Familiares e amigos se despedem de Ibsen Pinheiro, na Assembleia.  Político e jornalista morreu no hospital Dom Vicente Scherer, vítima de uma parada cardiorrespiratória; por Jéssica Moraes / Rádio Guaíba

Familiares e amigos se despedem de Ibsen Pinheiro, na Assembleia. Político e jornalista morreu no hospital Dom Vicente Scherer, vítima de uma parada cardiorrespiratória; por Jéssica Moraes / Rádio Guaíba

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Amigos e familiares acompanharam, na manhã deste sábado, as primeiras horas do velório do jornalista, advogado e ex-deputado Ibsen Pinheiro, na Assembleia Legislativa. As despedidas acontecem até as 16h. Políticos e personalidades do futebol também prestaram homenagens, desde as 9h da manhã. Nascido em 5 de julho de 1935, Ibsen faleceu perto das 21h de ontem, no hospital Dom Vicente Scherer, vítima de uma parada cardiorrespiratória.

Considerado um dos mais influentes quadros do MDB do Rio Grande do Sul, o político exerceu quatro mandatos de deputado federal, entre 1983 e 2011. Deputado constituinte, também presidiu a Câmara Federal durante o processo de impedimento do ex-presidente Fernando Collor de Mello em 1992. Atuou ainda como presidente do MDB gaúcho, deputado estadual e vereador.

O governador Eduardo Leite (PSDB) esteve no local para prestar homenagem. “Sem dúvidas, ele foi uma referência em serenidade na forma com que lidou com a política. A forma com que ele tratou a política foi muito melhor do que como a política o tratou, tendo em vista as denúncias que ele enfrentou e se mostraram falsas. Nem assim ele perdeu o respeito pelas pessoas e a própria imprensa, mesmo sendo injustiçado. Ele era um homem público de alta qualidade e deu uma grande colaboração para o Rio Grande do Sul e ao Brasil. Ele deixa um legado no exemplo, na colaboração com vidas políticas e ficamos com a memória, por isso decretamos luto oficial de três dias”, declarou.

O ex-governador Germano Rigotto (MDB) lembrou com carinho da parceria política que manteve com Ibsen. “Eu tive a oportunidade de ter o Ibsen como secretário de comunicação no início do meu Governo. Ele era um homem preparado, respeitado inclusive por quem pensava diferente dele, aqueles que não estavam do seu lado, mas respeitavam sua capacidade de articulação, diálogo. Isso era o que ele sabia fazer de melhor, liderar”.

O vice prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim (PP) reforçou o respeito que Ibsen mantinha até mesmo com oponentes. “É um dia triste para a política, para a democracia de Porto Alegre, do Estado e também do Brasil. Ibsen, por todo histórico, além de político, ele honrou o país. Honrou especialmente seu partido, o MDB, mas também todos os outros pela maneira com que dialogava. Ele era um grande cidadão e grande colorado, até como conselheiro do Inter é uma grande perda”.

Colega de partido, o deputado estadual Edson Brum salientou a importância do político além do Rio Grande do Sul. “O Ibsen foi um exemplo de político. Ele foi derrubado e levantou com muita consciência. Ele era inteligentíssimo, intelectual e apaixonado por tudo que fazia, o jornalismo, direito e política, além do nosso colorado. Para nós, vai fazer muita falta. Até os últimos dias ele aconselhava a bancada, o partido. Vai deixar uma lacuna”.

Além da trajetória na política e no jornalismo, Ibsen atuou como dirigente do Sport Club Internacional. Jurista, o político ainda exerceu as funções de procurador de Justiça e de promotor, como lembrou o procurador-geral de Justiça, Fabiano Dallazen.

“O Ibsen foi extremamente importante para o Ministério Público. A grande mudança do MP foi a partir da Constituição de 1988 e o então deputado Ibsen foi fundamental nessa época em que as associações trabalharam com ele para colocar na Constituição o MP com prerrogativas e poderes que permitiram ser o indutor de boa parte da cidadania. Eu tenho certeza que o MP não seria metade do que é se não fosse a carta constitucional e o Ibsen teve papel relevante nisso”, enfatizou.

