Livros: Juremir Machado da Silva mostra como a imprensa cobriu a abolição da escravatura e reflete sobre pensamento conservador no Brasil

Livros: Juremir Machado da Silva mostra como a imprensa cobriu a abolição da escravatura e reflete sobre pensamento conservador no Brasil

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Como o Brasil acordou na segunda-feira, 14 de maio de 1888, um dia depois de promulgada o fim da escravidão no país? Como os jornais noticiaram a abolição? Partindo dessas questões, o jornalista e historiador Juremir Machado mergulhou nos arquivos da época e resgatou não só a reação da imprensa, mas também os discursos dos políticos, empresários e jornalistas antes e depois da lei que libertou os escravos, mas não previu nenhuma política de acolhimento nem de inclusão dos negros na sociedade. O resultado dos seus cinco anos de pesquisa resultaram no livro “Raízes do conservadorismo brasileiro”, lançado neste mês de junho pela Civilização Brasileira.

O livro mostra como os discursos e estratégias dos atores sociais da época são semelhantes ao conservadorismo da sociedade brasileira desde então. “O que mais me chamou atenção nesse universo de políticos, fazendeiros, barões do café, jornalistas e outros é o quanto as suas visões de mundo se refletem no agronegócio de hoje, no cinismo dos políticos atuais, na hipocrisia de certos jornais e na insensibilidade com a dor alheia. A retórica conservadora é praticamente a mesma, sempre baseada na chantagem e na disseminação do medo”, afirma Juremir, em entrevista para o blog da editora.

image003(4)A repressão da polícia ao movimento abolicionista, a justificativa estapafúrdia de que a abolição acabaria com a economia do país, os pedidos infundados de indenização por proprietários rurais e a disseminação de preconceitos contra os negros não foram suficientes para barrar o movimento abolicionista. O autor destaca o papel da imprensa independente e também o papel dos próprios escravos, que costuma ser relegado, na luta pela sua liberdade.

“A abolição foi uma conquista dos negros e dos seus aliados que se deu em três frentes: a rua, o parlamento e a imprensa. Por uma vez na vida, tivemos, em paralelo com a imprensa conservadora, uma profusão de jornais abolicionistas que conseguiram disseminar os valores da abolição numa sociedade de maioria analfabeta. Foi uma façanha. Não houve concessão da Coroa nem abolição por exclusiva pressão inglesa ou por imposição pura da dinâmica capitalista. A luta dos homens e das mulheres foi decisiva para desmontar um discurso de naturalização da escravidão”, ressalta.

Juremir Machado da Silva é escritor, tradutor, jornalista e professor universitário. Graduado em história e em jornalismo pela PUCRS, tem mestrado em antropologia pela UFRGS e doutorado em sociologia pela Université Paris V – Sorbonne. Publicou mais de trinta livros, entre ficção, ensaio e tradução. Foi condecorado Chevalier de l’Ordre des Palmes Académiques, pelo governo francês, em 2008, e venceu o 2º Prêmio Brasília de Literatura com a obra Jango: a vida e a morte no exílio, em 2014. Este é seu primeiro livro pela Civilização Brasileira. A obra traz à tona o papel de abolicionistas menos conhecidos e elogia intelectuais abolicionistas famosos como José do Patrocínio, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa. Ao transcrever os discursos dos políticos, mostra como o romancista José de Alencar, que votou contra a Lei do Ventre Livre, era um “conservador renhido, escravocrata convicto, sempre pronto a sofismar em nome da sua crença”.

Num dos trechos mais chocantes, reproduz trechos da “Lenda da criação do negro”, ficção publicada num jornal do Espírito Santo cheia de clichês racistas, que ainda persistem no imaginário brasileiro racista. “Raízes do conservadorismo brasileiro” mostra que ainda estamos longe de reconhecer e pagar a dívida com a escravidão. “Nesse sentido, ainda somos os mesmos e vivemos como no século XIX”, conclui o autor.

