Agitra ingressa com reclamação na OIT contra reforma trabalhista

Agitra ingressa com reclamação na OIT contra reforma trabalhista

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A Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do Trabalho (Agitra) ingressou com reclamação técnica formal contra a reforma trabalhista, agora transformada em lei,  junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra. O documento pede que a OIT adote medidas legais previstas na constituição da organização e nos regulamentos internacionais, pelo descumprimento, por parte do governo federal e da nova legislação, de inúmeros preceitos adotados internacionalmente em convenções e da própria Constituição da agência, órgão das Nações Unidas. De acordo com o presidente da Agitra, Renato Futuro, a nova legislação afronta direitos legais consagrados nas normas internacionais do trabalho definidas pela organização, textos dos quais o Brasil é signatário.
Na reclamação encaminhada a Guy Ryder, diretor-geral da OIT, a Agitra aponta que a nova lei descumpre a convenção nº 144 da OIT, no seu artigo 5º, no caso específico da terceirização dos serviços às empresas. As leis nº 13.467, de 13 de julho de 2017, o decreto-lei 5.452, de 1º de maio de 1943, e a lei nº 13.429, de 31 de março de 2017, colidem com a Constituição Federal do Brasil e estão em desconformidade com várias convenções Internacionais ratificadas pelo país. Além disso, os textos legais não foram discutidos com os interlocutores sociais, afirma a Agitra. “A nova legislação estabelece a possibilidade da terceirização total das atividades da empresa, esvaziando toda a eficácia das normas de proteção ao trabalho no país”, afirma Futuro. “Vamos retroceder a 1919, quando foi criada a OIT e o Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial”, argumenta.
Renato Barbedo_okFuturo aponta também o descumprimento das convenções internacionais consagradas nos artigos nº 98, 151 E 154 da OIT, que serão desrespeitados a partir da prevalência do negociado pelo legislado, invertendo a hierarquia das normas legais, mesmo que o acordo coletivo ou individual ou a convenção coletiva seja contrário à legislação nacional ou internacional. Pior ainda, alerta o sindicalista, para garantir que a Justiça do Trabalho não examine mais o conteúdo das convenções e acordos, mesmo que ilegais, a nova lei determinou que a Justiça do Trabalho analise exclusivamente a legalidade do “negócio jurídico” e balizando sua atuação com a menor intervenção possível. “Ora, está agora dificultado oficial e legalmente o acesso do trabalhador à Justiça do Trabalho, com criação inclusive da figura do “mediador” para eventuais soluções dos conflitos com o empregado. Isso é absurdo”, diz ele. Para Futuro, é a inversão total da ordem jurídica internacional, onde há o princípio de hierarquia de normas legais, e onde uma lei deve ter mais valor do que um acordo coletivo.

Para o presidente da Agitra, a lei nº 13.467/2017, da reforma trabalhista, foi criada com o claro objetivo de afrontar, mais do que não cumprir, às Convenções Internacionais do Trabalho. “O Estado brasileiro quer descumprir tratados livremente negociados e em vigor para o Brasil, ocasionando uma insegurança jurídica muito grande, tanto em nível internacional como nacional.” Ele cita a criação do trabalho “autônomo” exclusivo e contínuo para um só “empregador”. Essa norma desestabilizará todo o direito do trabalho no Brasil, com conseqüências amplas e ainda não completamente previstas, denuncia ele.
O presidente da Agitra argumenta que a reforma estabeleceu que o direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho (art. 4ª, § 1o , Lei 13.467/2017). Com isso, fica destruídos os princípios fundamentais de norma trabalhista, tais como o princípio da proteção, aplicação da norma mais benéfica, in dubio pro operário, irrenunciabilidade de direitos laborais, primazia da realidade, entre outros. Por essa razão, ele considera que a lei alterou não apenas as normas, mas também os princípios do direito laboral, que são agora mero estabelecimento de contrato civil, desconstituindo a realidade de empregado subordinado e remetendo à ausência de proteção nas relações laborais.
Finalizando, Futuro afirma no documento que a legislação brasileira ficará tão complexa, com tantos acordos individuais e coletivos dispares e tantas formas de contratação, que ficará dificílimo um mínimo de fiscalização trabalhista, na forma da lei brasileira e da Convenção nº 81 da OIT.

