Agronegócio: Confederação Nacional da Agricultura inicia visita e encontros na China. Confiram uma entrevista com o presidente do Sistema Farsul e diretor da CNA, Gedeão Pereira

Agronegócio: Confederação Nacional da Agricultura inicia visita e encontros na China. Confiram uma entrevista com o presidente do Sistema Farsul e diretor da CNA, Gedeão Pereira

Agenda Agronegócio Destaque Economia Expointer Notícias

 

A comitiva da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) iniciou, na segunda (13), a agenda na China com uma visita à Seesaw Coffee, empresa pioneira de cafés especiais que fica em Xangai. A Confederação integra a missão que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está fazendo pelo continente asiático. Na China, o foco será o mercado de proteínas e lácteos. “Estamos com grande expectativa porque o mercado chinês é hoje o grande mercado para o agronegócio brasileiro. Amanhã visitaremos a Sial, onde vamos ter a dimensão desse mercado frente às mudanças que estão ocorrendo na China devido à peste suína africana”, afirmou o diretor de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira.

A Sial é a 4ª maior feira do mundo no setor agroalimentar. O evento acontece uma vez por ano em Xangai e o foco são carnes, lácteos, comidas congeladas e bebidas. A feira recebe aproximadamente 3,2 mil exibidores e 110 mil visitantes em cada edição. “A ministra está promovendo reuniões com investidores chineses, também teremos reuniões com o Rabobank, onde teremos uma sinalização de tudo que está acontecendo e a Sial será o grande termômetro. Esperamos ainda liberar mais frigoríficos brasileiros para as proteínas animais, seja bovina, suína ou aves”, ressaltou Pereira.

Na avaliação do presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira, a missão está ajudando a reconstruir a imagem brasileira no continente, ao trabalhar o parlamento e o empresariado juntos, trazendo confiança aos asiáticos em relação aos produtores brasileiros. “Estamos construindo uma profunda relação que é necessária para o avanço do espaço comercial que precisamos ter na Ásia.”

As exportações do agronegócio brasileiro para China somaram US$ 35,59 bilhões em 2018. A missão ao país segue até quinta (16), com visitas à indústria de papel, de insumos agrícolas, à empresa de soluções em tecnologia e à Universidade Agrícola da China, em Pequim.

Confiram a entrevista do presidente do Sistema Farsul e diretor da CNA, Gedeão Pereira

RS: Estão abertas as inscrições para a agroindústria familiar na EXPOINTER 2019

RS: Estão abertas as inscrições para a agroindústria familiar na EXPOINTER 2019

Agronegócio Comunicação Expointer Notícias

Iniciou hoje(06), o processo de inscrição para participação das agroindústrias familiares na EXPOINTER 2019, que acontecerá de 24 de Agosto a 1º de Setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS.

Poderão se inscrever para participar do Pavilhão da Agricultura Familiar as Agroindústrias Familiares, Produtores de flores e Artesanatos Rurais. Para realizar a inscrição o agricultor ou agricultora deverá ir até o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de seu município, no período de 06 a 31 de maio de 2019.

WhatsApp Image 2019-05-06 at 14.26.49

O Pavilhão da Agricultura Familiar é organizado pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento – SEAPDR, Secretaria da Agricultura Familiar – SAF vinculada ao MAPA, e as entidades: FETAG, FETRAF, VIA CAMPESINA e EMATER.

Após o encerramento das inscrições, as fichas cadastradas passarão por um rigoroso processo de seleção, que leva em consideração alguns critérios essenciais, entre eles, ter a condição de legalidade tributária, sanitária e ambiental em conformidade com a legislação vigente, e para as Agroindústrias, em especial, estar inclusa no Programa Estadual de Agroindústria Familiar – PEAF.

Para Jocimar Raioli – Assessor de Política Agrícola e Agroindústria da FETAG-RS “Este é um momento de preparação das agroindústrias para o maior evento do ano no estado. A federação sempre acompanha e disponibiliza suporte aos agricultores para que possam mostrar ao mundo o melhor da agricultura familiar.”

Livros:  A churrasqueira Clarice Chwartzmann, Ricardo Bueno e Carin Mandelli autografam nesta sexta-feira “Os gaúchos e o churrasco – uma jornada ao redor do fogo”.

Livros: A churrasqueira Clarice Chwartzmann, Ricardo Bueno e Carin Mandelli autografam nesta sexta-feira “Os gaúchos e o churrasco – uma jornada ao redor do fogo”.

