Rodrigo Caetano é o novo diretor executivo do Inter

Rodrigo Caetano é o novo diretor executivo do Inter

Destaque Esporte

O Sport Club Internacional tem novo diretor executivo de futebol. O clube acertou a contratação de Rodrigo Caetano, profissional com vasta experiência no mercado e passagem por grandes clubes do futebol brasileiro.

Ex-atleta, graduado em administração de empresas (PUC-RS) e pós-graduado em gestão empresarial (FGV-RS), Caetano iniciou sua trajetória no RS Futebol, no ano de 2003, com Paulo César Carpegiani, ex-jogador do Inter. O trabalho de formação do clube, revelou jogadores como Thiago Silva (PSG), Ederson (Flamengo) e Naldo (Schalke 04).

Após, Rodrigo Caetano teve passagem pelo Grêmio, entre os anos de 2005 até 2008, trabalhando nas categorias de base e no departamento de futebol profissional. Na sequência, assumiu como diretor-executivo no Vasco da Gama, entre 2009 e 2011, onde conquistou a Copa do Brasil. Em 2012, transferiu-se para o Fluminense, tornando-se campeão brasileiro, e voltou para o Vasco em 2014.

O último trabalho de Caetano foi no Flamengo. O dirigente foi um dos responsáveis pela completa profissionalização do departamento de futebol, além de ser um dos líderes da reestruturação do CT Ninho do Urubu, hoje uma das referências em termos de centro de treinamento no Brasil. Rodrigo Caetano ficou mais de três anos à frente do futebol Rubro-Negro, deixando o clube em março de 2018.

O Sport Club Internacional está firmando contrato com o profissional até o final 2019. A apresentação oficial de Rodrigo Caetano será nesta quinta-feira, após o treinamento, na sala de imprensa do CT Parque Gigante.

Trajetória profissional
2003-2005 | RS Futebol
2005-2008 | Grêmio
2009-2011 | Vasco da Gama
2012-2013 | Fluminense
2014-2015 | Vasco da Gama
2015-2018 | Flamengo

Títulos
2006 | Campeonato Gaúcho
2007 | Campeonato Gaúcho
2009 | Campeonato Brasileiro Série B
2011 | Copa do Brasil
2012 | Campeonato Carioca
2012 | Campeonato Brasileiro
2017 | Campeonato Carioca

EPTC: trânsito e transporte para Inter x Chapecoense

EPTC: trânsito e transporte para Inter x Chapecoense

Agenda Cidade Comunicação Destaque Esporte

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) preparou esquema de trânsito e transporte para Inter x Chapecoense, nesta segunda-feira, 21, no Estádio Beira-Rio, jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. A partida inicia-se às 20h, com previsão de cerca de 25 mil pessoas. A partir das 18h, oito ônibus Especial Futebol sairão do Largo Glênio Peres (ao lado do Mercado Público), até o estádio. Além da linha especial, mais de 20 linhas regulares atendem a região do estádio pelo corredor da av. Padre Cacique. Os serviços de lotação, com seis linhas, e de táxi, também serão reforçados.

Após o jogo, a avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira Rio) poderá sofrer alteração de trânsito, de acordo com o monitoramento dos agentes, com fluxo único em direção ao Centro Histórico. Os motoristas que desejarem evitar as imediações do estádio Beira-Rio poderão utilizar, como alternativa para a zona Sul, a 3ª Perimetral ou o eixo da Ipiranga, Azenha, Carlos Barbosa e Oscar Pereira.

Roberto Jardim lança no Medium a série: Democracia Fútbol Club. Os textos traçam os perfis de atletas que lutaram contra ditadura, racismo ou por melhoras nas condições de vida de todos.

Roberto Jardim lança no Medium a série: Democracia Fútbol Club. Os textos traçam os perfis de atletas que lutaram contra ditadura, racismo ou por melhoras nas condições de vida de todos.

