‘Eleição de Bolsonaro ou volta do PT seriam tragédias’, diz Elena Landau; por Paulo Beraldo/O Estado de S.Paulo

‘Eleição de Bolsonaro ou volta do PT seriam tragédias’, diz Elena Landau; por Paulo Beraldo/O Estado de S.Paulo

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 A economista e advogada Elena Landau, recém-empossada como presidente nacional do movimento suprapartidário Livres, de orientação liberal, afirmou em entrevista ao Estado que a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) ou a volta do PT seriam “duas tragédias para o País”. Landau, que foi uma das principais economistas do PSDB por 25 anos e se desligou do partido em 2017, assumiu a liderança do movimento em 21 de agosto e disse que encara o atual cenário político com “apreensão”. Ela também criticou o populismo das campanhas nas eleições 2018

Nos anos 1990, Landau colaborou com o Programa Nacional de Desestatização e, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, foi diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), onde atuou de 1994 a 1996. Em agosto de 2017, Landau endereçou uma carta ao PSDB, escrita em conjunto com os economistas Edmar Bacha, Gustavo Franco e Luiz Roberto Cunha, anunciando o desligamento da sigla. A carta dizia que o PSDB deixou “vazio o centro político ético de que o País tanto precisa” porque foi “incapaz de se dissociar de um governo manchado pela corrupção”.

Entre as propostas, o Livres defende a criação de “bancadas da liberdade” ao redor do País, com a defesa de temas como a igualdade de oportunidades, a redução do tamanho do Estado, mais eficiência na máquina pública e a desburocratização da economia. O grupo se define como liberal “por completo”, tanto em temas econômicos quanto nos costumes.

Confira em O Estado de São Paulo os principais trechos da entrevista.

Ministros do STF dão péssimo exemplo a magistrados, diz Carlos Velloso

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O advogado e ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Velloso, 82, diz que as recentes polêmicas na corte suprema do País podem ter influenciado a decisão do juiz do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) Rogério Favreto de conceder liberdade ao ex-presidente Lula (PT).

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso – Breno Fortes – 5.nov.2015/CB/D.A Press
Para Velloso, a postura de ministros do STF de não respeitarem decisões do plenário da corte ao votarem nas turmas do tribunal é um mau exemplo que pode influenciar a atuação de magistrados nas instâncias inferiores.

Segundo o ex-ministro, que presidiu o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não há irregularidade na conduta do juiz Sergio Moro de dar despacho no caso mesmo estando em férias: “Um juiz vocacionado é juiz 24 horas por dia”.

Velloso qualifica de estranha a insistência de Favreto, juiz plantonista, em determinar a soltura de Lula mesmo após o relator titular do caso, Gebran Neto, ter se manifestado pela manutenção da prisão.

Folha – Como o sr. avalia a decisão do juiz do TRF-4 Rogério Favreto de libertar o ex-presidente Lula? 

Carlos Velloso – Considero essa decisão teratológica. Quem mandou prender Lula? Foi o Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Este habeas corpus de agora foi requerido a um juiz do próprio tribunal contra uma decisão do tribunal, portanto foi um pedido incabível. Surpreendentemente, o juiz do TRF, dr. Favreto, concede a liminar, como plantonista. É importante indagar: será que isso não poderia esperar até segunda-feira? O que me parece lamentável é que isso costuma ocorrer na Justiça. Um sujeito espera um juiz plantonista ideal para impetrar um habeas corpus, um mandado de segurança, e ter a certeza da obtenção de uma liminar. Isso é velho e conhecido na Justiça.

Folha – O juiz Favreto argumentou que a decisão dele não desrespeitou julgamentos anteriores no caso Lula, pois levou em consideração um fato novo, que é a pré-candidatura do ex-presidente e o direito dele de participar do processo eleitoral. Qual sua opinião sobre esse entendimento? 