Agenda Cidade Cultura Destaque Economia Expointer Feira do Livro Negócios Notícias

WhatsApp Image 2018-11-29 at 07.49.08Que o gaúcho é apaixonado por churrasco, todos sabem. Mas como essa história começou e como foi mesmo que essa prática se popularizou, resultado de distintas influências culturais, agregando peculiaridades regionais e compartilhada no Brasil e no mundo? O resgate dessa trajetória emocionante é o tema do livro “Os Gaúchos e O Churrasco – uma jornada ao redor do fogo”, que será lançado nesta sexta-feira, 30 de novembro, às 19h30min, na Churrascaria Galpão Crioulo, em Porto Alegre (Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, 300 – Parque da Harmonia), em evento para convidados. O lançamento será acompanhado de uma exposição com imagens captadas ao longo das viagens para a produção do livro. A mostra estará aberta à visitação gratuita do público de 1º a 15 de dezembro, na churrascaria, juntamente com a venda de uma tiragem especial da obra, a preço promocional.

A publicação surgiu a partir de uma entrevista do jornalista e escritor Ricardo Bueno com Clarice Chwartzmann. A ideia era inserir em um livro sobre o churrasco o perfil da chef que percorre o País, ensinando mulheres as técnicas do preparo das carnes nas brasas. Clarice percebeu que a história poderia ir além e a proposta inicial do livro se transformou nessa obra de abordagem inédita que mostra os diferentes modos de assar o churrasco e suas origens, em cada região do Estado. A dupla ganhou a companhia da fotógrafa Carin Mandelli e os três seguiram, ao longo de seis meses, em expedições pelo Rio Grande do Sul para reconstituir a trajetória do churrasco e da própria formação da identidade do gaúcho.

“A verdade é que nenhum outro Estado brasileiro possui tanta diversidade cultural, ao menos quando o assunto é churrasco, como o Rio Grande do Sul. E tudo graças às diferentes imigrações que aqui aportaram, mas também ao compartilhamento de saberes nas fronteiras e, ainda, à cultura da pecuária, tão presente em nossa formação histórica”, analisa Clarice.

WhatsApp Image 2018-11-29 at 07.49.09
Clarice e Ricardo

Ricardo Bueno detalha: “A entrada do gado com os jesuítas, em 1634, que daria origem aos imensos rebanhos que alimentariam os gauchos durante centenas de anos, e, mais tarde, a chegada das raças britânicas, introduzidas por Assis Brasil na região do Bioma Pampa, no início do século 20, são alguns marcos importantes”. Mas o jornalista também destaca outros ‘pioneirismos’ gaúchos nesta jornada, como a primeira casa do Brasil a oferecer churrasco no cardápio (o Restaurante e Churrascaria Santo Antônio, em 1935); a criação do espeto corrido, provavelmente por assadores saídos de Nova Bréscia, sistema que popularizou o consumo do churrasco no País e mundo afora. Também do Estado é o primeiro frigorífico brasileiro a dar ‘nome aos bois’, criando uma marca própria nos anos 1970 – o Frigorífico Silva, de Santa Maria. “São todos fatos que marcam a relação afetiva dos gaúchos com o churrasco ao longo de cinco séculos, uma história repleta de peculiaridades no jeito de assar e que é preservada por personagens encantadores”, conclui Bueno.

WhatsApp Image 2018-11-29 at 07.49.10
Carin

Das Missões para o mundo: uma jornada sem fim
Com 172 páginas, no formato de 23cm x 28cm e fino acabamento, a publicação retrata uma trajetória que une os gaúchos e o churrasco e se inicia na região das Missões, onde o padre jesuíta Cristóvão de Mendonça introduziu o gado franqueiro, em 1634. À época, a carne originária dos rebanhos que se espalhariam pelos campos, reproduzindo-se livremente, era salgada no lombo do cavalo, depois espetada em galhos pontudos e assada junto às brasas, em valas no chão. E tudo em um território então disputado por lusos e hispânicos, quando as fronteiras entre Brasil, Argentina e Uruguai ainda não estavam definidas.

Para contar a jornada do churrasco e dos gaúchos ao redor do fogo, a equipe visitou São Miguel das Missões, Lagoa Vermelha, Cambará do Sul, Sant’Ana do Livramento, Pelotas, Flores da Cunha e Santa Maria, registrando o uso dos espetos ou da grelha; as peculiaridades da salga; os cortes diferenciados, de acordo com a região; a preferência pela brasa ou pela labareda. O livro detalha, ainda, como se deu a introdução de novos cortes e acompanhamentos e, também, as características da cadeia produtiva gaúcha, alicerçada na perfeita aclimatação das raças britânicas no Bioma Pampa, em uma atividade econômica cada vez mais apoiada na qualidade do manejo dos animais, no aprimoramento genético e na tecnologia aplicada ao processamento das carnes.

