Martha Medeiros lança canal no YOUTUBE em setembro

Martha Medeiros lança canal no YOUTUBE em setembro

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Conhecida por suas crônicas,  poemas e roteiros de viagens, a colunista Martha Medeiros se lança de corpo e alma no YOUTUBE em setembro. Ela fez o comunicado em  seu perfil no Facebook: “Vem aí meu canal no YouTube. M de Martha! Um episódio novo toda quarta-feira, onde falarei sobre M de Madrugada, M de Mapa, M de Maturidade, M de McCartney, M de Mistério… assunto não vai faltar. Estreia dia 26/09. Inscrições abertas no goo.gl/MG4SeN. Me segue! M de Misericórdia: tolerância com os novatos desta nova mídia.”

PS: Já me inscrevi! Chega logo 26 de setembro.

 

 

 

Livros: Ausentes marca a estreia de Manoel Madeira na literatura

Livros: Ausentes marca a estreia de Manoel Madeira na literatura

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capa_grafica.cdrO livro conta a história de Juliette, jovem nascida na cidade de São José dos Ausentes, que se muda para Porto Alegre com o namorado, Pedro, para estudar. Um dia qualquer, dentro de um ônibus na capital gaúcha, ela recebe um telefonema de Pedro, que lhe avisa estar a caminho de Ausentes para o enterro de sua madrasta. Mas Pedro desaparece e sua ausência passa a guiar a vida de Juliette. Certa de que o namorado havia fugido para Paris, ela parte para lá, onde viverá os anseios de sua estranha imigração, se embrenhará em tramas que insistem fazer surgir em seu destino presenças ausentes ou ausências presentes, com as quais ela mesma se confunde. Um cachorro chamado Pessoa é o interlocutor de Juliette.

A trama contemporânea e o domínio de uma técnica narrativa apurada, como ressalta a crítica literária Léa Masina na apresentação da obra, introduz um novo autor no cenário das letras. Conhecimento para criar personagens intensos não lhe falta, apesar da pouca idade.

Nascido em 1982, o porto-alegrense Manoel Madeira é doutor em Psicanálise e Psicopatologia pela Université Paris-Diderot, onde também lecionou. Atualmente é professor adjunto do Departamento de Psicanálise da UFRGS.

Ausentes marca ainda a estreia da Diadorim em romance.

O lançamento será dia 11 de agosto, às 11h, no Baden Cafés Especiais (Av. Jerônimo de Ornelas, 431).

Prefeitura da Capital libera Feira do Livro de pagar aluguel extra ao município; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

Prefeitura da Capital libera Feira do Livro de pagar aluguel extra ao município; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

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O secretário de Cultura de Porto Alegre, Luciano Alabarse, garantiu, na tarde de hoje, que não vai haver cobrança extra por parte da Prefeitura para a realização da Feira do Livro, na Praça da Alfândega. No mês passado, a organização do evento, marcado para ocorrer entre 1º e 18 de novembro, recebeu um boleto da Prefeitura com valor aproximado de R$ 200 mil como cobrança para utilização da praça, tradicional ponto de realização da feira. O fato, no entanto, é minimizado e considerado “superado” pelo secretário.

“Não ocorrerá cobrança, as árvores não serão cortadas”, metaforizou Alabarse, em alusão a um manifesto publicado ontem por 18 ex-patronos da Feira. Nele, o grupo se mostra contrário à cobrança. No texto, o grupo de intelectuais fala de “um jovem rei” que ascende ao poder e manda “cortar as árvores todas, para transformar em lenha e assim aquecer o pessoal” durante o inverno. A comparação ainda prossegue, dizendo que “livros, como árvores, demoram para ser escritos e produzidos, e toda uma vida para serem lidos e relidos.” A reportagem completa está no site da Rádio Guaíba.

