Dia nacional de combate ao glaucoma: um alerta contra a cegueira

Dia nacional de combate ao glaucoma: um alerta contra a cegueira

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Considerada a principal causa de cegueira irreversível no Brasil e no mundo, o glaucoma costuma se desenvolver de forma silenciosa, sem sintomas, até que após algum tempo depois de instalado, o paciente começa a experimentar perda lenta e progressiva do campo visual, podendo evoluir para cegueira irreversível se não tratado adequadamente. Do número estimado de 60 milhões de pessoas com a doença mundialmente, cerca de 8,4 milhões tem como destino a cegueira.1 Tal gravidade justificou a criação de uma data para o combate à doença onde a Sociedade Brasileira de Glaucoma e oftalmologistas especialistas em glaucoma em todo o Brasil desenvolvem atividades para a educação da população.

“A doença é responsável por 12,3% dos casos de perda de visão em adultos e a prevalência aumenta com a idade, evoluindo entre 1 e 2% na população geral até 7% após os 70 anos. Por se tratar de uma doença crônica e que não tem cura é muito importante a conscientização em relação aos sintomas e fatores de risco da doença, a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento periódico e do tratamento”, relata Dra. Wilma Lelis Barbosa, presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

Diversos estudos mostram uma associação entre o glaucoma e queda na qualidade de vida.2,3 Isso ocorre pois em virtude da perda visual em que os pacientes com glaucoma apresentam menor mobilidade física, aumento no risco de acidentes automobilísticos, aumento na incidência de quedas da própria altura, diminuição na habilidade de leitura ou outras atividades do dia a dia.4,5

Dentre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma estão: história familiar de glaucoma, pressão intraocular (PIO) elevada, idade avançada, doenças cardiocirculatórias, pertencer a raça negra.

A importância da adesão ao tratamento:

Geralmente o tratamento inicial é clínico, com apoio de colírios hipotensores, podendo-se recorrer ao laser ou cirurgias, conforme recomendação médica, e de acordo com o tipo de glaucoma e estágio da doença.

O tratamento clínico com colírios hipotensores tem como principal objetivo estabilizar a doença através da redução da pressão intraocular. O nível de redução da PIO deve ser individualizado, considerando fatores como a gravidade do glaucoma, idade do paciente, história familiar, etnia e espessura da córnea. A pressão-alvo corresponde a um nível “seguro” de PIO, evitando o estabelecimento ou progressão das alterações glaucomatosas.

A aderência ao tratamento do glaucoma é baixa, com cerca de 50% dos pacientes não utilizando a medicação da maneira prescrita.7 Dessa forma, uma parcela significativa dos pacientes apresenta risco de progressão da doença. Fatores como a falta de conhecimento sobre a doença, que propicia a não participação do paciente no tratamento e a falta de habilidade para instilação do colírio e/ou para manipular o frasco, associada a ausência de alguém que ajude administrar o medicamento prejudicam a aderência ao tratamento e o consequente controle da progressão da doença.8,9

“Apesar de ser uma conduta simples, o uso do colírio é bastante negligenciado, não apenas em relação à necessidade do uso regular da medicação, mas também em relação a quantidade de doses diárias e a maneira correta de instilar o medicamento. E o problema tende a aumentar em pacientes idosos, os quais apresentam mais dificuldades de memorização sobre os horários dos medicamentos que tomam, e por possuírem mais dificuldades motoras, sendo muitas vezes necessário que o cuidador o ajude a pingar o colírio”, relata Dra. Wilma.

Estudos demográficos e econômicos também revelaram o impacto dos custos não médicos e indiretos do glaucoma progressivo. Cerca de 50% das pessoas com glaucoma no mundo desenvolvido não sabem que têm a doença e muitos pacientes não são tratados porque não têm acesso ao tratamento ou não o seguem de forma adequada, permitindo que a doença progrida. A estimativa é que até 2020 o glaucoma atingirá 80 milhões de pessoas em todo mundo, sendo que destas, 11 milhões estarão em estágio de cegueira bilateral.10

A visita periódica ao oftalmologista é essencial para diagnosticar precocemente a doença. Uma vez detectado o glaucoma, o acompanhamento e o uso correto das medicações são fundamentais para que a doença não progrida, preservando assim a visão.

