Prosul será “um fórum sem ideologias”, defende Piñera. Presidente do Chile se refere ao grupo que reunirá 12 países da região

Prosul será “um fórum sem ideologias”, defende Piñera. Presidente do Chile se refere ao grupo que reunirá 12 países da região

Agenda Destaque Mundo
Na abertura do fórum que discute a criação do Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que deverá substituir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirmou hoje (22) que o objetivo do encontro é criar um “fórum sem ideologias”.

“Queremos criar um fórum de diálogo”, disse Piñera, na abertura do encontro em Santiago. “Um fórum sem ideologias, sem burocracias, franco e direto com democracia e [preservação dos] direitos humanos”, acrescentou o presidente, informando que esses são “valores e princípios”

O Prosul será formado por 12 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana.

No encontro, Piñera destacou que a primeira ação do grupo deve ser uma análise sobre o que foi realizado e precisa ser aperfeiçoado. “[Temos de pensar] no desenvolvimento do nosso povo.” Ele lembrou que há cinco anos, os líderes da região não se reúnem em um fórum como o que ocorre hoje.

O presidente do Chile ressaltou que os objetivos do Prosul são o diálogo contínuo e a coordenação de ações conjuntas a para o desenvolvimento da região. Segundo Piñera, o segundo passo será a instituição de grupos de trabalho para elaborar as bases para a criação da comunidade comum.

O presidente Jair Bolsonaro viajou ontem (21) para Santiago e deve ficar lá até sábado (23). Além das reuniões do Prosul, ele conversa com presidentes de várias nações.

Participam das reuniões em Santiago, além de Bolsonaro, os presidentes do Chile, Argentina, Colômbia, Uruguai, Peru, Paraguai, Equador, Bolívia, Suriname e Guiana.

Conselho Europeu analisa proposta britânica para adiar Brexit

Conselho Europeu analisa proposta britânica para adiar Brexit

Mundo Notícias
O Conselho Europeu se reúne hoje (21) para analisar a proposta da primeira-ministra britânica, Theresa May, para adiar a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. May sugere prorrogar a data de 29 de março para 30 de junho. A discussão ocorre em meio a um clima de tensão e pressão contra a britânica.

Integrantes do Conselho Europeu criticam a proposta de May, que pede três meses de prazo para o Brexit, sem apresentar contrapartidas. A posição é vista com restrições e críticas entre os europeus.

A imprensa britânica noticia que há pressão, inclusive no Partido Conservador, para que May renuncie, caso a proposta do Brexit seja rejeitada pela terceira vez. Porém, a primeira-ministra resiste em convocar novas eleições. Na noite de ontem (20), ela fez pronunciamento na televisão para defender a proposta.

Pauta

A pauta de discussões do Conselho Europeu nesta quinta-feira é extensa com temas que vão de economia à educação e ao meio ambiente. Em debate, as relações dos europeus com a China, o aquecimento global e a evasão de crianças das escolas.

Os 28 líderes da União Europeia devem discutir uma estratégia mais defensiva para a China. Na mesa, a possibilidade de suspender o acesso irrestrito que as empresas chinesas têm na Europa, mas que a China não conseguiu retribuir.

Paralelamente, o presidente da China, Xi Jinping, inicia viagem pela França e pela Itália nesta semana. Segundo o líder chinês, começa uma “nova era” nas relações com a Itália, esperando assinar um acordo em Roma para a Iniciativa do Cinturão e Estrada da China.

Há cinco anos, a União Europeia se comprometeu a cortar suas emissões de aquecimento global em 40% antes de 2030. Mas semana passada, o Parlamento Europeu votou para elevar a meta para um corte de 55% até 2030. (Agência Brasil com informações da DW, agência pública de notícias da Alemanha)

Nova Zelândia quer proibir, em abril, venda de armas do tipo militar.  Medida visa reduzir violência no país

Nova Zelândia quer proibir, em abril, venda de armas do tipo militar. Medida visa reduzir violência no país

Mundo Notícias
Após o duplo ataque a mesquitas na Nova Zelândia, a primeira-ministra Jacinda Ardern anunciou que armas semi-automáticas e automáticas de estilo militar não serão mais vendidas no país. O ataque provocou 50 mortos e muitos feridos.

