Santa Casa prevê aumento de 25% em cirurgias cardíacas pediátricas

Santa Casa prevê aumento de 25% em cirurgias cardíacas pediátricas

Destaque Saúde

O Ministério da Saúde editou a Portaria Nº 1.197, que se destina a ampliar o atendimento de crianças com cardiopatia congênita no Sistema Único de Saúde (SUS). O movimento integra o Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita, composto por ações que visam o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e à reabilitação de crianças com a doença.

Segundo o Ministério, a meta é ampliar em 30% o número de cirurgias feitas na rede pública de saúde com investimento de R$ 91,5 milhões já neste ano, o que representa aumento de 75,2% do orçamento anual destinado às cirurgias cardíacas pediátricas, cujo custo estava em torno de R$ 52,2 milhões. A partir disto, o SUS terá capacidade de tratar todas as crianças com cardiopatia congênita que precisam de intervenção no primeiro ano de vida.

O chefe da cirurgia cardíaca da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Dr. Fernando Lucchese, informa que nascem anualmente 28 mil crianças com defeitos do coração, sendo que metade delas necessita uma correção já no primeiro ano de vida. “Quando operadas em tempo, estas crianças chegam saudáveis à vida adulta” complementa.

O Hospital da Criança Santo Antônio, unidade pediátrica da Santa Casa e referência nacional em assistência de alta complexidade, realiza cerca de 400 cirurgias cardíacas pediátricas anualmente. Pacientes de todo o Brasil, especialmente do Acre, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Paraiba, Amazonas e Santa Catarina, encontram no hospital a chance de cura desta doença que atinge um número considerável de crianças a cada ano.

Lucchese explica, ainda, que esta portaria e o consequente Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita vem corrigir uma redução de procedimentos por falta de cobertura: “Há 10 anos, mais de 70 centros no Brasil executavam este tipo de cirurgias. Com a defasagem no financiamento restaram apenas 12. Por esta razão, em 2005 eram realizados em torno de 12 mil procedimentos, e atualmente, este número baixou para seis mil”.

A correção da tabela de pagamentos desses procedimentos se deu através do aceite do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, à reinvindicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, através do Dr. Fábio Jatene (Incor) e Dr. Lucchese. Desde 2007, representantes da área pediátrica conduzidos por ambos buscam, junto ao órgão federal, o reajuste anunciado na última semana.

Lucchese finaliza explicando que esta portaria permitirá recompor o número de procedimentos necessários: “O Hospital da Criança Santo Antônio tem a perspectiva de realizar em torno de 500 procedimentos anuais já a partir deste ano, o que o classifica entre os três maiores centros do país. Uma boa noticia para os gaúchos”, comemora.

Psiquiatra fala sobre a origem familiar em casos de suicídio como o de Getúlio Vargas Neto. Ricardo Campos Nogueira lembra que além do pai e do avô presidente, o bisavô materno também se suicidou

Psiquiatra fala sobre a origem familiar em casos de suicídio como o de Getúlio Vargas Neto. Ricardo Campos Nogueira lembra que além do pai e do avô presidente, o bisavô materno também se suicidou

Comportamento Destaque Saúde Segurança Vídeo

O psiquiatra Ricardo Campos Nogueira afirma que o caso de suicídio envolvendo Getúlio Dornelles Vargas Neto, de 61 anos, neto do ex-presidente Getúlio Vargas,  está relacionado com outros casos registrados em sua família. Em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, na manhã desta terça-feira, Nogueira salientou que há vários casos de famílias suicidas. Revelou que o bisavô materno de Getúlio Neto, que era gerente do Banco Pelotense, em São Borja, também se matou em meio a um ambiente de dificuldades financeiras.  ”Nessa família já havia o caso do suicídio do pai dele, do avô paterno e também do bisavô materno”.

Em sua pesquisa de mestrado, em que estudou 180 suicídios no Rio Grande do Sul, o médico constata que dificilmente este tipo de atitude foge do padrão de suicídios familiares. Citou o caso de uma família do interior do Estado que somou 17 suicídios.

