Porto Alegre: Jamil Chade palestra segunda-feira na PUC sobre o lançamento de “O caminho de Abraão”. O livro é o primeiro “romance-denúncia” do autor de livros que mostraram a corrupção na FIFA e Comitê Olímpico Internacional

Porto Alegre: Jamil Chade palestra segunda-feira na PUC sobre o lançamento de “O caminho de Abraão”. O livro é o primeiro “romance-denúncia” do autor de livros que mostraram a corrupção na FIFA e Comitê Olímpico Internacional

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Na segunda-feira, 14 de maio, o jornalista Jamil Chade, fala aos alunos da Famecos/PUC sobre seu trabalho como correspondente internacional do Estadão e também sobre o lançamento de seu primeiro livro de ficção, “O Caminho de Abraão”. Aberto ao público, o evento é  uma promoção da Famecos e da Associação Riograndense de Imprensa e acontece no Auditório da Famecos/PUC, a partir das 19h30.  O local tem 180 lugares e será observada a ordem de chegada para ocupação do espaço.

Nos encontramos só uma vez. Foi em 2015 no estúdio da Rádio Guaíba, quando Jamil Chade lançou por aqui o instigante “Política, Propina e Futebol”, denunciando a corrupção na Fifa. Depois disso viramos “amigos virtuais” e comecei a prestar mais atenção no trabalho do correspondente do jornal O Estado de São Paulo e outros veículos na Europa. Jamil faz parte de um seleto time de jornalistas brasileiros no exterior. Em 2014, foi um dos pesquisadores que colheu material para a Comissão Nacional da Verdade. Seu 29513282_10155152418181555_2013723489353923195_ntrabalho consistiu em pesquisar os arquivos da ONU para entender qual foi a participação da diplomacia brasileira na defesa do regime militar. É autor junto com o búlgaro Momchil Indjov, do livro “Rousseff”: A história de uma família marcada por um abandono, o comunismo e a Presidência do Brasil., que conta em paralelo as histórias da presidente Dilma Rousseff e de seu meio-irmão Luben-Kamen Russev, a quem ela jamais conheceu pessoalmente. A obra explica como Dilma e seu meio-irmão búlgaro formaram suas visões de mundo, ambos perseguidos por aparelhos repressores estatais. Enquanto a brasileira foi presa e torturada por se identificar com o marxismo e opor-se à ditadura militar, Luben-Kamen foi perseguido por não apoiar o regime comunista.”Observar esse paralelo é mapear a tragédia do século 20. Ambos viveram a ditadura, mas cada um de um lado da Cortina de Ferro”, explica. Chade escreveu também de “O Mundo Não é Plano” (2010) finalista do Prêmio Jabuti. Na Suíça, o livro venceu o prêmio Nicolas Bouvier, principal reconhecimento jornalístico do país;  do e-book “A Copa como ela é” pela editora Cia das Letras e co-autor de Olympic dreams, hard realities – lançado apenas nos estados Unidos pelo Brookings Institute Press.

Com missões a mais de 70 países, ele sabe como poucos, o que acontece em boa parte do Planeta. Jamil já viajou ao lado de personalidades mundiais. Cobriu grandes eventos políticos, econômicos e esportivos em meio a presidentes, reis e rainhas, astros do esporte, showbiss,  grandes empresários, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, , os papas Bento XVI e Francisco… em salas climatizadas, carpete alto, comidas e bebidas de qualidade. Mas, Jamil é REPÓRTER, com todas letras maiúsculas. Ele não fica só no circulo da fonte oficial. É daqueles que se embrenha por estradas, come poeira e se preciso outras coisas piores, para alimentar o corpo e suas reportagens. Com o olfato de um cão farejador, sabe reconhecer os sinais das grandes histórias. Nos últimos anos percorreu a África acompanhando refugiados no Iraque, Somália, Darfur e Libéria. Nesta peregrinação conversou com muita gente e agora colocou tudo isso no papel. Chega às livrarias em maio meu primeiro “romance-denúncia”, “O caminho de Abraão” (Editora Planeta). Trata-se de um grito desesperado contra o populismo, demagogia e a xenofobia. Contra líderes de todos os lados que, em nome do suposto bem de uma comunidade, defendem injustiças abomináveis contra outros seres humanos.