Segundo Ardern, a lei deve entrar em vigor em 11 de abril. O governo estuda propostas para incentivar donos de armas deste tipo a entregá-las às autoridades.

AOS (Armed Offenders Squad) empurra para trás membros do público após um tiroteio na mesquita Masjid Al Noor em Christchurch, Nova Zelândia, 15 de março de 2019.
Atentados contra mesquitas levaram polícia a reforçar segurança na Nova Zelândia (Arquivo/REUTERS/SNPA/Martin Hunter)
 

“Toda arma semi-automática usada no ataque terrorista na sexta-feira será proibida”, disse ela.

No último dia 15, pela manhã, fiéis muçulmanos estavam reunidos em mesquitas quando atiradores entraram, utilizando armas semi-automáticas e automáticas de estilo militar.

Quatro homens foram presos e um deles é considerado o principal responsável pela violência.

A proibição será aplicada a todos os semi-automáticos estilo militar (MSSA) e rifles de assalto, juntamente com peças usadas para converter armas em MSSAs e todas as revistas de alta capacidade.

(Agência Brasil com informações da DW, agência pública de notícias da Alemanha)

Trump: A verdade tarda, mas chega; por Glauco Fonseca

Trump: A verdade tarda, mas chega; por Glauco Fonseca

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Desde o início do governo Trump, ele vem sendo fustigado violentamente pela mídia americana (exceção à Fox News e outros pequenos blogs e sites), pelo Partido Democrata, pela elite de Hollywood e pela esquerda internacional, tudo por conta de supostos “conluios” com os russos, que teriam sido responsáveis pelo resultado das eleições em que Trump saiu vitorioso.

Houve inclusive investigações ao longo de mais de dois anos, tudo a partir de um suposto dossiê que teria sido entregue ao FBI por um ex-agente secreto britânico, onde estariam relacionadas todas as “falcatruas” de Trump antes e depois das eleições.

A história é longa demais e com personagens demais para serem contados aqui. Segue um pequeno resumo:

1) Descobriu-se que o dossiê era fabricado e mentiroso, pago por Hillary Clinton e pelo Partido Democrata;

2) Este dossiê foi utilizado pelo FBI e pelo governo Obama para investigar membros da campanha de Trump por um tribunal especial, que fora enganado para autorizar tais investigações.

3) Já se descobriu que todos os envolvidos na perseguição a Trump estavam a serviço de uma CERTEZA de vitória de Hillary, o que não aconteceu.

4) Depois de iniciada a fraude do dossiê, eles não puderam voltar atrás e iniciaram outra investigação, que já dura dois anos e cujos os resultados – ZERO ABSOLUTO – serão apresentados aos americanos nos próximos dias.

Portanto, nada houve e há contra Donald J. Trump. Nada. Nenhum conluio, nada de corrupção, nada, ABSOLUTAMENTE NADA.

Este é o resumo do resumo.

A mídia internacional está em PÂNICO, pois sabe que o “Muller Probe” terá resultados conhecidos em breve e NADA terá contra Trump. Os democratas americanos estão em estado de pavor, pois já sabem que não têm chance contra a reeleição de Donald Trump. A elite americana, principalmente do nordeste americano e da Califórnia, está deprimida e apoiando candidatos obscuros e socialistas de extrema esquerda, que sempre foram e serão rechaçados pelos eleitores americanos.

Eis porque o governo Bolsonaro se alia e apoia o governo limpo, ousado, vitorioso e espetacular de Trump.

E esta aproximação com os EUA é vital para o futuro do Brasil.

Glauco*Glauco Fonseca, Headhunter e diretor da Strainer Talentos Estratégicos


Cinema: Filme de atriz, cineasta e jornalista gaúcha conquista crítica nos Estados Unidos. “Os Paises que amamos” conta os problemas dos que imigram legalmente para a terra do Tio Sam

Cinema: Filme de atriz, cineasta e jornalista gaúcha conquista crítica nos Estados Unidos. “Os Paises que amamos” conta os problemas dos que imigram legalmente para a terra do Tio Sam

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Lançado no segundo semestre de 2018 o curta-metragem “Os Países que Amamos”, dirigido e estrelado pela atriz, cineasta e jornalista gaúcha Priscila Zortea, está fazendo sucesso no circuito cinematográfico norte-americano. Mistura de ficção e histórias reais, o filme segue a trajetória de de três mulheres brasileiras que vivem na terra do Tio Sam. Elas são determinadas e resilientes, mas os obstáculos da vida fazem com que elas questionem suas decisões.

