Eduardo Leite vai pedir que Sartori envie logo para Assembleia projeto com manutenção das alíquotas de ICMS. Governador eleito pode anunciar nos próximos dias os Secretários da Fazenda e Casa Civil

Eduardo Leite vai pedir que Sartori envie logo para Assembleia projeto com manutenção das alíquotas de ICMS. Governador eleito pode anunciar nos próximos dias os Secretários da Fazenda e Casa Civil

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Conversei com o governador eleito Eduardo Leite, no SBT RIO GRANDE – 2ª Edição. Ele deve definir ainda hoje o nome de quem coordenará a transição de governo com os representantes de José Ivo Sartori. No primeiro contato nesta terça-feira, Leite jÁ encaminhará com Sartori a data de envio para a Assembleia Legislativa do projeto pedindo que atual alíquota do ICMS seja mantida por dois anos. Para ele, mesmo que 56% dos atuais deputados não tenham sido reeleitos, não deve haver maiores problemas para aprovação porque o assunto foi debatido de forma transparente na campanha. Leite não espera nenhum tipo de retaliação da bancada do PMDB, em função dos tucanos terem votado contra o plebiscito para privatização das estatais em 2018.

Conversei com ele “fora do ar”, sobre a divulgação de nomes do secretariado. Leite me disse que, se revelasse, eu ficaria sem pauta para próximas entrevistas. Como ele não fala… Eu repasso informações colhidas com fontes. O que eu posso afirmar sobre secretariado é que Leite sonha com  grandes nomes para a equipe.  Já que o nome preferido Aod Cunha, já disse a interlocutores que não aceitaria voltar ao cargo que já ocupou no governo Yeda Crusius, economistas de projeção nacional estão sendo sondados para a Fazenda, Se a opção for local, o nome mais cotado é o de Leonardo Busatto, atual secretário do governo de Marchezan Jr,  em Porto Alegre. Já para a Casa Civil, o perfil é de alguém com habilidade política e técnica, nesse caso o nome mais cotado é o deputado federal eleito, Lucas Redecker, que foi secretário de estado e cumpre até 01 de fevereiro de 2019, mandato na Assembleia Legislativa.

 

VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

 

 

 

 

Eduardo Leite: “Governar é muito mais que o governo e o próprio caixa”

Eduardo Leite: “Governar é muito mais que o governo e o próprio caixa”

Entrevistas Notícias

Eduardo Figueiredo Cavalheiro Leite, aos 33 anos, disputa pela primeira vez o posto de governador do Estado, depois de ser o prefeito mais jovem eleito em sua cidade natal, Pelotas. Filho de professores universitários, é o caçula de três irmãos. Formado em Direito pela Universidade Federal de Pelotas, estudou Gestão Pública na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, e é mestrando em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Correio do Povo – Como equilibrar as finanças públicas? O regime de recuperação fiscal é a única alternativa?
Leite – Governar é muito mais que o governo e o próprio caixa. Tem desequilíbrio que exige ações para reduzir despesa e incrementar receita. Para o primeiro ponto, é preciso ter reformas de estrutura da máquina administrativa (privatização, parceria pública-privada). O que eu puder tirar como despesa é importante, mas preciso alavancar receitas. É preciso combater sonegação, rever benefícios fiscais, ações concretas para estimular economia. Temos uma divergência com o atual governo, ele olha apenas para a caixa do governo. Ele é um gestor da crise em si mesma, sem proporcionar soluções a partir da dinamização da economia. O regime de recuperação é um ponto importante. Nosso adversário o tem colocado como plano seu e não é verdade. O plano do governo federal permite ficar três anos sem pagar parcelas da dívida com a União, prorrogável por mais três. Porém, não soluciona as contas do Estado, mas pagará com juros. A conta será paga lá na frente. Cada governo tem feito seus mandatos resolvendo o problema dos seus quatro anos e cavando um buraco lá na frente. Entendo que o regime é importante, mas não é ele que recupera o Estado. Quem faz isso é o que vai ser feito neste período no qual não estaremos pagando a dívida para alavancar o desenvolvimento do nosso Estado, gerando riqueza para que lá na frente tenhamos outro perfil econômico para que tenhamos condições de honrar com os nossos compromissos, senão é empurrar com a barriga para que outros governos resolvam. O plano nos ajuda no equilíbrio das finanças, mas associado a isso uma série de medidas tem que ser feitas, redução da burocracia, redução da carga tributária e investimento pesado em infraestrutura e um programa de concessão de rodovias e parcerias com o setor privado em hidrovias e aviação regional.