Os horrores da guerra da Síria e a tocante história do patriarca das maiores religiões do mundo se entrelaçam na trajetória de Hagar, uma francesa filha de imigrantes argelinos que supera todas as limitações de sua vida na periferia de Marselha para estudar nas melhores universidades da França. Contratada por uma multinacional, ela é enviada para coordenar investimentos milionários de uma fábrica de cimento na Síria, antes da guerra. Mas o confronto iniciado em 2011 leva a jovem a cumprir ordens criminosas de sua direção em Paris, e ela se envolve em um dos conflitos mais sangrentos e cruéis das últimas décadas. A história de Hagar se mistura à de milhares de sírios que tentam driblar diariamente a morte, na tentativa desesperada de escapar dos horrores da guerra. Nessa fuga, seus caminhos pelo Oriente Médio acabam refletindo os míticos passos que Abraão, o patriarca das três grandes religiões monoteístas do mundo, traçou há milênios.

A obra trata  das incoerências, dilemas e debates de nossos tempos. Jamil Chade, mergulha no trajeto de Hagar em busca de seu caminho e sua identidade. “O livro é, acima de tudo, um apelo para que passemos a ver o mundo em sua complexidade e o impacto profundo da desigualdade e da perda de direitos fundamentais.” O texto é ficcional, mas quem conhece o trabalho de Jamil lerá nas páginas de “O Caminho de Abraão”,  o que o jornalista vivenciou acompanhando os refugiados, ” Desejaria que esse livro fosse apenas uma ficção. Mas, lamentavelmente, não o é. Vivemos um período perigoso. Liberdades de pensamento e conquistas garantidas nas últimas décadas estão sob ameaça. Um mundo em que líderes populistas contam meias-verdades e vendem soluções fracassadas. Em partes do mundo, essa política é traduzida na construção de muros. Em outras, num extremismo religioso à serviço de um projeto de poder.” Para Jamil Chade, “Não temos líderes, mas charlatões e vendedores de ilusão, sustentados pela arma do ódio e do medo. Como humanidade, estamos perdemos todas as grandes batalhas das últimas décadas: Afeganistão, Iraque, Líbia, a das drogas na América Latina, a da criminalidade no Brasil, a do terrorismo. A paz sustentável e a segurança jamais virão da mera vitória militar em uma guerra. Mas da garantia de que todos tenham seus direitos assegurados, inclusive aqueles que não pensam como nós.”

 

SERVIÇO:

Palestra com Jamil Chade e lançamento de O Caminho de Abraão

Auditório da Famecos/PUC – Avenida Ipiranga, 6681 – Prédio 7

Promoção Famecos/PUC e Associação Riograndense de Imprensa

Segunda-feira – 14 de maio – 19h30

*Após a palestra, Jamil Chade estará a disposição para autografar a obra

 

 

JFRS nega embargos de declaração em ação envolvendo a construção da Arena Itaquera

JFRS nega embargos de declaração em ação envolvendo a construção da Arena Itaquera

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A 3ª Vara Federal de Porto Alegre (RS) rejeitou os embargos de declaração interpostos pela Construtora Noberto Odebrecht, Sport Club Corinthias, SPE Arena Itaquera e Caixa Econômica Federal (CEF) em ação envolvendo a regularidade do investimento de recursos públicos na construção do estádio do clube paulista. Na decisão publicada na sexta-feira (27/4), a juíza Maria Isabel Pezzi Klein entendeu que não havia pontos obscuros, omissos ou contraditórios na sentença proferida no dia 5/2.

A construtora, o Corinthias e a SPE Arena Itaquera apresentaram conjuntamente o recurso alegando omissões e fazendo referência às novas avaliações dos dois imóveis, localizados no Parque São Jorge, dados em garantia. Segundo afirmaram, o valor de mercado, em outubro de 2017, superaria o do financiamento.

