Saúde: AGU cobra de fabricantes de cigarro ressarcimento de gasto com tratamento de fumantes

Saúde: AGU cobra de fabricantes de cigarro ressarcimento de gasto com tratamento de fumantes

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A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta terça-feira (21/05), na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, uma ação civil pública em que pede a condenação das maiores fabricantes de cigarros do Brasil e suas matrizes estrangeiras a ressarcir os gastos da rede pública de saúde com tratamentos de doenças causadas pelo tabaco. O pedido abrange os gastos da União nos últimos cinco anos com o tratamento de pacientes com 26 (vinte seis) doenças cuja relação com o consumo ou simples contato com a fumaça dos cigarros é cientificamente comprovada. A AGU também solicita a reparação proporcional dos custos que terá nos próximos anos com os tratamentos e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.

São alvo da ação as maiores fabricantes de cigarros do Brasil: Souza Cruz LTDA,  Philip Morris Brasil Indústria e Comércio LTDA e Philip Morris Brasil S/A, que juntas detêm aproximadamente 90% do mercado nacional de fabricação e comércio de cigarros, e suas controladoras internacionais (British American Tobacco PLC e Philip Morris International).

“Como o lucro desse comércio é remetido para o exterior, para essas multinacionais, nada mais justo que elas venham a ter que esse pagar esse ônus que estão deixando com a sociedade brasileira”, explicou o coordenador Regional de Atuação Proativa da Procuradoria-Regional da União na 4ª Região, Davi Bressler, durante entrevista coletiva.

A responsabilização civil e a compensação dos danos ocasionados pelo tabagismo faz parte dos compromissos dos mais de 180 países, dentre eles o Brasil, que assinaram a Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco (CQCT). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo.

Os problemas de saúde relacionados ao consumo de cigarro refletem no tratamento de doenças que custam anualmente, segundo estudos realizados no Brasil, dezenas de bilhões de reais à rede pública de saúde.

Quantia

O valor total que deverá ser ressarcido será calculado futuramente, caso a sentença seja favorável à União. A comprovação do prejuízo é possível por meio do chamado nexo causal epidemiológico, que conta com provas científicas para apurar o percentual de relação direta entre cada doença e o tabagismo. Somente nos casos de câncer de pulmão, por exemplo, 90% deles se devem à dependência de cigarros, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

“Uma vez estabelecido que a indústria tem que ser responsabilizada, já indicamos na ação todos os parâmetros que podem ser utilizados na liquidação da sentença para calcular o montante exato que deve ser ressarcido”, disse Vinicius Fonseca, advogado da União que atua no caso.

Um dos argumentos utilizados pela AGU na ação diz respeito à responsabilidade objetiva, uma vez que as despesas das empresas com a saúde dos consumidores – que já eram consequência esperada da atividade desenvolvida – estão sendo repassadas de forma inadequada à sociedade. A indenização cobrada também se baseia no conceito econômico das externalidades negativas, uma vez que as fabricantes têm deixado de arcar com os custos correspondentes aos riscos decorrentes da atividade da qual obtêm seus ganhos.

A ação também se fundamenta nas condutas danosas caracterizadas durante vários anos pela ocultação dos reflexos nocivos do cigarro à saúde. As fabricantes de cigarro podem ser condenadas, com isso, ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.

Por meio da teoria da responsabilidade subjetiva, a AGU enumera condutas de má-fé praticadas pelas empresas ao longo das últimas décadas, como: omissão e manipulação de informações sobre os malefícios do tabagismo, do fumo passivo e do poder viciante da nicotina; venda de cigarros classificados como “light” como menos prejudiciais à saúde; e promoção de estratégias de marketing e propagandas voltadas ao público jovem.

“É um trabalho de pesquisa e coleta de evidências que vem sendo feito há mais de dois anos. É uma ação bastante densa, com diversos documentos anexados”, assinalou a procuradora-regional da União na 4ª Região, Mariana Filchtiner Figueiredo.

A ação não tem como objetivo proibir ou impedir a atividade das fabricantes de cigarros, que continuarão funcionando normalmente. Ela em nada atinge a produção interna de tabaco e a condição do Brasil de líder mundial em exportação de folhas do produto (já há 26 anos) e, por consequência, os ganhos dos produtores brasileiros. Cerca de 70% da produção nacional de tabaco é destinada ao mercado externo.