O retrato criado por Priscila Zortea em sua produção já está inscrito para participar de três importantes festivais de cinema dos Estados Unidos, fruto de sua bem-sucedida trajetória nos locais onde foi exibido e do impacto que a história causa nos espectadores. Em março, o filme participa do First-Time Filmmakers Session, competição online que acontece em todo o mundo, onde o público pode acessar as películas em computadores e smartphones, pagando uma taxa. A partir disso, podem assisti-los e votar nos seus preferidos. O evento integra a grande franquia Lift-Off Film Festival, realizada nas maiores cidades do planeta.

OS Países Que Amamos (2)Em abril, “Os Países que Amamos” está inscrito no Indie Pasion Film Festival, circuito anual de filmes ibero-americanos independentes que acontece entre os dias 4 e 7 do próximo mês, em Miami. O festival é um fórum para promoção e exibição de longas-metragens, curtas-metragens, documentários e animações realizados por cineastas ibero-americanos, retratando a cultura das comunidades que falam espanhol e português. Já no dia 10 de julho o filme da gaúcha participa do Olympus Film Festival, em Los Angeles.

– Fico muito feliz em ver que o filme está sendo muito bem aceito pelo público e pelos críticos cinematográficos. Busquei produzir algo que abordasse o tema da imigração nos Estados Unidos de uma forma diferente, ou seja, mostrar que mesmo os imigrantes legais que contribuem para o desenvolvimento da sociedade americana enfrentam muitos desafios e obstáculos – ressalta Priscila Zortea.

A gaúcha lembra que a ideia foi desvincular a velha premissa de que imigrantes sempre estão fazendo algo que não seja bom, como cruzar a fronteira ilegalmente, trabalhar sem permissão legal ou outros atos ilegais.

– Moro nos Estados Unidos há quase 10 anos e percebi que seria possível, sim, mostrar que os imigrantes cumprem um papel fundamental no crescimento do país. A aceitação que o filme está tendo me leva a crer que esse objetivo foi concretizado – enfatiza a cineasta e atriz.

“Os Países que Amamos” é o primeiro roteiro assinado por Priscila Zortea, que dirigiu, produziu e atuou no filme, no papel de Jessica, jornalista que se muda para os Estados Unidos para ser correspondente internacional. O elenco da película conta ainda com Gabriela Duarte, que interpreta Nicole, atriz que sonha em trabalhar no show business americano, Kaanda Gontijo, que dá vida à personagem Luciana, cientista feminina que luta para se destacar em uma área dominada por homens, o ator gaúcho Lucas Zaffari, e o renomado ator José Rubens Chachá, que interpreta o pai de Jessica. O filme tem, também, em sua equipe, Vitor Cardoso, diretor do curta “Fly A Way in LA”, como co-diretor; Drégus de Oliveira, como editor; e Pablo Chasseraux, que assina a Direção de Fotografia.

Nascida na cidade de Casca, no interior do Rio Grande do Sul, Priscila Zortea começou sua carreira de atriz nos Estados Unidos em 2011. Em seus primeiros anos nos Estados Unidos morou em Nova Iorque e apaixonou-se pelo teatro. Depois de trabalhar em musicais, peças teatrais, comerciais e programas de TV, mudou-se para Los Angeles, na Califórnia, onde foi bailarina do LA Kiss, time de futebol de arena de propriedade dos músicos Gene Simmons de Paul Stanley, do lendário grupo de rock Kiss.

Desde então, fez parte de diversas peças de teatro, musicais, filmes e comerciais. Entre seus trabalhos, destacam-se o longa-metragem “A Journey to a Journey “ que ganhou o prêmio Best Feature Film – Sci-Fi no Indie Gathering International Film Festival, as séries “Distortion” e “00 Angels” onde Priscila interpretou super-heroínas e realizou seus próprios stunts, e o curta-metragem “Like Lightning From Heaven” filmado no Canadá e selecionado para diversos festivais de cinema.