A Caixa Econômica, por sua vez, sustentou que o pedido do autor da ação estaria atrelado apenas ao descumprimento das regras estipuladas pelo BNDES no Programa ProCopa Arenas e não a legalidade deste programa e que o juízo teria se limitado a tratar da alegação de insuficiência das garantias. Pontuou que, na sentença, havia críticas a diversas garantias componentes do modelo negocial chamado ‘project finance’, mas que não teria sido colocado assertiva de que as garantias ofertadas não bastariam para satisfazer o montante financiado. Afirmou ainda que o principal argumento utilizado na sentença, senão o único, para sustentar a ilegalidade da contratação efetuada pela empresa pública, era a ausência de licitação.

Jorge Fontes Hereda, União e o autor não embargaram a sentença. Ao analisar os dois recursos trazidos aos autos, a magistrada destacou que os embargos de declaração, conforme expresso no Código de Processo Civil, constituem um recurso com rol legal quanto às matérias que podem nele ser veiculadas. “São elas, precisamente, a obscuridade, a contradição, a omissão e o erro material. Apenas isso”, ressaltou.

“Nessa linha, não se prestam os embargos de declaração à reabertura do feito, para reprise de discussões de teses, de tal modo a prevalecer o entendimento que mais se acomode aos interesses da parte que se sentiu prejudicada pela decisão de 1º Grau. Por certo, que o recorrente insatisfeito contará com o tradicional recurso de apelação, no qual poderá esgrimir seus argumentos e, quem sabe, conseguir a reforma do Julgado de 1ª Instância que tanto lhe desagrada”, salientou.

Obscuridades

Segundo Maria Isabel, o ato judicante obscuro é aquele que, em função de sua má redação, não permite inequívoca e objetiva compreensão, necessitando correta explicação. Ela passou a analisar as alegações trazidas pelos réus afirmando que, na sentença, examinou, minuciosamente, as conclusões do Tribunal de Conta da União e do Ministério Público Federal, embasando seus argumentos na legislação, nas boas doutrinas e jurisprudência nacionais. Também foi apreciada de forma didática e minuciosa toda a realidade contratual (modelo negocial, garantias, aditivos) envolvida na contratação.

A magistrada também ressaltou que as partes sempre tiveram amplas oportunidades para se manifestar ao longo da tramitação processual, incluindo a plena produção de provas. “Este Juízo, inclusive, aguardou por dilatado prazo a juntada de prometida cópia de acordo que teria sido firmado entre as empresas e a CEF, no final de setembro de 2017, diante da indiscutível quebra da relação contratual por falta de pagamentos de parcelas do mútuo que foram se somando em prejuízo da instituição financeira. Infelizmente, nada foi anexado aos autos”, sublinhou.

Para a juíza, a defesa dos réus, de forma consciente, apostou seus argumentos em favor da regularidade das transações relacionadas ao contrato, sem entrar na discussão a respeito da natureza pública dos recursos repassados. Maria Isabel afirmou que, na sentença, “fez clara distinção entre setor público e setor privado e respectivos regimes jurídicos, não havendo qualquer confusão entre bens públicos e privados. Uma leitura singela do texto revela a argumentação jurídica, aliás, minuciosamente explanada, a respeito dos fatos que envolvem este triste caso, e que deu sustentação à decisão de mérito”.

Após analisar os argumentos envolvendo possíveis pontos obscuros na sentença, a magistrada entendeu que não há problemas de redação capazes de impedir o acesso minimamente inteligível ao raciocínio jurídico adotado por ela.

Contradições

De acordo com a juíza, para que um ato jurisdicional seja considerado contraditório, ele deverá conter premissas irreconciliáveis, em evidente antagonismo de proposições, o que justificaria sua retirada por contaminar a decisão. Ao verificar os apontamentos oferecidos pelos réus nesse aspecto, ela entendeu não se observar as apontadas contradições, já que as indagações são referentes à eventual oposição ou desacordo no conteúdo decisório e não aos critérios de valoração da prova.