CP – Quanto ao pagamento dos servidores, alguma estratégia para que terminem os atrasos e os parcelamentos?
Leite – As primeiras medidas são encaminhar as reformas para contermos os avanços das despesas. Associado a medidas de estímulo da economia e incremento da receita, reorganizando a política de fluxo de caixa do governo, com calendário de pagamento dos fornecedores ajustado e para o funcionalismo, poderemos colocar o salário em dia no primeiro ano. Esse é o nosso compromisso. Quando fui prefeito de Pelotas, os servidores recebiam no quinto dia útil do mês seguinte, organizamos e conseguimos, no primeiro ano do governo, puxar para o último dia útil do mês.

CP – Sobre a privatização e/ou concessão de estatais. Qual a sua opinião? Quais estatais podem ser privatizadas no seu governo? Existe alguma que não será privatizada de jeito nenhum?
Leite – Banrisul e Corsan não. Banrisul é um banco superavitário, não é um problema para o Estado e pode ajudar na solução com linhas de crédito facilitadas em setores estratégicos. A Corsan também não porque ela é um agente importante de articulações de soluções regionais em saneamento. Por ser uma empresa pública, permite que as prefeituras façam contratação direta do seu sistema de saneamento, de abastecimento de água e a Corsan também pode fazer o chamado subsídio cruzado, em que uma cidade que não sustenta a sua própria atividade de saneamento tem o apoio de outros municípios que, conjuntamente, dão sustentabilidade econômica à prestação de serviço. Então, a Corsan se mantém pública, com parcerias com o setor privado. Vamos fazer parcerias, não é o caso de privatizações, que é uma alienação do patrimônio. CRM, CEEE e Sulgás eu sou a favor. Entendo que essas companhias devem ser conduzidas à iniciativa privada. Estamos falando claramente que vamos fazer isso com respeito ao servidor, inclusive com absorção da mão de obra. A culpa da ineficiência da CEEE, por exemplo, não é de quem está no poste ligando a energia. Essa também é uma divergência nossa com a atual gestão. O governo vendeu ações do Banrisul, por exemplo, o que é privatização. Não entregou o controle acionário, mas alienou. Vendeu patrimônio público para botar no custeio da máquina. E isso é uma irresponsabilidade, na minha visão. Você pode fazer privatização, desde que seja para alavancar um novo projeto de desenvolvimento. Nós queremos constituir, com recurso de privatizações, um fundo garantidor de investimento privado em PPPs no Estado, para alavancarmos os investimentos em infraestrutura, que vão ser determinantes para nos tornarmos mais competitivos no ponto de vista logístico. E, além disso, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) deve ser extinta. Não é papel do Estado ser o operador direto da manutenção dessas estradas em regime de concessão e sim de conceder para a iniciativa privada que ganha em eficiência, que vem em redução de custo e melhores serviços para a população, além de viabilizar investimentos em infraestrutura, que são estratégicos.

CP – Como será a relação com o governo federal, dependendo de qual for o presidente eleito?
Leite – Republicana, como sempre foi. Eu fui prefeito e tinha no governo do Estado um governador do Partido dos Trabalhadores e no governo federal também. Sempre estabeleci uma relação republicana em defesa dos interesses da comunidade e, agora, como governador, a mesma coisa. Nós temos voto declarado na candidatura do Jair Bolsonaro por exclusão ao caminho do PT, porque o PT ajudou a quebrar o país. Gerou 13 milhões de desempregados. Fez uma gestão que gerou 170 bilhões de déficit primário para as contas públicas do governo. Então, entendemos que essa alternativa seria pior para o Brasil. Isso não significa adesão incondicional às ideias do candidato Jair Bolsonaro.

A entrevista completa está no Correio do Povo.

