Furtado e José Pedro Goulart

Numa prisão militar, numa noite de muito calor, o negro Dorival tem apenas uma vontade: tomar um banho. Para consegui-lo, vai ter que enfrentar um soldadinho assustado, um cabo com mania de herói, um sargento com saudade da namorada, um tenente cheio de prepotência – e acabar com a tranquilidade daquela noite no quartel.

Roteiro: Giba Assis Brasil, José Pedro Goulart, Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo

Direção de Fotografia: Christian Lesage

Direção de Arte: Fiapo Barth

Música: Augusto Licks

Direção de Produção: Gisele Hiltl e Henrique de Freitas Lima

Montagem: Giba Assis Brasil

Assistente de Direção: Ana Luiza Azevedo

Elenco Principal: João Acaiabe (Dorival), Pedro Santos (Soldado), Zé Adão Barbosa (Cabo), Sirmar Antunes (Sargento), Lui Strassburger (Tenente)

Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês e português.

Créditos completos

 

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/ Terça-feira 21/nov

1988 / BARBOSA (13 min)

Direção: Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo

Trinta e oito anos depois da Copa do Mundo de 1950, um homem volta no tempo a fim de impedir o gol que derrotou o Brasil, destruiu seus sonhos de infância e acabou com a carreira do goleiro Barbosa.

Roteiro: Jorge Furtado, Ana Luiza Azevedo e Giba Assis Brasil

Direção de Fotografia: Sérgio Amon

Direção de Arte: Fiapo Barth

Música: Geraldo Flach

Direção de Produção: Nora Goulart e Gisele Hiltl

Montagem: Giba Assis Brasil

Assistente de Direção: Betty Perrenoud

Elenco Principal: Antônio Fagundes (o viajante), Pedro Santos (o cúmplice), Zé Vitor Castiel (o porteiro), Ariel Nehring (o menino), Abel Borba (o pai)

Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês e português.

Créditos completos

 

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/ Quarta-feira 22/nov

1989 / ILHA DAS FLORES (12 min)

Direção: Jorge Furtado

Um tomate é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba no lixo. Acaba? Não. ILHA DAS FLORES segue-o até seu verdadeiro final, entre animais, lixo, mulheres e crianças. E então fica clara a diferença que existe entre tomates, porcos e seres humanos.

Produção Executiva: Monica Schmiedt, Giba Assis Brasil e Nora Goulart

Roteiro: Jorge Furtado

Direção de Fotografia: Roberto Henkin e Sérgio Amon

Direção de Arte: Fiapo Barth

Música: Geraldo Flach

Direção de Produção: Nora Goulart

Montagem: Giba Assis Brasil

Assistente de Direção: Ana Luiza Azevedo

Elenco Principal: Paulo José (Narração), Ciça Reckziegel (Dona Anete)

Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês, português, italiano, alemão e russo.

Créditos completos

 

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/ Quinta-feira 23/nov

1990 / MEMÓRIA (14 min)

Direção: Roberto Henkin

No Brasil, cópias de filmes eram exibidas por 5 anos, e depois destruídas. Uma fábrica em São Paulo utiliza essas cópias na confecção de vassouras. Jânio Quadros volta a se eleger prefeito de São Paulo. Em 1989, o Brasil tem sua primeira eleição presidencial direta em três décadas. Alguns candidatos são velhos conhecidos. Mas ninguém lembra mais o que aconteceu da última vez.

Produção Executiva: Luciana Tomasi

Roteiro: Roberto Henkin e Jorge Furtado

Direção de Fotografia: Christian Lesage

Direção de Arte: Fiapo Barth

Música: Leo Henkin

Direção de Produção: Nora Goulart

Montagem: Giba Assis Brasil

Assistente de Direção: Ana Luiza Azevedo

Elenco Principal: João Batista Diemer (Narração masculina), Maria Verbena de Souza (depoimento)

Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês e português.

Créditos completos 

 

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/ Sexta-feira 24/nov

1991 / O VAMPIRO DE NOVO HAMBURGO (4 min)

Quadro do programa “Dóris para maiores” para TV Globo

Direção: Jorge Furtado

Falso documentário sobre o falso cineasta Volker Freunden e seu falso e pioneiro filme de terror, falsamente rodado na década de 1920 na verdadeira cidade de Novo Hamburgo.

–> Também da série de quadros produzidas para o mesmo programa, estarão disponíveis “Tempo” (3 min) e “Dona Sílvia não gostava de música” (5 min).

Roteiro: Jorge Furtado

Produção executiva: Nora Goulart

Direção de fotografia: Alex Sernambi

Direção de arte: Fipao Barth

Direção musical: Leo Henkin

Assistente de direção: Ana Luiza Azevedo

Apresentadora: Ilana Kaplan

Disponível sem legendas.