Omissões

Em relação ao vício formal da omissão, Maria Isabel detalhou que consiste na ausência de análise de ponto ou questão sobre a qual deveria o juiz se pronunciar. Segundo ela, ao final da instrução, quando a situação concreta do contrato ficou mais clara, os réus passaram a destacar a valorização de dois imóveis que integram o Parque São Jorge e que seriam suficientes para garantir a dívida contraída junto à Caixa. Afirmam agora existir uma suposta omissão na sentença em relação a essa nova avaliação trazida aos autos depois de encerrada a instrução.

“Ora, como se vê, diante de todos esses argumentos, não há qualquer omissão a ser sanada na decisão. Causa, inclusive, surpresa que os embargantes pretendam contrapor alegações que relacionem a avaliação dos bens em 2017 com o valor nominal do contrato firmado em 2013, como se fosse possível ignorar a necessária correlação com o valor consolidado de uma imensa dívida impaga e acrescida de todos os consectários legais e contratuais, após 4 (quatro) anos”, destacou.

Segundo ela, evidenciar apenas a questão das garantias relativas aos dois imóveis seria uma estratégia defensiva que deixa de abordar a dimensão real do volume do débito formado até então. “Além disso, como se pode observar da fundamentação da sentença, este juízo abordou muitos outros pontos essencialmente mais relevantes para o deslinde da controvérsia, não podendo uma discussão tão complexa ficar reduzida ao tópico relativo ao laudo de avaliação de apenas dois bens patrimoniais”, destacou.

Maria Isabel concluiu que os réus não pretendiam provocar esclarecimentos de pontos obscuros, omissos ou contraditórios, mas modificar o conteúdo da sentença. Ele rejeitou então os dois embargos de declaração.

Leonardo Gonçalves é ouro e Brasil leva mais duas medalhas no Pan de Judô

Leonardo Gonçalves é ouro e Brasil leva mais duas medalhas no Pan de Judô

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O Brasil conquistou mais três medalhas neste sábado no Pan-Americano de Judô, realizado em San José, na Costa Rica. O meio-pesado (100kg) Leonardo Gonçalves foi o principal destaque ao faturar o ouro. Mas Beatriz Souza (+78kg) e Eduardo Yudy (81kg) também foram ao pódio, com uma prata e um bronze, respectivamente.

Na campanha do seu título, Leonardo venceu o colombiano Carlos Garzon e o dominicano Jose Nova Alcantara por ippon. Depois, na luta pelo ouro, derrotou o dominicano Lewis Medina por excesso de punições. Assim, faturou o título pan-americano um ano após ficar com o bronze no mesmo evento.

“Gostei bastante da minha competição. Achei que eu fiz boas lutas, um golden score bem longo na final. E, em comparação ao ano passado, acho que eu vim mais experiente. Era a minha primeira grande competição no sênior e pesou um pouco o nervosismo em 2017. Esse ano eu vim mais maduro para competir e consegui o título”, analisou.

Campeã pan-americana no ano passado, Beatriz venceu neste sábado Nina Cutro-Kelly, dos Estados Unidos, e Mariannys Hernandez, da Venezuela, ambas por ippon. Na final, diante da cubana Idalys Ortiz, campeã olímpica e bi mundial, perdeu por ippon. Ainda assim, fez um balanço positivo da sua participação.

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(Estadão)

Morre o jornalista Ricardo Vidarte

Morre o jornalista Ricardo Vidarte

Destaque Olimpíada

O jornalista Ricardo Vidarte teve uma parada cardíaca nesta segunda-feira na redação do SBT, em Porto Alegre. Vidarte foi levado ao Hospital Mãe de Deus, mas mesmo com atendimento médico, não conseguiram reanima-lo e ele morreu no local. Jornalista esportivo desde 1983, Vidarte Fez a cobertura de quatro copas do mundo e duas Olimpíada. Atuou como repórter, apresentador e narrador esportivo nas rádios Gaúcha, Guaíba e Pampa. E nas TVs Record, Guaíba e Pampa. Atualmente  apresentava o SBT Esportes, na TV aberta e também na internet. O velório acontecerá a partir das 20hs, no Cemitério João XXIII, o sepultamento acontece nesta terça-feira às 10h30.