Luciano Huck: ‘Não consigo voltar para a caixinha em que eu estava’; por Renata Cafardo, O Estado de S.Paulo

Luciano Huck: ‘Não consigo voltar para a caixinha em que eu estava’; por Renata Cafardo, O Estado de S.Paulo

Destaque Eleições 2018 Entrevistas
Na eleição mais polarizada da história recente, o apresentado Luciano Huck diz que não tem lado. “Eu não me sinto representado por nenhum dos dois”, afirma, em entrevista ao Estado. Mesmo insatisfeito, não se arrepende de não ter concorrido ao cargo de presidente da República. Sua candidatura foi articulada no início do ano por integrantes do movimento Agora, grupo de renovação política criado por ele, e incentivada por Fernando Henrique Cardoso.

No fim de semana passado, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Huck disse que nunca votaria no PT. As falas no vídeo deram a entender que apoiaria Jair Bolsonaro, o que ele não confirma. Na seguinte entrevista, ele afirma que Fernando Haddad é “um cara ótimo”, mas “está inserido em um contexto do PT, que cometeu erros muito grandes nos últimos anos.”

Acredita que o País pode se reconciliar depois de uma eleição tão polarizada?

Acho que a gente não tem outra opção. Está sendo um processo muito dolorido para todos, mesmo quem está em campos opostos ou quem não se sente representado, ninguém gosta desse clima polarizado, divergente. A gente precisa fazer um esforço para conseguir uma conciliação. Se não, vão ser tempos muitos difíceis.

Esse esforço depende de quem?

Sem a menor dúvida, do presidente eleito, qualquer um dos dois. Ele vai estar representando todos os brasileiros, inclusive quem não votou nele.

Você vê isso acontecendo?

Eu tenho que tentar ver. A filosofia budista diz que não adianta você desejar o que você não tem, é preciso extrair o melhor do que você tem. Então, o nosso papel, enquanto sociedade, de quem não se sentia representado por nenhum dos dois, é de ser uma resistência positiva, atuante, que vai cobrar e exigir cada passo. Ver se a democracia vai ser preservada, se as liberdades serão respeitadas, se a imprensa vai ter liberdade, se as instituições estarão funcionando, se o Congresso e o cidadão serão respeitados. Se isso tudo acontecer, eu acho que a gente tem que apoiar as agendas positivas, seja quem for eleito.

A entrevista completa está em O Estado de São Paulo.

‘Homofobia de Bolsonaro é da boca para fora’, diz Regina Duarte. Para a atriz Regina Duarte, declarações do candidato – a quem ela apoia – são fruto de ‘jeito masculino’; por Ubiratan Brasil/O Estado de S.Paulo

‘Homofobia de Bolsonaro é da boca para fora’, diz Regina Duarte. Para a atriz Regina Duarte, declarações do candidato – a quem ela apoia – são fruto de ‘jeito masculino’; por Ubiratan Brasil/O Estado de S.Paulo

Cultura Eleições 2018 Entrevistas Notícias
Tão logo postou uma foto ao lado do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), a atriz Regina Duarte viu sua página no Instagram ganhar 300 mil seguidores em apenas quatro dias. Nas ruas, é festejada e cumprimentada, tornando-se um dos raros nomes da classe artística a abraçar a candidatura bolsonarista. “Ele tem uma alma democrática”, garante Regina, que interpreta as declarações consideradas homofóbicas e racistas do candidato como frutos de um homem com um “humor brincalhão típico dos anos 1950, que faz brincadeiras homofóbicas, mas que são da boca pra fora, coisas de uma cultura envelhecida, ultrapassada”.

A situação é diferente da vivida por ela em 2002, quando foi muito criticada ao revelar seu temor pela primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. “Eu estava completamente alienada, pois o Lula já havia ganhado”, afirma. “Não me arrependo, mas, se pudesse voltar no tempo, teria me informado melhor sobre o que estava acontecendo naquele momento. O País queria o Lula e fui dar a cara a tapa à toa.”

Veja os principais trechos da entrevista, concedida no apartamento da atriz, na região dos Jardins, em São Paulo.

Quando você se sentiu à vontade para falar de Bolsonaro?

