Livros:  A churrasqueira Clarice Chwartzmann, Ricardo Bueno e Carin Mandelli autografam nesta sexta-feira “Os gaúchos e o churrasco – uma jornada ao redor do fogo”.

Livros: A churrasqueira Clarice Chwartzmann, Ricardo Bueno e Carin Mandelli autografam nesta sexta-feira “Os gaúchos e o churrasco – uma jornada ao redor do fogo”.

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WhatsApp Image 2018-11-29 at 07.49.08Que o gaúcho é apaixonado por churrasco, todos sabem. Mas como essa história começou e como foi mesmo que essa prática se popularizou, resultado de distintas influências culturais, agregando peculiaridades regionais e compartilhada no Brasil e no mundo? O resgate dessa trajetória emocionante é o tema do livro “Os Gaúchos e O Churrasco – uma jornada ao redor do fogo”, que será lançado nesta sexta-feira, 30 de novembro, às 19h30min, na Churrascaria Galpão Crioulo, em Porto Alegre (Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, 300 – Parque da Harmonia), em evento para convidados. O lançamento será acompanhado de uma exposição com imagens captadas ao longo das viagens para a produção do livro. A mostra estará aberta à visitação gratuita do público de 1º a 15 de dezembro, na churrascaria, juntamente com a venda de uma tiragem especial da obra, a preço promocional.

A publicação surgiu a partir de uma entrevista do jornalista e escritor Ricardo Bueno com Clarice Chwartzmann. A ideia era inserir em um livro sobre o churrasco o perfil da chef que percorre o País, ensinando mulheres as técnicas do preparo das carnes nas brasas. Clarice percebeu que a história poderia ir além e a proposta inicial do livro se transformou nessa obra de abordagem inédita que mostra os diferentes modos de assar o churrasco e suas origens, em cada região do Estado. A dupla ganhou a companhia da fotógrafa Carin Mandelli e os três seguiram, ao longo de seis meses, em expedições pelo Rio Grande do Sul para reconstituir a trajetória do churrasco e da própria formação da identidade do gaúcho.

“A verdade é que nenhum outro Estado brasileiro possui tanta diversidade cultural, ao menos quando o assunto é churrasco, como o Rio Grande do Sul. E tudo graças às diferentes imigrações que aqui aportaram, mas também ao compartilhamento de saberes nas fronteiras e, ainda, à cultura da pecuária, tão presente em nossa formação histórica”, analisa Clarice.

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Clarice e Ricardo

Ricardo Bueno detalha: “A entrada do gado com os jesuítas, em 1634, que daria origem aos imensos rebanhos que alimentariam os gauchos durante centenas de anos, e, mais tarde, a chegada das raças britânicas, introduzidas por Assis Brasil na região do Bioma Pampa, no início do século 20, são alguns marcos importantes”. Mas o jornalista também destaca outros ‘pioneirismos’ gaúchos nesta jornada, como a primeira casa do Brasil a oferecer churrasco no cardápio (o Restaurante e Churrascaria Santo Antônio, em 1935); a criação do espeto corrido, provavelmente por assadores saídos de Nova Bréscia, sistema que popularizou o consumo do churrasco no País e mundo afora. Também do Estado é o primeiro frigorífico brasileiro a dar ‘nome aos bois’, criando uma marca própria nos anos 1970 – o Frigorífico Silva, de Santa Maria. “São todos fatos que marcam a relação afetiva dos gaúchos com o churrasco ao longo de cinco séculos, uma história repleta de peculiaridades no jeito de assar e que é preservada por personagens encantadores”, conclui Bueno.

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Carin

Das Missões para o mundo: uma jornada sem fim
Com 172 páginas, no formato de 23cm x 28cm e fino acabamento, a publicação retrata uma trajetória que une os gaúchos e o churrasco e se inicia na região das Missões, onde o padre jesuíta Cristóvão de Mendonça introduziu o gado franqueiro, em 1634. À época, a carne originária dos rebanhos que se espalhariam pelos campos, reproduzindo-se livremente, era salgada no lombo do cavalo, depois espetada em galhos pontudos e assada junto às brasas, em valas no chão. E tudo em um território então disputado por lusos e hispânicos, quando as fronteiras entre Brasil, Argentina e Uruguai ainda não estavam definidas.

Para contar a jornada do churrasco e dos gaúchos ao redor do fogo, a equipe visitou São Miguel das Missões, Lagoa Vermelha, Cambará do Sul, Sant’Ana do Livramento, Pelotas, Flores da Cunha e Santa Maria, registrando o uso dos espetos ou da grelha; as peculiaridades da salga; os cortes diferenciados, de acordo com a região; a preferência pela brasa ou pela labareda. O livro detalha, ainda, como se deu a introdução de novos cortes e acompanhamentos e, também, as características da cadeia produtiva gaúcha, alicerçada na perfeita aclimatação das raças britânicas no Bioma Pampa, em uma atividade econômica cada vez mais apoiada na qualidade do manejo dos animais, no aprimoramento genético e na tecnologia aplicada ao processamento das carnes.