Carlos Velloso – Esse é um bom argumento, porém, deve ser levado ao juízo competente. É um bom argumento para ser apresentado ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral. Há momentos próprios para isso. Porém não me parece adequado um juiz do próprio tribunal ser acionado com um argumento desse contra uma decisão do seu próprio tribunal. Esse é um tema interessante, mas não pode ser resolvido pelo juiz de plantão. A jurisdição do TRF já se esgotou. Então um tipo de habeas corpus como esse deveria ser encaminhado ao STF ou ao STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Folha – Como o sr. vê o fato de o juiz Favreto ter sido filiado ao PT, ter trabalhado em cargo na administração de Lula e ter decidido sobre a liberdade do ex-presidente?

Carlos Velloso – O juiz tem liberdade de atuação e é o primeiro juiz de seus impedimentos e suspeições. Em outras palavras, é o senhor de suas boas condições psicológicas para decidir uma questão com imparcialidade. Pressupõe-se que o juiz é um homem íntegro e honesto, em todos os aspectos.
Folha – A decisão do ministro do STF Dias Toffoli de libertar o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu também gerou polêmica pelo fato de Toffoli ter sido assessor de Dirceu no governo. 

Carlos Velloso – Os critérios de impedimento e suspeição para os juízes estão no Código de Processo Civil. Os de impedimento são objetivos, como parentesco ou amizade pessoal com as partes. E há aqueles de suspeição, que são de foro íntimo, que o homem honesto sabe avaliar.

Folha – A petição dos aliados do ex-presidente foi protocolada após o fim do horário do expediente normal do TRF-4 na sexta-feira, que ia até as 19h, e acabou indo para o juiz plantonista que já havia se manifestado contra medidas do juiz Sergio Moro. Qual sua avaliação sobre essa conduta? 

Carlos Velloso – A defesa está no seu papel. É preciso indagar se também estaria no seu papel o representante da Justiça. Volto a dizer, o juiz é o primeiro senhor de suas boas condições psicológicas para decidir. Agora, é altamente suspeito impetrar um habeas corpus que não tem tanta urgência assim, a pessoa não acabou de ser presa, justamente no plantão. Não são todos que procedem assim, mas é aquela história da defesa no seu papel de tentar fazer algo pelo seu constituinte.

Folha – Outro debate que surgiu no domingo foi em razão de o juiz Sergio Moro estar em seu período de férias mas ter se posicionado prontamente contra a decisão de Favreto. Como o sr. avalia essa situação? 

Carlos Vellso – O juiz não é servidor comum que trabalha tantas horas por dia e fecha a gaveta de seu gabinete na sexta-feira e vai para casa passar o fim de semana tranquilamente. O juiz é juiz 24 horas por dia. É assim mesmo que se portam os juízes vocacionados. É possível verificar que Sergio Moro é um juiz vocacionado. Ele procedeu muito bem.

A entrevista completa está na Folha de São Paulo.
 

Santander Cultural realiza primeira edição do ano do programa Domingo Cultural

Santander Cultural realiza primeira edição do ano do programa Domingo Cultural

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Com entrada franca, iniciativa reúne espetáculo de mágica Abracadabra, oficina de abayomi, oficina de carimbo, técnicas de bordado sobre papel, contação de histórias, visitas mediadas à bienal e sessões do filme O pequeno príncipe.

No próximo final de semana, especialmente no domingo, dia 29, das 13h às 19h, ocorre o primeiro Domingo Cultural de 2018 na unidade de cultura do Santander em Porto Alegre. Atrações totalmente gratuitas estão no programa que oferece atividades de artes visuais, cinema, mágica e oficinas criativas. São quatro edições ao longo do ano, voltadas para públicos de todas as idades, com a proposta de potencializar a troca de conhecimento por meio de ações culturais e de aprendizagem.

ESPETÁCULO DE MÁGICA – Abracadabra

Um espetáculo de mágica com atividades interativas para todas as idades, que traz muitas lembranças ao público, motivando expressões como: “voltei a ser criança”. É uma oportunidade de apreciar o ilusionismo premiado de Jean Crapanzani que utiliza o mínimo de aparelhos e equipamentos para seus espetáculos. Um show que contempla os mistérios milenares da mágica.