Créditos completos

 

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/ Sábado 25/nov

1992 / ESTA NÃO É A SUA VIDA (16 min)

Direção: Jorge Furtado

Documentário sobre a vida de Noeli Joner Cavalheiro. Noeli mora num subúrbio de Porto Alegre, é dona de casa e tem dois filhos. Nasceu numa cidade do interior, foi pra capital, trabalhou numa padaria, casou. É uma pessoa comum. Mas não existem pessoas comuns.

Produção Executiva: Nora Goulart e Ana Luiza Azevedo

Roteiro: Jorge Furtado

Direção de Fotografia: Alex Sernambi

Direção de Arte: Fiapo Barth

Música: Leo Henkin

Direção de Produção: Dainara Soares

Montagem: Giba Assis Brasil

Assistente de Direção: Ana Luiza Azevedo

Elenco Principal: Noeli Cavalheiro (depoimento), José Mayer (narração)

Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês e português.

Créditos completos

 

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/ Domingo 26/nov

1993 / VENTRE LIVRE (48 min)

Direção: Ana Luiza Azevedo

O país do futuro é onde as crianças engravidam? O maior país católico do mundo é onde mais de trinta mil mulheres morrem em conseqüência de aborto? A 10ª economia do planeta é a do país onde 27% das mulheres estão esterilizadas? VENTRE LIVRE conta um pouco da história de Vera, Ivonete, Carmen, Denise, Maria do Carmo, Marlove – pessoas que nasceram no país com a mais desigual distribuição de renda do planeta. Um documentário sobre direitos reprodutivos no Brasil, enquanto o futuro não chega.

Direção: Ana Luiza Azevedo

Produção Executiva: Nora Goulart

Roteiro: Ana Luiza Azevedo, Giba Assis Brasil e Rosângela Cortinhas

Direção de Fotografia: Alex Sernambi

Direção de Arte: Fiapo Barth

Música: Leo Henkin

Direção de Produção: Luciana Tomasi

Montagem: Giba Assis Brasil

Assistente de Direção: Amabile Rocha

Elenco Principal: Lisa Becker (Narração), Ciça Reckziegel (professora)

Disponível com legendas em inglês, espanhol, francês e português.

Créditos completos

Livros: O americano R.S.Rose narra trajetória de Filinto Müller, torturador e chefe de polícia da ditadura Vargas

Livros: O americano R.S.Rose narra trajetória de Filinto Müller, torturador e chefe de polícia da ditadura Vargas

Cultura Destaque Feira do Livro

O historiador americano R. S. Rose morou por mais de 20 anos no Brasil e é um especialista na história do país. Coube a ele traçar um perfil pouco óbvio de Filinto Müller, militar que foi figura de destaque em determinado período político do país, tendo sido presidente do Senado, líder de dois partidos e chefe de polícia do governo autoritário de Vargas, dentre outras funções. Para escrever “O homem mais perigoso do país”, que chega às livrarias em novembro pela Civilização Brasileira, o autor recorreu a uma pesquisa extensa, que incluiu mais de 66 mil documentos, 500 recortes de jornais e material impresso, além de 165 itens audiovisuais pertencentes ao acervo da Fundação Getulio Vargas.

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R. S. Rose

Filinto Müller serviu a quatro diferentes ditadores na história do Brasil, mandando torturar e matar suspeitos e adversários. Para entender sua trajetória, R. S. Rose conta a história de Müller desde seu nascimento, em Mato Grosso, em uma família de origem alemã, passando pela educação católica, até sua morte, em 1973, em um acidente aéreo no qual a esposa, Consuelo, e o neto Pedro também foram vítimas.

ORELHA (por Anita Leocádia Prestes):

“A obra de R. S. Rose nos ajuda a conhecer a trajetória de Filinto Müller: o oficial rebelde do Exército brasileiro – que na década de 1920 abandonou a luta, traindo seus companheiros –, facínora a serviço das duas ditaduras que infelicitaram nosso país

Durante a Era Vargas, o militar, fiel cumpridor dos desígnios do ditador, não vacilou no papel de carrasco. Torturou, assassinou e deportou presos políticos e cidadãos inocentes. Impossível esquecer a deportação de Olga Benário Prestes e de Elise Ewert para a Alemanha nazista, decidida por Vargas e executada por Filinto Müller, o qual jamais foi processado e punido. Mais tarde, a partir do Golpe civil-militar de 1964, Müller colaborou com a ditadura prestando apoio incondicional ao anticomunismo e ao autoritarismo dos generais que governaram o país durante 21 anos. Ocupou cargos de destaque, foi presidente da Arena e do Senado, tornando-se peça importante no esquema de sustentação de todos os governos militares e, em especial, nos períodos de maior repressão, como o do governo do general Emílio G. Médici.

