Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

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A afirmação do presidenciável Ciro Gomes, em sua visita à Casa Farsul, que o setor primário recebe incentivos fiscais de R$ 158 bilhões segue repercutindo entre as lideranças. O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, afirma que o governo não empresta mais dinheiro para a agricultura. Segundo ele, atualmente, de acordo com a Resolução 4.669 do Banco Central, os bancos podem destinar para crédito rural 30% de seus depósitos à vista. “Logo, a primeira fonte de recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo”, explica.

Certamente você já ouviu falar da “corrida aos bancos”. Certo? Isso acontece quando o sistema financeiro de um país perde sua credibilidade e todo mundo corre para buscar o seu dinheiro lá depositado. Mas porque isso acontece?

As razões por que isso pode ocorrer estão relacionadas ao fato de os bancos “emitirem moeda”. Sim, com os recursos lá depositados os bancos “criam” dinheiro emprestando mais do que os valores depositados. Isso quer dizer que os bancos fazem algo errado? Não, pelo contrário. Isso é muito bom para economia, desde que haja confiança e que o grau de alavancagem não gere inflação. Ai que está o problema: quem tem que se preocupar com a inflação é o Banco Central e não os bancos comuns e ele o faz através de diversas ações de Política Monetária, onde os principais instrumentos são a bem conhecida Taxa Selic – que incentiva ou desencoraja a tomada do crédito por parte do consumidor – e os compulsórios bancários. Os depósitos compulsórios são valores retidos de parte dos depósitos a vista (o saldo positivo em sua conta corrente é o seu depósito à vista) que os bancos são obrigados a deixar depositados nas suas contas junto ao Banco Central. Eles não ganham nenhum centavo de remuneração sobre esse dinheiro, deixam lá parados porque assim o Banco Central consegue controlar a inflação.

Logo após o início do Plano Real os economistas do Banco Central tiveram uma excelente ideia: um percentual desse compulsório, ao invés de ficar preso no Bacen, poderia ser emprestado a título de Crédito Rural, já que neste caso ao invés de estimular a demanda, estaria se estimulando a oferta, o que de certa forma ajudaria também a combater a inflação e de quebra os produtores teriam crédito sem que o Governo destinasse recursos do orçamento para esse fim.

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Economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz Foto:Tiago Francisco/Farsul

Atualmente, de acordo com a Resolução do Banco Central 4.669, os bancos podem destinar para o crédito rural 30% dos seus depósitos à vista (média dos Valores Sujeitos aos Recolhimento – VSR). Logo, a primeira fonte dos recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo. Leia no Manual do Crédito Rural Capítulo 6, Seção 2.

A segunda fonte dos recursos do crédito rural são os Depósitos em Poupança. De acordo com a Resolução 4.614 do Banco Central as instituições financeiras oficiais e cooperativas de crédito podem direcionar 60% dos depósitos da caderneta de poupança para o Crédito Rural. Caderneta de Poupança é recurso do governo? Não! Assim como os depósitos das nossas contas correntes, ele é PRIVADO, meu, seu, nosso!

A terceira fonte são os Recursos Livres. Outros valores que os bancos podem emprestar aos produtores a título de Crédito Rural, sem juros controlados.

Pergunta: Os juros dos recursos dos Depósitos à Vista e Poupança têm juros controlados porquê?

Antônio da Luz: A razão é simples: os depósitos compulsórios não rendem nada. O objetivo não é investir no governo, para isso existem os títulos públicos. É para controlar a inflação! Qualquer coisa que o banco puder ganhar então ele sai no lucro. O “pulo do gato” está na poupança. Quando depositamos nossas economias na caderneta de poupança, o banco nos paga um juro, que hoje está em 4,55% a.a. Então o governo define um juro em que o banco tenha sua justa remuneração. Hoje o juro geral do custeio e comercialização é de 7% a.a. Sendo assim, o banco capta a 4,55% e empresta a 7% ao produtor, ou seja, ganha um spread de 2,45%. Onde está a equalização???? Equalização somente existe quando o juro da captação for maior do que o juro do empréstimo, o que não é o caso. Os bancos ganham de spread 45% do que ganham os donos do dinheiro… Seria para os bancos um mal negócio? E os Custos Administrativos e Tributários? Aí devemos perguntar ao Ministério da Fazenda, pois os produtores não participam dessa discussão…

Pergunta: Mas os juros não são mais baixos do que a média do mercado?