Porto Alegre: Flávio Ilha autografa “Longe daqui, aqui mesmo” hoje no Baden Café

Porto Alegre: Flávio Ilha autografa “Longe daqui, aqui mesmo” hoje no Baden Café

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Depois de escrever textos em coletâneas, finalmente Flávio Ilha, lança um “livro solo”.  Jornalista com JOTA maiúsculo, Ilha na verdade é um arquipélago na função que desempenha com absoluta desenvoltura. Repórter, editor, cronista do nosso tempo e crítico ácido em seus comentários, seja nas redes sociais, seja em artigos…  tive o prazer de acompanhar o trabalho “in loco”, nas muitas vezes que nos encontramos em diferentes pautas. Pois agora, o talentoso jornalista resolveu tirar da gaveta e publicar textos que só João Gilberto Noll, colegas de oficina literária e amigos próximos conheciam. Hoje, no Baden Café, ele autografa seu primeiro livro de contos: Longe daqui, aqui mesmo.

capa_flavio_2Sobre o livro, que reúne oito contos, diz o escritor Tailor Diniz: “Entre um movimento e outro de criaturas que carregam a precariedade da vida no limite do pesadelo com a realidade, quando a própria realidade pode ser o pesadelo ou vice-versa, entre a rotina de ida e volta de personagens sombrios, perpassa o texto uma visão social e psicológica aparentemente fora da narrativa, sutil, mas que, no final, deixa a sensação de um efeito único, fazendo do livro uma obra para ser lida com vagar, com os sentidos atentos às entrelinhas, àquela corrente de águas que vaza invisível, lá no fundo, além da superfície, o que sempre vem a ser o viés mais gratificante da leitura.”

Já o escritor Paulo Scott, considera Longe Daqui, aqui mesmo: “Aqui, intrincados narrativos acomodando extratos variados de tragédias não ditas, não reveladas. Aqui, narradores que variam, sempre dentro de uma função: a de velar a noção oblíqua de que todos nós estamos perdidos e de que continuaremos perdidos – narradores produzidos por um autor talentoso que, consciente ou inconscientemente, dialoga com um de seus mestres da literatura universal. Aqui, uma obra sutil, mas ao mesmo tempo estrondosa, na medida em que toma como matéria-prima o movimento fantasmagórico das esperanças e dos jogos dos relacionamentos que aos poucos vão rachando, eventualmente implodindo, como tudo que precisa, desesperadamente, seguir adiante, e segue.”

 O livro editado pela Diadorim, foi totalmente produzido na oficina de literatura de Noll, em 2016.  As ilustrações são do artista visual João Salazar, que também é músico e autor do EP “Entrópico” (2017)

SERVIÇO:

O lançamento, com sessão de autógrafos, ocorre no Baden Cafés Especiais (rua Jerônimo de Ornelas, 431) a partir das 20h.

LONGE DAQUI, AQUI MESMO
Diadorim Editora
64 páginas
R$ 35
ISBN 9788593107047

Porto Alegre: Jamil Chade palestra segunda-feira na PUC sobre o lançamento de “O caminho de Abraão”. O livro é o primeiro “romance-denúncia” do autor de livros que mostraram a corrupção na FIFA e Comitê Olímpico Internacional

Porto Alegre: Jamil Chade palestra segunda-feira na PUC sobre o lançamento de “O caminho de Abraão”. O livro é o primeiro “romance-denúncia” do autor de livros que mostraram a corrupção na FIFA e Comitê Olímpico Internacional

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Na segunda-feira, 14 de maio, o jornalista Jamil Chade, fala aos alunos da Famecos/PUC sobre seu trabalho como correspondente internacional do Estadão e também sobre o lançamento de seu primeiro livro de ficção, “O Caminho de Abraão”. Aberto ao público, o evento é  uma promoção da Famecos e da Associação Riograndense de Imprensa e acontece no Auditório da Famecos/PUC, a partir das 19h30.  O local tem 180 lugares e será observada a ordem de chegada para ocupação do espaço.