É assim que o churrasco, de origem campeira, insere-se na rotina das grandes cidades, ganha ares “gourmet” em butiques que oferecem cortes nobres, alcança públicos distintos em festivais a céu aberto. Trata-se de um hábito que segue vivo no costume de reunir a família e amigos, em encontros caseiros ou em churrascarias, sejam elas “top” ou “pop”; nos parques e nas praças, nos espaços de convívio dos edifícios e condomínios, mas também nas fazendas e sítios, interior adentro, litoral afora. Segue, portanto, congregando ao redor da calorosa chama pessoas de todas as idades, que protagonizam diferentes formas de preparo dos assados, compartilhando, assim, eternos rituais dos séculos passados que continuam fazendo parte de uma jornada que começou nas Missões jesuíticas e não dá sinais de esmorecer, muito antes pelo contrário. Uma jornada que coloca os gaúchos em uma posição privilegiada e referencial quando o assunto é churrasco.

O livro “Os Gaúchos e o Churrasco – uma jornada ao redor do fogo” e a exposição de mesmo nome são uma realização do Ministério da Cultura – Lei Rouanet e da Criati Produções, com produção da Quattro Projetos e patrocínio de Banrisul, Tramontina, Polar, Frigorífico Silva e Supra.

Livro e Exposição “Os Gaúchos e o Churrasco – uma jornada ao redor do fogo”
Idealização e curadoria: Clarice Chwartzmann
Textos e edição: Ricardo Bueno
Imagens: Carin Mandelli
Lançamento: 30 de novembro, às 19h30min
Exposição: de 1º a 15 de dezembro (entrada gratuita)
Local: Churrascaria Galpão Crioulo
Endereço: R. Otávio Francisco Caruso da Rocha, 300 – Parque da Harmonia / Porto Alegre
Exemplares de uma edição limitada do livro, com preço promocional de R$ 50, estarão sendo comercializados no local

E neste domingo dia 02/12, eu converso  com Clarice Chwartzmann, sobre o livro e outros assuntos. Não perca !!

Livros: Voluntárias Pela Vida lançam “Arte à Mesa – Anfitriões Porto Alegre”

Livros: Voluntárias Pela Vida lançam “Arte à Mesa – Anfitriões Porto Alegre”

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Promovido pelo grupo de mulheres Voluntárias Pela Vida, o livro “Arte à Mesa – Anfitriões Porto Alegre” será lançado na próxima terça, dia 4, em coquetel que acontece a partir das 18h, no Instituto Ling (João Caetano, 440). A fim de reunir arte, decoração, fotografia e generosidade, o título contou com a participação de 77 convidados da sociedade local, sendo 69 deles responsáveis pela montagem das mesas apresentadas na publicação. Cada personalidade teve liberdade de desenvolver a mesa e contar a sua história utilizando talheres, copos, aparelhos de jantar, flores, obras de arte e mais uma infinidade de outros elementos.

Para participar, cada pessoa fez sua doação, totalizando R$231 mil. Algumas pessoas convidadas a participar preferiram não preparar mesas, mas fizeram doações assim como os autores das montagens.O valor arrecadado foi doado para a realização da ampliação e reforma das salas de cirurgia e UTI neurológica do Hospital São José, dentro do complexo hospitalar Santa Casa, entregue no início de novembro deste ano. Dos oito milhões arrecadados para a obra, seis foram angariados pelas Voluntárias através de eventos beneficentes.

Em edição limitada, o livro tem coordenação e desenvolvimento de Dulce Helene Goettems, que propôs a criação de uma obra artística inspiradora e de caráter filantrópico, e a parceria na co-produção do renomado fotógrafo Nattan Carvalho. A Gráfica Pallotti fez a impressão do livro, confeccionado em capa dura com tamanho de 28 cm x 31 cm.

