Natal Luz de Gramado: Uhuu é o canal oficial de venda de ingressos

Natal Luz de Gramado: Uhuu é o canal oficial de venda de ingressos

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Na página natalluzdegramado.uhuu.com, o internauta encontra informações sobre a programação do evento, que começou ainda em outubro e vai até 13 de janeiro, além de links para compra de ingressos. Entre os destaques da agenda – que inclui shows, paradas, concertos, teatro e música em mais de 500 atrações – estão os espetáculos Reencontros de Natal e Natal pelo Mundo e o Grande Desfile de Natal.

Alíquotas do ICMS precisam ser reduzidas, diz presidente da FCDL-RS

Alíquotas do ICMS precisam ser reduzidas, diz presidente da FCDL-RS

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O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, manifesta sua contrariedade em relação a manutenção das atuais alíquotas de ICMS no Rio Grande do Sul a partir de janeiro de 2019. Segundo o dirigente, quando ocorreu a elevação do tributo em 2016 foi feita a promessa de que as alíquotas seriam reduzidas ao final de 2018.

– O Rio Grande do Sul precisa, com urgência de uma agenda positiva de incentivo a retomada do empreendedorismo, com forte apoio e até mesmo socorro para setores que perdem competitividade a cada dia que passa. Um exemplo claro disso a indústria coureiro calçadista, que teve diversas fábricas fechadas nos últimos anos, sem falar no comércio, altamente prejudicado pelas alíquotas elevadas – lembra Vitor Augusto Koch.

O presidente da FCDL-RS destaca, ainda, que os reflexos do elevado ICMS são percebidos na indústria, no comércio, nos serviços, enfim, em praticamente todos os setores da economia gaúcha. Já quando ocorreu a aprovação pela Assembleia Legislativa do aumento das alíquotas proposto pelo governo estadual, a FCDL-RS destacava que o fato iria atingir diretamente o orçamento das famílias gaúchas, retirando poder de consumo e fomentando o ciclo recessivo que se percebia no Rio Grande do Sul. E, comprovadamente, a elevação dos tributos causou e causa prejuízos para o setor varejista e, em especial, para as famílias de baixa renda, que foram profundamente afetadas com o aumento da alíquota básica do ICMS.

Luis Cruz e Carlos Henrique Piccoli apresentam SPARK ao mercado gaúcho. Uma das maiores empresas de marketing de influência do mundo chega ao Rio Grande do Sul

Luis Cruz e Carlos Henrique Piccoli apresentam SPARK ao mercado gaúcho. Uma das maiores empresas de marketing de influência do mundo chega ao Rio Grande do Sul

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Nesta terça-feira (13/11), a Spark, empresa especialista em marketing de influência, foi oficialmente apresentada ao mercado gaúcho. O evento aconteceu no auditório do Instituto Ling, e contou com a presença de executivos de agências, veículos e influenciadores, que foram recebidos pelos publicitários Luis Cruz e Carlos Henrique Piccoli, sócios da operação da Spark no Estado. O codiretor-geral da empresa, Raphael Pinho, comandou a apresentação lembrando da importância da região. “Estamos criando uma indústria e apostamos nesta parceria para construir mais um capítulo da nossa história”, disse. Raphael ainda falou aos convidados sobre a importância dos influenciadores nas estratégias das marcas e como a Spark tem liderado projetos junto aos anunciantes, destacando cases da empresa para clientes como Casas Bahia, Grendene, Natura, Santander, entre outros.

Além do codiretor- geral, o evento também contou com uma pocket palestra da jornalista e professora Liliana Ferrari, já considerada uma das 10 mulheres mais influentes da internet brasileira. Com o seu 1m57cm de pura visceralidade empática, ela defendeu que a mídia digital vai muito além de um simples post. Lili, como é conhecida no meio, ainda deu algumas dicas de como escolher um influenciador, por exemplo, evitando confundir o lifestyle do creator com o da audiência e completou: “A Spark usa ciência e não a “achologia” ou porque é bonitinho”, referindo-se à plataforma proprietária da empresa, que usa big data e predição de dados para auxiliar a escolha dos influenciadores ideais para cada campanha.

