Justiça gaúcha garante apresentação no Porto Alegre em Cena de peça proibida em SP; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

Justiça gaúcha garante apresentação no Porto Alegre em Cena de peça proibida em SP; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

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 Uma decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre garantiu, na tarde de hoje, a exibição da peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” no Porto Alegre em Cena 2017. O juiz José Antônio Coitinho negou o pedido de uma advogado, em uma ação individual, para proibir a exibição da peça teatral na cidade, a exemplo do que já foi feito em Jundiaí, no estado de São Paulo. Na ocasião, o juiz paulistano afirmou que “não se olvida a liberdade de expressão (…) mas que não pode ser tolerado o desrespeito a uma crença, religião, enfim, a uma figura venerada no mundo inteiro.”

A peça – um monólogo do Jo Clifford – retrata a história de Jesus Cristo como uma figura transexual. Para Coitinho, magistrado que garantiu a exibição em Porto Alegre, “transexual, heterossexual, homossexual, bissexual, constituem seres humanos idênticos na essência, não sendo minimamente sustentável a tese de que uma ou outra opção possa diminuir ou enobrecer quem quer que seja representado no teatro”.

O juiz ainda garante que a peça propõe uma reflexão sobre o preconceito que recai sobre orientações sexuais das pessoas, e que a atriz e travesti Renata Carvalho corporifica a figura religiosa no tempo presente, com o que não pratica ilícito algum. (Ananda Müller/Rádio Guaíba)

Collares recebe alta e se recupera em casa de cirurgia

Collares recebe alta e se recupera em casa de cirurgia

Destaque Poder Política Porto Alegre Saúde
 O ex-governador do Rio Grande do Sul Alceu Collares (PDT) recebeu alta do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, e se recupera em casa de uma cirurgia para a retirada de um tumor. Foi o que publicou, na noite de hoje, em uma rede social, a ex-primeira dama e ex-deputada estadual Neuza Canabarro.

Collares deu entrada no hospital na segunda-feira passada e se recuperou, na UTI, após passar pelo procedimento. Na quinta, 7 de setembro, o ex-governador completou 90 anos de idade. Em junho, ele já havia se internado no Mãe de Deus devido a uma trombose em uma perna, que resultou em embolia pulmonar.

Nascido em Bagé, o pedetista governou a capital gaúcha entre 1986 e 1989 e o Rio Grande do Sul entre 1991 e 1995. Também exerceu cinco mandatos de deputado federal. (Rádio Guaíba)

Taquara: Médicos do Hospital Bom Jesus paralisam serviços por falta de pagamento e condições de trabalho

Taquara: Médicos do Hospital Bom Jesus paralisam serviços por falta de pagamento e condições de trabalho

Destaque Saúde

Os médicos do Hospital Bom Jesus, em Taquara, suspenderam os atendimentos eletivos e ambulatorias nesta segunda-feira (11/09). A medida ocorre devido à falta de pagamento das remunerações dos profissionais, atrasadas há quatro meses, à falta de insumos e ao desabastecimento constante da farmácia, entre outros problemas existentes. Somente casos de urgência e emergência são atendidos normalmente.

A falta de condições de trabalho é uma constante na atual gestão do hospital, comandada pelo Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV) desde abril de 2016. O SIMERS foi conferir de perto a situação na tarde desta terça-feira (12/09) e constatou que, desde o início da paralisação, o hospital está sem o diretor técnico no local. Além disso, a farmacêutica responsável pediu afastamento da instituição por conta das más condições de trabalho. Os representantes da entidade destacam que há cerca de 60 dias foi registrada pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) uma série de irregularidades como a falta de materiais e medicamentos básicos para o atendimento do dia a dia.

“A ausência de condições mínimas expõe não só o médico, mas também a população que busca o hospital. A definição do corpo clínico de suspender os atendimentos eletivos é justamente uma forma de não se mostrar conivente com essa realidade e de lutar por melhorias, por mais dignidade. Não podemos permitir que essa situação permaneça”, defende a diretora do SIMERS, Gisele Lobato, lembrando que os médicos questionam a falta de transparência na aplicação dos quase R$ 2 milhões recebidos mensalmente pelo Instituto para fazer a gestão do hospital.

Contrato questionado:

Em ação civil pública movida contra a Prefeitura de Taquara, o governo do Estado e o ISEV, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) e o Ministério Público Federal (MPF) questionam a legalidade no formato de contratação do Instituto para gerenciar o hospital do município, ocorrida sem licitação. Para que ocorresse a dispensa do processo, o ISEV teria que ser uma organização social de saúde, o que não corresponde à realidade.

O Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Taquara reforçou, por meio de documento, a recomendação de que a organização seja substituída.

Enquanto o procedimento para nova contratação não é deflagrado, o ISEV deve continuar na gerência e tem o dever de realizar adequações apontadas pelo CREMERS. O SIMERS reiterou ao Conselho o pedido de reconhecimento do movimento.

Porto Alegre: Programadas  limpeza, manutenção de iluminação pública e de redes pluviais em mais 37 praças para esta semana

Porto Alegre: Programadas limpeza, manutenção de iluminação pública e de redes pluviais em mais 37 praças para esta semana

Cidade Destaque Direito Marchezan Pichação Porto Alegre prefeitura Saúde Turismo

Desta segunda-feira, 11, a 16 de setembro, 37 praças deverão receber equipes de limpeza, manutenção de iluminação pública e de redes pluviais. Os locais fazem parte da programação divulgada semanalmente pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), com o objetivo de dar transparência às ações da prefeitura, bem como permitir que a população e a imprensa auxiliem a fiscalizar os serviços prestados.

As áreas verdes que receberão limpeza, varrição, capina e roçada pelas equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) estão localizadas em bairros como Mário Quintana, Santana, Petrópolis, Jardim Botânico, Jardim Carvalho e na segunda e terceira unidades da Restinga. Treze locais também receberão manutenção dos pontos de luz pela Divisão de Iluminação Pública (DIP). A praça Evaristo Gonçalves Neto, no Cefer I, terá conserto de redes pluviais pela Divisão de Manutenção de Águas Pluviais.

“Buscamos planejar o atendimento dos locais de forma a otimizar as equipes e os serviços necessários na região de abrangência das praças”, afirma o secretário Ramiro Rosário.

Segue ainda o atendimento às praças grandes e gigantes programadas para receber capina e roçada, com o auxílio de tratores, no mês de setembro. Tratando-se de locais mais amplos, exigem um prazo mais extenso para a execução dos serviços. Estão programadas para este mês 40 praças de grande porte.

Serviço – Porto Alegre possui mais de 600 praças e a previsão é que sejam atendidos 200 locais por mês. Neste caso, os serviços devem ocorrer a cada três meses, de segunda-feira a sábado até o meio dia. O DMLU, atualmente sob a coordenação da SMSUrb, é o responsável pela manutenção das praças desde outubro de 2016. A limpeza é feita por contrato de equipes que realizam a manutenção rotativa dos locais. Os oito parques do município têm equipes próprias de serviços, mantidas pela Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams).

 

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Porto Alegre: Insegurança fecha seis unidades básicas de saúde mais cedo na Capital

Porto Alegre: Insegurança fecha seis unidades básicas de saúde mais cedo na Capital

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 Seis unidades de saúde fecharam mais cedo, na tarde de hoje, em Porto Alegre, pelo mesmo motivo: insegurança. Na zona Sul, um tiroteio resultou no fechamento de dois postos, na região da Vila Cruzeiro. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, as unidades básicas Osmar Freitas, na rua Jorge Simon, e Cruzeiro do Sul, na rua Dona Malvina, encerraram as atividades antes da hora.

Em geral, os postos de saúde atendem até as 17h, mas o medo de novas ocorrências levou os funcionários a suspender o expediente. Uma troca de tiros ocorreu na rua Cruzeiro do Sul. Pelo menos dez criminosos de duas facções entraram em confronto na região, resultando em um jovem gravemente ferido no tórax.

O homem, encaminhado para o Postão da Cruzeiro do Sul e, posteriormente, para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), segue em atendimento. O estado de saúde não foi informado. Apesar do confronto entre os criminosos, o Pronto Atendimento da Cruzeiro (Postão) segue funcionando normalmente. A Brigada Militar utiliza um helicóptero nas buscas por suspeitos.

Na zona Norte, mais quatro unidades básicas de saúde também fecharam as portas mais cedo, no bairro Mário Quintana. Não houve confronto entre traficantes hoje, mas a medida foi tomada por segurança de funcionários e pacientes. Na última quarta-feira, um tiroteio na região já havia resultado no fechamento de um posto de saúde e da Escola de Ensino Fundamental Timbaúva. Os moradores temem pela segurança devido à recente intensificação da guerra entre traficante no bairro. (Samantha Klein|Rádio Guaíba)

SIMERS alerta: irregularidades ameaçam atendimento nas UPAs Niterói e Guajuviras, em Canoas

Falta de materiais, medicamentos e segurança ameaçam o atendimento médico nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Niterói e Guajuviras, em Canoas. O SIMERS comunicou a situação ao Conselho Federal de Medicina (Cremers) e ao responsável pelas escalas médicas dos estabelecimentos. A entidade reivindicou providências urgentes quanto as irregularidades.