 

SERVIÇO:

Lançamento do livro Arte À Mesa – Anfitriões Porto Alegre
Data:
4 de dezembro de 2018
Horário: 18h
Local: Instituto Ling (Rua João Caetano, 440 – Três Figueiras)

Valor sugerido do livro: R$ 300,00

Capa Livro - Arte a Mesa 02

A ‘conversa íntima’ de Michelle Obama com 20 mil pessoas. Ex-primeira dama faz turnê de lançamento de livro em Washington e recebe vista surpresa – e flores – do marido; por Beatriz Bulla, correspondente/O Estado de S.Paulo

A ‘conversa íntima’ de Michelle Obama com 20 mil pessoas. Ex-primeira dama faz turnê de lançamento de livro em Washington e recebe vista surpresa – e flores – do marido; por Beatriz Bulla, correspondente/O Estado de S.Paulo

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Não fossem os sapatos de salto fino calçados nos pés do início ao fim da noite, o evento de divulgação do livro de memórias de Michelle Obama em Washington pareceria um encontro de amigas na sala de estar. Neste sábado, 17, a ex-primeira dama fez na capital dos Estados Unidos, onde vive com o marido e as duas filhas, a terceira parada da turnê de lançamento do seu livro “Minha História”. E, com a performance em casa, ficou mais fácil contar com uma surpresa – se não para Michelle, ao menos para o público: a entrada de Barack Obama, nos últimos dez minutos do show.

Com um buquê de rosas nas mãos para a esposa, Obama foi ovacionado pela plateia, ouviu gritos de “sentimos sua falta” e sentou no braço da poltrona de Michelle para uma breve participação. “Isso é como…Sabe quando o Jay-Z aparece no show da Beyoncé?”, disse o ex-presidente, se comparando com o rapper americano casado com a estrela pop. “Eu sabia que ela me desafiaria”, disse Obama, perto das 22h30, ao descrever como se apaixonou por Michelle, depois de falar que a esposa é “extraordinariamente inteligente” e bonita.

Durante uma hora e meia, Michelle Obama conversou com Valerie Jarret, ex-conselheira da Casa Branca e próxima da ex-primeira dama há quase 30 anos sobre detalhes da vida íntima como terapia de casal, tratamentos de fertilidade, o desafio de ser mãe e profissional e, claro, a vida como esposa do presidente dos Estados Unidos.

Michelle fala direto com seu público, basicamente composto por mulheres, e justifica o nome da turnê: “uma conversa íntima com Michelle Obama”, mesmo em uma arena com capacidade para 20 mil pessoas e ingressos esgotados. Com humor, fala de situações cotidianas e humaniza até protocolos formais como a cerimônia de posse presidencial e a chegada à Casa Branca: “de repente nos mudamos para uma casa onde nunca estive”.

Leia a íntegra em O Estado de São Paulo.

Feira do Livro: Leticia Wierzchowski autografa hoje O menino que comeu uma biblioteca. Obra cria protagonista que se alimenta de palavras na Polônia da II Guerra Mundial

Feira do Livro: Leticia Wierzchowski autografa hoje O menino que comeu uma biblioteca. Obra cria protagonista que se alimenta de palavras na Polônia da II Guerra Mundial

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Hoje, às 19:30, a melhor romancista brasileira da atualidade autografa seu novo livro, na Praça de Autógrafos, da Feira do Livro de Porto Alegre. Leticia Wierzchowski nasceu em Porto Alegre, estreou na literatura em 1998 com o romance “O anjo e o resto de nós”. Com 28 livros publicados, entre ficção adulta e infantil, tem obras editadas em Portugal, na Espanha, Croácia, Alemanha, França, Itália, Grécia Sérvia e Montenegro. O best-seller “A casa das sete mulheres” foi adaptado pela Rede Globo em 2003, em uma série veiculada em mais de 40 países.

O menino que comeu uma biblioteca conta a história de Jósik, rodeado de livros, ele mora em uma casa velha no interior da Polônia. A muitos e muitos quilômetros dali, Eva vive com sua avó em uma cidade simples do Uruguai. Enquanto o passatempo do menino e de seu avô é mergulhar na literatura, a menina se distrai com as cartas de tarô da avó. E é assim que as vidas de Eva e Jósik se cruzam.

Em uma tarde de verão sob uma figueira centenária, Eva vê nas cartas a imagem de Jósik comendo a biblioteca de seu avô Michael. Ele estava escondido numa sala lotada de livros. Do lado de fora, o exército nazista avançava com seus tanques e soldados armados de fuzil.

A partir daí, a menina começa a acompanhar os infortúnios de Jósik e luta para mudar seu próprio destino, também marcado pela falta de perspectiva e tristeza. “O menino que comeu uma biblioteca” é uma fábula sobre a guerra, a literatura e o amor.

TRECHO

Ele começou com Conrad e, então, passou para Shakespeare, que o alimentou por toda uma quinzena. Depois, dedicou-se a Kafka, Tolstói e Oscar Wilde — um judeu, um russo e um homossexual; vejam só, três exemplos de tipos muito malvistos na tenebrosa época na qual começa esta história. Esses três grandes gênios sustentaram as tripas do menino em questão por um longo, gélido e branco inverno polonês.