Vargas Neto foi encontrado morto ontem, no prédio onde morava, em Porto Alegre. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Homicídios como suicídio. Nascido no Rio de Janeiro, Getúlio mudou-se para Porto Alegre ainda na adolescência. Em 2011, chegou a voltar a morar no Rio de Janeiro e se filiou ao PPS. Nos últimos tempos, ele administrava negócios da família na capital gaúcha. (Felipe Vieira com informações da Rádio Guaíba)

Dívida de inadimplentes supera em 3 vezes o salário

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Destaque Saúde

O brasileiro inadimplente – com mais de 90 dias de atraso nos compromissos – deve, em média, três vezes o que ganha. A maior parte das dívidas foi feita nos últimos três anos, período que coincide com o agravamento da crise econômica. É o que revela pesquisa da empresa de recuperação de crédito Recovery, feita pelo instituto Data Popular. Desde 2014, a taxa de desemprego mais que dobrou, atingindo 14 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, o brasileiro teve de conviver com a disparada da inflação (hoje controlada), escassez de crédito e juro alto. Foi uma combinação perfeita para o aumento da inadimplência, que atinge 61 milhões de pessoas – recorde desde o início do indicador de Inadimplência do Consumidor da Serasa Experian, há cinco anos. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

No mercado de maconha, negócios que dão a maior onda; por por Lucianne Carneiro/O Globo

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Comportamento Destaque Direito Direito do Consumidor Economia Educação Mundo Saúde

SIMERS: “Ministro demonstra despreparo e desconexão com a realidade”

A declaração do ministro da Saúde, Ricardo Barros, de que os médicos têm de parar de fingir que trabalham, teve forte reação de entidades médicas. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) divulga nota intitulada “Incompetência e difamação” e afirma que o ministro demonstra “total despreparo e desconexão com a realidade, além de pouca educação” ao fazer as declarações ofensivas.

O SIMERS cita as emergências superlotadas e pessoas com sequelas permanentes devido à falta de itens básicos para atendimento e que o governo gasta hoje quase metade da receita pagando juros aos bancos e acrescenta: “A título de curiosidade: todos os médicos da prefeitura de Porto Alegre registram ponto digital e cumprem integralmente sua carga horária. No entanto, a saúde continua piorando.”

Confira a íntegra da nota do SIMERS:

INCOMPETÊNCIA E DIFAMAÇÃO

Diante das declarações ofensivas do ministro da Saúde, Ricardo Barros, o Sindicato Médico:

1. Lamenta que, além da série de ministros envolvidos em denúncias de corrupção, o Governo Temer acolha o senhor Ricardo Barros.
2. O ministro demonstra total despreparo e desconexão com a realidade, além de pouca educação.
3. Enquanto pessoas morrem nos corredores das emergências e outras ficam com sequelas permanentes por falta até de luvas cirúrgicas, o governo restringe verbas e destina quase metade da receita aos banqueiros.

4. É deprimente que um ministro se preste ao triste papel de ofender a categoria médica, eleita pela população como aquela em quem deposita maior confiança.
5. A título de curiosidade: todos os médicos da prefeitura de Porto Alegre registram ponto digital e cumprem integralmente sua carga horária. No entanto, a saúde continua piorando.

Reiteramos a disposição dos médicos em, apesar das condições adversas, continuar a aliviar os que sofrem e salvar vidas, sem dar ouvidos a difamadores.

A Verdade faz bem à Saúde.

“Médico tem que parar de fingir que trabalha”, defende ministro da Saúde. Sindicato Médico do Rio Grande do Sul repudiou declarações de Ricardo Barros; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

“Médico tem que parar de fingir que trabalha”, defende ministro da Saúde. Sindicato Médico do Rio Grande do Sul repudiou declarações de Ricardo Barros; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Destaque Poder Política Saúde

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse hoje, ao anunciar investimentos para o setor, em Brasília, que “médico tem que parar de fingir que trabalha”. Para fiscalizar os profissionais da saúde e punir os improdutivos, Ricardo Barros prometeu implementar um sistema biométrico de controle de frequência, com base nas impressões digitais, em hospitais públicos e unidades de saúde.

“Muito sinceramente, o senhor (Michel Temer) sabe que sou uma pessoa muito pragmática e clara. Vamos parar de fingir que pagamos médico, e o médico vai parar de fingir que trabalha porque isso não está ajudando a saúde do Brasil”, disse.

O ministro sustenta que metade dos médicos que atua em municípios com sistema de biometria na saúde pública deixa o cargo devido ao acúmulo de empregos e à incapacidade de cumprir a carga horária. Em Brasília, o ministro confirmou investimento de R$ 1,7 bilhão para ampliar o atendimento à população em todo o Brasil.