É assim que o churrasco, de origem campeira, insere-se na rotina das grandes cidades, ganha ares “gourmet” em butiques que oferecem cortes nobres, alcança públicos distintos em festivais a céu aberto. Trata-se de um hábito que segue vivo no costume de reunir a família e amigos, em encontros caseiros ou em churrascarias, sejam elas “top” ou “pop”; nos parques e nas praças, nos espaços de convívio dos edifícios e condomínios, mas também nas fazendas e sítios, interior adentro, litoral afora. Segue, portanto, congregando ao redor da calorosa chama pessoas de todas as idades, que protagonizam diferentes formas de preparo dos assados, compartilhando, assim, eternos rituais dos séculos passados que continuam fazendo parte de uma jornada que começou nas Missões jesuíticas e não dá sinais de esmorecer, muito antes pelo contrário. Uma jornada que coloca os gaúchos em uma posição privilegiada e referencial quando o assunto é churrasco.

O livro “Os Gaúchos e o Churrasco – uma jornada ao redor do fogo” e a exposição de mesmo nome são uma realização do Ministério da Cultura – Lei Rouanet e da Criati Produções, com produção da Quattro Projetos e patrocínio de Banrisul, Tramontina, Polar, Frigorífico Silva e Supra.

Livro e Exposição “Os Gaúchos e o Churrasco – uma jornada ao redor do fogo”
Idealização e curadoria: Clarice Chwartzmann
Textos e edição: Ricardo Bueno
Imagens: Carin Mandelli
Lançamento: 30 de novembro, às 19h30min
Exposição: de 1º a 15 de dezembro (entrada gratuita)
Local: Churrascaria Galpão Crioulo
Endereço: R. Otávio Francisco Caruso da Rocha, 300 – Parque da Harmonia / Porto Alegre
Exemplares de uma edição limitada do livro, com preço promocional de R$ 50, estarão sendo comercializados no local

E neste domingo dia 02/12, eu converso  com Clarice Chwartzmann, sobre o livro e outros assuntos. Não perca !!

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

Agronegócio Destaque Direito do Consumidor Economia Expointer Negócios Plano Safra Poder Política

A afirmação do presidenciável Ciro Gomes, em sua visita à Casa Farsul, que o setor primário recebe incentivos fiscais de R$ 158 bilhões segue repercutindo entre as lideranças. O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, afirma que o governo não empresta mais dinheiro para a agricultura. Segundo ele, atualmente, de acordo com a Resolução 4.669 do Banco Central, os bancos podem destinar para crédito rural 30% de seus depósitos à vista. “Logo, a primeira fonte de recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo”, explica.

Certamente você já ouviu falar da “corrida aos bancos”. Certo? Isso acontece quando o sistema financeiro de um país perde sua credibilidade e todo mundo corre para buscar o seu dinheiro lá depositado. Mas porque isso acontece?

As razões por que isso pode ocorrer estão relacionadas ao fato de os bancos “emitirem moeda”. Sim, com os recursos lá depositados os bancos “criam” dinheiro emprestando mais do que os valores depositados. Isso quer dizer que os bancos fazem algo errado? Não, pelo contrário. Isso é muito bom para economia, desde que haja confiança e que o grau de alavancagem não gere inflação. Ai que está o problema: quem tem que se preocupar com a inflação é o Banco Central e não os bancos comuns e ele o faz através de diversas ações de Política Monetária, onde os principais instrumentos são a bem conhecida Taxa Selic – que incentiva ou desencoraja a tomada do crédito por parte do consumidor – e os compulsórios bancários. Os depósitos compulsórios são valores retidos de parte dos depósitos a vista (o saldo positivo em sua conta corrente é o seu depósito à vista) que os bancos são obrigados a deixar depositados nas suas contas junto ao Banco Central. Eles não ganham nenhum centavo de remuneração sobre esse dinheiro, deixam lá parados porque assim o Banco Central consegue controlar a inflação.

Logo após o início do Plano Real os economistas do Banco Central tiveram uma excelente ideia: um percentual desse compulsório, ao invés de ficar preso no Bacen, poderia ser emprestado a título de Crédito Rural, já que neste caso ao invés de estimular a demanda, estaria se estimulando a oferta, o que de certa forma ajudaria também a combater a inflação e de quebra os produtores teriam crédito sem que o Governo destinasse recursos do orçamento para esse fim.

