Artigo: O Estadista; por Flavio Ernesto Correa*

Artigo: O Estadista; por Flavio Ernesto Correa*

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Uma das coisas que mais me chamou a atenção positivamente, e que parece ter passado batido, foi a revelação feita pelo General Heleno, em brilhante entrevista concedida à Globo News na quarta-feira, quando, referindo-se a Bolsonaro, disse que “não passa pela cabeça dele a reeleição para que tenha liberdade e autonomia para tomar decisões sem essa preocupação”. Parece que estamos arriscados a ter no Capitão a figura do estadista que há décadas almejamos e precisamos. Benjamin Disraeli, Primeiro Ministro britânico no século XIX e autor da frase que diferencia político de estadista (“político só pensa nas próximas eleições, estadista pensa nas próximas gerações”), deve ter se remexido no túmulo num surto de alegria, por ver que finalmente no Brasil um chefe do executivo recém eleito captou a mensagem.
É bom frisar que Bolsonaro disse reiteradamente em sua vitoriosa campanha que não seria candidato à reeleição. Eleição, aliás, que apesar de ser em 2022, já começa a ser acirradamente disputada antes mesmo do novo governo federal se instalar. Nas conversas de botequim já pintam nomes como Sérgio Moro e João Doria, só para citar alguns. Deus ajuda quem cedo madruga, não é mesmo?
Bolsonaro sabia muito bem disso quando há quatro anos começou a percorrer o país tentando viabilizar uma candidatura que naquele momento parecia impossível.
O Presidente é mesmo fã de Disraeli: “O segredo do êxito na vida de um homem está em preparar-se para aproveitar a ocasião, quando ela se apresenta”.

Foi o que ele fez.

Conseguiu captar nas ruas o desejo de mudança.

E mudança é justamente o que ele está fazendo, dando uma guinada à direita e implantando um programa liberal “como nunca se viu antes na história deste país”. Está provado que os programas de esquerda não deram certo. O atual tem que dar certo. O Brasil não pode mais esperar pela sua merecida prosperidade com justiça social, sob pena de sentenciar as futuras gerações à pobreza, que está avançando a passos largos, e ao eterno subdesenvolvimento. É preciso que o novo governo continue merecendo o voto de confiança que as urnas lhe deram. É impatriótico desencadear uma oposição xiita e irresponsável quando ainda não deu tempo de mostrar serviço. Afinal, se o resultado do serviço for bom todos nós nos beneficiaremos. Somos uma sociedade só. Como diria Renato Russo: “torcer para que o novo governo dê errado é desejar que o prédio em que mora desabe só porque não gosta do síndico”. É constrangedor fazer beicinho como fez o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que não compareceu à posse. Transformou-se numa melancólica ausência que preencheu uma lacuna.
A verdade é que a gestão Bolsonaro está começando com o pé direito, sem medo de enfrentar o “establishment” que rapinou vorazmente os cofres públicos, roubando descaradamente o nosso dinheiro e lesando especialmente os mais pobres, que tanto necessitam dos serviços públicos.

Bolsonaro está inovando.

Como na cerimônia de posse, quando, no Parlatório, foi precedido pelo inesperado discurso da primeira dama, que a todos encantou e emocionou. Entendi melhor a fala em Libras de Michelle Bolsonaro do que os discursos de Dilma Rousseff “em português”…
É claro que a parada não vai ser fácil. Enfrentar a bandidagem, de colarinho branco ou não, é tarefa heroica. Leis mais duras contra a corrupção, por exemplo, sofrerão forte oposição de boa parte do Congresso, que tem o rabo preso e morre de medo da ir parar atrás das grades, destino inexorável dos malfeitores que julgavam estar protegidos pela “eterna” impunidade, que parecia “imexível”, como diria o Ministro Magri.
Esta horda de criminosos ainda acha que o Supremo, no dia 10 de abril, vai se apequenar definitivamente revertendo a possibilidade de prisão para condenados em segunda instância, espada de Dâmocles que ainda paira sobre a nossa cabeça e que poderá liberar quase 170 mil presos, liderados por Lula, e ferir mortalmente a Lava Jato. Só que desta vez não vamos aceitar e, se preciso for, iremos à Brasília para impedir que este descalabro seja consumado. Os nossos 11 Supremos (cada ministro tem o seu) estão cutucando o leão com vara curta.