Foi há uns dois ou três meses. Eu estava “no armário”, e meu filho mais novo começou a me contestar: já que sempre fui uma pessoa democrática, aberta, justa, como eu podia me fechar no conceito de que Bolsonaro é bruto, tosco, ignorante, violento. “Você já chegou perto dele?” Respondi: “Não preciso me aproximar, sinto que é o candidato da raiva, da impotência, do ódio, contra a corrupção e não quero votar no emissário da raiva”. Mas, quando conheci o Bolsonaro pessoalmente, encontrei um cara doce, um homem dos anos 1950, como meu pai, e que faz brincadeiras homofóbicas, mas é da boca pra fora, um jeito masculino que vem desde Monteiro Lobato, que chamava o brasileiro de preguiçoso e que dizia que lugar de negro é na cozinha. Eu tinha algumas opções de voto, como o (Geraldo) Alckmin e o (João) Amoêdo, mas, nesse momento, me caíram fichas inacreditáveis, como as omissões do PSDB. Foi tudo ficando muito feio. Quantos equívocos, quantos enganos! Foi quando notei o tamanho da adesão desse país ao Bolsonaro e pensei: eu sou esse país, eu sou a namoradinha desse país.

Bolsonaro passa a imagem de ser truculento quando o assunto é homossexualidade, feminismo, quando fala sobre índios e nega efeitos negativos da ditadura.

São imagens montadas, pois mostram a reação dele, mas não a de quem provocou a reação. É unilateral. Quando souberam que ele ia se candidatar, começaram a editar todas as gravações e também a provocá-lo para que reagisse a seu estilo, que é brincalhão, machão. Daí fica a imagem de um homem tosco, bruto. Acredito que 80% dessas reações eram brincadeiras dele: você manda uma porrada e ele devolve outra. O homem com quem conversei durante 65 minutos quer chegar lá democraticamente, seguindo todas as regras das nossas instituições. Ele não estudou filosofia, mas o importante é seu preparo para nos proteger da roubalheira descarada. Bolsonaro é fruto do País, é resultado dos erros monstruosos do PT e da falta de mea-culpa.

Você abriu uma porta para outros artistas ao defender abertamente o Bolsonaro? 

Alguém me falou que eu estou fazendo muito artista sair do armário, o voto envergonhado. Hoje, se tivesse de dizer alguma coisa para a juventude, usaria minha experiência do depoimento de 2002, quando disse ter medo do Lula. Eu estava completamente alienada, pois o Lula já havia ganhado a eleição. Aí fui botar a cara na TV, feito uma tonta, para falar de um sentimento, de uma intuição tão particular. Não me arrependo, mas, se pudesse voltar no tempo, teria me informado melhor sobre o que estava acontecendo naquele momento. O País queria o Lula e fui dar a cara a tapa à toa.

A entrevista completa está em O Estado de São Paulo.

Propostas inacabadas de candidatos para economia preocupam empresários

Propostas inacabadas de candidatos para economia preocupam empresários

Comunicação Destaque Entrevistas Notícias Vídeo

Propostas vagas, sem explicações de como as medidas serão adotadas e falta de clareza nos programas econômicos dos candidatos à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), têm gerado incertezas nos setores produtivo e financeiro e podem afetar o desempenho já pífio da economia brasileira em 2018 e em 2019.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reviu na quinta-feira, 11, sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 1,6% para 1,3%. Há setores, como o de calçados, que estão ainda mais pessimistas. “Acho que será uma façanha se chegar a 1,0%”, diz Heitor Klein, presidente da associação dos fabricantes de calçados, a Abicalçados.

Segundo o Informe Conjuntural da CNI, que tem por base pesquisas com as empresas, as incertezas em relação ao programa econômico do futuro governo, em especial no que se refere ao ajuste fiscal, frearam também decisões de ampliação da produção, do emprego e do investimento. A CNI cortou de 3,5% para 2,2% a previsão de crescimento dos investimentos públicos e privados neste ano.

“A propensão ao investimento tem caído desde março. Após o abandono da reforma da Previdência e, à medida que a eleição foi se aproximando, a incerteza com a economia ficou mais latente. O debate entre candidatos não focou na agenda econômica, mas em segurança e corrupção”, diz Flávio Castelo Branco, gerente executivo da CNI.

Na opinião de Klein, os investimentos só virão quando o setor reduzir sua capacidade ociosa, de até 35%. Para isso, são necessárias medidas para diminuir o custo Brasil, que tira a competitividade da indústria nacional. Ele ressalta, porém que, hoje, as propostas dos dois candidatos “não são suficientemente claras e detalhadas a ponto de dar confiança”.