Indústria gaúcha tem queda nas exportações.   Vendas externas caíram 6,1% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2017

Indústria gaúcha tem queda nas exportações. Vendas externas caíram 6,1% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2017

Destaque Economia Negócios
A indústria gaúcha teve uma queda de 6,1% nas exportações em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2017, ao alcançar US$ 1,2 bilhão como valor de suas vendas externas, o equivalente a 74,6% do total de US$ 1,6 bilhão embarcado pelo  Estado. A retração se explica, em parte, pelo fato de os dois segmentos com maior contribuição na pauta, Alimentos e Tabaco, terem fechado com forte recuo, de 20,4% e 24%, respectivamente.  “O resultado ainda sofre parte da influência da forte crise na Argentina, um dos nossos principais compradores, que reduziu em mais de 51% os pedidos”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry. As categorias Coque e derivados do petróleo e de biocombustíveis (675%) e Químicos (34,8%) foram destaques positivos em outubro, insuficientes, porém, para evitar a contração nas exportações.

As vendas externas totais do RS em outubro registraram perdas de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, o grupo de produtos básicos assinalou um crescimento de 16,6%, especialmente pelo embarque de US$ 47 milhões em arroz, já que não houve registro de exportação para este produto em outubro de 2017.  Já as importações do Rio Grande do Sul apresentaram uma expansão de 26,4% nas mercadorias compradas, ante o mesmo período de 2017, maior resultado da série histórica para o mês de outubro desde 2010, atingindo a marca de US$ 1,1 bilhão. Boa parte da variação positiva pode ser atribuída à expansão das categorias de uso de Bens de Capital (3,8%) e Intermediários (38,3%), com destaque para Combustíveis e Lubrificantes (142%).

ACUMULADO – Ao totalizarem US$ 17,9 bilhões, as exportações do Rio Grande do Sul em 2018 registraram um desempenho 21% superior no comparativo com o acumulado dos primeiros dez meses de 2017. A indústria, representando 73,5% do total, contribuiu com US$ 13,2 bilhões, resultando em um crescimento de 27,5% ante o mesmo período do ano anterior. Isso só ocorreu, porém, porque foram contabilizadas como exportação as vendas de duas plataformas de petróleo e gás, as chamadas exportações fictas, que se tratam das operações de venda de produtos nacionais a empresas sediadas no exterior, sem que ocorra sua saída do território brasileiro, mas com pagamento em moeda estrangeira.
Se essas operações não fossem consideradas, seria verificada uma modesta expansão do setor exportador gaúcho (1,9%), com variação quase nula (0,1%) dos embarques da indústria no período. A primeira plataforma foi para a Holanda, em fevereiro, no valor de US$ 1,53 bilhão, e a segunda para o Panamá, em agosto, no valor de R$ 1,299 bilhão.

No caso das importações, o acumulado de janeiro a outubro totaliza US$ 9,3 bilhões, um aumento de 18,9% ante o mesmo período de 2017.
Vencedora do Master Chef grava série especial no Mercado Público de Porto Alegre. Maria Antonia apresenta em seu canal do Youtube a variedade gastronômica do local

Vencedora do Master Chef grava série especial no Mercado Público de Porto Alegre. Maria Antonia apresenta em seu canal do Youtube a variedade gastronômica do local

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A vencedora do principal reality show gastronômico do país, Maria Antonia Russi, decidiu mostrar para seus fãs do Brasil a diversidade de produtos que são comercializados no Mercado Público de Porto Alegre. Além de ser um belíssimo prédio histórico, localizado no coração da capital gaúcha, o local é referência para quem procura produtos de qualidade.

“Muitas vezes preciso de insumos diferenciados para preparar uma receita e sempre recorro ao Mercado Público. Lá tenho a certeza que vou encontrar tudo o que preciso e ainda rende um ótimo passeio. Por isso gravei os programas para que pessoas de outros Estados pudessem conhecer mais sobre esse lugar que faz parte do meu dia-a-dia”, ressalta.