Antônio da Luz: São sim. Por duas razões: a primeira é que como os recursos são direcionados, como acontece de forma semelhante no crédito imobiliário, o governo não entra com dinheiro, mas entra com a regra do juro, estabelecendo os juros controlados. A segunda razão está relacionada ao perfil do tomador. O crédito rural tem as menores taxas de inadimplências, de acordo com as estatísticas o Banco Central. Além do mais, os produtores oferecem pesadas garantias, não raras vezes suas garantias valem mais do que o dobro do valor tomado. Os bancos exigem garantias bem acima do valor para, no caso de inadimplência e execução de garantias, os bancos possam vender rapidamente o bem no mercado. Vamos comparar com uma empresa do meio urbano, digamos uma loja de roupas: consideremos que ela está estabelecida em um prédio alugado, tenha baixo capital social e quer tomar um recurso para capital de giro. Seguramente esta empresa pegará o dinheiro em patamares de juros na casa dos 40% a.a. Mas se ela apresentar garantias, como fazem os produtores, certamente o juro despencará para níveis bem abaixo. Trata-se de uma relação de risco e retorno. Boa parte dos juros serem baixos está na baixa inadimplência e nas pesadas garantias reais dadas aos bancos.

Pergunta: Quanto de recursos públicos são emprestados aos produtores rurais não enquadrados no regime de agricultura familiar?

Antônio da Luz: Zero !

Pergunta: Mas, então onde estão os famosos subsídios?

Bom, vamos olhar o Orçamento da União. Entre lá em http://www.transparencia.gov.br/funcoes/20-agricultura?ano=2017 e veja você mesmo o quanto o governo gastou em 2017 (último ano fechado) em com  “Agricultura”.

Foram R$ 15,31 Bilhões ao todo (Empresarial e Familiar). Isso é muito ou pouco? Bem, o Governo Federal gastou R$ 2,39 Trilhões, ou seja, o Orçamento da Agricultura equivale a apenas 0,64% do gasto público.  Com o Programa Bolsa Família, o Brasil gasta: R$ 29,04 Bilhões. Para cada Real gasto com Agricultura, gasta-se R$ 1,89 com este programa. Além do valor ser extremamente baixo, sobretudo em comparação com nossos concorrentes, ele é ainda muito mal empregado, ficando muito desse recursos em atividades meio.

 

Promoção da Produção Agropecuária: R$ 5,8 Bilhões

Administração Geral: R$ 5,4 Bilhões

Abastecimento: R$ 3 Bilhões

Outros encargos especiais: R$ 260 Milhões

Benefícios ao trabalhador (MAPA e estatais): R$ 241 Milhões

Outros: 498 Milhões

 

 

(Felipe Vieira com informações do Correio do Povo e Farsul)

 

Eleições 2018: Ciro Gomes discute com presidente da Farsul durante passagem pela Expointer. Veja o vídeo; por Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo

Eleições 2018: Ciro Gomes discute com presidente da Farsul durante passagem pela Expointer. Veja o vídeo; por Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo

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O candidato à Presidência pelo PDT Ciro Gomes cumpriu extensa agenda de campanha nesta sexta-feira na Expointer, em Esteio, apesar da chuva. Ciro visitou estandes, acompanhado pelo candidato ao governo Jairo Jorge (PDT), conheceu parte dos empreendimentos da feira e também foi recebido por representações de entidades participantes do evento. “Vim apresentar e defender um projeto nacional de desenvolvimento, baseado na recuperação da indústria, na restauração do crédito das famílias brasileiras, na geração de empregos e no investimento público e privado”, disse o candidato.

Ciro também defendeu o suporte governamental à produção agropecuária e sustentou que seus adversários no pleito representam o “fim do subsídio para o campo”. “Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) são iguais”, qualificou-os.