Precedente internacional

A partir de 1994, os estados que compõem os Estados Unidos da América começaram a ajuizar ações com o mesmo intuito contra as principais fabricantes de cigarros. Parte dos processos culminou com a assinatura de um acordo com 46 estados, em que as empresas se comprometeram a realizar pagamentos perpétuos àquelas unidades federadas e se submeterem a medidas como: restrições quanto a formas de publicidade, vedação de seu direcionamento a jovens e proibição à realização de declarações falsas sobre os efeitos do cigarro na saúde. Como resultado desses processos, a indústria do cigarro já pagou mais de R$ 500 bilhões aos estados norte-americanos nos últimos 20 anos.

Em 2006, uma juíza da Vara de Columbia proferiu uma decisão histórica concluindo que a indústria do fumo atuou de forma organizada desde a década de 1950 para distorcer informações sobre os reflexos do cigarro, mesmo sabendo dos efeitos da nicotina à saúde das pessoas. A sentença determinou que 11 empresas de tabaco alvo da ação movida pelo governo dos Estados Unidos publicassem dados de alerta à sociedade em veículos de comunicação.

As chamadas declarações corretivas deveriam reconhecer que as fabricantes minimizaram os efeitos do uso do tabaco, negaram a capacidade de a nicotina gerar dependência química e apresentaram cigarros ligth como menos perigosos à saúde. Além dos casos pioneiros ocorridos na justiça norte-americana, ações similares já foram ajuizadas no Canadá, na Nigéria e na Coreia do Sul.

O tabagismo

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o tabagismo é responsável pelos seguintes cânceres: de bexiga, pâncreas; fígado; colo do útero, esôfago, rins, laringe (cordas vocais), na cavidade oral (boca), de faringe (pescoço), de estômago e leucemia mielóide aguda, além do mais conhecido, câncer de pulmão. Somado à enfisema pulmonar e aos problemas cardiovasculares, existem mais de 50 doenças cujo fator de risco mais importante é a dependência química dos fumantes à nicotina.

O Inca aponta que, devido ao fato de 80% dos fumantes iniciarem o uso de cigarro antes dos 18 anos, o tabagismo é considerado uma doença pediátrica. Embora desconhecido por parte da população, o contato com a fumaça do cigarro é fator de risco significativo para acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos, inclusive em fumantes passivos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que o hábito de fumar é responsável por 12% da mortalidade adulta mundial. Há a estimativa de que cem milhões de pessoas faleceram no século XX devido ao consumo de cigarro. Os dados sobre o tema revelam que cerca de seis milhões de pessoas ainda morrem por ano em razão do tabagismo.

Assinada em 2003 e em vigor no Brasil desde 2006, a Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco foi o primeiro tratado internacional de saúde pública, responsável por criar padrões mundiais no controle do tabagismo e propondo medidas de proteção às políticas nacionais contra os interesses da indústria do tabaco e de restrição à propaganda, patrocínio e combate ao comércio ilícito de cigarros. Além de buscar o ressarcimento dos danos provocados pelo cigarro, o Estado brasileiro tem envidado esforços para eliminar o mercado ilegal de produtos derivados do tabaco.

Saúde: Unimed Porto Alegre abre nova unidade na capital

Saúde: Unimed Porto Alegre abre nova unidade na capital

Notícias Saúde

Unimed Porto Alegre lança na capital gaúcha uma novidade no setor de saúde: a Unidade Carlos Gomes do Laboratório Unimed. O espaço abriga um conjunto de serviços que inclui atendimento para coleta de exames laboratoriais, incluindo exames ginecológicos, teste do pezinho, exames genéticos e de biologia molecular, exames ecográficos, clínica de vacinas e ainda um espaço para comercialização de planos de saúde. Tudo com muito conforto, localização privilegiada e estacionamento. A unidade funciona das 7h às 19h de segunda à sexta-feira, aos sábados, das 7h às 13h, e a partir de junho abrirá também aos domingos.

O novo laboratório representa a crença da cooperativa na tecnologia com o olhar humano. Para o presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre, Flávio da Costa Vieira, esta unidade do Laboratório é a materialização do cuidado aliado a inovação. “No setor de saúde, a tecnologia chega para auxiliar na busca de uma melhor qualidade de vida e precisa caminhar junto com o contexto de vida das pessoas e com o conhecimento e especialidade dos médicos”, afirma. Acreditar que a tecnologia é um meio, e não um fim, também é um dos conceitos da Unidade Unimed da Carlos Gomes, segundo o diretor de Recursos e Serviços Próprios, Gustavo Adolpho Moreira Faulhaber. “A Unimed Porto Alegre desenvolveu o novo laboratório sob o conceito da união dos olhares humanizados e tecnológicos para oferecer às pessoas um futuro mais saudável e confortável”. Logo, estaremos estendendo a tecnologia entregue nesta unidade em outras unidades do laboratório para que a experiência do cliente seja cada vez melhor, complementa.