E, então, ao final de um verão azul em Terebin, o imortal Shakespeare, cuja obra, traduzida em várias línguas, ocupava várias estantes da vasta biblioteca, passou a ser o principal ingrediente da sua dieta, mantendo o menino saciado em seu esconderijo que cheirava a mofo, enquanto as prateleiras se esvaziavam gradativamente para encher-lhe a barriga faminta.

O nome do menino era Jósik.

Jósik Tatar.

Ele tinha grande pena de comer aqueles livros todos, pois eles constituíam o grande tesouro do seu avô Michael, o homem que mais amara no mundo.

Conheci Jósik nas lâminas do tarô da minha avó. E a minha avó, preciso dizer a vocês, jamais teve uma biblioteca… A coisa mais perto de um livro que ela chegou em toda a sua laboriosa vida foram aqueles velhos arcanos ensebados pelos anos de uso.

Bem, esta é mesmo uma longa história…

Aliás, duas longas histórias: a de Jósik Tatar e a minha. Duas longas histórias que, muitos anos mais tarde, a milhares de quilômetros daquela biblioteca empoeirada no meio da Polônia convulsionada pela mais terrível guerra da qual já se teve notícia, entrecruzaram-se e viraram uma única história.

Vou contar tudo a vocês, prometo.

Eu sei, isto pode parecer bastante confuso: um menino que comia livros… Sempre fui uma garota complicada, era o que dizia minha avó. Mas a velha Florência era uma mulher ranzinza, e a única coisa de bom que guardo dela é o velho baralho de tarô onde vi, numa modorrenta tarde de verão sob uma figueira centenária, a curiosa e inexplicável imagem do pequeno Jósik comendo a biblioteca do seu avô Michael.

Capa O menino que comeu a Biblioteca V6 MFEu estava lá…

Na estância onde cresci, num descampado sob a figueira, à espera de alguma brisa enquanto o pampa ardia sob o fogoso sol de janeiro. A cavalhada fora recolhida à sombra e os peões faziam a siesta no galpão. Nem os perros andavam por ali àquela hora; eu me sentia completamente sozinha no mundo.

Eu detestava aquele lugar, queria ver largas avenidas e pisar em carpetes felpudos, andar de navio e usar finas meias de seda. Queria partir como a minha mãe fizera um dia, com a boca pintada de batom vermelho e a mala de couro que ela encerara três vezes, deixando-nos distraidamente para trás, a mim e ao meu irmão, aos cuidados da avó Florência, que era velha e atarefada demais para ter paciência com crianças.

Por isso, eu roubara o tarô naquela tarde de janeiro — ele era proibido para crianças, sendo, na verdade, um ganha-pão da minha avó, uma coisa com a qual ela juntava dinheiro extra para comprar cigarros ou sapatos novos para usar na quermesse natalina.

Lembro que cortei o baralho em três montes, tal e qual vira minha avó fazer diante das suas consulentes. Surgiram-me O Louco, A Torre e Os Enamorados, três arcanos maiores. E, então, quando fui me concentrar no primeiro deles, o décimo segundo arcano maior, O Louco, quando fixei meu olhar na sua figura zombeteira, um manto caiu sobre meus olhos, uma escuridão tão negra como a mais densa das noites de inverno. Com o suor escorrendo pelas minhas têmporas, eu o vi…

Vi o garoto…

Jósik.

Ele estava escondido numa sala esquisita e absolutamente atulhada de livros. Era loiro e alto, e parecia magro. Estava morrendo de frio e de medo numa pequena vila onde o vento soprava com fúria. Perto dali, tropas de um terrível exército avançavam com seus tanques e soldados de capacete e fuzil.

Escondido naquela estranha e desconjuntada casa, enfiado no útero de uma desconjuntada biblioteca, não parecia haver ninguém que pudesse cuidar dele. (Acho que foi naquele tempo que Jósik Tatar começou a comer a biblioteca do avô, e creio que foi mesmo uma excelente ideia.)

A visão, como veio, desapareceu de chofre.

Foi como um soco no estômago. Dei um pulo para trás e caí deitada na grama seca. Quando sentei outra vez, o menino desaparecera e, com ele, toda a imensa biblioteca que o cercava como uma cordilheira.

Lá estavam, outra vez, apenas os três arcanos sob o sol ardente do verão. Juntei as cartas e corri para casa, interrompendo minha avó, que sovava o pão para o café da tarde. Eu tinha visto uma coisa impressionante e gritei, mostrando o baralho como quem mostra um tesouro.

Florência ralhou-me furiosamente por ter roubado o seu tarô:

“Cozinheiros demais estragam o mingau”, disse, arrancando-me as cartas da mão. “Esse tarô é meu. É para mim que ele sopra o futuro!”

Tentei explicar que eu tivera uma visão.