Instituto do Câncer Infantil realiza nesta quinta-feira nova edição do tradicional Jantar Anual

Instituto do Câncer Infantil realiza nesta quinta-feira nova edição do tradicional Jantar Anual

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Com o tema “Jantar da Vitória”, o Instituto do Câncer Infantil (ICI) realiza mais uma edição do seu tradicional jantar anual. O evento acontecerá na Associação Leopoldina Juvenil, no dia 24 de maio, às 20h. Estarão presentes convidados especiais, personalidades da sociedade gaúcha, parceiros, imprensa e demais simpatizantes da causa, além da presença de pacientes do ICI. “Somos a luta contra o câncer infantojuvenil” é o mote do jantar deste ano, o qual traz a ideia de que, mobilizadas, as pessoas são as melhores lutadoras para derrotar a doença. Entre as atrações da noite, estão confirmadas a banda Dublê, e do cantor Juliano Barreto, participante do The Voice Brasil 2017. O espetáculo apresentado no evento será dirigido por Edson Erdmann, Sócio-Diretor na empresa Histórias Incríveis Entretenimento.

Criado em 1991, o Instituto do Câncer Infantil é uma organização sem fins lucrativos que atua para aumentar as chances de cura do câncer infantojuvenil. Referência na assistência de crianças e adolescentes com câncer, proporciona todo o auxílio necessário para a continuidade do tratamento.

Através do ICI, os pacientes contam com apoio pedagógico, psicológico, nutricional, odontológico, medicamentos e exames especiais. Suas famílias também recebem apoio assistencial com auxílios de vestuário, calçados e alimentos.  O ICI também desenvolve projetos de Pesquisas Científicas dedicados ao avanço de novos tratamentos para o câncer infantojuvenil.

Para a Gerente Institucional do ICI, Valéria Foletto, este é um momento já consolidado no calendário da cidade e muito valorizado pela sociedade gaúcha. “Contamos sempre com um ótimo público, o que contribui sobremaneira com a causa”, diz. “O ICI é uma marca muito forte, que traz credibilidade e condições de continuarmos realizando um grande trabalho, sempre com o apoio dos nossos parceiros, que fazem tudo se tornar possível”, completa.

Para mais informações, entre em contato através do número (51) 3331-8704.

 

Brasileira será primeira mulher a assumir a direção da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer.  Médica formada pela Universidade Federal de Pelotas foi eleita para o cargo em evento na França

Brasileira será primeira mulher a assumir a direção da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer. Médica formada pela Universidade Federal de Pelotas foi eleita para o cargo em evento na França

Comunicação Destaque Notícias Saúde Tecnologia

A epidemiologista Elisabete Weiderpass foi escolhida em Lyon, na França, para assumir como diretora da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC, na siga em inglês), braço especializado da Organização Mundial da Saúde na área de câncer e saúde pública. Ela é a primeira mulher a assumir uma das posições de maior prestígio no campo das pesquisas sobre câncer em nível internacional, além representar, pela primeira vez, a América Latina à frente da IARC. Natural de Santo André (SP), Weiderpass graduou-se em medicina pela Universidade Federal de Pelotas em 1992. Dois anos depois, concluiu o curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia, sob orientação dos professores Fernando Barros e Cesar Victora, tendo colaborado em projetos do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da UFPel.

A agência coordena e conduz pesquisas sobre as causas do câncer humano, os mecanismos da carcinogênese e o desenvolvimento de estratégias para prevenção e tratamento da doença. Eleita para um mandato de cinco anos, a diretora-geral tome possa a partir de janeiro de 2019, tendo superado candidatos da Suécia, Japão, Alemanha e Austrália.

“O ônus do câncer é elevado em todos os países, mas em particular nos países de baixa e média renda, que geralmente têm uma infraestrutura inadequada e insuficiente. Portanto, a prevenção é, e deve continuar sendo, a primeira linha de ataque para enfrentar os desafios impostos pela epidemia global do câncer”, diz Elisabete.

