Livros: Conheça a história de superação de um dos maiores leitores do país; por Isabel Série/EBC

Livros: Conheça a história de superação de um dos maiores leitores do país; por Isabel Série/EBC

Cultura Destaque Economia Educação Feira do Livro Negócios
Há diversas razões para uma pessoa não ler um livro, mas a principal delas, apontada pelos leitores na quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, é a falta tempo. O dado é antigo, mas não caduco. Cinco mil pessoas foram ouvidas em 2015, último censo realizado pelo Ibope a pedido do Instituto Pró-Livro.

De acordo com a pesquisa, 32% dos leitores não têm tempo para ler. A partir daí, os motivos vão se somando e incluem a questão geográfica – muitas vezes as bibliotecas ficam longe de casa -, e a questão financeira – o preço do livro também foi citado pelos entrevistados. Assim, ler é para quem dispõe de tempo, de estrutura para se deslocar até uma biblioteca e de dinheiro.

Sidnei Rodrigues de Andrade não tem nada disso. E mesmo assim leu, de janeiro a outubro deste ano, 124 livros. Uma média de um livro a cada três dias. Com 41 anos de idade, Sidnei trabalha numa faculdade onde foi contratado como vigia e acaba de ser promovido a auxiliar da biblioteca de livros didáticos.

Sidnei Rodrigues de Andrade
Machado de Assis é um dos autores que fazem parte da biblioteca particular de Sidnei Rodrigues de Andrade – TV Brasil

Além da jornada de oito horas, ele pega dois ônibus para se deslocar ao trabalho se desloca de ônibus. Mora praticamente na divisa com Diadema, Grande São Paulo. Sidnei divide o cenário agitado e barulhento do bairro em que vive com a literatura. Ambos moram de forma simples. Não tem sofá na casa nem luminária no quarto. A mãe, Ana Luíza, na genialidade dos arranjos, mandou trocar uma telha por outra de plástico, formando uma claraboia bem na altura em que se põe o travesseio.

Dona Ana Luíza morreu de câncer há sete anos. Ela era empregada doméstica e Sidnei enfrentou a morte da mãe lendo. Precisava entender e superar a dor. Sidnei diz que através das palavras dos escritores, consegue enxergar coisas que a vida não explica e os livros pareciam conversar com ele. Na longa e boa entrevista que deu à TV Brasil, disponível no EBC Play ou no canal da emissora no You Tube, para uma série sobre o livro, Sidnei diz que o livro “é uma terapia”. “Uma coisa que me acalma, me deixa mais tranquilo. Ele me provoca, me deixa mais consciente, mais humano”.

Foi graças ao incentivo dos pais que Sidnei superou o analfabetismo. Até os 9 anos de idade, ele não sabia ler e escrever. As letras eram desenhos incompreensíveis. Para incentivar, o pai trazia, embrulhado no jornal, histórias em quadrinho. “Quando eu comecei a ler eu lia um livro a cada ano”, ele diz com a alegria de um vencedor. Hoje lê, em média, 100 páginas por dia. “Me dá uma hora, só uma hora que pra mim já é suficiente”.

Biblioteca

Antes de dona Ana falecer, Sidnei pediu à mãe que lhe desse uma cômoda. Deu as duas prateleiras com pouco mais de um metro de comprimento, uma nova função. Viraram o que chama de “primeira matriz da biblioteca”. Um lugar para guardar de forma organizada os livros de que tanto gosta. Vinte por ano, depois sessenta.

Sem espaço, pediu à mãe um guarda-roupa. Sidnei tem mais livro que qualquer outra coisa em casa. Quem abre a porta não encontra um único cabide. Nem uma peça de roupa. Como se quisesse nos dizer que, sem o conhecimento, o homem está nu.

Hoje são cerca de 500 livros na biblioteca particular que montou. Entre eles, estão Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (Sidnei leu três vezes até entender o que dizia o autor), Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, além de outros autores e autoras que fazem a vida ficar melhor.

Sidnei é, de fato, casado com a literatura. Ele abraça os livros toda vez que cita um. “Esse eu não troco por nada”, diz do livro infantil que teve a honra de ser o primeiro a ser lido por ele. Maneco, Caneco, Chapéu de Funil, de Luiz Camargo, conta a história de vários objetos cansados de não fazerem nada e que saem para uma aventura. Para Sidnei, “uma espécie de Dom Quixote, um sonhador que quer construir um mundo melhor”. É uma das aquisições mais importantes da biblioteca. “Levei dez anos para ter o exemplar.”