RS: TCE determina redução na cobrança da tarifa de ônibus intermunicipal

RS: TCE determina redução na cobrança da tarifa de ônibus intermunicipal

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) emitiu medida cautelar determinando que a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Rio Grande do Sul (AGERGS) adote medidas para cessar a cobrança da tarifa de embarque de passageiros que não se utilizam dos terminais rodoviários no transporte intermunicipal de longo curso e suburbano do interior.
A medida é resultado da análise realizada em uma inspeção especial provocada por uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do TCE-RS. De acordo com a área técnica do Tribunal de Contas, os cálculos da tarifa aprovados pela AGERGS nos últimos três anos contemplam a cobrança indistinta de uma alíquota de 11%, que tem por objetivo remunerar os serviços prestados pelas estações rodoviárias, ainda que parte dos usuários não embarque nesses terminais. A equipe técnica apontou que tal procedimento implica em possível enriquecimento indevido das concessionárias de transporte, assim como sobrepreço das tarifas e, portanto, prejuízo aos usuários.
O conselheiro relator do processo, Cezar Miola, deu prazo de 60 dias, a partir da publicação no Diário Oficial do TCE-RS, para que a AGERGS implemente as medidas voltadas à cessação da referida cobrança. A decisão foi publicada no Diário eletrônico do TCE-RS nesta segunda-feira (14).

Acesse aqui a íntegra da decisão.

Primeiro delator da Zelotes confessa crimes e cita Gerdau; por Fábio Fabrini e Fabio Serapião/O Estado de São Paulo

Primeiro delator da Zelotes confessa crimes e cita Gerdau; por Fábio Fabrini e Fabio Serapião/O Estado de São Paulo

Destaque Direito Economia Negócios

Primeiro investigado a firmar um acordo de delação premiada com a Operação Zelotes, o ex-auditor da Receita Federal Paulo Roberto Cortez se comprometeu a elucidar os fatos criminosos relacionados aos inquéritos e processos envolvendo Gerdau, RBS, Cimento Penha e Bank Boston em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O Carf é a última instância em que contribuintes podem questionar multas aplicadas pelo Fisco.

O acordo de colaboração foi homologado no dia 7 pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal em Brasília. O ex-auditor afirmou que os integrantes do órgão recebiam propina para dar votos favoráveis a empresas. Em um dos depoimentos, já tornado público, ele confirmou ter atuado para beneficiar o Bank Boston num julgamento. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

Cris Piuga abre o 1º Fashion Black POA com workshop de Produção de Moda na Casa de Cultura Mario Quintana. Evento destinado à moda negra acontece esta semana na capital gaúcha

Cris Piuga abre o 1º Fashion Black POA com workshop de Produção de Moda na Casa de Cultura Mario Quintana. Evento destinado à moda negra acontece esta semana na capital gaúcha

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O 1º Fashion Black POA ocorrerá nos dias 17, 18 e 19. Uma realização da Casa de Cultura Mário Quintana com debates, workshops, estandes, desfile e festa de abertura. Com convidados do cenário local e nacional, o evento surge com o objetivo de, além da troca de conhecimento, revelar profissionais da moda negra dando visibilidade aos seus serviços e produtos. Conectado com a indústria da moda, o Fashion Black POA irá permitir que criadores da moda negra gaúcha apresentem seus trabalhos para a sociedade e que haja um intercâmbio nacional entre pessoas produzem a moda como vestuário, acessórios, calçados e assim possam mostrar suas coleções em desfile, debates, estandes e workshops.