Nos encontramos só uma vez. Foi em 2015 no estúdio da Rádio Guaíba, quando Jamil Chade lançou por aqui o instigante “Política, Propina e Futebol”, denunciando a corrupção na Fifa. Depois disso viramos “amigos virtuais” e comecei a prestar mais atenção no trabalho do correspondente do jornal O Estado de São Paulo e outros veículos na Europa. Jamil faz parte de um seleto time de jornalistas brasileiros no exterior. Em 2014, foi um dos pesquisadores que colheu material para a Comissão Nacional da Verdade. Seu 29513282_10155152418181555_2013723489353923195_ntrabalho consistiu em pesquisar os arquivos da ONU para entender qual foi a participação da diplomacia brasileira na defesa do regime militar. É autor junto com o búlgaro Momchil Indjov, do livro “Rousseff”: A história de uma família marcada por um abandono, o comunismo e a Presidência do Brasil., que conta em paralelo as histórias da presidente Dilma Rousseff e de seu meio-irmão Luben-Kamen Russev, a quem ela jamais conheceu pessoalmente. A obra explica como Dilma e seu meio-irmão búlgaro formaram suas visões de mundo, ambos perseguidos por aparelhos repressores estatais. Enquanto a brasileira foi presa e torturada por se identificar com o marxismo e opor-se à ditadura militar, Luben-Kamen foi perseguido por não apoiar o regime comunista.”Observar esse paralelo é mapear a tragédia do século 20. Ambos viveram a ditadura, mas cada um de um lado da Cortina de Ferro”, explica. Chade escreveu também de “O Mundo Não é Plano” (2010) finalista do Prêmio Jabuti. Na Suíça, o livro venceu o prêmio Nicolas Bouvier, principal reconhecimento jornalístico do país;  do e-book “A Copa como ela é” pela editora Cia das Letras e co-autor de Olympic dreams, hard realities – lançado apenas nos estados Unidos pelo Brookings Institute Press.

Com missões a mais de 70 países, ele sabe como poucos, o que acontece em boa parte do Planeta. Jamil já viajou ao lado de personalidades mundiais. Cobriu grandes eventos políticos, econômicos e esportivos em meio a presidentes, reis e rainhas, astros do esporte, showbiss,  grandes empresários, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, , os papas Bento XVI e Francisco… em salas climatizadas, carpete alto, comidas e bebidas de qualidade. Mas, Jamil é REPÓRTER, com todas letras maiúsculas. Ele não fica só no circulo da fonte oficial. É daqueles que se embrenha por estradas, come poeira e se preciso outras coisas piores, para alimentar o corpo e suas reportagens. Com o olfato de um cão farejador, sabe reconhecer os sinais das grandes histórias. Nos últimos anos percorreu a África acompanhando refugiados no Iraque, Somália, Darfur e Libéria. Nesta peregrinação conversou com muita gente e agora colocou tudo isso no papel. Chega às livrarias em maio meu primeiro “romance-denúncia”, “O caminho de Abraão” (Editora Planeta). Trata-se de um grito desesperado contra o populismo, demagogia e a xenofobia. Contra líderes de todos os lados que, em nome do suposto bem de uma comunidade, defendem injustiças abomináveis contra outros seres humanos.

Os horrores da guerra da Síria e a tocante história do patriarca das maiores religiões do mundo se entrelaçam na trajetória de Hagar, uma francesa filha de imigrantes argelinos que supera todas as limitações de sua vida na periferia de Marselha para estudar nas melhores universidades da França. Contratada por uma multinacional, ela é enviada para coordenar investimentos milionários de uma fábrica de cimento na Síria, antes da guerra. Mas o confronto iniciado em 2011 leva a jovem a cumprir ordens criminosas de sua direção em Paris, e ela se envolve em um dos conflitos mais sangrentos e cruéis das últimas décadas. A história de Hagar se mistura à de milhares de sírios que tentam driblar diariamente a morte, na tentativa desesperada de escapar dos horrores da guerra. Nessa fuga, seus caminhos pelo Oriente Médio acabam refletindo os míticos passos que Abraão, o patriarca das três grandes religiões monoteístas do mundo, traçou há milênios.