Para assistir à série, clique aqui e acesse o canal Chef Maria Antonia no Youtube e conferir todos os episódios. Os vídeos novos são postados sempre às terças e sextas.

Turismo: Gramado Termas Resort será administrado pela Wyndham, a maior franqueadora de hotéis do mundo; por Miron Neto

Turismo: Gramado Termas Resort será administrado pela Wyndham, a maior franqueadora de hotéis do mundo; por Miron Neto

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A Wyndham Hotels & Resorts, a maior franqueadora de hotéis do mundo, com mais de 9 mil hotéis e aproximadamente 798 mil apartamentos em mais de 80 países, foi escolhida pela Gramado Parks e o Grupo GR para administrar e operar o Wyndham Gramado Termas Resort & Spa. Com abertura prevista para a segunda quinzena de dezembro deste ano, será o primeiro empreendimento no Brasil administrado pela Wyndham, empresa que já atua na área de gerenciamento há 15 anos na América do Sul e que soma mais de 400 hotéis administrados no mundo. “A Wyndham, com todo o seu knowhow e anos de atuação na hotelaria mundial, nos traz a tranquilidade de que nossos proprietários e futuros hóspedes usufruirão do melhor que uma experiência em hospedagem tem a oferecer, vivenciando férias em família com qualidade e tranquilidade”, comenta Anderson Caliari, sócio da Gramado Parks.

O Gramado Termas Resort e Spa está sendo construído numa área de 15 mil metros quadrados, a apenas 300 metros do Snowland. No local foram descobertas fontes hidrotermais, de onde saem águas a 46ºC. O empreendimento foi idealizado e planejado pela Gramado Parks, responsável também pelo primeiro parque de neve indoor das Américas. Esse será o 1º Resort Termal do Rio Grande do Sul construído com base nos modelos europeus de resort de inverno e contará com jacuzzis, fitness center, salão de beleza, heliponto, mirante, cinema, restaurante, spa, espaço kids, e claro, diversas piscinas quentes, indoor e outdoor.

Leia outras notícias no site de Miron Neto.

Feira do Livro: Leticia Wierzchowski autografa hoje O menino que comeu uma biblioteca. Obra cria protagonista que se alimenta de palavras na Polônia da II Guerra Mundial

Feira do Livro: Leticia Wierzchowski autografa hoje O menino que comeu uma biblioteca. Obra cria protagonista que se alimenta de palavras na Polônia da II Guerra Mundial

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Hoje, às 19:30, a melhor romancista brasileira da atualidade autografa seu novo livro, na Praça de Autógrafos, da Feira do Livro de Porto Alegre. Leticia Wierzchowski nasceu em Porto Alegre, estreou na literatura em 1998 com o romance “O anjo e o resto de nós”. Com 28 livros publicados, entre ficção adulta e infantil, tem obras editadas em Portugal, na Espanha, Croácia, Alemanha, França, Itália, Grécia Sérvia e Montenegro. O best-seller “A casa das sete mulheres” foi adaptado pela Rede Globo em 2003, em uma série veiculada em mais de 40 países.

O menino que comeu uma biblioteca conta a história de Jósik, rodeado de livros, ele mora em uma casa velha no interior da Polônia. A muitos e muitos quilômetros dali, Eva vive com sua avó em uma cidade simples do Uruguai. Enquanto o passatempo do menino e de seu avô é mergulhar na literatura, a menina se distrai com as cartas de tarô da avó. E é assim que as vidas de Eva e Jósik se cruzam.

Em uma tarde de verão sob uma figueira centenária, Eva vê nas cartas a imagem de Jósik comendo a biblioteca de seu avô Michael. Ele estava escondido numa sala lotada de livros. Do lado de fora, o exército nazista avançava com seus tanques e soldados armados de fuzil.

A partir daí, a menina começa a acompanhar os infortúnios de Jósik e luta para mudar seu próprio destino, também marcado pela falta de perspectiva e tristeza. “O menino que comeu uma biblioteca” é uma fábula sobre a guerra, a literatura e o amor.

