Contra ‘avanço da bárbarie’, juristas criam núcleo gaúcho de associação pela democracia

Contra ‘avanço da bárbarie’, juristas criam núcleo gaúcho de associação pela democracia

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Dezenas de juristas e operadores do Direito nos setores público e privado participaram no início da noite desta quinta-feira (10), no auditório do Sindibancários, no Centro de Porto Alegre, da fundação do núcleo gaúcho da Associação Brasil de Juristas pela Democracia (AJBD), ligada a uma iniciativa de âmbito nacional formada para a defesa da democracia na esteira do processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT).

Segundo um dos organizadores da frente, o professor da PUCRS José Carlos Moreira, o objetivo da associação é promover ações no âmbito judicial, mas também extrajudicial, para fomentar a formação jurídica, política e democrática.

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Porto Alegre: Jamil Chade palestra segunda-feira na PUC sobre o lançamento de “O caminho de Abraão”. O livro é o primeiro “romance-denúncia” do autor de livros que mostraram a corrupção na FIFA e Comitê Olímpico Internacional

Porto Alegre: Jamil Chade palestra segunda-feira na PUC sobre o lançamento de “O caminho de Abraão”. O livro é o primeiro “romance-denúncia” do autor de livros que mostraram a corrupção na FIFA e Comitê Olímpico Internacional

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Na segunda-feira, 14 de maio, o jornalista Jamil Chade, fala aos alunos da Famecos/PUC sobre seu trabalho como correspondente internacional do Estadão e também sobre o lançamento de seu primeiro livro de ficção, “O Caminho de Abraão”. Aberto ao público, o evento é  uma promoção da Famecos e da Associação Riograndense de Imprensa e acontece no Auditório da Famecos/PUC, a partir das 19h30.  O local tem 180 lugares e será observada a ordem de chegada para ocupação do espaço.

Nos encontramos só uma vez. Foi em 2015 no estúdio da Rádio Guaíba, quando Jamil Chade lançou por aqui o instigante “Política, Propina e Futebol”, denunciando a corrupção na Fifa. Depois disso viramos “amigos virtuais” e comecei a prestar mais atenção no trabalho do correspondente do jornal O Estado de São Paulo e outros veículos na Europa. Jamil faz parte de um seleto time de jornalistas brasileiros no exterior. Em 2014, foi um dos pesquisadores que colheu material para a Comissão Nacional da Verdade. Seu 29513282_10155152418181555_2013723489353923195_ntrabalho consistiu em pesquisar os arquivos da ONU para entender qual foi a participação da diplomacia brasileira na defesa do regime militar. É autor junto com o búlgaro Momchil Indjov, do livro “Rousseff”: A história de uma família marcada por um abandono, o comunismo e a Presidência do Brasil., que conta em paralelo as histórias da presidente Dilma Rousseff e de seu meio-irmão Luben-Kamen Russev, a quem ela jamais conheceu pessoalmente. A obra explica como Dilma e seu meio-irmão búlgaro formaram suas visões de mundo, ambos perseguidos por aparelhos repressores estatais. Enquanto a brasileira foi presa e torturada por se identificar com o marxismo e opor-se à ditadura militar, Luben-Kamen foi perseguido por não apoiar o regime comunista.”Observar esse paralelo é mapear a tragédia do século 20. Ambos viveram a ditadura, mas cada um de um lado da Cortina de Ferro”, explica. Chade escreveu também de “O Mundo Não é Plano” (2010) finalista do Prêmio Jabuti. Na Suíça, o livro venceu o prêmio Nicolas Bouvier, principal reconhecimento jornalístico do país;  do e-book “A Copa como ela é” pela editora Cia das Letras e co-autor de Olympic dreams, hard realities – lançado apenas nos estados Unidos pelo Brookings Institute Press.

