Região Sul registra 8,51 milhões de consumidores inadimplentes ao final do primeiro trimestre de 2019

Região Sul registra 8,51 milhões de consumidores inadimplentes ao final do primeiro trimestre de 2019

Destaque Economia Negócios

A região Sul do país registrou um total de 8,51 milhões de consumidores inadimplentes ao final do primeiro trimestre de 2019, de acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O indicador mostra que 37% da população adulta do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná está com o CPF negativado devido ao não pagamento de dívidas.

Nos três estados sulistas houve um aumento de 2,15% no total de inadimplentes na comparação entre março de 2019 e o mesmo mês de 2018. Esse dado, segundo o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, mostra que a população ainda não possui as condições ideais de manter um orçamento familiar equilibrado, que permita suprir as suas necessidades básicas, e, também, quitar os compromissos assumidos.

– Há algum tempo as pessoas estão sendo obrigadas a fazer uma escolha na hora de buscar o equilíbrio orçamentário familiar. Quando existe a necessidade de fazer cortes nas despesas, a maior parte dos brasileiros inadimplentes opta por não pagar algum tipo de débito que não seja prioritário e acaba ingressando no grupo que possui negativação no CPF. E isso influencia o desempenho econômico, na medida que as pessoas inscritas em cadastros de inadimplentes enfrentam dificuldades para obter acesso a crédito no mercado, seja por meio de compras a prazo, financiamentos ou empréstimos – alerta Vitor Augusto Koch.

O presidente da FCDL-RS ressalta que ainda não é possível perceber uma recuperação na economia brasileira que realmente traga benefícios para a população, afetando a possibilidade de redução dos indicadores de inadimplência. Para o dirigente, o fato da região Sul estar, há alguns meses, com cerca de 37% da população em situação de inadimplência, reflete esse cenário em que o desemprego segue em patamar elevado e os preços públicos e privados continuam em ritmo de crescimento, em contraste com os reajustes salariais. Outro fator que contribui para o primeiro trimestre do ano registrar aumento dos CPFs negativados é a despesa extra que cada início de ano apresenta, como o pagamento de tributos como IPTU e IPVA e a compra de material de escolar.

Vitor Augusto Koch reforça sua posição de que somente uma robusta recuperação da economia do país, com maior geração de emprego e renda, pode viabilizar um desafogo para quem sofre com a inadimplência.

Número de dívidas diminui

Apesar da elevação no total de inadimplentes, a região Sul, com os 37%, ainda segue com o menor percentual de população adulta com o CPF negativado no país, ficando atrás da Norte, com 47%; Centro-Oeste, com 42,6%; Sudeste, com 40,4%; e Nordeste, com 40%.

Se o total de inadimplentes cresceu, o volume de dívidas em nome de pessoas físicas voltou a apresentar redução na região Sul, de acordo com o levantamento do SPC Brasil. O recuo, na comparação entre março de 2019 e março de 2018 foi de 2,05%, totalizando, em média, 2,04 débitos.

O Brasil registrou, no final do primeiro trimestre de 2019, 62,7 de inadimplentes. Os dados abertos por setor credor em todo o país mostram que os segmentos que apresentaram as quedas mais expressivas na quantidade de dívidas foram o setor de Comunicação, que engloba contas de telefone, internet e TV por assinatura (-9,56) e o de Comércio (-5,91%). O número de dívidas bancárias, que levam em conta faturas de cartão de crédito, empréstimos e financiamentos, ficou praticamente estável em março, com ligeira alta de 0,02% no período. O único ramo que mostrou alta em março foi o setor de água e luz, cujo crescimento foi de 17,20%.