Há que ressaltar a fala de Paulo Guedes, quando afirma, entre tantas outras coisas relevantes, que sem a reforma da previdência não há salvação. E grifar suas palavras quando lembra que o sistema atual é uma grande fábrica de injustiças. Quem legisla (os deputados e senadores) e quem decide (o judiciário) ganham aposentadorias milionárias enquanto o povo, que paga os seus salários, tem que se contentar com mixaria.
Será que Paulo Guedes, apoiado por todo o governo, terá força para ganhar a batalha contra as famigeradas corporações que até hoje dominam o Planalto Central e que fazem de Brasília, que não produz nada, o maior PIB do Brasil?

A opinião pública certamente estará ao seu lado.

É bom lembrar que a caça aos marajás elegeu o desconhecido Fernando Collor em 1989. É exatamente isso que continuamos querendo.
Parafraseando Duda Mendonça, “deixem os homens de Bolsonaro trabalhar”.
É grande a chance do estadista e seu “dream team” darem certo.

 

índice*Flavio Ernesto Correa (Faveco) é publicitário

 

Onyx usou notas de empresa de amigo para receber verba de gabinete, diz jornal; da Jovem Pan

Onyx usou notas de empresa de amigo para receber verba de gabinete, diz jornal; da Jovem Pan

Destaque Notícias Poder Política

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), usou 80 notas fiscais de uma empresa de consultoria pertencente a um amigo de longa data para receber RS 317 mil em verbas de gabinete da Câmara dos Deputados entre os anos de 2009 e 2018. As informações foram reveladas pelo jornal “Zero Hora” na manhã desta terça-feira (08). Entre as 80 notas, 29 foram emitidas em sequência, o que indica que Lorenzoni teria sido o único cliente da firma.

A empresa chamada Office RS Consultoria Sociedade Simples pertence a Cesar Augusto Ferrão Marques, técnico em contabilidade filiado ao DEM, o partido de Lorenzoni. Marques também trabalhou em campanhas políticas do parlamentar. O jornal gaúcho informa, ainda, que Marques não tem registro no Conselho Regional de Contabilidade. Ele é o responsável pela contabilidade do DEM no Rio Grande do Sul – e também trabalhou em campanhas políticas do parlamentar.

A empresa está inapta na Receita Federal por omissão de valores ao fisco e tem R$ 117 mil em dívidas tributárias. Entre janeiro de 2013 e agosto de 2018, não recolheu impostos, apesar de ter emitido 41 notas a Onyx Lorenzoni.

Ao “Zero Hora”, Marques confirmou que trabalha com Lorenzoni há quase 30 anos como consultor tributário. Segundo ele, o ministro não é o seu único cliente. Marques, que tem outra companhia, disse que emite parte das notas fiscais por uma empresa ou por outra devido a questões tributárias.

Em nota, o ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro negou irregularidades na contratação da empresa de consultoria. “Trata-se de consultoria tributária – não apenas para projetos meus e sim aconselhamento para todos os projetos em destaque nesta questão. Além do contato telefônico sempre que necessário, são realizadas reuniões semanais em Porto Alegre”, diz o texto divulgado no Twitter do ministro.

Na nota, Lorenzoni alega, ainda, que a empresa faz acompanhamento da execução do orçamento geral da União para fins de emendas parlamentares indicadas por ele para centenas de municípios e entidades assistenciais gaúchas.

“Com relação aos recursos da campanha eleitoral, cabe esclarecer que a empresa prestou serviço para o partido e todos os candidatos. Desde a pré-campanha, incluindo treinamento jurídico e contábil. Todas as contas foram aprovadas sem apontamentos. Há um rígido acompanhamento sobre todas as questões.” (Jovem Pan com Estadão Conteúdo)

Porto Alegre: Após notificações, consórcio recupera obra na Padre Cacique

Porto Alegre: Após notificações, consórcio recupera obra na Padre Cacique

Cidade Destaque Marchezan Poder Política Porto Alegre prefeitura

O consórcio que executou a obra de pavimentação do corredor da avenida Padre Cacique, inserida na matriz de responsabilidade da Copa do Mundo de 2014, começou a manutenção das fissuras existentes nas placas de asfalto do corredor de ônibus, nesta quinta-feira, 3. A ação ocorre após a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim), notificar por duas vezes as empresas responsáveis: a primeira no dia 14 de dezembro de 2016 e a segunda no dia 16 de outubro de 2018.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informa que, durante a realização dos serviços, com duração estimada em 60 dias, o tráfego de ônibus no corredor será desviado para a pista dos veículos. Agentes monitoram a região, mas medida não deve gerar impacto no trânsito pelo movimento reduzido registrado nessa época do ano.

