Acordos locais, interesses próprios e voto “na pessoa” alimentam infidelidade na eleição; por Flávia Bemfica/Correio do Povo

Acordos locais, interesses próprios e voto “na pessoa” alimentam infidelidade na eleição; por Flávia Bemfica/Correio do Povo

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Os movimentos de lideranças políticas gaúchas nos últimos dias expuseram no Rio Grande do Sul uma marca das corridas eleitorais que se acentuou no pleito de 2018: a infidelidade declarada, e sem consequências para quem a pratica, de políticos com as alianças fechadas por seus partidos. Nesta semana, a característica ganhou visibilidade no Estado a partir do anúncio do deputado federal e candidato ao Senado, Luis Carlos Heinze. Integrante do PP gaúcho, Heinze divulgou na quarta-feira que, na corrida presidencial, apoia o candidato do PSL e colega de Câmara, Jair Bolsonaro.

A decisão se dá dentro de uma eleição na qual o PP do RS ganhou uma importância que ainda não havia alcançado desde a redemocratização. Ter o vice – a senadora Ana Amélia Lemos – na chapa presidencial encabeçada pelo tucano Geraldo Alckmin. O caso de Heinze, contudo, está longe de ser exceção. Pelo país, situações iguais ou semelhantes se acumulam.

Para o professor Luis Gustavo Grohmann, do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV) da Ufrgs, as infidelidades declaradas sempre existiram nos pleitos, com casos rumorosos no RS, inclusive. Mas ganharam intensidade nesta eleição, em função de fatores tanto internos como externos, que geram um quadro mais “caótico”. “No Brasil, há um tensionamento fruto de mudanças no eleitorado e na cena política em decorrência de tudo o que aconteceu nos últimos anos.

O eleitorado está, de forma ainda mais intensa, prestando atenção nas pessoas, votando nelas e não nos partidos. Mundialmente, soluções já existentes apresentam dificuldades e há a ascensão de setores populistas de direita, apesar das propostas estapafúrdias. Isso propicia um cenário onde cada um tende a tentar salvar a própria pele”, resume.  A avaliação ajuda a explicar o desempenho de Bolsonaro, expoente em uma sigla diminuta, que possui uma bancada federal composta por oito parlamentares, e poucos segundos na propaganda do rádio e da TV. Alianças e interesses regionais diversos completam o quadro.

No Rio Grande do Sul, Heinze não é o primeiro a ganhar visibilidade por trair a decisão oficial da sigla a qual pertence. O coordenador da campanha de Bolsonaro no Estado, que o candidato do PSL aponta como ministro chefe da Casa Civil na hipótese de chegar ao Planalto, é o presidente do DEM gaúcho, o deputado federal Onyx  Lorenzoni.

Apesar de o DEM também integrar a coligação de Alckmin, a opção do parlamentar é vista com naturalidade no partido. Quando é questionado sobre o caso, o presidente nacional da legenda e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), costuma assinalar que Onyx está com Bolsonaro ‘há muito tempo’. Em maio, durante agenda no RS, descartou qualquer possibilidade de que a infidelidade pudesse resultar em intervenção no diretório gaúcho. “Seria algo muito bruto, não democrático”, resumiu.

Leia a reportagem completa no Correio do Povo.

Cinema: “O Paciente” revive o drama de Tancredo Neves

Cinema: “O Paciente” revive o drama de Tancredo Neves

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Um dos lançamentos nos cinemas nesta quinta-feira é “O Paciente – O Caso Tancredo Neves”, com direção de Sergio Rezende. A narrativa procura transportar o espectador para o Brasil dos anos 80, quando o país vivia um momento de esperança com o fim do regime militar.

O então recém-eleito presidente, Tancredo Neves, é acometido de uma grave doença antes de tomar posse. Desta forma, o longa revive as angústias, o medo e a ansiedade do político em relação ao seu destino, sabendo que o povo tem expectativas em relação ao seu governo, mas que se vê cada vez mais impossibilitado de cumprir. Sua morte, ocorrida em 21 de abril de 1985, mobilizou e comoveu o país.