Mais de 16 milhões em mercadorias e cerca de 500 kg de drogas foram interceptadas nesta semana nas fronteiras e aeroportos brasileiros

Mais de 16 milhões em mercadorias e cerca de 500 kg de drogas foram interceptadas nesta semana nas fronteiras e aeroportos brasileiros

Economia Negócios Notícias Segurança Trabalho

Os Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil  apreenderam mercadorias avaliadas em mais de 16 milhões nos Aeroportos de Foz do Iguaçu e Afonso Pena (PR), Santa Terezinha de Itaipu/PR e São Paulo, entre a última sexta-feira (12) e hoje, 18 de abril. Também foram interceptadas cerca de 500 kg de drogas nas fronteiras e aeroportos brasileiros. Entre as mercadorias interceptadas, destaca-se o trabalho dos Analistas – Tributários na alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu (PR). No primeiro trimestre de 2019 realizaram operações em agências postais de Juranda, Medianeira, Matelândia, Foz do Iguaçu, Umuarama, São Miguel do Iguaçu e Cascavel, as quais resultaram na apreensão de 4.514 encomendas/volumes que totalizaram R$ 1.760.000,00 milhão.

No sábado (13), os Analistas-Tributários da Receita Federal participaram da retenção de três ônibus carregados com mercadorias avaliadas em mais de R$ 775 mil em Santa Terezinha de Itaipu/PR. Durante a verificação dos bagageiros, os fiscais constataram que os veículos transportavam grande quantidade de mercadorias estrangeiras sem comprovação de importação regular.

image001Na capital paranaense, no Aeroporto Internacional Afonso Pena, Analistas-Tributários que atuam na Equipe de Vigilância e Repressão da IRF/AFP participaram da retenção de smartphones e mercadorias estrangeiras. A ação foi realizada entre os dias 23 de março a 13 de abril. O valor total das mercadorias é estimado em R$ 280 mil.

Na manhã de terça-feira (16), os Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil atuaram na retenção de mais R$ 14 milhões em rubis no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. As pedras estavam escondidas na bagagem de dois passageiros.  Ao todo, 7,5 kg da pedra foram retidos. Os passageiros saíram de Cascavel/PR, e viajariam para Guarulhos/SP. O destino final das pedras era Portugal.

Ainda no dia 16, os Analistas-Tributários da Receita Federal que atuam na Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho (Direp) da 8ª Região Fiscal retiveram 20 mil pares de calçados e R$ 10 mil em peças de roupas falsificadas no bairro do Brás, região central de São Paulo.

Apreensões de drogas

Cerca de 339 kg de cocaína foram apreendidos na última sexta-feira (12) com a atuação de Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (RFB) no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O carregamento tinha como destino final o Porto de Antuérpia, na Bélgica.

Na quinta-feira (11), Analistas-Tributários participaram de ação conjunta entre a Receita Federal e a Força Nacional que resultou na apreensão de um veículo paraguaio carregado com maconha e de um pedestre que também transportava a mesma substância, ambos na Ponte Internacional da Amizade. No total, foram aprendidos de 180 kg de maconha.

Ainda na Ponte Internacional da Amizade, Analistas-Tributários da RFB participaram da apreensão de 8,7 kg de maconha. A droga estava na mochila de um passageiro que viajava com um mototáxi com placas paraguaias.

No sábado (13), os Analistas-Tributários apreenderam 11,6 kg de skunk no Aeroporto de Manaus/AM. A droga foi apreendida com auxílio do agente canino da Equipe K9 da RFB, Odin. Na ocasião, os servidores identificaram a droga em posse de um passageiro, na fila de check-in, que fazia voo doméstico de Manaus para Congonhas/SP.

Também em Manaus, na terça – feira (16), os Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil atuaram em conjunto com policiais da Delegacia Fluvial (Deflu), na apreensão de 20 kg de skunk em um barco atracado na orla de Manaus. Durante averiguações, o cão farejador Odin identificou a droga escondida em sacos de farinha no porão da embarcação.