A obra foi contratada em 2012 e entregue em 2014, na gestão anterior. A restauração da via ocorrerá a partir de estudo atualizado desenvolvido pela equipe de fiscalização da secretaria. É a primeira vez que será feita a recuperação de via por uma obra da Copa mal executada. “A prefeitura cobrou e o consórcio está cumprindo com a notificação. Depois de reparado o serviço mal executado, serão repassados os valores retidos relacionados ao contrato”, explica o titular da Smim, Luciano Marcantônio.

Eduardo Leite anuncia Arita Bergmann como secretária de Saúde. Futuro governo já tem 16 nomes confirmados; por Lucas Rivas / Rádio Guaíba

Eduardo Leite anuncia Arita Bergmann como secretária de Saúde. Futuro governo já tem 16 nomes confirmados; por Lucas Rivas / Rádio Guaíba

Destaque Poder Política Porto Alegre Saúde

 

Arita Bergmann foi anunciada como secretaria de saúde | Foto: Lucas Rivas / Rádio Guaíba / Especial / CP
Arita Bergmann foi anunciada como secretaria de saúde | Foto: Lucas Rivas / Rádio Guaíba / Especial / CP

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou nesta quinta-feira mais uma integrante de seu secretariado. Arita Bergmann foi confirmada para comandar a pasta da saúde.

Arita Bergmann é atualmente secretária de saúde de São Lourenço do Sul. Ela também comandou a pasta da saúde durante o governo de Eduardo Leite na prefeitura de Pelotas.

Até o momento, Eduardo Leite já confirmou 16 nomes do seu secretariado. A projeção é de que o governo do tucano tenha 23 integrantes no primeiro escalão. São 20 secretarias, além de uma secretaria especial – que será ocupada por Ana Amélia Lemos, em Brasília – e outros dois órgãos com status de secretaria. A composição da próxima gestão deverá ser concluída apenas na segunda-feira, véspera da posse no Palácio Piratini.

Os outros secretários confirmados para o governo de Eduardo Leite:

Covatti Filho (PP) – AGRICULTURA, PECUÁRIA E DESENVOLVIMENTO RURAL

Elegeu-se deputado federal pela segunda vez em 2018. Na Câmara dos Deputados, atua junto à bancada ruralista.

Otomar Vivian (PP) – CASA CIVIL

Presidiu o Instituto de Previdência Social do Estado na gestão de José Ivo Sartori; titular da Casa Civil de Yeda Crusius; prefeito de Caçapava do Sul; e deputado estadual.

Tânia Moreira – COMUNICAÇÃO

A jornalista coordenou a comunicação da campanha de Eduardo Leite. Foi secretária municipal de Comunicação do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB)

Beatriz Araújo – CULTURA

Produtora cultural, foi secretária municipal da pasta em Pelotas duas vezes. Coordenou projetos culturais privados e presidiu o Conselho Municipal de Cultura de Pelotas.

João Derly (Rede) – ESPORTES E LAZER

Ex-judoca campeão olímpico, elegeu-se vereador de Porto Alegre em 2012. Em 2014, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados. Não se reelegeu.

Marco Aurélio Santos Cardoso – FAZENDA

Funcionário de carreira do Banco Nacional de Desenvolvimento, foi secretário municipal da Fazenda do Rio de Janeiro (2009-2012).

Cláudio Gastal (PPS) – GOVERNANÇA E GESTÃO ESTRATÉGICA

O empresário foi presidente do Movimento Brasil Competitivo e faz parte da equipe de transição do governo eleito.

Luís da Cunha Lamb – INOVAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Professor de Informática na UFRGS, atualmente ocupa o cargo de pró-reitor da pesquisa na universidade.

Catarina Paladini (PR) – JUSTIÇA, CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS

Bacharel em Direito, foi Secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social na gestão Sartori. Foi deputado estadual em dois mandatos pelo PSB, hoje é suplente.

Artur Lemos (PSDB) – MEIO AMBIENTE E INFRAESTRUTURA

O advogado foi secretário de Minas e Energia no governo Sartori. Presidiu a Fundação Zoobotânica na gestão Yeda.

Leany Lemos (PSB) – PLANEJAMENTO

Servidora do Senado, ocupou o cargo no DF na gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB). É suplente da senadora eleita Leila do Vôlei, pelo DF.

Eduardo Cunha da Costa – PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO

Procurador de carreira da Procuradoria-Geral do Estado, exerce a função de procurador-geral adjunto para assuntos jurídicos desde 2016.

Ana Amélia Lemos (PP) – RELAÇÕES FEDERATIVAS E INTERNACIONAIS

Senadora desde 2010, concorreu à governadora em 2014 e vice-presidente da República na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) na eleição deste ano.

