Inflação pode fechar o ano abaixo de 3%, fora da meta. Alimentos influenciam, e IPCA sobe menos que o esperado em novembro

Inflação pode fechar o ano abaixo de 3%, fora da meta. Alimentos influenciam, e IPCA sobe menos que o esperado em novembro

Destaque Economia

Com a queda no preço dos alimentos, o IPCA (índice oficial da inflação) subiu 0,28% em novembro, abaixo do previsto pelo mercado. Esperava-se que a alta fosse inferior à de outubro, de 0,42%, mas a intensidade da desaceleração surpreendeu. Foi a sétima vez seguida que os alimentos, que representam 1/4 das despesas familiares, tiveram deflação. Caso o IPCA não ultrapasse 0,48% em dezembro, a inflação do ano ficará abaixo de 3%, o que já é um consenso entre os economistas. Se isso ocorrer, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, terá de dar explicações à Fazenda, já que a meta de inflação ê de 4,5%, com tolerância de até 1,5 ponto para mais ou para menos. Nesse cenário, analistas já projetam novo corte na taxa básica de juros, reduzida nesta semana para 7% ao ano. A previsão ê de 6,75% em fevereiro. A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Porto Alegre: Prefeitura registra apreensão recorde de produtos irregulares no Centro da Capital

Porto Alegre: Prefeitura registra apreensão recorde de produtos irregulares no Centro da Capital

Cidade Direito do Consumidor Economia Marchezan Negócios Notícias Poder Política Porto Alegre Prédio prefeitura Segurança
 A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico realizou nesta sexta-feira a maior apreensão de produtos irregulares do ano em Porto Alegre. Conforme a pasta, cerca de 12 mil itens foram encontrados em um prédio abandonado na rua Marechal Floriano, no Centro da Capital. O local servia de depósito para os comerciantes ilegais que agem na região.

A operação se desenrolou pela parte da manhã, mas a contabilidade foi divulgada apenas à tarde. Em toda a operação, foram apreendidos diversos tipos de produtos, desde garrafas de água mineral até óculos de sol, cigarros, perfumes, peças de vestuário, produtos eletrônicos, películas e capas de celulares. As águas e os brinquedos apreendidos serão doados para a FASC e entidades sociais.

A Prefeitura enfatizou que as operações serão mantidas na região do Centro histórico até o final do ano. (Rádio Guaíba)

Anatel registra bloqueio de 9,1 milhões de celulares por roubo, furto ou perda

Anatel registra bloqueio de 9,1 milhões de celulares por roubo, furto ou perda

Economia Negócios Notícias Segurança
 Mais de nove milhões de celulares foram bloqueados em todo o país no mês de novembro. Os números, que aparecem no Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (Cemi), foram divulgados hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

No total, o Cemi registrou 9.123.567 celulares bloqueados em novembro. De acordo com a agência, os dados revelaram aumento de 1,33% na comparação com outubro, com 119.421 aparelhos bloqueados a mais.

Ainda conforme os dados do Cemi, nos últimos 12 meses, mais de 1,5 milhão de celulares a mais foram bloqueados em decorrência de roubo, furto ou perda, na comparação com novembro de 2016.

Os bloqueios são decorrentes de solicitação direta dos usuários às empresas telefônicas ou pelo registro de Boletim de Ocorrência nas polícias dos estados e do Distrito Federal. (Agência Brasil)

RS: Com quase 60 mil precatórios pendentes, processo mais antigo completou 30 anos em aberto

RS: Com quase 60 mil precatórios pendentes, processo mais antigo completou 30 anos em aberto

Direito Economia Notícias

 

Passados 30 anos, o Palácio Piratini não dá prazo para quitar o precatório mais antigo do Rio Grande Sul. O processo de número 3.565 entrou no orçamento de 1987. A demora para a quitação leva em conta o universo de 59.960 precatórios pendentes atualmente. Ao todo, o Rio Grande do Sul deve mais de R$ 12,8 bilhões.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), os estados devem zerar a fila de precatórios até 2020. Desde 2009, o Piratini é obrigado a repassar 1,5% da receita corrente líquida para saldar os pagamentos, o que representa cerca de R$ 40 milhões mensais.

