Trump exige democracia na Venezuela em reunião com Temer e outros líderes

Trump exige democracia na Venezuela em reunião com Temer e outros líderes

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu hoje a restauração “plena” da democracia e das liberdades políticas na Venezuela, no início de uma reunião com vários governantes latino-americanos, entre eles Michel Temer, para tratar a crise no país.

Trump disse que a situação atual na Venezuela é insustentável, “completamente inaceitável”, e lembrou as sanções que os EUA já impuseram durante o mandato dele contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Além de Temer, participaram da reunião em um hotel de Nova York os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos; e do Panamá, Juan Carlos Varela, assim como a vice-presidente da Argentina, Gabriela Michetti.

Segundo fontes diplomáticas brasileiras, que foram as primeiras a informar da reunião desta segunda-feira, hoje, o presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, também foi convidado ao encontro com Trump. No entanto, Kuczynski suspendeu a viagem a Nova York devido às atuais tensões políticas no Peru.

Após salientar que os países presentes na reunião são “alguns dos maiores aliados” dos EUA no continente, Trump denunciou a “ditadura” imposta por Maduro, sobre a qual destacou que provocou “terrível miséria e sofrimento” aos venezuelanos. “A Venezuela foi um dos países mais ricos e agora está colapsando e os seus cidadãos morrem de fome”, disse Trump.

O presidente americano também agradeceu aos governantes presentes por “condenar” o regime de Maduro e dar um “apoio vital” ao povo venezuelano, ao alertar que seu governo está “preparado” para tomar outras medidas, sem detalhar quais.

Nesse sentido, Trump não respondeu a uma pergunta sobre se segue avaliando uma solução militar para a Venezuela, como assegurou no mês passado. (Agência Brasil)

Lucía Topolansky, esposa de Mujica, assume vice-presidência do Uruguai

Lucía Topolansky, esposa de Mujica, assume vice-presidência do Uruguai

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A ex-primeira-dama e ex-guerrilheira Lucía Topolansky, de 72 anos, mulher do ex-presidente José Mujica, assumiu nesta quarta o cargo de vice-presidente do Uruguai, após a renúncia de Raúl Sendic no sábado. Depois de uma votação no Parlamento, que aceitou a renúncia de Sendic, Topolansky passará a presidir a Assembleia Geral (deputados e senadores) e o Senado, postos exercidos pelo vice-presidente.

A renúncia de Sendic, que deixou seu posto em meio a um escândalo sobre o uso de cartões corporativos para gastos pessoais quando presidiu a companhia estatal de petróleo ANCAP e por apresentar um título acadêmico que não possui, foi aprovada pelos 123 legisladores presentes na Palácio Legislativo. Após a votação, “Lucía Topolansky passará a ocupar a presidência da Assembleia Geral e da Câmara dos Senadores”, leu a senadora Monica Xavier, da governista Frente Ampla, que presidiu a sessão que durou cinco minutos. A leitura supõe a posse automática de Topolansky como vice-presidente, ao estar em suas mãos o nexo entre Poder Executivo e Poder Legislativo.

Esposa do ex-presidente José Mujica (2010-2015), Lucía integra a sigla mais votada nas últimas eleições, dentro da coalizão de esquerda Frente Ampla, e isso a colocou na primeira posição na linha de sucessão presidencial. Mujica, chefe desse grupo, não pode exercer a vice-presidência, porque a Constituição do Uruguai impede um ex-presidente de ocupar novamente a primeira magistratura por até cinco anos após deixar o cargo.

A ex-guerrilha, que integrou o Movimento de Libertação Nacional MLN-Tupamaros, passou 13 anos presa em sua juventude, pouco antes do golpe de Estado de 1973. Ela é a primeira mulher a ocupar a vice-presidência no Uruguai. –

‘Situação difícil’

O primeiro ato de Topolansky será presidir uma sessão do Senado que autorizará uma viagem do presidente Tabaré Vázquez à Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York. Na ausência do chefe de Estado, ela o substituirá à frente da Presidência da República, cargo que ocupou brevemente no governo do marido durante viagens oficiais.

Vázquez foi eleito no segundo turno disputado com Sendic nas eleições de 2014 e tomou posse em março de 2015 para um mandato de cinco anos. Topolansky, que em 25 de setembro completará 73 anos, não esconde sua tristeza com a situação de Sendic, filho de um dos dos fundadores e ícone do Movimento de Libertação Nacional MLN- Tupamaros.

Sendic era um apadrinhado político do casal Mujica-Topolansky e deixou o cargo depois de uma decisão do Tribunal de Conduta Política (tribunal ético) de seu partido. Essa corte se pronunciou sobre seu comportamento em relação ao uso de cartões corporativos oficiais quando era diretor da petroleira estatal Ancap.