Horário: 17h

Ministrante: Jean Crapanzani – psicólogo e arte terapeuta

Faixa etária: livre

Vagas: por ordem de chegada e sujeito a lotação

Local: Praça dos Cofres

OFICINA DE ABAYOMI

A palavra abayomi tem origem no dialeto Iorubá, e significa aquele que traz felicidade e alegria. As mulheres negras confeccionavam essas bonecas com pedaços de suas saias. A Abayomi ajuda a contar parte da história dos negros trazidos em navios da África e que se tornaram escravos no Brasil. Sem cola, costura ou qualquer tipo de suporte, venha confeccionar sua abayomi.

Horário: das 14h às 16h30

Ministrante: Coletivo Tramando Arte

Faixa etária: livre

Vagas: por ordem de chegada e sujeito a lotação

Local: sala multiuso leste

OFICINA DE CARIMBO

Oficina livre de criação e confecção de carimbos artesanais. De um jeito simples e divertido crianças e adultos vão transformar seus desenhos em carimbos e se encantar com o resultado obtido a partir deles.

A atividade não tem restrição de idade e e não há necessidade de conhecimentos prévios em carimbos ou habilidades especiais em desenho.

Horário: 14h, 15h, 16h

Ministrante: Yris Tanaka – ilustradora

Faixa etária: livre

Vagas: por ordem de chegada e sujeito a lotação

Local: ateliê Ação Educativa

TÉCNICAS DE BORDADO SOBRE PAPEL

Oficina de pontos básicos do bordado em tecido aplicados em papel. A partir da criação livre o aluno será convidado a bordar os cartões postais com detalhes da arquitetura do Santander Cultural. Ao todo serão ensinados três tipos de pontos de contorno e preenchimento. Ao final da oficina o participante poderá postar gratuitamente via correio, em âmbito nacional, seu trabalho.

Horário: 14h, 15h, 16h

Ministrante: Ricardo Rogrigues – jornalista

Faixa etária: livre

Vagas: por ordem de chegada e sujeito a lotação

Local: sala multiuso oeste

Contação de Histórias na Biblioteca | “Sinalizando histórias” com intérprete em português

Levar a criança a uma divertida viagem ao mundo das histórias em LIBRAS com intérprete em português, promovendo o acesso de crianças surdas e ouvintes.

Realizar a arte da contação de histórias, através de personagens, objetos, brincadeiras, expressão corporal e imaginação.

Horário: das 14h às 14h45 e das 16h às 16h45

Ministrante: Simone Dornelles e Priscila Bortoletti – contadoras de histórias em LIBRAS

Faixa etária: de 04 a 12 anos

Vagas: por ordem de chegada e sujeito a lotação

Local: Biblioteca do Santander Cultural

VISITAS MEDIADAS À BIENAL NO SANTANDER CULTURAL

Horário: 13h30 às 14h30 e das 15h às 16h

Ministrante: equipe da Ação Educativa

Faixa etária: livre

Vagas: 30

Local de encontro: grande Hall

CINEMA

O PEQUENO PRÍNCIPE | Dublado em português.

The Little Prince, Reino Unido, Estados Unidos, 1974, cor, 88 min

Versão para o cinema, da imortal história escrita pelo francês Antoine de Saint-Exupéry. Quando seu avião cai no meio do deserto, um piloto conhece o Pequeno Príncipe, um menino que alega ter vindo de um planeta distante. Juntos, os dois trocam experiências de vida e comovem públicos de todas as idades.