Delegado Ranolfo Vieira (PTB) – SEGURANÇA

Chefe da Policia Civil durante a gestão de Tarso Genro (PT). Acumulará a pasta da Segurança e vice-governadoria.

Juvir Costella (MDB) – TRANSPORTES

Servidor estadual aposentado, elegeu-se pela segunda vez deputado estadual. Foi secretário do Turismo, Esporte e Lazer em 2015.

Emoção na entrega da Medalha Alberto André 2018 pela Associação Riograndense de Imprensa

Emoção na entrega da Medalha Alberto André 2018 pela Associação Riograndense de Imprensa

Comunicação Destaque Poder Porto Alegre

Com o Salão Nobre lotado, a ARI entregou a Medalha Alberto André a 11 jornalistas, na noite de 10 de dezembro. Ruy Carlos Ostermann e João Egydio Gamboa foram os decanos homenageados, junto a outros nove profissionais, Adriana Irion, Felipe Vieira, Ana Cássia Hennrich, Carla Seabra, Renato Panatieri, Wilson Rosa, Carlinhos Rodrigues, Luiz Artur Ferraretto e Alice Bastos Neves. O clima foi de reencontros e homenagens individuais a diversas pessoas que se misturavam a mestres e colegas de várias épocas.

O professor Ruy Carlos Ostermann destacou que o jornalismo lhe deu a oportunidade de praticar muitas atividades, mas a principal delas foi fazer amigos. Luiz Artur Ferraretto registrou a honra em receber a medalha justamente ao lado do professor Ruy, com quem trabalhou e pesquisou sobre a história do rádio gaúcho, e com o legado de Alberto André a quem entrevistou muitas vezes. Alice Bastos Neves e Adriana Irion destacaram a distinção como uma homenagem ímpar em suas carreiras. Renato Panatieri, Carlinhos Rodrigues e Ana Cássia Hennrich citaram suas ligações históricas com a ARI e seus dirigentes de várias épocas. Carla Seabra, Wilson Rosa e Felipe Vieira foram unânimes em agradecer seus professores e colegas da ARI. Felipe Vieira disse que a medalha era uma honra maior ainda por ser recebida ao lado do grande homenageado Ruy Carlos Ostermann. O presidente do Inter Marcelo Medeiros presenteou a ARI com uma camiseta do Internacional alusiva aos 83 anos da ARI. Diversos jornalistas consagrados estiveram presentes entre eles Flávio Tavares, Carlos Bastos e Ivo Czamanski.

O presidente da ARI destacou a colaboração de sua diretoria durante o ano de 2018 e reforçou que a Casa do Jornalista é a casa da amizade, reconhecendo o trabalho de colegas que fizeram e fazem a história da entidade  fundada em 1935. Na oportunidade convidou os associados a prestigiarem a associação que completa dezoito meses de nova diretoria, com vários projetos para 2019. No calendário de 2018 há a entrega do Prêmio ARI dia 19/12.

Participaram da entrega das medalhas aos onze agraciados a vice-presidente Cristiane Finger e o presidente do Conselho Deliberativo João Batista de Melo Filho e os diretores Antônio Goulart, Flavio Dutra, Mario Rocha, Nilson Souza, Thamara de Costa Pereira, Ayres Cerutti, José Nunes e a homenageada de 2017  Alice Urbim.

A cerimônia foi conduzida pelos jornalistas Daniela Sallet e Antônio Czamanski e contou com a participação da banda Deadline com Ricardo Azeredo, Elio Bandeira e Daniel Soares. (ARI)

Porto Alegre: Mônica Leal é eleita presidente da Câmara para 2019

Porto Alegre: Mônica Leal é eleita presidente da Câmara para 2019

Destaque Poder Política Porto Alegre
  • Eleição da Mesa Diretora para o ano de 2019. Na foto, vereadores eleitos (da esq.) Alvoni Medina (1° secretário), Reginaldo Pujol (1° vice-presidente), Mônica Leal (presidente), Mendes Ribeiro (2º vice-presidente), Paulo Brum (2° secretário) e Paulinho Motorista (3º secretário).
    Mesa Diretora: Medina, Pujol, Mônica, Mendes, Brum e Paulinho Motorista. Foto: Ederson Nunes/CMPA

    A Câmara Municipal de Porto Alegre realizou, na sessão ordinária desta segunda-feira (10/12), a eleição da Mesa Diretora para o ano de 2019 e dos integrantes de suas seis comissões permanentes.  Eleita por 28 votos a 7 – assim como todos os parlamentares que disputaram os cargos que compõem a Mesa –  a vereadora Mônica Leal (PP), que encabeçou a Chapa 1, é a presidente do Legislativo municipal para o próximo ano.