Vale a pena, portanto, ler a obra de R. S. Rose.”

TRECHO:

“Filinto Müller era conservador, nacionalista e imperturbável em seu apoio a duas ditaduras, em guerra com um adversário persistente, seu adversário, a chamada ameaça comunista.

Ele foi um representante da geração de tenentes que pensava que eles, e somente eles, sabiam o que era melhor para o país. Sua receita para um Brasil melhor não incluía o comunismo de Luiz Carlos Prestes, mas sim a ditadura dos militares ‘sabichões’. Müller serviu aos governos autoritários de Vargas, Castello Branco, Costa e Silva e Médici com entusiasmos diferentes – mas os serviu.”

R. S. Rose nasceu na Califórnia, nos Estados Unidos. Tem doutorado em sociologia na Universidade de Estocolmo, na Suécia. Viveu 22 anos no Brasil e já escreveu cinco livros sobre o país, entre eles “Johnny: A vida do espião que delatou a rebelião comunista de 1935”, em parceria com Gordon D. Scott, lançado pela Record. Foi professor visitante na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

 

O-homem-mais-perigoso(1)O HOMEM MAIS PERIGOSO DO PAÍS: BIOGRAFIA DE FILINTO MÜLLER

R. S. ROSE

Páginas: 406

Preço: R$ 64,90

Editora: Civilização Brasileira | Grupo Editorial Record

Livros: “Última Hora”, romance que venceu o Prêmio Sesc de Literatura em 2017, é publicado pela Record

Livros: “Última Hora”, romance que venceu o Prêmio Sesc de Literatura em 2017, é publicado pela Record

Agenda Comunicação Cultura Destaque Poder Política

Marcos é um jornalista que mal recebe pagamento pelo seu trabalho num jornal ligado ao Partido Comunista. Mas ele é militante, está lá pela causa. A instabilidade financeira, no entanto, abala a sua vida familiar e sua relação com a mulher e o filho adolescente. Por isso, movido pela vontade de acertar as contas em casa, ele acaba aceitando um convite irrecusável: trabalhar na Última Hora, jornal que está sendo criado por Samuel Wainer, experiente jornalista, o primeiro a noticiar a volta de Getúlio Vargas, então recluso no Sul, à política. É com o apoio do presidente eleito, que comandou a ditadura do Estado Novo anos antes, que o novo jornal se erguerá. Esse é um dos dilemas de Marcos, que foi preso e torturado pela polícia de Getúlio: trabalhar, ainda que indiretamente, para seu ex-inimigo.

Em “Última Hora”, o escritor José Almeida Júnior, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura em 2017, reconstrói um dos períodos mais importantes da história do país. No livro, Almeida Júnior escreve sobre uma das maiores batalhas da imprensa na época, a de Carlos Lacerda, da Tribuna da Imprensa, e Wainer. Com o apoio da cadeia de jornais e rádios de Assis Chateaubriand, o Chatô, e de outros magnatas das comunicações, como Roberto Marinho, Lacerda perseguiu o dono da Última Hora até o desfecho final da crise, com o suicídio do presidente. Marcos, que ora se alia a Wainer ora ajuda Lacerda, é o contraponto entre esses personagens tão complexos. “Procurei encontrar as contradições em Wainer e Lacerda e explorá-las no ponto de vista de Marcos”, diz o autor.

Nelson Rodrigues, que criou na Última Hora, com o apoio de Wainer, a famosa coluna “A vida como ela é”, também é personagem do livro, um mergulho na capital do Brasil dos anos 1950. Com uma trama envolvente, que inclui histórias de tortura, militância, delação, justiçamento e um combate conservador à corrupção, “Última hora” guarda muitas relações com o a história atual do país. Confira a entrevista do autor, natural de Mossoró, RN, José Almeida Júnior é formado em Direito pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), com pós-graduação em Direito Processual e em Direito Civil. Há dez anos reside em Brasília, onde exerce o cargo de Defensor Público do Distrito Federal.

É o seu primeiro livro publicado? Como você recebeu a notícia de que era o vencedor da categoria romance do Prêmio Sesc de Literatura?

Última Hora é meu primeiro livro publicado. Um dos requisitos para o concurso é ser inédito no gênero em que concorrer. Quando recebi a ligação de Henrique Rodrigues, organizador do Prêmio Sesc, fiquei surpreso. Pela relevância do prêmio, achava algo inatingível. Depois que digeri a notícia, percebi que o prêmio Sesc era maior do que eu imaginava. Tive uma assessoria de imprensa, uma série de entrevistas e participação em eventos. Além de possibilitar a publicação do primeiro livro num grande grupo editorial como o Record.