O tribunal considerou que “o quadro geral apresentado pelos atos descritos” do agora ex-vice-presidente “não deixa dúvidas de um modo de atuar inaceitável no uso de dinheiro público”. Além deste caso, no ano passado, Sendic admitiu que não era formado em Genética Humana como se acreditava até então.

Em declarações à rádio El Espectador, a ex-primeira-dama demonstrou consternação diante do caso, enquanto Sendic enfrentará processos judiciais. “Para mim é uma situação difícil. Iniciar neste cargo porque o companheiro teve que renunciar em tais circunstâncias (…) Não é agradável”, declarou, visivelmente abalada.

Na segunda-feira (11), o presidente Vázquez elogiou Lucía Topolansky – muito mais à esquerda do que ele próprio na coalizão do governo – e afirmou que é uma “profunda conhecedora do sistema político (e) profunda conhecedora da realidade do país”. Pelo Twitter, Sendic saudou hoje a chegada de Topolansky à vice-presidência. “Lucía, mulher, lutadora de sempre, à frente do Parlamento: lhe desejo uma muito boa gestão e apoio para a felicidade do país”, tuitou. (Correio do Povo)

Congresso dos EUA aprova resolução contra supremacistas brancos. Texto segue agora para análise de Donald Trump, na Casa Branca

Congresso dos EUA aprova resolução contra supremacistas brancos. Texto segue agora para análise de Donald Trump, na Casa Branca

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O Congresso dos Estados Unidos aprovou por unanimidade na terça-feira uma resolução de condenação aos neonazistas, a KKK e outros nacionalistas brancos, e urge ao presidente Donald Trump que enfrente os grupos de ódio após os atos de violência racial no mês passado em Charlottesville, Virginia. A resolução conjunta das duas Casas do Congresso, que descreve a violência como um “ataque terrorista interno”, pede ao governo de Trump que melhore o registro de dados sobre crimes e discursos de ódio.

A Câmara de Representantes aprovou por unanimidade a medida na terça-feira, pouca horas depois de o Senado ter feito o mesmo. O texto segue agora para a Casa Branca. Congressistas da Virginia afirmaram que o Congresso apresentou uma “voz unificada” para condenar inequivocamente este incidente, no qual uma contra-manifestante morreu ao ser atropelada pelo veículo de um supremacista branco que avançou contra uma multidão após um protesto de extremistas de direita que terminou em violência.

A moção reconhece a situação e presta condolências pela morte Heather Heyer, de dois policiais que faleceram na queda de um helicóptero quando monitoravam o protesto e de 19 pessoas feridas nos distúrbios. “Espero que esta ação bipartidária cure as feridas depois desta tragédia e envie uma mensagem clara aos que pretendem dividir nosso país de que não há espaço para o ódio e a violência”, disse o democrata Gerry Connelly.

Trump foi muito criticado depois que afirmar que os manifestantes contrários ao racismo eram igualmente responsáveis pela violência na manifestação dos supremacistas brancos emCharlottesville. A aprovação do presidente republicano registrou forte queda após o episódio e está em seu menor nível em sete meses de mandato.

A resolução expressa “apoio à comunidade de Charlottesville, rejeitando os nacionalistas brancos, os supremacistas brancos, a Ku Klux Klan, neonazistas e outros grupos de ódio, e urge ao presidente e seu gabinete a usar todos os recursos disponíveis para enfrentar as ameaças representadas por estes grupos”.

Para defensor de Lula, condenação é inevitável

Para defensor de Lula, condenação é inevitável

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Geoffrey Robertson, britânico contratado para representar o ex-presidente Lula na ONU, chamou a Justiça brasileira de “totalmente parcial” e disse que não há mais recursos possíveis para o petista no País. “Temos de ir às instâncias internacionais, onde há Justiça verdadeira”, afirmou. Lula foi condenado por Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses no caso do triplex do Guarujá. A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Brasil tenta ganhar tempo na OMC para impedir retaliações. Organização deu prazo de 90 dias para suspensão de sete programas de subsídio à indústria; governo vai recorrer

Brasil tenta ganhar tempo na OMC para impedir retaliações. Organização deu prazo de 90 dias para suspensão de sete programas de subsídio à indústria; governo vai recorrer

Direito Economia Mundo Notícias

A Organização Mundial do Comércio deu um prazo de 90 dias para o Brasil suspender sete programas de apoio à indústria questionados pelo Japão e pela União Européia. A OMC os considerou subsídios ilegais.

Segundo o Itamaraty, o governo deve recorrer, a fim de ganhar tempo para mudar ou finalizar programas e evitar possíveis retaliações. A OMC questiona programas nos segmentos automotivo, de informática e de TV digital, entre outros, além de ações de isenção para empresas exportadoras.