Na Farsul, o que seria uma visita de cortesia se transformou em debate político e ideológico. Durante a apresentação da pauta ruralista, Ciro e o presidente da entidade, Gedeão Pereira, protagonizaram um embate acerca de suas visões políticas. “Nós, aqui na Farsul, somos defensores irredutíveis do direito à propriedade privada. Estamos preocupados com a segurança jurídica, que foi relativizada nos últimos anos por ideologias de esquerda em questões como reforma agrária, demarcações indígenas e quilombos, além de questões ambientais. Queremos um Estado menor, privatizações e necessidade de investimentos em infraestrutura”, definiu o dirigente da Farsul.

Ciro disse que discordava de parte das visões e citou que o adversário Bolsonaro (PSL) “tem defendido a privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES, o que pode representar o fim do subsídio para a agricultura no país”, apontou. Gedeão reagiu, sustentando que “não há subsídio para a agricultura”. Ciro interveio, argumentando que a agricultura recebe R$ 158 bilhões ao ano em créditos relativos a abatimento de juros através das instituições públicas de fomento. “Posso dizer na minha campanha então que o presidente da Farsul não quer mais o subsídio público? Respeito muito o serviço que o agronegócio presta à nação, mas querer um Estado mínimo e ao mesmo tempo que o governo garanta a infraestrutura e financiamento não faz sentido. É uma visão liberaloide estúpida e egoísta”, definiu Ciro. (Correio do Povo)

Instituto Paraná divulga pesquisa com Bolsonaro na frente em cenário sem Lula

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Foi divulgada hoje pesquisa do Instituto Paraná sobre sucessão presidencial. A sondagem, realizada entre os dias 25 e 30 de julho com 2240 eleitores, trouxe os seguintes principais resultados.
1. Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 23,6% das intenções de votos. Em seguida aparecem Marina Silva (REDE), com 14,4%; Ciro Gomes (PDT), com 10,7%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 7,8% e Álvaro Dias (Podemos), com 5%. Fernando Haddad (PT) aparece com 2,8%.
2. No Cenário 2, que inclui o ex-presidente Lula, ele lidera com 29%. Bolsonaro tem 21,8%; Marina, 9,2%; Alckmin, 6,2%; Ciro, 6%; e Álvaro Dias, 4,2%.
3. Fernando Haddad (PT) aparece com o maior índice de rejeição (67%). Em seguida, está Geraldo Alckmin (63,3%); Henrique Meirelles (62,3%); Ciro Gomes (58,9%); Marina (55,2%); Bolsonaro (55,3%); Lula (54,1%); e Álvaro Dias (46%).
4. Sobre a avaliação do governo Temer, 78,1% o consideram ruim ou péssimo e 4,5% ótimo ou bom. A desaprovação é de 87,4%.
Programa quer incentivar uso do biogás no Rio Grande do Sul; Nova legislação deverá facilitar a abertura de linhas de financiamento específicas para biodigestores

Programa quer incentivar uso do biogás no Rio Grande do Sul; Nova legislação deverá facilitar a abertura de linhas de financiamento específicas para biodigestores

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Vista como uma solução ecologicamente correta, a geração de biogás (feita a partir de dejetos orgânicos provenientes de criações de suínos, aves e gado, por exemplo) está prestes a receber um novo incentivo no Estado. Na tarde de ontem, a sugestão de um programa pró-biodigestores (equipamentos voltados para a produção do biogás) foi entregue ao governador José Ivo Sartori (PMDB), no Palácio Piratini, pela presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Matriz Produtiva dos Biodigestores, Zilá Breitenbach (PSDB). Hoje, a deputada protocola um projeto de lei na Assembleia Legislativa para amparar esse segmento.