Na votação, foram eleitos para os cargos de 1º vice-presidente o vereador Reginaldo Pujol (DEM) e de 2º vice-presidente o vereador Mendes Ribeiro (MDB). Também foram escolhidos para os cargos de 1º secretário da Mesa o vereador Alvoni Medina (PRB); de 2º secretário, o vereador Paulo Brum (PTB); e de 3º secretário, o vereador Paulinho Motorista (PSB). O vereador Aldacir Oliboni (PT) concorreu ao cargo de presidente do Legislativo, pela Chapa 2, indicada e composta pelas bancadas de oposição (PT e PSol).

A posse da presidente eleita e dos integrante da Mesa Diretora e das Comissões Permanentes ocorrerá durante Sessão Especial, em 3 de janeiro, às 15 horas, no Plenário Otávio Rocha.

Comissões

Na oportunidade, também foram eleitos os presidentes de três das comissões permanentes: vereador Ricardo Gomes (PP) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ); vereador Airto Ferronato (PSB) para a Comissão de  Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (Cefor); e vereador André Carús (MDB) para a Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam). Os presidentes das outras comissões, que também tiveram suas nominatas preenchidas nesta tarde, serão decididos posteriormente.

As seis comissões permanentes do Legislativo, serão formadas pelos seguintes vereadores:

Comissão de  Constituição e Justiça (CCJ)

Ricardo Gomes (PP), Adeli Sell (PT), Clàudio Janta (SDD), Reginaldo Pujol (DEM), Márcio Bins Ely (PDT), Mendes Ribeiro (MDB) e Cássio Trogildo (PTB).

Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (Cefor)

Airto Ferronato (PSB), Felipe Camozzato (Novo), Idenir Cecchim (PMDB), João Carlos Nedel (PP) e Mauro Pinheiro (Rede).

Comissão de Urbanização, Transporte e Habitação (Cuthab)

Dr. Humberto Goulart (PTB), Paulinho Motorista (PSB), Professor Wambert (PROS), Roberto Robaina (PSOL), Fernanda Melchionna (PSOL) e Valter Nagelstein (MDB).

Comissão de Educação, Cultura, Esportes e Juventude (Cece)

Professor Alex Fraga (PSOL), Alvoni Medina (PRB), Cassiá Carpes (PP), Sofia Cavedon (PT) e Mauro Zacher (PDT).

Comissão de Defesa  do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana ( Cedecondh)

Moisés Barboza (PSDB), Comandante Nádia (PMDB), João Bosco Vaz (PDT), Marcelo Sgarbossa (PT), Cláudio Conceição (DEM) e Elizandro Sabino (PTB).

Comissão de Saúde e Meio Ambiente (COSMAM)

André Carús (MDB), Aldacir Oliboni (PT), Paulo Brum (PTB), José Freitas (PRB), Dr. Thiago (DEM), e Rodrigo Maroni (Pode).

 

Em janeiro e fevereiro de 2019, com a alteração da composição das bancadas da Câmara Municipal, em função da saída de vereadores que assumem cargos na Câmara dos Deputados (Fernanda Melchionna) e Assembléia Legislativa do Estado (Dr. Thiago Duarte, Elizandro Sabino, Rodrigo Maroni e Sofia Cavedon), a composição das comissões deverá ser redefinida.

 

Já a formação da Comissão Representativa será definida em eleição na próxima sessão ordinária.

 

Mônica Leal

 

Mônica Leal é natural de Porto Alegre, filha de Carmen Ibañez e de Pedro Américo Leal, militar carioca que chegou ao Rio Grande do Sul em 1944. Devido à carreira do pai, ainda criança morou na Vila Militar de Rezende, Rio de Janeiro, e, em Porto Alegre, o bairro de sua infância e adolescência foi o Moinhos de Vento, tendo estudado no Colégio Bom Conselho.

Monica casou com o advogado Luiz Alexandre Markusons e têm três filhos: Juliana, Marcelo e Felipe. Hoje, é avó de quatro netos. Durante 15 anos, foi empresária do ramo da moda e teve a primeira pronta entrega de roupas femininas do Rio Grande do Sul. Em 1992, iniciou na vida política como “assessora da assessora”, como lembra. Durante 12 anos e antes da Lei Antinepotismo, foi funcionária do gabinete do vereador Pedro Américo Leal, passando por todos os cargos hierárquicos. Em 2004, Pedro Américo resolveu não mais concorrer a vereador e fez de Mônica sua herdeira política.