Dono de uma voz potente e com 1,90 metro de altura, Sidnei não passa desavisadamente por onde anda. Sorri com facilidade e carrega para onde vai três ou quatro livros na mochila. Para enfrentar a solidão, se aparecer. Aproveitar o tempo se der e fazer novos amigos entre os personagens. Não quero ser rico, diz ele, cuja ambição é de conhecimento. Quer fazer mestrado, doutorado, pós-doutorado e, quando estiver no ápice, ser bibliotecário de algum lugar onde o livro faça toda a diferença. Como fez para ele.

Educação: Entenda as diferenças entre os modelos de escolas cívico-militares propostos pelo MEC

Educação: Entenda as diferenças entre os modelos de escolas cívico-militares propostos pelo MEC

Educação Notícias

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares engloba, na prática, dois modelos: um — prioritário — com militares da reserva das Forças Armadas e outro, onde não houver efetivo do Exército, da Força Aérea ou da Marinha, composto por policiais e bombeiros militares. A atuação de todos será a mesma, porém há diferenças em como o dinheiro será investido.

Para 2020, o Ministério da Educação (MEC) reservou R$ 54 milhões para levar a gestão de excelência cívico-militar para 54 escolas, R$ 1 milhão por instituição de ensino. A prioridade é usar o dinheiro em parceria com o Ministério da Defesa para pagar os militares das Forças Armadas. A duração mínima do serviço é de dois anos, prorrogável por até dez, podendo ser cancelado a qualquer tempo. Os profissionais vão receber 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar.

Em municípios nos quais não houver efetivo da Defesa, a solução é recorrer às corporações estaduais, ou seja, policiais e bombeiros. Neste caso, a União não é a fonte pagadora, e sim as unidades da Federação. Os recursos do MEC serão repassados ao governo local, que, em contrapartida, investirá na infraestrutura das unidades, com materiais escolares, uniformes e pequenas reformas.

“A ideia do programa é levar um modelo de gestão de excelência a escolas de todo o país, mas é importante ressaltar que o MEC mantém diálogo com os governos e prefeituras. Todo o processo é voluntário, nada é imposto”, enfatizou o subsecretário de Fomento às Escolas Cívico-Militares do MEC, Aroldo Cursino.

Adesão – O governo federal lançou o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares em 5 de setembro, em cerimônia no Palácio do Planalto. Promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, a iniciativa tem como objetivo implantar 216 escolas cívico-militares em todo o país até 2023.

A adesão é voluntária. O MEC abriu dois períodos para manifestação de interesse. O primeiro foi de 5 a 27 de setembro, destinado às unidades da Federação. Quinze estados e o Distrito Federal pleitearam participação. Em um segundo momento, de 4 a 11 de outubro, foi a vez das prefeituras — 643 municípios deram sinal verde à proposta do Executivo federal.

Atuação – A iniciativa é destinada a escolas públicas. Terão preferência:

  • as regulares que ofertem os anos finais (6º ao 9º) do ensino fundamental e ensino médio, preferencialmente com efetivo de 500 a 1.000 alunos;
  • as com estudantes em situação de vulnerabilidade social e Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) abaixo da média do estado;

O modelo de excelência vai abranger as áreas:

  • didático-pedagógica: com atividades de supervisão escolar e psicopedagogia para melhorar o processo de ensino-aprendizagem preservando as atribuições exclusivas dos docentes;
  • educacional: pretende fortalecer os valores humanos, éticos e morais bem como incentivar a formação integral como cidadão e promover a sensação de pertencimento no ambiente escolar;
  • administrativa: para aprimorar a infraestrutura e a organização da escola e, consequentemente, a utilização de recursos disponíveis na unidade escolar.