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Levantamento da Farsul aponta importância da agricultura para economia do Rio Grande do Sul

Levantamento da Farsul aponta importância da agricultura para economia do Rio Grande do Sul

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O impacto gerado pelas lavouras gaúchas na economia vai além da sua receita. Levantamento realizado pela Farsul aponta que cada R$ 1,00 do PIB gerado no campo significa R$ 4,02 para o Rio Grande do Sul. Antes mesmo que a primeira semente germine, a agricultura inicia uma movimentação que se estende após a colheita. O objetivo do estudo é mostrar que o agronegócio não envolve apenas um setor, mas trata-se de um processo que integra também a indústria e o comércio, com geração de empregos e arrecadação para o estado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, (9/5) na sede da Federação.
A estimativa é de que o valor bruto da produção agropecuária do Rio Grande do Sul em 2018 será de R$ 39,1 bilhões, um crescimento de 12,2% na comparação com 2017. Milho (25,4%) e soja (25,2%) são os principais responsáveis pelo aumento.

O levantamento mostra que 66% desse valor são para cobrir os custos operacionais como indústrias de fertilizantes, químicas, metalmecânica, e também seguradoras, instituições financeiras e serviços especializados, entre outros.

O movimento tem sequência depois que a safra deixa a porteira. A produção serve de matéria-prima para outros setores que irão agregar valor a ela. Conforme a Farsul, somente o PIB da agricultura chegará a 32,1 bilhões em 2018 que, ao final de todo o processo se transformará em 129,3 bilhões, o equivalente a 40% do Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul.
Para o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, é preciso compreender que o funcionamento da economia mudou.

“Não somos mais a atividade primária, mas sim a primeira, por ser a mais importante no Rio Grande do Sul. Injetamos 26 bilhões em outros setores apenas para garantir a nossa produção. Até chegarmos ao grão, uma grande roda se movimenta”, afirma.

Na mesma linha, o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, lembra que a divisão da economia em setores primário, secundário e terciário é de 1932 e precisa ser atualizada. “Muitas pessoas ainda acreditam que a agricultura é a mesma de cem anos atrás e isso não acontece mais. O faturamento vem da inserção de tecnologias na agricultura. Dois terços da riqueza gerada pelo campo são em setores não agrícolas. Pessoas que estão produzindo na indústria ou serviços no meio urbano, mas é a entrada da safra que garante a continuidade daquele negócio”, explica.

O economista rebate as críticas de que as exportações do setor não possuem valor agregado. “O que vem por trás de um grão é uma quantidade enorme de pesquisas, investimentos e tecnologia. Quem afirma não haver valor é por falta de desconhecimento por manter uma visão antiga”, conclui. Além do cenário geral, o levantamento também traz os dados dividido em regiões.

Confira aqui o estudo

Maggi espera que EUA reabra importação de carne bovina até fim do semestre; Uma missão técnica viajará ao país nos próximos dias e todos os questionamentos já foram respondidos, de acordo com o ministro

Maggi espera que EUA reabra importação de carne bovina até fim do semestre; Uma missão técnica viajará ao país nos próximos dias e todos os questionamentos já foram respondidos, de acordo com o ministro

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Em viagem a Ribeirão Preto (SP), onde visitou a feira agropecuária Agrishow, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), declarou que espera a retomada das exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos até o fim deste semestre. “Uma missão de técnicos irá na semana seguinte para aos Estados Unidos e creio que será a última. Todos os documentos, todos os questionários e pedidos foram respondidos. Então, nessa viagem que nossos técnicos farão, espero que a gente consiga resolver os problemas. Minha expectativa é de que a gente volte até o final deste semestre a exportar carne para os Estados Unidos. É o nosso desejo e estamos trabalhando para isso”.

A suspensão ocorreu em junho do ano passado, sob a alegação de presença de nódulos decorrentes de aplicação de vacina contra a aftosa.

Sobre o mercado europeu, falou também durante entrevista à imprensa, no local: “Como todos sabem, houve um deslistamento que vai vigorar a partir do dia 15. Depois disso, as empresas embargadas não poderão mais exportar para lá até que consigamos reabilitá-las. Já estamos em negociação para trazê-los de volta. Então, vamos deixar bem claro, não foi o Brasil que foi retirado do mercado, mas algumas empresas brasileiras. É claro que farão muita falta. Isso acabou reduzindo os preços com o aumento da oferta internamente e a cadeia sofre como um todo”.