TRECHO

Ele começou com Conrad e, então, passou para Shakespeare, que o alimentou por toda uma quinzena. Depois, dedicou-se a Kafka, Tolstói e Oscar Wilde — um judeu, um russo e um homossexual; vejam só, três exemplos de tipos muito malvistos na tenebrosa época na qual começa esta história. Esses três grandes gênios sustentaram as tripas do menino em questão por um longo, gélido e branco inverno polonês.

E, então, ao final de um verão azul em Terebin, o imortal Shakespeare, cuja obra, traduzida em várias línguas, ocupava várias estantes da vasta biblioteca, passou a ser o principal ingrediente da sua dieta, mantendo o menino saciado em seu esconderijo que cheirava a mofo, enquanto as prateleiras se esvaziavam gradativamente para encher-lhe a barriga faminta.

O nome do menino era Jósik.

Jósik Tatar.

Ele tinha grande pena de comer aqueles livros todos, pois eles constituíam o grande tesouro do seu avô Michael, o homem que mais amara no mundo.

Conheci Jósik nas lâminas do tarô da minha avó. E a minha avó, preciso dizer a vocês, jamais teve uma biblioteca… A coisa mais perto de um livro que ela chegou em toda a sua laboriosa vida foram aqueles velhos arcanos ensebados pelos anos de uso.

Bem, esta é mesmo uma longa história…

Aliás, duas longas histórias: a de Jósik Tatar e a minha. Duas longas histórias que, muitos anos mais tarde, a milhares de quilômetros daquela biblioteca empoeirada no meio da Polônia convulsionada pela mais terrível guerra da qual já se teve notícia, entrecruzaram-se e viraram uma única história.

Vou contar tudo a vocês, prometo.

Eu sei, isto pode parecer bastante confuso: um menino que comia livros… Sempre fui uma garota complicada, era o que dizia minha avó. Mas a velha Florência era uma mulher ranzinza, e a única coisa de bom que guardo dela é o velho baralho de tarô onde vi, numa modorrenta tarde de verão sob uma figueira centenária, a curiosa e inexplicável imagem do pequeno Jósik comendo a biblioteca do seu avô Michael.

Capa O menino que comeu a Biblioteca V6 MFEu estava lá…

Na estância onde cresci, num descampado sob a figueira, à espera de alguma brisa enquanto o pampa ardia sob o fogoso sol de janeiro. A cavalhada fora recolhida à sombra e os peões faziam a siesta no galpão. Nem os perros andavam por ali àquela hora; eu me sentia completamente sozinha no mundo.

Eu detestava aquele lugar, queria ver largas avenidas e pisar em carpetes felpudos, andar de navio e usar finas meias de seda. Queria partir como a minha mãe fizera um dia, com a boca pintada de batom vermelho e a mala de couro que ela encerara três vezes, deixando-nos distraidamente para trás, a mim e ao meu irmão, aos cuidados da avó Florência, que era velha e atarefada demais para ter paciência com crianças.

Por isso, eu roubara o tarô naquela tarde de janeiro — ele era proibido para crianças, sendo, na verdade, um ganha-pão da minha avó, uma coisa com a qual ela juntava dinheiro extra para comprar cigarros ou sapatos novos para usar na quermesse natalina.

Lembro que cortei o baralho em três montes, tal e qual vira minha avó fazer diante das suas consulentes. Surgiram-me O Louco, A Torre e Os Enamorados, três arcanos maiores. E, então, quando fui me concentrar no primeiro deles, o décimo segundo arcano maior, O Louco, quando fixei meu olhar na sua figura zombeteira, um manto caiu sobre meus olhos, uma escuridão tão negra como a mais densa das noites de inverno. Com o suor escorrendo pelas minhas têmporas, eu o vi…

Vi o garoto…

Jósik.

Ele estava escondido numa sala esquisita e absolutamente atulhada de livros. Era loiro e alto, e parecia magro. Estava morrendo de frio e de medo numa pequena vila onde o vento soprava com fúria. Perto dali, tropas de um terrível exército avançavam com seus tanques e soldados de capacete e fuzil.