Os militares vão realizar as tarefas nas três áreas. O governo preservará a exclusividade das atribuições dos profissionais da educação previstas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

Parceiros Voluntários: Exposições mostram trabalho social de alunos por todo o Brasil

Parceiros Voluntários: Exposições mostram trabalho social de alunos por todo o Brasil

Crianças Cultura Educação Notícias

O projeto “Nas Trilhas da Cidadania”, criado pela ONG Parceiros Voluntários, percorre quatro cidades brasileiras expondo o trabalho dos alunos. Com uma câmera na mão e muita criatividade, os jovens foram desafiados a expressar suas próprias histórias e a registrar as ações voluntárias desenvolvidas em suas comunidades escolares ao longo do ano. Desses registros fotográficos nasceu a exposição, que mostra como o trabalho voluntário impacta a vida e os valores dos estudantes que participam do Projeto em Vitória (ES), Salvador (BA), Palmas (TO) e Santa Bárbara D’Oeste (SP).

Vitoria (ES) Cred_EMEF Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo - Educação para Paz
Vitoria (ES): Educação para Paz. Foto: EMEF Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo

“Nas oficinas, os jovens tiveram a oportunidade de explorar as possibilidades do exercício da fotografia e utilizar esse recurso para praticar a observação e o reconhecimento de suas identidades. Por meio das narrativas da imagem, eles expressam iniciativas pensadas por eles para trazerem benefícios ao seu universo escolar”, diz José Alfredo Nahas, superintendente da ONG Parceiros Voluntários.

O principal objetivo da ação é estimular o protagonismo infantojuvenil por meio do voluntariado, empreendedorismo e da educação em valores éticos e de cidadania. Criado há 16 anos, o projeto “Nas Trilhas da Cidadania” tem chancela da Unesco e já impactou mais de 155 mil estudantes em todo o país.

 

 

Em março de 2017, eu conversei com a presidente ONG Parceiros Voluntários, sobre os 20 anos da Organização.

TRF4 nega recurso que pedia suspensão de 48 novos cursos de Direito

TRF4 nega recurso que pedia suspensão de 48 novos cursos de Direito

Destaque Direito Educação

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou recurso em uma ação popular que pleiteava a suspensão dos efeitos de duas portarias de 2018 do Ministério da Educação (MEC) que autorizaram a criação de 48 novos cursos de graduação em Direito em diversas faculdades do país. O autor da ação, um advogado residente de Porto Alegre (RS), alegou que a criação de mais cursos de Direito seria um ato administrativo ilegal, pois comprometeria a qualidade do ensino jurídico no Brasil. No entanto, a 4ª Turma da corte, de forma unânime, entendeu que não há nenhuma ilegalidade ou inconstitucionalidade nas medidas do MEC. A decisão foi proferida em sessão de julgamento do dia 16/10.

O advogado havia ajuizado a ação popular contra a União Federal, buscando anular os atos administrativos praticados pelo MEC através das portarias nº 274, de 19 de abril de 2018, e nº 329, de 11 de maio de 2018, que autorizaram a criação dos novos cursos de Direito.

O autor requisitou que a Justiça Federal reconhecesse a ilegalidade das portarias, sustentando que a criação dos novos cursos caracterizaria ato de lesividade ao princípio da moralidade da administração pública e ao patrimônio histórico-cultural da nação.

O advogado apontou que a decisão do MEC não teria respeitado o critério legal da qualidade do ensino jurídico, o critério do interesse social e a função social e cultural da educação a serem tuteladas pelo Estado.

Ele ainda argumentou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), através da Comissão Nacional de Educação Jurídica, tem avaliado por pareceres pela desnecessidade da abertura de novos cursos de Direito e que os que forem eventualmente criados devem seguir critérios rígidos de qualidade e também de necessidade.

A 8ª Vara Federal de Porto Alegre indeferiu o pedido de liminar e o advogado recorreu da decisão ao TRF4.

No recurso, ele alegou que o ensino superior de Direito no país se encontra em quadro caótico, existindo mais de 1250 cursos, além dos 48 novos que estão em discussão na ação e de outros que seguem sendo autorizados pelo MEC, criando um mercado saturado e gerando perda da qualidade de ensino. Afirmou estarem presentes os requisitos do perigo da demora e do risco ao resultado útil do processo que justificariam a concessão de tutela antecipada.

A 4ª Turma do tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo de instrumento.

Em seu voto, o relator do caso, desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, afirmou estar convencido do acerto da decisão de primeira instância e adotou o conteúdo do parecer do Ministério Público Federal (MPF) como fundamentação para a decisão de negar a suspensão das portarias.