8899180634438
Economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz Foto:Tiago Francisco/Farsul

Atualmente, de acordo com a Resolução do Banco Central 4.669, os bancos podem destinar para o crédito rural 30% dos seus depósitos à vista (média dos Valores Sujeitos aos Recolhimento – VSR). Logo, a primeira fonte dos recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo. Leia no Manual do Crédito Rural Capítulo 6, Seção 2.

A segunda fonte dos recursos do crédito rural são os Depósitos em Poupança. De acordo com a Resolução 4.614 do Banco Central as instituições financeiras oficiais e cooperativas de crédito podem direcionar 60% dos depósitos da caderneta de poupança para o Crédito Rural. Caderneta de Poupança é recurso do governo? Não! Assim como os depósitos das nossas contas correntes, ele é PRIVADO, meu, seu, nosso!

A terceira fonte são os Recursos Livres. Outros valores que os bancos podem emprestar aos produtores a título de Crédito Rural, sem juros controlados.

Pergunta: Os juros dos recursos dos Depósitos à Vista e Poupança têm juros controlados porquê?

Antônio da Luz: A razão é simples: os depósitos compulsórios não rendem nada. O objetivo não é investir no governo, para isso existem os títulos públicos. É para controlar a inflação! Qualquer coisa que o banco puder ganhar então ele sai no lucro. O “pulo do gato” está na poupança. Quando depositamos nossas economias na caderneta de poupança, o banco nos paga um juro, que hoje está em 4,55% a.a. Então o governo define um juro em que o banco tenha sua justa remuneração. Hoje o juro geral do custeio e comercialização é de 7% a.a. Sendo assim, o banco capta a 4,55% e empresta a 7% ao produtor, ou seja, ganha um spread de 2,45%. Onde está a equalização???? Equalização somente existe quando o juro da captação for maior do que o juro do empréstimo, o que não é o caso. Os bancos ganham de spread 45% do que ganham os donos do dinheiro… Seria para os bancos um mal negócio? E os Custos Administrativos e Tributários? Aí devemos perguntar ao Ministério da Fazenda, pois os produtores não participam dessa discussão…

Pergunta: Mas os juros não são mais baixos do que a média do mercado?

Antônio da Luz: São sim. Por duas razões: a primeira é que como os recursos são direcionados, como acontece de forma semelhante no crédito imobiliário, o governo não entra com dinheiro, mas entra com a regra do juro, estabelecendo os juros controlados. A segunda razão está relacionada ao perfil do tomador. O crédito rural tem as menores taxas de inadimplências, de acordo com as estatísticas o Banco Central. Além do mais, os produtores oferecem pesadas garantias, não raras vezes suas garantias valem mais do que o dobro do valor tomado. Os bancos exigem garantias bem acima do valor para, no caso de inadimplência e execução de garantias, os bancos possam vender rapidamente o bem no mercado. Vamos comparar com uma empresa do meio urbano, digamos uma loja de roupas: consideremos que ela está estabelecida em um prédio alugado, tenha baixo capital social e quer tomar um recurso para capital de giro. Seguramente esta empresa pegará o dinheiro em patamares de juros na casa dos 40% a.a. Mas se ela apresentar garantias, como fazem os produtores, certamente o juro despencará para níveis bem abaixo. Trata-se de uma relação de risco e retorno. Boa parte dos juros serem baixos está na baixa inadimplência e nas pesadas garantias reais dadas aos bancos.

Pergunta: Quanto de recursos públicos são emprestados aos produtores rurais não enquadrados no regime de agricultura familiar?

Antônio da Luz: Zero !

Pergunta: Mas, então onde estão os famosos subsídios?

Bom, vamos olhar o Orçamento da União. Entre lá em http://www.transparencia.gov.br/funcoes/20-agricultura?ano=2017 e veja você mesmo o quanto o governo gastou em 2017 (último ano fechado) em com  “Agricultura”.

Foram R$ 15,31 Bilhões ao todo (Empresarial e Familiar). Isso é muito ou pouco? Bem, o Governo Federal gastou R$ 2,39 Trilhões, ou seja, o Orçamento da Agricultura equivale a apenas 0,64% do gasto público.  Com o Programa Bolsa Família, o Brasil gasta: R$ 29,04 Bilhões. Para cada Real gasto com Agricultura, gasta-se R$ 1,89 com este programa. Além do valor ser extremamente baixo, sobretudo em comparação com nossos concorrentes, ele é ainda muito mal empregado, ficando muito desse recursos em atividades meio.