O 1º Fashion Black POA é uma proposta feita por um grupo de criadoras negras gaúchas e apoiada pela Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ). Na coordenação e curadoria do evento estão a jornalista e produtora cultural Camila de Moraes, a designer de moda Claudia Campos, a estilista Claudia Rosa e a caboverdeana socióloga e estilista Sadine Corrêa. Segundo o diretor da CCMQ, Jessé Oliveira, o evento é uma construção com a sociedade civil que visa dar visibilidade aos empreendimentos ligados à moda. “A Casa de Cultura Mário Quintana, atenta às demandas culturais do Estado, especialmente as que compõem um recorte de diversidade étnico-racial, um dos aspectos que traduzem a visão da atual gestão da Instituição, acolheu a proposta de empreendedoras negras de moda e design”, afirma.

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira (17.08.2017) Manhã: Workshop Produção de Moda com Cris Piuga(Personal Stylist), na CCMQ, das 10hs às 11hs30m. Tarde: Workshop Processos Criativos: o desenvolvimento do conceito na coleção de moda com Izis Abreu (Proprietária da marca homônima Izis Abreu), na CCMQ, das 14hs às 18hs. Noite: Bate Papo sobre Empoderamento da Mulher Negra por meio da Moda com Luiza Brasil (RJ), Duda Buchmann (RS) e Carol Barreto (BA) com mediação da jornalista Carol Anchieta (RS), na CCMQ, às 19hs. Festa de Abertura Fashion Black com DJ Gê Powers, DJ Bieta e Pocket Show com Negra Jaque, no Cabaret (Rua Sete de Setembro, 708), às 21hs, ingresso nos valores de R$15,00.

Sexta-feira 18.08.2017 Manhã: Workshop Processo criativo para o desenvolvimento de estampas Cláudia Campos (Designer da marca Clau), na CCMQ, das 10hs às 12hs. Tarde: Workshop Personalidade de Marca: arquétipos e identidades com Patuá Estúdio, na CCMQ, das 15hs às 18hs. Noite: Bate Papo sobre Representatividade Negra no Mercado de Moda com Isaac Silva (BA), Cris Guterres (SP) e Makota Kizandembu (MG) com mediação de Angélica do Canto (RS),na CCMQ, às 19hs.

Sábado 19.08.2017 Noite: Desfile de encerramento do 1º Fashion Black POA com as marcas e estilistas Afroberdiana, Aemicê, Badauê – Estilo Preta, Buttons Couture, Cau Brasil, Clau, Isaac Silva e Vestuá Roupas e Acessórios

Porto Alegre: Aumento do IPTU 2018 será de no máximo 12% em regiões da Capital que tiveram valorização nos últimos anos. Bairros que desvalorizaram podem ter redução de até 20%

Porto Alegre: Aumento do IPTU 2018 será de no máximo 12% em regiões da Capital que tiveram valorização nos últimos anos. Bairros que desvalorizaram podem ter redução de até 20%

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O projeto da prefeitura de Porto Alegre que altera o IPTU deve ser encaminhado no máximo até esta terça-feira à Câmara de Vereadores. Conforme a Prefeitura, a gestão tem o objetivo de fazer uma “justiça tributária” com a medida, pois os valores de referência para o imposto dos 750 mil imóveis da Capital não são atualizados há 26 anos.

Com isso, imóveis desvalorizados durante este período devem ter redução do IPTU de até 20%, enquanto os valorizados terão aumento do tributo de até 12%. Junto com a repórter Daiane Vivatti, entrevistei o secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, no programa Agora/Rádio Guaíba. Busto afirmou que 41% dos imóveis não sofrerão alteração ou terão o tributo reduzido. Ou seja: mais da metade dos imóveis terá o IPTU mais salgado se a proposta for aprovada pelos vereadores.