D: Stanley Donen. R: Alan Jay Lerner. E: Steven Warner, Joss Ackland, Clive Revill, Gene Wilder. G: Aventura/Fantasia. CI: Livre. L: não

Horário: 13h30, 15h e 17h – retirada de senhas 30 minutos antes de cada sessão

Local: Cine Santander Cultural

Santander Cultural

Rua Sete de Setembro, 1028 | Centro Histórico

Porto Alegre RS Brasil 90010-191

Telefone: 51 3287.5500

scultura@santander.com.br | www.santandercultural.com.br

Horário de funcionamento

Terças-feiras a sábado, 10h às 19h

Domingos, 13h às 19h

Bilheteria: terças-feiras a domingo, 14h às 19h

Não abre segundas-feiras e feriados

Novus triplica produção em Canoas

Novus triplica produção em Canoas

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Especializada em itens eletrônicos, fabricante destina 60% de sua produção para o mercado interno

A fabricante de instrumentos eletrônicos Novus está de malas prontas para deixar a capital gaúcha pela cidade de Canoas. A companhia está terminando a construção de sua nova fábrica na cidade vizinha e a troca ocorrerá em setembro, após a planta de Porto Alegre ser desativada. O gerente de Mercado Internacional da Novus, Rodrigo Zereu, comenta que o objetivo é suprir a atual necessidade de aumento de produção, com expansão do parque fabril. O executivo prefere não detalhar o investimento feito ou números, mas adianta que a capacidade produtiva será triplicada no novo complexo. No momento, a Novus conta com cerca de 180 funcionários no Brasil e não há planos de desligamentos com a mudança da fábrica. O grupo também possui escritórios em São Paulo, Campinas e Curitiba, com foco na atuação comercial, assim como tem representações nos Estados Unidos, Canadá, França e Argentina.

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Governo cancela 80% dos benefícios por auxílio-doença, diz ministro do MDS –  Carlos Machado/Rádio Guaíba

Governo cancela 80% dos benefícios por auxílio-doença, diz ministro do MDS – Carlos Machado/Rádio Guaíba

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Alberto Beltrame falou no programa Agora, da Rádio Guaíba, nesta sexta-feira

O novo ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, conversou com o apresentador Felipe Vieira durante o programa Agora, da Rádio Guaíba, na manhã desta sexta-feira. Beltrame apontou alguns programas sociais que são de responsabilidade do MDS, como o Bolsa Família, e tratou do cancelamento de cerca de 80% dos benefícios concedidos por auxílio-doença, depois da revisão obrigatória.

O ministro começou falando sobre os avanços obtidos no maior programa de transferência de renda do País. Beltrame criticou as pessoas que diziam que o presidente Michel Temer acabaria com o Bolsa Família e lembrou que o atual governo concedeu o maior reajuste ao benefício. “Sempre houve uma ameaça durante as eleições de que se a oposição vencesse, acabaria com o Bolsa Família. E essa ideia também foi difundida no início do governo do presidente Temer. Mas o presidente não só não acabou com o Bolsa Família, como reforçou o programa. Nós fizemos um reajuste histórico quando nós assumimos em maio de 2016, que foi uma média de 12,5% no valor do benefício, o que injetou um grande montante de recursos na economia e melhorou o poder de compra das famílias”, afirmou.

Beltrame lembrou ainda que quando o atual governo assumiu o Palácio do Planalto, o Ministério atuou para acabar com as irregularidades na concessão do Bolsa Família. “Não era feita a revisão das informações de renda das famílias que recebiam. Identificamos as pessoas que estavam recebendo indevidamente. Atualmente, não existe ninguém esperando para receber o benefício. A fila é zero na espera do Bolsa Família. Isso é a primeira vez na história do programa. A espera média antes era de bem mais de um ano e a focalização permitiu que se fizesse justiça social para que o programa chegasse a realmente quem precisa receber”, destacou.

O ministro tratou, também, dos problemas encontrados nos benefícios concedidos de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez. Segundo Beltrame, há uma norma do INSS que determina revisões periódicas dos benefícios, o que não era cumprida há muito tempo. “Quando nós assumimos em maio de 2016, nós encontramos 552 mil pessoas com auxílio-doença concedido há mais de dois anos e sem qualquer revisão, algumas com até 12 anos sem revisão. E dentre os aposentados por invalidez, encontramos mais de um milhão de pessoas nessa situação. Então, nós começamos a fazer a revisão desses benefícios”, esclareceu.