Escondido naquela estranha e desconjuntada casa, enfiado no útero de uma desconjuntada biblioteca, não parecia haver ninguém que pudesse cuidar dele. (Acho que foi naquele tempo que Jósik Tatar começou a comer a biblioteca do avô, e creio que foi mesmo uma excelente ideia.)

A visão, como veio, desapareceu de chofre.

Foi como um soco no estômago. Dei um pulo para trás e caí deitada na grama seca. Quando sentei outra vez, o menino desaparecera e, com ele, toda a imensa biblioteca que o cercava como uma cordilheira.

Lá estavam, outra vez, apenas os três arcanos sob o sol ardente do verão. Juntei as cartas e corri para casa, interrompendo minha avó, que sovava o pão para o café da tarde. Eu tinha visto uma coisa impressionante e gritei, mostrando o baralho como quem mostra um tesouro.

Florência ralhou-me furiosamente por ter roubado o seu tarô:

“Cozinheiros demais estragam o mingau”, disse, arrancando-me as cartas da mão. “Esse tarô é meu. É para mim que ele sopra o futuro!”

Tentei explicar que eu tivera uma visão.

O menino loiro. Os livros, muitos livros. A neve.

Mas minha avó retrucou que tudo não passara de uma insolação ou coisa parecida. Ademais, as cartas não se mostravam para crianças; era preciso um pouco de tutano dentro da cabeça. Desde quando uma menina de oito anos poderia ver a vida de alguém numa simples carta de baralho?

A minha avó era boa com os arcanos. Lá na estância onde morávamos, Florência fazia uns bons pesos com o seu tarô. Via pequenas coisas, principalmente brigas em família, casamentos, uma ou outra traição amorosa, problemas intestinais, amores naufragados e meia dúzia de doenças cardíacas. Certa vez, salvou a vida de um vizinho ao diagnosticar, com a ajuda das cartas, uma apendicite quase supurada.

Mas, naquela tarde, quando eu abrira o baralho, vi mesmo aquele garoto! Ele era bonito, de uma beleza diferente, e mais velho do que eu. Lembro como se fosse hoje…

Ah, a propósito, eu me chamo Eva.

Eu já lhes disse que Jósik comeu uma biblioteca inteira. Mas, de fato, foi um livro que salvou a sua vida.

Um daqueles muitos livros catalogados com amor, empilhados em ordem alfabética enquanto ainda havia espaço e, depois, enfiados aqui e ali, em qualquer cantinho, numa fenda, num oco de parede, sobre aparadores e mesas, roubando o lugar dos pratos e dos talheres, em todo o espaço disponível como uma espécie de vírus que nunca parasse de se reproduzir, tomando conta da casa inteira, subindo em pilhas até tocar as vigas do teto, entupindo a chaminé e vazando para um pequeno puxado construído para isso no fundo do quintal de pan Wisochy.

É que Michael Wisochy, o avô de Jósik, era um literato. Um professor universitário aposentado, um leitor voraz, um apaixonado por Shakespeare. Um desses homens de vasta cultura que parecem conhecer a humanidade e todos os seus defeitos. Sempre que alguém de Terebin — às vezes, até da vizinha Cracóvia — tinha uma dúvida muito importante, vinha bater à porta do velho Michael Wisochy.

Michael julgava muitas questões e era considerado uma espécie de sábio, embora meio maluco. De fato, avisara as gentes de Terebin desde o princípio sobre Hitler, o que logo se mostrou uma atitude bastante temerária. Ele chamara Hitler de louco e assassino aos gritos no meio da pequena praça, meses antes que o exército alemão atravessasse a fronteira — e é provável que tal episódio tenha realmente abreviado a sua vida. Talvez não, se as pessoas da cidade tivessem levado em consideração o que Michael Wisochy dissera sobre Hitler e o Reich; talvez sim, mas o que realmente poderiam ter feito?