 

Formada em Jornalismo pela PUC/RS e pós-graduada em Ciência Política pela ULBRA, Mônica se candidatou e assumiu uma cadeira de suplente na Câmara Municipal. Em 2006, foi convocada pelo Partido Progressista para ser candidata a senadora, conquistando 854.700 votos. Com a eleição da governadora Yeda Crusius, aceitou o convite para a ser secretária da Cultura do Estado.

 

Em 2012, novamente concorreu a vereadora de Porto Alegre, ficando na suplência, mas assumiu uma cadeira devido à saída de vereadores de sua coligação para secretarias. Disposta a continuar trabalhando pela população porto-alegrense, nas eleições de 2016, tornou-se a candidata mais votada do seu partido e da coligação vencedora, com 7.254 votos. Exerce o mandato atual também como 1ª vice-presidente da Câmara, tendo inclusive assumindo a presidência por mais de uma vez em 2018. Em janeiro de 2019, assume a presidência da Casa, sendo a quarta mulher a presidir o Legislativo em seus 245 anos de história e a primeira do PP.

Após desistências, 200 vagas do Mais Médicos serão reabertas.  Vagas voltarão ao edital de convocação a partir desta quarta-feira

Após desistências, 200 vagas do Mais Médicos serão reabertas. Vagas voltarão ao edital de convocação a partir desta quarta-feira

Notícias Poder Política Saúde
Após cerca de 200 profissionais terem desistido de ingressar no programa Mais Médicos, o Ministério da Saúde informou hoje (4) que vai reabrir as vagas a partir de amanhã (5). Esses profissionais informaram aos municípios que não irão assumir o posto.

As informações sobre as vagas de desistência serão atualizadas diariamente.

As inscrições do edital de convocação para o programa vão até sexta-feira (7), prazo para os interessados aderirem e escolherem o município de atuação. Podem se inscrever somente médicos com registro no Brasil. Os profissionais têm até o dia 14 deste mês para apresentação nos municípios. Pelo cronograma, 18 de dezembro é a data para a publicação da lista dos médicos homologados, para iniciarem as atividades.

De acordo com o ministério, o principal motivo alegado pelos médicos para desistência é incompatibilidade de horário com outras atividades profissionais. Outra parcela informou que foi aprovada para residência médica, recebeu nova proposta de trabalho ou problemas pessoais.

“Os médicos que decidirem não comparecer às atividades devem informar ao município alocado, que comunicará a desistência ao Ministério da Saúde. A pasta tem feito contato com os profissionais alocados por meio do endereço eletrônico informado na inscrição, além de ligações telefônicas. Mais de 3.000 ligações foram feitas no início desta semana”, informou a assessoria do ministério.

A jornada do programa prevê 40 horas semanais, em uma equipe de Saúde da Família. Segundo a pasta, até as 18h desta terça-feira, das 34.653 inscrições, 23.951 foram concluídas e 8.405 vagas estavam preenchidas, sendo que 3.276 médicos já se apresentaram ou começaram a trabalhar

“O edital do programa Mais Médicos é uma seleção para a ocupação de vagas de médicos nos municípios. Assim, como todo processo seletivo, os participantes possuem autonomia em assumir ou não a vaga selecionada, Em caso de necessidade, o Ministério da Saúde irá realizar novas chamadas até que complete o quadro de vagas do programa “, informou o Ministério da Saúde.

O edital foi lançado para substituir os mais de 8 mil médicos cubanos que deixaram o atendimento, após Cuba anunciar a saída do programa por discordar de mudanças anunciadas pelo governo eleito.  (Agência Brasil)