Comunicação Cultura Destaque Esporte

Em tempos de Copa do Mundo, sempre tem um selecionado de injustiçados. Aqueles jogadores que ficaram de fora das convocações. Por isso, é hora de conhecer a história de 11 craques e um técnico revolucionário que também fizeram a diferença além das quatro linhas. Futebol e política não podem andar lado a lado, certo? Errado! Pelo menos é isso o que mostra a série Democracia Fútbol Club, do jornalista Roberto Jardim, que já está no ar na plataforma literária Medium. Depois de pesquisar durante quase dois anos, o autor da coletânea Além das 4 Linhas (Vento Norte Cartonero, 2016/esgotado), agora conta a trajetória de 11 jogadores de futebol e um técnico politicamente engajados. A série traça os perfis de profissionais que acreditavam ou acreditam que, além de jogar bola, também podem fazer algo de positivo pela sociedade. São 11 atletas e um treinador com algo mais em comum do que apenas a bola e o gramado. Todos têm histórico de ligação com alguma luta social. Seja contra uma ditadura, contra o racismo ou por melhoras nas condições de vida de todos.

30742709_503942203341471_1481032095210930176_oJardim montou o time no antigo esquema 2-3-5. “Talvez por jogarem na retaguarda, atrás, seja tão difícil achar zagueiros e laterais que lutem pela democracia e pela liberdade”, brinca o autor. Assim, a série abre com a história do goleiro argentino Claudio Tamburrini. Camisa 1 do Almagro, ele foi preso, torturado e fugiu para contar o que passou nos porões da ditadura comandada por Jorge Videla e ajudar a condenar os responsáveis por aqueles crimes.

Na defesa estão os zagueiros Agustín Lucas e Lilian Thuram. O primeiro é um uruguaio que conseguiu unir todos os boleiros charruas na briga por melhores condições de trabalho – a série mostra que ele também é um escritor de talento. O segundo, muitos conhecem pela conquista da Copa do Mundo de 1998, mas também milita na causa da igualdade racial.

No meio do campo estão os também uruguaios Pedro Graffigna e Obdulio Varela. Graffigna foi perseguido pela ditadura uruguaia e ajudou o Defensor na conquista do título que gerou a famosa volta olímpica ao revés. Varela, além de ser o capitão do Maracanazo, foi o fundador do sindicato de jogadores do Uruguai e líder da primeira a maior greve da história do futebol mundial. A meia cancha fecha com o brasileiro Afonsinho, o primeiro jogador a ganhar passe livre na história do futebol.

Na frente, além de outros dois brasileiros bastante conhecidos, Sócrates, um dos líderes da Democracia Corintiana, e Reinaldo, craque do Atlético-MG que comemorava gols com o punho direito cerrado, o jornalista conta a história do chileno Carlos Caszely, que recusou a apertar a mão de Augusto Pinochet; de Eric Cantona, que abandonou o perfil de bad boy para abraçar causas como a dos refugiados; e do argelino Rachid Mekhloufi, que deixou de lado a convocação para a Copa do Mundo de 1958 para lutar pela independência do seu país.

No banco, o técnico é o uruguaio José Ricardo de León, apontado por muitos como o criador do sistema 4-2-3-1 e incentivador do futebol total na terra de Artigas. Além de revolucionário na profissão, era ligado ao Partido Comunista uruguaio e um grande conhecedor da política local.

Os primeiros textos já estão disponíveis no Medium. Os demais serão publicados sempre às segundas, quartas e sextas-feiras, até o dia 8 de junho. A série é ilustrada pelo traço do argentino Gonza Rodríguez.

Roberto Jardim também é autor de Além das 4 Linhas, que surgiu em textos publicados na internet para depois virar livro. O mesmo acontecerá com a série Democracia Fútbol Club. A Vento Norte Cartonero, de Santa Maria (RS), em parceria com a Candeeiro Cartonera, de Caruaru (CE), irá editar o trabalho. Serão 300 exemplares, cada um com uma capa exclusiva, em papelão reciclado pintado à mão. A obra poderá ser adquirida pela página no Facebook de cada uma das editoras.