TRECHO:

“O que se vê percorrendo os subterrâneos do passado brasileiro? O que se encontra nos desvãos da história da escravatura no Brasil? Nada mais do que as raízes daquilo que o país continua a ser. Se hoje a Justiça ainda é acusada de privilegiar os brancos ricos, ontem ela servia abertamente aos interesses dos brancos proprietários de escravos. Se atualmente a polícia é suspeita de discriminar os negros, ontem ela era o capitão do mato caçando escravos fugitivos e cumprindo o papel de garantir pela força a ordem da escravidão, a permanência em cativeiro, sob sequestro permanente, de seres humanos traficados da África ou de alguma província do Brasil para outras. Se hoje a mídia é vista como reprodutora da ideologia conservadora, que legitima a desigualdade social, ontem a imprensa era veículo de disseminação de teorias racistas e de ideologias de dominação. O parlamento foi, durante muito tempo, a caixa de ressonância sem estática dos interesses das elites escravistas, em que liberais e conservadores distinguiam-se quase tanto quanto gêmeos univitelinos.”

 

VEJA ENTREVISTA DE JUREMIR MACHADO DA SILVA AO PROGRAMA 21h30/TVU

 

Lançamento será no dia 29 de junho na Saraiva Moinhos, em Porto Alegre, a partir das 19hs

Leia entrevista com o autor no blog da editora: http://bit.ly/2sTfN7G

RAÍZES DO CONSERVADORISMO BRASILEIRO

Juremir Machado da Silva

Páginas: 448

Preço: R$ 54,90

Editora: Civilização Brasileira / Grupo Editorial Record

 

 

 

 

PGR denuncia Temer por crime de corrupção passiva

PGR denuncia Temer por crime de corrupção passiva

Destaque Poder Política

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou hoje (26) o presidente Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva. A acusação está baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada da JBS. O áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa, com o presidente, em março, no Palácio do Jaburu, também é uma das provas usadas no processo. Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre a denúncia. O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) também foi denunciado pelo procurador pelo mesmo crime. Loures foi preso no dia 3 de junho por determinação do ministro Edson Fachin. Em abril, Loures foi flagrado recebendo uma mala contendo R$ 500 mil, que teria sido enviada pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Para o procurador, Temer usou Rocha Loures para receber vantagens indevidas. “Entre os meses de março a abril de 2017, com vontade livre e consciente, o Presidente da República Michel Miguel Temer Lulia, valendo-se de sua condição de chefe do Poder Executivo e liderança política nacional, recebeu para si, em unidade de desígnios e por intermédio de Rodrigo Santos da Rocha Loures, vantagem indevida de R$ 500.000 ofertada por Joesley Batista, presidente da sociedade empresária J&F Investimentos S.A., cujo pagamento foi realizado pelo executivo da J&F Ricardo Saud”, diz a denúncia apresentada por Janot.

Mesmo com a chegada da denúncia, o STF não poderá analisar a questão antes de uma decisão prévia da Câmara dos Deputados. De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer somente poderá ser analisada após a aceitação de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de deputados da Câmara.

A denúncia foi enviada ao gabinete do ministro Edson Fachin, relator da investigação envolvendo o presidente. O ministro poderá conceder prazo de 15 dias para manifestação da defesa antes de enviá-la para a Câmara. A formalidade de envio deverá ser cumprida pela presidente do STF, Cármen Lúcia.

Se a acusação for admitida pelos parlamentares, o processo voltará ao Supremo para ser julgado. No caso de recebimento da denúncia na Corte, o presidente se tornará réu e será afastado do cargo por 180 dias. Se for rejeitada pelos deputados, a denúncia da PGR será arquivada e não poderá ser analisada pelo Supremo.

A regra está no Artigo 86 da Constituição Federal. “Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”.