Filho de Ibsen, o jornalista Márcio Pinheiro relembrou os últimos anos do pai. “O depoimento que eu posso dar é de duas coisas inéditas, como filho e pai da neta dele, que deu um sopro de vida. O pai vinha muito doente nos últimos dois, três anos, eram muitas internações, idas e vindas. Acho que minha filha, de sete anos, ajudou a prorrogar a vida dele. Foi uma vida muito legal, que infelizmente acabou agora”. (Rádio Guaíba)

Morre Ibsen Pinheiro. Político, jornalista, procurador de justiça e grande colorado

Morre Ibsen Pinheiro. Político, jornalista, procurador de justiça e grande colorado

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Início dos anos 1980, eu era repórter da Rádio Sobral, de Butiá, na primeira entrevista que fiz com Ibsen Pinheiro. Lembro que fiquei encantado com a fluidez das palavras, construção clara de imagens e facilidade de fazer entender a política. Mas conheci mesmo Ibsen, bem mais tarde. Muitos anos e entrevistas depois tive o privilégio de horas e horas de conversa com o pai do meu amigo Márcio. Sem a liturgia dos cargos que ocupou nos contava histórias da política, da imprensa, de Porto Alegre e do nosso Sport Club Internacional. E como ele sabia contar histórias, enriquece-las com detalhes e deixar todos presos na sua narrativa. Infelizmente não viveu para lançar o livro que revelou queria escrever: Os inocentes não têm cúmplices. Não sei se ele concluiu a obra e poderemos desfrutar “post-mortem” da inteligência e escrita brilhante de Ibsen.   A intenção era contar a visão pessoal,  fatos não revelados da cassação do mandato em 1994 e muito mais… Afinal, foram 84 anos bem vividos.

Ibsen era multi, acompanhei de forma mais próxima duas de suas paixões, O Sport Club Internacional e a política, em ambas foi brilhante. Vereador, deputado estadual, presidente da Câmara dos Deputados durante o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello, presidente interino da República. Em 1994, teve seu mandato cassado de forma injusta pela CPI que investigou irregularidades no Orçamento da União. Ibsen. Acusado injustamente pela VEJA de participar do Escândalo dos Anões do Orçamento, um esquema de desvio de verbas, acabou condenado a ficar afastado da vida pública por oito anos. Tudo por causa de uma denuncia feita de forma errada pela revista, que anos depois se descobriu não tinha nenhum base. O próprio repórter Luís Costa Pinto responsável pela matéria confessou o erro. Em 2000, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo de sonegação fiscal.

Ibsen era um homem encantador e grande, muito maior que os pouco mais de 1,70 de altura. Nunca misturou os lados. Ele sabia que era eu o âncora da Rádio Gaúcha, na fatídica “noite das adagas”, onde mesmo que todos os colegas de Câmara dos Deputados soubessem da sua inocência… acabou “impichado”. Fui também o repórter na volta para o Ministério Público do Rio Grande do Sul, quando promotores tentaram uma segunda cassação e nós o questionamos de forma dura e ele a tudo respondeu com calma e clareza. Já entrevistei vários políticos que bradariam, ameaçariam e abandonariam o local da indignados com perguntas, não era o caso dele. Foi jornalista dos bons, respeitava o ofício da imprensa e não “misturava os canais”. Ibsen gostava de perguntas instigantes, provocativas… não deixava de responde-las e não guardava mágoas. “Para mim não tem pergunta ruim, pode a resposta não ser boa”. Como homem público sabia que tinha de dar explicações e não se negava a fazer isso. DEMOCRATA na boa e na ruim.

capa_isto é 400Mesmo quando soube, do crime cometido contra ele, pela revista Veja, não pregou revanche contra o semanário ou o jornalista. Reportagem da ISTOÉ  mostrou que o jornalista Luís Costa Pinto (Lula), à época editor da revista Veja em Brasília, decidiu contar os bastidores da reportagem de capa de sua autoria, em novembro de 1993, onde afirmava que a CPI descobrira que Ibsen movimentou US$ 1 milhão em suas contas. O relato acusa Waldomiro Diniz, então assessor do atual ministro José Dirceu (PT-SP), de ter vazado uma “falsa prova”. Além de confessar um erro, Costa Pinto revela detalhes da história que foi decisiva para incinerar Ibsen. Junto com o mandato, o ex-presidente da Câmara perdeu dez quilos e tempo indagando os motivos de sua ruína política. ISTOÉ o procurou para falar de seu livro e teve acesso ao artigo de Costa Pinto.