O ministro lembrou que apesar da alegação da presença de salmonella nas carnes de aves, a comunidade europeia, na verdade está defendendo interesse dos produtores locais. “O que a Europa está fazendo conosco, não é por uma questão de saúde humana, nem animal. A restrição de mercado se deu pela grande atuação que o Brasil tem lá. E os produtores europeus não querem a presença do Brasil, querem uma presença menor, para que tenham preços mais altos”.

E acrescentou que junto sua equipe tem trabalhado muito desde que assumiu o ministério pela abertura de novos mercados para os produtos do agro brasileiro. “Sempre tive a intenção de abertura, de ampliar novos mercados, porque o Brasil tem uma produção muito grande e depende muito da exportação”. Mas a ideia, segundo Maggi, é de reaproximação com a UE, mostrando todas as mudanças legais e de retirada de influências político partidárias em assuntos do ministério relacionados à fiscalização sanitária.

Plano Safra

O ministro admitiu durante conversa com jornalistas que a renegociação recente de dívidas do Funrural, que gerou impacto nas contas públicas, poderá influenciar a definição do volume de recursos e da taxa de juros do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019. “Todos nós sabemos que, com a Lei do Teto de Gastos, o volume de recursos destinados para o setor é o mesmo do ano passado. E esse foi um problema extra que apareceu”. Maggi adiantou que na próxima terça-feira o assunto será debatido em reunião com o presidente do Banco Central, Ilan Golfajn.

Homenagem

Blairo Maggi recebeu placa com homenagem da Secretaria de Agricultura do estado de São Paulo, que foi entregue pelo atual secretário e ex-superintendente federal do Mapa em SP, Francisco Jardim

Senar RS capacita técnicos para atuar no Mapa Leite no noroeste gaúcho

Senar RS capacita técnicos para atuar no Mapa Leite no noroeste gaúcho

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O Senar-RS realiza de 07 a 16/05 uma capacitação para os técnicos que irão atuar no Mapa Leite. O treinamento, que deverá abranger 23 pessoas, terá por objetivo abordar a metodologia de Assistência Técnica e Gerencial e preparar os profissionais para a utilização do software de gerenciamento.

Desta forma, os técnicos poderão assessorar os produtores rurais na estruturação da unidade de produção, estratégias de manejo racional do rebanho, adequação genética e melhorias na qualidade da água para produção animal. O curso será realizado em Cruz Alta, no Polo da Rede E-Tec do Senar, com carga horária de 72 horas. Os técnicos deverão aplicar os conhecimentos adquiridos junto a produtores rurais da região das Missões Atendidos pelo Mapa Leite.

O Mapa Leite, fruto de uma parceria entre o Ministério da Agricultura e o Senar, visa fornecer Assistência Técnica e Gerencial, além da capacitação para produção, transporte e beneficiamento de leite seguro e de qualidade. Cada propriedade cadastrada recebe metodologia específica, através de profissionais com formação em ciências agrárias de nível técnico e superior em Agronomia, Medicina Veterinária ou Zootecnia, capacitados e habilitados pela instituição. No Rio Grande do Sul, 1057 propriedades estão sendo atendidas pelo programa.

Refis do Funrural atendeu apenas 900 produtores

Refis do Funrural atendeu apenas 900 produtores

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Levantamento da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) da Câmara dos Deputados junto à Receita Federal apontou que apenas 900 produtores tinham aderido ao Programa de Regularização Tributária Rural (Refis) do Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural) até a semana passada. Nesta segunda-feira, uma Medida Provisória (MP) deve ser publicada para prorrogar até 30 de maio a adesão.

O prazo inicial para a renegociação venceu em 28 de fevereiro, foi ampliado para 30 de abril e, agora, deve ser prorrogado por mais um mês. A bancada ruralista negociava com a Casa Civil que essa nova prorrogação do refinanciamento das dívidas fosse por 60 dias, mas um acordo reduziu pela metade o prazo.

No entanto a MP e as renegociações podem perder o valor. Isso porque o Supremo Tribunal Federal (STF) julga, no dia 17 de maio, os embargos declaratórios sobre a decisão do tribunal que considerou constitucional o tributo, em março de 2017. Os recursos foram impetrados por entidades ligadas a produtores, e o relator é o ministro Alexandre de Moraes.