 

Leia a íntegra em O Estado de S. Paulo.

*Eu conversei com o presidente da Fiergs, Gilberto Petry, sobre o segundo turno das Eleições em nível Nacional e Estadual.

‘Eleição de Bolsonaro ou volta do PT seriam tragédias’, diz Elena Landau; por Paulo Beraldo/O Estado de S.Paulo

‘Eleição de Bolsonaro ou volta do PT seriam tragédias’, diz Elena Landau; por Paulo Beraldo/O Estado de S.Paulo

Destaque Economia Eleições 2018 Entrevistas
 A economista e advogada Elena Landau, recém-empossada como presidente nacional do movimento suprapartidário Livres, de orientação liberal, afirmou em entrevista ao Estado que a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) ou a volta do PT seriam “duas tragédias para o País”. Landau, que foi uma das principais economistas do PSDB por 25 anos e se desligou do partido em 2017, assumiu a liderança do movimento em 21 de agosto e disse que encara o atual cenário político com “apreensão”. Ela também criticou o populismo das campanhas nas eleições 2018

Nos anos 1990, Landau colaborou com o Programa Nacional de Desestatização e, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, foi diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), onde atuou de 1994 a 1996. Em agosto de 2017, Landau endereçou uma carta ao PSDB, escrita em conjunto com os economistas Edmar Bacha, Gustavo Franco e Luiz Roberto Cunha, anunciando o desligamento da sigla. A carta dizia que o PSDB deixou “vazio o centro político ético de que o País tanto precisa” porque foi “incapaz de se dissociar de um governo manchado pela corrupção”.

Entre as propostas, o Livres defende a criação de “bancadas da liberdade” ao redor do País, com a defesa de temas como a igualdade de oportunidades, a redução do tamanho do Estado, mais eficiência na máquina pública e a desburocratização da economia. O grupo se define como liberal “por completo”, tanto em temas econômicos quanto nos costumes.

Confira em O Estado de São Paulo os principais trechos da entrevista.

Ministros do STF dão péssimo exemplo a magistrados, diz Carlos Velloso

Destaque Direito Entrevistas

O advogado e ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Velloso, 82, diz que as recentes polêmicas na corte suprema do País podem ter influenciado a decisão do juiz do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) Rogério Favreto de conceder liberdade ao ex-presidente Lula (PT).

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso – Breno Fortes – 5.nov.2015/CB/D.A Press
Para Velloso, a postura de ministros do STF de não respeitarem decisões do plenário da corte ao votarem nas turmas do tribunal é um mau exemplo que pode influenciar a atuação de magistrados nas instâncias inferiores.

Segundo o ex-ministro, que presidiu o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), não há irregularidade na conduta do juiz Sergio Moro de dar despacho no caso mesmo estando em férias: “Um juiz vocacionado é juiz 24 horas por dia”.

Velloso qualifica de estranha a insistência de Favreto, juiz plantonista, em determinar a soltura de Lula mesmo após o relator titular do caso, Gebran Neto, ter se manifestado pela manutenção da prisão.

Folha – Como o sr. avalia a decisão do juiz do TRF-4 Rogério Favreto de libertar o ex-presidente Lula? 

Carlos Velloso – Considero essa decisão teratológica. Quem mandou prender Lula? Foi o Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Este habeas corpus de agora foi requerido a um juiz do próprio tribunal contra uma decisão do tribunal, portanto foi um pedido incabível. Surpreendentemente, o juiz do TRF, dr. Favreto, concede a liminar, como plantonista. É importante indagar: será que isso não poderia esperar até segunda-feira? O que me parece lamentável é que isso costuma ocorrer na Justiça. Um sujeito espera um juiz plantonista ideal para impetrar um habeas corpus, um mandado de segurança, e ter a certeza da obtenção de uma liminar. Isso é velho e conhecido na Justiça.

Folha – O juiz Favreto argumentou que a decisão dele não desrespeitou julgamentos anteriores no caso Lula, pois levou em consideração um fato novo, que é a pré-candidatura do ex-presidente e o direito dele de participar do processo eleitoral. Qual sua opinião sobre esse entendimento? 