Conforme os profissionais dos locais, há diversos registros de invasão nas UPAS e ameaças de agressão física aos trabalhadores nos últimos 10 dias. Além disso, os médicos estão sem receber suas remunerações desde julho.

Porto Alegre: Empreendedores são desafiados a criar soluções para o Complexo Hospitalar Santa Casa

Porto Alegre: Empreendedores são desafiados a criar soluções para o Complexo Hospitalar Santa Casa

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Durante três dias, equipes de empreendedores da área de Tecnologia da Informação, negócios e saúde serão desafiadas a solucionar questões cotidianas de um complexo hospitalar. O Startup Lab Edição Saúde, promovido pelo SEBRAE/RS, ocorrerá entre os dias 1 e 3 de setembro, em Porto Alegre, no auditório do prédio II da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) (Rua Sarmento Leite, 245 – Centro Histórico). As inscrições são limitadas e podem ser feitas a partir do link https://goo.gl/forms/clgVxoWb7Od0CMmF2. São parceiros da iniciativa a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, UFCSPA, Cluster da Saúde, Tecnosinos, Ventiur, AGS, Grow e Semente Negócios.

O dia a dia de um hospital é repleto de pequenos ou grandes problemas que acabam dificultando o seu funcionamento. Nesse contexto, o Complexo Hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre procurou o SEBRAE/RS para propor um desafio aos empreendedores da região: solucionar esses entraves por meio do desenvolvimento de novas ferramentas digitais durante um final de semana. A técnica da Regional Metropolitana do SEBRAE/RS Bruna Lourenço Machado explica que essa é a primeira edição do projeto voltado para a saúde que ocorre no Estado. “No relato recebido há quatro questões que necessitam de uma solução, como o desenvolvimento de aplicativos para melhorar o funcionamento das unidades. Essa será a base de trabalho das equipes”, conta.

No dia 1º, às 18h, iniciam as atividades do Startup Lab com foco nos problemas a serem resolvidos. O primeiro é o relacionamento com os médicos. Com aproximadamente 3 mil profissionais, o acompanhamento da evolução dos pacientes fica registrado no computador, então os profissionais precisam anotar as informações no papel, gerando lentidão nos processos. O segundo é a captura e a gestão dos pacientes. A Santa Casa tem seu prontuário eletrônico implantado no sistema de gestão ERP TASY. Há, entretanto, uma grande quantidade de informação que não está disponível para análise de qualidade assistencial e para pesquisa clínica ou acadêmica. Com isso, a extração de informação é um processo lento.

O terceiro desafio consiste no controle de higienização de mãos nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). Os participantes terão que desenvolver soluções de baixo custo e de fácil implementação que levem à observância dos protocolos de higienização das mãos por meio do monitoramento da utilização de álcool na prática assistencial. Por último, os participantes deverão reverter o processo manual de preenchimento da ficha de avaliação pré-operatória, minimizando as dificuldades na hora de passar as informações escritas para o computador, como a falta de exatidão.

No dia 2, a partir das 8h, com as equipes já criadas, será feita uma preparação dos participantes, com acompanhamento dos mentores e workshops. “Essas atividades resultarão, no dia 3, na apresentação das propostas”, explica Bruna. Segundo ela, a ação será um importante vetor para estimular a cultura no empreendedorismo em Porto Alegre e região, “oportunizando aos participantes a experiência de criar serviços durante um final de semana de muito trabalho, juntamente com profissionais e especialistas no assunto”, aponta.

O gerente de ensino e pesquisa da Santa Casa, Carlos Klein, ressalta que o hospital possui muitas frentes de trabalho e pontos de conexão. “É um dos maiores hospitais filantrópicos do País, e para manter esse bom resultado o desafio é inovar”, afirma. Para Klein, a parceria com o SEBRAE/RS será uma oportunidade de resolver a gestão interna e, mais do que isso, “fazer com que as equipes internas compreendam a importância de pensar e aplicar atitudes inovadoras em suas áreas”, finaliza.

Empresas que integram os projetos da entidade terão participação gratuita. Empreendimentos/startups que não fazem parte dessas ações e profissionais do Complexo Santa Casa terão o custo de inscrição de R$ 80,00. Para estudantes, o valor é de R$ 40,00.