Tocha Olímpica de Tóquio 2020 percorrerá áreas castigadas por tsunami

Tocha Olímpica de Tóquio 2020 percorrerá áreas castigadas por tsunami

Agenda Cidade Comunicação Crianças Destaque Educação Esporte Mundo Notícias Olimpíada Tecnologia Turismo

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 revelou nesta terça-feira o percurso que será feito pela tocha para chegar à cerimônia de abertura, que inclui passagens por Fukushima e outras áreas mais castigadas pelo terromoto e tsunami de 2011.

Sob a lema “Hope Lights Our Way” (“A esperança ilumina o nosso caminho”), a tocha percorrerá durante 114 dias as 47 prefeituras do arquipélago nipônico, começando pela região de Tohoku, no nordeste do país e a mais devastada pela citada catástrofe natural.

A tocha passará um total de nove dias nesta região e atravessará a prefeitura de Fukushima, que também foi afetada pelo acidente nuclear desencadeado pelo terremoto e o tsunami e que ainda sofre as consequências do mesmo.

O Comitê Organizador quer deste modo sublinhar a mensagem de “esperança” para esta zona do país e contribuir para sua reconstrução e recuperação econômica, segundo explicou em um comunicado.

O percurso também passará durante 12 dias através de Chiba, Kanagawa, Saitama e Shizuoka, as quatro prefeituras nipônicas que, além da Área Metropolitana de Tóquio, acolherão eventos da reunião olímpica.

Depois disso, também atravessará durante 15 dias a região da capital em seu trecho final.

A chama olímpica de Tóquio 2020 simbolizará “o amanhecer de uma nova era” para o Japão e servirá para “estender a alegria e a paixão pelo movimento olímpico” ao longo do arquipélago nipônico, segundo o Comitê.

A organização de Tóquio 2020 prevê tornar público o percurso completo da tocha e suas datas exatas no próximo ano.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio acontecerão entre 24 julho e 9 agosto de 2020, e os Paralímpicos entre 25 de agosto e 6 de setembro.

Fonte: EFE

Picciani comemora atuação do país na Rio 2016 e diz que população merece ouro

Picciani comemora atuação do país na Rio 2016 e diz que população merece ouro

Destaque Esporte Olimpíada

A Olimpíada Rio 2016 foi um sucesso absoluto do ponto de vista esportivo, da organização e da participação da população – sempre cordial, amável e encantadora com todos que aqui estiveram para assistir os jogos, afirmou hoje (21) o ministro do Esporte, Leonardo Picciani. O ministro destacou o fato de que esta foi a melhor participação brasileira da história olímpica, com um total de 19 medalhas.

A avaliação de Picciani e foi feita no Rio Média Center (RMC), durante balanço da participação dos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos do Rio, considerados por ele a melhor atuação brasileira na história das olimpíadas. E por sua participação, “cordial e amável, a população também merece ouro”, disse.

“O Brasil teve sua melhor participação de todos os tempos em uma Olimpíada. Tivemos a maior delegação de todos os tempos, com 465 atletas, contra 259 em Londres e 277 em Pequim, em 2012 e 2008, respectivamente. Agora, neste último dia de competições, podemos dizer que o Brasil teve no Rio seu melhor desempenho numa Olimpíada, que começou pelo número recorde de nossa delegação, além de saírmos do 23º lugar em Pequim para o 13º no Rio”.

Além da evolução registrada pelo país em todos as modalidades, Picciani ressaltou o fato de que o país saiu de um total de 36 finais disputadas em Londres para 50 finais no Rio.

“Foram 11 medalhas inéditas, das quais duas coletivas [vela e canoagem, ouro e prata]. O Brasil nunca subiu tantas vezes no alto do pódio como na Rio 2016, com os seis primeiros lugares”, acrescentou, instantes antes do Brasil ganhar a sua sétima medalha de ouro com o vôlei de quadra masculino, que venceu a Itália por três setes a zero.

Picciani informou que o governo brasileiro acreditou e disse acreditar no esporte como poder de transformação de um povo, em particular os jovens, que, a partir de agora, terão muito mais motivação para aderir às competições esportivas.

“O Ministério do Esporte cumpriu sua missão de apoiar o esporte de alto rendimento, mostrando o quanto o governo federal acredita no poder transformador do esporte.” O ministro lembrou alguns programas do governo federal, entre eles o Bolsa Atleta e o Bolsa Pódio.