Em novembro de 2000, Ibsen almoçou com o jornalista na Churrascaria OK, em Curitiba, quando soube dos bastidores. “A CPI do Orçamento caminhava para um desfecho melancólico, pois só ia cassar deputados do chamado ‘baixo-clero’ (…). Foi nesse ambiente que se perpetrou um dos grandes erros jornalísticos contemporâneos”, contou Costa Pinto, no artigo que depois enviou a Ibsen. “Este depoimento é seu e pode ser usado da maneira que você quiser”, escreveu no e-mail. Trata-se de um raro mea-culpa em 2.804 palavras que dá pormenores e nomes. Costa Pinto conta que em novembro de 1993 foi procurado por uma figura que ficaria famosa dez anos depois: Waldomiro Diniz, assessor da CPI e já então braço direito dos parlamentares petistas José Dirceu e Aloizio Mercadante. “Pegamos o Ibsen”, disse Waldomiro. O depoimento de Costa Pinto, hoje consultor do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), revela uma coragem incomum em desnudar um fato já sepultado na memória. Mostra também como Waldomiro vazava sigilos para incriminar investigados. A morte política de Ibsen tirou do caminho um forte candidato à Presidência. O PMDB se dividiu, mas na eleição de 1994 Lula acabou superado por Fernando Henrique Cardoso, após a edição do Plano Real. Clique aqui e leia na íntegra a reportagem A Verdade Aparece.

Na primeira eleição em que concorreu após a retomada de seus direitos políticos, em 2002, concorreu a deputado federal, mas não se elegeu. Em 2004, quando já era de conhecimento público a armação que sofreu no processo de cassação do mandato dele retornou com tudo à política. Primeiro se elegeu vereador de Porto Alegre, tendo sido o candidato mais votado naquela eleição. Em 2006, foi eleito novamente deputado federal. O PMDB era aliado do governo Lula, mas Ibsen bateu de frente com os interesses do Presidente ao enviar em 2009 a Emenda Ibsen Pinheiro, que retirou royalties do petróleo dos estados produtores, para divisão igual entre os estados brasileiros. Era um dos defensores das leis de reserva de mercado, e de medidas que protegiam a indústria brasileira à concorrência estrangeira, mas que impediam a sua modernização e ganho de competitividade.[carece de fontes] Sendo contrário à abertura econômica, era tido por seus adversários como protecionista, rescaldos do jovem comunista que militou no Partidão.

Não foram poucas as vezes que dividimos uma costela, no Barranco (Churrascaria de Porto Alegre), bebemos chope e ouvi relatos sobre a formação do grupo dos “Mandarins”, grupo de jovens dirigentes que participou junto com Paulo Portanova, Ivo Côrrea Pires, Hugo Amorim e Claudio Cabral. Passados mais de 50 anos e com muitas mudanças de nomenclatura, o que eles pregavam segue atual e hoje é chamado de valências: força, técnica e velocidade. Cada jogador no Inter, precisava ter no mínimo duas dessas qualidades. Ibsen fez parte do conselho deliberativo do Sport Club Internacional, ocupou diferentes cargos no Futebol do Clube e nunca quis se candidatar a presidência da instituição. Se quisesse ocupar o cargo, seria eleito. Uso aqui o relato dos jornalistas David Coimbra e Nico Noronha,  no livro A história dos Grenais  para ilustrar um fato que ele se divertia cada vez que nos narrava entre chopes. Em 1969, ano de inauguração do Beira-Rio, o Grêmio poderia ser Octa Campeão Gaúcho, na nossa casa. O Internacional abre o placar, com Valdomiro, mas o juiz anula o gol marcando uma falta na jogada. indignação geral dos jogadores e torcida no Beira-Rio. O mínimo que faziam era xingar a progenitora do árbitro Zeno Escobar Barbosa:

“Ibsen Pinheiro saiu do túnel e cruzou a linha lateral do gramado. Ibsen não correu, não gesticulou, não se agitou. Andou em direção a Zeno com calma e decisão, senhor de si, dono da situação, ereto como um príncipe. Ibsen caminhava como se estivesse atravessando o corredor da sua casa.
O policiamento ficou confuso. Aquilo não era uma invasão de campo. Pelo menos não nas previsões dos manuais. Ao chegar a um palmo do árbitro, Ibsen advertiu, olhando-o nos olhos, serenamente, peremptoriamente:

— Isso aqui está muito louco. Nós vamos morrer todos aqui dentro. O povo vai pular os portões da Coreia e vai ser um massacre.