Hitler já tinha criado e aparelhado a sua máquina de guerra na Alemanha, mais da metade dos judeus alemães havia fugido do país em meados de 1938 e a Áustria e a Tchecoslováquia já tinham sido invadidas pelas tropas nazistas antes que os tanques alemães cruzassem a frágil fronteira polonesa.

Toda aquela gente estava no lugar errado, na hora errada. E até mesmo o velho Michael não moveu uma única palha para mudar o próprio destino. Se vocês me perguntassem, eu diria que ele não tinha coragem de deixar os seus incontáveis livros para trás… Como fugir com tão pesada bagagem?

E quanto a Jósik, o seu amado neto? Creio que, analisando o jeito como tudo aconteceu depois, o velho Michael acabou mesmo por salvar Jósik.

Está bem, está bem. Sei que preciso pôr ordem nas coisas. Não posso sair narrando a história toda assim, sem qualquer lógica. E o que quero contar dá uma estrada bem comprida… Ademais, sei perfeitamente bem que contar uma história não é a mesma coisa que abrir o tarô. Não existem pistas, não mesmo. O melhor jeito que conheço para contar uma história é começar pelo começo.

Então vamos lá…

Esta é a história de um menino… …
e seu avô.
Havia uma guerra nascendo.
E milhares de livros.
Numa casa velha, numa aldeia perdida…
… nas entranhas da Polônia.

A Polônia ergue-se bem diante dos meus olhos — meus olhos, que nunca sequer cruzaram o Rio da Prata até a Argentina!

Ela está surgindo, ainda bela e intocada pelo Reich, elevando-se das cinzas do tempo exatamente como era antes da Segunda Guerra, no breve período de ilusória paz que experimentou durante o governo do ditador Piłsudski.

Num canto mais ao sul, a duas centenas de quilômetros de Cracóvia, lá está a pequena Terebin. Um pontinho no mapa, uma coisinha de nada que chegou mesmo a desaparecer depois das bombas e dos incêndios, quando suas lavouras foram queimadas e as casas de fazenda, destruídas por tropas de alemães e de mercenários ucranianos pagos pela máquina nazista.

Era uma cidade tão minúscula que não passava de uma aldeia; nem estação de trem possuía. Àquela época, seus habitantes tinham chegado ao seu primeiro milhar, mas a maioria vivia espalhada pelas fazendas da região, já que a economia do lugar era basicamente agrícola. Flora e Apolinary Tatar, os pais de Jósik, moravam na parte central de Terebin, perto da praça.

O velho Michael vivia numa ruazinha do outro lado da praça, para os lados da igreja onde, todas as tardes, à hora das vésperas, o sino de cobre soava, conclamando os fiéis à oração. Ora, vocês devem saber que os poloneses sempre foram católicos fervorosos, e a igrejinha enchia-se de fiéis para a missa vespertina.

Agora, quero falar da casa do avô Michael Wisochy…

Era uma casa curiosa aquela onde ele vivia. Muito velha e pontilhada de goteiras, mas era uma boa e centenária casa polonesa. Tinha duas peças amplas e uma cozinha, onde reinava um enorme fogão à lenha. Construída no meio de um terreno plano, ficava escondida sob quatro carvalhos; não sei se alguém plantara as árvores ali intencionalmente ou se a casa fora erguida à sombra dos carvalhos para que seus moradores vivessem protegidos do olhar alheio. O certo é que Michael — segundo Jósik me contou muitos anos mais tarde — tinha certo receio das pessoas, preferindo conviver com os seus adorados livros.

Ele sempre dizia ao neto, com seus ares de maestro sem orquestra:

“Os livros são as pessoas passadas a limpo!”

Aquelas árvores frondosas escondiam a casa e enchiam suas peças de sombra e silêncio. Quando o vento soprava, as folhas dançavam, roçando as vidraças, provocando um rumor tão suave e tão único que, para Jósik Tatar, aquele sempre seria o ruído da infância.