O menino loiro. Os livros, muitos livros. A neve.

Mas minha avó retrucou que tudo não passara de uma insolação ou coisa parecida. Ademais, as cartas não se mostravam para crianças; era preciso um pouco de tutano dentro da cabeça. Desde quando uma menina de oito anos poderia ver a vida de alguém numa simples carta de baralho?

A minha avó era boa com os arcanos. Lá na estância onde morávamos, Florência fazia uns bons pesos com o seu tarô. Via pequenas coisas, principalmente brigas em família, casamentos, uma ou outra traição amorosa, problemas intestinais, amores naufragados e meia dúzia de doenças cardíacas. Certa vez, salvou a vida de um vizinho ao diagnosticar, com a ajuda das cartas, uma apendicite quase supurada.

Mas, naquela tarde, quando eu abrira o baralho, vi mesmo aquele garoto! Ele era bonito, de uma beleza diferente, e mais velho do que eu. Lembro como se fosse hoje…

Ah, a propósito, eu me chamo Eva.

Eu já lhes disse que Jósik comeu uma biblioteca inteira. Mas, de fato, foi um livro que salvou a sua vida.

Um daqueles muitos livros catalogados com amor, empilhados em ordem alfabética enquanto ainda havia espaço e, depois, enfiados aqui e ali, em qualquer cantinho, numa fenda, num oco de parede, sobre aparadores e mesas, roubando o lugar dos pratos e dos talheres, em todo o espaço disponível como uma espécie de vírus que nunca parasse de se reproduzir, tomando conta da casa inteira, subindo em pilhas até tocar as vigas do teto, entupindo a chaminé e vazando para um pequeno puxado construído para isso no fundo do quintal de pan Wisochy.

É que Michael Wisochy, o avô de Jósik, era um literato. Um professor universitário aposentado, um leitor voraz, um apaixonado por Shakespeare. Um desses homens de vasta cultura que parecem conhecer a humanidade e todos os seus defeitos. Sempre que alguém de Terebin — às vezes, até da vizinha Cracóvia — tinha uma dúvida muito importante, vinha bater à porta do velho Michael Wisochy.

Michael julgava muitas questões e era considerado uma espécie de sábio, embora meio maluco. De fato, avisara as gentes de Terebin desde o princípio sobre Hitler, o que logo se mostrou uma atitude bastante temerária. Ele chamara Hitler de louco e assassino aos gritos no meio da pequena praça, meses antes que o exército alemão atravessasse a fronteira — e é provável que tal episódio tenha realmente abreviado a sua vida. Talvez não, se as pessoas da cidade tivessem levado em consideração o que Michael Wisochy dissera sobre Hitler e o Reich; talvez sim, mas o que realmente poderiam ter feito?

Hitler já tinha criado e aparelhado a sua máquina de guerra na Alemanha, mais da metade dos judeus alemães havia fugido do país em meados de 1938 e a Áustria e a Tchecoslováquia já tinham sido invadidas pelas tropas nazistas antes que os tanques alemães cruzassem a frágil fronteira polonesa.

Toda aquela gente estava no lugar errado, na hora errada. E até mesmo o velho Michael não moveu uma única palha para mudar o próprio destino. Se vocês me perguntassem, eu diria que ele não tinha coragem de deixar os seus incontáveis livros para trás… Como fugir com tão pesada bagagem?

E quanto a Jósik, o seu amado neto? Creio que, analisando o jeito como tudo aconteceu depois, o velho Michael acabou mesmo por salvar Jósik.

Está bem, está bem. Sei que preciso pôr ordem nas coisas. Não posso sair narrando a história toda assim, sem qualquer lógica. E o que quero contar dá uma estrada bem comprida… Ademais, sei perfeitamente bem que contar uma história não é a mesma coisa que abrir o tarô. Não existem pistas, não mesmo. O melhor jeito que conheço para contar uma história é começar pelo começo.

Então vamos lá…

Esta é a história de um menino… …
e seu avô.
Havia uma guerra nascendo.
E milhares de livros.
Numa casa velha, numa aldeia perdida…
… nas entranhas da Polônia.

A Polônia ergue-se bem diante dos meus olhos — meus olhos, que nunca sequer cruzaram o Rio da Prata até a Argentina!

Ela está surgindo, ainda bela e intocada pelo Reich, elevando-se das cinzas do tempo exatamente como era antes da Segunda Guerra, no breve período de ilusória paz que experimentou durante o governo do ditador Piłsudski.

Num canto mais ao sul, a duas centenas de quilômetros de Cracóvia, lá está a pequena Terebin. Um pontinho no mapa, uma coisinha de nada que chegou mesmo a desaparecer depois das bombas e dos incêndios, quando suas lavouras foram queimadas e as casas de fazenda, destruídas por tropas de alemães e de mercenários ucranianos pagos pela máquina nazista.