Baseado no livro homônimo, do historiador Luis Mir, o filme descortina os mistérios que envolvem sua misteriosa morte e revela os bastidores médicos da história que abalou a política brasileira e modificou os rumos da nação. O protagonista é interpretado pelo veterano ator Othon Bastos. O porta-voz do político, Antonio Britto (depois governador do Rio Grande do Sul), é vivido por Emílio Dantas. A esposa de Tancredo, Risoleta, é encarnada por Esther Góes. A equipe de médicos ganha a atuação de Leonardo Medeiros, Otavio Muller e Paulo Betti. (Correio do Povo)

Porto Alegre: Senado autoriza empréstimo de U$ 80,8 milhões para a Educação. Os recursos destinam-se ao financiamento do “Programa de Melhoria da Qualidade da Educação do Município” e terá garantia do Governo Federal.

Porto Alegre: Senado autoriza empréstimo de U$ 80,8 milhões para a Educação. Os recursos destinam-se ao financiamento do “Programa de Melhoria da Qualidade da Educação do Município” e terá garantia do Governo Federal.

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O Senado Federal autorizou, no final da tarde desta terça-feira, 4, a contratação de empréstimo de US$ 80,8 milhões da Prefeitura de Porto Alegre com o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID. Os recursos destinam-se ao financiamento do “Programa de Melhoria da Qualidade da Educação do Município” e terá garantia do Governo Federal.

“A aprovação do financiamento é uma conquista para a cidade e possibilita que recuperemos escolas municipais e possamos implantar a melhoria no ensino, tão necessária”, destacou o prefeito Nelson Marchezan Júnior. Ele fez questão de agradecer aos senadores gaúchos que atuaram na defesa do pleito da Capital. “Eles foram incansáveis na defesa do pedido de empréstimo junto ao Governo federal e no Senado”.

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Nelson Marchezan Júnior Foto: Alina Souza/Correio do Povo

Reforma de prédios

Para o secretário de Educação, Adriano Naves de Brito, o objetivo é melhorar a qualidade do ensino, que é expressa na aprendizagem do alunos. “O projeto favorece a proficiência em português e matemática, que são competências fundamentais para o desenvolvimento de adultos autônomos”, observou o secretário de Educação. “A reforma de prédios e aquisição de demais recursos são meios para atingirmos este objetivo maior: melhorar a qualidade das duas redes públicas, a estatal e a comunitária”, sinalizou Adriano de Brito.

“Investir no ensino público é necessário e urgente. Não é possível um país como o nosso não ter o investimento em Educação como ponto de partida”, destacou o senador Lasier Martins em sua manifestação na tribuna, ao pedir que os senadores votassem favoravelmente o pedido de empréstimo. “Temos que mudar as manchetes que a cada ano mostram a baixa qualidade do ensino”, finalizou.

Aprovado por unanimidade

O pedido foi incluído na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na condição de extrapauta, na manhã desta terça-feira, a pedido dos senadores gaúchos, que não fazem parte da Comissão. Tendo como relator o senador Raimundo Lira, foi aprovado por unanimidade. O senador Lasier Martins conseguiu que fosse incluído na pauta da 115ª Sessão Deliberativa Ordinária, da tarde desta terça-feira. No plenário do Senado, foi novamente aprovado por unanimidade.

Inicialmente a Secretaria do Tesouro Nacional havia rebaixado a capacidade de pagamento de Porto Alegre para a nota C, a partir da aplicação de nova metodologia do Ministério da Fazenda, o que tornaria o município inelegível para receber a garantia da União. Mas uma decisão judicial obrigou a União a revisar a classificação de capacidade de pagamento do município e manter a nota B.

Para obter empréstimo no exterior, os governos estaduais e as prefeituras precisam da aprovação do Ministério da Fazenda e, posteriormente, do aval da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e do Plenário do Senado. Com o aval, a Prefeitura entrará em contato com o BID para negociar o empréstimo.

