Jogos começam com Brasil em disputa por 4 medalhas

Jogos começam com Brasil em disputa por 4 medalhas

Destaque Olimpíada

Após a abertura da Olimpíada, protagonistas da delegação brasileira no judô, ginástica artística, natação e vôlei feminino entram em ação no que é considerado um dia crucial para as pretensões do país na Rio-2016. OBrasil pode ganhar quatro medalhas neste sábado (6). O COB (Comitê Olímpico do Brasil) estabeleceu por objetivo que a delegação termine entre os dez melhores países

Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ
Cerimônia de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Beth Santos/ PCRJ

pelo total de pódios. A meta vai de 23 a 30 láureas. A pressão por uma boa largada é ainda maior porque em Londres-12 o país teve o melhor início de

Rio de Janeiro - Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

sua história. Terminou o dia com três pódios. Os judocas Sarah Menezes (ouro) e Felipe Kitadai (bronze) competem a partir das 10h deste sábado. Felipe Wu, líder do ranking mundial, tenta ir ao pódio na pistola de 10m. Nathalie Moellhausen compete na prova individual da esgrima. Em meio ao temor de vaias, o anúncio da presença do presidente interino, Michel Temer, não foi realizado na abertura, nesta sexta (5). A cerimônia fez referências a temas como escravidão, aquecimento global e 14 Bis. O hino nacional foi cantado por Paulinho da Viola. (Folha de São Paulo)

Mas que beleza! Festa impecável faz o mundo dançar com o Maracanã

Mas que beleza! Festa impecável faz o mundo dançar com o Maracanã

Destaque Olimpíada

Depois de uma semana de expectativas e temores, o Rio fez uma festa impecável e inovadora no Maracanã para abrir os 31º Jogos Olímpicos, emocionando e arrancando elogios de espectadores no mundo. Efeitos especiais tomaram o Maracanã para destacar as raízes brasileiras, sua cultura, seus artistas, a diversidade, a tolerância entre os povos e o respeito ao meu ambiente. Num dos muitos momentos inéditos em Olimpíadas, o estádio dançou e cantou com Jorge Ben Jor e “País tropical”. Também as músicas retrataram a diversidade cultural do país, reunindo da bossa nova ao funk. Para driblar o orçamento enxuto, os cenários foram construídos em projeções sobre tapumes no gramado do Maracnã, que começou como um mar, representando a origem da vida, e terminou ao som das baterias de escolas de samba e do espetáculo grandioso com a pira olímpica. O desfile dos atletas refugiados levantou o público. As delegações dos países desfilaram pelo meio do estádio. O presidente interino, Michel Temer, não foi anunciado no início da festa e, ao final, foi vaiado, mas também houve aplausos. O presidente do COI, Thomas Bach, agradeceu a organização e ao povo carioca : “Este é o momento da cidade maravilhosa.” Carlos Arthur Nuzman, do comitê organizador, discursou: “O melhor lugar do mundo é aqui e agora.” (O Globo)

Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- Cerimônua de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Ricardo Stuckert/ CBF
Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- Cerimônua de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. (Ricardo Stuckert/ CBF)
Rio de Janeiro - Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro – Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 no Estádio do Maracanã. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- A jogadora Marta, durante a cerimônua de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Ricardo Stuckert/ CBF
Rio de Janeiro- RJ- Brasil- 05/08/2016- A cerimônua de abertura das Olimpíadas Rio 2016, no estádio do Maracanã. Foto: Ricardo Stuckert/ CBF

 

 

 

Brasil dá início à maior Olimpíada mergulhado no pior da recessão

Brasil dá início à maior Olimpíada mergulhado no pior da recessão

Destaque Olimpíada

O Brasil abre a partir das 20h desta sexta-feira (5) a maior Olimpíada da história dos Jogos no pior momento da recessão no país e em meio à crise política que resultou no afastamento da presidente.

Ao longo de 19 dias, cerca de 10,5 mil atletas de 205 países disputarão 2.488 medalhas no Rio de Janeiro —os três números são recordes. Mais de 25 mil jornalistas estão credenciados para cobrir o evento.