FIERGS vislumbra “realismo otimista” a partir de 2019 na economia do País

FIERGS vislumbra “realismo otimista” a partir de 2019 na economia do País

Destaque Economia Negócios Poder Política

 Depois de crescer 1% em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, ainda sob o impacto da crise econômica mais intensa de sua história, deve aumentar 1,3% este ano, estima a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Já o do Estado não deve passar de 1,1%. Porém, o presidente da entidade, Gilberto Porcello Petry, vislumbra um “realismo otimista” já a partir de 2019. “Investidores que estavam em dúvida em função do momento econômico, começam a ver novas perspectivas e dão sinais de que realizarão investimentos no País. Estou otimista, o ano que vem será melhor do que 2018”, afirmou Petry, durante a divulgação, nesta terça-feira (4), do Balanço 2018 e Perspectivas 2019, elaborado pela Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS.
Mesmo com resultado abaixo do esperado para o PIB brasileiro em 2018, os fatores que sustentam uma projeção mais otimista por parte do presidente para o próximo ano ainda seguem presentes, entre eles o menor endividamento de famílias e empresas e o elevado grau de ociosidade das fábricas. O processo natural de final do ciclo de recessão no Brasil, somado à baixa inflação e à queda nas taxas de juros, cria um ambiente para a recuperação cíclica da economia. Por isso, a FIERGS projeta três cenários para 2019:
cenário base contempla uma aceleração na taxa de crescimento brasileira para 2,8% em 2019, em decorrência da diminuição da incerteza e do avanço na agenda de reformas. O Rio Grande do Sul tende a apresentar uma aceleração menos intensa, com crescimento de 2,4%, por conta da continuidade do delicado quadro das finanças públicas.
No cenário superior, a FIERGS projeta uma aceleração mais forte no crescimento (3,6%), por conta da rápida realização das reformas, da melhora do quadro fiscal e do cenário externo favorável para os investimentos. No caso da economia regional, além do cenário nacional mais positivo, o avanço da atividade e a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal atenuam os efeitos da crise nas finanças públicas.
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul acredita que, mesmo no cenário inferior, a economia brasileira apresentará crescimento (1,6%), apesar da expectativa de agravamento da crise fiscal devido ao atraso e/ou frustração das reformas, em especial a da Previdência. No caso do Rio Grande do Sul, a baixa elevação decorre do agravamento na crise das finanças públicas estaduais e federais.

Para o Rio Grande do Sul, segundo Gilberto Porcello Petry, será fundamental reduzir despesas e autorizar concessões e outorgas à iniciativa privada, como o governo federal já tem feito. “Não dá só para trabalhar em cima da administração da folha, que é traumática”, reforça.  O baixo crescimento do PIB brasileiro em 2018 se explica, de acordo com o economista-chefe da FIERGS, André Nunes de Nunes, por diferentes fatores. A começar pelo cenário internacional, que nos últimos anos colaborou com as economias emergentes na forma de uma ampla liquidez e apetite por ativos de maior risco, mas este ano passou por um ajuste profundo em resposta à política monetária mais restritiva dos Estados Unidos. A crise da Argentina, um importante parceiro comercial, que deve fechar com um PIB negativo próximo aos 3% em 2018, também afetou. No cenário nacional, a paralisação dos transportes no Brasil teve forte influência e foi o fato inesperado que trouxe mais prejuízos para a atividade. De acordo com o economista, é preciso considerar ainda que a postergação, pelo governo Temer, da Reforma da Previdência, igualmente contribuiu para frustrar a expectativa por um PIB maior em 2018.
Para que o crescimento da economia brasileira prossiga pelos próximos cinco ou seis anos, entretanto, o economista da FIERGS ainda vê um longo caminho a ser percorrido, como uma agenda de reformas que solucione a crise fiscal, a melhora na infraestrutura do País, a qualificação do trabalhador, acordos com mercados relevantes e a internacionalização da economia. “Até o final do primeiro trimestre do ano que vem, o novo governo precisa propor que Previdência deseja para o País”, diz.
Em relação ao mercado de trabalho, este ano foi frustrante na geração de empregos. O Brasil deve gerar em torno de 500 mil postos de trabalho, com desemprego em 11,6%. No Rio Grande do Sul, a criação de vagas formais foi muito baixa (cerca de 20 mil postos). Apenas uma pequena parcela dos empregos perdidos com a crise foi recuperada em 2018 – por volta de 10%.
   
RIO GRANDE DO SUL – Todos os elementos do cenário nacional igualmente compuseram a conjuntura do Rio Grande do Sul em 2018. A estimativa de crescimento de 1,1% no Estado fica abaixo do projetado ao final do ano passado (1,4%). No RS, foi observada uma queda mais intensa da produção do setor primário (-2,5%) em relação ao total do Brasil (-0,5%). Por outro lado, o avanço na indústria foi maior (2%). De acordo com a FIERGS, a crise fiscal se agravou no final do ano e as medidas necessárias para a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal não foram concretizadas, o que eleva o grau de incerteza para 2019. Entre os anos de 2014 e 2016, a produção no Brasil caiu 16,7% e no Estado recuou 18,5%. Assim, os crescimentos de 2017 e 2018 somados não chegam a um terço da queda acumulada. Acesse o trabalho completo em: www.fiergs.org.br/economia/balanço-econômico-e-perspectivas

 