A obra trata  das incoerências, dilemas e debates de nossos tempos. Jamil Chade, mergulha no trajeto de Hagar em busca de seu caminho e sua identidade. “O livro é, acima de tudo, um apelo para que passemos a ver o mundo em sua complexidade e o impacto profundo da desigualdade e da perda de direitos fundamentais.” O texto é ficcional, mas quem conhece o trabalho de Jamil lerá nas páginas de “O Caminho de Abraão”,  o que o jornalista vivenciou acompanhando os refugiados, ” Desejaria que esse livro fosse apenas uma ficção. Mas, lamentavelmente, não o é. Vivemos um período perigoso. Liberdades de pensamento e conquistas garantidas nas últimas décadas estão sob ameaça. Um mundo em que líderes populistas contam meias-verdades e vendem soluções fracassadas. Em partes do mundo, essa política é traduzida na construção de muros. Em outras, num extremismo religioso à serviço de um projeto de poder.” Para Jamil Chade, “Não temos líderes, mas charlatões e vendedores de ilusão, sustentados pela arma do ódio e do medo. Como humanidade, estamos perdemos todas as grandes batalhas das últimas décadas: Afeganistão, Iraque, Líbia, a das drogas na América Latina, a da criminalidade no Brasil, a do terrorismo. A paz sustentável e a segurança jamais virão da mera vitória militar em uma guerra. Mas da garantia de que todos tenham seus direitos assegurados, inclusive aqueles que não pensam como nós.”

 

SERVIÇO:

Palestra com Jamil Chade e lançamento de O Caminho de Abraão

Auditório da Famecos/PUC – Avenida Ipiranga, 6681 – Prédio 7

Promoção Famecos/PUC e Associação Riograndense de Imprensa

Segunda-feira – 14 de maio – 19h30

*Após a palestra, Jamil Chade estará a disposição para autografar a obra

 

 

​​Jornalistas criam editora voltada para livros de memórias. Capítulo 1 será lançada no dia 08 de maio, em Porto Alegre

​​Jornalistas criam editora voltada para livros de memórias. Capítulo 1 será lançada no dia 08 de maio, em Porto Alegre

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A Capítulo 1 – Conteúdo e Design Editoriais foi criada pelas jornalistas Carolina Ruwer e Cláudia Coutinho para atuar no segmento de livros de memórias institucionais, bem como prestar serviços a terceiros nas diferentes etapas da produção editorial. O lançamento oficial da editora acontece na próxima terça-feira, dia 8 de maio, em evento direcionado para profissionais da área, parceiros e clientes. Carolina e Cláudia trabalham juntas desde 2000 em muitos projetos editoriais, incluindo jornais, revistas, cases, relatórios institucionais e livros. Graças a essa sinergia e à experiência adquirida também em trabalhos individuais para diferentes agências de comunicação e de marketing, as duas profissionais decidiram oficializar a parceria.

 “Nosso objetivo é trabalhar com livros de memórias, seja para lideranças em diferentes áreas de atuação, seja para organizações”, diz Cláudia Coutinho. “Mas também direcionamos nosso trabalho para prestar serviços a outros profissionais, editoras ou agências, nas diferentes etapas da produção editorial, do planejamento à finalização do produto, no formato impresso ou digital”, completa Carolina Ruwer.

Carolina é jornalista diplomada pela Famecos/PUCRS, especializada em design editorial, e trabalha com planejamento visual, projeto gráfico e diagramação de publicações impressas ou digitais (e-books). Cláudia também é formada em Jornalismo pela Famecos/PUCRS, com especialização em Marketing (PUCRS), com MBA em Gestão, Marketing e Direito no Esporte (FGV/FIFA/CIES) e, atualmente, cursa o MBA Book Publishing, da Casa Educação, com término previsto para o primeiro semestre em 2019.