Lebes inaugura novo modelo de negócios em Viamão

Lebes inaugura novo modelo de negócios em Viamão

Economia Negócios Notícias

A Lojas Lebes abriu as portas da sua 3ª filial em Viamão nesta quinta-feira(18).  As comemorações iniciaram às 9h, com o corte da fita inaugural e muitas promoções especiais. Os clientes que comprarem produtos jeans poderão customizar as peças com as artistas da Céu Handmade, deixando a moda ainda mais personalizada.

PHOTO-2019-04-18-10-16-28(2)A loja de 1.137 m² fica na Av. Américo Vespúcio Cabral, 343, no centro de Viamão, com investimentos na casa de R$ 3,5 milhões, a inauguração desta nova loja marca também o lançamento de um novo modelo de negócios da rede: uma filial que comercializa a linha completa de artigos de moda (feminina, masculina, infantil, calçados, acessórios e moda íntima), produtos de cama, mesa e banho,  telefonia, e agora, pela primeira vez,  oferece também produtos de perfumaria.

Este  projeto piloto  traz um mix de perfumes nacionais e internacionais das marcas Ana Hickmann, Fórum, Everlast, Lamborghini, Azzaro, Antonio PHOTO-2019-04-18-10-16-28(3)Banderas, Juliana Paes, Pacha, Sex Symbol, Shakyra e Benetton. A nova loja de Viamão vai contar também com a Vult com produtos de maquiagem e esmaltaria.

Os clientes continuam tendo acesso ao mix completo de produtos da rede, cerca de 9 mil itens, a partir do catálogo virtual. As compras online podem ser entregues na casa do cliente, ou ainda, retiradas em qualquer filial Lebes.

Pesquisa entre empresários gaúchos indica a necessidade urgente da Reforma Tributária. Sondagem Industrial Especial é divulgada pela FIERGS

Pesquisa entre empresários gaúchos indica a necessidade urgente da Reforma Tributária. Sondagem Industrial Especial é divulgada pela FIERGS

Destaque Economia Negócios

A Sondagem Industrial Especial do RS – Tributação, divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) nesta quarta-feira (17), mostra um consenso em relação à baixa qualidade do sistema tributário nacional. Dos 231 empresários ouvidos na pesquisa, 96,5% consideram que o número de tributos é ruim ou muito ruim, e 87,8% indicam que a elevada carga é o principal problema do sistema atual. Além disso, 95,5% avaliam negativamente a simplicidade do sistema. “A Sondagem reforça a urgência de uma ampla Reforma Tributária no País. Simplificar e desonerar melhora o ambiente de negócios e abre caminho para as empresas investirem”, observa o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

Mas os empresários gaúchos constatam também que as disfuncionalidades do formato atual não se resumem à elevada carga tributária, mas também a questões como o excessivo número de tributos, tributação em cascata (cobrança de tributos sobre tributos), tributação sobre a folha de pagamento e elevado custo de se pagar impostos no Brasil. “Os empresários sofrem com o número excessivo de tributos e com a complexidade do sistema”, reforça Petry. Outro ponto de preocupação se refere às atuais regras tributárias, que de acordo com 88,6% dos consultados no levantamento da FIERGS, trazem pouca segurança jurídica.
Em nível regional, 58% dos empresários ouvidos consideram que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) é o que mais prejudica sua competitividade. A insatisfação no RS, Estado onde as alíquotas permanecerão majoradas até o ano de 2020, é maior do que no resto do País (48,8%). Demonstram igualmente grande contrariedade com a guerra fiscal. Para a maioria, as alíquotas interestaduais deveriam ser uniformizadas e as legislações estaduais de impostos transformadas em uma só.
A Substituição Tributária, regime pelo qual o ICMS gerado na cadeia produtiva é recolhido antecipadamente pela indústria, é outra questão que desagrada. Para 97,6% dos empresários, ela é prejudicial à condução de seus negócios, principalmente por questões relativas à venda de mercadorias com Margem Valor Agregado superior à verificada no mercado, problema apontado por 81,9% dos respondentes, assim como o elevado custo financeiro provocado pelo comprometimento do fluxo de caixa, que impacta em 72% das indústrias.