O menino que comeu uma biblioteca

Leticia Wierzchowski

280 páginas

R$ 39,90

Editora Bertrand Brasil| Grupo Editorial Record

Andiara Petterle apresenta transformação digital da RBS em congresso na Colômbia

Andiara Petterle apresenta transformação digital da RBS em congresso na Colômbia

Comunicação Cultura Negócios Notícias

Os desafios, aprendizados e caminhos da RBS para sua transformação do impresso ao digital serão destaque em um dos principais eventos de mídia da América Latina. A vice-presidente de Produto e Operações do Grupo RBS, Andiara Petterle, palestrará no Digital Media Latam 2018, que ocorre de 14 a 16 de novembro, em Bogotá, na Colômbia.

Promovido pela World Association of Newspapers and News Publishers (WAN-Ifra) Americas, o encontro busca o compartilhamento de experiências e conhecimentos, além de proporcionar novas conexões entre líderes e executivos do setor de todo o mundo.

– Nosso modelo de aceleração de assinaturas digitais em GaúchaZH tem servido de exemplo para empresas ao redor do mundo. E temos nos inspirado nos casos europeus e americanos para promover uma profunda transformação digital na RBS – aponta Andiara, que será painelista na quarta-feira (14).

A programação inclui conferências, workshops e aulas magnas. Também haverá a entrega de prêmios aos melhores projetos de mídia digital, divididos em dez categorias. Em edições passadas, o Grupo RBS foi vencedor do Latam Digital Media Awards.

CEO Fórum  Na última sexta-feira (9), Andiara Petterle participou do XVI CEO Fórum, realizado no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. Em painel, a executiva abordou a perspectiva de transformação digital da empresa. Promovida pela American Chamber of Commerce (Amcham) Brasil, a iniciativa reuniu participantes de todo o país para discutir tecnologia, inovação, educação e talentos, além de estratégia e conexões.

EBITDA da Braskem cresce 30% e chega a R$ 3,6 bilhões no terceiro trimestre de 2018. Após greve dos caminhoneiros, as vendas se recuperam no Brasil e crescem nos Estados Unidos e no México

EBITDA da Braskem cresce 30% e chega a R$ 3,6 bilhões no terceiro trimestre de 2018. Após greve dos caminhoneiros, as vendas se recuperam no Brasil e crescem nos Estados Unidos e no México

Economia Negócios Notícias

A recuperação das vendas no Brasil depois da greve dos caminhoneiros e o crescimento nos Estados Unidos e no México levaram a Braskem a registrar um EBITDA de R$ 3,6 bilhões (US$ 909 milhões) no terceiro trimestre de 2018, 30% maior do que igual período do ano passado. O lucro líquido cresceu 68% na mesma comparação, chegando a R$ 1,34 bilhão. A geração livre de caixa alcançou R$ 1,5 bilhão.

“As vendas maiores no exterior e a recuperação brasileira pós-greve dos caminhoneiros compensaram os menores níveis de spreads de resinas no Brasil, de polipropileno na Europa e de polietileno na América do Norte”, disse o presidente da Braskem, Fernando Musa. “Continuamos a registrar resultados vigorosos no geral apesar da volatilidade do mercado e de alguns desafios operacionais, mais uma prova da resiliência da Companhia e um grande indicativo de que estamos trilhando um caminho seguro de crescimento.”

A normalização da produção no período pós-greve no Brasil fez com que a taxa média de utilização das centrais petroquímicas chegasse a 95%, 5 p.p. superior ao registrado no segundo trimestre. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, a taxa média de utilização foi 3 p.p. superior, período que foi negativamente impactado pela parada programada da central do Rio de Janeiro.

A demanda de resinas no mercado brasileiro (PE, PP e PVC) foi de 1,4 milhão de toneladas no trimestre, 9% superior ao trimestre anterior, que foi impactado pelas restrições logísticas decorrentes da greve e também influenciada pela sazonalidade. Em relação ao 3T17, a demanda de resinas foi 3% superior. No acumulado do ano, a demanda de resinas apresentou expansão de 3%, devido ao maior nível de atividade, principalmente, nos setores de embalagens, agricultura e consumo.