Após a decisão de 2017 do STF, o governo tentou editar uma MP para a renegociação das dívidas do Funrural, mas, sem acordo, a proposta tramitou e foi aprovada por meio de um projeto de lei na Câmara.

Depois de aprovado, o Refis para o Funrural foi sancionado, em 9 de janeiro, com 24 vetos, que acabaram derrubados pelo Congresso na sessão de 3 de abril. A derrubada dos vetos abriu caminho para a prorrogação de outras dívidas rurais e pode causar um rombo superior a R$ 20 bilhões nas contas públicas, segundo cálculos do próprio governo.

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Colheita da soja no Rio Grande do Sul acaba nos próximos dias

Colheita da soja no Rio Grande do Sul acaba nos próximos dias

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No Rio Grande do Sul, 91% das lavouras plantadas já foram colhidas, apresentando boas produtividades

A colheita da soja encaminha-se para o encerramento na próxima semana, tendo atingido 91% da área projetada no Rio Grande do Sul. As poucas lavouras que restam ceifar já se encontram nas últimas fases do ciclo. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater, divulgado nesta quinta-feira, as produtividades em geral vêm se apresentando muito boas. O encerramento da colheita da soja será destaque na programação da Fenasoja 2018, nesta sexta-feira, às 10h, quando a Emater e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentarão os números da safra 2017/2018. O evento, que segue até dia 8 de maio, acontece no Parque Municipal de Santa Rosa. Segundo o Informativo Conjuntural, o período é de atuação moderada nas lavouras de milho, em razão do forte trabalho para finalizar a colheita nas áreas de soja, ainda prioridade neste momento. Com essa situação tradicional no Sul do País, a tendência é que o restante da lavoura de milho que estiver pronta para a colheita (por volta de 8%) fique para o próximo mês.

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O Presidente Trump Presenteará o Agro?

O Presidente Trump Presenteará o Agro?

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Mais uma estimativa da CONAB e a safra vem vindo bem

Foi um mês muito bom ao agro, fazia já algum tempo que não tínhamos um conjunto favorável de notícias, tanto em preços como em quantidades. Começando com a economia mundial dando bons sinais, pois o FMI projeta agora expansão de 3,9%, advindos de 2,9% nos EUA, 2,4% na região do Euro, e 4,9% para os emergentes, com destaque para 7,4% na Índia e 6,6% na China, não sem riscos, pelo elevado endividamento mundial e tormentas políticas. Para o Brasil são esperados 2,3%. Já o Relatório Focus (Banco Central) traz expectativas para o IPCA de 2018 em 3,48% e de 2019 em 4,07%. O PIB fecharia em 2,76% este ano e 3% em 2019. Para a taxa Selic se esperam 6,25% e 8,00%, respectivamente e finalmente, para o câmbio, R$ 3,30 no final de 2018 e R$ 3,39 no final de 2019. Estabilidade à frente no campo econômico, mas não podemos dizer na política brasileira, que segue confusa.

Mais uma estimativa da CONAB e a safra vem vindo bem. Produziremos em grãos 229,5 milho~es de toneladas (3,4% menor que a safra anterior). Em um mês a estimativa cresceu 3,5 milhões de toneladas, com uma a´rea plantada de 61,38 milho~es de hectares, apenas 0,8% maior que a da safra passada. No milho segue estimativa de perda, indo de quase 98 para 88,61 milhões de toneladas com menores área e produtividade. Já na soja teríamos 114,96 milhões de toneladas, praticamente 9 milhões acima da primeira expectativa, graças a uma produtividade de 3,27 t/ha. Temos ainda chance de chegar no recorde de 237 milhões de toneladas se o clima ajudar, pois o plantio de milho da segunda safra é estimado em 11,54 milhões de hectares, quase perto dos 12,1 milhões de 2016/17. Vale também destacar o algodão, que deve produzir 1,86 milhão de toneladas de pluma, 22% a mais que 2016/17.

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