Pasmo, o juiz apenas balbuciou:

— Deixa comigo, deixa comigo, deixa comigo.”

O jogo terminou empatado com o Inter Campeão, primeiro título do Octa Colorado e Ibsen, que entrou literalmente em campo foi decisivo para a conquista. Ele contava, dizia que existiam exageros e ria se divertindo com a coragem e calma que teve.

Pois o coração do jornalista, advogado, político e colorado, Ibsen Valls Pinheiro, resolveu hoje parar de bater. Nascido em São Borja, no dia 5 de julho de 1935, era filho de Ricardo Pinheiro Bermudes e Lilia Valls Pinheiro. Formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) na década de 1960. foi promotor de justiça, procurador de justiça e nosso dirigente. Tchê, eu sou um cara de sorte, por muitas coisas que já aconteceram na minha vida, entre elas assistir a jogos do Inter ao lado de Ibsen e sua turma e ouvir histórias da boca do próprio protagonista ou testemunha do fato.

Eu estou em São Paulo e passei a semana pensando que ligaria hoje para o Márcio e falaríamos sobre o aniversário dele e da cidade que escolhi para morar… Que ele próprio me daria alguma dica de onde poderia levantar um brinde para homenageá-lo e também Sampa – afinal, já morou aqui-, que falaríamos sobre o GreNal da decisão da Copinha e outros assuntos…

Agora aqui estou às 02h07 da madrugada sem coragem de ligar para o meu amigo. Nós perdemos um grande homem, alguém que agradeço por ter dividido costelas, ensinamentos e histórias comigo. A minha amiga Cassia, perde o convívio do sogro; a Lina, o avô que arrisco dizer recebeu uma nova chance de se conectar com a família através dela – vida de homem público, não é fácil-; mas como filho sei a dor que meu amigo está passando. Como Seu Romeu, em casa muitas vezes Ibsen “falava calado”. Márcio perde o pai, que admirava demais o filho e era correspondido. Era lindo de se ver eles se entendendo nos silêncios e entrelinhas.

 

 

(Felipe Vieira, com informações da Wikipedia)

Fechamento de 18 mil vagas em dezembro freia geração de empregos no RS em 2019

Fechamento de 18 mil vagas em dezembro freia geração de empregos no RS em 2019

Comunicação Notícias

 

O fechamento de 18.688 vagas de trabalho no Rio Grande do Sul, em dezembro, reduziu a geração de empregos com carteira assinada em 2019. Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira, pelo Ministério da Economia. Embora negativo, o resultado do mês passado é o melhor, para essa época do ano, desde 2010. De janeiro a dezembro, a economia gaúcha criou 20.426 empregos formais, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Apenas a indústria da transformação eliminou 11.143 vagas, no mês passado. Também fecharam negativos, em dezembro, os setores da Agropecuária (-4.787), dos Serviços (-3.462) e da Construção Civil (-1.971).

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Carnaval de Rua de Porto Alegre é confirmado pela Secretaria da Cultura

Carnaval de Rua de Porto Alegre é confirmado pela Secretaria da Cultura

Comunicação Notícias

Vai ter Carnaval de Rua em Porto Alegre. A confirmação é do Secretário Municipal da Cultura, Luciano Alabarse. Apesar de o pregão eletrônico para empresas interessadas em organizar o evento ter fechado sem nenhuma classificada, a Secretaria Municipal da Cultura (SMC) obteve respaldo jurídico da Procuradoria-Geral do Município (PGM) para flexibilizar exigências previstas no edital. “A grande boa notícia é que vai ter Carnaval Oficial dos Blocos de Rua de Porto Alegre. Eu fiz dois movimentos, o primeiro foi pedir permissão para a PGM para fazer uma contratação emergencial, pois não haveria tempo hábil para fazer de outra forma. Se a PGM não validasse o pedido, não poderíamos realizar o evento”, explicou Alabarse. Segundo ele, o pedido foi validado juridicamente. “A PGM deliberou que, diante do fato acontecido, a SMC poderia contratar uma produtora”, detalhou.