Durante a investigação, a defesa de Temer questionou a legalidade das gravações e os benefícios concedidos ao empresário Joesley Batista pela PGR na assinatura do acordo de delação premiada. Os advogados de Loures afirmam que a prisão é ilegal e que o ex-deputado não fará delação premiada.

“Nada nos destruirá”

Em discurso no Palácio do Planalto, na manhã de hoje (26), o presidente Michel Temer disse que a agenda de reformas proposta pelo governo é a “mais ambiciosa” dos últimos tempos. “Não há plano B. Há que seguir adiante. Portanto nada nos destruirá. Nem a mim nem a nossos ministros”, disse.

Lava Jato: Operação dita embate de Barroso com Gilmar Mendes; por Breno Pires/O Estado de S. Paulo

Lava Jato: Operação dita embate de Barroso com Gilmar Mendes; por Breno Pires/O Estado de S. Paulo

Destaque Direito Poder Política

A discussão acalorada entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso no julgamento que tratou da homologação da delação da JBS no Supremo Tribunal Federal (STF) expôs um confronto que nas últimas semanas já vinha se desenhando. Com posições antagônicas, os dois ministros têm protagonizado debates que podem influenciar os rumos da Operação Lava Jato.

Enquanto Gilmar lidera os questionamentos, com ressonância na política, ao modo de atuação do Ministério Público Federal, que estaria promovendo “abusos”, Barroso surge como contraponto em defesa dos investigadores e dos meios de obtenção de provas, como os acordos de delação premiada.

No julgamento da semana passada, transmitido ao vivo pela TV Justiça, a oposição entre os dois ficou mais clara. Enquanto Barroso sustentava que a eventual invalidação de alguma prova obtida por meio de delação não pode levar à anulação de um acordo como um todo, Gilmar mostrou entendimento contrário. A partir daí, houve troca de farpas. Barroso insinuou que o colega, no futuro, tentará anular a delação da JBS e não estaria aceitando a derrota no julgamento. Gilmar afirmou que o ministro não deixava os outros votarem e deveria respeitar os posicionamentos. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

PT atinge maior popularidade desde a segunda posse de Dilma

PT atinge maior popularidade desde a segunda posse de Dilma

Destaque Poder Política

O Partido dos Trabalhadores atingiu a sua maior popularidade desde a segunda posse da ex-presidente Dilma Rousseff, em meio à crise que atinge o governo Michel Temer. A sigla é a favorita de 18% da população. A informação é da pesquisa Datafolha e foi divulgada neste domingo pelo jornal Folha de São Paulo.

A pesquisa aponta em segundo lugar o PSDB e o PMDB, com 5% cada. PSOL, Partido Verde e PDT alcançaram 1% cada. A maioria dos entrevistados, 59%, no entanto, não têm preferência por partidos. O levantamento foi feito entre quarta-feira e sexta-feira, com 2.771 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O PT era líder isolado em popularidade de 2000 até junho de 2015, quando empatou tecnicamente com o PSDB. Mesmo depois do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o partido ainda penava na popularidade. Em dezembro do ano passado, tinha 9%. Voltou a crescer em maio deste ano, quando alcançou 15%. O ápice de popularidade do PT foi no próprio governo Dilma, em março de 2013, pouco antes das manifestações de junho. Atualmente, o crescimento na popularidade do Partido dos Trabalhadores ocorre ao mesmo tempo em que a gestão Temer chega à menor marca registrada de um governo pelo Datafolha em 28 anos. (Rádio Guaíba)

Medo da violência revigora tendências autoritárias e beneficia Bolsonaro; por Renato Sérgio de Lima, Arthur Trindade Maranhão Costa/ Folha de São Paulo

Medo da violência revigora tendências autoritárias e beneficia Bolsonaro; por Renato Sérgio de Lima, Arthur Trindade Maranhão Costa/ Folha de São Paulo

Comportamento Cultura Destaque Poder Política

Pesquisa Datafolha e Fórum Brasileiro de Segurança Pública indica que o país é terreno fértil para líderes autoritários. Diante do medo provocado pela violência urbana, maioria deixa de lado as leis e os planos políticos em busca de um salvador da pátria. Além de Bolsonaro, figuras como Lula e Doria se beneficiam desse cenário. Confira o trabalho completo na Folha de São Paulo.