Carlos Velloso – Esse é um bom argumento, porém, deve ser levado ao juízo competente. É um bom argumento para ser apresentado ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral. Há momentos próprios para isso. Porém não me parece adequado um juiz do próprio tribunal ser acionado com um argumento desse contra uma decisão do seu próprio tribunal. Esse é um tema interessante, mas não pode ser resolvido pelo juiz de plantão. A jurisdição do TRF já se esgotou. Então um tipo de habeas corpus como esse deveria ser encaminhado ao STF ou ao STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Folha – Como o sr. vê o fato de o juiz Favreto ter sido filiado ao PT, ter trabalhado em cargo na administração de Lula e ter decidido sobre a liberdade do ex-presidente?

Carlos Velloso – O juiz tem liberdade de atuação e é o primeiro juiz de seus impedimentos e suspeições. Em outras palavras, é o senhor de suas boas condições psicológicas para decidir uma questão com imparcialidade. Pressupõe-se que o juiz é um homem íntegro e honesto, em todos os aspectos.
Folha – A decisão do ministro do STF Dias Toffoli de libertar o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu também gerou polêmica pelo fato de Toffoli ter sido assessor de Dirceu no governo. 

Carlos Velloso – Os critérios de impedimento e suspeição para os juízes estão no Código de Processo Civil. Os de impedimento são objetivos, como parentesco ou amizade pessoal com as partes. E há aqueles de suspeição, que são de foro íntimo, que o homem honesto sabe avaliar.

Folha – A petição dos aliados do ex-presidente foi protocolada após o fim do horário do expediente normal do TRF-4 na sexta-feira, que ia até as 19h, e acabou indo para o juiz plantonista que já havia se manifestado contra medidas do juiz Sergio Moro. Qual sua avaliação sobre essa conduta? 

Carlos Velloso – A defesa está no seu papel. É preciso indagar se também estaria no seu papel o representante da Justiça. Volto a dizer, o juiz é o primeiro senhor de suas boas condições psicológicas para decidir. Agora, é altamente suspeito impetrar um habeas corpus que não tem tanta urgência assim, a pessoa não acabou de ser presa, justamente no plantão. Não são todos que procedem assim, mas é aquela história da defesa no seu papel de tentar fazer algo pelo seu constituinte.

Folha – Outro debate que surgiu no domingo foi em razão de o juiz Sergio Moro estar em seu período de férias mas ter se posicionado prontamente contra a decisão de Favreto. Como o sr. avalia essa situação? 

Carlos Vellso – O juiz não é servidor comum que trabalha tantas horas por dia e fecha a gaveta de seu gabinete na sexta-feira e vai para casa passar o fim de semana tranquilamente. O juiz é juiz 24 horas por dia. É assim mesmo que se portam os juízes vocacionados. É possível verificar que Sergio Moro é um juiz vocacionado. Ele procedeu muito bem.

A entrevista completa está na Folha de São Paulo.
 

Santander Cultural realiza primeira edição do ano do programa Domingo Cultural

Santander Cultural realiza primeira edição do ano do programa Domingo Cultural

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Com entrada franca, iniciativa reúne espetáculo de mágica Abracadabra, oficina de abayomi, oficina de carimbo, técnicas de bordado sobre papel, contação de histórias, visitas mediadas à bienal e sessões do filme O pequeno príncipe.

No próximo final de semana, especialmente no domingo, dia 29, das 13h às 19h, ocorre o primeiro Domingo Cultural de 2018 na unidade de cultura do Santander em Porto Alegre. Atrações totalmente gratuitas estão no programa que oferece atividades de artes visuais, cinema, mágica e oficinas criativas. São quatro edições ao longo do ano, voltadas para públicos de todas as idades, com a proposta de potencializar a troca de conhecimento por meio de ações culturais e de aprendizagem.

ESPETÁCULO DE MÁGICA – Abracadabra

Um espetáculo de mágica com atividades interativas para todas as idades, que traz muitas lembranças ao público, motivando expressões como: “voltei a ser criança”. É uma oportunidade de apreciar o ilusionismo premiado de Jean Crapanzani que utiliza o mínimo de aparelhos e equipamentos para seus espetáculos. Um show que contempla os mistérios milenares da mágica.

