Eduardo Leite vai pedir que Sartori envie logo para Assembleia projeto com manutenção das alíquotas de ICMS. Governador eleito pode anunciar nos próximos dias os Secretários da Fazenda e Casa Civil

Eduardo Leite vai pedir que Sartori envie logo para Assembleia projeto com manutenção das alíquotas de ICMS. Governador eleito pode anunciar nos próximos dias os Secretários da Fazenda e Casa Civil

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Conversei com o governador eleito Eduardo Leite, no SBT RIO GRANDE – 2ª Edição. Ele deve definir ainda hoje o nome de quem coordenará a transição de governo com os representantes de José Ivo Sartori. No primeiro contato nesta terça-feira, Leite jÁ encaminhará com Sartori a data de envio para a Assembleia Legislativa do projeto pedindo que atual alíquota do ICMS seja mantida por dois anos. Para ele, mesmo que 56% dos atuais deputados não tenham sido reeleitos, não deve haver maiores problemas para aprovação porque o assunto foi debatido de forma transparente na campanha. Leite não espera nenhum tipo de retaliação da bancada do PMDB, em função dos tucanos terem votado contra o plebiscito para privatização das estatais em 2018.

Conversei com ele “fora do ar”, sobre a divulgação de nomes do secretariado. Leite me disse que, se revelasse, eu ficaria sem pauta para próximas entrevistas. Como ele não fala… Eu repasso informações colhidas com fontes. O que eu posso afirmar sobre secretariado é que Leite sonha com  grandes nomes para a equipe.  Já que o nome preferido Aod Cunha, já disse a interlocutores que não aceitaria voltar ao cargo que já ocupou no governo Yeda Crusius, economistas de projeção nacional estão sendo sondados para a Fazenda, Se a opção for local, o nome mais cotado é o de Leonardo Busatto, atual secretário do governo de Marchezan Jr,  em Porto Alegre. Já para a Casa Civil, o perfil é de alguém com habilidade política e técnica, nesse caso o nome mais cotado é o deputado federal eleito, Lucas Redecker, que foi secretário de estado e cumpre até 01 de fevereiro de 2019, mandato na Assembleia Legislativa.

 

VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

 

 

 

 

Porto Alegre: Alunos do Colégio realizam manifestações contra e a favor da eleição de Bolsonaro. Veja os vídeos

Porto Alegre: Alunos do Colégio realizam manifestações contra e a favor da eleição de Bolsonaro. Veja os vídeos

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Os alunos do Colégio Rosário, um dos mais tradicionais de Porto Alegre, realizaram nesta segunda-feira uma série de manifestações contra e a favor da eleição de Jair Bolsonaro, como novo presidente do Brasil. Durante a manhã, um grupo de alunos de alunos ligados ao GER -Grêmio Estudantil Rosariense-,  com a participação de vários professores e monitores do colégio, se manifestaram contra o presidente eleito. Durante algum tempo ocuparam o pátio central do Colégio e  gritaram “Seremos a resistência!”.

Imediatamente, ao que parece de forma espontânea, estudantes favoráveis ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, responderam de vários lugares no entorno. A maioria deles com canções e gritos de apoio ao futuro ocupante do Palácio do Planalto.  Esse grupo de alunos promete uma manifestação organizada para esta terça-feira, dia 30/10, em apoio à democracia.

A diretoria do Colégio Rosário divulgou uma nota onde trata do assunto:

 

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Bolsonaro diz que pretende indicar Moro a STF ou Justiça; por João Pedroso de Campos/VEJA

Bolsonaro diz que pretende indicar Moro a STF ou Justiça; por João Pedroso de Campos/VEJA

Destaque Direito Eleições 2018
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou nesta segunda-feira, 29, em entrevistas na televisão, que pretende convidar o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba, para o Ministério da Justiça ou, quando houver, uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro indicará ao menos dois novos ministros do Supremo até 2021, porque os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello se aposentarão compulsoriamente por atingirem a idade limite de 75 anos.