 

 

Presidente do Paraguai se reúne amanhã com Bolsonaro

Presidente do Paraguai se reúne amanhã com Bolsonaro

Comunicação Mundo Notícias

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, reúnem-se amanhã (12), em Brasília. O paraguaio faz a visita oficial acompanhado por uma comitiva de ministros. Segundo Abdo, vai conversar sobre a renegociação do Anexo C do Tratado de Itaipu, temas de segurança de fronteira e cooperação comercial.

Autoridades brasileiras informaram que também está em pauta a construção de duas pontes ligando Brasil e Paraguai. Anteriormente, Abdo disse que pretende pedir a Bolsonaro a suspensão da concessão do status de refugiado a dois paraguaios Juan Arrom e Anúncio Martí, julgados pelo sequestro de uma mulher há 18 anos.

“Nós somos bons aliados estratégicos e vamos também discutir a cooperação em termos de segurança e inteligência, e contar com questões que fazem nosso relacionamento bilateral com um dos países que mais influenciam nossa economia “, afirmou Abdo.

O presidente eleito do Paraguai, Mario Abdo Benítez, após encontro com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto.
No ano passado, o presidente eleito do Paraguai, Mario Abdo Benítez, veio ao Brasil e retorna amanhã (12) – Antonio Cruz/Agência Brasil
O presidente do Paraguai disse que as viagens ao exterior são necessárias para manter o relacionamento com os parceiros comerciais e dar mais visibilidade ao país para “apresentá-lo ao mundo”.

Agência Brasil*Com informações da Ip, agência pública de notícias do Paraguai.

Guaidó pedirá que Parlamento declare estado de emergência na Venezuela.  O país enfrenta um apagão que já provocou 15 mortes

Guaidó pedirá que Parlamento declare estado de emergência na Venezuela. O país enfrenta um apagão que já provocou 15 mortes

Mundo Notícias
Diante do apagão que atinge a Venezuela, o autodeclarado presidente do país, Juan Guaidó, convocou para amanhã (11) uma sessão extraordinária da Assembleia Nacional, em que pedirá a decretação de estado de emergência nacional, com base na constituição venezuelana.

Segundo Guaidó, o Parlamento não pode ignorar a situação atual do país. “Mais da metade do país neste momento já está há quase 72 horas sem serviço elétrico. Vivemos uma tragédia, uma crise elétrica gerada por um regime que roubou o dinheiro para investimento no Sistema Elétrico Nacional”, escreveu no Twitter.

Guaidó disse que as Forças Armadas venezuelanas não podem continuar “sendo cúmplices” do presidente Nicolás Maduro, a quem chamou de ditador e usurpador. “Como o regime usurpador se recusa a dar uma explicação ao país, além das mentiras habituais, obtivemos informações sérias sobre o apagão nacional, graças à bravura dos técnicos e da mídia que ajudaram a esclarecer o que os outros escondem”, afirmou.

Ajuda externa

Guaidó informou que busca a ajuda de especialistas para solucionar a falta de energia na Venezuela. Ele disse que entrou em contato com países como Brasil, Alemanha, Japão e Colômbia para pedir ajuda técnica que permita ao país superar a crise no setor elétrico.

A organização não governamental (ONG) Codevida, que atua na Venezuela, informou que 15 doentes renais morreram nos últimos dias no país, em decorrência da falta de diálise. O apagão que atingiu o país afetou o funcionamento dos aparelhos. “Esta é uma tragédia sem precedentes”, lamentou Guaidó.

O autodeclarado presidente venezuelano também destacou os prejuízos econômicos provocados pela falta de energia. “Estimamos que a paralisação das atividades, a retomada das atividades, os danos às instalações e equipamentos industriais, comerciais e domésticos custarão ao país cerca de US$ 1,6 bilhão”. (Agência Brasil )

Encontro com Trump é oportunidade para reforçar laços, diz Bolsonaro

Encontro com Trump é oportunidade para reforçar laços, diz Bolsonaro

Destaque Mundo Vídeo
O presidente Jair Bolsonaro disse que o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste mês, “será uma grande oportunidade de retomar os fortes laços” entre os dois países.Em sua conta pessoal no Twitter, confirmou que, no próximo dia 19, embarca para os Estados Unidos, onde terá entre outros compromissos o encontro com Trump. “[Será] Uma grande oportunidade de retomar os fortes laços entre nossas nações na busca de um ocidente com liberdade e prosperidade. Temos muito a somar!”.