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

Economia: Afinal, de onde saem os recursos do Crédito Rural? Do governo? Não. Do setor privado.

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A afirmação do presidenciável Ciro Gomes, em sua visita à Casa Farsul, que o setor primário recebe incentivos fiscais de R$ 158 bilhões segue repercutindo entre as lideranças. O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, afirma que o governo não empresta mais dinheiro para a agricultura. Segundo ele, atualmente, de acordo com a Resolução 4.669 do Banco Central, os bancos podem destinar para crédito rural 30% de seus depósitos à vista. “Logo, a primeira fonte de recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo”, explica.

Certamente você já ouviu falar da “corrida aos bancos”. Certo? Isso acontece quando o sistema financeiro de um país perde sua credibilidade e todo mundo corre para buscar o seu dinheiro lá depositado. Mas porque isso acontece?

As razões por que isso pode ocorrer estão relacionadas ao fato de os bancos “emitirem moeda”. Sim, com os recursos lá depositados os bancos “criam” dinheiro emprestando mais do que os valores depositados. Isso quer dizer que os bancos fazem algo errado? Não, pelo contrário. Isso é muito bom para economia, desde que haja confiança e que o grau de alavancagem não gere inflação. Ai que está o problema: quem tem que se preocupar com a inflação é o Banco Central e não os bancos comuns e ele o faz através de diversas ações de Política Monetária, onde os principais instrumentos são a bem conhecida Taxa Selic – que incentiva ou desencoraja a tomada do crédito por parte do consumidor – e os compulsórios bancários. Os depósitos compulsórios são valores retidos de parte dos depósitos a vista (o saldo positivo em sua conta corrente é o seu depósito à vista) que os bancos são obrigados a deixar depositados nas suas contas junto ao Banco Central. Eles não ganham nenhum centavo de remuneração sobre esse dinheiro, deixam lá parados porque assim o Banco Central consegue controlar a inflação.

Logo após o início do Plano Real os economistas do Banco Central tiveram uma excelente ideia: um percentual desse compulsório, ao invés de ficar preso no Bacen, poderia ser emprestado a título de Crédito Rural, já que neste caso ao invés de estimular a demanda, estaria se estimulando a oferta, o que de certa forma ajudaria também a combater a inflação e de quebra os produtores teriam crédito sem que o Governo destinasse recursos do orçamento para esse fim.

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Economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz Foto:Tiago Francisco/Farsul

Atualmente, de acordo com a Resolução do Banco Central 4.669, os bancos podem destinar para o crédito rural 30% dos seus depósitos à vista (média dos Valores Sujeitos aos Recolhimento – VSR). Logo, a primeira fonte dos recursos do crédito rural são os recursos depositados nos bancos e não recursos do governo. Leia no Manual do Crédito Rural Capítulo 6, Seção 2.

A segunda fonte dos recursos do crédito rural são os Depósitos em Poupança. De acordo com a Resolução 4.614 do Banco Central as instituições financeiras oficiais e cooperativas de crédito podem direcionar 60% dos depósitos da caderneta de poupança para o Crédito Rural. Caderneta de Poupança é recurso do governo? Não! Assim como os depósitos das nossas contas correntes, ele é PRIVADO, meu, seu, nosso!

A terceira fonte são os Recursos Livres. Outros valores que os bancos podem emprestar aos produtores a título de Crédito Rural, sem juros controlados.

Pergunta: Os juros dos recursos dos Depósitos à Vista e Poupança têm juros controlados porquê?