As medidas, na avaliação da OMC, taxam em excesso os produtos importados.

Haveria subsídios proibidos por dar vantagem competitiva a empresas com regra de uso de conteúdo local. Boa parte das medidas foram implementadas pelos governos do PT e mantidas por Michel Temer (PMDB). Desde 2010, elas somaram R$ 25 bilhões em subsídios.

A Confederação Nacional da Indústria disse que apresentará propostas para desenvolver o setor que sigam as regras da OMC. A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Coreia do Norte lança míssil em direção ao mar do Japão, alerta Seul

Coreia do Norte lança míssil em direção ao mar do Japão, alerta Seul

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O “míssil balístico não identificado” foi lançado de Pyongyang às 05h57min do horário local (20h57min GMT de segunda-feira; 17H57 horário de Brasília), segundo o Estado-Maior sul-coreano, acrescentando que ele sobrevoou o Japão.

A Coreia do Sul e os EUA estão analisando conjuntamente para obter detalhes”, acrescentou.

Tóquio confirmou que o míssil sobrevoou seu território. O primeiro-ministro, Shinzo Abegarantiu, declarou que seu governo tomará “as medidas necessárias” para garantir a segurança do povo japonês.

O porta-voz do governo do país, Yoshihide Suga, disse que o míssil representa uma “grave ameaça de segurança” para o Japão.  O Pentágono confirmou que a Coreia do Norte lançou o míssil que sobrevoou o Japão, mas disse que não representava uma ameaça para a América do Norte. O míssil foi lançado “nos últimos 90 minutos”, declarou o coronel Rob Manning, porta-voz do Pentágono, às 22h00 GMT segunda-feira (6h30 de terça-feira em Pyongyang).

O lançamento ocorre dias depois de Pyongyang disparar três mísseis de curto alcance, o que foi visto como uma provocação após o início dos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e EUA.

A trajetória deste lançamento representa uma escalada significativa por Pyongyang, que no começo deste mês ameaçou disparar um míssil para o território norte-americano de Guam.  Todos esses lançamentos passariam pelo Japão.

Quando Pyongyang realizou os dois primeiros testes bem sucedidos de um míssil balístico intercontinental (ICBM), no mês passado, ela os disparou em uma trajetória que evitava o país asiático.

No passado, o Japão prometeu derrubar mísseis ou foguetes norte-coreanos que ameaçassem atingir seu território e implantou seu sistema de defesa de mísseis Patriot em resposta à ameaça de Guam, com um destruidor de vetores Aegis também estacionado no Mar de Japão (Mar do Leste), informaram oficiais e autoridades, Em 2009, um foguete norte-coreano passou pelo território japonês sem incidentes, desencadeando a denúncia imediata do Japão.

Na época, a Coreia do Norte disse que estava lançando um satélite de telecomunicações, mas Washington, Seul e Tóquio acreditavam que Pyongyang estava testando um ICBM. (Correio do Povo)

Venezuela culpa Trump por não ter como pagar comida

Venezuela culpa Trump por não ter como pagar comida

Mundo Notícias

A presidente da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela, a chavista Delcy Rodríguez, disse hoje que o país perdeu as condições de pagar alimentos e medicamentos após um decreto assinado na sexta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Temos barcos na costa carregados com medicamentos e com alimentos, mas a Venezuela não tem como fazer o pagamento desses bens essenciais para a população venezuelana. Por que? Porque há um bloqueio financeiro contra o país”, disse Delcy em uma audiência da ANC realizada com a Comissão da Verdade.

A ex-chanceler venezuelana afirmou que, com o decreto, Trump “acaba de formalizar o bloqueio financeiro contra a Venezuela” para levar o país “a uma interrupção dos pagamentos internacionais a fim de intensificar a agressão econômica contra o povo venezuelano”.

Na última sexta-feira, Trump assinou uma ordem executiva na qual proíbe as “negociações em dívida nova e capital emitida pelo governo da Venezuela e a sua companhia petroleira estatal”, nas primeiras sanções ao sistema financeiro venezuelano.

Proibições do governo dos Estados Unidos

A medida, anunciada pela Casa Branca, proíbe também as “negociações com certos bônus existentes do setor público venezuelano, bem como pagamentos de dividendos ao governo da Venezuela”.

Delcy reiterou que o governo venezuelano prepara uma resposta “recíproca” para o “bloqueio financeiro” americano.

Há três anos, a Venezuela atravessa uma escassez de medicamentos e alimentos básicos, como a farinha de grão, de milho, azeite e açúcar, por exemplo.

Além das restrições financeiras, os Estados Unidos também anunciaram sanções a funcionários venezuelanos em uma nova mostra de pressão sobre Caracas, após a instauração da Assembleia Constituinte, que o governo americano considera “ilegítima”. (Agência Brasil)