O que: série de reportagens Democracia Fútbol Club

Onde: medium.com/@robertojardim

POKER lança luvas para homenagear Seleção

POKER lança luvas para homenagear Seleção

Comportamento Destaque Esporte Negócios Notícias

Principal marca de luvas e líder no mercado brasileiro de goleiros, a Poker criou uma luva nas cores verde e amarela para homenagear a Seleção Brasileira, que vai em busca do hexa no mês que vem, na Rússia. Os goleiros titulares da série A devem entrar em campo usando a luva especial, nos dias 12 e 13 de junho, na décima-segunda rodada do Brasileiro, a última antes da parada para a Copa do Mundo. Já os goleiros da Série B vão colocar a luva na décima-primeira rodada, que começa a ser disputada no dia 11 de junho.

O objetivo da Poker é homenagear a Seleção Brasileira, que é recordista em conquistas de Copa do Mundo, com cinco títulos invictos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). O Brasil é também o único que venceu o Mundial em três continentes distintos e que disputou todas as edições da Copa desde a primeira, em 1930, no Uruguai. Com mais de 50 goleiros nas Séries A e B do Brasileiro, a Poker lidera o mercado de luvas desde 2006 e já superou a marca de 420 rodadas no topo.

Ao criar a World Cup, a empresa gaúcha pretende realizar ações com goleiros e lojistas para reforçar o orgulho de sermos brasileiros. Para os consumidores, será feita uma série especial no modelo training, uma chance do público adquirir uma luva nas cores do Brasil, alusivas à Copa do Mundo, que traz consigo toda uma história de emoção, garra e grandes conquistas. Goleiros como Vanderlei, do Santos, Danilo Fernandes e Marcelo Lomba, do Internacional, e Jailson e Weverton, do Palmeiras, fizeram questão de mostrar a nova luva que acabaram de receber.

Os perigos que a Suíça pode oferecer no 1º jogo da Seleção Brasileira na Copa da Rússia

Os perigos que a Suíça pode oferecer no 1º jogo da Seleção Brasileira na Copa da Rússia

Cultura Destaque Esporte Notícias

Falta pouco. Muito pouco. Falta menos de 1 mês para a Seleção Brasileira dar início à caminhada na busca pelo hexa na Copa da Rússia diante da Suíça, na Arena Rostov.

O adversário, apesar de não ter tanta tradição quanto outras seleções europeias como Alemanha, Bélgica, França ou Inglaterra, merecerá atenção especial dos comandados de Tite para que o primeiro obstáculo seja superado sem grandes sustos.

Dona de uma excelente campanha nas Eliminatórias Europeias, com direito a 8 vitórias consecutivas e 90% de aproveitamento, a Suíça ocupa hoje o 6º lugar no ranking da Fifa, atrás apenas de Alemanha, Brasil, Bélgica, Portugal e Argentina.

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Abertas as inscrições para o curso de arbitragem de futebol

Abertas as inscrições para o curso de arbitragem de futebol

Agenda Cidade Destaque Esporte Notícias Porto Alegre Tecnologia Trabalho

imagem169638Com o objetivo de formar árbitros para atuarem em competições de crianças e adolescentes, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte, por meio da Gerência de Futebol da Diretoria de Esporte, Recreação e Lazer, oferece 50 vagas para curso gratuito de arbitragem de futebol. As inscrições estão abertas para homens e mulheres a partir dos 18 anos e podem ser feitas até dia 25 de maio, das 9h às 12h e das 14h às 17h30, na avenida Erico Verissimo, 843. Interessados devem apresentar documento de identidade.

O curso começa em 28 de maio e segue até 14 de julho. São sete aulas teóricas nas segundas-feiras, das 19h às 21h, e outras sete aos sábados, sendo duas aulas teóricas das 9h às 13h e cinco aulas práticas das 9h às 13h. Mais informações pelo telefone 32898337.