As vendas de resinas da Braskem totalizaram 917 mil toneladas, um aumento de 12% em relação 2T18 e superior ao desempenho do mercado. Em relação ao 3T17, as vendas ficaram em linha. No acumulado do ano, as vendas de resinas no Brasil apresentaram expansão de 1%, totalizando 2.624 mil toneladas.

A taxa de utilização nos EUA e na Europa foi de 87% no trimestre, 3 p.p. superior ao segundo trimestre, com vendas de 477 mil toneladas de PP.  No México, a taxa de utilização das plantas de polietileno foi de 78%, 6 p.p. superior ao segundo trimestre do ano, o qual havia sido negativamente impactado pela parada programada em maio. As vendas de PE totalizaram 136 mil toneladas no mercado mexicano, alta de 1% sobre o trimestre anterior. As exportações a partir do México se mantiveram estáveis devido a estratégia de priorizar o atendimento do mercado mexicano.

Gastronomia: Santo Mimo Casa de Brunch abre ao público nesta sexta-feira em Porto Alegre

Gastronomia: Santo Mimo Casa de Brunch abre ao público nesta sexta-feira em Porto Alegre

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Hoje eu fui conhecer um lugar charmoso demais e especializado em eventos personalizados, tô falando do  Santo Mimo, o novo espaço em Porto Alegre comandado pelo Chef Patrick Vargas com as sócias Fabi Vanoni e Fernanda Nickkel. Um lugar de fácil acesso, na Av. Independência, 437, logo depois do Colégio Rosário e com estacionamento próximo. O que facilita a vida de todo mundo. E o principal um cardápio delicioso, de algo que faltava em Porto Alegre, uma casa de brunch. O local estará aberto ao público geral nesta sexta-feira, 9 de novembro.

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Santo Mimo Casa de Brunch – Foto Nattan Carvalho

Com cerca de 80 m² de área útil no primeiro andar e um pátio maravilhoso com mais 140m², a Santo Mimo Casa de Brunch aposta em um estilo caseiro e acolhedor, com uma decoração vintage e clima intimista. De acordo com os sócios, a ideia do negócio veio da experiência com a Santo Mimo matriz, onde a demanda por este formato de evento apontou crescimento nos últimos anos. Com espaço voltado especificamente para a cultura do brunch, o trio também disponibiliza instalações para eventos ou pequenas reuniões, adequando o local de acordo com as necessidades do cliente.

Chef Patrick Vargas, Fabi Vanoni, Felipe Vieira e Fernanda Nickkel - foto Nattan Carvalho
Chef Patrick Vargas, Fabi Vanoni, Eu  e Fernanda Nickkel – Foto Nattan Carvalho

As comidas servidas no local são dispostas em uma grande mesa, onde os visitantes podem se servir à vontade. A casa oferece uma variedade de pães de fermentação natural, snacks, pastas, pizzas, saladas, sanduíches e quiches. Já na parte dos doces fazem parte do cardápio bolos, geleias, iogurtes, frutas, cucas e tortas. Com um cardápio repleto de clássicos de brunch, a Santo Mimo convida seus clientes a se sentirem em casa. Todo o cardápio é assinado pelo Chef Patrick Vargas.

Outro destaque do local é a brinquedoteca, organizada unicamente com brinquedos antigos e proporcionando uma atmosfera lúdica e repleta de aprendizados. Para os adultos, a casa também oferece happy hour nas quintas-feiras, com menu exclusivo e diferente do servido no brunch.

 

Santo Mimo Casa de Brunch - foto Nattan Carvalho (21)SERVIÇO: Santo Mimo – Casa de Brunch e Lar de Eventos – Av Independência, 437

Horário de funcionamento: Brunch – de Terça a sexta das 11h às 15h; sábado e domingo das 10h às 14h (exceto em dias de eventos fechados)

Happy Hour – quintas-feiras, das 17h às 21h

Formas de pagamento: Cartões de débito e crédito (Visa e Mastercard), dinheiro. E-mail: santo.mimo@hotmail.com Telefone: (51) 3276-0649 WhatsApp: (51) 98032-4253