Clique aqui para mais informações sobre a série histórica e metodologia da pesquisa.

                Principais Problemas do Sistema Tributário Brasileiro

Tributação excessiva: 87,8%
Tributação em cascata: 52%
Tributação sobre a folha de pagamento: 39,2%
Custo elevado para o recolhimento do produto: 36,4% *
Cálculo por dentro dos tributos: 25,3%
Tributação desigual entre empresas do mesmo setor: 10,8%
Tributação desigual entre setores industriais: 8,7%         *(cálculo, prazo para pagamento e obrigações acessórias)
 
Nota: Os empresários deveriam marcar os três quesitos mais prejudiciais. O percentual geral é a média ponderada dos portes, e o peso é o número de empregados

Guedes quer antecipar até R$ 6 bilhões aos estados para ampliar apoio à reforma

Guedes quer antecipar até R$ 6 bilhões aos estados para ampliar apoio à reforma

Comunicação Economia Negócios Notícias

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deseja antecipar para os estados até R$ 6 bilhões do leilão do pré-sal, a ser realizado em outubro, para aumentar o engajamento de governadores e bancadas na reforma da Previdência. “Já (estamos) guardando recurso para liberar, caso a coisa indique que vai ser tudo aprovado”, afirmou o ministro. Outros repasses estão sendo avaliados pela equipe econômica. Sem quórum para garantir a vitória, o governo cedeu ontem e a votação da reforma na CCJ foi adiada para a próxima semana. Por pressão do centrão, o relator já estuda modificar pontos do texto.

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CNI reitera posição contrária ao tabelamento do frete

CNI reitera posição contrária ao tabelamento do frete

Destaque Direito Direito do Consumidor Economia Negócios Notícias Poder Política

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vê com preocupação os efeitos que o tabelamento do frete e eventuais indexações de preços podem trazer para a economia e para a livre concorrência.  Para a indústria, fixação de preços mínimos prejudica livre mercado e já trouxe efeitos negativos para a economia e para a recuperação do mercado de trabalho.

Estudo recente da entidade mostrou os impactos negativos trazidos à economia brasileira em 2018 pela política de tabelamento, entre eles a redução do crescimento do PIB em R$ 7,2 bilhões e prejuízos à recuperação do mercado de trabalho. De acordo com a CNI, com menor crescimento da economia, 203 mil postos de trabalho deixaram de ser criados.

“A política de preços mínimos traz distorções para a economia e não representa solução eficaz para os problemas hoje enfrentados por caminhoneiros autônomos”, afirma o presidente da CNI em exercício, Glauco José Côrte.

Empreender é exercitar o “músculo” da coragem. Em encontro realizado na Federasul, empresárias gaúchas defenderam o protagonismo da mulher em todos os setores e níveis

Empreender é exercitar o “músculo” da coragem. Em encontro realizado na Federasul, empresárias gaúchas defenderam o protagonismo da mulher em todos os setores e níveis

Destaque Economia Negócios

Um painel formado apenas por mulheres e que são referência em seus setores de atuação. Foi assim o formato da reunião-almoço Tá na Mesa, da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (FEDERASUL). Sob o comando da presidente da Simone Leite, o encontro reuniu Aline Deparis, presidente da ASSESPRO/RS (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação/Regional RS); Giovana Stefani, presidente do IEE (Instituto de Estudos Empresariais) e Karim Miskulin, diretora da Revista Voto.

O encontro, que aconteceu no Salão Nobre do Palácio do Comércio, reuniu mais de uma centena de espectadores, em sua maioria formada por mulheres. Na plateia personalidades como a deputada estadual, Francine Bayer e a chefe da Polícia Civil-RS, Nadine Anflor. A primeira empreendedora a falar foi Aline, que trouxe números interessantes e que contribuem para o encorajamento e fomento do espírito empreendedor na mulheres. De acordo com ela, 43% das empresas brasileiras são comandadas pelo sexo feminino. Outro dado importante é que 43% das mulheres trabalham no setor de Recursos Humanos e 34% são responsáveis pela área financeira, exercendo o cargo de CFO.