Horário: 17h

Ministrante: Jean Crapanzani – psicólogo e arte terapeuta

Faixa etária: livre

Vagas: por ordem de chegada e sujeito a lotação

Local: Praça dos Cofres

OFICINA DE ABAYOMI

A palavra abayomi tem origem no dialeto Iorubá, e significa aquele que traz felicidade e alegria. As mulheres negras confeccionavam essas bonecas com pedaços de suas saias. A Abayomi ajuda a contar parte da história dos negros trazidos em navios da África e que se tornaram escravos no Brasil. Sem cola, costura ou qualquer tipo de suporte, venha confeccionar sua abayomi.

Horário: das 14h às 16h30

Ministrante: Coletivo Tramando Arte

Faixa etária: livre

Vagas: por ordem de chegada e sujeito a lotação

Local: sala multiuso leste

OFICINA DE CARIMBO

Oficina livre de criação e confecção de carimbos artesanais. De um jeito simples e divertido crianças e adultos vão transformar seus desenhos em carimbos e se encantar com o resultado obtido a partir deles.

A atividade não tem restrição de idade e e não há necessidade de conhecimentos prévios em carimbos ou habilidades especiais em desenho.

Horário: 14h, 15h, 16h

Ministrante: Yris Tanaka – ilustradora

Faixa etária: livre

Vagas: por ordem de chegada e sujeito a lotação

Local: ateliê Ação Educativa

TÉCNICAS DE BORDADO SOBRE PAPEL

Oficina de pontos básicos do bordado em tecido aplicados em papel. A partir da criação livre o aluno será convidado a bordar os cartões postais com detalhes da arquitetura do Santander Cultural. Ao todo serão ensinados três tipos de pontos de contorno e preenchimento. Ao final da oficina o participante poderá postar gratuitamente via correio, em âmbito nacional, seu trabalho.

Horário: 14h, 15h, 16h

Ministrante: Ricardo Rogrigues – jornalista

Faixa etária: livre

Vagas: por ordem de chegada e sujeito a lotação

Local: sala multiuso oeste

Contação de Histórias na Biblioteca | “Sinalizando histórias” com intérprete em português

Levar a criança a uma divertida viagem ao mundo das histórias em LIBRAS com intérprete em português, promovendo o acesso de crianças surdas e ouvintes.

Realizar a arte da contação de histórias, através de personagens, objetos, brincadeiras, expressão corporal e imaginação.

Horário: das 14h às 14h45 e das 16h às 16h45

Ministrante: Simone Dornelles e Priscila Bortoletti – contadoras de histórias em LIBRAS

Faixa etária: de 04 a 12 anos

Vagas: por ordem de chegada e sujeito a lotação

Local: Biblioteca do Santander Cultural

VISITAS MEDIADAS À BIENAL NO SANTANDER CULTURAL

Horário: 13h30 às 14h30 e das 15h às 16h

Ministrante: equipe da Ação Educativa

Faixa etária: livre

Vagas: 30

Local de encontro: grande Hall

CINEMA

O PEQUENO PRÍNCIPE | Dublado em português.

The Little Prince, Reino Unido, Estados Unidos, 1974, cor, 88 min

Versão para o cinema, da imortal história escrita pelo francês Antoine de Saint-Exupéry. Quando seu avião cai no meio do deserto, um piloto conhece o Pequeno Príncipe, um menino que alega ter vindo de um planeta distante. Juntos, os dois trocam experiências de vida e comovem públicos de todas as idades.

D: Stanley Donen. R: Alan Jay Lerner. E: Steven Warner, Joss Ackland, Clive Revill, Gene Wilder. G: Aventura/Fantasia. CI: Livre. L: não

Horário: 13h30, 15h e 17h – retirada de senhas 30 minutos antes de cada sessão

Local: Cine Santander Cultural

Santander Cultural

Rua Sete de Setembro, 1028 | Centro Histórico

Porto Alegre RS Brasil 90010-191

Telefone: 51 3287.5500

scultura@santander.com.br | www.santandercultural.com.br

Horário de funcionamento

Terças-feiras a sábado, 10h às 19h

Domingos, 13h às 19h

Bilheteria: terças-feiras a domingo, 14h às 19h

Não abre segundas-feiras e feriados

Novus triplica produção em Canoas

Novus triplica produção em Canoas

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Especializada em itens eletrônicos, fabricante destina 60% de sua produção para o mercado interno