Era uma cidade tão minúscula que não passava de uma aldeia; nem estação de trem possuía. Àquela época, seus habitantes tinham chegado ao seu primeiro milhar, mas a maioria vivia espalhada pelas fazendas da região, já que a economia do lugar era basicamente agrícola. Flora e Apolinary Tatar, os pais de Jósik, moravam na parte central de Terebin, perto da praça.

O velho Michael vivia numa ruazinha do outro lado da praça, para os lados da igreja onde, todas as tardes, à hora das vésperas, o sino de cobre soava, conclamando os fiéis à oração. Ora, vocês devem saber que os poloneses sempre foram católicos fervorosos, e a igrejinha enchia-se de fiéis para a missa vespertina.

Agora, quero falar da casa do avô Michael Wisochy…

Era uma casa curiosa aquela onde ele vivia. Muito velha e pontilhada de goteiras, mas era uma boa e centenária casa polonesa. Tinha duas peças amplas e uma cozinha, onde reinava um enorme fogão à lenha. Construída no meio de um terreno plano, ficava escondida sob quatro carvalhos; não sei se alguém plantara as árvores ali intencionalmente ou se a casa fora erguida à sombra dos carvalhos para que seus moradores vivessem protegidos do olhar alheio. O certo é que Michael — segundo Jósik me contou muitos anos mais tarde — tinha certo receio das pessoas, preferindo conviver com os seus adorados livros.

Ele sempre dizia ao neto, com seus ares de maestro sem orquestra:

“Os livros são as pessoas passadas a limpo!”

Aquelas árvores frondosas escondiam a casa e enchiam suas peças de sombra e silêncio. Quando o vento soprava, as folhas dançavam, roçando as vidraças, provocando um rumor tão suave e tão único que, para Jósik Tatar, aquele sempre seria o ruído da infância.

O menino que comeu uma biblioteca

Leticia Wierzchowski

280 páginas

R$ 39,90

Editora Bertrand Brasil| Grupo Editorial Record

Feira do Livro: Obra que destaca trajetória de Marques Leonam, ícone do jornalismo gaúcho, terá sessão de autógrafos hoje

Feira do Livro: Obra que destaca trajetória de Marques Leonam, ícone do jornalismo gaúcho, terá sessão de autógrafos hoje

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Em tempos de fake news, nunca se fez tão necessária a figura do repórter, aquele que vai para a rua aberto a escutar histórias de vida e a relatar a realidade observada. O mestre de uma geração de jornalistas deixou lições que não poderiam ficar apenas na memória de seus ex-alunos. Marques Leonam Borges da Cunha é o personagem de O Encantador de Pessoas, que terá sessão de autógrafos na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega, dia 12 de novembro, às 19h30. Mais uma oportunidade para seus discípulos, amigos e interessados no jornalismo saborearem seus causos. O livro é uma iniciativa independente de suas ex-alunas, jornalistas Ana Paula Acauan e Magda Achutti, que se sentiram instigadas a contar a trajetória de um professor diferenciado. Em 33 anos na Famecos/PUCRS, deixou não só uma marca de profundo conhecimento e conduta ética em todos os que tiveram o privilégio de conviver com ele, mas também de afeto e de grande admiração.

Ana Paula Acauan é jornalista e mestre em Comunicação Social. Trabalha como repórter na Assessoria de Comunicação e Marketing da PUCRS e já atuou no Correio do Povo. Magda Achutti é jornalista e atuou em Zero Hora e outros veículos de imprensa e assessorias. Com Carlos Urbim e Lucia Porto, lançou Rio Grande do Sul – Um Século de História, volumes 1 e 2, Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil 2000. Hoje é editora executiva da Revista PUCRS.

Para escrever a obra, foram mais de 50 horas de conversas, regadas a mate. Muitas revelações surgiram. Como criou as Leis Leonam (que embasaram suas aulas de Redação Jornalística)? Quando começou a caça às repetições de palavras? Quais as reportagens que considera “ouro puro”? Que relação tinha com os colegas e os chefes na época de repórter da extinta Folha da Tarde? Por que um mineiro com “um carvão no lugar do pulmão” se tornou sua fonte favorita, capaz de fazê-lo se emocionar mais de 40 anos depois? O que havia de tão especial no seu Alegrete de infância a ponto de considerar a cidade o centro do continente?