CREDITO ROSI BONI -
Da esquerda: Giovana Stefani (IEE); Simone Leite, presidente da Federasul; Aline Deparis (ASSESPRO/RS) e Karim Miskulin (Revista Voto). Foto: Rosi Boni

Natural da cidade de Viadutos, no interior gaúcho, Deparis fez questão de dizer que “minha história não é nenhum drama ou roteiro de filme hollywoodiano e, com certeza, não entraria na Netflix”, declaração que tirou gargalhadas da plateia. “Não tive exemplo na família. Sou filha de agricultores e afirmo que empreender não é apenas sonhar, mas trata-se de ter propósito. Empreendedorismo acontece em qualquer lugar. Empreender é difícil. Empreender é, acima de tudo, paixão”, definiu Aline.

Ao contrário de Aline, a segunda panelista, Giovana Stefani, teve no seio da família o exemplo do empreendedorismo. Ela é neta do empresário canoense Henrique Stefani (1921-2012), fundador de uma das maiores empresas do ramo logístico do Brasil. Giovana integra a terceira geração no comando dos negócios. “Eu respirava empreendedorismo todos os dias. Meu avô encorajava seus funcionários a adquirirem caminhões e entrarem para o ramo da logística pensando em parceiros, não em empregados”, relatou emocionada.

Com uma característica quase que exclusiva, a cientista política e diretora da Revista Voto, Karim Miskulin, traduziu alguns momentos de sua experiência como empreendedora. Hoje a mulher que está à frente de uma das mais importantes publicações do RS, não teve papas na língua e contou “Vendia roupas e bijuterias com 14 anos de idade. Empreender é construir elo e que vão muito além do retorno financeiro. Empreender é trabalhar com o lado não-racional das coisas”, disse Karim, que defendeu, também, que a mulher busque o protagonismo desde cedo. “Nós não podemos restringir nossa influência aos muros de nossa casa. Somos influenciadoras natas. Tudo é possível quando se exercita o “músculo” da coragem”.

Para provocar o debate, Simone Leite trouxe para o centro das discussões um tema bem delicado e que acaba por desencorajar o espírito empreendedor, que é o sentimento de culpa. A presidente relatou alguns fatos, como deixar os filhos e a família de lado, e acabar por sacrificar o ambiente familiar. Karim foi a mais direta e sentenciou: “temos que carregar a culpa. O sucesso está muito ligado a quem está na nossa retaguarda. Aline foi pela linha da disciplina e que o empreendedor deve buscar sempre uma brecha ou criar um protocolo para atender as demandas da família. Giovana defendeu que a mulher precisa de um companheiro, de verdade, e que faça jus a esse título.

 

Itaqui: Oryzasil Silicas inaugura em maio planta de sílica que usa matéria-prima de fonte renovável e livre de efluentes

Itaqui: Oryzasil Silicas inaugura em maio planta de sílica que usa matéria-prima de fonte renovável e livre de efluentes