A fabricante de instrumentos eletrônicos Novus está de malas prontas para deixar a capital gaúcha pela cidade de Canoas. A companhia está terminando a construção de sua nova fábrica na cidade vizinha e a troca ocorrerá em setembro, após a planta de Porto Alegre ser desativada. O gerente de Mercado Internacional da Novus, Rodrigo Zereu, comenta que o objetivo é suprir a atual necessidade de aumento de produção, com expansão do parque fabril. O executivo prefere não detalhar o investimento feito ou números, mas adianta que a capacidade produtiva será triplicada no novo complexo. No momento, a Novus conta com cerca de 180 funcionários no Brasil e não há planos de desligamentos com a mudança da fábrica. O grupo também possui escritórios em São Paulo, Campinas e Curitiba, com foco na atuação comercial, assim como tem representações nos Estados Unidos, Canadá, França e Argentina.

Leia mais em Jornal do Comércio

Governo cancela 80% dos benefícios por auxílio-doença, diz ministro do MDS –  Carlos Machado/Rádio Guaíba

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Alberto Beltrame falou no programa Agora, da Rádio Guaíba, nesta sexta-feira

O novo ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, conversou com o apresentador Felipe Vieira durante o programa Agora, da Rádio Guaíba, na manhã desta sexta-feira. Beltrame apontou alguns programas sociais que são de responsabilidade do MDS, como o Bolsa Família, e tratou do cancelamento de cerca de 80% dos benefícios concedidos por auxílio-doença, depois da revisão obrigatória.

O ministro começou falando sobre os avanços obtidos no maior programa de transferência de renda do País. Beltrame criticou as pessoas que diziam que o presidente Michel Temer acabaria com o Bolsa Família e lembrou que o atual governo concedeu o maior reajuste ao benefício. “Sempre houve uma ameaça durante as eleições de que se a oposição vencesse, acabaria com o Bolsa Família. E essa ideia também foi difundida no início do governo do presidente Temer. Mas o presidente não só não acabou com o Bolsa Família, como reforçou o programa. Nós fizemos um reajuste histórico quando nós assumimos em maio de 2016, que foi uma média de 12,5% no valor do benefício, o que injetou um grande montante de recursos na economia e melhorou o poder de compra das famílias”, afirmou.

Beltrame lembrou ainda que quando o atual governo assumiu o Palácio do Planalto, o Ministério atuou para acabar com as irregularidades na concessão do Bolsa Família. “Não era feita a revisão das informações de renda das famílias que recebiam. Identificamos as pessoas que estavam recebendo indevidamente. Atualmente, não existe ninguém esperando para receber o benefício. A fila é zero na espera do Bolsa Família. Isso é a primeira vez na história do programa. A espera média antes era de bem mais de um ano e a focalização permitiu que se fizesse justiça social para que o programa chegasse a realmente quem precisa receber”, destacou.

O ministro tratou, também, dos problemas encontrados nos benefícios concedidos de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez. Segundo Beltrame, há uma norma do INSS que determina revisões periódicas dos benefícios, o que não era cumprida há muito tempo. “Quando nós assumimos em maio de 2016, nós encontramos 552 mil pessoas com auxílio-doença concedido há mais de dois anos e sem qualquer revisão, algumas com até 12 anos sem revisão. E dentre os aposentados por invalidez, encontramos mais de um milhão de pessoas nessa situação. Então, nós começamos a fazer a revisão desses benefícios”, esclareceu.

De acordo com Beltrame, já foram revisados cerca de 250 mil auxílios-doença. Desse total, houve um cancelamento médio de 80% dos benefícios, de pessoas que já estavam saudáveis e que ainda estavam recebendo. “Nós encontramos várias mulheres com auxílio-doença porque quando estavam grávidas elas tiveram problemas na gestação e precisaram ficar em repouso. Mas, em muitos casos, havia mulheres com filhos de sete, oito anos, e um caso de uma mãe com filho de 12 anos, que continuavam recebendo por gestação de alto risco”, exemplificou.

O MDS também está fazendo a revisão das aposentadorias por invalidez. A média de cancelamentos é de cerca de 30% em todo o Brasil.