O livro pretende atingir grande parte dos 4 mil ex-alunos de Jornalismo de Marques Leonam, muitos hoje profissionais de destaque na imprensa gaúcha e nacional. O mestre continua sendo “uma sombra boa”, sempre lembrado por eles na hora de abordar um fato de forma precisa e que cative o leitor. O Encantador de Pessoas tem potencial para se tornar leitura de estudantes universitários – inclusive como bibliografia indicada pelos professores – e a todos os interessados em jornalismo, imprensa e na história e nas técnicas ensinadas pelo grande mestre do texto jornalístico no Rio Grande do Sul nos últimos 40 anos.

 

Sobre o livro

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Ana Paula, Leonam e Magda

O Encantador de Pessoas: lições de jornalismo do mestre Marques Leonam

Autoras: Ana Paula Acauan e Magda Achutti

Páginas: 160

Preço: R$ 30

Onde encontrar: Disponível na banca da ARI (Associação Riograndense de Imprensa), em frente ao bistrô do Margs, na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre

Sessão de Autógrafos: 12 de novembro, às 19h30, na Praça da Alfândega

Contato: www.facebook.com/mestremarquesleonam

A 64ª Feira do Livro ocorre de 1º a 18 de novembro, na Praça da Alfândega. A área geral e internacional funciona das 12h30 às 20h30, dias úteis e domingo; e das 10h às 20h30, sábado.

Feira do Livro: Flavio Dutra autografa “A Maldição de Eros” nesta quinta-feira

Feira do Livro: Flavio Dutra autografa “A Maldição de Eros” nesta quinta-feira

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Lançado em agosto, o livro A Maldição de Eros e Outras Histórias, de Flávio Dutra, terá sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre nesta quinta-feira, das 18h30 às 19h30. Nesta
quarta obra, Dutra coloca em destaque novamente sua capacidade de observar o cotidiano e seus personagens, que desenvolveu ao longo de sua carreira jornalística de mais de 40 anos. A
parceria com a Farol 3 Editores em A Maldição de Eros oferece, porém, um cardápio mais variado, além das já conhecidas “crônicas da mesa ao lado” que caracterizaram as obras
anteriores do autor. São cinco contos, a começar pelo que dá título à obra, seguidos de uma série de minicontos e um conjunto de crônicas.
A Maldição de Eros e Outras Historias pode ser encontrado nas bancas da Associação Riograndense de Imprensa/ARI e da Associação Gaúcha de Escritores Independentes/AGEI,
ambas em frente ao bistrô do MARGS, e na banca 63, da livraria Nova Roma. Está disponível também na Livraria Bamboletras, no Centro Comercial Nova Olaria, na Cidade Baixa e na
Padula Livros, na Fernando Machado, 997, Centro Histórico.

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Feira do Livro: Academia Rio-Grandense de Letras homenageia Paixão Cortês.  Atividade ocorreu no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, neste sábado; por Cláudio Isaías/Correio do Povo

Feira do Livro: Academia Rio-Grandense de Letras homenageia Paixão Cortês. Atividade ocorreu no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, neste sábado; por Cláudio Isaías/Correio do Povo

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As lembranças e legados deixados pelo compositor, folclorista, radialista e pesquisador da cultura gaúcha Paixão Côrtes, falecido aos 91 anos em 27 de agosto deste ano, foram os temas das palestras dos escritores Waldomiro Manfroi e Alcy Cheuiche na manhã deste sábado na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. O evento ocorreu no auditório do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs), na Praça da Alfândega. A homenagem foi prestada pela Academia Rio-Grandense de Letras e teve apoio do Instituto Estadual do Livro.

Em 1947, Paixão Côrtes liderou os estudantes que fundaram o Departamento de Tradições Gaúchas do Grêmio Estudantil do Colégio Júlio de Castilhos e que deflagraria o Movimento Tradicionalista Gaúcho. Ele e sete colegas, trajados e montados tipicamente à gaúcha, algo inédito na época, formaram o “Piquete da Tradição” que desfilou e fez guarda de honra da urna funerária dos restos mortais do general farroupilha Davi Canabarro. Solenidades culturais e cívicas, além de festivais de música e movimentos de afirmação de ser gaúcho, entre outros reflexos, surgiriam nas décadas seguintes graças ao pioneirismo daqueles estudantes.

Para Alcy Cheuiche, que recordou a convivência junto com o amigo, a maior obra de Paixão Côrtes foi resgatar a identidade cultural do gaúcho. “Ele teve a coragem”, resumiu, lembrando que na época de juventude havia uma norte-americanização muito forte. “Ele não era radical e sabia entender as coisas. Quando entrou a guitarra elétrica nos festivais de música foi aquele escândalo. Paixão Cortês disse que não havia problema e que a guitarra elétrica iria atrair os jovens à música gaúcha e não só no rock”, lembrou.