Porto Alegre: Vecchio e Cirne Lima disputam eleição no Jockey Club do RS

Porto Alegre: Vecchio e Cirne Lima disputam eleição no Jockey Club do RS

Destaque Esporte

Dois nomes muito conhecidos do turfe pelo que já conquistaram no meio como gestores e proprietários de cavalo Puro Sangue Inglês (PSI) uniram-se para voltar disputar a gestão da entidade máxima do meio no RS. O advogado José Vecchio Filho e o ex-Ministro da Agricultura, Luiz Fernando Cirne Lima, irão concorrer à eleição do comando do Jockey Club do Rio Grande do Sul, marcada para 2 de junho. A campanha está a cargo de Flávio Obino, também ex-presidente do Jockey.

Vecchio encabeçará a chapa. O advogado acumula a experiência de dois mandatos anteriores – de 2009 a 2015, período em que a atividade atingiu o seu ápice considerados os últimos trinta anos. Vecchio e sua diretoria construíram a mais moderna pista do país. Também ajustaram as bases para a construção da nova Vila Hípica e do Parque do Jockey, duas ações que começaram a sair agora do papel.

Cirne Lima é uma verdadeira instituição do turfe brasileiro, emprestando seu nome para grandes prêmios no Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. “Estou me somando a Vecchio para reerguer a instituição e trazer de volta os proprietários de cavalos de corrida e o público geral que gosta do turfe”, afirma Cirne Lima. Nos último três anos, o número de cavalos puro sangue inglês que permanecem no Jockey caiu de cerca de 800 para 400. O volume de apostas também reduziu no período, de R$ 600 mil para R$ 260 mil por reunião.

Vecchio, por sua vez, ressalta que a construção da nova Vila Hípica e o respeito aos proprietários, criadores e profissionais do turfe são prioridade. “A gestão profissional das apostas, com maior capilaridade de acesso de apostadores às nossas corridas, bem como a atenção com a discussão da regulamentação do jogo no país, também são temas prioritários”, afirma Vecchio.

A campanha é coordenada pelo ex-presidente do Jockey Flavio Obino, que foi vice na chapa de Cirne Lima quando da cruzada de 1998. Obino é outro que empresta sua experiência e patrimônio social para retomar o caminho do crescimento iniciado em 2018.

Realizações de Vecchio e Cirne Lima em suas gestões no Jockey Club do RS

Saneamento do clube e equacionamento das dívidas

De quinto hipódromo em importância para o segundo ao lado do JCSP

Prêmio pagos no dia posterior à corrida

Negociação da área da Vila Hípica em operação que garante sustentabilidade financeira para o Jockey do futuro

Movimento de apostas médio de R$ 600 mil por reunião

Cerca de 800 cavalos na Vila Hípica

Clube unido por duas décadas

Contratação de parceria para implantação do Parque do Jockey

Contratação da construção da nova Vila Hípica

Clube social com atividades de entretenimento e lazer

Propostas de Vecchio e Cirne Lima:

Retomada da atividade com aumento das apostas e do número de cavalos

Profissionalização da gestão das apostas

Protagonismo na discussão da regulamentação do jogo no País

Protagonismo na discussão do novo Plano de Apostas nos Jockeys

Retomada da eficiente representação institucional e política

Entrega da nova Vila Hípica

Entrega do Parque do Jockey

Reconstrução da unidade na entidade

Processo mais ágil eleva procura por carro com isenção de impostos

Processo mais ágil eleva procura por carro com isenção de impostos

Economia Esporte Negócios Notícias

Muita gente não sabe, mas até metade dos brasileiros pode ter direito à isenção em impostos na hora de comprar um automóvel zero. Uma lei federal garante o benefício a portadores de deficiências física, visual, mental ou autistas, desde que comprovem sua condição.