Antônio da Luz: A razão é simples: os depósitos compulsórios não rendem nada. O objetivo não é investir no governo, para isso existem os títulos públicos. É para controlar a inflação! Qualquer coisa que o banco puder ganhar então ele sai no lucro. O “pulo do gato” está na poupança. Quando depositamos nossas economias na caderneta de poupança, o banco nos paga um juro, que hoje está em 4,55% a.a. Então o governo define um juro em que o banco tenha sua justa remuneração. Hoje o juro geral do custeio e comercialização é de 7% a.a. Sendo assim, o banco capta a 4,55% e empresta a 7% ao produtor, ou seja, ganha um spread de 2,45%. Onde está a equalização???? Equalização somente existe quando o juro da captação for maior do que o juro do empréstimo, o que não é o caso. Os bancos ganham de spread 45% do que ganham os donos do dinheiro… Seria para os bancos um mal negócio? E os Custos Administrativos e Tributários? Aí devemos perguntar ao Ministério da Fazenda, pois os produtores não participam dessa discussão…

Pergunta: Mas os juros não são mais baixos do que a média do mercado?

Antônio da Luz: São sim. Por duas razões: a primeira é que como os recursos são direcionados, como acontece de forma semelhante no crédito imobiliário, o governo não entra com dinheiro, mas entra com a regra do juro, estabelecendo os juros controlados. A segunda razão está relacionada ao perfil do tomador. O crédito rural tem as menores taxas de inadimplências, de acordo com as estatísticas o Banco Central. Além do mais, os produtores oferecem pesadas garantias, não raras vezes suas garantias valem mais do que o dobro do valor tomado. Os bancos exigem garantias bem acima do valor para, no caso de inadimplência e execução de garantias, os bancos possam vender rapidamente o bem no mercado. Vamos comparar com uma empresa do meio urbano, digamos uma loja de roupas: consideremos que ela está estabelecida em um prédio alugado, tenha baixo capital social e quer tomar um recurso para capital de giro. Seguramente esta empresa pegará o dinheiro em patamares de juros na casa dos 40% a.a. Mas se ela apresentar garantias, como fazem os produtores, certamente o juro despencará para níveis bem abaixo. Trata-se de uma relação de risco e retorno. Boa parte dos juros serem baixos está na baixa inadimplência e nas pesadas garantias reais dadas aos bancos.

Pergunta: Quanto de recursos públicos são emprestados aos produtores rurais não enquadrados no regime de agricultura familiar?

Antônio da Luz: Zero !

Pergunta: Mas, então onde estão os famosos subsídios?

Bom, vamos olhar o Orçamento da União. Entre lá em http://www.transparencia.gov.br/funcoes/20-agricultura?ano=2017 e veja você mesmo o quanto o governo gastou em 2017 (último ano fechado) em com  “Agricultura”.

Foram R$ 15,31 Bilhões ao todo (Empresarial e Familiar). Isso é muito ou pouco? Bem, o Governo Federal gastou R$ 2,39 Trilhões, ou seja, o Orçamento da Agricultura equivale a apenas 0,64% do gasto público.  Com o Programa Bolsa Família, o Brasil gasta: R$ 29,04 Bilhões. Para cada Real gasto com Agricultura, gasta-se R$ 1,89 com este programa. Além do valor ser extremamente baixo, sobretudo em comparação com nossos concorrentes, ele é ainda muito mal empregado, ficando muito desse recursos em atividades meio.

 

Promoção da Produção Agropecuária: R$ 5,8 Bilhões

Administração Geral: R$ 5,4 Bilhões

Abastecimento: R$ 3 Bilhões

Outros encargos especiais: R$ 260 Milhões

Benefícios ao trabalhador (MAPA e estatais): R$ 241 Milhões

Outros: 498 Milhões

 

 

(Felipe Vieira com informações do Correio do Povo e Farsul)

 

Porto Alegre: Prefeitura lança consulta pública para concessão dos relógios de rua

Porto Alegre: Prefeitura lança consulta pública para concessão dos relógios de rua

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A Prefeitura de Porto Alegre lança nesta segunda-feira, 3, às 9 horas, no Paço Municipal, a consulta pública para concessão de instalação, operação e manutenção de relógios eletrônicos digitais de rua em Porto Alegre. O edital informa quais são os requisitos técnicos para a estrutura, materiais e instalações elétricas dos relógios eletrônicos, entre outras especificações. 