De acordo com o parecer, não existe nenhuma ilegalidade ou inconstitucionalidade nos atos administrativos. “Não há na legislação nacional limitação à iniciativa privada para a constituição de empresas dedicadas à exploração de cursos superiores de graduação em razão do número de empresas já constituídas com esse mesmo objeto. É possível afirmar que atendidos os requisitos legais para o credenciamento/recredenciamento das instituições de ensino superior, passa a atuar a livre concorrência, cabendo aos interessados escolher a Instituição que melhor atenda às suas necessidades”, diz o parecer.

Quanto ao argumento sobre a garantia da educação do ensino ofertado, o MPF destaca que “na atual sistemática, a avaliação da qualidade efetiva dos cursos de graduação é feita posteriormente à autorização para a implantação dos mesmos e impacta nos processos de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores. Portanto, pode-se cogitar que o elevado número de cursos superiores de Direito em funcionamento, alguns dos quais com baixa qualidade de ensino, decorra especialmente das falhas ou da ineficiência do sistema de avaliação adotado e não, exclusivamente, das autorizações concedidas.”

A ação popular segue tramitando na 8ª Vara Federal de Porto Alegre.

“Não Vai Cair No Enem! Uma peça”: Peninha retorna ao palco do Theatro São Pedro entre sexta-feira e domingo

“Não Vai Cair No Enem! Uma peça”: Peninha retorna ao palco do Theatro São Pedro entre sexta-feira e domingo

Cultura Destaque Educação

Após o grande sucesso, volta ao palco do Theatro São Pedro o espetáculo que marca a chegada do jornalista e escritor Eduardo Bueno, o Peninha, aos palcos, saindo diretamente de seu bem-sucedido canal no Youtube “Buenas Ideias”. Com temas da história do Brasil, o espetáculo mistura irreverência e bom humor com muita informação. Peninha é o autor do roteiro, da pesquisa de conteúdo e, é claro, responsável pela condução do programa que agora é sucesso também no teatro. “A minha natureza é faladeira e falastrônica”, define-se Peninha, que é o autor do roteiro, da pesquisa de conteúdo, e é, claro, responsável pela condução do programa que agora chega ao teatro. Do Youtube para o palco era uma questão de tempo, já que apesar de monologar na tela, Eduardo Bueno se sente conversando com as pessoas.

blogpost_366801_img1_eduardobueno“Liberto das amarras do estúdio, conto algumas histórias conhecidas, outras desconhecidas. Mesmo os episódios clássicos de nossa história são mostrados por um viés diferente”, avalia. Ele interage com a plateia, que alguém o instigue, que faça uma provocação. “Provocações, desde que libertárias, são muito bem vindas.”

No palco, há uma arara com roupas de época, cubos com rostos da nossa história e objetos cênicos. Seis temas – do descobrimento até a República, para muita diversão e improviso. “O roteiro tem uns respiros para isso. Quando estou gravando, apesar de ser um gênio, de vez em quando eu erro, mas não conserto! É a mesma coisa no palco”, diverte-se.

Peninha iniciou sua carreira como jornalista em 1976 e trabalhou nos principais órgãos de imprensa do Brasil. Como autor da coleção Terra Brasilis, sobre a história do Brasil colônia, tornou-se um fenômeno editorial, vendendo quase um milhão de livros. O canal Buenas Ideias no Youtube, criado em 2017, já tem duzentos e sessenta mil seguidores, que geram cerca de um milhão de visualizações por mês.

Veja como tirar nota mil na redação do Enem

Veja como tirar nota mil na redação do Enem

Comunicação Educação Notícias

Redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que tiraram a nota máxima têm pelo menos seis pontos em comum: demonstram domínio da modalidade escrita formal, respeitam os direitos humanos, têm proposta de intervenção para o problema apresentado no tema, têm repertório sociocultural, atendem ao tipo textual dissertativo-argumentativo e apresentam as características textuais fundamentais, como coesão e coerência.

Esses foram os aspectos destacados por especialistas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que comentaram sete redações que tiraram a nota mil no Enem 2018. O tema do ano passado foi Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet.