Com a eliminação dos encargos federais e estaduais, o preço de um carro novo pode cair até 30%. Parte do processo de solicitação da isenção, que exigia grande espera, caiu para 72 horas desde que a Receita Federal lançou plataforma eletrônica para registrar os pedidos.

O aposentado Ubirajara de Oliveira mora na praia do Cassino, em Rio Grande, e já está no seu quarto carro adquirido com a isenção dos tributos. Vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), ele viu a necessidade de utilizar um carro equipado com câmbio automático, direção hidráulica e pomo giratório após perder a mobilidade de parte do lado esquerdo do corpo.

Sete meses depois de solicitar a isenção, Oliveira saiu de carro novo: um Renault Captur, orçado em R$ 80 mil, e que custou R$ 54 mil.

Leia mais em Jornal do Comércio

Porto Alegre: Jamil Chade palestra segunda-feira na PUC sobre o lançamento de “O caminho de Abraão”. O livro é o primeiro “romance-denúncia” do autor de livros que mostraram a corrupção na FIFA e Comitê Olímpico Internacional

Porto Alegre: Jamil Chade palestra segunda-feira na PUC sobre o lançamento de “O caminho de Abraão”. O livro é o primeiro “romance-denúncia” do autor de livros que mostraram a corrupção na FIFA e Comitê Olímpico Internacional

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Na segunda-feira, 14 de maio, o jornalista Jamil Chade, fala aos alunos da Famecos/PUC sobre seu trabalho como correspondente internacional do Estadão e também sobre o lançamento de seu primeiro livro de ficção, “O Caminho de Abraão”. Aberto ao público, o evento é  uma promoção da Famecos e da Associação Riograndense de Imprensa e acontece no Auditório da Famecos/PUC, a partir das 19h30.  O local tem 180 lugares e será observada a ordem de chegada para ocupação do espaço.

Nos encontramos só uma vez. Foi em 2015 no estúdio da Rádio Guaíba, quando Jamil Chade lançou por aqui o instigante “Política, Propina e Futebol”, denunciando a corrupção na Fifa. Depois disso viramos “amigos virtuais” e comecei a prestar mais atenção no trabalho do correspondente do jornal O Estado de São Paulo e outros veículos na Europa. Jamil faz parte de um seleto time de jornalistas brasileiros no exterior. Em 2014, foi um dos pesquisadores que colheu material para a Comissão Nacional da Verdade. Seu 29513282_10155152418181555_2013723489353923195_ntrabalho consistiu em pesquisar os arquivos da ONU para entender qual foi a participação da diplomacia brasileira na defesa do regime militar. É autor junto com o búlgaro Momchil Indjov, do livro “Rousseff”: A história de uma família marcada por um abandono, o comunismo e a Presidência do Brasil., que conta em paralelo as histórias da presidente Dilma Rousseff e de seu meio-irmão Luben-Kamen Russev, a quem ela jamais conheceu pessoalmente. A obra explica como Dilma e seu meio-irmão búlgaro formaram suas visões de mundo, ambos perseguidos por aparelhos repressores estatais. Enquanto a brasileira foi presa e torturada por se identificar com o marxismo e opor-se à ditadura militar, Luben-Kamen foi perseguido por não apoiar o regime comunista.”Observar esse paralelo é mapear a tragédia do século 20. Ambos viveram a ditadura, mas cada um de um lado da Cortina de Ferro”, explica. Chade escreveu também de “O Mundo Não é Plano” (2010) finalista do Prêmio Jabuti. Na Suíça, o livro venceu o prêmio Nicolas Bouvier, principal reconhecimento jornalístico do país;  do e-book “A Copa como ela é” pela editora Cia das Letras e co-autor de Olympic dreams, hard realities – lançado apenas nos estados Unidos pelo Brookings Institute Press.