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Uma fábrica de sílica que utiliza materiais provenientes de recursos renováveis, protegendo o meio ambiente e proporcionando uma produção sem efluentes – impensável? Não mais. A Oryzasil Sílicas Naturais, localizada em Itaqui (RS), promete exatamente isso. Com sua inauguração em 9 maio de 2019, a fábrica de sílica é a primeira do gênero no mundo a focar na sustentabilidade, eliminando completamente as águas residuais, utilizando cascas de arroz como matéria-prima, produzindo sílica e energia. Sustentabilidade e proteção ambiental são mais do que palavras, são ações que visam a resultados. Esse é o objetivo da Oryzasil, empresa fundada pelo grupo alemão Ferrostaal, que desenvolveu uma solução para o problema ambiental das cascas de arroz. 70% da produção nacional de arroz estão localizadas no Rio Grande do Sul, sendo Itaqui a segunda maior região produtora do Estado. E é exatamente aqui que a Oryzasil projeta um futuro renovável.
silica2O arroz é um dos principais componentes da nutrição no Brasil. A casca do arroz representa mais de 20% dos grãos colhidos, atualmente despejados em aterros sanitários que causam danos à natureza, gerando gás metano e dióxido de carbono, danificando o solo. Para tornar a casca útil, a Oryzasil desenvolveu produtos químicos a partir desta matéria-prima renovável, equivalentes aos provenientes de fontes esgotáveis. O projeto, através da queima das cascas de arroz, gera energia térmica e elétrica suficiente para o processo e também para abastecer o mercado livre de energia.  A planta possui uma caldeira cujo sistema foi projetado para otimizar a combustão das cascas: melhor aproveitamento do calor e boa qualidade das cinzas necessárias no processo de fabricação da sílica. A Oryzasil tem uma capacidade de queima de 20 toneladas por hora e pode gerar energia equivalente ao abastecimento de uma cidade com cerca de 200 mil habitantes.
A Oryzasil aprimorou o método de processamento de sílica verde de forma inovadora e pioneira em todo o mundo. A matéria-prima é a própria cinza, que é subproduto da queima das cascas de arroz. Com este processo, a Oryzasil cria um ciclo sustentável e completo, desde a entrega das cascas de arrozà utilização da cinza como fonte de sílica e dos demais subprodutos. Outras empresas do ramo, por sua vez, utilizam a areia de quartzo como fonte de sílica, elemento que é extraído do meio ambiente por meio de um processo de mineração e cuja extração prejudica o meio ambiente. Albert Ramcke, CEO da Oryzasil diz que a planta “revoluciona processos químicos conhecidos e antigos com este processo sem precedentes, tornando-os completamente sustentáveis e sem produção de águas residuais. Para o mercado, é possível contar com sílica precipitada sustentável com propriedades idênticas às atualmente disponíveis no mercado.Como um grande produtor de arroz, o Rio Grande do Sul está na vanguarda da tecnologia de ponta para a produção de produtos químicos através do uso de fontes renováveis”.
Em uma primeira fase, o silicato de sódio é fabricado a partir das cinzas, que se trata de um produto intermediário para a produção de sílica. Um subproduto é o sulfato de sódio utilizado na indústria dos detergentes e do sabão,silica3 e um segundo subproduto é utilizado na agricultura como corretor de solos.
O principal produto da Oryzasil é a sílica precipitada, em diferentes especificações para diversas aplicações, tais como a indústria de pneus e borracha, creme dental, tintas e mercados de nutrição e saúde.A Oryzasil não gera efluentes no processo de fabricação da sílica precipitada, encerra o ciclo com 100% de aproveitamento e é capaz de produzir mais de 2,5 mil toneladas de sílica por mês.
A estratégia da empresa é baseada no mercado de pneus, os chamados pneus verdes ou pneus de alta eficiência energética, que podem economizar de 5% a 10% de combustível e, como consequência, reduzem as emissões de CO2.”A Oryzasil se define como uma empresa que associa o importante conceito de sustentabilidade à tecnologia inovadora e chega ao mercado mundial para demonstrar seus produtos de sílica derivados de fonte renovável”, afirma Marcus Vinicius Souza, diretor administrativo da planta. “Ao desenvolver e fabricar produtos que atendem a diferentes mercados, como a sílica para a indústria da borracha ou catalisadores, a Oryzasil demonstra que, em um mundo moderno de alta tecnologia, pode andar de mãos dadas com o meio ambiente”.  Devido às condições da superfície, o transporte e manuseio das cascas é, também, um problema para a indústria do arroz. Com o processo de Oryzasil, as fábricas de descasque de arroz se livram de um de seus problemas, acompanhando custos reduzidos e protegendo o meio ambiente.A missão da Oryzasil é reduzir a poluição ambiental reutilizando todo o potencial subexplorado e sustentável das cascas de arroz.