O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, recebeu as declarações com repulsa. “É próprio de um ministro do governo Temer. Além da falta de vergonha é um completo despreparo. O ministro ofende uma categoria porque não tem como justificar as péssimas condições de atendimento que proporciona ao SUS. Ele tenta desviar atenção ofendendo uma categoria que, apesar de tudo isso, continua aliviando a dor e salvando vidas”, rebate.

No Brasil, mais de 440 mil médicos atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Rio Grande do Sul, o total passa de 29 mil. Paulo de Argollo Mendes reforça, ainda, que cerca de 15 mil profissionais da rede pública já se submetem ao controle biométrico na região Metropolitana.

Porto Alegre: Guerra do tráfico fecha posto de saúde no bairro Cascata

Porto Alegre: Guerra do tráfico fecha posto de saúde no bairro Cascata

Cidade Notícias Saúde

A violência nas unidades de saúde de Porto Alegre volta a aterrorizar. Na manhã desta terça-feira (11/07), médicos e funcionários do posto de Estratégia de Saúde da Família (ESF) Alto Embratel, no bairro Cascata, suspenderam o atendimento por causa de um tiroteio envolvendo traficantes de drogas de duas facções. Para garantir a segurança dos profissionais, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) chamou a Brigada Militar e a Guarda Municipal, que fizeram a escolta da equipe até um local seguro.

Com 13 funcionários trabalhando no local, a ESF Alto Embratel presta 40 atendimentos por dia para uma população de mais de 5 mil pessoas que vivem no bairro. A reabertura da unidade será avaliada em reunião que ocorre nesta noite, pois o retorno dos serviços depende de que a situação seja normalizada.

Segundo levantamento feito pelo SIMERS, é a 10ª ocorrência neste ano na Capital, totalizando 20 casos em todo o Estado. “A violência que ronda os postos de saúde está em um nível absolutamente intolerável. O médico, diariamente, entra no interior das comunidades mais conflitadas, desarmado, sem saber se voltará à noite para abraçar os filhos”, alerta o presidente do SIMERS Paulo de Argollo Mendes.

SIMERS luta por segurança

O SIMERS cobra que sejam tomadas providências imediatas para evitar novas situações de violência nas unidades de saúde e nos seus entornos. A entidade, que participa da recém instalada Frente Parlamentar da Segurança Pública Municipal (Freseg), exige dos órgãos públicos que sejam assegurados segurança e condições de trabalho para os médicos e, consequentemente, de atendimento à população.

Porto Alegre: Ministro da Saúde vai autorizar nesta segunda-feira edital para construção do Centro de Oncologia do GHC

Porto Alegre: Ministro da Saúde vai autorizar nesta segunda-feira edital para construção do Centro de Oncologia do GHC

Agenda Destaque Poder Política Sartori Saúde

Durante a solenidade de inauguração do Centro Obstétrico do Hospital Conceição na próxima segunda-feira, 10 de julho, às 8h30min, o ministro da Saúde Ricardo Barros vai anunciar a autorização do lançamento do edital de contratação da empresa que construirá o prédio do Centro de Hematologia e Oncologia do GHC, em Porto Alegre.  A bancada gaúcha no Congresso – 31 deputados federais e três senadores – definiu, no dia 4 de julho, como prioridade número um a construção do Centro de Hematologia e Oncologia do GHC, em Porto Alegre. O deputado federal Jones Martins (PMDB-RS), idealizador e presidente da Frente Parlamentar para a construção do Centro, comenta: – Os legisladores gaúchos aprovaram uma Emenda Impositiva para viabilizar a construção da instituição de saúde, que tratará os pacientes com câncer do Estado do Rio Grande do Sul. Serão oferecidos serviços de radioterapia e transplante de medula óssea em atendimento 100% SUS;

O projeto de R$ 100 milhões para as obras de engenharia do hospital já tem R$ 33 milhões garantidos e empenhados no orçamento deste ano. O saldo virá através da emenda impositiva; Há ainda a previsão de mais R$ 50 milhões para compra de equipamento especializado. – Em meio a um momento de dificuldades, de superação econômica, a bancada gaúcha deu um exemplo de unidade, elegeu esse projeto como prioritário, e isso está viabilizando as condições para o ministro Ricardo Barros lançar o edital segunda-feira.– finaliza Jones Martins.