Conforme levantamento realizado pela Rádio Guaíba, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) ainda aparece como devedor da empresa Moinhos de Trigo Indígena S/A, dono do processo mais antigo. O valor corresponde a mais de R$ 35 milhões. O precatório teve origem em uma ação expropriatória movida pelo Estado contra a empresa Moinhos de Trigo Indígena, visando a implantação do Parque Estadual de Itapuã, em Viamão.

O processo abrange o valor relativo à diferença entre o depósito inicialmente feito pelo Estado e o preço estabelecido em sentença. O precatório foi integralmente pago em 8 prestações sucessivas, mas seguem pendentes outros dois precatórios, oriundos de execução proposta posteriormente, visando apurar diferenças de atualização monetária do valor inscrito no precatório original.

A fim de dar celeridade aos processos, uma Câmara de Conciliação de Precatórios funciona na Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS). Durante a análise, o colegiado chegou a identificar o processo como quitado e solicitou a impugnação, mas ainda não houve sentença definitiva. Por isso, não há proposta para acordo, o que deixa valor ainda pendente no estoque da dívida.

Com 59.960 precatórios em aberto, o Executivo lidera o ranking de processos pendentes, totalizando 34.552, contra 22.755 do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (Ipergs).

Piratini propõe contrair empréstimo bilionário para pagar precatórios

A fim de liquidar a dívida bilionária, o Palácio Piratini trabalha nos bastidores para contrair um empréstimo de R$ 8 bilhões. O empréstimo também vai permitir que Estado ingresse no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) proposto pelo governo federal.

Assim, o governo estadual estima quitar parte dos quase 60 mil processos pendentes. O empréstimo bilionário consta no pré-acordo assinado entre a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) e a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) do Ministério da Fazenda. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

Número de empregados em estatais é o menor desde 2010

Número de empregados em estatais é o menor desde 2010

Destaque Economia
 As empresas estatais fecharam o terceiro trimestre do ano com 506.852 empregados, o menor número desde 2010, quando havia 497.036 servidores. Os dados são do Boletim das Empresas Estatais, divulgados hoje pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

O secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Fernando Antônio Ribeiro Soares, disse que 506 mil empregados não é o número final para 2017. Soares afirmou que é “factível” terminar este ano com menos de 500 mil. “Meu objetivo é recuperar as empresas estatais, reduzir os custos, aumentar a produtividade, aproximar-se cada vez mais de indicadores de mercado. As empresas estatais devem apresentar sustentabilidade”, defendeu.

Nos três primeiros trimestres do ano, houve redução total de 26.336 empregados. As principais reduções foram na Caixa Econômica Federal (7.199), nos Correios (7.129), na Petrobras (4.019) e no Banco do Brasil (2.676).

Soares enfatizou que a redução no quadro ocorreu por meio de planos de desligamento voluntário (PDVs). Ele citou uma lista de empresas que lançaram ou estão elaborado PDVs em 2017: Caixa, Companhia de Recursos de Pesquisa Mineral (CPRM), Eletrobras, Infraero (PDV contínuo), Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (Eletrobras CGTEE), Dataprev, Banco do Nordeste, Casa da Moeda, Codesa, Valec, Amazul, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Banco da Amazônia, Correios e Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

O secretário acrescentou que o governo está limitando a reposição de pessoal após o plano de desligamento voluntário, para evitar que saiam empregados “por uma porta e entrem por outra”. “Em alguns dos PDVs, cortamos 100% das vagas. Isso está implicando essa redução do quadro de pessoal”, destacou.

“A redução das empresas estatais está em linha com todo o cenário fiscal que a gente está enfrentando. É notório saber que o maior desafio do governo é o reequilíbrio das contas públicas. Na busca o equilíbrio fiscal, um ajustamento do tamanho do estado acaba por ser necessário, isso é fundamental”, disse Soares.

De acordo com o secretário, o número de estatais brasileiras (149, atualmente) está em linha com o mundo. Soares acrescentou que, no Brasil, as empresas estão concentradas na área financeira e em infraestrutura. “Não temos uma meta de redução das empresas estatais”, acrescentou. “A preocupação não é meramente fiscal. Temos que entender o setor onde a empresa estatal está inserido. Analisar caso a caso, setor a setor.”

Resultado das estatais

O lucro dos conglomerados estatais federais chegou a R$ 23,2 bilhões, nos nove meses do ano, comparado a igual período de 2016. Banco do Brasil, Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa, Eletrobras e Petrobras perfazem mais de 95% dos ativos totais e do patrimônio líquido das estatais federais.