Guedes diz que vai conversar com Bolsonaro sobre intervenção do governo na Petrobras.  O governo marcou uma série de reuniões para discutir a pressão dos caminhoneiros e os efeitos da intervenção na Petrobras e na economia.

Guedes diz que vai conversar com Bolsonaro sobre intervenção do governo na Petrobras. O governo marcou uma série de reuniões para discutir a pressão dos caminhoneiros e os efeitos da intervenção na Petrobras e na economia.

Destaque Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse neste sábado (13) que vai conversar com Jair Bolsonaro sobre a decisão do presidente de vetar o reajuste do diesel. O governo marcou uma série de reuniões para discutir a pressão dos caminhoneiros e os efeitos da intervenção na Petrobras e na economia.

Logo de manhã, a ministra da Agricultura foi ao Palácio da Alvorada. Tereza Cristina levou ao presidente Jair Bolsonaro a demanda de produtores rurais contra a tabela do frete. E tudo gira em torno do diesel, essencial no transporte rodoviário de cargas, pivô da ação do presidente, que barrou o aumento de 5,74%, anunciado pela Petrobras.

A estatal terminou a semana valendo R$ 32 bilhões a menos na bolsa de valores. Diante da reação negativa dos investidores, o governo se apressou em declarar a independência da política de preços da Petrobras.

“O Ministério de Minas e Energia reafirma seu compromisso de não intervenção no mercado, de defesa dos interesses do país nas questões energéticas e, também, dos consumidores quanto a preço, qualidade e oferta de combustíveis. Dessa forma, seguimos em diálogo com os envolvidos na busca pelas soluções mais adequadas”, diz a nota.

O desafio, agora, é convencer a todos de que a política definida vai ser praticada. O vice-presidente Hamilton Mourão tratou a interferência do governo como “fato isolado”.

O próprio presidente Jair Bolsonaro disse que não pretende dar “canetaços” na política de preços da Petrobras. Neste sábado (13), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o caso de agora foi episódico, havia necessidade de preservar o transporte de cargas e os caminhoneiros, para evitar que se repetisse o transtorno que parou o país no ano passado.

O ministro Lorenzoni, que aconselhou o presidente, afirmou que Bolsonaro tomou a atitude porque considerou indispensável. E que a Petrobras reavaliou o aumento e concluiu que havia margem para esperar alguns dias.

Numa encruzilhada entre respeitar a política de preços da Petrobras ou atender a pressão dos caminhoneiros, sem prejuízo da autonomia da empresa, o governo busca uma saída.

Duas reuniões estão agendadas. Na segunda-feira (15), os ministros do Planalto, de Minas e Energia, Infraestrutura, Agricultura e representantes da economia e da Petrobras vão discutir, na Casa Civil, a questão dos caminhoneiros. Na terça-feira (16), será uma reunião mais ampla, com o presidente Jair Bolsonaro. Vão tratar especificamente de combustíveis, Petrobras e economia.

Em Washington, onde participa de reuniões do FMI, o ministro da Economia admitiu que houve efeitos negativos do veto do presidente ao aumento do diesel.

“É evidente que aparentemente já houve um efeito ruim lá fora”, disse Paulo Guedes.

Ao correspondente Luís Fernando Silva Pinto, Paulo Guedes disse que o presidente deve ter se preocupado com “os efeitos políticos” do aumento.

“O presidente já disse para vocês que ele não é um especialista em economia. Então, é possível que alguma coisa tenha acontecido lá. Ele, ao mesmo tempo, é preocupado com efeitos políticos. Estavam falando em greve de caminhoneiros, esse tipo de coisa. Então, é possível que ele esteja lá tentando manobrar com isso”, afirmou o ministro.