Porto Alegre perdeu mais de 300 leitos do SUS em quatro anos; por Fernanda da Costa e Henrique Massaro/Correio do Povo

Porto Alegre perdeu mais de 300 leitos do SUS em quatro anos; por Fernanda da Costa e Henrique Massaro/Correio do Povo

Destaque Saúde

De 2013 até julho deste ano, Porto Alegre perdeu 323 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados do Sindicato Médico do Estado (Simers). Com isso, mesmo que as 208 vagas em um novo hospital, cuja assinatura do contrato ocorreu nesta segunda-feira, estivessem em funcionamento, ainda seriam necessários mais 115 leitos para que a Capital atingisse o saldo de quatro anos atrás, que já era insuficiente à época.

Mesmo com 5.626 leitos do SUS, Porto Alegre enfrentava a falta de vagas para os pacientes há quatro anos, quando já era comum ver pessoas atendidas em macas instaladas nos corredores dos hospitais e dos postos de saúde. De 2013 até agora, a situação só se agravou, segundo o presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes. “Temos visto cada vez mais ‘hospitais clandestinos’ em Porto Alegre, que são as ‘internações’ nos postos de saúde. Isso é ilegal, pois não há estrutura de atendimento. Já vi paciente com respirador, que exige estrutura de UTI, ‘internado’ em um posto de saúde”, afirma. De acordo o sindicato, atualmente 344 pessoas, entre adultos e crianças, esperam por internação na Capital.

Apesar do aumento da população, leitos públicos foram fechados nos anos seguintes. Em 2016, a Capital fechou o ano com 336 vagas a menos do que em 2013: 5.290. Em julho deste ano, eram 5.303, apenas 13 a mais do que no ano anterior. “Uma das situações que contribuíram para o fechamento desses leitos é a remuneração paga pelo SUS aos hospitais, que não teve reajuste. Um cálculo da Santa Casa (de Misericórdia de Porto Alegre) mostra que a cada R$ 100 gastos pela instituição com o SUS, R$ 35 deles não são ressarcidos. Com isso, eles têm de usar os lucros com os planos de saúde para pagar as contas, o que muitas vezes não é suficiente”, explica Mendes.

Com a crise econômica, que promoveu o aumento dos desempregados e a queda do rendimento dos trabalhadores, os planos de saúde passaram a perder cada vez mais clientes. Apenas em 2016, 1,37 milhão de pessoas abandonaram os contratos privados de saúde no país, de acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). A consequência disso foi uma superlotação ainda maior no SUS, o que contribuiu para o fechamento de leitos. “Os hospitais que atendem pelo SUS funcionam de forma contrária a uma fábrica, porque o SUS dá prejuízo. Enquanto as fábricas precisam produzir mais para dar lucro, os hospitais têm de produzir menos, ou seja, atender menos gente. E se eles não têm pacientes suficientes no plano de saúde para cobrir o rombo do SUS, precisam fechar as vagas”, completou o presidente sindical.

O Simers pontua que a abertura de um novo hospital é positiva, mas alerta que as novas vagas não resolverão a carência de leitos em Porto Alegre, principalmente por serem apenas para o inverno de 2018. Antes de criar novos empreendimentos, Mendes afirma que a prefeitura tinha obrigação de intervir para a reabertura do Hospital Parque Belém, que possui 250 leitos, 50 deles apenas para a saúde mental, uma das áreas com atendimento mais precário na Capital.

“Como esses leitos novos são para meados do ano que vem, seguimos com uma enorme defasagem. É uma lástima que se espere quando a prefeitura podia colocar sob intervenção o funcionamento do Parque Belém, por meio de um decreto. O hospital está com aparelhos de ecografia enrolados em plástico bolha, que estão se deteriorando”, critica Mendes. Segundo o presidente, os aparelhos médicos se deterioram com muita rapidez quando não são usados, pois podem enferrujar e estragar. O alerta do Simers é que a prefeitura tenha de adquirir equipamentos novos por causa da espera.

“Em Santana do Livramento (na Fronteira Oeste), o prefeito colocou a Santa Casa da cidade sob intervenção, pois não estava atendendo com qualidade. O hospital tem uma função social, embora tenha donos, não pode fechar as portas. E é obrigação da prefeitura reabrir, é uma escolha política”, completa. Mendes também alerta para os 30 leitos psiquiátricos que funcionarão no novo hospital. Segundo o presidente, não serão vagas novas, mas as já existentes que mudarão de lugar, o que não impactará no atendimento.