Você é formado em Direito e atua como defensor público. Como foi a ideia de escrever o romance e situá-lo, principalmente, na redação da Última hora?

Minha área profissional é o Direito. Mas sempre tive duas outras grandes paixões: História e Literatura. Getúlio Vargas lançou as bases do trabalhismo brasileiro e influenciou o pensamento de esquerda de políticos como Jango, Brizola e Lula. Por outro lado, Vargas perseguiu comunistas e implantou uma ditadura violenta durante o Estado Novo. Tive a curiosidade de compreender o comportamento dos comunistas, que haviam sido perseguidos no Estado Novo, durante o governo democrático Vargas do início dos anos 50. Pesquisando o período, descobri que Samuel Wainer captou alguns comunistas para trabalhar na Última Hora, jornal criado para apoiar Getúlio Vargas. Era o personagem que eu estava procurando: um comunista torturado pela ditadura Vargas que foi trabalhar no jornal que iria apoiá-lo. Daí nasceu Marcos, o protagonista do romance.

Há duas boas fontes primárias a se recorrer quando o assunto é Samuel Wainer e Carlos Lacerda, os livros de memórias dos dois. No seu livro, tanto eles quanto o protagonista e os outros personagens, como Nelson Rodrigues, ganharam contornos complexos. Não há mocinho ou bandido na história, embora o leitor possa se situar de um lado ou de outro, de acordo com as ideias defendidas por cada um. Como foi trabalhar com esse desafio de escrever sobre pessoas já tão conhecidas – e amadas ou odiadas na mesma proporção?

Para mim, o principal desafio foi lidar com Carlos Lacerda como personagem. Em vez de julgar Lacerda, com seu estilo verborrágico e a pecha de “demolidor de presidentes”, tentei entender por que ele agia daquela forma. Samuel Wainer, por outro lado, era em geral muito querido pelas pessoas que trabalhavam na Última Hora. Marcos, o protagonista do romance, como funcionário de Wainer, em tese, deveria ter uma admiração pelo patrão e odiar Carlos Lacerda. Mas esses sentimentos já foram expressos em memórias publicadas por personagens reais que trabalharam na Última Hora. Procurei encontrar as contradições em Wainer e Lacerda e explorá-las no ponto de vista de Marcos. No decorrer do romance, Marcos se aproxima de Wainer e de Lacerda, conforme seus interesses.

A grande peleja entre Samuel Wainer, da Última hora, e Carlos Lacerda, da Tribuna da Imprensa, foi também, em grande medida, a disputa entre o legado trabalhista de Getúlio Vargas e a força liberal e conservadora da UDN, da qual Lacerda era o maior expoente. Quais as semelhanças que você vê com o Brasil de hoje, em que a esquerda tenta defender o legado dos anos do PT no governo e as forças conservadoras, também utilizando o discurso anticorrupção, querem retomar o poder de vez?

Escrevi as cenas do livro em que Getúlio Vargas passava por uma crise institucional que culminou com seu suicídio, no momento em que tramitava o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Alguns comparam o que aconteceu no Brasil em 2016 ao golpe de 1964. Mas acho que 2016 se assemelha mais a 1954. Em 1964, o principal discurso foi o do combate ao comunismo, embora também se falasse em corrupção. Em 1954, o discurso anticorrupção foi o eixo principal para a derrubada de Getúlio Vargas. Após o atentado contra Carlos Lacerda na rua Tonelero, a crise se aprofundou e um sistema de justiça foi montado pela Aeronáutica para apurar os crimes. Com o apoio da grande imprensa, a investigação começou a atropelar procedimentos legais, o que ficou conhecido como República do Galeão. Não à toa, em 2016, falou-se em República de Curitiba. Ao final das investigações, descobriu-se que, após 19 anos comandando o Brasil, Getúlio Vargas não havia se enriquecido às custas do dinheiro público. Deixou para a família apenas um apartamento no Rio de Janeiro e umas terras em São Borja recebidas de herança de seu pai.

A tortura e a delação sempre foram temas de culpas e muitos debates entre os que combateram ditaduras, tanto a do Estado Novo quanto a dos militares a partir de 1964. No livro, você vai e volta ao passado e revela, aos poucos, a relação dos personagens com o tema. E, quando o leitor acha que compreendeu o presente deles a partir das revelações do passado, você o surpreende mais uma vez, mostrando a complexidade das relações humanas. Teme alguma crítica por essas passagens que tangenciam, ainda, a questão do aborto?