O prazo para realização da consulta pública é de 30 dias. Após esse período, a prefeitura deverá ter 15 dias para ajustes finais e publicação do edital. O prefeito Nelson Marchezan Júnior destaca que serão instalados 168 relógios eletrônicos digitais de rua em Porto Alegre – três vezes mais do que havia antes de serem desativados em 2015.

Eleições 2018: Ciro Gomes discute com presidente da Farsul durante passagem pela Expointer. Veja o vídeo; por Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo

Eleições 2018: Ciro Gomes discute com presidente da Farsul durante passagem pela Expointer. Veja o vídeo; por Luiz Sérgio Dibe/Correio do Povo

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O candidato à Presidência pelo PDT Ciro Gomes cumpriu extensa agenda de campanha nesta sexta-feira na Expointer, em Esteio, apesar da chuva. Ciro visitou estandes, acompanhado pelo candidato ao governo Jairo Jorge (PDT), conheceu parte dos empreendimentos da feira e também foi recebido por representações de entidades participantes do evento. “Vim apresentar e defender um projeto nacional de desenvolvimento, baseado na recuperação da indústria, na restauração do crédito das famílias brasileiras, na geração de empregos e no investimento público e privado”, disse o candidato.

Ciro também defendeu o suporte governamental à produção agropecuária e sustentou que seus adversários no pleito representam o “fim do subsídio para o campo”. “Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) são iguais”, qualificou-os.

Na Farsul, o que seria uma visita de cortesia se transformou em debate político e ideológico. Durante a apresentação da pauta ruralista, Ciro e o presidente da entidade, Gedeão Pereira, protagonizaram um embate acerca de suas visões políticas. “Nós, aqui na Farsul, somos defensores irredutíveis do direito à propriedade privada. Estamos preocupados com a segurança jurídica, que foi relativizada nos últimos anos por ideologias de esquerda em questões como reforma agrária, demarcações indígenas e quilombos, além de questões ambientais. Queremos um Estado menor, privatizações e necessidade de investimentos em infraestrutura”, definiu o dirigente da Farsul.

Ciro disse que discordava de parte das visões e citou que o adversário Bolsonaro (PSL) “tem defendido a privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES, o que pode representar o fim do subsídio para a agricultura no país”, apontou. Gedeão reagiu, sustentando que “não há subsídio para a agricultura”. Ciro interveio, argumentando que a agricultura recebe R$ 158 bilhões ao ano em créditos relativos a abatimento de juros através das instituições públicas de fomento. “Posso dizer na minha campanha então que o presidente da Farsul não quer mais o subsídio público? Respeito muito o serviço que o agronegócio presta à nação, mas querer um Estado mínimo e ao mesmo tempo que o governo garanta a infraestrutura e financiamento não faz sentido. É uma visão liberaloide estúpida e egoísta”, definiu Ciro. (Correio do Povo)

Porto Alegre: Prefeito formaliza adoção da Orla do Guaíba pela Uber

Porto Alegre: Prefeito formaliza adoção da Orla do Guaíba pela Uber

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“Porto Alegre está vencendo paradigmas para avançar no interesse público”, disse o prefeito Nelson Marchezan Júnior durante assinatura do termo de adoção da Orla do Guaíba na manhã desta sexta-feira, 31, pela empresa Uber. “Passamos muito tempo sem fazer nada pela Orla do Guaíba, porque alguém do passado disse que não poderia ser feito. Temos milhares de decretos que emperram o crescimento da cidade que precisamos rever”, completou. Durante a cerimônia realizada na área adotada foi entregue uma instalação conhecida como selfie point, local onde os frequentadores podem posar para fotografias, em um monumento símbolo da cidade e com vista do Guaíba.