“Agora acabou o período eleitoral, se tivesse falado isso lá atrás soaria oportunismo da minha parte. Pretendo, sim, não só para o Supremo, mas quem sabe até para o Ministério da Justiça. Pretendo conversar com ele, saber se há interesse dele nesse sentido e se houver interesse da parte dele com toda certeza ser uma pessoa de extrema importância em um governo como o nosso”, afirmou Bolsonaro à RecordTV.

Ao Jornal Nacional, da TV Globo, o presidente eleito foi questionado novamente sobre o assunto e respondeu que Moro “é um símbolo do Brasil”. “É um homem que tem que ter seu trabalho reconhecido. Pretendo conversar com ele, convidá-lo para o Ministério da Justiça ou, no futuro, abrindo uma vaga no Supremo Tribunal Federal, na qual melhor ele achasse que ele poderia trabalhar pelo Brasil”. A intenção do pesselista de indicar o juiz foi revelada pela coluna Radar há duas semanas.

Nesta segunda, por meio de nota, o magistrado parabenizou o pesselista pela vitória e desejou “que faça um bom governo”. “São importantes, com diálogo e tolerância, reformas para recuperar a economia e a integridade da administração pública, assim resgatando a confiança da população na classe política”, afirmou Sergio Moro.

A reportagem completa está no Jornal Nacional.

Bolsonaro diz que vai governar o Brasil com a Bíblia e a Constituição

Bolsonaro diz que vai governar o Brasil com a Bíblia e a Constituição

Destaque Eleições 2018

 Em discurso transmitido pela internet menos de meia hora de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anunciar sua eleição, Bolsonaro chamou a Bíblia de “caixa de ferramentas’ para consertar o homem e a mulher. “O que mais quero é, seguindo os ensinamentos de deus, ao lado da Constituição brasileira, inspirando-se em grandes líderes, e com boa assessoria, isenta de indicações políticas de praxe, começar a fazer o governo a partir do ano que vem e, possivelmente, colocar o nosso Brasil no lugar de destaque. Temos tudo para ser uma grande nação”, afirmou.

Em discurso recheado de referências cristãs, Bolsonaro afirmou que Deus o salvou da morte em 6 de setembro, quando foi atacado a faca durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). “Deus reservou algo para mim e para todos nós no Brasil”, declarou.

“Fizemos uma campanha não diferente dos outros, mas como deveria ser feita, afinal de contas, a nossa bandeira, o nosso slogan eu fui buscar naquilo que muitos chamam de caixa de ferramentas para consertar o homem e a mulher, que é a bíblia sagrada”, disse.

Bolsonaro afirmou que decidiu disputar a Presidência há quatro anos porque “não poderia mais pensar só em mim”.

“Depois dos 60 anos essa vontade se fez cada vez mais presente, não por obsessão, não por querer ocupar a cadeira presidencial por um motivo pessoal. Ocupá-la sim para que juntamente com uma boa equipe nós pudéssemos ter, mais do que esperança, ter a certeza de mudar o destino do nosso país”, afirmou. (R7)

“Cumprimos um bom papel”, diz Sartori após reconhecer derrota. Candidato do MDB perdeu a reeleição para o tucano Eduardo Leite neste domingo

“Cumprimos um bom papel”, diz Sartori após reconhecer derrota. Candidato do MDB perdeu a reeleição para o tucano Eduardo Leite neste domingo

Eleições 2018 Notícias

O governador José Ivo Sartori (MDB) manifestou-se, na noite deste domingo, após perder a reeleição ao governo do Rio Grande do Sul para o candidato do PSDB, Eduardo Leite. Segundo Sartori, ele ligou para o tucano para cumprimentar pela vitória no segundo turno e agradeceu o apoio dos correligionários durante a campanha eleitoral.

“Não é momento para tristeza. Nós cumprimos um bom papel e eu saúdo a todos os partidos que estão aqui. Mesmo que não tenhamos sido escolhidos no dia de hoje, eu acho que foi o Rio Grande do Sul quem ganhou. Eu entendo que ganhar ou perder numa democracia deve ser sinal de confraternização e humildade. E eu tenho certeza que fizemos isso no governo e não deixamos de fazer agora nas eleições”, declarou em ato em Porto Alegre.