As redações nota mil e os comentários dos especialistas estão na Cartilha do Participante, disponível no site do Inep. A prova de redação do Enem 2019 será aplicada neste domingo (3) para cerca de 5,1 milhões de candidatos inscritos no exame. Além da redação, eles farão as provas de ciências humanas e linguagens.

A cartilha traz também exemplos de trechos que fizeram com que os participantes zerassem as competências analisadas pelos corretores. Cada uma das cinco competências vale 200 pontos.

Um dos quesitos é respeito aos direitos humanos. De acordo com o Inep, são consideradas desrespeito aos direitos humanos propostas que incitam as pessoas à violência, ou seja, aquelas em que transparece a ação de indivíduos na administração da punição – por exemplo, as que defendem a “justiça com as próprias mãos”.

No ano passado, zeraram essa competência os textos que incitavam tortura e cárcere privado a pessoas que faziam o uso do controle de dados para a manipulação, que promoviam censura e vigilância em massa, que impediam a liberdade de acesso à informação e comunicação de qualquer pessoa ou grupo e que negavam direitos humanos a qualquer pessoa.

Algumas dicas, de acordo com a cartilha, são importantes para ir bem na prova. O Inep aconselha: “Procure escrever sua redação com letra legível, para evitar dúvidas no momento da avaliação. Redação com letra ilegível poderá não ser avaliada”.

Correção da prova
Cada redação será corrigida por duas pessoas. Eles darão notas de 0 a 200 para cada uma das cinco competências avaliadas no Enem. A nota final será a média aritmética das duas notas.

Caso haja uma diferença entre as notas de mais de 100 pontos na nota final ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das competências, a redação passará por um terceiro avaliador.

Se a diferença entre as notas dadas se mantiver, a redação será avaliada por uma banca presencial composta por três professores, que definirá a nota final do participante.

As cinco competências avaliadas na redação do Enem são:

1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Motivos para zerar a redação
A nota zero na redação impede o candidato de participar de processos seletivos do Ministério da Educação (MEC) como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona estudantes para vagas em universidades públicas, e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudos em instituições privadas de ensino superior, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

De acordo com o Inep, a redação receberá nota zero se apresentar uma das características a seguir: fuga total ao tema, não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa, texto de até sete linhas, cópia integral de textos da prova de redação ou do caderno de questões, impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação em qualquer parte da folha de redação, números ou sinais gráficos fora do texto e sem função clara ou parte deliberadamente desconectada do tema proposto.

Veja os temas da redação de edições anteriores
Enem 2009: O indivíduo frente à ética nacional

Enem 2010: O trabalho na construção da dignidade humana

Enem 2011: Viver em rede no século XXI: Os limites entre o público e o privado

Enem 2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

Enem 2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

Enem 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

Enem 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil e Caminhos para combater o racismo no Brasil – Neste ano houve duas aplicações do exame.

Enem 2017: Desafios para formação educacional de surdos no Brasil

Enem 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Agência Brasil

Listão do Vestibular Unisinos já está disponível

Listão do Vestibular Unisinos já está disponível

Educação Notícias

A lista dos aprovados no Vestibular de Verão 2020 da Unisinos já está disponível para consulta. Os candidatos que realizaram as provas no último sábado, 26 de outubro, nas modalidades Presencial e Híbrido, podem consultar o resultado em unisinos.br/vestibular. As matrículas começam nesta quarta-feira, 30/10.

Quem prestou vestibular para o EAD receberá um e-mail com o resultado e informações sobre matrícula.

A relação de documentos necessários, datas e mais informações também podem ser conferidas no site da Unisinos.

MEC divulga horário de provas do Enem em cada estado

MEC divulga horário de provas do Enem em cada estado

Comunicação Educação Notícias

O Ministério da Educação (MEC) divulgou orientações sobre o horário das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), será realizado nos dias 3 e 10 de novembro, em 1.727 municípios. Como a aplicação segue o horário de Brasília, dependendo do local, os relógios podem estar até duas horas atrasados, e os participantes devem ficar atentos. Cerca de 5,1 milhões de pessoas estão inscritas para o exame.

Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos e fechados em horários diferentes nos estados, isso porque, pela extensão territorial do país, existem diferentes fusos horários. Os estudantes que chegarem após o fechamento dos portões não poderão fazer o exame.