Sobre o fato de o país não ter atingido a almejada décima colocação na Rio 2016, o Leonardo Picciani afirmou que essa era uma meta estipulada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), mas não pelo governo federal.

“A meta não era nossa [do governo federal], mas ficamos muito perto, seja pelo número de medalhas, seja pelo número das que foram de ouro. Sem falar no recordo obtido no salto com vara [Thiago Braz, ouro e recorde no salto], um feito que não acontecia desde Joaquim Cruz [meio-fundista campeão olímpico dos 800 metros em Los Angeles, em 1984, medalha de prata na mesma prova na Olimpíada de Seul, em 1988, e por duas vezes campeão Pan-Americano, em Indianápolis e Mar del Plata].

O ministro Picciani garantiu que o governo federal continuará mantendo os programas Bolsa Atleta e Bolsa Pódio é até aperfeiçoa-los, como forma de chegar ao Japão em 2020 com capacidade de desempenhar um papel ainda melhor, superando a Rio 2016.

“O país registrou uma curva de crescimento extraordinária no Rio e queremos melhorá-la para avançar em 2020. Nesse sentido, manteremos e aperfeiçoaremos os programas já em implementação pelo governo.”

Sobre melhorar os investimentos na preparação dos atletas, Picciani disse que essa é a intenção do governo, “mas precisamos que a economia cresça para que se possa investir mais no esporte. Mas os sinais da economia já são mais favoráveis e o Brasil já dá sinais de recuperação”, concluiu. (Agência Brasil)

Multa paga por atleta dos EUA vai beneficiar instituto que formou judoca Rafaela

Multa paga por atleta dos EUA vai beneficiar instituto que formou judoca Rafaela

Destaque Direito Esporte Mundo Olimpíada

A juíza Tula Corrêa de Mello, do Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou nesta sexta-feira que os R$ 35 mil que foram pagos pelo nadador norte-americano James Feigen, envolvido no episódio de um assalto inventado, no Rio de Janeiro, sejam destinados ao Instituto Reação, que promove o desenvolvimento humano e a inclusão social por meio do esporte, em Jacarepaguá, zona Oeste da cidade.

08 de Agosto de 2016 - Rio 2016 -Judô- Rafaela Silva Campeão Olímpica Rio 2016 .Foto: Roberto Castro/ Brasil2016
Rafaela Silva Foto: Roberto Castro/ Brasil 2016

A judoca Rafaela Silva, de 24 anos, ouro olímpico, é atleta do Instituto Reação e moradora da Cidade de Deus. Cerca de 1,2 mil crianças, adolescentes e jovens a partir de quatro anos são beneficiados em cinco polos – Rocinha, Cidade de Deus (Jacarepaguá), Tubiacanga, Pequena Cruzada e Deodoro.

O valor foi pago, o atleta teve o passaporte liberado e já retornou aos Estados Unidos. Feigen, o nadador Ryan Lochte e os também atletas Joseph Gunnar Bentz e John Peet Conger denunciaram um comunicado falso de roubo na madrugada de domingo. Na verdade, eles tinham passado a noite em uma festa e ao voltarem para a Vila dos Atletas acabaram se envolvendo num tumulto com os seguranças de um posto de gasolina, na Barra da Tijuca, onde urinaram no chão e criaram confusão no estabelecimento comercial.

Reação

Criado pelo medalhista olímpico Flávio Canto em 2003, o Instituto Reação é uma organização não governamental que promove o desenvolvimento humano e a inclusão social por meio do esporte e da educação, fomentando o judô desde a iniciação esportiva até o alto rendimento. A proposta é utilizar o esporte como instrumento educacional e de transformação social, formando faixas pretas dentro e fora do tatame.

Desculpas

Hoje, o medalhista olímpico norte-americano Ryan Lochte divulgou, pelas redes sociais um pedido de desculpas “por não ser mais cuidadoso e sincero” ao explicar o que ocorreu no domingo passado (14) após participar dos Jogos Rio 2016.