Com serviços que atendem a todos os públicos, o novo laboratório oferece um ambiente sustentado pela tecnologia. Entre os diferenciais estão o check in online, o auto-atendimento, preparo de exames personalizado, realidade virtual, recursos especiais, coleta especializada para pediatria. A estrutura ainda possui sala especial para coletas com maior permanência, clínica de vacinas, exames ecográficos e uma base do SOS Unimed para atendimentos pré-hospitalares.

Espaço Infantil

Além dos óculos 3D, o público infantil também terá espaço especial na nova unidade do laboratório da Unimed Porto Alegre. O local equipado com brinquedos educativos e jogos digitais interativos para os pequenos que aguardam atendimento.

Óculos 3D para exames pediátricos

Para o público infantil, óculos 3D são utilizados antes das coletas laboratoriais e na aplicação de vacinas  para minimizar o desconforto dos pequenos pacientes. Eles são convidados a assistir filmes que o levam ao fundo do mar, ao Pólo Norte e em uma viagem ao redor do mundo. Essa tecnologia pode ser encontrada ainda na Unimed Zona Sul, no laboratório do Shopping Total e na unidade de Canoas (laboratório e clínica de vacinação).

Unidade Carlos Gomes - Laboratório Unimed 2
O local oferece em estrutura de saúde inédita. O novo laboratório, localizado na Avenida Carlos Gomes, alia inovação, tecnologia e saúde. Foto: Clarissa Londero – Cora Produtora

Coletas de exames

Espaço para coletas de longa permanência e especial atenção às coletas pediátricas. Por meio do site e aplicativo Unimed Porto Alegre é possível realizar ainda um pré-cadastro para exames laboratoriais, onde o cliente recebe as instruções de preparo e um QRcode para agilizar seu atendimento. No dia marcado, é preciso apenas fazer o check-in nos terminais de autoatendimento e aguardar o atendimento, reduzindo consideravelmente o tempo de atendimento.

Clínica de vacinas

Mais de 20 tipos de vacinas estão disponíveis para qualquer fase da vida, desde o nascimento até a terceira idade. O atendimento será voltado ao público em geral e aos clientes Unimed, que possuem condições especiais. Este serviço é disponível no turno da tarde.

Exame de imagem

A nova unidade oferece exames ecográficos; ecografia geral, gineco-obstétrica, ecocardiografia fetal, pediátrica e adulta, incluindo a tecnologia 4D. O objetivo  oferecer conforto para os usuários que precisam realizar exames laboratoriais e também ecográficos, com os dois serviços em apenas um lugar.

Cooperados Unimed Porto Alegre

Além de todos os serviços voltados ao público, o médico cooperado que cuida dos pacientes também ganhou uma atenção especial. A unidade conta com um espaço exclusivo para cooperados que também são clientes Unimed e chegam ao local para a realização de atendimentos. O espaço oferece toda a conveniência para o conforto dos médicos em atendimento na unidade.

SOS Unimed

Por ser um local de fácil acesso, virou ponto estratégico para saída de ambulâncias do SOS Unimed. A unidade abriga uma base do serviços de atendimento pré-hospitalar da Unimed.

 

Saúde: Maira Caleffi discute Cobertura Universal em evento em Genebra. Médica gaúcha falou no painel “Além das manchetes: o que será necessário para enfrentar o crescente impacto do câncer?”,

Saúde: Maira Caleffi discute Cobertura Universal em evento em Genebra. Médica gaúcha falou no painel “Além das manchetes: o que será necessário para enfrentar o crescente impacto do câncer?”,

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No painel “Além das manchetes: o que será necessário para enfrentar o crescente impacto do câncer?”, realizado nesta terça-feira(21)  em Genebra, Dra. Maira Caleffi, médica mastologista do Hospital Moinhos de Vento e presidente voluntária da FEMAMA, falou sobre cobertura universal da saúde e a necessidade de trazer o câncer para o centro desse debate. O painel ocorreu durante a 72ª Assembleia Mundial da Saúde, da Organização Mundial da Saúde que acontece até o dia 28 de maio. O encontro acontece anualmente em Genebra, Suíça e é o órgão de decisão mais alto da OMS. Reúne delegações de todos os países membros para discutir os principais tópicos de saúde, desenvolver, debater e decidir as futuras prioridades da OMS e trabalhar para supervisionar o plano de trabalho atual.