No dia 3 de novembro, os estudantes terão cinco horas e meia para fazer a prova. No segundo domingo de prova, 10 de novembro, o tempo será mais curto: cinco horas.

O acesso à sala de provas só será permitido com a apresentação de documento oficial de identificação com foto, conforme previsto em edital. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recomenda que o participante imprima e leve o cartão de confirmação da inscrição, que já está disponível na Página do Participante e no aplicativo do Enem.

Veja o horário das provas do Enem em cada estado:
Acre e 13 municípios do Amazonas (Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Jutaí, Lábrea, Pauini, São Paulo de Olivença, Tabatinga): abertura dos portões às 10h, fechamento dos portões, 11h, término das provas, 17.

Amazonas (com exceção dos 13 municípios descritos acima), Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul: abertura dos portões, às 11h, fechamento dos portões, 12h, início das provas, 12h30, término das provas, 18h.

Demais estados: abertura dos portões, às 12h, fechamento dos portões, 13h, início das provas,13h30, término das provas, 19h.

O horário de término das provas é válido para o primeiro domingo do Enem. No segundo domingo, a prova terminará meia hora mais cedo.

Agência Brasil

Porto Alegre: Marchezan anuncia nesta quarta-feira ações de qualificação da rede comunitária de ensino

Porto Alegre: Marchezan anuncia nesta quarta-feira ações de qualificação da rede comunitária de ensino

Destaque Educação

O prefeito Nelson Marchezan Júnior anuncia, nesta quarta-feira, 23, uma série de ações para qualificar a Educação Infantil oferecida pela rede comunitária. O evento será realizado às 9h30, no Paço Municipal, com a participação de representantes das instituições comunitárias parceiras da prefeitura.

Atualmente, a Secretaria Municipal de Educação mantém termos de parceria com 216 escolas geridas por organizações da sociedade civil com recursos da prefeitura, que atendem mais de 21 mil crianças em todas as regiões da cidade.

Aulas do MBA em Ecossistemas de Inovação iniciam nesta quinta-feira. Curso é fruto da articulação entre Aliança e Pacto Alegre

Aulas do MBA em Ecossistemas de Inovação iniciam nesta quinta-feira. Curso é fruto da articulação entre Aliança e Pacto Alegre

Agenda Educação Notícias

O currículo do curso aborda os espaços que unem a infraestrutura aos arranjos institucionais e culturais, atraindo empreendedores e recursos, constituindo organizações que potencializam o desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O MBA oferece uma visão global sobre novos ecossistemas e aspectos inovadores em diferentes ângulos e perspectivas, influenciando no desenvolvimento de pessoas, negócios, regiões e países. O curso trabalhará a construção e o gerenciamento de um ecossistema de inovação. O aluno poderá interagir estrategicamente e identificando parceiros para o desenvolvimento de projetos conjuntos, formando um ambiente de aprendizagem inovador. Ao longo do curso, serão explorados diversos ecossistemas de inovação e os meios para seu acesso e desenvolvimento. Além disso, o MBA fornece novos discernimentos em relação a fronteiras, estruturas e gestão desses ecossistemas para que pessoas, empresas e organizações interajam e desenvolvam projetos, criando um ambiente de aprendizagem e criação inovadora. A Aliança para Inovação e a Pacto Alegre realizam aula a inaugural do MBA em Ecossistemas de Inovação. Evento acontecerá na quinta-feira, 24/10, a partir das 13h, no Campus Porto Alegre – Sala 515.  O curso é fruto da articulação entre UFRGS, PUCRS e Unisinos e parte do projeto Formação de Agentes de Inovação do Pacto Alegre.

O currículo oferece ainda experiências imersivas, visando transformação da capital em uma referência na área de inovação e empreendedorismo, potencializando conexões locais, nacionais e internacionais. Essa edição do MBA ocorrerá na Unisinos, mas suas aulas serão ministradas por professores das três universidades. A disciplina Imersão em Ecossistemas de Inovação, também oportunizará experiências com aulas nas três instituições da Aliança, sendo 24h em cada uma. O que proporciona o contato com a infraestrutura, modelos de negócio e de gestão e pessoas dos Ecossistemas de Inovação das Universidades que integram a Aliança para Inovação.