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Presidencialismo de coalizão ‘não vai acabar’, avisa sociólogo, por Gabriel Manzano/Estadão

Presidencialismo de coalizão ‘não vai acabar’, avisa sociólogo, por Gabriel Manzano/Estadão

Comunicação Notícias Poder Política

Jair Bolsonaro toma posse daqui a 29 dias “com uma base completamente diferente e uma agenda nova” mas continuará precisando de apoio para aprovar seus projetos. “Isso significa que o governo de coalizão não vai desaparecer. Mas as conversas decisivas passam a ser com bancadas, e não com lideranças partidárias tradicionais”, enfatiza o cientista político Murillo de Aragão nesta entrevista a Gabriel Manzano.

A agenda do presidente eleito, nesta semana, inclui reuniões com cerca de 100 parlamentares das principais legendas, em Brasília, “e isso mostra que os partidos não serão abandonados”, destaca o analista. “O que está saindo de cena, sim, é o controle de lideranças do Congresso sobre nomeações. O que acaba é o critério de porteira fechada”.

Como explicar uma transição tão tranquila depois de se falar tanto em “ruptura” com o que havia antes?
Temos de fato uma transição muito positiva. Para começar, não há uma incompatibilidade ideológica entre o governo que sai e o que entra. Há uma continuidade na economia e nada do atrito que aconteceu na passagem de Dilma Rousseff para o Temer. Naquela ocasião não houve a menor boa vontade de se passar informações.

Mas há diferenças claras. Quais destacaria?
Primeiro, Bolsonaro chega com uma base política completamente diferente da que havia e que era a tradicional do meio político brasileiro. Segundo, agora há um viés ideológico – não chega a ser conflito, mas é algo mais à direita do MDB histórico. Terceiro, ele traz muitos quadros que não eram do círculo de poder, gente outsider ou do baixo clero. Por fim, um quarto ponto, essencial: vem com a chancela da Lava Jato. De certa forma, diria que este “é” um governo da Lava Jato. Se essa operação do MP e da PF atrapalhou os governos Dilma e Temer, agora ela vai ajudar o governo Bolsonaro. É uma diferença devastadora. E tem mais: o que veremos agora será um governo dialogando não com partidos, mas com bancadas. Esses pontos não são padrão na nossa história parlamentar.

Diria que o presidencialismo de coalizão está no fim?
Não, não vejo assim. O presidencialismo de coalizão no Brasil não vai acabar por causa do modo Bolsonaro de governar. Eles vão precisar de coalizões para aprovar projetos e emendas importantes. Como não temos um partido com maioria absoluta em ambas as casas, a criação de uma base torna a negociação inevitável. O que há de novo nessa relação é o esvaziamento do poder dos caciques tradicionais. E, junto a isso, o fim da fórmula “porteira fechada” para nomeações. Resta saber se vai funcionar, né?

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Em reunião com Eduardo Leite, Ana Amélia diz que está à disposição para ajudar.  Mandato da senadora encerra em 31 de janeiro de 2019; por Jéssica Moraes / Rádio Guaíba

Em reunião com Eduardo Leite, Ana Amélia diz que está à disposição para ajudar. Mandato da senadora encerra em 31 de janeiro de 2019; por Jéssica Moraes / Rádio Guaíba

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Terminou sem definições concretas a reunião ocorrida, na tarde deste domingo, entre o governador eleito, Eduardo Leite (PSDB),  e a senadora Ana Amélia Lemos (PP). Ambos se encontraram na residência da progressista. Ana Amélia disse que teve com Leite uma reunião agradável e negou ter sido sondada para um cargo na futura gestão. “Falamos sobre o curso dele na Inglaterra e também sobre os desafios do novo governo. Eu falei que estou à disposição do Estado em qualquer circunstância, colaborando”, comentou a senadora, que encerra o mandato de oito anos no início de 2019.

“Não falamos sobre cargos, mas sobre a disposição de trabalhar intensamente para ajudar. Eu tenho um projeto pessoal de ir aos Estados Unidos e fazer um curso de inglês, seriam dois meses fora, mas meu mandato termina em janeiro, até lá temos muitas coisas a fazer no Senado, votações de interesse do Estado. Quando Eduardo Leite for para Brasília, conversaremos de novo, estaremos sempre em contato”, acrescentou.

Nos bastidores, circulou a possibilidade de a senadora ser indicada para a Casa Civil ou representar o Piratini no governo gaúcho em Brasília. Já em nível federal, o nome de Ana Amélia é ventilado para os cargos de porta-voz ou ministra na área de Comunicação.