Mais informações sobre o novo projeto das duas jornalistas poderão ser obtidos no site da editora – www.capitulo1.com.br –, que entra no ar próximo dia 8.​

Livros: “A mais bela história da filosofia” conta a história do pensamento filosófico da Antiguidade até os dias de hoje

Livros: “A mais bela história da filosofia” conta a história do pensamento filosófico da Antiguidade até os dias de hoje

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“A mais bela história da filosofia” conta de maneira clara e acessível a história do pensamento filosófico. Ao narrar a gênese e o desenvolvimento da obra dos maiores filósofos, o autor mostra o que cada um deles trouxe de insubstituível, seus desdobramentos, suas espetaculares mudanças de direção e os conceitos que transformaram radicalmente nossa forma de pensar.

De forma original, nesta conversa com Claude Capelier, Luc Ferry apresenta a filosofia como uma busca fundamental, ao mesmo tempo milenar e furiosamente atual, que nos aproxima progressivamente da essência do home. Em que ponto nos encontramos na era da globalização e dos fundamentalismos reciclados à nossa desorientação ante um universo que ainda, e sempre, nos escapa entre os dedos? Lucy Ferry, doutor em Filosofia, foi Ministro da Educação da França entre 2002 e 2004. Foi professor universitário e atualmente é escritor em tempo integral. Claude Capelier é filósofo e escritor, ex-membro do Conselho de Programas Nacionais da França e assessor científico do Conselho de Análise da Sociedade no país.

Em um mundo em crise, no qual a condição humana parece estar submetida ao incessante desdobramento das inovações tecnológicas e do isolamento digital, a filosofia gera cada vez mais interesse e, também, a esperança de reencontrar um sentido para a existência humana, para além dos interesses das individualidades.

 

A MAIS BELA HISTÓRIA DA FILOSOFIA

(La plus belle histoire de la philosofie)

322 páginas

R$ 49,90

Difel/ Editora Bertrand Brasil

Livros: O americano R.S.Rose narra trajetória de Filinto Müller, torturador e chefe de polícia da ditadura Vargas

Livros: O americano R.S.Rose narra trajetória de Filinto Müller, torturador e chefe de polícia da ditadura Vargas

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O historiador americano R. S. Rose morou por mais de 20 anos no Brasil e é um especialista na história do país. Coube a ele traçar um perfil pouco óbvio de Filinto Müller, militar que foi figura de destaque em determinado período político do país, tendo sido presidente do Senado, líder de dois partidos e chefe de polícia do governo autoritário de Vargas, dentre outras funções. Para escrever “O homem mais perigoso do país”, que chega às livrarias em novembro pela Civilização Brasileira, o autor recorreu a uma pesquisa extensa, que incluiu mais de 66 mil documentos, 500 recortes de jornais e material impresso, além de 165 itens audiovisuais pertencentes ao acervo da Fundação Getulio Vargas.

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R. S. Rose

Filinto Müller serviu a quatro diferentes ditadores na história do Brasil, mandando torturar e matar suspeitos e adversários. Para entender sua trajetória, R. S. Rose conta a história de Müller desde seu nascimento, em Mato Grosso, em uma família de origem alemã, passando pela educação católica, até sua morte, em 1973, em um acidente aéreo no qual a esposa, Consuelo, e o neto Pedro também foram vítimas.

ORELHA (por Anita Leocádia Prestes):

“A obra de R. S. Rose nos ajuda a conhecer a trajetória de Filinto Müller: o oficial rebelde do Exército brasileiro – que na década de 1920 abandonou a luta, traindo seus companheiros –, facínora a serviço das duas ditaduras que infelicitaram nosso país

Durante a Era Vargas, o militar, fiel cumpridor dos desígnios do ditador, não vacilou no papel de carrasco. Torturou, assassinou e deportou presos políticos e cidadãos inocentes. Impossível esquecer a deportação de Olga Benário Prestes e de Elise Ewert para a Alemanha nazista, decidida por Vargas e executada por Filinto Müller, o qual jamais foi processado e punido. Mais tarde, a partir do Golpe civil-militar de 1964, Müller colaborou com a ditadura prestando apoio incondicional ao anticomunismo e ao autoritarismo dos generais que governaram o país durante 21 anos. Ocupou cargos de destaque, foi presidente da Arena e do Senado, tornando-se peça importante no esquema de sustentação de todos os governos militares e, em especial, nos períodos de maior repressão, como o do governo do general Emílio G. Médici.