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Leonardo Busatto Foto:PMPA

O aumento será feito de forma gradativa, atingindo no máximo 12% por imóvel em 2018, segundo Busatto. O secretário explicou que, mesmo que o novo IPTU tenha se der o dobro do atual, “o acréscimo será diluído em quatro, seis ou até oito anos, para que o contribuinte possa se preparar”.

Já no caso dos imóveis em que o valor será menor, a redução poderá ser de até 20% no próximo ano. Busatto afirmou que 142 mil imóveis, aproximadamente 19% do total da Capital, terá o IPTU mais barato. Outros 161 mil imóveis, cujo preço de mercado foi avaliado em até R$ 60 mil, que representam cerca de 22% do total, ficarão isentos do imposto. “Estamos aumentando em 58% os imóveis isentos”, afirmou o secretário.

A avaliação do valor do imóvel levou em conta uma pesquisa de mercado que identifica o valor do m² por “lado de quarteirão”, segundo ele. Com isso, mesmo que muito próximos, os imóveis terão o IPTU referente ao valor “mais próximo do preço de mercado”, acrescenta o secretário. A pesquisa avaliou também a idade do imóvel e as condições sociais das proximidades, como segurança, serviços, saúde e educação. Assim, áreas como Jardim Europa, Terraville e Alphaville, entre outras deverão pagar um Imposto mais alto que seus propriedades vizinhas a esses investimentos. Segundo Busatto, quem mora por exemplo em determinadas áreas de avenidas como a Independência ou no Quarto Distrito devem receber o IPTU com valores menores.

O secretário salientou que a medida não tem o objetivo de aumentar a arrecadação do município, mas sim “corrigir injustiças”. Atualmente, o Executivo arrecada R$ 393 milhões com o tributo, em média R$ 770 por imóvel, o que representa apenas 7% da arrecadação municipal. Se fosse por uma questão financeira, conforme Busatto, a prefeitura teria de “atacar” o ISS ou o ICMS, os tributos que geram as maiores arrecadações para a prefeitura. No entanto, em 2018, a mudança no IPTU deve acrescentar entre R$40 e  50 milhões aos cofres municipais.

Para que as mudanças possam entrar em vigor ainda em 2018, é preciso que a proposta seja sancionada até o dia 28 de setembro. Isso porque a modificação no tributo deve ser sancionada com no mínimo 90 dias antes do final do ano anterior.

O secretário ainda afirmou que o contribuinte que achar que o novo valor do IPTU é injusto poderá reclamar para a Secretaria da Fazenda, que como garante a lei terá seu processo estudado individualmente. (Felipe Vieira, com Daine Vivatti e Correio do Povo)

Cuidado com o meio ambiente combina com lucro

Cuidado com o meio ambiente combina com lucro

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Uma empresa do interior gaúcho está crescendo a partir de uma ação nacional sustentável e reconhecida. A Biotechnos, de Santa Rosa, ganhou o Prêmio Nacional da Inovação na Categoria Inovação e Marketing e se prepara para continuar evoluindo, de forma sustentada e com o desenvolvimento de novas soluções. A empresária Marcia Werle fundou a Biotechnos – Projetos Autossustentáveis em 2007. A ideia surgiu a partir da proposta de conscientizar as comunidades e as escolas sobre como armazenar corretamente o óleo de cozinha. Naquele momento, o principal produto da empresa eram as usinas de biodiesel voltadas para a agricultura familiar e cooperativas.

Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente, um litro residual do produto é suficiente para contaminar 12 mil litros de água. Todos os anos, 50 milhões de residências e estabelecimentos comerciais descartam inadequadamente, no Brasil, 1,5 bilhão de litros de óleo. “A parceria com a comunidade é essencial para manter a sustentabilidade dos projetos da nossa empresa. Isso porque desde sempre trabalhamos com o foco na transformação de produtos e criamos um sistema para vender aos clientes que beneficie o meio ambiente”, comenta Marcia.