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Painel “Além das manchetes: o que será necessário para enfrentar o crescente impacto do câncer?, na 72ª Assembleia Mundial da Saúde. Foto: FEMAMA

A cobertura universal de saúde pressupõe que todos os indivíduos e comunidades recebam os serviços de saúde de que precisam, sem que isso comprometa sua situação financeira. Inclui todo o espectro de serviços de saúde essenciais e de qualidade, desde a promoção até a prevenção, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. O Brasil adotou este modelo na Constituição Federal em 1988, no artigo que determina que a saúde é direito de todos e dever do Estado, e instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS) para efetivar esse preceito. De acordo com a médica, no entanto, após 30 anos estamos longe de ter na prática o que a lei define, principalmente para pacientes com câncer. “Esperar por tratamentos de câncer no Brasil leva tanto tempo que muitos pacientes desistem e aceitam seu diagnóstico como destino”, afirma.

Segundo Caleffi, algumas dificuldades que precisam ser enfrentadas para mudar as taxas de mortalidade crescentes para os tipos mais prevalentes de câncer são:

1. Tempo de espera longo de diagnóstica de pacientes sintomáticos, o que aumenta os casos de diagnósticos tardios;
2. Opções limitadas de tratamento para pacientes de câncer que dependem do sistema público de saúde;
3. Falta de acesso a abordagens multidisciplinares para o tratamento do câncer;
4. Falta de programas de prevenção e rastreamento para a maioria dos cânceres.

Para a presidente da FEMAMA, qualquer modelo de cobertura universal de saúde deve abordar o impacto econômico e garantir um programa de financiamento para o câncer e outras doenças crônicas. Uma das questões mais prementes é como fazer do câncer uma questão de atenção prioritária, uma vez que essa é a segunda causa de morte em saúde no mundo.

“Vamos aprender com os erros dos países que possuem um modelo de cobertura universal de saúde. Não podemos nos dar ao luxo de gastar mais tempo, mais dinheiro, mais vidas cometendo os mesmos erros. Para que os pacientes tenham voz ouvida é mandatório abrir o diálogo, ter mais transparência e encontrar soluções!”, declara.

O painel teve como moderadora a premiada jornalista inglesa Shuilie Ghosh. A cobertura universal em saúde é um dos principais assuntos a serem discutidos por delegações do mundo inteiro na Assembleia.

Festival de Cinema Acessível Kids: Sesi Crescendo com Arte traz cinema acessível para crianças e adolescentes nesta terça-feira

Festival de Cinema Acessível Kids: Sesi Crescendo com Arte traz cinema acessível para crianças e adolescentes nesta terça-feira

Agenda Cidade Cultura Destaque Saúde

Ensinar sobre empatia, inclusão e acolhimento é o objetivo do Crescendo com Arte inédito promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), nesta terça-feira (21). Durante o evento, será exibido o filme “Frozen – Uma aventura congelante”, que contará com audiodescrição, janela de libras e legendas descritivas. A iniciativa é uma parceria entre o Sesi-RS e o Festival de Cinema Acessível Kids para possibilitar que todos os participantes, com ou sem deficiência, aproveitem o espetáculo.

Antes da sessão, serão distribuídas vendas para os olhos para que aqueles que não têm deficiência possam assistir a animação do ponto de vista de uma pessoa com deficiência.
O evento ocorrerá no Teatro do Sesi (Av. Assis Brasil, 8787 – Sarandi, Porto Alegre), em dois horários: às 9h30min e às 15h. É gratuito para escolas que realizaram inscrições prévias.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, 9,7 milhões de cidadãos são deficientes auditivos e mais de 6,5 milhões têm algum tipo de deficiência visual. O evento possibilitará às crianças e adolescentes, de seis a 14 anos, com ou sem deficiência, vivenciar uma experiência empática, em um ambiente único. Além disso, poderão aprender sobre conceitos, pré-conceitos e convivência em uma sociedade mais igualitária.

Porto Alegre: Entidade de familiares promove a Primeira Semana de Atenção à Esquizofrenia. Para conscientizar população sobre a doença diverosos eventos serão realizados  até o dia 24

Porto Alegre: Entidade de familiares promove a Primeira Semana de Atenção à Esquizofrenia. Para conscientizar população sobre a doença diverosos eventos serão realizados até o dia 24

Agenda Cidade Destaque Direito Porto Alegre Saúde

A primeira Semana de Atenção à Esquizofrenia ocorre em Porto Alegre, entre os dias 20 e 24 de maio. O evento será composto por diversas atividades para promover o trabalho da Associação Gaúcha de Familiares de Pacientes Esquizofrênicos (Agafape) e a conscientização das pessoas acerca da doença. Estão previstas programações culturais e artísticas, com shows e rodas de conversa com a população.

índiceDia de Atenção à Esquizofrenia- O que eu posso fazer?