Vale a pena, portanto, ler a obra de R. S. Rose.”

TRECHO:

“Filinto Müller era conservador, nacionalista e imperturbável em seu apoio a duas ditaduras, em guerra com um adversário persistente, seu adversário, a chamada ameaça comunista.

Ele foi um representante da geração de tenentes que pensava que eles, e somente eles, sabiam o que era melhor para o país. Sua receita para um Brasil melhor não incluía o comunismo de Luiz Carlos Prestes, mas sim a ditadura dos militares ‘sabichões’. Müller serviu aos governos autoritários de Vargas, Castello Branco, Costa e Silva e Médici com entusiasmos diferentes – mas os serviu.”

R. S. Rose nasceu na Califórnia, nos Estados Unidos. Tem doutorado em sociologia na Universidade de Estocolmo, na Suécia. Viveu 22 anos no Brasil e já escreveu cinco livros sobre o país, entre eles “Johnny: A vida do espião que delatou a rebelião comunista de 1935”, em parceria com Gordon D. Scott, lançado pela Record. Foi professor visitante na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

 

O-homem-mais-perigoso(1)O HOMEM MAIS PERIGOSO DO PAÍS: BIOGRAFIA DE FILINTO MÜLLER

R. S. ROSE

Páginas: 406

Preço: R$ 64,90

Editora: Civilização Brasileira | Grupo Editorial Record

Porto Alegre: Feira do Livro tem queda nas vendas pelo segundo ano consecutivo

Porto Alegre: Feira do Livro tem queda nas vendas pelo segundo ano consecutivo

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 A 63ª Feira do Livro de Porto Alegre teve queda de 14% na venda de exemplares no comparativo com o ano passado. O número total de livros comercializados nos dois últimos anos, no entanto, não foi divulgado pela Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL). Em 2014, ocorreu uma diminuição de 19% nas vendas, enquanto em 2015 o crescimento havia sido de 11,25%, com um total de 445 mil exemplares vendidos. Mesmo assim, o saldo é considerado positivo pela organização do evento.

O presidente da CRL, Marco Cena, avalia que as projeções pessimistas previam uma queda de até 30% nas vendas devido ao cenário de desemprego, parcelamento salarial do funcionalismo público e insegurança. Por outro lado, Cena destaca que a presença do público se manteve em 1,4 milhão de pessoas, assim como em 2016, demonstrando a importância da feira para o público. “Se (o visitante) não saiu com um livro embaixo do braço, saiu de alma nova e isso importa muito”, ressaltou.

Para os organizadores, os principais resultados da Feira estão no que diz respeito ao enfoque na diversidade étnica e de orientação sexual, debates com autores negros e programação promovendo o exercício de empatia. Para o presidente da entidade, o evento trouxe uma vitória da sociedade contra a intolerância.

O número de participantes nos debates promovidos durante o evento subiu de 17 mil (2016) para 19 mil (2017). ”A maior conquista foi uma Feira de debates, com respeito, sobre assuntos que estavam nas rodas de conversa e que foram aprofundados”, destaca Jussara Rodrigues, coordenadora da programação para o público adulto.