O secretário municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, Maurício Fernandes, destacou que este tipo de iniciativa é fundamental para entregar à população locais públicos de qualidade. “Um projeto moderno como este é importante em termos sociais, ambientais e econômicos. Sem recursos públicos, estamos proporcionando à população um local limpo, seguro e com uma infraestrutura de qualidade”, afirmou. A partir de agora, a Uber fica responsável pelos serviços de conservação da área, que inclui paisagismo, gramados e canteiros; limpeza e recolhimento de lixo; zeladoria e limpeza de banheiros e vestiários; e manutenções corretivas no piso. O secretário municipal de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, lembrou que com estas atribuições passando para a iniciativa privada, outras áreas de Porto Alegre serão beneficiadas. “As equipes que realizavam a limpeza e varrição do local poderão ser deslocadas para outros pontos. Isto significa pelo menos 30 quilômetros a mais de vias atendidas na Capital”, exemplificou.

Além do parque da Orla, fazem parte da adoção pela Uber a praça Júlio Mesquita, as rótulas do Gasômetro e das Cuias, e o canteiro central da avenida Edvaldo Pereira Paiva. O secretário municipal de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi, acredita que o processo representa uma mudança na cultura da cidade. “Porto Alegre começou a entender o potencial que tem as parcerias para a cidade. Uma obra que nasceu cheia de polêmicas está sendo entregue com unanimidade”, lembrou.

O vereador João Carlos Nedel, que é presidente da Frente Parlamentar do Turismo (Frentur), comemorou a assinatura do contrato. “Este tipo de inciativa incentiva o turismo de lazer e devolve a autoestima da população”. O vice-prefeito Gustavo Paim lembrou, ainda, que o sucesso do local, demonstrado desde a inauguração, em junho, mostra o anseio da população por locais públicos de qualidade. “Durante um inverno rigoroso a Orla tem recebido 50 mil pessoas em um fim de semana. Esta é uma mudança cultural da nossa cidade, que está ocupando espaços com qualidade e segurança”, disse.

Além do selfie point, foram instaladas placas informativas sobre as obras de arte já existentes no parque, como o mirante “Olhos Atentos”, e placas de divulgação da marca Uber, previstas como contrapartidas da adoção. O gerente-geral da Uber para a Região Sul, Fábio Plein, anunciou que, na próxima fase de intervenções, a Orla ainda ganhará novos bancos, balizadores indicando a distância na pista de caminhada e totens com carregadores de celular por energia solar. “Para nós, a oportunidade de adotar esse espaço é uma forma de celebrar junto com a população este novo momento da relação da cidade com o Guaíba”, afirmou.

A nova orla do Guaíba foi entregue à população no dia 29 de junho. Batizada de Orla Moacyr Scliar, o espaço conta com ciclovia e passeio público, mirantes, ancoradouro para barcos de passeios turísticos, bares e um restaurante panorâmico.

Participaram do evento o secretário de Desenvolvimento Econômico, Leandro de Lemos; o secretário de Comunicação, Orestes de Andrade Jr.; o secretário adjunto de Parcerias Estratégicas, Fernando Dutra; diretor de Promoção Econômica, Luís Antônio Steglich Costa; diretor de Turismo, Roberto Snel; diretor de Trabalho, Emprego e Renda, Leandro Balardin; diretor de Esportes, Celso Piaseski; diretora administrativo e financeiro da EPTC, Milene Hartmann, vereador Felipe Camozzato; ex-secretário de Relações Institucionais e Articulação Política, Kevin Krieger; presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Isatir Bottin Filho; presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Maria Fernanda Tartoni; diretor do Sindicato da Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região, Edemir Simonetti; diretor comercial da empresa Melnick Even, Carlos Augusto Rosa, o vice-presidente de Marketing e Mídia do Sport Club Internacional, Otávio Rojas e a representante da OAB, Marília Longo do Nascimento.

Eleições 2018: SBT-RS sabatina candidatos ao Palácio Piratini a partir da próxima segunda-feira

Eleições 2018: SBT-RS sabatina candidatos ao Palácio Piratini a partir da próxima segunda-feira

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A partir de segunda-feira (03/09), o SBT RS vai realizar uma série de entrevistas com os candidatos a governador do Estado do Rio Grande do Sul. Todos os 8 postulantes ao cargo de Chefe do Executivo gaúcho foram convidados pela emissora para participar do SBT Rio Grande.