Com missões a mais de 70 países, ele sabe como poucos, o que acontece em boa parte do Planeta. Jamil já viajou ao lado de personalidades mundiais. Cobriu grandes eventos políticos, econômicos e esportivos em meio a presidentes, reis e rainhas, astros do esporte, showbiss,  grandes empresários, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, , os papas Bento XVI e Francisco… em salas climatizadas, carpete alto, comidas e bebidas de qualidade. Mas, Jamil é REPÓRTER, com todas letras maiúsculas. Ele não fica só no circulo da fonte oficial. É daqueles que se embrenha por estradas, come poeira e se preciso outras coisas piores, para alimentar o corpo e suas reportagens. Com o olfato de um cão farejador, sabe reconhecer os sinais das grandes histórias. Nos últimos anos percorreu a África acompanhando refugiados no Iraque, Somália, Darfur e Libéria. Nesta peregrinação conversou com muita gente e agora colocou tudo isso no papel. Chega às livrarias em maio meu primeiro “romance-denúncia”, “O caminho de Abraão” (Editora Planeta). Trata-se de um grito desesperado contra o populismo, demagogia e a xenofobia. Contra líderes de todos os lados que, em nome do suposto bem de uma comunidade, defendem injustiças abomináveis contra outros seres humanos.

Os horrores da guerra da Síria e a tocante história do patriarca das maiores religiões do mundo se entrelaçam na trajetória de Hagar, uma francesa filha de imigrantes argelinos que supera todas as limitações de sua vida na periferia de Marselha para estudar nas melhores universidades da França. Contratada por uma multinacional, ela é enviada para coordenar investimentos milionários de uma fábrica de cimento na Síria, antes da guerra. Mas o confronto iniciado em 2011 leva a jovem a cumprir ordens criminosas de sua direção em Paris, e ela se envolve em um dos conflitos mais sangrentos e cruéis das últimas décadas. A história de Hagar se mistura à de milhares de sírios que tentam driblar diariamente a morte, na tentativa desesperada de escapar dos horrores da guerra. Nessa fuga, seus caminhos pelo Oriente Médio acabam refletindo os míticos passos que Abraão, o patriarca das três grandes religiões monoteístas do mundo, traçou há milênios.

A obra trata  das incoerências, dilemas e debates de nossos tempos. Jamil Chade, mergulha no trajeto de Hagar em busca de seu caminho e sua identidade. “O livro é, acima de tudo, um apelo para que passemos a ver o mundo em sua complexidade e o impacto profundo da desigualdade e da perda de direitos fundamentais.” O texto é ficcional, mas quem conhece o trabalho de Jamil lerá nas páginas de “O Caminho de Abraão”,  o que o jornalista vivenciou acompanhando os refugiados, ” Desejaria que esse livro fosse apenas uma ficção. Mas, lamentavelmente, não o é. Vivemos um período perigoso. Liberdades de pensamento e conquistas garantidas nas últimas décadas estão sob ameaça. Um mundo em que líderes populistas contam meias-verdades e vendem soluções fracassadas. Em partes do mundo, essa política é traduzida na construção de muros. Em outras, num extremismo religioso à serviço de um projeto de poder.” Para Jamil Chade, “Não temos líderes, mas charlatões e vendedores de ilusão, sustentados pela arma do ódio e do medo. Como humanidade, estamos perdemos todas as grandes batalhas das últimas décadas: Afeganistão, Iraque, Líbia, a das drogas na América Latina, a da criminalidade no Brasil, a do terrorismo. A paz sustentável e a segurança jamais virão da mera vitória militar em uma guerra. Mas da garantia de que todos tenham seus direitos assegurados, inclusive aqueles que não pensam como nós.”

 

SERVIÇO:

Palestra com Jamil Chade e lançamento de O Caminho de Abraão

Auditório da Famecos/PUC – Avenida Ipiranga, 6681 – Prédio 7

Promoção Famecos/PUC e Associação Riograndense de Imprensa

Segunda-feira – 14 de maio – 19h30

*Após a palestra, Jamil Chade estará a disposição para autografar a obra

 

 

Marina Silva: “Fake news não começaram com Trump, mas com Dilma em 2014”

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Em entrevista à DW na Inglaterra, pré-candidata a presidente Marina Silva rechaça críticas de que só apareceria em momento eleitoral e afirma ter sido vítima de uma campanha de desconstrução de imagem por parte do PT.