Para o emedebista, o resultado da eleição mostrou que os gaúchos desejavam uma renovação. “A eleição mostrou que o Rio Grande do Sul está no caminho certo, o Rio Grande do Sul entendeu que a política precisa de renovação e eu entendo a população. Eu desejo a Eduardo Leite e suas equipes muito sucesso, serenidade e união nesta nova jornada e que ele pode contar com a minha colaboração. O Rio Grande do Sul está acima das nossas diferenças e eu sempre estarei ao lado do Rio Grande do Sul”, disse. “Agora o Estado está acima da disputa eleitoral que terminou hoje”

A reportagem completa está no Correio do Povo.

O deputado antes folclórico e o petista ‘meio tucano’: veja as trajetórias de cada candidato; por Pedro Dória e Sérgio Roxo/O Globo

O deputado antes folclórico e o petista ‘meio tucano’: veja as trajetórias de cada candidato; por Pedro Dória e Sérgio Roxo/O Globo

Destaque Eleições 2018

A eleição presidencial de 2018, marcada por alta polarização, chega neste domngo ao seu dia decisivo com Jair Bolsonaro (PSL) à frente de Fernando Haddad (PT) nas pesquisas. A diferença, que chegou a ser de 18 pontos percentuais, caiu para oito, segundo o Ibope, e para 10, de acordo com o Datafolha. Pedro Doria reconstitui a trajetória de Bolsonaro, de deputado do baixo clero a presidenciável favorito, e mostra como uma confluência de ondas, que inclui a crise política e econômica e a emergência de um forte conservadorismo popular, alavancou o candidato que demonstrou mais intimidade com as redes sociais. Sérgio Roxo narra a dificuldade de Haddad para imprimir sua marca. O ex-prefeito não conseguiu construir a frente democrática. Na última semana, adotou tom mais agressivo e angariou apoios.


Jair Bolsonaro

por Pedro Dória

Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência – Márcia Foletto / Agência O Globo

Num curto período de sete minutos, a partir de 21h22m do dia 15 de setembro, em 2010, o vereador Carlos Bolsonaro publicou uma série de sete fotos no blog Família Bolsonaro. Luiz Inácio Lula da Silva ainda era presidente, gozava de imensa popularidade. Carlos não tinha como saber, mas aquele gesto — a publicação daquelas imagens dele e dos dois irmãos mais velhos ainda meninos, às vezes com o pai, às vezes sem, feita num site Blogspot genérico, o mais simples dos sistemas de blog — era o primeiro passo para levar sua família a passos do Palácio do Planalto. A decisão final só ocorre neste domingo, quando os brasileiros forem às urnas. Mas esta já é uma eleição histórica. Uma eleição surpreendente na qual todas as regras mudaram.

Não é, porém, só a intimidade com a internet que alavancou a candidatura do capitão reformado Jair Bolsonaro, transformando-o em favorito. Houve uma confluência de ondas, uma tempestade perfeita. Envolve a crise social e econômica nascida da transformação digital do mundo. Uma reação conservadora, igualmente mundial, aos avanços nos direitos liberais das últimas décadas. E há também cores brasileiras. A diminuição da desigualdade e simultânea popularização de smartphones. A crise do modelo de gestão política do Brasil, disparada pelas manifestações de 2013 e reforçada com a Lava-Jato.

Fernando Haddad

por Sérgio Roxo

Fernando Haddad, candidato à Presidência pelo PT – Márcia Foletto / Agência O Globo

Em fevereiro, um mês e meio antes de começar a cumprir pena por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao discursar no ato de aniversário de 38 anos do PT, em São Paulo, recorreu à retórica habitual e se queixou de críticas, classificadas por ele como “campanha de ódio” contra o partido. Contou ainda que, ao indicar Fernando Haddad para disputar a prefeitura da capital em 2012, imaginou que ele, por sua formação acadêmica e “cara de paulista”, estaria imune ao antipetismo.

— É um pouquinho confundido com tucano — resumiu o líder petista, sobre o seu afilhado político.