O segundo movimento, de acordo com Alabarse, foi contatar produtoras que regularmente colaboram com a Secretaria para ver se teriam interesse em organizar o Carnaval de Rua. “Das quatro, somente uma demonstrou interesse concreto em participar, porque realmente o tempo é curto e vamos correr contra o relógio”, disse.

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EPE: Brasil tem potencial técnico de energia eólica no mar de 700 GW

EPE: Brasil tem potencial técnico de energia eólica no mar de 700 GW

Comunicação Notícias

O potencial técnico de geração de energia eólica do Brasil no mar é de 700 GW, segundo um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia. O documento foi elaborado após seis processos de licenciamento ambiental para a construção de usinas eólicas no mar (eólicas offshore) terem sido abertos no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), todos em fase de licenciamento prévio.

Segundo o presidente da EPE, Thiago Barral, o estudo Roadmap Eólica Offshore Brasil, é o “documento mais completo, sob o ponto de vista de planejamento”, sobre essa fonte de energia produzida no mar feito no Brasil.

Segundo Barral, a EPE percebeu que havia lacunas de informação sobre as eólicas offshore e barreiras para que essa fonte de energia se apresentasse de forma competitiva no Brasil. O mapa se baseia em experiências no exterior, em especial na Alemanha, Reino Unido e China e aponta onde estão as barreiras e as possíveis linhas de ações para remover essas dificuldades. “Um raio X de onde estamos e para onde podemos ir”, disse Barral. O próximo passo será identificar os investidores públicos e privados que podem desenvolver essas ações.

Potencial
O estudo da EPE apurou que quanto mais distante e mais profundo, maior é o potencial técnico de geração de energia eólica no mar e maior também o custo associado. Embora alguns países estejam explorando energia eólica a profundidades maiores, o mapa indica que a tendência é por profundidade da lâmina d’água de 50 metros. Nesses locais, o potencial técnico é de 700 GW.

O principal local para a instalação de eólicas no mar no Brasil é o Nordeste, com 68% de potencial de aproveitamento dos ventos no mar. A Região Sul também apresenta potenciais positivos, bem como o Sudeste, disse Barral.

Dos seis projetos com pedido de licenciamento prévio no Ibama, três mostram potencial de geração de 3 GW cada. São o Complexo Eólico Marítimo Jangadas, no Ceará; o Complexo Eólico Maravilha, no Rio de Janeiro; e o Complexo Eólico Marítimo Águas Claras, no Rio Grande do Sul, todos da empresa Neoenergia.

Fontes renováveis
Barral explicou que, da mesma forma que ocorreu na Europa, o interesse pela energia eólicas no mar está relacionado à busca de fontes renováveis para substituir os combustíveis fósseis, além da cadeia produtiva e da demanda crescente de energia. “A busca por fontes que não agravem problemas de poluição”, disse.

Segundo o presidente da EPE, os custos para instalação de usinas eólicas no mar são mais elevados. Envolvendo distância, profundidade e tipo de fundação, entre outros fatores, no exterior, esses custos variam entre US$ 2 mil e US$ 6 mil por quilowatt (kw). Em moeda nacional, o investimento oscila entre R$ 8,7 mil e R$ 15,8 mil por kw, baseado na referência internacional. Em terra, o custo de implantação de uma usina eólica é de R$ 4 mil por kw. A capacidade instalada hoje das eólicas em terra é de 15 GW, informou o presidente da EPE.

Problemas
Barral explicou que um fator que eleva o custo é a conexão com o sistema na costa e sua integração com o sistema interligado. Outros problemas envolvem a adaptação da indústria nacional para atender à eólica offshore em termos de escala, ou seja, da maior dimensão para os equipamentos atualmente usados nas usinas em terra, a infraestrutura dos portos e embarcações para atender à demanda das eólicas offshore, assunto que poderá envolver a Marinha.