 

Promoção da Produção Agropecuária: R$ 5,8 Bilhões

Administração Geral: R$ 5,4 Bilhões

Abastecimento: R$ 3 Bilhões

Outros encargos especiais: R$ 260 Milhões

Benefícios ao trabalhador (MAPA e estatais): R$ 241 Milhões

Outros: 498 Milhões

 

 

(Felipe Vieira com informações do Correio do Povo e Farsul)

 

41ª Expointer: Cabanheiros recebem prêmios e brindes por participação em Esteio

41ª Expointer: Cabanheiros recebem prêmios e brindes por participação em Esteio

Agronegócio Destaque Expointer

Nesse último final de semana de Expointer, participei da entrega do Troféu Cabanheiros, um prêmio muito legal que valoriza quem trabalha o ano inteiro junto aos animais no campo. O evento, organizado pela equipe da Farsul, sob coordenação do grande Francisco Schardong,  presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, que comandou a entrega de prêmios e ressaltou que o trabalho de um ano todo desempenhado pelo cabanheiros é o que determina a qualidade da exposição de animais. Schradong, era sem dúvida nenhuma o mais contente entre os presentes pelo sucesso da promoção. que movimentou a pista de ovinos. A premiação, promovida pela Federação da Agricultura, SBT e  Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do RS, sorteou prêmios e distribuiu brindes a dezenas de profissionais que cuidaram dos animais durante a 41ª Expointer.

79269602530352
Prêmio Cabanheiros 2018. Foto:Tiago Francisco/Divulgação Sistema Farsul
4502740539717
Prêmio Cabanheiros 2018. Foto:Tiago Francisco/Divulgação Sistema Farsul

Tiago Silva, de Cachoeira do Sul, não perdeu tempo: deixou o palco da premiação pedalando a bicicleta que ganhou no sorteio. “A turma do Limousin é pequena, mas é de sorte”, concluiu o cabanheiro que já havia visto outros conhecidos serem chamados ao palco. Também foram sorteadas uma TV, um forno elétrico, fornos de micro-ondas, rádios e outros eletro portáteis. A novidade foi uma obra de arte representativa da vida do campo que a vencedora Jéssica Cavalheiro já imaginava pendurada na parede de sua casa antes mesmo de ouvir o seu número ser chamado: “Amei. Assim que cheguei, coloquei os olhos no quadro e disse que aquele prêmio seria meu”. Apesar de a maioria do público ser composta por homens, as mulheres estavam com sorte. Além de Jéssica, Natalie Scherer, de Bagé, também recebeu uma premiação no evento.
38587633506132O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, falou sobre a ligação entre produtores rurais e cabanheiros e, falando de sua experiência pessoal, lembrou que esta é uma amizade que estabeleceu desde a juventude, quando procurava o galpão da fazenda da família para tomar mate com os trabalhadores todas as manhãs. “Patrões e peões não existem um sem o outro. Hoje nós vibramos juntos pelas nossas conquistas”, afirmou. Participaram da entrega de prêmios o secretário da Agricultura, Odacir Klein, o apresentador Felipe Vieira e a repórter Alessandra Bergmann, do SBT-RS  além de diretores da Farsul. A festa teve show de Ênio Medeiros.

Febrac quer maior presença de animais em exposições.  Leonardo Lamachia assume presidência da federação na quarta-feira

Febrac quer maior presença de animais em exposições. Leonardo Lamachia assume presidência da federação na quarta-feira

Agronegócio Comunicação Destaque Direito Economia Expointer Negócios Notícias Opinião Poder Política Segurança Tecnologia Trabalho

A nova diretoria da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) toma posse nesta semana com o desafio de ampliar a participação de animais em pistas de exposições e eventos no País.

O presidente da gestão 2018-2019, o advogado Leonardo Lamachia, pretende fortalecer medidas que facilitem o acesso de entidades e criadores em eventos de suas respectivas raças, a partir de propostas que culminem na redução dos custos com frete e com exigências sanitárias – essenciais para que um animal possa participar de exposições.

De acordo com Lamachia, esses dois fatores juntos representam cerca de 50% do gasto total de um criador que vai a uma exposição. “Uma das formas para baratear todo esse processo poderia ser por meio de contratações coletivas”, exemplifica o dirigente que será empossado na próxima quarta-feira (16), em cerimônia no Parque Assis Brasil, em Esteio.