Hoje, são mais de 20 usinas montadas no Brasil que compraram da Biotechnos o jeito de transformar óleo e gordura em biodiesel. Em breve, os equipamentos serão exportados para Argentina, Chile e Nova Zelândia. Apesar de fundamental, a tecnologia não é a única ferramenta necessária para desencadear uma transformação. A partir da assessoria da Biotechnos, foram realizadas parcerias com escolas para que as crianças conhecessem todo o processo de produção do biodiesel. “Nosso lema é produzir biocombustíveis gerando o mínimo de emissões de poluentes e com produtos locais”, revela a empresária.

O coco que quebra a máquina

Contudo, a grande novidade da Biotechnos está no novo maquinário, produzido a partir da incubação no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), instituição mantida pela Universidade de São Paulo (USP) e pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Em 2008, Marcia estava em curso em São Paulo e conheceu o babaçu, um coco com enorme potencial econômico, mas mal aproveitado por conta das dificuldades de extração.

“Dizem que o coco do babaçu é capaz de quebrar uma máquina, mas não existe máquina que quebre o coco. Se não existe a gente inventa, certo?”, questionou a empresária. Foram necessárias três versões até que fosse possível entrar na fase de testes. O equipamento será utilizado em Arranjos Produtivos Locais (APLs) com a participação das mulheres que extraem o coco, as quebradeiras, viabilizando seu uso na produção de energia e em indústrias de alimentos e cosméticos, entre outras.

“Em geral, apenas as amêndoas (que representam cerca de 8,7% do peso do fruto) são aproveitadas. Cada fruto pode ter de uma a oito amêndoas, mas a média é de três ou quatro por fruto. Uma quebradeira de babaçu consegue, em média, de oito a dez quilos de amêndoas por dia”, revela. Nas associações ou cooperativas as amêndoas são comercializadas ou esmagadas para extração do óleo, que depois é vendido para as indústrias dos setores de higiene e limpeza. As quebradeiras utilizam, também, uma parte do óleo para a produção artesanal de sabão em barra. “Com esse maquinário, queremos melhorar o processo de extração e diminuir os acidentes. Já conseguimos uma eficiência de 94% e pretendemos melhorar ainda mais”, comemora Marcia.

Parceria com o SEBRAE/RS

A empresária conta que a entidade faz parte da história da Biotechnos. “Sempre buscamos conhecimento na área de gestão para não deixar de crescer. Participamos de feiras e consultorias e, em 2016, nos aproximamos ainda mais com a inscrição em prêmios como o Prêmio Nacional de Inovação, que ganhamos na categoria Inovação em Marketing”, destaca Marcia.

O gerente da regional Noroeste do SEBRAE/RS, Armando Pettinelli, define a empresa como um negócio voltado para empreender com sustentabilidade. “A empresa que surgiu com o propósito de trazer soluções inovadoras e sustentáveis para a região e logo ganhou o mundo, pautada não só pela competência na geração e concepção das soluções, mas também pela capacidade de gerenciamento de seus projetos”, conclui.

RS: combustível deve subir mais com mudança na base de cálculo do ICMS. Medida entra em vigor na próxima quarta-feira

RS: combustível deve subir mais com mudança na base de cálculo do ICMS. Medida entra em vigor na próxima quarta-feira

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Os preços dos combustíveis, que subiram em função das altas do PIS e da Cofins, anunciadas pelo governo federal em 14 de julho, podem aumentar ainda mais, a partir da quarta-feira que vem, no Rio Grande do Sul. Isso porque, nessa data, entra em vigor uma nova tabela de referência para o cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um tributo estadual que também incide sobre o diesel e a gasolina. A medida, autorizada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) ocorre, justamente, porque o valor médio dos combustíveis aumentou devido à alta dos impostos federais, no mês passado.