Desprezo

O prefeito Eduardo Paes disse hoje ter pena dos atletas e aceitou o pedido de desculpas do Comitê Olímpico dos Estados Unidos. “As desculpas [do comitê norte-americano] estão mais que aceitas”, afirmou o prefeito, durante evento no Rio com representantes do governo de Tóquio. “Confesso que, em relação a eles [nadadores], meu sentimento é de desprezo, por falhas de caráter, o que é um problema deles, não do comitê”. O prefeito descartou medida judicial contra os atletas, por terem prejudicado a imagem do Rio. (Agência Brasil)

Polícia do Rio prende membro do COI por cambismo; por Jamil Chade e Constança Rezende/ O Estado de S. Paulo

Polícia do Rio prende membro do COI por cambismo; por Jamil Chade e Constança Rezende/ O Estado de S. Paulo

Destaque Esporte Olimpíada

A polícia do Rio prendeu na manhã desta quarta-feira Pat Hickey, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI). Ele é acusado de envolvimento na venda de ingressos para os Jogos Olímpicos. A prisão ocorreu no hotel usado pela entidade, na Barra da Tijuca. O dirigente também preside o Comitê Olímpico da Irlanda.

O Estado havia revelado semana passada que cambistas presos no Rio de Janeiro foram abastecidos por ingressos fornecidos pela “família olímpica” e atuavam para uma empresa com ligações com membros do COI. No total, cerca de 40 cambistas foram detidos em três dias no Rio, com grupos repetindo o esquema que ocorreu na Copa do Mundo de 2014.

Um dos presos pela Polícia Civil do Rio na última sexta-feira foi o irlandês Kevin James Mallon acusado de envolvimento com uma quadrilha internacional de cambistas. Detido em flagrante, ele era um dos diretores da empresa inglesa THG que, em 2014, teve seu CEO, James Sinton, detido por integrar a máfia dos ingressos da Copa do Mundo. A reportagem completa de Jamil Chade e Constança Rezende, está em O Estado de S. Paulo

Justiça proíbe repasses de recursos públicos ao Comitê Organizador Rio 2016. Órgão privado sustenta que não há dinheiro público no orçamento

Justiça proíbe repasses de recursos públicos ao Comitê Organizador Rio 2016. Órgão privado sustenta que não há dinheiro público no orçamento

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Uma decisão da Justiça Federal proíbe que a União e a prefeitura do Rio de Janeiro façam repasses de recursos ao Comitê Organizador Rio 2016 até que seja dada ampla publicidade aos gastos do comitê. Segundo a decisão da juíza Marcia Maria Nunes de Barros, da 13ª Vara Federal do Rio de Janeiro, todas as receitas e gastos do órgão privado devem ser enviados ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União.

Caso seja descumprida a decisão judicial, a pessoa que autorizar o repasse fica sujeita a multa diária de R$ 100 mil. E, caso já tenham sido realizados quaisquer repasses, o Comitê Organizador está impedido de realizar pagamento ou transferência desses recursos, também sob pena de uma multa diária de R$ 100 mil.

A juíza tomou a decisão em resposta a uma ação do Ministério Público Federal, que pedia a transparência dos gastos de recursos públicos do Comitê Organizador Rio 2016. Quando o MPF entrou com a ação, no final de julho, a Agência Brasil entrou em contato com o comitê, que informou que todo o orçamento é proveniente de recursos privados e não há recebimento de recursos públicos. (Agência Brasil)

Após crise no Rio, COI muda critério para sede dos Jogos

Após crise no Rio, COI muda critério para sede dos Jogos

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A crise financeira nos Jogos Olímpicos do Rio levou o Comitê Olímpico Internacional (COI) a modificar os critérios pelos quais escolherá as sedes das futuras competições. Com a situação emergencial no Rio – com o corte de dezenas de serviços e a necessidade de suprimir gastos em quase R$ 1 bilhão –, o COI foi obrigado a acelerar sua transformação interna e a mudança de critérios. Pela primeira vez em décadas, o COI realiza uma Olimpíada em um país em recessão e com o comitê organizador com sérias dificuldades para financiar seu principal evento. (O Estado de São Paulo)