Criada há 16 anos, a Febrac foi fundada para garantir e defender os direitos de quem investe em genética pecuária. Atualmente, representa 64 entidades associativas de bovinos, zebuínos, equinos, suínos e ovinos espalhadas pelo País.

Leia mais em Jornal do Comércio

Juiz volta atrás após remarcar audiência em função do jogo do Grêmio no Mundial; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Juiz volta atrás após remarcar audiência em função do jogo do Grêmio no Mundial; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Agenda Destaque Direito Expointer
 Um juiz de Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo, teve de voltar atrás após determinar o adiamento da realização de uma audiência de instrução, marcada para o próximo dia 12 de dezembro, em função do jogo do Grêmio no Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes. Campeão da Libertadores, o Tricolor aguarda o vencedor de Pachuca, do México, e Wydad Casablanca, do Marrocos, para disputar a semifinal.

Com as atenções voltadas ao torneio, o juiz Marcelo da Silva Carvalho, da Comarca de Vera Cruz, determinou adiar a audiência. “Vistos etc. Às partes, advogados e testemunhas que podem ser Gremistas ou Colorados, aqueles torcedores e estes em tese secadores, não os posso privar, nem a mim, de com o olho no trabalho e outro em uma tv, assistirmos o jogo do Grêmio na semifinal do Mundial agendado para o dia 12/12/2017 na parte da tarde. Assim rogo vênia às partes, advogados e testemunhas e redesigno a audiência de instrução, debates e julgamento para o dia 22/01/2018, às 15h, cabendo às partes comparecer acompanhados de suas testemunhas já arroladas. Caso haja servidor público arrolado ou policiais, requisitá-los. Intimem-se”, determinou o magistrado.

O caso envolve um processo de cobrança, que tramita desde 2015, envolvendo uma empresa de seguros. Após a sentença ter ‘viralizado’ na internet, o magistrado voltou atrás e manteve a realização da audiência para a próxima terça-feira.

O Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) confirmou que a sessão segue mantida para a tarde do dia 12, na Comarca de Vera Cruz. O TJRS informou também que o juiz não pretende se manifestar sobre o caso.

Expointer 2017: Mais de 88 mil pessoas passaram pelo Salão do Empreendedor. Com o conceito ‘do campo à mesa’, espaço realizou 28 mil atendimentos a potenciais empresários, investidores, empreendedores no ramo do agronegócio e empresários de forma geral, independentemente da área de atuação

Expointer 2017: Mais de 88 mil pessoas passaram pelo Salão do Empreendedor. Com o conceito ‘do campo à mesa’, espaço realizou 28 mil atendimentos a potenciais empresários, investidores, empreendedores no ramo do agronegócio e empresários de forma geral, independentemente da área de atuação

Agronegócio Destaque Economia Expointer Negócios

A qualidade de um produto que chega ao consumidor final é de responsabilidade de toda a cadeia produtiva. Com o conceito ‘do campo à mesa’, o Salão do Empreendedor atraiu mais de 88 mil visitantes durante os nove dias da 40ª Expointer e realizou cerca de 28 mil atendimentos nos espaços que disponibilizaram informações técnicas, oportunidades, inovação e qualificação com foco no produtor rural e no público em geral da feira. A Expointer ocorreu de 26 de agosto a 3 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

Nesta edição da feira, o Salão do Empreendedor tornou-se mais completo e, para isso, contou com parcerias estratégicas de instituições representativas da indústria e do comércio. “Tradicionalmente estamos na Expointer com FARSUL, SENAR-RS e SEBRAE/RS, através do programa Juntos para Competir. Este ano, porém, agregamos ao projeto Fecomércio/Senac-RS e Senai, além da Embrapa, pois acreditamos que é preciso sinergia entre as cadeias produtivas, desde o plantio, no campo; a transformação, na indústria; até a entrega diferenciada ao consumidor final, no comércio e serviços”, destacou o presidente do Sistema Farsul e do Conselho Deliberativo Estadual do SEBRAE/RS, Carlos Sperotto.

Em 1.200 metros quadrados, localizado no Pavilhão Internacional, o Salão do Empreendedor teve programação orientada a partir dos sete segmentos selecionados por seu potencial de desenvolvimento no Rio Grande do Sul: Apicultura, Horticultura, Leite e Derivados, Olivicultura, Ovinocultura, Pecuária de Corte e Vitivinicultura. “Atuamos com foco no negócio, com o olhar de cadeia, fortalecendo a apresentação de produtos e tecnologias”, acrescentou Sperotto. Nestes ambientes, 2.322 pessoas foram atendidas e receberam informações.