Do orçamento das estatais neste ano, no valor de R$ 1,3 trilhão, neste ano, 73% foram executados até agora. Em relação a 2016, houve redução de 13,2% no orçamento. (Agência Brasil)

Como sua empresa aproveitar a alta temporada do turismo? Palestra online do SEBRAE/RS, no dia 5 de dezembro, apresenta ideias de gestão

Como sua empresa aproveitar a alta temporada do turismo? Palestra online do SEBRAE/RS, no dia 5 de dezembro, apresenta ideias de gestão

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A partir da alta temporada do turismo, estimulada pela estação de verão, o SEBRAE/RS decidiu auxiliar os empreendedores com seus negócios. Para isso, a entidade promove no dia 5 de dezembro, a partir das 14 horas, a palestra online “A Alta Temporada Chegou: 7 ideias de gestão que você precisa aplicar agora”. O evento gratuito será ministrado por Thomas Hartmann.
consultor de empresas, professor de graduação e pós-graduação na Decision Business School / FGV e na FGV On-line e consultor credenciado no SEBRAE. É mestre em Administração e possui MBA em marketing e MBA em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou como gerente de marketing na GJP Hotels & Resorts – onde participou do lançamento de 14 hotéis em novos mercados em nível nacional, sendo responsável pela implantação de novas marcas, pelo desenvolvimento de canais digitais de vendas, por criação de promoções de vendas e pelo desenvolvimento de CRM.Mais informações e inscrições no site.

A proposta da palestra é apresentar a empresários que atuam no setor de turismo, no ramo de hotelaria e gastronomia, sete ações para se preparar para a alta temporada e aproveitar ao máximo a geração de receitas sem perder a qualidade do serviço. Para a técnica da Gerência de Soluções do SEBRAE/RS Miriam de Lourdes Menezes da Silva esse período é sempre delicado. “Filas, funcionários cansados e novos contratados que não conhecem bem os produtos, atendimento falho para turistas fiéis e oportunidades de vendas perdidas sempre podem gerar complicações nos empreendimentos. Queremos minimizar estes riscos e dar alternativas para que os empresários possam aproveitar ao máximo este período em que as vendas aumentam significativamente”, informa.

‘Governo populista não faz bem à economia’. Entrevista – Fabio Schvartsman,presidente da Vale

‘Governo populista não faz bem à economia’. Entrevista – Fabio Schvartsman,presidente da Vale

Destaque Economia Entrevistas Poder Política

Para Fabio Schvartsman, o populismo produz benefícios em um primeiro momento, mas “a conta vem depois”. “Passamos por duríssimo aprendizado nos últimos anos.” Ele acredita ainda que 2018 será um ano volátil por causa da campanha. A entrevista com o presidente da Vale é a primeira de uma série com empresários sobre eleições. A entrevista completa está em O Estado de São Paulo.

Investimento sobe, e PIB se mantém positivo no ano.

Investimento sobe, e PIB se mantém positivo no ano.

Destaque Economia

O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 0,1% no terceiro trimestre deste ano e ficou praticamente estável em relação aos três meses imediatamente anteriores, informou o IBGE nesta sexta (1°). Analistas esperavam alta um pouco maior, de 0,3%. O desempenho da economia em trimestres anteriores, porém, foi revisado para cima pelo IBGE, o que influenciou no resultado. No ano, o acumulado é de 0,6%. Economistas já começaram a reavaliar para melhor a previsão para 2017.
Foi o terceiro trimestre positivo consecutivo. Após quatro anos de retração econômica, o investimento saiu do vermelho e cresceu 1,6%. Ambiente de mais confiança de empresários e queda nos juros foram os responsáveis, dizem analistas. A revisão do IBGE determina ainda uma mudança no registro histórico da recente recessão, que deixa de ser a mais aguda já medida. Comitê abrigado na FGV que analisa ciclos econômicos calculou que ela havia durado 11 trimestres.
Isso igualaria o recorde de 1989-92. Além disso, teria provocado queda do PIB de 8,6%, ante os 8,5% de 1981-83. Com as novas contas, na crise de 2014 a 2016, a produção e a renda encolheram 8,2%, cenário ligeiramente menos trágico.

Novos dados indicam que recente recessão não foi a pior da história do País. Confira a reportagem completa de Gustavo Patú, na Folha de São Paulo.