No litro da gasolina, o valor de referência passa de R$ 3,745 para R$ 3,9786. No diesel S 10, sobe de R$ 3,0581 para R$ 3,14884 e, no diesel S 500, de R$ 2,9200 para R$ 3,0209. O Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul (Sulpetro-RS) esclarece que a concorrência de preços no varejo é livre, ficando a critério de cada posto administrar os custos e repassar ou não o aumento de ICMS, integralmente, ao consumidor final.

 A alta do PIS e da Cofins aumentou o litro da gasolina em até R$ 0,40 no Rio Grande do Sul. Na Capital, o Procon passou a divulgar balanços de preço duas vezes por semana a fim de estimular a concorrência e reduzir a variação entre o preço mais alto e o mais baixo. A pesquisa mais recente mostrou que o litro da gasolina ainda varia R$ 0,23 em postos de Porto Alegre, entre R$ 3,839 e R$ 4.069. (Rádio Guaíba)
Restaurante flutuante encalha após recuo do Guaíba em Porto Alegre. Faixa de areia ficou perceptível na orla de Ipanema, na zona Sul da cidade; por Cláudio Isaías/Correio do Povo

Restaurante flutuante encalha após recuo do Guaíba em Porto Alegre. Faixa de areia ficou perceptível na orla de Ipanema, na zona Sul da cidade; por Cláudio Isaías/Correio do Povo

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Quem passou pelo calçadão da orla de Ipanema, na zona Sul de Porto Alegre, domingo pela manhã presenciou uma cena curiosa: o restaurante flutuante Pérola Negra encalhou em razão do nível do Guaíba estar baixo. Quem circula pela praia de Ipanema percebe uma grande faixa de areia à mostra desde a sexta-feira. O restaurante que está ancorado desde o dia 17 de julho na região não está sobre as águas pela baixo do nível do Guaíba.

A gerente Joselene Maciel da Silva afirmou que na sexta-feira e no sábado a equipe que trabalha no restaurante flutuante estranhou o fato do Pérola Negra estar na areia. Ela explicou que os funcionários estranharam o fenômeno. “A situação é um pouco estranha. Tínhamos que estar flutuando dentro do Guaíba”, ressaltou. Segundo Joselene, os clientes tem realizado brincadeiras pelo fato da estrutura não estar dentro do Guaíba.

Mesmo com o restaurante encalhado nas areias da praia de Ipanema, o estabelecimento atendeu normalmente os clientes no domingo de comemoração do Dia dos Pais. O local que tem capacidade para 250 pessoas funciona de terça a domingo das 11h às 22h. Segundo o Sistema Metroclima, um nível tão baixo do Guaíba foi registrado entre os meses de fevereiro e março de 2005, durante um período de seca.

O serviço meteorológico da Marinha do Brasil informou ontem que o aviso de ressaca está previsto para os litorais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina na manhã de segunda-feira, dia 14. Neste período poderão ser registradas ondas de aproximadamente quatro metros de altura nas praias gaúcha e catarinense. No final de semana, o mar seguiu agitado nos dois estados. No final de semana, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe) registrou ondas de 3,5 m a 4,5 metros na região do Porto de Rio Grande. Em Itajaí, Santa Catarina, as ondas chegaram a quatro metros de altura, o que obrigou o fechamento do acesso ao porto da cidade catarinense.

No domingo, o tempo ficou instável em todo o Estado. Choveu forte na manhã de domingo. Além da instabilidade, foram registradas rajadas de vento e raios em algumas cidades gaúchas. Nesta segunda-feira, o tempo muda de novo Rio Grande do Sul. Está previsto a chegada de uma massa de ar frio da Argentina que vai trazer o sol de volta. As temperaturas deverão oscilar entre 10 graus, a mínima, e a máxima pode chegar a 19 graus.