O assassinato de militantes de esquerda que delataram sob tortura os seus companheiros, chamado de justiçamento, talvez ainda seja um tema incômodo para parte da esquerda. Mas a literatura é um instrumento eficaz para tocar nessa ferida. Tentei compreender o sentimento daquele que delatou sob tortura, tendo que lidar com a culpa de ter entregado seus companheiros e, ao mesmo tempo, com o medo de ser vítima de um justiçamento. Quanto à hipótese de aborto tratado no livro, o caso não é punível desde o Código Penal de 1940. Mas, com a onda conservadora que vem tomando conta do país, não surpreenderia se houvesse alguma crítica nesse sentido. O escritor não deve se preocupar com críticas moralistas, senão a liberdade criativa ficará comprometida e o resultado não será bom.

Você disse, numa entrevista, que começou a escrever literatura há cinco anos, mas que só agora, com a publicação e o prêmio, se sente um escritor. Tem inéditos na gaveta? Como imagina a sua carreira literária daqui em diante?

Tenho um outro romance histórico na gaveta, que pretendo publicar no final de 2018 ou 2019, a depender do calendário da editora. E um livro infantil, gênero por que também sou aficionado. Sou um pouco metódico no meu processo criativo, costumo estabelecer prazos para pesquisa e metas de escrita semanais. Gostaria de escrever um romance a cada dois ou três anos e alguns infantis no período. Mas sei que vai depender também da receptividade dos leitores e do mercado editorial.

 

 

índiceORELHA: Por Andréa del Fuego

Última Hora é um romance histórico que nos leva ao Brasil do início da década de 1950, mas não de qualquer ponto de vista: o leitor observará o país pelo lado de dentro do jornal Última Hora. Criado pelo presidente Getúlio Vargas em plena turbulência política, o jornal tem como editor-chefe Samuel Wainer, aqui trazido quase que em carne e osso. Foi Wainer quem deu nome à famosa coluna A vida como ela é…, de Nelson Rodrigues, também convidado para formar o elenco dos colaboradores.

O jornal enfrenta opositores como Carlos Lacerda, que também se opunha ao governo Vargas, mas esse não é o único problema de Marcos, o protagonista. Jornalista torturado na ditadura Vargas, ao ser convidado por Samuel Wainer, Marcos se recusa a fazer parte da redação. E, tendo que lidar com as exigências da militância e da sobrevivência, o caminho tortuoso deste personagem é o pêndulo ideológico e moral que não o afronta apenas na redação, mas também em seu relacionamento familiar.

O romance é lapidar em nos lembrar a história do país sem expor a pesquisa – um bordado que camufla o cerzido e deixa ver apenas o que interessa: a boa literatura.

ÚLTIMA HORA

José Almeida Júnior

Páginas: 352

Preço: R$ 44,90

Editora: Record

 

Porto Alegre: Feira do Livro tem queda nas vendas pelo segundo ano consecutivo

Porto Alegre: Feira do Livro tem queda nas vendas pelo segundo ano consecutivo

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 A 63ª Feira do Livro de Porto Alegre teve queda de 14% na venda de exemplares no comparativo com o ano passado. O número total de livros comercializados nos dois últimos anos, no entanto, não foi divulgado pela Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL). Em 2014, ocorreu uma diminuição de 19% nas vendas, enquanto em 2015 o crescimento havia sido de 11,25%, com um total de 445 mil exemplares vendidos. Mesmo assim, o saldo é considerado positivo pela organização do evento.

O presidente da CRL, Marco Cena, avalia que as projeções pessimistas previam uma queda de até 30% nas vendas devido ao cenário de desemprego, parcelamento salarial do funcionalismo público e insegurança. Por outro lado, Cena destaca que a presença do público se manteve em 1,4 milhão de pessoas, assim como em 2016, demonstrando a importância da feira para o público. “Se (o visitante) não saiu com um livro embaixo do braço, saiu de alma nova e isso importa muito”, ressaltou.

Para os organizadores, os principais resultados da Feira estão no que diz respeito ao enfoque na diversidade étnica e de orientação sexual, debates com autores negros e programação promovendo o exercício de empatia. Para o presidente da entidade, o evento trouxe uma vitória da sociedade contra a intolerância.

O número de participantes nos debates promovidos durante o evento subiu de 17 mil (2016) para 19 mil (2017). ”A maior conquista foi uma Feira de debates, com respeito, sobre assuntos que estavam nas rodas de conversa e que foram aprofundados”, destaca Jussara Rodrigues, coordenadora da programação para o público adulto.