Aprovação da gestão Temer cai a 7%, menor em 28 anos, segundo Datafolha; por Thais Bilenky/Folha de São Paulo

Aprovação da gestão Temer cai a 7%, menor em 28 anos, segundo Datafolha; por Thais Bilenky/Folha de São Paulo

Destaque Poder Política

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado pelo jornal Folha de São Paulo revela que o governo Michel Temer (PMDB) é considerado ótimo ou bom por apenas 7% da população, a menor marca registrada pelo Datafolha em 28 anos. Somente José Sarney (PMDB) ficou abaixo desse patamar, com 5% em setembro de 1989, em meio à crise da hiperinflação.

Desde que veio a público a delação da JBS, que jogou o presidente no centro da crise política nacional, a impopularidade do peemedebista aumentou. Atualmente, sua gestão é considerada ruim ou péssima por 69% do eleitorado e regular por 23%. Na comparação, em setembro de 1989, Sarney chegou a 68% de ruim ou péssimo e 24% de regular.

O novo levantamento do Datafolha, feito entre quarta-feira (21) e essa sexta-feira (23), com 2.771 entrevistados, mostra Temer com a avaliação em queda.

Dois meses atrás, a sua taxa de ruim e péssimo estava em 61% e a de ótimo ou bom, em 9%. Aqueles que o consideraram regular somavam 28% no final de abril.

Não souberam responder como avaliam hoje o governo Temer 2% dos entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos. A nota do presidente caiu de 3 para 2,7.

A situação de Temer é pior que a de Dilma Rousseff (PT) às vésperas de ela sofrer impeachment. Em abril de 2016, a petista tinha 13% de aprovação e 63% de reprovação.

Mulheres e jovens

No histórico do Instituto Datafolha, além de Sarney, apenas Fernando Collor (PTC) obteve índices tão negativos quando Dilma e Temer ao alcançar 68% de ruim e péssimo, em setembro de 1992, ao sofrer impeachment.

O cenário fica mais desfavorável para o presidente Temer entre as mulheres, os jovens e os mais pobres, em comparação com a média da população.

Sua taxa de ruim e péssimo chega a 73% entre o eleitorado feminino, a 74% entre os eleitores de 25 a 34 anos e a 71% para aqueles cuja renda familiar mensal é de até dois salários mínimos.

No Nordeste, a reprovação a Temer fica acima da média, 77%, e no Sul, abaixo: 61%

Entre os entrevistados com ensino fundamental completo, a reprovação de Temer fica em 64% e sobe para 71% entre aqueles que concluíram o ensino médio e 70% entre os com superior completo.

Um grupo que lhe concede alguma trégua é a do eleitorado de renda média familiar superior a dez salários mínimos. Nessa parcela da população, seu governo é considerado bom ou ótimo por 15%, regular por 30% e ruim ou péssimo por 55%.

A análise por renda da avaliação de Temer coincide com a de sua agenda econômica, da qual os mais ricos são menos críticos que a média da população, em especial no que se refere à proposta de reforma da Previdência.

Joesley Batista

O presidente Michel Temer foi gravado secretamente em março deste ano pelo empresário Joesley Batista, da JBS, em uma conversa à noite fora da agenda no Palácio do Jaburu em que ambos trataram da relação com o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso.

O áudio foi entregue como prova na delação do empresário e deverá subsidiar três denúncias contra Temer elaboradas pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa. As peças ainda não foram apresentadas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e, quando o forem, deverão ser remetidas à Câmara dos Deputados. Ao envolver o Congresso, a situação de Temer se torna ainda mais frágil.