O escritor Alcy Cheuiche destacou ainda que a mais importante herança de Paixão Côrtes foi recuperar as músicas e danças típicas gaúchas que ainda existiam nos rincões do Rio Grande do Sul. “Ele fez uma pesquisa científica. Ele levava um gravador para toda a parte. Achava nos fundões alguém para resgatar um ritmo de época, aquelas festas folclóricas…”, ressaltou. “Tenho boas recordações dele”, concluiu.

 

A reportagem completa está no Correio do Povo.

Porto Alegre: Oscar Allgayer autografa hoje “Reengenharia do Humor” no espaço da Snowland, no Iguatemi

Porto Alegre: Oscar Allgayer autografa hoje “Reengenharia do Humor” no espaço da Snowland, no Iguatemi

Agenda Cidade Destaque Feira do Livro Porto Alegre

“Reengenharia do Humor” é um livro de crônicas com 36 textos, 112 páginas sobre temas que relatam passagens presenciadas pelo autor ou relatadas a este em canteiros de obras ou no próprio cotidiano e com um leve e sutil toque de humor. No livro há também, intercalados a estes, outros textos que deixam ao leitor uma reflexão sobre situações críticas ou de experiências de vida, fazendo com que o leitor desfrute de uma leitura leve, dinâmica e adequada ao momento atual. O autor, Oscar Fernando Allgayer, 61 anos, tem formação profissional em Engenharia de Minas e Engenharia Civil pela Universidade federal do Rio Grande do Sul. Atualmente desenvolve suas atividades profissionais como diretor da Allgayer Engenharia Ltda, cargo que ocupa desde 1984. O prefácio é do jornalista Silvio Lopes e as ilustrações humoradas do chargista Marco Aurélio Carvalho.

Parte dos recursos arrecadados com a comercialização serão destinados as instituições AACD e Kinder, que dedicam-se ao tratamentos de crianças com necessidades especiais.

O lançamento e sessão de autógrafos pelo autor e ilustrador , acontece a partir das 18;30 horas no espaço da Snowland, 2º piso da ampliação do Shopping Iguatemi de Porto alegre.

Valor de capa: R$ 35,00. Hoje no lançamento, quem comprar ganha o desconto do período da feira do livro de 20%, R$ 28,00.

A rede de livrarias Cameron fará a comercialização do livro ao público a partir do dia 19/10/2018.

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Martha Medeiros lança canal no YOUTUBE em setembro

Martha Medeiros lança canal no YOUTUBE em setembro

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Conhecida por suas crônicas,  poemas e roteiros de viagens, a colunista Martha Medeiros se lança de corpo e alma no YOUTUBE em setembro. Ela fez o comunicado em  seu perfil no Facebook: “Vem aí meu canal no YouTube. M de Martha! Um episódio novo toda quarta-feira, onde falarei sobre M de Madrugada, M de Mapa, M de Maturidade, M de McCartney, M de Mistério… assunto não vai faltar. Estreia dia 26/09. Inscrições abertas no goo.gl/MG4SeN. Me segue! M de Misericórdia: tolerância com os novatos desta nova mídia.”

PS: Já me inscrevi! Chega logo 26 de setembro.

 

 

 

Livros: Ausentes marca a estreia de Manoel Madeira na literatura

Livros: Ausentes marca a estreia de Manoel Madeira na literatura

Comunicação Destaque Feira do Livro Notícias

capa_grafica.cdrO livro conta a história de Juliette, jovem nascida na cidade de São José dos Ausentes, que se muda para Porto Alegre com o namorado, Pedro, para estudar. Um dia qualquer, dentro de um ônibus na capital gaúcha, ela recebe um telefonema de Pedro, que lhe avisa estar a caminho de Ausentes para o enterro de sua madrasta. Mas Pedro desaparece e sua ausência passa a guiar a vida de Juliette. Certa de que o namorado havia fugido para Paris, ela parte para lá, onde viverá os anseios de sua estranha imigração, se embrenhará em tramas que insistem fazer surgir em seu destino presenças ausentes ou ausências presentes, com as quais ela mesma se confunde. Um cachorro chamado Pessoa é o interlocutor de Juliette.

A trama contemporânea e o domínio de uma técnica narrativa apurada, como ressalta a crítica literária Léa Masina na apresentação da obra, introduz um novo autor no cenário das letras. Conhecimento para criar personagens intensos não lhe falta, apesar da pouca idade.

Nascido em 1982, o porto-alegrense Manoel Madeira é doutor em Psicanálise e Psicopatologia pela Université Paris-Diderot, onde também lecionou. Atualmente é professor adjunto do Departamento de Psicanálise da UFRGS.

Ausentes marca ainda a estreia da Diadorim em romance.

O lançamento será dia 11 de agosto, às 11h, no Baden Cafés Especiais (Av. Jerônimo de Ornelas, 431).