No total, foram realizadas 739 sessões de autógrafos, 331 palestras e debates e 25 oficinas. Participaram da feira 91 expositores na Área Geral, 13 na Área Infantil e Juvenil e cinco na Área Internacional. O evento, realizado na Praça da Alfândega, no Centro da Capital, teve duração de 19 dias e encerrou neste domingo. (Daiane Vivatti/Rádio Guaíba)

Livros: No centenário da Revolução Russa, obras do cientista político Moniz Bandeira relacionadas ao conflito ganham edições revistas e ampliadas

Livros: No centenário da Revolução Russa, obras do cientista político Moniz Bandeira relacionadas ao conflito ganham edições revistas e ampliadas

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Ao escrever sobre O ANO VERMELHO, o professor titular de História Contemporânea e chefe do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP), Osvaldo Coggiola, diz que: ” A reedição revista e ampliada, com novos documentos, de O ano vermelho, publicado originalmente pela Civilização Brasileira em 1967, é oportuna, cinquenta anos depois, em virtude do centenário da Revolução de Outubro e da primeira greve geral do Brasil. A nova edição, porém, traz muito mais do que isso.

Em 1967, pela primeira vez, militantes socialistas e operários, pesquisadores e intelectuais brasileiros tinham acesso, com este livro, a uma visão do conjunto dos acontecimentos que punha, para sempre, a questão operária (ou social) no centro da agenda política e histórica do Brasil. Era o resultado da irrupção das relações capitalistas, a partir da segunda metade do século XX, da Abolição, da grande imigração e dos surtos econômicos que possibilitaram a primeira industrialização do Brasil, especialmente durante a Primeira Guerra Mundial. Pelo seu vínculo explícito, político e ideológico com os acontecimentos revolucionários que desaguaram, em novembro de 1917, na Revolução Soviética, O ano vermelho brasileiro significou também a incorporação do país à história política mundial, pela via do movimento internacional dos explorados.

No período, não havia sequer um texto que tratasse cientificamente do conjunto dessa virada decisiva, que condicionou as mudanças políticas posteriores (tenentismo, Revolução de 1930, “varguismo” e incorporação do sindicato e da legislação trabalhista e social à estrutura política brasileira). Este livro o fez, não só de maneira pioneira, mas também magistral, e, até o presente, insuperável. A historiografia posterior, certamente, enriqueceu a análise de diversos aspectos, como a situação social à época, as diversas ideologias (anarquismo, sindicalismo, socialismo) presentes no movimento operário, a conjuntura política etc., mas nenhuma conseguiu tratar da questão na sua totalidade, isto é, tendo em seu cerne a luta de classes e todas as suas manifestações: sociais, políticas, ideológicas, culturais. E tendo como base, principalmente, as fontes primárias e os escassos trabalhos produzidos a respeito naquele tempo.

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Luiz Alberto Moniz Bandeira

Pode-se creditar a este livro, portanto, a inauguração de uma nova fase da produção historiográfica e intelectual brasileira. Não apenas como trabalho pioneiro, mas como trabalho exemplar. A vasta obra posterior de Moniz Bandeira valeu-lhe a indicação, pela União Brasileira de Escritores, ao Prêmio Nobel de Literatura. Pode-se dizer que todas as virtudes que levaram a essa indicação já estavam, embrionária ou explicitamente, presentes em O ano vermelho. Um livro que honra a luta dos trabalhadores manuais e intelectuais brasileiros.”

O autor Luiz Alberto Moniz Bandeira é formado em Direito, doutor em Ciência Política pela USP e professor titular de política exterior do Brasil no Departamento de História da UnB. Recebeu o título de doutor honoris causa da Unibrasil e da UFBA. Em 2006, a UBE elegeu-o, por aclamação, Intelectual do Ano de 2005, conferindo-lhe o Troféu Juca Pato, por sua obra Formação do império americano. Recebeu, em 2014 e em 2015, a indicação ao Prêmio Nobel de Literatura, pela UBE, em reconhecimento ao seu trabalho com “intelectual que vem pensando o Brasil há mais de 50 anos”.