Ele é acusado por Janot de ter dado o seu aval para que Joesley comprasse o silêncio de Cunha e de seu operador Lucio Funaro, que estão presos e ameaçam delatar. A reportagem na Folha de São Paulo

Içamento da ponte do Guaíba corre risco de parar devido ao fim da concessão da Concepa; por Heron Vidal/Correio do Povo

Içamento da ponte do Guaíba corre risco de parar devido ao fim da concessão da Concepa; por Heron Vidal/Correio do Povo

Agenda Destaque Negócios Poder Política Porto Alegre

O presidente do Movimento Ponte do Guaíba. Luiz Domingues, vai ser recebido, na segunda-feira, em Brasília, pela direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ligada ao Ministério dos Transportes. O dirigente vai alertar sobre as consequências do fim do contrato de 20 anos da concessionária Triunfo Concepa, em 4 de julho. Um deles é o não içamento do vão móvel da ponte Getúlio Vargas, a ponte do Guaíba.

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Içamentos causam transtornos diários para quem usa travessia. Foto: Mauro Schaefer/Correio do Povo

Conforme Domingues, o objetivo é entregar ao diretor da agência, Jorge Bastos, documentos da Refap, de 2007, e da então Copesul, em 2008, hoje Braskem. “A cada cinco dias sem o vão móvel da Ponte Guaíba ser içado a empresa acumula prejuízo de R$ 15,5 milhões”, disse o presidente do movimento.

No documento a Refap detalha: “O não içamento do vão móvel da ponte do Guaíba por até 10 dias no período mais quente do ano, que vai de outubro a abril, pouco afeta o abastecimento ao mercado de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), já que o complemento ao abastecimento pode ser realizado a partir do Paraná”. O impasse, segundo a mesma nota, pode ocorrer no inverno. Entre maio e setembro, devido a restrições de frota rodoviária, o risco de impacto no abastecimento ao mercado é maior.

Questionada sobre o tema, a ANTT sinalizou, por meio da assessoria de imprensa, com a provável ampliação do contrato da concessão da Triunfo Concepa: “Os órgãos envolvidos nessa questão, do qual a ANTT faz parte, continuam analisando todos os aspectos ligados a uma possível prorrogação e se manifestará em momento oportuno”. Não há, por enquanto, definição sobre uma nova licitação.

Domingues explica que hoje só existem duas pessoas em condições de operar o vão móvel da ponte do Guaíba. Pai e filho, ambos são funcionários da Concepa há pelo menos há duas décadas.

A concessionária administra atualmente 121 quilômetros de pista duplicada. O primeiro trecho é a FreeWay (BR-290), que atravessa seis cidades (Osório, Santo Antonio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Cachoeirinha e Porto Alegre). O segundo trecho envolve a BR 290 no trecho entre Porto Alegre e Eldorado do Sul, além da BR 116, no município de Guaíba.

Repasse de R$ 40,5 milhões para reformas em 298 escolas começa segunda

Repasse de R$ 40,5 milhões para reformas em 298 escolas começa segunda

Agenda Destaque Educação Poder Política Sartori

O repasse de R$ 40,5 milhões para reformas e pequenas ampliações em 298 escolas da rede pública de ensino começa nesta segunda-feira (26). A previsão é de que o prazo para a transferência de recursos, por depósitos, entre na conta até 30 de junho. No último dia 14, o governador José Ivo Sartori anunciou o repasse originário de financiamento do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).

“Investir em educação é investir no futuro, e a Educação é uma prioridade do nosso governo. O objetivo é melhorar o ambiente escolar, contribuindo para aumentar a qualidade do ensino público, pois o atendimento ao estudante gaúcho é o nosso foco”, afirma o secretário de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), Carlos Búrigo.