Há expectativas contrastantes acerca dos Jogos. O Comitê Olímpico Brasileiro prevê recorde de medalhas. O país é favorito em canoagem, vôlei, futebol, judô, ginástica artística e vela. Já as áreas de segurança e saúde públicas causam preocupação.

Atentados em série na Europa ligados ao Estado Islâmico levaram a apreensão sobre a capacidade local de garantir segurança no evento. Pela primeira vez, suspeitos de terrorismo foram presos no país.

A preocupação cresceu após a troca dos responsáveis pelas revistas nas entradas das arenas. Apesar da queda no número de casos no inverno, o vírus da zika também afastou turistas e atletas.

A escolha do Rio ocorreu em 2009, após três pleitos frustrados. Desde então, regiões da cidade foram recuperadas, mas metas como a despoluição da baía de Guanabara foram abandonadas. Do segundo trimestre de 2014 para cá, a atividade econômica do país caiu 7,5%.

Em crise, o governo do Rio decretou estado de calamidade pública por não conseguir pagar a servidores e fornecedores da Rio-2016. Coube ao erário bancar 43% dos Jogos —R$ 17 bilhões dos R$ 39 bilhões.

Indicadores sinalizam que hoje é o pior momento da economia, mas a queda está perto do fim. Aproxima-se também o desfecho da crise política. O presidente interino, Michel Temer (PMDB), pode assumir o cargo em definitivo ainda neste mês, caso Dilma Rousseff (PT) seja cassada pelo Senado.

Manifestações políticas contra o peemedebista estão previstas na abertura, que deve contar com Pelé, Gisele Bündchen e Caetano Veloso.(Folha de São Paulo)

 

Festa no Maracanã marca abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Cerimônia ocorre hoje, às 20h

Festa no Maracanã marca abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Cerimônia ocorre hoje, às 20h

Destaque Olimpíada Turismo

Antes da festa das medalhas que tomará conta do Rio de Janeiro nos próximos dias, o Maracanã abre hoje (5) suas portas, às 20h, para um dos momentos mais aguardados dos Jogos Olímpicos. A cerimônia de abertura é o instante em que todos os atletas, desde a grande estrela do atletismo Usain Bolt até o jovem velocista Siueni Filimone, de Tonga, desfilam pelo estádio como iguais. Naquele momento, não há vencedores ou perdedores, apenas esportistas, protagonistas de uma grande festa.

A cerimônia de abertura desta edição deve seguir a tradição de anteriores, contando a história do país-sede e de seu povo. A coreógrafa Deborah Colker, uma das mais renomadas da dança nacional, é quem assina a coreografia do espetáculo.

A cerimônia será dirigida por Fernando Meirelles, Andrucha Waddington, Daniela Thomas e Rosa Magalhães, com produção executiva de Abel Gomes. A promessa é de que o roteiro seja uma “síntese da cultura popular brasileira”. Com os nomes envolvidos, a cerimônia de abertura no Rio de Janeiro pode ser mais uma a entrar no rol dos grandes momentos olímpicos.

Homem-foguete

Ao longo dos anos, os Jogos Olímpicos protagonizaram cenas históricas em cerimônias de abertura. Em 1984, o norte-americano Bill Suitor entrou no Los Angeles Memorial Coliseum por cima. Usando um jetpack (um jato acoplado às suas costas, como uma mochila), ele sobrevoou o público do estádio e pousou no meio da arena, para delírio de todos.

“Estava muito quente. Eu me lembro de esperar para decolar, as pessoas tirando fotos e alguém me perguntou se eu sabia que haveria 2,5 bilhões de pessoas me assistindo. E isso faz você pensar… principalmente sobre se estatelar com o mundo assistindo”, disse ele, em entrevista à GQ Magazine, em 2012. Mas tudo deu certo e a aparência de um astronauta de Suitor aterrissando suavemente entrou para a história.