De acordo com Beltrame, já foram revisados cerca de 250 mil auxílios-doença. Desse total, houve um cancelamento médio de 80% dos benefícios, de pessoas que já estavam saudáveis e que ainda estavam recebendo. “Nós encontramos várias mulheres com auxílio-doença porque quando estavam grávidas elas tiveram problemas na gestação e precisaram ficar em repouso. Mas, em muitos casos, havia mulheres com filhos de sete, oito anos, e um caso de uma mãe com filho de 12 anos, que continuavam recebendo por gestação de alto risco”, exemplificou.

O MDS também está fazendo a revisão das aposentadorias por invalidez. A média de cancelamentos é de cerca de 30% em todo o Brasil.

‘Espero que seja retórica eleitoral’, diz Meirelles sobre intenções de Lula na economia. Ex-presidente sinaliza que pode rever ações tomadas no governo Temer; por por Bárbara Nascimento/O Globo

‘Espero que seja retórica eleitoral’, diz Meirelles sobre intenções de Lula na economia. Ex-presidente sinaliza que pode rever ações tomadas no governo Temer; por por Bárbara Nascimento/O Globo

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira à “Rádio Guaíba”, do Rio Grande do Sul, que espera que o discurso do ex-presidente Lula na área econômica seja “meramente uma retórica eleitoral”. Lula tem sinalizado que pode reverter, se eleito em 2018, algumas ações tomadas na área econômica durante o governo Michel Temer.Ele lembrou que existia um receio similar em relação a Lula em 2002 e que, quando eleito, o ex-presidente o convidou para a direção do Banco Central, onde teve autonomia para atuar.

— Agora, o que ele está propondo eu discordo. Eu espero que seja meramente uma retórica eleitoral. Respeito a diferença de opinião, mas claramente o que estamos fazendo está dando certo. Mais informações em O Globo.

Brasil está indo tão bem ou melhor do que no governo Lula, diz Meirelles; por Elizabeth Lopes/ Broadcast Estadão

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Entrevista completa do Ministro Henrique Meirelles ao programa Agora/Rádio Guaíba, com Felipe Vieira.

 

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira. 13, em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, apostar na vitória de um candidato, nas eleições presidenciais do ano que vem, que priorize uma agenda de mudanças modernizantes na economia brasileira, mudanças que gerem emprego, reduzam a inflação e juros, melhorem a qualidade de vida da população, foquem nas reformas necessárias que o País precisa e fujam das bandeiras populistas.

Indagado se seria este candidato, já que vem pregando pelo País, como condutor da economia brasileira, um discurso baseado nessas premissas, Meirelles voltou a dizer que tomará uma decisão a esse respeito apenas entre final de março e começo de abril do próximo ano.

“Agora é foco total na economia, gosto de olhá-la com números e estamos na direção certa”, destacou Meirelles na entrevista. Ao falar de suas ações para a criação empregos, manutenção da inflação e juros em níveis mais baixos e consolidação do crescimento, ele disse que a atual agenda econômica é liberal e vem contribuindo para reduzir o tamanho do Estado. “Com o estabelecimento do teto dos gastos públicos, o tamanho governo federal – que já foi superior a 20% – chegará a 15% do PIB.” E disse que isso contribui para muitos avanços, inclusive a redução de impostos. “O brasileiro não aguenta pagar mais imposto; mas agora estamos no caminho certo, da modernização da economia.”

Quesrtionado sobre a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto, tendo como concorrente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem foi presidente do Banco Central, Meirelles disse que mantém uma relação cordial e de amizade com o petista, que o convidou pra ser a autoridade monetária de seu governo. Apesar de manter uma relação de amizade com Lula, Meirelles pontuou que os dois têm pontos de vista diferentes. “Não concordo com a atual retórica de Lula”, disse, reiterando que sob sua batuta, o País está voltando ao rumo certo, depois de enfrentar uma das maiores crises de sua história.