A expectativa é de que até o final de 2018 sejam entregues mais de 600 escolas reformadas. Os critérios técnicos para escolher a destinação dos recursos obedecem demandas com projeto e orçamento prontos, apontamentos do Ministério Público, pesquisa do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Rio Grande do Sul (Seap/Saers), demandas de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) com projeto entregue por empresa terceirizada e aprovado pelos Bombeiros e demandas de obras represadas desde 2014.

As obras não podem exceder a R$ 150 mil, e as escolas não podem ter sido contempladas pelo recurso Bird/2016. Nos próximos dias, os diretores participarão de oficinas para capacitação sobre utilização adequada dos recursos, como fiscalização e acompanhamento das obras. “Nosso compromisso é com a boa aplicação desse investimento”, ressalta o secretário da Educação do Estado, Ronald Krummenauer.

Confira os municípios contemplados e a relação por escola.

Arquivada representação contra Aécio no Conselho de Ética do Senado. Integrantes podem recorrer, desde que conte com o apoio de cinco parlamentares

Arquivada representação contra Aécio no Conselho de Ética do Senado. Integrantes podem recorrer, desde que conte com o apoio de cinco parlamentares

Destaque Poder Política

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), determinou, nesta sexta-feira, o arquivamento da representação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal. “Indeferi por falta de provas”, disse Souza.

O senador lembrou que qualquer integrante do Conselho de Ética pode recorrer da decisão, em até dois dias, desde que conte com o apoio de cinco parlamentares.

A representação, que pede abertura de processo por quebra de decoro contra Aécio, investigado no âmbito da Operação Lava Jato, havia sido apresentada em maio pela Rede e pelo PSol e recebida na segunda-feira passada. (Agência Senado)

Eleições 2018: Ana Amélia cogita aliança com PSDB e PMDB e rechaça disputar Piratini

Eleições 2018: Ana Amélia cogita aliança com PSDB e PMDB e rechaça disputar Piratini

Destaque Poder Política

Minutos antes de dar início, nesta sexta-feira, a uma série de 30 seminários regionais do Partido Progressista (PP) a fim de discutir as eleições de 2018, a senadora Ana Amélia Lemos cogitou a possibilidade de alianças com siglas com o PMDB e o PSDB, mas rechaçou a possibilidade de voltar a disputar o governo gaúcho. A senadora avalizou, inclusive, o nome do tucano Eduardo Leite (PSDB), ex-prefeito de Pelotas, para uma suposta aliança, embora ressalte que o “radar” do partido é abrangente. Ana Amélia atendeu a reportagem, no fim dessa manhã, antes de rumar para Santa Maria.

“Todas as possibilidades políticas sempre estão no radar do presidente (estadual) Celso Bernardi. Mas evidentemente que o PP está numa posição de protagonismo e isso, claro, vai ter reflexos na hora de negociar. Se teremos candidatura própria, se vamos estar em aliança com outros partidos, como o PSDB e o PMDB, nós estaremos abertos a esses entendimentos”, avaliou.

Hoje à tarde, Santa Maria vai ser palco do primeiro encontro do PP. Amanhã, a reunião ocorre em Livramento. Conforme Ana Amélia Lemos, o protagonismo do partido, hoje, se reflete na composição de bancadas, com sete deputados estaduais, seis federais e um senador.

Mesmo com pressão da base para disputar novamente a corrida ao Piratini, Ana Amélia Lemos ratificou que vai concorrer à reeleição, no Senado. “Embora a política seja uma coisa mutável, eu já tomei a decisão e já fiz a minha parte em 2014. Disputei a eleição ao governo do Estado. Mas eu penso, que inclusive para o nosso Estado, no Senado Federal eu posso trabalhar e contribuir para muitas coisas”, referendou.

Em outubro de 2010, Ana Amélia foi eleita com mais de 3,8 milhões de votos. Já na eleição estadual de 2014, a senadora caiu no primeiro turno ao computar 1,3 milhão, contra os 2 milhões de Tarso Genro (PT) e os 2,4 milhões de José Ivo Sartori (PMDB). (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)