Autor de mais de 20 obras, publicadas em diversos países, Moniz Bandeira foi professor-visitante de universidades da Alemanha, na Suécia, em Portugal e na Argentina e conferencista-visitante em universidades da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina. É portador da Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco (Brasil), comendador da Ordem do Mérito Cultural (Brasil), comendador da Ordem de Mayo (Argentina) e condecorado com a Cruz do Mérito, 1ª classe, da República Federal da Alemanha.

Para Karl Johann Kautsky, filósofo tcheco-austríaco, jornalista e teórico marxista e um dos fundadores da ideologia social-democrata.: “Ele [Lenin] foi uma figura colossal, das quais pouco se pode encontrar na história do mundo. Entre os governantes dos grandes Estados de nosso tempo, há somente um, em certa medida, que a ele aproxima-se em termos de impacto, e esse é Bismark, os dois têm muito em comum. Seus objetivos estavam diametralmente opostos: em um caso, a dominação da Alemanha pela dinastia Hohenzollern; no outro, a revolução proletária. Esse é contraste entre água e fogo. O Objetivo de Bismarck era pequeno, o de Lenin, tremendamente grande.”

Para a Historiadora, professora titular na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuárias da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Regina Maria A. F. Gadelha, a vida e a obra de Lenin realmente se confundem e Moniz Bandeira, é modesto ao escrever ser Lenin – vida e obra apenas um livro de divulgação. Trata-se de leitura essencial. Mais do que biografia, o livro analisa com profundidade o pensamento político do grande marxista e estadista estratégico russo, Vladimir I. Lenin. Esta edição, revista e ampliada, coincide de forma feliz com os cem anos da Revolução Russa.

É profundo o conhecimento do autor sobre a história da Rússia e da Revolução de Outubro de 1917. Como tudo o que escreve, esta também é uma obra de muita erudição, com sólida base documental e interpretativa, mas de fácil e apaixonante leitura. Moniz Bandeira nos faz acompanhar os passos do jovem Lenin – os redutos dos movimentos sociais e políticos, a crise russa, a formação dos partidos social-democrata, socialista e comunista até a queda do regime czarista e a vitória da revolução, a guerra civil, a invasão do território russo pelos Aliados, a formação, contradições e dissidências do Partido Comunista (PC) e movimentos operário/camponês e trabalhadores, nos primeiros anos da revolução.

Dotado de conhecimento profundo dos escritos de Lenin, o autor tem o mérito de nos inserir, de forma crítica, ao âmago do contexto de seu pensamento e ação política, o que faz deste livro um instrumento fundamental para o conhecimento, obra a figurar ao lado dos grandes autores e obras da ciência política, como O príncipe, de Maquiavel, fundamental para a compreensão dos mecanismos e do exercício do poder político. Mas o autor não se prende apenas à análise da obra e ação de Lenin, o homem e suas circunstâncias. Analisa, também, as grandes lideranças da época – de Plekhanov a Trotsky, passando por Kautsky, Rosa Luxemburg e outros teóricos da social-democracia europeia e do movimento socialista mundial, da fundação da I Internacional ao ambiente do X Congresso dos Sovietes (fundação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), nos estertores da luta incessante de Lenin contra todas as formas de tirania, inclusive a de Stalin, cuja remoção da secretaria-geral do PC recomendou, pouco antes de sua morte.

Moniz Bandeira ressalta as contradições de um homem político cuja obra, ação e caráter individual iriam muito além da vontade férrea de luta pela mudança revolucionária. O livro instiga o leitor a refletir sobre a crise da esquerda, ao trazer para a contemporaneidade, de forma nunca repetida, os fatos daquela que foi a maior revolução do século XX.

image003(14)O ANO VERMELHO

Luiz Alberto Moniz Bandeira

642 páginas

R$ 89,90

Editora Civilização Brasileira / Grupo Editorial Record

 

 

 

 

image005LENIN VIDA E OBRA

Luiz Alberto Moniz Bandeira

224 páginas

R$ 44,90

Editora Civilização Brasileira / Grupo Editorial Record