Porto Alegre: Com novo hospital, prefeitura quer diminuir em 30% espera por transferências em emergências

Porto Alegre: Com novo hospital, prefeitura quer diminuir em 30% espera por transferências em emergências

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Com a abertura do Hospital Santa Ana, que vai oferecer atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a Prefeitura de Porto Alegre estima diminuir em 30% o número de pacientes atendidos em emergências da Capital aguardando transferência para vagas de internação. Na manhã desta segunda-feira, 344 pessoas que recebiam atendimento emergencial adulto e pediátrico em hospitais e pronto-atendimentos da Capital permaneciam na fila por um leito ou vaga de UTI, segundo dados disponibilizados pela Secretaria Municipal da Saúde.

O objetivo também é diminuir o tempo de espera nas emergências, conforme o secretário municipal da Saúde, Erno Harzheim. “Essa superlotação (nas emergências) vai reduzir. Com o novo hospital, a situação não vai se resolver totalmente, mas vai reduzir”, salienta. O secretário também projetou a possibilidade de abertura de novas vagas nos próximos meses: “assim como nós vamos ter mais leitos de saúde mental em breve, nós teremos mais leitos de retaguarda em breve também”.

O Hospital Santa Ana, que vai ser implementado em uma área pertencente ao Hospital Espírita, no bairro Teresópolis, zona Sul da cidade, vai oferecer 208 leitos no total. Nessa manhã, a Secretaria Municipal de Saúde formalizou, junto do Hospital Espírita e da Associação Educadora São Carlos, a carta de intenções que prevê a instalação do novo hospital. A previsão é de que os pacientes comecem a ser recebidos a partir de novembro, com funcionamento completo até o período de inverno do ano que vem.

A associação vai alugar uma ala, de 4 mil m², do Hospital Espírita para fazer a implementação de 30 leitos de saúde mental, 75 de longa permanência, 20 leitos de UTI, além de 16 leitos clínicos, 59 leitos de retaguarda e oito de isolamento. Para isso, vai ser feita a reforma de dois espaços que estão desativados: a Clínica Infanto Juvenil e a ala da Unidade de Internação São Rafael (onde antes eram disponibilizados os 30 leitos de saúde mental que, agora, estão habilitados pelo Ministério da Saúde e serão reabertos). A unidade vai ter, ainda, um Centro de Recuperação Auditiva e Intelectual, oferecer exames de imagem, e contar com uma equipe do programa Melhor em Casa, que acompanha pacientes após o recebimento de alta. Inicialmente, o contrato de locação é de cinco anos.

O custeio da instituição envolve R$ 4 milhões/mês, sendo que a Associação Educadora São Carlos vai arcar com metade e a prefeitura com os outros R$ 2 milhões. O valor vai ser pago com recursos federais, o que corresponde a 3/4 dos gastos, e o restante pela prefeitura, via Fundo Municipal da Saúde. A entidade é responsável pelo Hospital Mãe de Deus e já mantém convênios com a prefeitura em alguns Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). A associação também administra os hospitais Santa Luzia, em Capão da Canoa, e Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres. (Daiane Vivatti/Rádio Guaíba)

RS: Sindicato Médico assina convênio com Unicred para oferta de linha de crédito sustentável

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Agenda Destaque Saúde

A partir de parceria firmada nesta segunda-feira (28) pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) com a Unicred, os médicos associados de todo o Estado passam a contar com o Crédito Sustentável. O objetivo é permitir o financiamento para aquisição de equipamentos de energia solar fotovoltaicos.

Para o presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, essa parceria fortalece uma preocupação antiga da entidade, que vai além da luta sindical. “Temos um compromisso com a saúde e, nesse caso específico, com a saúde do planeta. Internamente, já revimos nossas práticas e estrutura para diminuir o impacto ecológico. Após auditoria internacional, fomos certificados com a ISO 14001, relacionada à sustentabilidade. Queremos continuar sendo agentes dessa transformação”.

Já o diretor-presidente da Unicred Central RS, Paulo Barcellos, reforça que a iniciativa colabora não apenas no incentivo ao uso das energias renováveis, mas também é um investimento com retorno garantido, a partir da redução gerada na conta de luz. “Temos certeza de que poderemos agregar valor e oferecer mais qualidade de vida aos associados”.

Para adquirir a linha de crédito

O associado que quiser adquirir o Crédito Sustentável basta fazer um orçamento do equipamento fotovoltaico pretendido e apresentar ao gerente de Relacionamento da Unicred, responsável pela análise do pedido. Dúvidas sobre o assunto podem ser solucionadas através do e-mail unicredrs@unicred.com.br.