Com missões a mais de 70 países, ele sabe como poucos, o que acontece em boa parte do Planeta. Jamil já viajou ao lado de personalidades mundiais. Cobriu grandes eventos políticos, econômicos e esportivos em meio a presidentes, reis e rainhas, astros do esporte, showbiss,  grandes empresários, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, , os papas Bento XVI e Francisco… em salas climatizadas, carpete alto, comidas e bebidas de qualidade. Mas, Jamil é REPÓRTER, com todas letras maiúsculas. Ele não fica só no circulo da fonte oficial. É daqueles que se embrenha por estradas, come poeira e se preciso outras coisas piores, para alimentar o corpo e suas reportagens. Com o olfato de um cão farejador, sabe reconhecer os sinais das grandes histórias. Nos últimos anos percorreu a África acompanhando refugiados no Iraque, Somália, Darfur e Libéria. Nesta peregrinação conversou com muita gente e agora colocou tudo isso no papel. Chega às livrarias em maio meu primeiro “romance-denúncia”, “O caminho de Abraão” (Editora Planeta). Trata-se de um grito desesperado contra o populismo, demagogia e a xenofobia. Contra líderes de todos os lados que, em nome do suposto bem de uma comunidade, defendem injustiças abomináveis contra outros seres humanos.

Os horrores da guerra da Síria e a tocante história do patriarca das maiores religiões do mundo se entrelaçam na trajetória de Hagar, uma francesa filha de imigrantes argelinos que supera todas as limitações de sua vida na periferia de Marselha para estudar nas melhores universidades da França. Contratada por uma multinacional, ela é enviada para coordenar investimentos milionários de uma fábrica de cimento na Síria, antes da guerra. Mas o confronto iniciado em 2011 leva a jovem a cumprir ordens criminosas de sua direção em Paris, e ela se envolve em um dos conflitos mais sangrentos e cruéis das últimas décadas. A história de Hagar se mistura à de milhares de sírios que tentam driblar diariamente a morte, na tentativa desesperada de escapar dos horrores da guerra. Nessa fuga, seus caminhos pelo Oriente Médio acabam refletindo os míticos passos que Abraão, o patriarca das três grandes religiões monoteístas do mundo, traçou há milênios.

A obra trata  das incoerências, dilemas e debates de nossos tempos. Jamil Chade, mergulha no trajeto de Hagar em busca de seu caminho e sua identidade. “O livro é, acima de tudo, um apelo para que passemos a ver o mundo em sua complexidade e o impacto profundo da desigualdade e da perda de direitos fundamentais.” O texto é ficcional, mas quem conhece o trabalho de Jamil lerá nas páginas de “O Caminho de Abraão”,  o que o jornalista vivenciou acompanhando os refugiados, ” Desejaria que esse livro fosse apenas uma ficção. Mas, lamentavelmente, não o é. Vivemos um período perigoso. Liberdades de pensamento e conquistas garantidas nas últimas décadas estão sob ameaça. Um mundo em que líderes populistas contam meias-verdades e vendem soluções fracassadas. Em partes do mundo, essa política é traduzida na construção de muros. Em outras, num extremismo religioso à serviço de um projeto de poder.” Para Jamil Chade, “Não temos líderes, mas charlatões e vendedores de ilusão, sustentados pela arma do ódio e do medo. Como humanidade, estamos perdemos todas as grandes batalhas das últimas décadas: Afeganistão, Iraque, Líbia, a das drogas na América Latina, a da criminalidade no Brasil, a do terrorismo. A paz sustentável e a segurança jamais virão da mera vitória militar em uma guerra. Mas da garantia de que todos tenham seus direitos assegurados, inclusive aqueles que não pensam como nós.”

 

SERVIÇO:

Palestra com Jamil Chade e lançamento de O Caminho de Abraão

Auditório da Famecos/PUC – Avenida Ipiranga, 6681 – Prédio 7

Promoção Famecos/PUC e Associação Riograndense de Imprensa

Segunda-feira – 14 de maio – 19h30

*Após a palestra, Jamil Chade estará a disposição para autografar a obra