O ministro da Fazenda respondeu também como seria uma eventual disputa entre “criatura e criador”, no caso Lula, que o alçou à vida pública como presidente do BC de sua gestão. Meirelles refutou tal comparação e deixou claro que ao ser convidado para integrar a equipe do então governo petista, como presidente do Banco Central, já tinha uma carreira bem consolidada, inclusive a nível internacional. “E quando Lula me chamou, me deu total autonomia para resolver os problemas do País, o que foi bom para ele e para o governo dele, pois sempre respeitou minhas decisões no BC, mesmo não concordando às vezes.” E alfinetou: “Agora o Brasil está indo tão bem ou melhor (do que na gestão de Lula).”

Sobre o debate que estará em pauta no pleito presidencial do ano que vem, Meirelles disse que “é simples”: “Ou vamos manter a presente política que está dando certo, de crescimento e geração de emprego ou vamos voltar atrás em políticas recessivas e gerar desemprego.” E citou que o governo Temer está sob fogo direto da oposição, “o que é normal, faz parte da democracia”. Meirelles aproveitou a entrevista para alfinetar outro potencial concorrente, o deputado Jair Bolsonaro, dizendo que até o momento ele não esclareceu qual será o seu projeto econômico. “Não está clara linha econômica de Bolsonaro, espero que ele coloque isso com clareza.”

‘Não ficaria à vontade com políticos, meu meio é o futebol’, diz Tite

‘Não ficaria à vontade com políticos, meu meio é o futebol’, diz Tite

Destaque Entrevistas Esporte

Futebol e política fazem uma tabelinha famosa no Brasil. Mas o técnico Tite não quer continuar a jogada. Ao deixar o país rumo à Copa, a seleção tradicionalmente visita o presidente em Brasília. Desta vez, Tite foi claro. Ao ser questionado sobre como se sentiria ao lado do presidente Michel Temer, o treinador rebateu: “Não me sentiria à vontade com nenhum político. O meu meio é o futebol”, disse o treinador à Folha no início da tarde deste sábado (2), em Moscou, onde no dia anterior participou do sorteio dos grupos da Copa do Mundo.

“Não se deve confundir uma coisa com a outra”, acrescentou o técnico, que não contou na Rússia com a companhia do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, acusado pelo FBI de ser um dos beneficiários do esquema de recebimento de propina para a venda de direitos de torneios. Desde 2015, o cartola não sai do Brasil.

Com a seleção apontada como favorita pelos técnicos que foram à Rússia, ele preferiu ser mais cauteloso após a festa em Moscou.

“Não tenho condição de prometer. Não sou demagogo”, disse o treinador ao ser questionado se prefere vencer o Mundial ou dar espetáculo. A entrevista completa está na Folha de São Paulo.

‘Governo populista não faz bem à economia’. Entrevista – Fabio Schvartsman,presidente da Vale

‘Governo populista não faz bem à economia’. Entrevista – Fabio Schvartsman,presidente da Vale

Destaque Economia Entrevistas Poder Política

Para Fabio Schvartsman, o populismo produz benefícios em um primeiro momento, mas “a conta vem depois”. “Passamos por duríssimo aprendizado nos últimos anos.” Ele acredita ainda que 2018 será um ano volátil por causa da campanha. A entrevista com o presidente da Vale é a primeira de uma série com empresários sobre eleições. A entrevista completa está em O Estado de São Paulo.