A pesquisadora brasileira, que possui também cidadania sueca e finlandesa, é especialista em epidemiologia e prevenção do câncer. Obteve o PhD em Epidemiologia do Câncer, pelo Instituto Karolinska (Estocolmo, Suécia), onde é professora do Departamento de Epidemiologia Médica e Bioestatística. É pesquisadora sênior do Instituto de Pesquisa de Base Populacional de Câncer, pesquisadora do Registro de Câncer de Oslo, Noruega, e do Samfundet Folkhälsan, em Helsinki, Finlândia. É também professora de Epidemiologia do Câncer na Universidade da Noruega.

“Estou muito feliz por ter sido escolhida a próxima diretora da Agência. Estou ansiosa para trazer minha experiência para a IARC e contribuir para seu importante trabalho”, diz em comunicado oficial da IARC.

Uma das marcas mais importantes da Agência, segundo a epidemiologista, são as chamadas Monografias da IARC, que consistem na avaliação e identificação de diferentes substâncias que podem aumentar o risco de desenvolvimento de câncer em humanos. Desde 1971, a IARC avaliou mais de 1 mil substâncias carcinogênicas em potencial, 400 das quais foram classificadas como carcinogênicas, provavelmente carcinogênicas ou possivelmente carcinogênicas, com conclusões que podem, muitas vezes, ser consideradas impopulares ou polêmicas.

“A IARC deve permanecer uma organização confiável na produção de ciência relevante para políticas de saúde pública e para o bem público, independente de interesses privados”, afirma Weiderpass em artigo do Journal of Cancer Policy.

No próximo ano, ela assume em lugar do atual diretor, Christopher Wild, que terá cumprido dois mandatos de cinco anos, desde sua posse em 1º de janeiro de 2009.

Porto Alegre: Hospital Vila Nova amplia atendimento para pacientes de complexidade intermediária

Porto Alegre: Hospital Vila Nova amplia atendimento para pacientes de complexidade intermediária

Cidade Destaque Marchezan Poder Política Porto Alegre prefeitura Saúde

A prefeitura e a Associação Hospitalar Vila Nova entregaram nesta terça-feira, 22, 33 novos leitos de retaguarda no Hospital Vila Nova. Com esta entrega, a instituição completa 66 novos leitos de retaguarda, utilizados para encaminhamento de pacientes de complexidade intermediária, e outros 33 leitos de atendimento geral, que foram qualificados para leitos de retaguarda, totalizando 99 novos leitos de longa duração oferecidos para a rede de saúde do município desde janeiro de 2017.
“Estamos reabrindo os leitos que foram fechados em Porto Alegre nos últimos anos e colocando o dinheiro público onde pode retornar em benefício para a sociedade”, disse o prefeito Nelson Marchezan Júnior. O secretário municipal da Saúde, Erno Harzheim, destacou os avanços no setor na Capital. “Teremos mais 49 leitos no Hospital Restinga e Extremo-Sul, com o edital de chamamento, e teremos mais 204 leitos no Hospital Santa Ana”, explicou. No Santa Ana, 30 leitos para saúde mental abrirão em julho e o restante em setembro. O secretário também destacou que está aberto o edital para inscrição de propostas de sete novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que farão internação em saúde mental em 69 leitos. De acordo com Harzheim, do segundo semestre do ano passado até o início de 2019, a cidade terá mais de 400 novos leitos hospitalares.
Associação Hospitalar Vila Nova está em funcionamento há 50 anos e presta atendimento exclusivamente pelo SUS. O diretor-presidente da instituição, Dirceu Dal’Molin, destacou outros atendimentos importantes realizados no local, como o serviço de oftalmologia, um dos maiores do Estado. Ele informou que 1.180 novas consultas são realizadas por mês, que, somadas aos retornos, chegam a 2,5 mil.
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Entre os presentes: Mauro Sparta e Adriana Acker, do Grupo Hospitalar Conceição, Dunga e Delton Rosa, colaboradores da Associação Hospital vila Nova
Porto Alegre: Prefeitura entrega mais 33 novos leitos no Hospital Vila Nova

Porto Alegre: Prefeitura entrega mais 33 novos leitos no Hospital Vila Nova

Marchezan Notícias Porto Alegre prefeitura Saúde

A Prefeitura de Porto Alegre e a Associação Hospitalar Vila Nova entregam 33 novos leitos de retaguarda no Hospital Vila Nova (rua Catarino Andreatta, 155, Vila Nova) na zona Sul, nesta terça-feira, 22, às 8h30. Com isso, a instituição completa 66 novos leitos de retaguarda e outros 33 leitos de atendimento geral, que foram qualificados para leitos de retaguarda, totalizando 99 novos leitos de longa duração oferecidos para a rede de saúde do município, desde janeiro de 2017.