Mais uma vez foi destaque na Expointer a tradicional Vitrine da Carne Gaúcha, iniciativa da FARSUL. Com o objetivo de valorizar a qualidade da carne produzida no Rio Grande do Sul, o espaço apresentou ao público técnicas empregadas para o melhor aproveitamento do produto, como métodos de desossa de carcaças de bovinos, bubalinos, ovinos e suínos e sugestões de preparo. Participaram as associações de criadores das raças Angus, Devon, Hereford e Braford, Zebuínos, Alianza Del Pastizal, Cooperbúfalo, Associação Brasileira de Criadores de Ovinos e Associação Brasileira de Criadores de Suínos. As dinâmicas realizadas durante o evento reuniram 1.583 participantes.

Na Arena do Conhecimento, o visitante teve acesso a palestras e painéis sobre tendências e oportunidades com foco nas setes cadeias produtivas priorizadas pelo Salão do Empreendedor, o que reuniu 490 pessoas. Um espaço que aguçou a curiosidade do público foi o de tecnologia e inovação, onde 995 visitantes tiveram uma experiência bem especial. Utilizando óculos de realidade virtual, puderam visualizar uma estufa, um restaurante e uma produção de queijos com dicas, orientações e referências para quem deseja abrir ou já tem um negócio com este perfil.

Gastronomia – o último elo da cadeia produtiva

A gastronomia representou o último elo da cadeia produtiva dos segmentos destacados no Salão do Empreendedor. Na cozinha pedagógica, coordenada pelo SENAC, todos os dias da feira foram realizadas oficinas gastronômica em que o público acompanhava a produção de receitas e ao final degustava o prato preparado. Mas o que mais deixou os visitantes entusiasmados foram as degustações às cegas. Nesta atividade, os participantes eram vendados e experimentavam quatro receitas, além de vinhos e espumantes gaúchas. Somente ao final, o público era informado sobre o que tinha degustado. As oficinas gastronômicas e degustações somaram mais de 500 participantes.

Produtores rurais vieram do Interior

Outra iniciativa da FARSUL, do SENAR-RS e do SEBRAE/RS, através do Programa Juntos para Competir, foi viabilizar a participação gratuita de 2.429 produtores rurais provenientes 76 municípios gaúchos. Os produtores eram recepcionados no Salão do Empreendedor, percorriam todo os espaços ouvindo informações técnicas a respeito das sete cadeias produtivas e depois seguiam em visitação à Expointer.

Para o diretor-superintendente do SEBRAE/RS, Derly Fialho, quando as cadeias produtivas funcionam bem, todos ganham, e foi isso que o Salão do Empreendedor apresentou durante os nove dias da Expointer graças a união de esforços de tantas entidades. “Precisamos seguir avançando em nossa capacidade de trabalhar juntos otimizando recursos, complementando competências e, com isso, melhorando a economia de nosso Estado”, disse.

Boas notícias na Expointer 2017

Representantes de FARSUL, SENAR-RS e SEBRAE/RS, através do Programa Juntos para Competir, e Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (SEAPI), assinaram protocolo de intenções durante a feira com o objetivo de integrar esforços para o desenvolvimento do “Programa Estadual de Olivicultura – Pró-Oliva. Na ocasião também foi assinado termo de cooperação técnica com foco no setor da Apicultura. Nesta parceria se une às demais entidades a CMPC Celulose Riograndense LTDA com objetivo de apoiar a implementação e o desenvolvimento da Cadeia Apícola no RS.

Expointer 2017: Farsul promove hoje XIII Feira de Novilhas e Ventres Selecionados

Expointer 2017: Farsul promove hoje XIII Feira de Novilhas e Ventres Selecionados

Agenda Agronegócio Economia Expointer Negócios Notícias

Acontece nesta quinta-feira, dia 31, na pista J do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a XIII Feira de Novilhas e Ventres Selecionados. O evento inicia às 17h e tem promoção da Farsul em parceria com a Santa Úrsula Remate e a Associação Brasileira de Angus e com apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado.

Serão mais de 500 animais na pista deste remate que se caracteriza pela qualidade genética dos animais à venda. O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, lembra que “antigamente, a Expointer era pautada pela competitividade em torno dos números. Hoje, escolhemos dar ênfase à qualidade”.