Pré-candidata à Presidência da República, a ex-ministra Marina Silva afirma que pretende conduzir uma campanha apoiada no diálogo e na troca de ideias e rechaça críticas sobre o que seria uma falta de posicionamento sua sobre temas correntes e de aparecer apenas em momentos eleitorais.

Em entrevista à DW Brasil na Inglaterra, ela disse que tais acusações são resultado de um processo de “desconstrução de imagem” promovido pela campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014. A cinco meses do primeiro turno, Marina aparece com até 15% das intenções de voto em pesquisas.

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“Infelizmente assinei a lei da delação premiada”, diz Dilma; Em evento em Londres, ex-presidente afirma que legislação virou “arma de arbítrio e exceção” e critica Operação Lava Jato por “destruir” grandes empreiteiras brasileiras.

“Infelizmente assinei a lei da delação premiada”, diz Dilma; Em evento em Londres, ex-presidente afirma que legislação virou “arma de arbítrio e exceção” e critica Operação Lava Jato por “destruir” grandes empreiteiras brasileiras.

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A ex-presidente Dilma Rousseff lamentou neste sábado (05/05) ter assinado a lei que prevê a colaboração premiada. “Infelizmente assinei a lei que criou a delação premiada. Digo infelizmente porque ela foi assinada genericamente, sem tipificação exaustiva. E a vida mostrou que sem tipificação exaustiva ela poderia virar uma arma de arbítrio, de absoluta exceção”, disse a ex-presidente.

Foi durante o primeiro mandato de Dilma, em 2013, que a colaboração premiada acabou sendo institucionalizada, por meio da sanção pela petista da Lei de Organizações Criminosas. Desde então, o instrumento tem sido uma ferramenta largamente utilizada pela força-tarefa da Operação Lava Jato, que sacudiu o mundo político e atingiu em cheio o PT, além do PMDB e do PP.

Dilma também comparou a forma como as delações premiadas da Lava Jato vêm sendo negociadas com uma forma de tortura. “Prendem e submetem a uma forma de controle. Na minha época era uma moleza: era só ser preso – já que torturavam, tinha pau de arara, choque, afogamento e morte. Para nós era considerado leve, mas para as pessoas normais ser preso é gravíssimo: é perder a liberdade e o direito de ir e vir. Por isso em alguns países se usa a exigência de que a delação só possa se dar sob condições voluntárias. Porque do contrário você submete e induz a pessoa a dizer o que você quer ouvir. A tortura faz isso. A tortura faz a pessoa dizer o que se quer. Às vezes a pessoa não diz, mas às vezes a pessoa mente. Se se mente sob tortura, imagina se não se mente sob delação premiada”, disse.

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Planejar outro candidato a não ser Lula enfraqueceria o PT, diz Dilma em Londres; por Maria Luisa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

Planejar outro candidato a não ser Lula enfraqueceria o PT, diz Dilma em Londres; por Maria Luisa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

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A ex-presidente Dilma Rousseff negou que o PT planeje retirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da corrida presidencial. Em discurso feito na London School of Economics, na capital britânica, como parte de um ciclo de debates sobre o Brasil, Dilma afirmou que o partido não deve oferecer outro candidato para substituir Lula, que está preso.

“Lula representa uma possibilidade concreta de derrotar o golpe. Se ele não tivesse essa possibilidade, não estaria na cadeia”, explicou. “Nós [do PT] não vamos fazer o papel de condená-lo e oferecer outro candidato. Se fizermos esse papel, perdemos a narrativa e perdemos o futuro. Debater essa questão do plano B seria nos enfraquecer.”

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Cenário atual não permite avaliar a decisão do STF; por André Singer

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Ao restringir o foro especial concedido a parlamentares, o Supremo adota um bom princípio. Mas, a esta altura do jogo, é impossível ter uma visão clara sobre o que resultará do complicado processo que ele envolve. Leia a Opinião de André Singer, na Folha de São Paulo.