Neste segundo turno da disputa presidencial, o PT se valeu daquele mesmo raciocínio elaborado por Lula. Acreditou que as características do rival, Jair Bolsonaro, e o perfil de Haddad, que sempre foi tratado com certa estranheza pelo partido, abririam um caminho quase natural para a formação de uma ampla frente democrática que aproximaria a candidatura do centro no espectro político do país.

José Ivo Sartori: “Temos que estar acima das ideologias e dos partidos”

José Ivo Sartori: “Temos que estar acima das ideologias e dos partidos”

Eleições 2018 Notícias

José Ivo Sartori concorre à reeleição ao governo do Estado. Nascido em Farroupilha, em 1948, já foi cinco vezes deputado estadual, uma vez deputado federal e duas vezes prefeito de Caxias do Sul. É o mais velho entre seis irmãos. Cresceu trabalhando no campo, ao lado do pai, que também foi borracheiro, e da mãe, dona de casa. Formado em Filosofia, foi professor, líder estudantil e atuou no combate à ditadura militar.

Correio do Povo – Como equilibrar as finanças públicas? O regime de recuperação fiscal é a única alternativa?
José Ivo Sartori – Nós já tivemos alguns ganhos. Primeiro foi a renegociação da dívida, que é diferente do Regime de Recuperação Fiscal. Na renegociação da dívida, os juros foram reduzidos de 6% para 4% e não mais pelo IGPDI, mas pelo IPCA, e vinculados à taxa Selic, que fica sendo a mais baixa possível e, portanto, permite que o estoque da dívida em 2028 tenha diminuição de R$ 22 bilhões. Agora, então, precisamos da adesão ao Regime, mas é preciso privatizar ou federalizar estatais que o Estado não precisa mais ter. Tem sentido ainda o Rio Grande do Sul ter uma empresa para minerar carvão? Para vender para um único cliente e que diminui pela metade as aquisições que ele faz, além, evidentemente, do passivo existente e daquilo que teria que ser investido. Mas o Plano tem outras garantias. Se ficarmos três anos sem pagar a parcela da dívida com a União, temos a garantia de que não precisaremos desembolsar, e isso representa R$ 11,3 bilhões que permanecem no Rio Grande do Sul. Não tenho visto outros projetos para a construção do equilíbrio financeiro do Rio Grande do Sul. Insistimos nisso e por isso fizemos mais de 80 viagens a Brasília, negociando. Enviamos para a Assembleia os projetos de privatização ou federalização, ou pelo menos a retirada da Constituição do plebiscito para a CEEE, CRM e Sulgás, que estavam em conjunto e que depois separamos. No ano que passou, fizemos solicitação à Assembleia Legislativa para que fosse feito o plebiscito junto com a eleição. Lamentável é que não tenha se dado a oportunidade para a população ser ouvida. E o déficit que tem a CEEE? Como se vai arrumar este recurso que precisa colocar na CEEE? Ou será que o Estado pode distribuir energia quando tem tantas organizações no mundo que podem fazer isso? Ou ainda a Sulgás, mesmo que aparentemente tenha condições de superávit financeiro, o gás que vem para ser distribuído aqui vem da Bolívia e ano que vem termina este acordo. Não se sabe o que vai acontecer. E temos praticamente concentrada a distribuição em Porto Alegre, Vale do Sinos e Caxias. O que é mais grave, nenhum centavo de ICMS fica no Rio Grande do Sul, todo ele vai para o Mato Grosso do Sul que é onde ocorre a entrada do gás no Brasil.