Segundo a Casa Branca, entre os temas que poderão ser discutidos no encontro destacam-se a cooperação na área da defesa, políticas comerciais, combate ao crime transnacional e a crise na Venezuela.

Bolsonaro e Trump vão conversar sobre os esforços para fornecer ajuda humanitária à Venezuela. Brasil, Estados Unidos e Colômbia lideraram o movimento de doações para os venezuelanos a partir da cidade colombiana de Cúcuta e da brasileira Boa Vista, capital de Roraima.

Os Estados Unidos, o Brasil e mais de 50 nações reconheceram Juan Guaidó, autodeclarado presidente da Venezuela, como legítimo. Guaidó é presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. O impasse no país vizinho permanece, pois o presidente Nicolás Maduro diz que vai se manter no poder com apoio da China, Rússia e Turquia, do México e Uruguai.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fizeram viagens aos Estados Unidos para preparar a visita do presidente da República. (Agência Brasil)

https://youtu.be/8r2RlUAFUgk

Maduro reprime protesto da oposição na Venezuela

Maduro reprime protesto da oposição na Venezuela

Destaque Mundo
A polícia venezuelana utilizou gás lacrimogêneo para dispersar a manifestação convocada para este sábado (9), em Caracas, pelo líder da oposição e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.Os manifestantes recuaram, mas optaram por permanecer nas imediações do local marcado para a realização da concentração, na Avenida Victoria.

Anteriormente, a equipe de Guaidó havia denunciado que não tiveram permissão para instalar um palanque na área, e que três pessoas que transportavam as estruturas foram detidas e o material confiscado.

Guaidó reagiu no Twitter afirmando que o governo de Nicolás Maduro terá “uma surpresa”, já que os opositores continuarão na rua.

“Pretendem gerar desgaste, mas já não têm como conter um povo que está decidido a acabar com a usurpação. E hoje o vamos demonstrar nas ruas”, acrescentou o opositor no Twitter.

A manifestação, convocada em todo o país, faz parte da pressão cada vez maior para forçar Maduro a deixar o poder, que ocupa desde 2013. Além disso, ela acontece depois de um apagão que deixou a maioria dos venezuelanos sem luz.

A eletricidade foi restabelecida na madrugada deste sábado em algumas áreas de Caracas, porém, alguns bairros da capital venezuelana e mais de metade do país continuam sem energia há mais de 40 horas.

Governo

Maduro também convocou para este sábado uma concentração na capital venezuelana. Vários apoiadores do presidente em exercício ocuparam as ruas de Caracas, vestidos de vermelho, cor associada à revolução.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o opositor e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino e declarou que assumiria os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos, prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres. Cerca de 50 países, incluindo o Brasil e a maioria dos países da União Europeia, reconheceram Guaidó como presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

Os partidários da oposição participam de uma manifestação contra o governo do presidente venezuelano Nicolas Maduro em Caracas
Opositores de Maduro vão às ruas de Caracas – REUTERS/Carlos Jasso/Direitos Reservados

União Europeia

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, afirmou neste sábado que a União Europeia (UE) está disposta, caso necessário, a endurecer as sanções contra o governo de Nicolás Maduro.

“Na União Europeia estamos dispostos a impor sanções adicionais se for necessário”, disse o ministro em entrevista ao jornal berlinense Tagesspiegel.

Maas acrescentou que “é importante que a pressão internacional se mantenha elevada” e afirmou que a UE não participará da tática dilatória usada por Maduro. O apoio da UE ao líder da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaidó, é “irrefutável”, assegurou.