As entrevistas serão conduzidas pelo apresentador, o jornalista Marcelo Coelho, durante o programa. Serão 15 minutos de entrevistas, ao vivo, exibidas a partir das 11h40 da manhã.

Estão confirmados: Miguel Rossetto, do PT (03/09); Jairo Jorge, do PDT (04/09); Mateus Bandeira, do Novo (05/09); Eduardo Leite, do PSDB (06/09); Roberto Robaina, do PSOL (10/09); José Ivo Sartori, do MDB (12/09); e Júlio Flores, do PSTU (13/09). As datas foram acordadas com as assessorias dos candidatos. Paulo Medeiros, do PCO, ainda não confirmou presença.

Por apoio nas eleições 2018, agronegócio cobra compromisso de candidatos à Presidência; por Camila Turtelli e Paulo Beraldo , O Estado de S.Paulo

Por apoio nas eleições 2018, agronegócio cobra compromisso de candidatos à Presidência; por Camila Turtelli e Paulo Beraldo , O Estado de S.Paulo

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O combate à criminalidade no campo, reformas tributária e previdenciária, priorização do seguro rural e revogação de tabelamento de frete rodoviário são algumas das demandas do agronegócio para o próximo presidente da República. Elas serão apresentadas nesta quarta-feira, 28, aos candidatos nas eleições 2018 no documento O Futuro é Agro – 2018 a 2030, em uma rodada de sabatinas na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

Participam do encontro os candidatos do PSDB, Geraldo Alckmin, do MDB, Henrique Meirelles, do Podemos, Alvaro Dias, e da Rede, Marina Silva. Dois presidenciáveis não devem comparecer – Ciro Gomes (PDT), que tem como sua vice a ex-presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), e Jair Bolsonaro (PSL), que deve participar de feira agropecuária no Rio Grande do Sul.

O texto foi elaborado pelas 15 entidades que integram o Conselho do Agro. “Com todas essas entidades representativas fica muito mais fácil para cobrarmos o próximo presidente destas propostas”, diz o presidente da CNA, João Martins. Na avaliação do diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornachioni, o encontro com os presidenciáveis evidencia o protagonismo do agronegócio. “Se olharmos a eleição de 1990, o agronegócio não era 30% do que é hoje. Em poucos anos, o setor ganhou os holofotes”, afirma Cornachioni.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Bartolomeu Braz, está cada vez mais claro que o setor assumiu protagonismo na agenda política nacional. “O setor tem muita força e precisamos ser ouvidos.” Luiz Roberto Barcelos, presidente da principal associação de exportadores de frutas do País, a Abrafrutas, também entende que o agronegócio tem ganhado mais representatividade política. “Conforme o agronegócio vai crescendo, vai se organizando e se mobilizando. Muitas pessoas que nem eram ligadas ao setor começaram a defender os interesses do campo”, diz.

A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

Porto Alegre: Municipários decidem manter greve. Assembleia ocorreu na tarde desta terça-feira, na Casa do Gaúcho; por Ananda Müller / Rádio Guaíba

Porto Alegre: Municipários decidem manter greve. Assembleia ocorreu na tarde desta terça-feira, na Casa do Gaúcho; por Ananda Müller / Rádio Guaíba

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O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) decidiu, em assembleia na tarde desta terça-feira, manter a greve da categoria, que já dura 30 dias. Os servidores exigem a abertura de uma mesa de negociação com o prefeito Nelson Marchezan Júnior e reposição salarial.

Pela manhã desta terça, os grevistas realizaram um ato e caminhada pelas principais ruas do Centro da Capital. Em seguida, o grupo seguiu em direção ao Parque da Harmonia. As próximas ações devem ser divulgadas no decorrer da semana.

Apesar da paralisação, os servidores mantêm 50% dos serviços considerados essenciais e 30% dos restantes. A prefeitura garante que só vai negociar as pautas dos grevistas após a retomada das atividades.