Nos mesmos jogos de 1984, o público participou ativamente da festa. Todos tinham cartões em seus assentos e, em determinado momento, o narrador pediu para que todos levantassem os cartões, formando um belo mosaico com as bandeiras de todos os países participantes dos jogos. (Agência Brasil)

Padilha: governo não teme vaias durante abertura da Olimpíada

Padilha: governo não teme vaias durante abertura da Olimpíada

Destaque Olimpíada Poder Política

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta quinta-feira, que o presidente interino, Michel Temer, não teme hostilidades por parte dos brasileiros que estarão presentes nesta sexta-feira, no Estádio do Maracanã, por ocasião da solenidade de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Ao participar da abertura oficial da Casa Brasil, localizada no Píer da Praça Mauá, no centro da cidade, Padilha disse que o evento de abertura é um acontecimento do Brasil e de todos os brasileiros e que o direito de manifestação é livre. Para o ministro interino, no entanto, quem fizer qualquer tipo de manifestação contrária ao evento vai estar jogando contra o Brasil.

Padilha lembrou que o escritor e cronista Nélson Rodrigues dizia que no Maracanã vaia-se até minuto de silêncio. “Então nós estamos preparados para, se for o caso, ouvir as manifestações democráticas, livres e abertas dos brasileiros”. Para ele, não há, portanto, nenhuma temeridade e nenhuma contrariedade à livre manifestação. “Nós temos que conviver com a sociedade brasileira como ela é”.

Legitimidade

Sobre a legitimidade de um presidente interino representar o país na abertura dos Jogos, Padilha disse que o presidente Michel Temer não vai se sentir constrangido em receber os chefes de Estado e de Governo que vierem ao Rio para a solenidade de amanhã.

“A Constituição diz que nos impedimentos do presidente da República, assume o vice que passa a ser presidente, então ele está no pleno exercício da presidência, no que pese o fato de haver a interinidade devido ao afastamento da presidente”, disse.

Padilha disse ainda não ter dúvidas de que o processo de impeachment de Dilma vai ser aprovado no Senado, ratificando o entendimento da Câmara dos Deputados e afastando em definitivo a presidente. “Eu conheço a Casa, tenho ouvido e visto algumas manifestações de que deverá ser confirmado (o impeachment) no Senado Federal. (Agência Brasil)

Rio-2016 cria estratégia para tentar abafar vaias a Temer. Ao menos 7 protestos devem ocorrer nesta sexta, dia de abertura dos Jogos

Rio-2016 cria estratégia para tentar abafar vaias a Temer. Ao menos 7 protestos devem ocorrer nesta sexta, dia de abertura dos Jogos

Destaque Olimpíada

A organização da Olimpíada planeja fazer uma operação para abafar vaias contra o presidente interino, Michel Temer (PMDB), na cerimônia de abertura do evento, nesta sexta (5), no Maracanã. A estratégia seria, segundo a Folha apurou, aumentar o som de uma música ou efeito sonoro de fundo em alto volume no estádio. Busca-se evitar que emissoras de TV captem o possível momento constrangedor de Temer. Tradicional, a participação do presidente interino não deve durar mais que dez segundos. Cabe a ele dizer: “Declaro abertos os Jogos do Rio, celebrando a 31ª Olimpíada da era moderna”. Cerca de 45 chefes de Estado e de governo devem ir ao evento, dizem organizadores. A preocupação remete aos xingamentos e vaias contra a presidente Dilma Rousseff na Copa das Confederações, em 2013, e no jogo de estreia da Copa do Mundo, em 2014. Seu antecessor, Lula, foi vaiado no Pan de 2007. O governo Temer deve ser alvo de diversos protestos no primeiro dia dos Jogos. As forças de segurança preveem sete atos espalhados pelo Rio em diferentes horários. Uma das convocações sugere ao público da cerimônia de abertura que grite “fora, Temer” e leve cartazes contra o peemedebista. (Folha de São Paulo)

RJ: Auditoria suspeita de perda de R$ 2 bi no metrô. Técnicos do TCE encontram indícios de superfaturamento

RJ: Auditoria suspeita de perda de R$ 2 bi no metrô. Técnicos do TCE encontram indícios de superfaturamento

Destaque Economia Olimpíada Poder Política

Além dos atrasos, a Linha 4 do metrô pode ter custado mais caro do que deveria. Relatório de auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) afirma que foram encontrados indícios de superfaturamento de R$ 2,3 bilhões de um total de R$ 8,4 bilhões auditados, revelam CHICO OTAVIO e GUSTAVO SCHMITT. A análise do tribunal ainda será submetida à votação dos conselheiros, mas o órgão já mandou notificar o ex-governador Sérgio Cabral, o governador licenciado Pezão e os ex-secretários de Transporte Julio Lopes e Carlos Osorio. O Metrô disse que o TCE já aprovou as contas da obra. (O Globo)