A esquizofrenia é uma doença mental grave que afeta uma porcentagem significativa da população mundial. Em todo o mundo estima-se que mais de 21 milhões de pessoas tenham esquizofrenia. Na população em geral a sua frequência é da
ordem de 1 para cada 100 pessoas, havendo cerca de 40 casos novos para cada 100.000 habitantes, por ano.

Muitos países elegeram o dia 24 de maio como Dia de Conscientização à Esquizofrenia, em inglês “Schizophrenia Awareness Day”, sendo referendado pela National Schizophrenia Foundation como o Dia Mundial da Esquizofrenia. A data de 24 de maio homenageia o Dr. Philippe Pinel, da França. Nomeado médico-chefe do asilo de loucos dos homens em Paris, no final do século XVIII, o Dr. Pinel ficou horrorizado ao ver os pacientes presos às paredes por correntes. Embora avisado contra isso, o Dr. Pinel tomou uma atitude ousada e sem precedentes para remover as correntes dos pacientes em 24 de maio de 1793. No Brasil, a iniciativa partiu da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
em parceria com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia e o grupo Mãos de Mães de São Paulo. Aqui em nosso Estado, a Associação Gaucha de Familiares de Pacientes Esquizofrênicos e demais doenças mentais (AGAFAPE) conclama os gaúchos a participarem dessa mobilização com a reflexão “O que eu posso fazer?”

SERVIÇO:

Semana de Atenção à Esquizofrenia

Primeira Semana de Atenção à Esquizofrenia ocorre para conscientizar população sobre a doença
Onde: Porto Alegre
Data: 20 a 24 de maio

a Agafape convida todos a se envolverem com a causa, lutando pela inclusão e pela não discriminação dos esquizofrênicos numa sociedade mais igualitária. A programação das atividades desta semana pode ser acessada em www.agafape.org.br  ou pelo  telefone: 32250395 (diariamente pela tarde)

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Porto Alegre: Hospital Moinhos de Vento Poa 21k e Circuito Poa Day Run reúnem quatro mil atletas de todas as idades

Porto Alegre: Hospital Moinhos de Vento Poa 21k e Circuito Poa Day Run reúnem quatro mil atletas de todas as idades

Cidade Crianças Destaque Esporte Porto Alegre Saúde
Com sol e tempo aberto, cerca de quatro mil corredores profissionais e amadores participaram do Hospital Moinhos de Vento Poa 21k e do Circuito Poa Day Run na manhã deste domingo (19) , no Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre. Primeira edição das atividades no ano, o evento promoveu competições nas categorias masculina e feminina, nos trechos de 3, 5, 10 e 21 quilômetros.

Primeira etapa do Hospital Moinhos de Vento Poa 21k e do Circuito Poa Day Run 2 Fotos- Leonardo Lenskij
Poa Kids Run reuniu crianças de 3 a 12 anos em provas de 50 a 400 metros.Fotos: Leonardo Lenskij

 

A manhã também foi marcada pelo Poa Kids Run. Pequenos de três a 12 anos competiram em categorias de 50, 100, 300 e 400 metros. O jornalista Marcelo Matusiak, 39 anos, trilhou a meia maratona e acompanhou o filho Miguel Cardoso Matusiak, de quatro anos, em sua segunda vez nos 50 metros.

“A corrida tem um significado muito especial não apenas como esporte, mas como terapia, para encarar as coisas ruins da vida. Cumpri no ano passado a promessa de correr a meia maratona se ele [Miguel] nascesse bem”, contou. Na avaliação do jornalista, o exemplo da prática de atividades físicas deve ser passado para as novas gerações. “O filho é o nosso reflexo, e quando ele me vê correndo, se empolga e tem vontade de exercitar também, saindo da frente das telas de smartphones e tablets”, contou Matusiak.

Participando do circuito de três quilômetros ao lado dos dois filhos, o Superintendente Administrativo do Hospital Moinhos de Vento, Evandro Moraes, destaca o valor da corrida como forma de prevenção. “Estamos incentivando a prática de atividade física, prevenindo o risco de doenças crônicas, além de melhorar a qualidade de vida. A ideia também é inserir as crianças neste contexto de cuidado com a saúde”, explicou.

Superação e compromisso com a saúde
O consultor técnico Leandro Roxo, de 46 anos, competiu na categoria 10 km. Ele destacou os ganhos que a corrida trouxe para sua vida no último ano. “Sou um atleta novo, iniciei no ano passado a atividade e já perdi 34 kg. Fora a redução do peso, minha qualidade de vida, de sono e de trabalho, meu poder de concentração e meu raciocínio aumentaram bastante. Este é um tipo de evento que me agrada muito e trazer minha filha para participar me fortalece”, relatou.