JN: Mas o Brasil ceder, o governo ceder tão rapidamente a uma demanda, ou até a uma ameaça, isso joga que mensagem?
Guedes: Eu vou me informar e eu concordo com as suas preocupações. Ao mesmo tempo em que eu concordo com as suas preocupações e indagações, eu acho que o presidente tem muitas virtudes, fez muita coisa acertada e ele já disse que não conhece muito a economia. Então, se ele eventualmente fizer alguma coisa que não seja muito razoável, eu tenho certeza que nós conseguimos consertar. Uma conversa conserta tudo. (Jornal Nacional)

Europa lança diretrizes éticas para o uso da inteligência artificial

Europa lança diretrizes éticas para o uso da inteligência artificial

Destaque Direito Direito do Consumidor Economia Educação Mundo Tecnologia
Um grupo de especialistas da União Europeia divulgou nesta semana um documento com diretrizes éticas para nortear o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial. Estas são utilizadas em diversas atividades, da seleção as publicações mostradas nas redes sociais a sistemas de avaliação de crédito.

O termo inteligência artificial é empregado para caracterizar sistemas que ofertam serviços a partir de uma sofisticada capacidade de processamento de informação, semelhante ou até superior à de seres humanos. Determinadas tecnologias já tiveram desempenhos melhores do que de pessoas, seja em um jogo, em um diagnóstico ou no reconhecimento de imagens ou textos.

O documento faz parte de um processo da União Europeia para estabelecer uma visão “centrada em humanos” para a construção de soluções “confiáveis” desse tipo de sistemas. Esta pode se materializar tanto em legislações e normas administrativas como em orientações gerais para os fabricantes e projetos de pesquisa.

Uma diretriz é a relevância da participação e do controle dos seres humanos, com objetos técnicos que promovam o papel e os direitos das pessoas, e não prejudiquem estes. Uma orientação complementar é a garantia de que os sistemas considerem a diversidade de segmentos e representações humanas (incluindo gênero, raça e etnia, orientação sexual e classe, entre outros), evitando atuações que gerem discriminação.

Segundo o documento, os sistemas de IA devem ser “robustos” e “seguros”, de modo a evitar erros ou a terem condição de lidar com estes, corrigindo eventuais inconsistências. Esses problemas podem ter sérios impactos na sociedade, como a discriminação de pessoas no acesso a um serviço ou até mesmo quedas de bolsas cujas compras e vendas de ações utilizam essas tecnologias.

Ao mesmo tempo, o texto destaca a necessidade de assegurar a transparência dos sistemas. Isso porque a opacidade dessas tecnologias pode trazer riscos, uma vez que seu caráter inteligente torna mais difícil entender porque determinada operação ou decisão foi tomada de uma determinada maneira e não de outra. Assim, os autores defendem que um sistema de IA deva ser “rastreável” e “explicável”, para que não haja dificuldades na compreensão de sua atuação.

Pelo documento, essas soluções técnicas devem assegurar a privacidade e o controle dos cidadãos sobre seus dados. As informações coletadas sobre um indivíduo não podem ser utilizadas para prejudicá-lo, como em decisões automatizadas que o discriminam em relação a alguém. Estudos já mostraram como essas tecnologias podem incorporar vieses, privilegiando, por exemplo, pessoas brancas em detrimento de negros na caracterização ou na oferta de um serviço.

O vice-presidente para o Mercado Único Digital da União Europeia, Andrus Ansip, destacou a importância do tema. “A dimensão ética da Inteligência Artificial não é só um luxo ou um acréscimo. É somente com confiança que nossa sociedade pode se beneficiar plenamente dessas tecnologias. Uma IA ética é uma proposta que traz ganhos e que pode ser uma vantagem competitiva para a Europa: ser uma líder de tecnologias de IA centradas em pessoas que usuários possam confiar”. ( Jonas Valente / Agência Brasil)