Olímpiada 2016: Cubano deserta no Pan, fica rico e volta ao Rio “cantando o hino” do Catar; por Matheus Tibúrcio e Thierry Gozzer/GloboEsporte

Olímpiada 2016: Cubano deserta no Pan, fica rico e volta ao Rio “cantando o hino” do Catar; por Matheus Tibúrcio e Thierry Gozzer/GloboEsporte

Destaque Economia Esporte Mundo Notícias Olimpíada

Capote tinha apenas 19 anos quando fugiu da Vila Pan-Americana. O objetivo era partir em busca de melhores condições de vida e vislumbrar uma carreira de maior sucesso que ele não pensava que teria se continuasse em Cuba. Numa noite chuvosa, ele superou a segurança que tentava evitar a fuga de desertores do país, saiu por debaixo de uma cerca e correu em busca de um ônibus. O destino era o estado de São Paulo, na casa do goleiro cubano Michel, que havia fugido de equipe do país em 2005, defendia o São Caetano e estava em contato com o compatriota todos os dias lhe dando as coordenadas. Capote vendeu roupas e dormiu na rua por alguns adias até ter dinheiro suficiente para pegar um táxi e seguir viagem até a casa de Michel. Confira a história completa em GloboEsporte.

Crise dificulta visão positiva do país sobre Jogos, diz Paes. Prefeito do Rio admite problemas de gestão e critica complexo de vira-lata

Crise dificulta visão positiva do país sobre Jogos, diz Paes. Prefeito do Rio admite problemas de gestão e critica complexo de vira-lata

Destaque Esporte Olimpíada

A poucos dias da abertura da Olimpíada, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirma que o legado do evento esportivo só terá uma avaliação totalmente positiva no longo prazo. Para ele, o “mau humor” causado pelas crises econômica e política dificulta a boa percepção dos Jogos pelos brasileiros. Fala também em complexo de vira-lata. “[ O Comitê Olímpico Internacional] diz que é impressionante como a gente se joga para baixo.” Em entrevista a Italo Nogueira, admite problemas de gestão e desatenção com a Vila Olímpica. Rejeita, porém, tese de que soluções adotadas pelos organizadores reforçam a imagem do jeitinho brasileiro. “É um enorme talento do brasileiro resolver essas contingências. Não tem jeitinho. Tem programação e organização.” Segundo o prefeito, contratos emergenciais foram assinados após falhas de empresas, e não por falta de planejamento. Os Jogos ocorrem de 5 a 21 de agosto. Para Paes, a transformação urbana no Rio de Janeiro será mais profunda que a de Barcelona, exemplo de cidade- sede beneficiada pelo evento. (Folha de São Paulo)

Esporte teme que a crise agrave fuga de patrocínio pós-Jogos

Esporte teme que a crise agrave fuga de patrocínio pós-Jogos

Destaque Esporte Olimpíada

A iminência da chegada da Olimpíada ao Brasil fez com que empresas privadas e estatais abrissem os cofres para investimento no esporte, mas dirigentes e atletas temem que a crise econômica acentue a usual redução de patrocínio pós-Jogos. Neste ciclo 2012-2016, as cinco maiores companhias brasileiras injetaram cerca de R$ 650 milhões no setor. Segundo levantamento da Folha, 89% dos atletas que estão na delegação olímpica brasileira disseram receber ajuda de empresas públicas. Os recursos são parte do esforço para tentar a atingir meta estabelecida pelo Comitê Olímpico do Brasil de que a delegação termine entre as dez primeiras colocadas, pelo total de pódios. O problema é o pós-Olimpíada. O caso mais grave é o dos Correios, que teve prejuízo de R$ 2,1 bilhões em 2015. A sinalização é a de que em 2017 o repasse pode acabar. A Petrobras registrou perda de R$ 35 bilhões no ano passado. O esporte consumiu R$ 52 milhões neste ciclo e o apoio será revisado. Banco do Brasil e Furnas manterão patrocínios; a Caixa não decidiu. (Folha de São Paulo)