Superintendente Assistencial do Moinhos de Vento, Vania Röhsig participou da corrida na categoria 3 km. Segundo ela, a instituição tem o compromisso de se envolver em causas que se refletem na qualidade de vida da sociedade. “Hospital é mais do que cuidar de doenças: é também estimular que todos sejam saudáveis, com alimentação adequada e praticando esportes. É muito bom vermos atletas de todas as idades e condições físicas”, concluiu.

Primeira etapa do Hospital Moinhos de Vento Poa 21k e do Circuito Poa Day Run 3 Fotos- Leonardo Lenskij
Primeira etapa do Hospital Moinhos de Vento Poa 21k e do Circuito Poa Day Run 3 Fotos- Leonardo Lenskij
No dia do aniversário, jogador do Internacional presenteia pacientes do Instituto do Câncer Infantil

No dia do aniversário, jogador do Internacional presenteia pacientes do Instituto do Câncer Infantil

Esporte Notícias Saúde Trabalho

DavidLuta, esperança e solidariedade. Zeca, lateral do Internacional, pode experimentar o significado dessas palavras em uma data especial para ele. No dia de seu aniversário, o jogador transformou sua comemoração em festa para as crianças atendidas pelo Instituto do Câncer Infantil. Ao lado do irmão, Mateus, que já havia conhecido o Instituto e feito doações, o lateral conheceu o trabalho realizado pela instituição, levou brinquedos para as crianças, recebeu homenagens e parabéns pelo aniversário.

Zeca ainda levou um presente especial para um paciente de apenas 7 anos, Davi da Silva Nunes, que tinha um sonho de conhecer um jogador do seu time do coração. Davi recebeu alta exatamente no dia da visita de Zeca e foi presenteado com uma camiseta autografada do jogador. O lateral também recebeu presente do Davi, um desenho de aniversário, feito pelas mãos do pequeno.

Zeca comentou que após o irmão ter visitado a instituição e ter se emocionado com as crianças e com o trabalho realizado, decidiu que também queria levar um pouco de alegria para os pacientes. “Quero agradecer o ICI que abriu as portas para minha visita. Fico muito feliz em encontrar pessoas como vocês que ajudam essas crianças e merecem o apoio de todos. Festejar meu aniversário aqui foi muito importante, não vou esquecer nunca, espero voltar mais vezes”, comentou.

O câncer é a primeira causa de morte na faixa etária entre 1 e 19 anos e o Instituto do Câncer Infantil trabalha para que esses índices possam diminuir. Em 2018, o ICI realizou 18.470 atendimentos pela equipe do NAP (Núcleo de Apoio ao Paciente), com um total de 580 pacientes assistidos. Destes, 99 foram novos pacientes.

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Portadores de hanseníase são segregados no Brasil, diz relatora da ONU

Portadores de hanseníase são segregados no Brasil, diz relatora da ONU

Comunicação Notícias Saúde

A relatora especial da Organização das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação contra Pessoas Afetadas pela Hanseníase, Alice Cruz, afirmou hoje (14), que, no Brasil, quem tem confirmado o diagnóstico da doença sofre uma segregação “institucionalizada e interpessoal”. Segundo a especialista, ainda na atualidade, embora comunidades – mais frequentemente denominadas colônias – continuem funcionando em quase todos os estados do país, elas não operam dentro de um modelo capaz de mitigar a “indigência institucional” à qual estão submetidos os hansenianos.

A representante da ONU visitou, entre os dias 7 e 14 de maio, diversos pontos do Rio de Janeiro e do Pará, como o Hospital Curupaiti, situado na zona oeste da capital fluminense, para levantar informações sobre os direitos das pessoas portadoras da hanseníase.

A emissária da ONU destacou que o Brasil é um dos poucos países que instituíram um marco legal antidiscriminatório e medidas de reparação a hansenianos. Ela avalia que, mesmo com iniciativas pioneiras e uma queda na taxa de incidência durante a última década, a doença permanece como uma “questão sumamente importante”, devido à relação que tem com disparidades sociais e estruturais.

“Encontrei uma situação administrativa muito complexa, porque as colônias estão enquadradas na atenção à saúde, mas, na verdade, são espaços de residência. Então, não basta ter uma estratégia de saúde, pois as pessoas precisam de água, de luz. Isso impele a repensar a administração desses espaços”, disse.

Brasil
Alice Cruz ressaltou que o Brasil é um dos países que apresentam, em nível global, os maiores índices de hanseníase. De acordo com o Ministério da Saúde, o país se encontra entre os 22 no mundo que têm as mais elevadas cargas da doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 200 mil novos casos da doença são detectados em todo o mundo, a cada ano, sendo que Brasil, Índia e Indonésia concentram 80% desse total. Ainda segundo a entidade, o Brasil respondeu por 93% dos 29.101 casos detectados em 2017.