No total, foram realizadas 739 sessões de autógrafos, 331 palestras e debates e 25 oficinas. Participaram da feira 91 expositores na Área Geral, 13 na Área Infantil e Juvenil e cinco na Área Internacional. O evento, realizado na Praça da Alfândega, no Centro da Capital, teve duração de 19 dias e encerrou neste domingo. (Daiane Vivatti/Rádio Guaíba)

Livros: No centenário da Revolução Russa, obras do cientista político Moniz Bandeira relacionadas ao conflito ganham edições revistas e ampliadas

Livros: No centenário da Revolução Russa, obras do cientista político Moniz Bandeira relacionadas ao conflito ganham edições revistas e ampliadas

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Ao escrever sobre O ANO VERMELHO, o professor titular de História Contemporânea e chefe do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP), Osvaldo Coggiola, diz que: ” A reedição revista e ampliada, com novos documentos, de O ano vermelho, publicado originalmente pela Civilização Brasileira em 1967, é oportuna, cinquenta anos depois, em virtude do centenário da Revolução de Outubro e da primeira greve geral do Brasil. A nova edição, porém, traz muito mais do que isso.

Em 1967, pela primeira vez, militantes socialistas e operários, pesquisadores e intelectuais brasileiros tinham acesso, com este livro, a uma visão do conjunto dos acontecimentos que punha, para sempre, a questão operária (ou social) no centro da agenda política e histórica do Brasil. Era o resultado da irrupção das relações capitalistas, a partir da segunda metade do século XX, da Abolição, da grande imigração e dos surtos econômicos que possibilitaram a primeira industrialização do Brasil, especialmente durante a Primeira Guerra Mundial. Pelo seu vínculo explícito, político e ideológico com os acontecimentos revolucionários que desaguaram, em novembro de 1917, na Revolução Soviética, O ano vermelho brasileiro significou também a incorporação do país à história política mundial, pela via do movimento internacional dos explorados.

No período, não havia sequer um texto que tratasse cientificamente do conjunto dessa virada decisiva, que condicionou as mudanças políticas posteriores (tenentismo, Revolução de 1930, “varguismo” e incorporação do sindicato e da legislação trabalhista e social à estrutura política brasileira). Este livro o fez, não só de maneira pioneira, mas também magistral, e, até o presente, insuperável. A historiografia posterior, certamente, enriqueceu a análise de diversos aspectos, como a situação social à época, as diversas ideologias (anarquismo, sindicalismo, socialismo) presentes no movimento operário, a conjuntura política etc., mas nenhuma conseguiu tratar da questão na sua totalidade, isto é, tendo em seu cerne a luta de classes e todas as suas manifestações: sociais, políticas, ideológicas, culturais. E tendo como base, principalmente, as fontes primárias e os escassos trabalhos produzidos a respeito naquele tempo.

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Luiz Alberto Moniz Bandeira

Pode-se creditar a este livro, portanto, a inauguração de uma nova fase da produção historiográfica e intelectual brasileira. Não apenas como trabalho pioneiro, mas como trabalho exemplar. A vasta obra posterior de Moniz Bandeira valeu-lhe a indicação, pela União Brasileira de Escritores, ao Prêmio Nobel de Literatura. Pode-se dizer que todas as virtudes que levaram a essa indicação já estavam, embrionária ou explicitamente, presentes em O ano vermelho. Um livro que honra a luta dos trabalhadores manuais e intelectuais brasileiros.”

O autor Luiz Alberto Moniz Bandeira é formado em Direito, doutor em Ciência Política pela USP e professor titular de política exterior do Brasil no Departamento de História da UnB. Recebeu o título de doutor honoris causa da Unibrasil e da UFBA. Em 2006, a UBE elegeu-o, por aclamação, Intelectual do Ano de 2005, conferindo-lhe o Troféu Juca Pato, por sua obra Formação do império americano. Recebeu, em 2014 e em 2015, a indicação ao Prêmio Nobel de Literatura, pela UBE, em reconhecimento ao seu trabalho com “intelectual que vem pensando o Brasil há mais de 50 anos”.

Autor de mais de 20 obras, publicadas em diversos países, Moniz Bandeira foi professor-visitante de universidades da Alemanha, na Suécia, em Portugal e na Argentina e conferencista-visitante em universidades da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina. É portador da Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco (Brasil), comendador da Ordem do Mérito Cultural (Brasil), comendador da Ordem de Mayo (Argentina) e condecorado com a Cruz do Mérito, 1ª classe, da República Federal da Alemanha.

Para Karl Johann Kautsky, filósofo tcheco-austríaco, jornalista e teórico marxista e um dos fundadores da ideologia social-democrata.: “Ele [Lenin] foi uma figura colossal, das quais pouco se pode encontrar na história do mundo. Entre os governantes dos grandes Estados de nosso tempo, há somente um, em certa medida, que a ele aproxima-se em termos de impacto, e esse é Bismark, os dois têm muito em comum. Seus objetivos estavam diametralmente opostos: em um caso, a dominação da Alemanha pela dinastia Hohenzollern; no outro, a revolução proletária. Esse é contraste entre água e fogo. O Objetivo de Bismarck era pequeno, o de Lenin, tremendamente grande.”