O presidente da EPE enxergou como positiva a abertura de consulta pública pelo Ibama sobre o licenciamento ambiental para essas usinas, tendo em vista o ineditismo no Brasil desse tipo de investimento. Ele avaliou que o fato de estarem no mar, a princípio, não traz nenhuma questão que não possa ser superada, mas admitiu que, como se trata de zonas costeiras que são mais populosas, poderá haver conflitos com outras áreas, como o turismo, mas que devem ser superados.

Segurança jurídica
Para Barral o ideal é que as eólicas no mar se integrem aos mecanismos aplicados às demais fontes de energia. Em relação ao arcabouço regulatório para dar segurança jurídica para o desenvolvimento de projetos offshore, ele indicou a necessidade de se trabalhar para aperfeiçoar a legislação. O modelo deve privilegiar a livre iniciativa.

Em razão do complexo logístico, o tempo de construção dessas usinas eólicas no mar pode se estender de dois a três anos e meio, com base na experiência internacional. Nas eólicas onshore (em terra), o prazo de conclusão é de um ano. Barral acentuou que a intenção do estudo é iniciar a discussão sobre o tema. “A ideia é dar uma contribuição, mostrando que é viável, apesar da complexidade”. Ele acredita que as eólicas no mar são uma “possibilidade que pode surgir em um horizonte não muito distante”.

O trabalho contou com parceria da Marinha, do Ibama e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e teve apoio do Banco Mundial (Bird), da agência de cooperação alemã e da Embaixada Britânica.

Agência Brasil

RS: Sindicatos e servidores estaduais farão concentração na Praça da Matriz durante votação do pacote do governo

RS: Sindicatos e servidores estaduais farão concentração na Praça da Matriz durante votação do pacote do governo

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A semana de votações do pacote do funcionalismo começa na segunda-feira (27) e se estende até a próxima sexta-feira (31), período no qual o governador Eduardo Leite convocou sessões extraordinárias da Assembleia Legislativa para a apreciação de nove projetos. As categorias de servidores estaduais afetadas pelas medidas a serem votadas planejam mobilizações ao longo de toda a semana.

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Preço da carne bovina desacelera e segue em tendência de queda

Preço da carne bovina desacelera e segue em tendência de queda

Comunicação Notícias

 

A redução na demanda pelo consumidor e no volume de exportações da carne bovina para a China têm provocado o recuo no preço do produto no varejo. Esse movimento reflete a variação no preço da arroba do boi gordo ao produtor que, em média, já caiu em torno de 5% desde o início do ano, segundo levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os preços do boi gordo nesta sexta feira (24) estavam cotados entre R$ 170 e R$ 180. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, foi registrada uma queda 10,5%, na comparação entre o preço de R$ 190, em 30 de dezembro de 2019, e o fechamento na sexta-feira, em R$ 170.

A redução se torna ainda maior ao avaliar o comportamento do mercado em relação ao início de dezembro, quando a arroba chegou a R$ 216, conferindo uma queda da ordem de 21% em relação a esta sexta-feira.

O recuo no preço da carne também foi verificado no levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na quinta-feira (23). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação, captou uma forte desaceleração no valor do produto. De uma alta de 17,71% em dezembro, a variação no preço da carne chegou a 4,83% em janeiro, puxando a inflação para baixo.

Para o coordenador-geral de Apoio à Comercialização da Agricultura Familiar do Mapa, João Antônio Salomão, além da questão das exportações, outros fatores contribuíram para pressionar o preço para baixo. “Neste período, há uma tendência de menor consumo de carne bovina, em virtude das férias e houve também uma mudança de hábito do consumidor, que migrou para a compra de outros tipos carnes, como frango e peixes”, observa.

No varejo, os preços devem seguir tendência de queda, em virtude da demanda enfraquecida. O valor de cortes traseiros, que têm cotações mais altas e mais sensíveis à variação do mercado, registrou forte queda, como a alcatra. Enquanto em dezembro esse corte teve uma variação de 21,26%, neste mês, foi 4,49%, de acordo com o IPCA-15, do IBGE.

Estado garante investimentos para melhorar infraestrutura viária da Serra

Estado garante investimentos para melhorar infraestrutura viária da Serra

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O diretor do Departamento de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Leonardo Dornelles de Dorneles, e o diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Luciano Faustino da Silva, se reuniram nesta sexta-feira (24/1) com uma comitiva de empresários para discutir a situação das estradas na serra gaúcha.