Guaidó havia exigido um endurecimento das sanções contra Maduro, depois que este declarou “persona non grata” o embaixador da Alemanha na Venezuela, Daniel Kriener. (Deutsche Welle / Agência Brasil)

Maduro anuncia fechamento da fronteira com o Brasil a partir das 21h de Brasília

Maduro anuncia fechamento da fronteira com o Brasil a partir das 21h de Brasília

Mundo Notícias
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje (21) o fechamento da fronteira com o Brasil e a realização de um “grande show” de música na área que faz divisa com a Colômbia. Ele avalia também o fechamento da fronteira colombiana, na qual está a cidade Cúcuta, que centraliza os repasses de doações para os venezuelanos.

“A partir das 20h de hoje [quinta-feira, em horário de Caracas] a fronteira terrestre com o Brasil será fechada”, anunciou Maduro durante reunião com o Estado Maior das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) por videoconferência do Comando Estratégico Operacional de Caracas.

“Decidi que [o espaço] está totalmente fechado, até novo aviso sobre a fronteira terrestre com o Brasil, melhor prevenir do que remediar”, acrescentou Maduro. “Quero que seja uma fronteira dinâmica e aberta com a Colômbia, mas sem provocações.”

Responsabilidades

Maduro disse que responsabilizará o presidente da Colômbia, Iván Duque, sobre qualquer problema que houver na região fronteiriça com a Venezuela. “A Venezuela está passando por uma grande provocação, por isso estamos atualizando o conceito para reagir. O governo que presido está na vanguarda da proteção das pessoas”, disse.

Maduro fez o anúncio durante visita ao maior quartel do exército em Fuerte Tiuna. Também participou de uma videoconferência transmitida por emissoras de televisão e postada no seu perfil no Twitter. “Vamos ao combate pela pátria”, apelou. “Nosso destino é a vitória sempre. Chávez vive”, disse.

Desestabilização

Para Maduro, há uma campanha para desestabilizar seu governo. Ele usou várias expressões críticas aos que lideram o esquema para angariar ajuda humanitária. Segundo ele, há um “espetáculo mundial”, utilizando as necessidades da Venezuela para chamar a atenção.

Maduro afirmou que espera que “triunfe” a paz e a vitória sobre o que chamou de “guerra psicológica”. De acordo com ele, a cada provocação, haverá uma resposta por parte da Venezuela.

No discurso, o venezuelano agradeceu “a lealdade sempre” dos militares que estão ao seu e citou o solgan “Leais sempre, traidores nunca”. Segundo ele, como humanista ama o povo e o país “acima de qualquer coisa”.

Há informações não confirmadas oficialmente que foram enviados militares para cidade de Santa Helena de Uairén, na fronteira com o Brasil.

EUA

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, viaja para a Colômbia na próxima segunda-feira (25) para negociar com o presidente colombiano a ajuda humanitária para a Venezuela. O vice-presidente pretende defender a saída imedidata de Maduro do poder. Ele também se encontrará com famílias de refugiados venezuelanos.

“A luta na Venezuela é entre ditadura e democracia e liberdade”, disse a secretária de imprensa da Vice-Presidência, Alyssa Farah. “Juan Guaidó é o único líder legítimo da Venezuela. É o momento de Nicolás Maduro sair.”

Farah reiterou que os Estados Unidos além de apoiar a gestão Guaidó, atuam no fornecimento de ajuda humanitária e no apoio à sociedade venezuelana. “[Os Estados Unidos trabalham] ao lado do povo da Venezuela até que a democracia e a liberdade sejam totalmente restauradas. ”

Data

A Casa Branca informou, por meio de comunicado, que Pence reforçará o apoio ao governo interino de Juan Guaidó, que se autoproclamou “presidente encarregado” no último dia 23. De acordo com a Casa Branca, Pence ressaltará a necessidade de restabelecer a democracia e combater a ditadura na Venezuela.

No encontro, o vice-presidente vai abodar a crise humanitária e de segurança na Venezuela e os esforços para ajudar a população. Segundo a Casa Branca, o objetivo é definir medidas concretas que apoiem a população e a transição para a democracia.

Éa quinta viagem de Pece para a América Latina como vice-presidente. Em suas viagens anteriores, ele também se reuniu com venezuelanos que fugiram de seu país.

*Com informações da VTV, emissora pública de televisão da Venezuela. ( Agência Brasil)