Para a Historiadora, professora titular na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuárias da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Regina Maria A. F. Gadelha, a vida e a obra de Lenin realmente se confundem e Moniz Bandeira, é modesto ao escrever ser Lenin – vida e obra apenas um livro de divulgação. Trata-se de leitura essencial. Mais do que biografia, o livro analisa com profundidade o pensamento político do grande marxista e estadista estratégico russo, Vladimir I. Lenin. Esta edição, revista e ampliada, coincide de forma feliz com os cem anos da Revolução Russa.

É profundo o conhecimento do autor sobre a história da Rússia e da Revolução de Outubro de 1917. Como tudo o que escreve, esta também é uma obra de muita erudição, com sólida base documental e interpretativa, mas de fácil e apaixonante leitura. Moniz Bandeira nos faz acompanhar os passos do jovem Lenin – os redutos dos movimentos sociais e políticos, a crise russa, a formação dos partidos social-democrata, socialista e comunista até a queda do regime czarista e a vitória da revolução, a guerra civil, a invasão do território russo pelos Aliados, a formação, contradições e dissidências do Partido Comunista (PC) e movimentos operário/camponês e trabalhadores, nos primeiros anos da revolução.

Dotado de conhecimento profundo dos escritos de Lenin, o autor tem o mérito de nos inserir, de forma crítica, ao âmago do contexto de seu pensamento e ação política, o que faz deste livro um instrumento fundamental para o conhecimento, obra a figurar ao lado dos grandes autores e obras da ciência política, como O príncipe, de Maquiavel, fundamental para a compreensão dos mecanismos e do exercício do poder político. Mas o autor não se prende apenas à análise da obra e ação de Lenin, o homem e suas circunstâncias. Analisa, também, as grandes lideranças da época – de Plekhanov a Trotsky, passando por Kautsky, Rosa Luxemburg e outros teóricos da social-democracia europeia e do movimento socialista mundial, da fundação da I Internacional ao ambiente do X Congresso dos Sovietes (fundação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), nos estertores da luta incessante de Lenin contra todas as formas de tirania, inclusive a de Stalin, cuja remoção da secretaria-geral do PC recomendou, pouco antes de sua morte.

Moniz Bandeira ressalta as contradições de um homem político cuja obra, ação e caráter individual iriam muito além da vontade férrea de luta pela mudança revolucionária. O livro instiga o leitor a refletir sobre a crise da esquerda, ao trazer para a contemporaneidade, de forma nunca repetida, os fatos daquela que foi a maior revolução do século XX.

image003(14)O ANO VERMELHO

Luiz Alberto Moniz Bandeira

642 páginas

R$ 89,90

Editora Civilização Brasileira / Grupo Editorial Record

 

 

 

 

image005LENIN VIDA E OBRA

Luiz Alberto Moniz Bandeira

224 páginas

R$ 44,90

Editora Civilização Brasileira / Grupo Editorial Record

Feira do Livro: Último sábado tem escritores nórdicos, espiritualidade, amor & sexo, homenagem a Wole Soyinka, Lobão, Maria do Rosário, Cíntia Moscovich e encontro com Eduardo Bueno e Jorge Caldeira

Feira do Livro: Último sábado tem escritores nórdicos, espiritualidade, amor & sexo, homenagem a Wole Soyinka, Lobão, Maria do Rosário, Cíntia Moscovich e encontro com Eduardo Bueno e Jorge Caldeira

Agenda Cidade Comportamento Cultura Destaque Feira do Livro Poder Política Porto Alegre

No último sábado da 63ª Feira do Livro de Porto Alegre, véspera do dia de encerramento, ocorre a participação de dois autores nórdicos e homenagem à obra do Nobel de literatura de 1986, o nigeriano Wole Soyinka, que participa da Feira no dia seguinte. A deputada federal, Maria do Rosário (PT) e o cantor Lobão, estarão às 18h na Praça da Alfândega, a menos de 100 metros. Ela participa do encontro Crônicas do Golpe, na sala Oeste do Santander Cultural, em foco, o retrospecto dos acontecimentos durante o ano seguinte ao impeachment de Dilma Rousseff e a atuação da imprensa brasileira nesse processo. Já ele, estará no Teatro Carlos Urbim , entre o Margs e o Memorial do Rio Grande do Sul, falando sobre o Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock, onde Lobão revisita os anos 1980 e revela fatos, segundo ele da época mais exuberante e autodestrutiva da música brasileira. Quem quiser saber mais sobre a história do Brasil, pode conferir o encontro História da riqueza no Brasil, no Auditório Barbosa Lessa, do Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo (CCCEV). O evento terá Jorge Caldeira e Eduardo Bueno falando sobre cinco séculos de pessoas, costumes e governos.