No encontro, representantes dos setores industrial, de comércio e de serviços pediram melhorias na infraestrutura viária para facilitar o escoamento da produção local. Segundo eles, as más condições de conservação e sinalização, traçados e falta de duplicação das estradas são um gargalo para a circulação e retirada de mercadorias da região, que é um dos grandes polos metalmecânico do país.

Durante a reunião, Leonardo Dorneles ressaltou a importância de uma boa infraestrutura viária para o desenvolvimento da região. “Recebemos o pleito dos empresários e articulamos essa reunião com o Daer para garantir agilidade na ação do Estado em favor da economia da serra gaúcha”, afirmou.

Já Luciano Faustino se comprometeu a iniciar até março uma série de obras nas rodovias estaduais da região, com o objetivo de melhorar as condições de trafegabilidade.

Advocacia da União diz que problemas do Enem foram resolvidos

Advocacia da União diz que problemas do Enem foram resolvidos

Comunicação Notícias

Análise dos procuradores federais e advogados membros da Advocacia-Geral da União (AGU) comprovou que os problemas relacionados à correção das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) somente atingiram 0,15% dos exames.

Comunicado divulgado nesta sexta-feira (24) pela AGU diz que todas as notas de todos os candidatos foram revistas após a identificação do erro, o que “elimina a possibilidade de qualquer equívoco e torna desnecessária a intervenção do Poder Judiciário”.

As equipes da AGU também ressaltaram que o prazo final para as inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foi prorrogado “justamente para conferir tratamento isonômico a todos os candidatos interessados em se inscrever no processo seletivo”, ressalta o texto.

A AGU diz ainda em nota que qualquer adiamento ou suspensão de prazos no Sisu pode causar prejuízos “incalculáveis” às instituições de ensino e aos candidatos por causa do consequente adiamento de prazos de matrícula e início do calendário universitário.

“Os esclarecimentos já resultaram no indeferimento de liminares pleiteadas em duas ações populares – uma no Distrito Federal e outra no Maranhão – pleiteando nova revisão das notas do Enem e prorrogação dos prazos de inscrição no Sisu”, acrescenta a nota.

A decisão proferida pelo juízo do Distrito Federal, que, segundo a AGU, acatou integralmente o pedido da União, diz que, “a partir da documentação anexada pelo Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira], inexiste prejuízo concreto aos candidatos abarcados pelo equívoco na atribuição de pontuação”.

Já a decisão da Justiça do Maranhão destaca que “as informações trazidas pela União e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nas petições apresentadas dão conta de que já houve encaminhamento para atualização e disponibilização dos resultados aos participantes” e que não havia nos autos elementos que comprovassem que os candidatos ainda não tinham recebido resposta ou correção das provas.

Desde a correção das provas, foram ajuizadas 18 ações relacionados ao Enem, a maioria mandados de segurança pedindo revisão da nota. Em três mandados, foi concedida liminar acatando o pleito do candidato. A AGU afirmou que irá recorrer das decisões.

Agência Brasil

Prefeitura busca alternativas para conter aumento da tarifa de ônibus de Porto Alegre

Prefeitura busca alternativas para conter aumento da tarifa de ônibus de Porto Alegre

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Diante do pedido enviado pela Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) para reajuste da tarifa de ônibus em R$ 0,50, a prefeitura está buscando alternativas para conter o aumento da tarifa. O secretário-extraordinário de Mobilidade Urbana, Rodrigo Tortoriello, reconheceu que o valor pedido é muito alto para o deslocamento diário da população e disse que o Executivo discute alternativas em busca de subsídios para manter o transporte público.

“Essas soluções ainda estão sendo formatadas. Acreditamos que é um valor muito alto para que a sociedade de Porto Alegre possa arcar para se deslocar no dia a dia. Nós já estamos trabalhando nesse assunto há alguns meses. Então temos que discutir fontes alternativas para buscar esses subsídios”, afirma.

Ontem, o prefeito Nelson Marchezan Júnior reuniu-se com o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado do RS (TCE-RS), Pedro Henrique Poli de Figueiredo, onde foi apresentada a política de priorização do transporte coletivo da Capital. O valor pago por quem utiliza o ônibus na Capital está entre os mais altos do Brasil.

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