CP – Quanto ao pagamento dos servidores, alguma estratégia para que terminem os atrasos e parcelamentos?
Sartori – Nós tínhamos previsão de termos no Estado um déficit, no final deste ano, de R$ 25,5 bilhões. Vamos chegar a R$ 8 bilhões, que é o orçamento que está em vigor hoje, onde nós temos R$ 70 bilhões de despesa e R$ 62 bilhões de arrecadação. A gente gasta mais do que arrecada. O Regime de Recuperação Fiscal não foi feito agora, começou desde o primeiro dia do nosso governo, procuramos ser transparentes e verdadeiros sobre as finanças do Rio Grande do Sul. Acredito que temos que estar acima das ideologias e dos partidos e saber que isto é importante para o Rio Grande ir adiante. Por outro lado tivemos avanços e fizemos nosso dever de casa, sobrou quase R$ 1 bilhão por ano só na não ocupação dos cargos de confiança, diminuição de secretarias. Hoje temos 17 ou 16 secretários, quando começamos tinha 29. E mais, cuidar de passagens, diárias, horas extras, enfim, de todas as questões, e avançar nas mudanças. Por isso fizemos o acordo de resultados, com metas e resultados, este é um outro processo que queremos manter, que é o processo de gestão. Não se admite mais que não se tenha um processo de gestão. E quanto aos salários, devo dizer que não é uma vontade política escalonar salários, mas uma necessidade porque não tem dinheiro. Não existe o dinheiro e daí é que mudou inclusive a conceituação, porque existiam muitas ações judiciais de organizações sindicais de servidores que diziam que era para pagar todo mundo igual. No ano que passou adotamos uma medida de primeiro pagar quem ganha menos, efetuamos o pagamento às vezes no quinto dia útil, no sexto, sétimo, no máximo décimo dia útil do mês, mas sempre pagando quem ganha menos. Os que ganham mais vão para o final. Governador, vice-governador e secretários são os últimos da fila. Pagar quem ganha menos é uma atitude social justa e correta. Diante da falta de recursos, se faz aquilo que se pode e da melhor maneira para não prejudicar ninguém. Mesmo que tenha tido escalonamento durante muito tempo, sempre pagamos dentro do mês e com o menor tempo possível. E mais, pelo atraso todos recebem a bonificação através de juros que são dados pelos dias de atraso.

CP – Sobre a privatização e/ou concessão de estatais. Qual a sua opinião? Quais estatais podem ser privatizadas no seu governo? Existe alguma que não será privatizada de jeito nenhum?
Sartori – É bom que fique claro que tudo o que nós queríamos extinguir nove fundações, uma autarquia e uma companhia, nós aprovamos. Isso a Assembleia Legislativa nos ajudou a aprovar. Nós só apresentamos a CEEE, a CRM e a Sulgás. O Banrisul não foi colocado, se quiséssemos, teríamos colocado. Sei que tem discordâncias, mas nós vamos insistir com este processo de continuidade da transformação da estrutura do Estado. O objetivo é federalizar ou privatizar CEEE, CRM e Sulgás. As atividades da FEE não deixaram de ser feitas pela própria Secretaria de Governança, Gestão e Planejamento. Apenas tem um caso judicial, espero que seja superado também, de permitir que se façam as pesquisas necessárias. Reconheço que, historicamente, a FEE teve sempre grande papel no desenvolvimento do Estado, mas existem organizações com menos custos mantendo o mesmo serviço. Todos os serviços vão continuar na própria secretaria sem a existência da Fundação.

 

A reportagem completa está no Correio do Povo.

Campanhas de Bolsonaro e Haddad terminam sem planos detalhados; por Tulio Kruse/O Estado de S.Paulo

Campanhas de Bolsonaro e Haddad terminam sem planos detalhados; por Tulio Kruse/O Estado de S.Paulo

Destaque Eleições 2018 Notícias

A falta de detalhes nos planos de governo apresentados pelos candidatos à Presidência da República frustrou especialistas e deixou sem resposta alguns dos principais desafios do próximo governo. Da Previdência à agenda de inovação para o setor produtivo, há pouca clareza de como Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT) realizarão algumas promessas em uma eventual gestão.

Após a oportunidade de debater soluções na campanha ter se perdido, representantes de entidades setoriais – que entregaram agendas de prioridades a partidos ao longo do ano – dizem que será necessário resgatar discussões com o governo eleito. Eles apontam para a falta de sintonia entre o que foi dito pelos candidatos, as propostas de especialistas, e medidas já em estudo pelo atual governo.

“Não dá para ter clareza do que eles estão propondo”, diz o diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), Bernard Appy, sobre as propostas para a área tributária nos dois programas. “Vai ter de ser feita depois da eleição, essa discussão.”