Confira outros destaques:

Raízes negras

9h – 20h30min

Colóquio de Literatura e Infância – Diálogos com as matrizes africanas

Auditório do Memorial – Primeiro andar do Memorial do Rio Grande do Sul 9h às 10h30min – Visitar a África pela Literatura Infantil, palestra de abertura com Júlio Emílio Braz

15h30min

O mundo africano na obra de Wole Soyinka

Sala Leste do Santander Cultural – Rua 7 de Setembro, 1028

Oficina que busca dar a conhecer alguns dos principais temas e características da obra e do pensamento de Wole Soyinka, explorando algumas de suas ideias sobre literatura, arte e a visão de mundo africana. Com Adriano Moraes Migliavacca.

Público juvenil

10h – 19h

Harry Potter: A Mágia das Páginas, sala temática

Sala de Vídeo – Primeiro andar do Memorial do Rio Grande do Sul

A exposição traz edições internacionais dos livros da série Harry Potter, ambientação temática, objetos dos filmes e cenário para fotos. Promoção: Grupo Alohomora.

14h – 18h

2º Encontro de Influenciadores Literários e Seguidores

Espaço do Conhecimento Petrobras – Praça da Alfândega, em frente ao Banrisul

Convidados especiais: youtubers e escritores Vitor Martins e Pam Gonçalves

Público: booktubers, blogueiros literários e instagramers literários.

Promoção: Site Fetiche Literário e Resenhando Sonhos. Coordenação: Cadu Barzotto e Tamirez Santos

Espiritualidade

14h

Vencendo a dor da morte

Auditório Barbosa Lessa – Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (CCCEV) – Rua dos Andradas, 1223

Célia Diniz vivenciou a dor de perder dois de seus filhos. Essa história é tão marcante que foi levada para os cinemas. A dolorosa experiência de vida de Célia e os ensinos de Chico Xavier, com quem a autora conviveu desde a sua infância. Célia conversa com o público sobre sua trajetória.

Brasil – Costumes e Governos

15h

História da riqueza no Brasil Auditório Barbosa Lessa – Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo (CCCEV) – Rua dos Andradas, 1223

Cinco séculos de pessoas, costumes e governos. Com Jorge Caldeira e Eduardo Bueno.

18h

Crônicas do Golpe

Sala Oeste do Santander Cultural – Rua 7 de Setembro, 1028

Em foco, o retrospecto dos acontecimentos durante o ano seguinte ao impeachment de Dilma Rousseff e a atuação da imprensa brasileira nesse processo. Com Felipe Pena e Maria do Rosário.

18h

Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock

Teatro Carlos Urbim – Entre o Margs e o Memorial do Rio Grande do Sul

Lobão revisita os anos 1980 e revela todas as verdades da época mais exuberante e autodestrutiva da música brasileira. Mediação de Ticiano Paludo.

Nórdicos

16h30min

Presença nórdica: Iben Sandahl (Dinamarca) – com a presença do Sr. Embaixador da Dinamarca Kim Højlund Christensen.

Auditório Barbosa Lessa – Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (CCCEV) – Rua dos Andradas, 1223

Crianças dinamarquesas: a filosofia dinamarquesa de como educar os filhos gera resultados poderosos – crianças felizes, emocionalmente seguras e resilientes, que se tornam também adultos felizes, emocionalmente seguros e resilientes, e que reproduzem esse estilo de criação quando têm seus próprios filhos. Com Iben Sandahl, Kim Højlund Christensen (embaixador da Dinamarca) e Cristiano Frank. Tradução Simultânea

18h

Presença nórdica: Einar Már Gudmundsson (Islândia)

Auditório Barbosa Lessa – Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (CCCEV) – Rua dos Andradas, 1223

Um dos maiores nomes da literatura islandesa contemporânea apresenta seu primeiro livro editado no Brasil, “Anjos do Universo” (Hedra, 2013), que fala sobre o outro lado das coisas, das nossas mentes, da realidade, com a terra do frio como cenário. Retrato da capital da Islândia do séc XX e da própria condição humana, sob a visão da esquizofrenia. Com Luciano Domingues Dutra e mediação de Pedro Gonzaga. Tradução Simultânea.

Amor e sexo

18h30min

Qualquer forma de paixão, e de literatura, vale a pena

Sala Leste do Santander Cultural – Rua 7 de Setembro, 1028

Encontro que tem por objetivo lançar as bases de um diálogo sobre as diferentes formas de paixão (erótica, intelectual, sexual, platônica, homossexual, pansexual, pictórica, melômana, etc.) e as formas de expressão literária. Com Cíntia Moscovich e Júlia Dantas.