 

CENTRO DE HEMATOLOGIA E ONCOLOGIA

 

O projeto prevê um prédio de sete pavimentos a ser erguido onde havia uma praça, ao lado do Hospital Conceição. O futuro Centro de Hematologia e Oncologia – Hospital do Câncer do GHC terá:

50 leitos para internação clínica

30 leitos para internação hematológica

14 leitos para transplante de medula óssea

RS:Menino soropositivo de sete anos está há nove dias sem medicação

RS:Menino soropositivo de sete anos está há nove dias sem medicação

Crianças Destaque Direito Política Saúde

Há mais de uma semana, Carla* liga diariamente para um dos postos de saúde do município de Cachoeirinha, na região Metropolitana de Porto Alegre, para perguntar se o xarope que o filho de 7 anos, portador do vírus HIV, utiliza está disponível. A criança precisa tomar um coquetel, com três medicamentos, desde bebê e está sem o Zidovudina Xarope há nove dias. “Ele tem consulta agora no dia 19, mas na última vez que ele foi atendido, o médico falou que ele não pode ficar sem o medicamento”, relata.

Mas essa não é uma situação isolada. Em junho, um ouvinte soropositivo da Rádio Guaíba que preferiu não se identificar contou que esteve na farmácia do Ambulatório de Dermatologia, na avenida João Pessoa, em Porto Alegre, para retirar alguns medicamentos e recebeu a dose pela metade, fracionada em potes. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou que a medida vem sendo tomada na tentativa de minimizar o impacto na terapia, já que a medicação enviada pelo Ministério da Saúde é insuficiente.

De acordo com a presidente do Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa/RS), Carla Almeida, os pacientes passaram a ter de buscar o remédio com mais frequência, em vez de fazer isso uma vez por mês. Segundo ela, há uma denúncia de que uma criança de cinco anos, devido à falta do xarope do AZT, precisou passar para a versão drágea, não recomendada para essa idade.

Já o medicamento injetável é administrado em gestantes na hora do parto para impedir a transmissão do vírus HIV para o recém-nascido e também está em falta. Conforme Carla, o Gapa também já verificou o fracionamento da versão 3 em 1, que é utilizada em adultos em primeira linha, ou seja, logo que o vírus é descoberto, além de problemas no abastecimento do exame de carga viral.

O coordenador técnico do Fórum ONG/Aids, Rubens Raffo, explica que uma série de complicações pode surgir devido ao fracionamento. “Isso implica na possibilidade de termos crianças nascendo com infecção e crianças já infectadas ficarem resistentes ao tratamento”, esclarece.

A SES informou que o abastecimento dos medicamentos antirretrovirais é de responsabilidade do governo federal e que os estados devem apenas distribuir aos serviços de Saúde. “Desde o mês de abril, as remessas vêm sendo entregues ao Estado de forma irregular e aquém do quantitativo necessário para garantir o atendimento dos 40 mil usuários cadastrados”, informou a pasta.

Ainda conforme a Secretaria, no mês de junho, por exemplo, o pedido feito para o AZT via oral foi de 3.904 frascos, mas foram recebidos apenas 1.561 em duas partes, a primeira com 131 frascos e a segunda com 1.430. Já para o AZT + 3TC (injetável) foram pedidos 2.316.600 doses, e recebidas apenas 1.024.200 também em duas etapas: de 554.640 e 469.560. O 3 em 1 teve um pedido de 2.000.010 e o recebimento foi de 616.440. No mês anterior, o oral e o injetável sequer chegaram.

No dia 4 de julho, 1.050 frascos do xarope foram recebidos pelo órgão e, conforme a SES, alguns frascos estão sendo repassados à prefeitura de Cachoeirinha e o filho de Carla vai receber o medicamento ainda na semana que vem.

Já o Ministério da Saúde defendeu, em nota, que não há falta de medicamentos para Aids no Rio Grande do Sul. De acordo com o Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (SICLOM) do Ministério, havia no estoque do Estado, no início de junho de 2017, 835 frascos-ampolas de Zidovudina Injetável, o que permitia a cobertura estimada dos tratamentos por cerca de dois meses. Em relação ao xarope, o órgão garante que enviou 1.430 frascos no início do mês, o que possibilita a cobertura estimada dos tratamentos para mais de um mês, com base no consumo médio mensal. O Ministério esclarece, ainda, que novos envios serão realizados de acordo com a necessidade e dentro do fluxo de ressuprimento.

(*Nome fictício para preservar a identidade da criança. Daiane Vivatti/Rádio Guaíba)