Incertezas políticas no Brasil fazem investidores “suarem frio”, diz Les Echos,  Por RFI

Incertezas políticas no Brasil fazem investidores “suarem frio”, diz Les Echos, Por RFI

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O jornal Les Echos desta quarta-feira (2) fala sobre Brasil. O correspondente do diário em São Paulo, Thierry Ogier, analisa a instabilidade política e a lenta recuperação da economia brasileira, que fazem os investidores “suarem frio”.

“No Brasil, uma retomada econômica fragilizada pelas incertezas políticas” é o título deste artigo de página inteira no Les Echos. Thierry Ogier escreve que, a poucos meses das eleições presidenciais, o governo de Michel Temer não empolga os investidores. “O crescimento, depois de dois anos de recessão sob a presidência de Dilma Rousseff aparece, mas não em alta velocidade”, ressalta.

“É como se o copo de caipirinha estivesse meio vazio e meio cheio”, brinca o jornalista do Les Echos. Para ele, a questão agora é como a economia vai poder acelerar o passo depois das eleições de outubro, que se mostram imprevisíveis e abalam a confiança dos investidores.

Les Echos avalia que o crescimento de 1% do PIB brasileiro no ano passado é decepcionante e, apesar de o governo prometer uma aumento de 3%, o começo de ano se mostra moroso. “Mesmo o FMI, que continua relativamente otimista em relação ao Brasil, acredita que o crescimento não vai ultrapassar os 2,3% este ano”, salienta o jornal.

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Paraná Pesquisas divulgou os resultados da pesquisa de opinião pública

Paraná Pesquisas divulgou os resultados da pesquisa de opinião pública

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O instituto Paraná Pesquisas divulgou os resultados da pesquisa de opinião pública realizada no Brasil, com o objetivo de consultar à população sobre a situação eleitoral para o Executivo Federal e potencial eleitoral dos(as) principais candidatos(as) a Presidente em 2018 e avaliação da administração Federal.

Pesquisa Brasil – Situação Eleitoral para o Executivo Federal/ Maio 2018
03.05.2018

De acordo com a Resolução-TSE n.º 23.549/2017, essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR- 02853/2018 para o cargo de Presidente.

Os números mostram o deputado Jair Bolsonaro (PSL) na liderança com 20,5% das intenções de voto. Marina Silva (Rede) aparece em segundo com 12%, seguida por Joaquim Barbosa (PSB) com 11% e Ciro Gomes (PDT) com 9,7%. Os três estão em situação de empate técnico devido à margem de erro de 2% para mais ou menos.

Veja aqui a pesquisa completa

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Slide 9

Ex-governador de São Paulo e candidato do PSDB, Geraldo Alckmin aparece em quinto com 8,1%, seguido por Alvaro Dias (Pode) com 5,9%. O ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) tem 2,7% à frente apenas de Manuela D’Ávila (PCdoB) com 2,1%, do presidente da República Michel Temer (MDB) com 1,7% e do empresário Flávio Rocha (PRB) com 1%.

Outros candidatos como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB), João Amôedo (Novo) e Guilherme Boulos (Psol) foram citados, mas não atingiram 1% das intenções de voto.

Para 17,5% dos entrevistados, nenhum dos políticos acima merece o voto para presidente e 4,7% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa também questionou os eleitores sobre como um possível apoio declarado de Lula a algum candidato refletiria na intenção de voto. Nesse caso, 61,2% dos entrevistados afirmaram que não votariam no candidato apoiado pelo petista preso. Para 14,1% o voto ainda dependeria do candidato apoiado e 23,4% afirmaram que votariam em quem Lula indicasse. Apenas 1,3% não soube ou não quis responder.

 

STF retoma hoje debate do foro privilegiado

STF retoma hoje debate do foro privilegiado

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Com o placar indicando oito votos a favor do fim do foro privilegiado para deputados e senadores, o Supremo Tribunal Federal retoma hoje a discussão do tema. Os parlamentares terão foro no STF só para crimes cometidos no exercício do mandato e relacionados à função.

(O Globo)