A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

A Ativista que uniu Bolsonaro e Guedes.  Atuante nas redes sociais, Beatriz Kicis costurou a aliança entre o candidato e seu economista; por Adriana Fernandes e Leonencio Nossa/O Estado de S. Paulo

A Ativista que uniu Bolsonaro e Guedes. Atuante nas redes sociais, Beatriz Kicis costurou a aliança entre o candidato e seu economista; por Adriana Fernandes e Leonencio Nossa/O Estado de S. Paulo

Economia Eleições 2018 Notícias

A aliança entre o candidato ao Palácio do Planalto pelo PSL, Jair Bolsonaro, e o seu eventual superministro da Economia, Paulo Guedes, foi costurada por uma ativista política nas redes sociais e no Congresso. A deputada federal eleita e ex-procuradora do Distrito Federal, Beatriz Kicis, 57 anos, despontou na esteira do movimento pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em vídeos na internet. Chegou a criar o Instituto Resgata Brasil, tendo como pauta o voto impresso e a Escola sem Partido. Agora, tornou-se uma das apostas da bancada do capitão reformado para se contrapor ao PT e ao PSOL na Câmara.

Próxima de Bolsonaro desde 2014, Bia articulou com o empresário Winston Ling, do Grupo Ling, do Rio Grande do Sul, o primeiro encontro que mudaria o rumo da campanha do então pré-candidato, em novembro de 2017, no Rio de Janeiro. Bia, Ling e os filhos de Bolsonaro estiveram presentes. Quinze dias depois, em um segundo encontro, dessa vez a sós, a dupla afinou a sintonia, relata a futura deputada. De maneira franca, Bolsonaro disse a Guedes que precisava de um conselheiro na economia, mas que conhecia bem a política e as negociações no Congresso para vetar ou chancelar propostas.

Na época, o economista deixou claro que já conversava com Luciano Huck, que tentava disputar a Presidência. O apresentador da TV Globo, no entanto, anunciou a desistência três meses depois, abrindo caminho para o “noivado” entre Bolsonaro e Guedes. O parlamentar já era fenômeno nas redes sociais, mas os seus apoiadores estavam convencidos de que ele precisava de um economista liberal para impulsionar a candidatura e ganhar o apoio do mercado financeiro.

O sentimento de urgência veio após Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e um dos pais do Plano Real, ter integrado o time que montava o plano econômico de João Amoêdo, do Partido Novo. “O Bolsonaro precisava de um economista muito melhor”, relata Bia.

Já no auge da campanha, o próprio Guedes esteve em Brasília para participar de dois eventos organizados por Bia para empresários, advogados, procuradores, juízes e servidores da cúpula do funcionalismo. Foi para Bia que o economista deu uma das mais longas entrevistas, divulgada no canal de vídeo independente da futura deputada, em que ele expõe todo o seu pensamento e diretrizes a serem dadas, caso Bolsonaro ganhe as eleições.

Uma delas chama a atenção: a necessidade de descentralização federativa e fortalecimento dos Estados e municípios. Uma política que bate de frente com a burocracia de Brasília, unidade da Federação onde o funcionalismo tem grande influência eleitoral.

Para se eleger com 86,4 mil votos, Bia contou com apoio de grupos de servidores, mas não prometeu brigar por reajustes salariais e teve votos em todas as regiões periféricas do Distrito Federal, sobretudo aquelas sem ligação com serviço público.

Sobre a agenda econômica, a nova deputada defende prioridade na questão tributária com desoneração dos impostos para as empresas para facilitar o empreendedorismo. “Quem gera emprego é o empresário”, diz ela, que defende que Bolsonaro, se eleito, negocie a reforma da Previdência. “Reforma agora. Tem de ser”, diz. Na entrevista a Bia, Guedes afirmou que se gasta muito no Brasil com uma máquina de Estado que precisa sofrer uma reforma. “A máquina está apontada para o lado errado, cheio de funcionários em estatais, em vez de gente dos municípios e Estados fornecendo saúde, educação e saneamento”, defendeu o futuro superministro em eventual governo PSL.

A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.