O presidente da Comissão de Feiras e Exposições da Farsul, Francisco Schardong, estima que o faturamento fique no mesmo patamar do ano passado, mesmo com a redução no número de animais, pela qualidade do grupo mais seleto. “O mercado vem se recuperando e a época de povoar o campo é agora. Além disso, os animais que participarão da feira são selecionados pelas associações”, destaca.

A XIII Feira de Novilhas e Ventres Selecionados segue conduzida pela Santa Úrsula Remates. O leiloeiro José Antônio Cardoso, conduzirá o remte. Ele destaca a facilidade do acesso ao crédito como um dos principais incentivos ao produtor, que poderá buscar linhas de financiamento junto ao Banrisul, Banco do Brasil ou Sicredi, ou realizar o pagamento no prazo de 30 dias.

Expointer 2017: Olivicultura mostra seu potencial no Salão do Empreendedor

Expointer 2017: Olivicultura mostra seu potencial no Salão do Empreendedor

Agronegócio Destaque Expointer Negócios

O Brasil é o segundo maior importador de azeitonas e de azeites extra virgem do mundo, segundo o Conselho Oleícola Internacional. Ao ano, é importado mais de R$ 1 bilhão de produtos. Para valorizar o crescimento e reconhecer o potencial desta cadeia produtiva no Estado, o Salão do Empreendedor, na Expointer, possui espaço dedicado a Olivicultura. O Salão do Empreendedor está localizado no Pavilhão Internacional da Expointer. Todas as atividades são gratuitas.

Nos últimos 10 anos, o cultivo de oliveiras no Rio Grande do Sul cresceu, em média, 2000%, tendo toda a produção direcionada para a extração do azeite. Restrições com o clima, melhores regiões para cultivo e outros processos podem ser conferidos através de um vídeo, que mostra o caminho realizado pelo produto – do cultivo até a distribuição. Uma das atrações que mais chama a atenção é o mapa interativo, que possibilita identificar as regiões que possui clima propício para o plantio. Para a aposentada Maricelsa Bertoldi, de Três de Maio, é importante saber como é feito o azeite de oliva. “Para nós, consumidores, é bom saber os processos de produção daquilo que é consumido”, diz.

Ao todo, 17 marcas estão expostas no espaço da Olivicultura, sendo que muitas já possuem prêmios nacionais e internacionais. Desse total, apenas um é encontrado em supermercado, sendo o restante comercializado através de e-commerce e mercados das regiões onde são produzidos. Diariamente, um técnico está disponível no espaço para explicação e retirada de dúvidas de produtores rurais, futuros investidores e curiosos. “O objetivo é mostrar ao público que, o que é feito aqui, também possui qualidade única e frescor, algo que produtos importados não oferecem ao público por seus longos processos de produção e transporte”, explica o técnico do SEBRAE/RS Pedro Pascotini.

Salão do Empreendedor

O Salão do Empreendedor é uma iniciativa da FARSUL, do SENAR-RS e do SEBRAE/RS, através do programa Juntos para Competir, com parceria da Fecomércio/Senac-RS, SENAI-RS e apoio da Embrapa por meio das unidades Pecuária Sul, Uva e Vinho e Clima Temperado. Nesta edição da Expointer, considerada uma das principais feiras do setor agropecuário na América Latina, o Salão do Empreendedor tem sua programação orientada a partir dos sete segmentos selecionados por seu potencial de desenvolvimento no Rio Grande do Sul: Apicultura, Horticultura, Olivicultura, Ovinocultura, Pecuária de Corte, Leite e Vitivinicultura. Neste ano, todo conteúdo, atividades e atrações interativas proporcionados pelo Salão do Empreendedor estão relacionadas à ideia de mostrar as principais cadeias produtivas do Rio Grande do Sul com a perspectiva ‘do campo à mesa’. Dessa forma, o público conseguirá perceber a conexão do que é fornecido pelos produtores rurais, passando pelos meios de processamento até a oferta ao consumidor.

Com a inclusão da Fecomércio/Senac-RS, do Senai-RS e da Embrapa (apoio) ao grupo de entidades responsáveis pela organização do espaço e das atividades, o Salão torna-se mais completo. “A grande ideia é mostrar como se faz e o que está envolvido na produção de itens do dia a dia – detalhando cuidados, técnicas e tecnologia – e, claro, além disso, gerar oportunidades de negócios”, diz o presidente do Sistema Farsul e do Conselho Deliberativo Estadual do SEBRAE/RS, Carlos Rivaci Sperotto.