Suspensão de produção afetará Celulose Riograndense em mais de R$ 600 milhões

Suspensão de produção afetará Celulose Riograndense em mais de R$ 600 milhões

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 A empresa Celulose Riograndense (CMPC) vai retomar apenas no dia 11 de novembro a produção da Linha 2 da fábrica, localizada no município de Guaíba, Região Metropolitana de Porto Alegre. As atividades estão suspensas desde o dia 13/7, quando iniciou uma parada geral de manutenção na fábrica. Durante o período, deixarão de ser produzidas cerca de 400 mil toneladas de celulose, o que vai trazer um impacto financeiro de US$ 200 milhões – correspondendo a aproximadamente R$ 634 milhões.

A Celulose Riograndense garante que a interrupção não vai gerar demissões.

Do impacto, são US$ 140 milhões relacionados à diminuição nas vendas e US$ 60 milhões de custos para a reparação da caldeira. Conforme comunicado do diretor da CMPC, Hernán Rodriguez Wilson, oficializado junto à bolsa de valores do Chile, o dano será coberto pela seguradora contratada.

A paralisação está relacionada a um problema ocorrido em fevereiro deste ano em uma das caldeiras, quando a mangueira do equipamento furou. Na ocasião, a produção já havia sido interrompida por 38 dias. Durante a parada geral de manutenção de julho, realizada anualmente nas plantas industriais da empresa, foram encontrados problemas e a Celulose Riograndense decidiu fazer um plano de troca de partes de tubos da caldeira para fazer a reparação definitiva dos danos.

Conforme a assessoria da empresa em Guaíba, durante o período em que a Linha 2 ficará paralisada, as demais operações industriais – Linha 1, com capacidade produtiva de 450 mil ton/ano, as plantas químicas e a fábrica de papel que produz 60 mil ton/ano – vão permanecer operando com capacidade total.

A empresa, através de nota, destacou que vai conservar os contratos vigentes com fornecedores, apenas ajustando o planejamento das atividades. Com isso, defende que não haverá demissões ou redução do quadro de pessoal próprio ou de terceiros. (Daiane Vivatti/Rádio Guaíba)

Rio Grande do Sul ganha hoje novo parque eólico em Viamão

Rio Grande do Sul ganha hoje novo parque eólico em Viamão

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Será inaugurado oficialmente nesta sexta-feira, em Águas Claras, no município de Viamão (RS), o novo Complexo Eólico Pontal da Enerplan. Foram investidos R$ 330 milhões para a viabilização do parque, cujo potencial poderá atingir os R$ 600 milhões, trazendo benefícios sociais na geração de emprego, renda e distribuição de energia limpa. O complexo eólico conta, atualmente, com 25 aerogeradores, totalizando 59,8 MW de capacidade. “É um momento de grande satisfação realizar a entrega deste investimento, que além da geração de emprego e renda, trabalha em total sintonia com sustentabilidade”, avalia Irineu Boff, presidente executivo do Grupo Oleoplan, holding da operação da Enerplan.

Anualmente, a nova instalação irá possibilitar que mais de cem mil toneladas de CO2 por ano – gás causador do efeito estufa – deixem de circular na atmosfera. A capacidade total de energia da Central Pontal é de 204.546 MWh ano, distribuídos em três, dos cinco parques do complexo. As linhas de transmissão possuem 44 km já construídos pela Enerplan, já prevendo assim, expansão futura do complexo.

Geração de Energia

A energia gerada pelos três parques é suficiente para o consumo de 140 mil residências, abastecendo em torno de 320 mil pessoas. Considerando que Viamão tem uma população de 240 mil pessoas, o excedente de consumo é injetado e usado por habitantes de outros municípios vizinhos. A subestação denominada de Viamão 3 – da TESB, empresa controlada pela CEEE-GT – onde os parques se conectam – está integrada com o SIN – Sistema Interligado Nacional / Região Sul. O Complexo Eólico Pontal da Enerplan teve o apoio do BNDES, BADESUL e  Governo do Estado do Rio Grande do Sul.