Koff repete sentimento de 83 e 95 e está confiante do tricampeonato da América

Koff repete sentimento de 83 e 95 e está confiante do tricampeonato da América

Destaque Entrevistas Esporte

Mais uma vez, o presidente Fábio Koff está confiante que o Grêmio irá conquistar o tricampeonato da América. Para dirigente mais vitorioso da história do clube, comandante nos títulos de 83 e 95, o trabalho desenvolvido por Romildo Bolzan Júnior e Renato Portaluppi é merecedor de um título importante. Confira a entrevista completa para o programa Agora, com o jornalista Felipe Vieira:

Como o senhor está nesta quarta-feira dia da final da Libertadores?

Koff: “Está pulsando acelerado. Embora tenha vivido grandes momentos da minha vida envolvido com o Grêmio e emoções que vi, não posso ficar insensível com um momento tão importante na história do clube”.

Romildo Bolzan e Renato Portaluppi estão no momento certo para conquistar o tricampeonato?

Koff: “Demonstraram que sim. O Romildo foi uma escolha unânime do conselho de administração que eu presidia na última gestão que tive no Grêmio. É propositivo, inteligente, um homem sério e que gosta do que faz. Está fazendo uma gestão perfeita no clube”.

“O Renato está ligado a história do Grêmio. E as páginas mais vitoriosas do clube registram o nome dele como atleta e como treinador. E tem demonstrado muita competência. Me sinto orgulhoso por ter iniciado a vida profissional dele quanto era presidente do Grêmio em 1982/1983. O Renato praticamente começou lá na reserva do Ênio Andrade. Surgiu em uma final do Campeonato Brasileiro contra o Flamengo. Daí para frente só se consagrou, como atleta e como treinador. Ele é extremamente inteligente e uma figura singular na história do Grêmio”.

Em 28 de julho de 1983, conquista do primeiro título contra o Peñarol, o senhor tinha certeza da conquista?

Koff: “Olha se é para confirmar o que estou sentindo hoje, aquela oportunidade também tinha o sentimento que o Grêmio seria campeão. Desde o momento que viajamos para Montevidéu e aceitamos a proposta do Peñarol de que houvesse uma inversão no mando de jogos, com o primeiro jogo no Uruguai e o segundo no Olímpico, para proporcionar ao clube uruguaio um evento (amistoso) de colocação de faixas em um campeão da Europa… Lembro até hoje que o presidente do Peñarol agradeceu e disse que a equipe dele jogava melhor fora de casa. Não foi o que mostrou o resultado. Com jogadas do Renato que culminaram com um gol antológico. Tive o privilégio de ter vivido três momentos da história do Grêmio. Sou torcedor de arquibancada de madeira e de cimento. Depois vivi momentos de glória no Olímpico, como torcedor e como dirigente. Agora estou vivenciando esse momento tão bom do clube se projetando no cenário internacional”.

Presidente em 30 de agosto de 1995 também estava com o palpite do bicampeonato?

Koff: “Estava e o interessante é que uma das razões que me fizeram voltar foi uma conversa em uma viagem. A minha mulher me perguntou: ‘Por que tu vai voltar? Já foste campeão, então, por que voltar agora?’. Disse que queria voltar para que Grêmio voltasse a ser campeão da Libertadores de novo”.

O senhor irá repetir algum ritual que teve nas últimas duas vezes?

Koff: “Eu me visto durante os jogos com as cores do Grêmio. Tem uma camisa que eu guardo por simpatia. Ela é azul com uma faixa branca e azul mais clara nos ombros”.

Conversou com Romildo Bolzan ou com o Renato Portaluppi nas últimas horas?

Koff: “Não tenho conversado. Não tive oportunidade”.

E a última vez que conversou com o Renato?

Koff: “Quase sempre eu converso com o Renato. Procuro me não envolver emocionalmente neste período que estou, pois não é possível”.

E com o Romildo?

Koff: “Tenho conversado. (…) Se ele pedir (conselhos), sim. Senão fico na minha. Gosto muito dele e ele tem a experiência suficiente, é muito inteligente e vive um grande momento”.

Recado para os gremistas…

Koff: “Que os gremistas acreditem que vai ser possível. Vamos conquistar o título”.                         (Correio do Povo e Rádio Guaíba)