O ato terá a presença do prefeito Nelson Marchezan Júnior, do secretário municipal de Saúde, Erno Harzheim, e do diretor-presidente da Associação Hospitalar Vila Nova, Dirceu Dal’Molin.

O estabelecimento de saúde, que há 50 anos está em funcionamento, presta atendimento 100% SUS.

Porto Alegre: Troca de gestão ou locação de leitos são alternativas para o Beneficência

Porto Alegre: Troca de gestão ou locação de leitos são alternativas para o Beneficência

Agenda Cidade Comportamento Comunicação Destaque Saúde

A recuperação do Hospital Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre, é viável, desde que se encontre outra mantenedora ou haja a locação de leitos para entidades interessadas. Em termos gerais, é essa a conclusão da consultoria realizada pelo Hospital Sírio-Libanês, cujos resultados foram apresentados em reunião fechada na noite de ontem. Além do diretor executivo da instituição paulista, Fernando Torelly, estavam presentes os secretários da Saúde de Porto Alegre, Erno Harzheim, e do Estado, Francisco Paz, além de Germano Bonow, que representou o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers).

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Porto Alegre é selecionada em projeto para ser exemplo no tratamento do câncer

Porto Alegre é selecionada em projeto para ser exemplo no tratamento do câncer

Agenda Comunicação Destaque Saúde

Porto Alegre é a única cidade latino-americana escolhida pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) para participar de um projeto que visa tornar algumas cidades líderes no planejamento e implementação de medidas para melhorar o serviço de tratamento do câncer. A nomeação da capital gaúcha para ser uma das Cidades-Desafio da City Cancer Challenge 2025 foi anunciada na tarde desta segunda-feira (21), na Assembleia Mundial da Saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, na Suíça.

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‘Tento dar conforto e carinho’: o relato da médica brasileira em hospital que atendeu centenas de feridos em Gaza por Fernanda Odilla da BBC Brasil em Londres

‘Tento dar conforto e carinho’: o relato da médica brasileira em hospital que atendeu centenas de feridos em Gaza por Fernanda Odilla da BBC Brasil em Londres

Agenda Cidade Comportamento Comunicação Destaque Mundo Notícias Saúde

A médica brasileira Liliana Mesquita, de 42 anos, saiu de um plantão de 24 horas em um hospital em Brasília e foi direto para o aeroporto. Embarcou rumo à Faixa de Gaza, onde está de “férias”, trabalhando como anestesista para a organização Médicos Sem Fronteiras.

Ela está no hospital Al Aqsa, na Faixa de Gaza, próximo à fronteira com Israel, que recebeu 336 pacientes na segunda feira, todos vítimas do mais violento dia nos confrontos entre palestinos e israelenses desde 2014. Segundo autoridades palestinas, pelo menos 58 palestinos foram mortos e 2,7 mil feridos por soldados israelenses na fronteira entre Israel e o território.

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Brasil participa de banco de dados mundial sobre hipertensão

Brasil participa de banco de dados mundial sobre hipertensão

Agenda Comunicação Destaque Notícias Saúde Trabalho

Uma força-tarefa de 600 médicos de todo o país vai montar um banco de dados da pressão arterial do brasileiro. A iniciativa faz parte da campanha mundial de aferição da pressão arterial (PA), promovida pela Sociedade Internacional de Hipertensão (ISH, do nome em inglês), e chama a atenção para o Dia Mundial de Combate à Hipertensão, comemorado hoje (17). O esforço se estenderá durante todo o mês de maio. O resultado será encaminhado para a ISH e vai compor um levantamento global que será divulgado pela entidade estrangeira durante congresso que ocorrerá em setembro deste ano, em Pequim, China.

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