Outro dado apontado por Alice Cruz é que a doença se faz mais presente nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, sobretudo na Amazônia Legal. O Maranhão, salientou a emissária, foi o estado em que se descobriu, em 2017, a maioria dos casos em crianças menores de 15 anos e que ficou em segundo lugar em números absolutos, com 11,59% do total de casos registrados no país.

Alice Cruz disse que durante seu trabalho de campo, foram relatadas situações que evidenciam o preconceito vivido por pacientes com hanseníase e também o aprofundamento da vulnerabilidade social e do estigma imposto a essas pessoas. Ela disse que crianças chegaram a ser expulsas da escola, depois que profissionais da instituição souberam que um dos pais era hanseniano.

“É muito mais do que a doença, ela afeta todas as dimensões da vida de uma pessoa”, alertou.

A relatora informou que agora reúne suas observações em um relatório e que a previsão da divulgação do material é junho do ano que vem.

Hanseníase
A hanseníase é uma doença crônica e que tem como agente etiológico o bacilo Micobacterium leprae. A infecção por hanseníase pode acometer pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade. Porém, como salientou Alice Cruz, tem difícil transmissão, já que é necessário um longo período de exposição à bactéria, motivo pelo qual apenas uma pequena parcela da população infectada chega a realmente adoecer.

A doença é transmitida pelas vias áreas superiores (tosse ou espirro), por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento. A doença apresenta longo período de incubação, ou seja, há um intervalo, em média, de 2 a 7 anos, até que sintomas se manifestem. De acordo com o Ministério da Saúde, já houve, porém, casos atípicos, em que esse período foi mais curto – de 7 meses – ou mais longo – de 10 anos.

A hanseníase provoca alterações na pele e nos nervos periféricos, podendo ocasionar, em alguns casos, lesões neurais, o que gera níveis de incapacidade física. Os estados do Maranhão e do Pará são os que concentram mais quadros do grau 2 de incapacidade física, quando a análise se restringe a pacientes com até 15 anos de idade, enquanto o Tocantins tem a maior taxa entre a população geral, de todas as faixas etárias.

Agência Brasil

Porto Alegre: Jornada da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre debate em setembro O Caminho da Dor

Porto Alegre: Jornada da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre debate em setembro O Caminho da Dor

Agenda Comportamento Notícias Saúde

A Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre debaterá os CAMINHOS DA DOR, na Jornada 2019, que acontece nos dias 27 e 28 de setembro, em Porto Alegre. Segundo os organizadores, a intenção é convocar os participantes a pensar o psiquismo em sua origem e como o desencontro precoce entre o corpo e a mente pode gerar caminhos tortuosos, onde a dor não encontrando o simbolismo necessário, se transforma em doença.  O evento é uma iniciativa anual da SBPPA que propõe uma discussão profunda sobre os grandes temas da psicanálise na atualidade. Seu compromisso é estimular debates, reflexões e troca de experiências, a partir das conferências e palestras de profissionais experts no assunto escolhido para cada edição. O aprimoramento profissional, enriquecendo a prática psicanalítica, é o seu grande objetivo.

SBPAA 13ª edição, que acontecerá este ano, terá como tema central a Psicossomática. A abordagem é inédita no Rio Grande do Sul, pouco difundida no país e será apresentada por grandes nomes internacionais.  A SBPPA traz para Porto Alegre alguns dos principais especialistas no assunto, proporcionando aos participantes o acesso a um conhecimento diferenciado e exclusivo. Marilia Ainsenstein (França) – Membro da Sociedade Psicanalítica de Paris (SPP) e da Sociedade Psicanalítica Helênica (SPH), Psicoterapeuta do Instituto de Psicossomática de Paris (IPSO). Também filósofa e de origem grega, grande parte de sua obra tem como foco tratar dos temas relacionados ao corpo, ao sono, ao trabalho psíquico, a metapsicologia, além de incursionar na filosofia e literatura. David Maldavsky (Argentina) – Doutor em Filosofia e Letras, escreveu mais de vinte livros sobre teoria, psicopatologia e clínica psicanalítica, assim como sobre metodologia de análise de discurso. Várias de suas obras foram traduzidas para o inglês, francês e português. Foi durante 24 anos docente na Universidad de Salvador (USal) e foi decano da Faculdad de Psicología y Ciencias Sociales da Universidad Hebrea Argentina Bar Ilán. Atualmente dirige o Doutorado em Psicologia e o Mestrado em Problemas e Patologias do Desvalimento na Universidad de Ciencias Empresariales Y Sociales (UCES), assim como o Comité de Investigación de la Asociación Internacional de Psicoanálisis de Pareja y Familia (AIPPF). Admar Horn (Brasil) – Médico (UERJ), psicanalista, membro da Sociedade de Psicanálise de Paris (SPP), do Instituto de Psicossomática de Paris Pierre Marty (IPSO) e da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro PROGRAMAÇÃO Três conferências, mesa redonda, temas livres, curso, supervisão e lançamento do livro “(título do livro)” de Marilia Aisenstein.

A expectativa é de atrair participantes do estado, de outros centros brasileiros e dos países da América Latina. Dada a relevância do tema e dos conferencistas, o evento será realizado no hotel Sheraton Porto Alegre, em um auditório com capacidade para 350 pessoas.

 

SERVIÇO;

A SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE DE PORTO ALEGRE A SBPPA, filiada à Associação Psicanalítica Internacional (IPA), à Federação Latino-Americana de Psicanálise (FEPAL) e à Federação Brasileira de Psicanálise (FEBRAPSI), oferece formação psicanalítica para médicos e psicólogos, além de proporcionar cursos, seminários clínicos, palestras e grupos de estudo para a comunidade. Mantém o Centro de Atendimento Psicanalítico, CAP, que oferece atendimento psicanalítico à comunidade em consultórios privados e com honorários compatíveis com a renda.

O evento é destinado aos membros da SBPPA e também aberto aos demais psicanalistas, psicólogos, médicos, estudantes universitários e de cursos de formação.

QUANDO: 27 e 28 de setembro de 2019.

LOCAL: hotel Sheraton Porto Alegre

INSCRIÇÕES: http//sbpdepa.org.br

Saúde: Dieta irregular pode aumentar risco de morte por ataque cardíaco

Saúde: Dieta irregular pode aumentar risco de morte por ataque cardíaco

Comunicação Notícias Saúde

Pessoas que tiveram infarto e mantêm dieta irregular – pulando o café da manhã e jantando perto da hora de dormir – têm de quatro a cinco vezes mais chances sofrer outro ataque cardíaco após 30 dias da alta hospitalar. O dado faz parte de trabalho desenvolvido na Universidade Estadual Paulista (Unesp) com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp).

“Nosso estudo foi o primeiro a detectar esses atos [pular café da manhã e jantar tarde] na população infartada. Foi surpreendente descobrir como isso aumenta muito a chance de eventos ruins – morte ou novo ataque – em curto intervalo de tempo”, afirmou Marcos Minicucci, professor da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-Unesp) e coordenador do projeto.

O professor destaca que já existia, na literatura científica, estudos que comparavam o hábito de não tomar café da manhã na população em geral com risco cardíaco. “Nosso estudo levanta uma hipótese: talvez esses hábitos ruins tenham uma repercussão muito maior do que na população em geral. No entanto, outros estudos precisam ser feitos para confirmar essa hipótese.”

Os resultados da pesquisa foram publicados no European Journal of Preventive Cardiology. O autor principal do estudo é o pesquisador Guilherme Neif Vieira Musse, que desenvolveu o estudo no mestrado, sob orientação de Minicucci.

O trabalho envolveu pacientes com uma forma particularmente grave de ataque cardíaco, chamado infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (STEMI). Foram avaliados 113 pacientes, entre homens e mulheres, durante um ano, de agosto de 2017 a agosto de 2018. A idade média dos pacientes avaliados na pesquisa foi de 60 anos e 73% eram homens.

Os participantes foram questionados sobre os comportamentos alimentares na admissão em uma unidade de terapia intensiva (UTI). O hábito de não tomar café da manhã foi caracterizado como jejum completo até o almoço, excluindo bebidas, como café e água. O jantar tarde foi definido como uma refeição dentro de duas horas antes de dormir, pelo menos três vezes por semana.

Minicucci aponta que não se sabe ao certo por que esses hábitos de tomar café da manhã e de não jantar perto da hora de dormir são bons. “A principal hipótese é que quem tem um hábito ruim deve ter outros hábitos ruins. Por exemplo, talvez essas pessoas que não tomam café da manhã, fumem mais, talvez elas sejam mais sedentárias, talvez tenham hábitos de vida pior do que a pessoa que toma café da manhã e janta mais cedo”, relacionou.

Ele acrescenta que é preciso investigar, no entanto, outros mecanismos que possam explicar a relação entre hábitos alimentares regulares e doenças cardíacas. “Também achamos que a resposta inflamatória, o estresse oxidativo e a função endotelial podem estar envolvidos na associação entre comportamentos alimentares pouco saudáveis e desfechos cardiovasculares”, afirmou.

Agência Brasil