Medalha Alberto André?!! Obrigado ARI !! Que responsabilidade e coroamento para 2018

Medalha Alberto André?!! Obrigado ARI !! Que responsabilidade e coroamento para 2018

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“Pelo jornalismo faria tudo de novo”, a frase é de Alberto André, poderia ser minha ou de milhares de outros apaixonados pela profissão que escolhemos. O ano de 2018, já tinha entrado para minha vida profissional, com a volta ao comando de um telejornal, o SBT Rio Grande – Segunda Edição. O desafio proposto pelo gerente de jornalismo da emissora, Danilo Teixeira, me encantou e acredito que estejamos no rumo certo. A busca da qualidade é uma obsessão diária da equipe e a resposta dos telespectadores, mostra uma audiência crescente no programa que apresento com Luciane Kohlmann,  ou seja estamos acertando mais que errando. Nem tudo é perfeito, a ida para o SBT me tirou do veículo Rádio – o que espero seja temporário -, sinto saudade da interatividade dos ouvintes. A compensação vem através de encontros com o público nas minhas andanças pelas ruas, no Zaffari da Otto, no açougue do Zanini, no Beira-Rio… e algumas vezes em forma de troféus e medalhas. Fiquei muito contente ao receber o Prêmio Press de Melhor Apresentador de TV 2018, eu estava afastado da televisão aberta – por vontade própria -, desde 2012. Já havia conquistado a premiação 7 vezes, mas esse ano teve um “gosto especial”, ainda mais que minha indicação foi feito pelos colegas de profissão. No segundo semestre incentivado por Guaracy Andrade, Ricardo Orlandini e Zento Kulczynski colocamos no ar, no BAH TV, o programa de entrevistas BahTchêPapo! que tem me oportunizado conversar com personalidades gaúchas. Por tudo isso, o ano profissional já seria maravilhoso.

Todavia, o ano só termina dia 31 de dezembro, eis que para coroar 2018, recebo o telefonema do meu professor e amigo, Luiz Adolfo Lino de Souza, presidente da nossa ARI – Associação Riograndense de Imprensa -,  comunicando que serei um dos homenageados com a medalha Alberto André. Quem me conhece sabe o que aconteceu pós despedida do Luiz Adolfo, chorei de alegria e emoção. Receber uma honraria de uma entidade do tamanho e história da nossa ARI e entrar para um seleto grupo onde estão grandes profissionais e amigos como: Alice Urbim, André Machado, Edieni Ferigollo, Enir Grigol, Eugenio Bortolon, Ivete Brandalise, Marques Leonam, Patrícia Comunello, Rosane de Oliveira e Walter Galvani; me deixa contente demais. Lembro daquele 16 de janeiro de 1979, inauguração da Rádio Sobral / Butiá, que mudou minha vida. Sim,  na quarta-feira, 16 de janeiro de 2019, se completarão 40 anos da primeira vez que falei em uma Rádio,  ainda como ouvinte. Mas logo depois em fevereiro de 1979, eu já atuava à convite de Heron oliveira, como repórter mirim na programação esportiva comandada por Brasil Oliveira Lucas. Aos 13 anos, o “vírus da comunicação” entrou pelo ouvido e tomou conta do corpo inteiro. Nunca me curei da “doença” e espero literalmente morrer trabalhando em jornalismo e comunicação, ativo como o homem que da nome a medalha que receberei.

imageConvivi pouco, mas o suficiente para conhecer a retidão, o caráter e a paixão pelo jornalismo de Alberto André. Por isso, a honra de receber uma distinção destas me deixa com a responsabilidade de tentar todos os dias fazer um jornalismo ético e de relevância para quem acompanha o meu trabalho. Em 29 de dezembro de 2015, o jornalista e pesquisador da Comunicação Social, Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite, na edição 883 do Observatório da Imprensa, resumiu assim a vida de um dos grandes jornalistas do Rio Grande do Sul, cujo centenário de nascimento havia acontecido dia 02 de dezembro de 2015:

Há 100 anos, no dia 2 de dezembro de 1915, sob o signo de Sagitário, nascia um dos maiores expoentes do jornalismo gaúcho: Alberto André (1915 – 2001). Filho dos imigrantes libaneses, Miguel e Sada André, ele nasceu em Porto Alegre. Ao longo de sua existência, desenvolveu um importante trabalho no campo do jornalismo, da política e da cultura, destacando-se como um exemplo de cidadania, dedicação e amor por sua terra.

Embora seu pai o incentivasse a formar-se em Medicina, Alberto André já sonhava, desde cedo, com o universo de uma sala de redação. Sua base educacional foi construída na Escola Lassalista de São João, no Colégio das Dores e no Colégio Júlio de Castilhos.

O profissional do jornalismo

Em 1936, começou a trabalhar na Rádio Sociedade Gaúcha, com o apoio do diretor da emissora, Nilo Ruschel (1911-1975), tendo apenas cinco minutos, duas vezes por semana, para falar acerca dos problemas de Porto Alegre, à qual devotou um amor incondicional. No ano seguinte, iniciaria sua vida acadêmica no Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas sem abandonar sua paixão pelo jornalismo.

A sua primeira experiência na redação de um periódico foi no Jornal da Noite. Tratava-se de um jornal vespertino e político, sob a orientação de Flores da Cunha (1880-1959) e seu Partido Republicano Liberal. Com a criação do Estado Novo (1937-1945), o periódico encerrou a sua circulação. Nele, Alberto André redigia matérias muito ricas sobre a cidade de Porto Alegre.

Ainda em 1937, começou a trabalhar no jornal A Nação que pertencia à Tipografia do Centro e à Cúria Metropolitana de Porto Alegre, ganhando experiência em assuntos internacionais. Nesse período, ele teve o primeiro contato com a violência de origem ideológica contra a imprensa. O jornal A Nação, de origem germânica, acabou, em 1942, sendo depredado durante a II Guerra Mundial. Este episódio ficou conhecido, em nosso jornalismo, como a “Noite do Quebra-Quebra”. Alberto André trabalhou também no Correio da Noite, na Agência Brasileira de Notícias e colaborou no jornal, ligado ao Partido Libertador, O Estado do Rio Grande, fundado, em 1929, pelo médico e jornalista Raul Pilla (1892-1973).

O Estado Novo de Getúlio Vargas e o jornalismo

Em 1940, Alberto André recebeu o convite de Manoelito de Ornellas (1903-1969) – figura de destaque em nossas letras – para trabalhar como censor de notícias sobre a II Guerra Mundial (1939-1945), do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, ligado Alberto-Andreao DIP. A princípio isso parece ir de encontro a sua figura democrática, porém, como censor, poupou jornais de empastelamento e avisou colegas acerca do risco de uma prisão iminente. A liberdade de informação foi o foco e a razão principal de sua carreira, como jornalista, ao longo dos anos.

Em 1941, Alberto André passou a lecionar Contabilidade no Colégio Nossa Senhora do Rosário. Na condição de professor, Alberto André assumiu a Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas, um dos núcleos da futura PUCRS, lecionando em várias matérias durante 45 anos.

O jornalista do Correio do Povo

No ano em que ocorreu a famosa “Enchente de 41”, inundando de forma trágica a cidade, Alberto André se casou com Lourdes Cafruni, cuja união permaneceu sólida até a sua morte em 2001. O casal teve três filhos: Marlene (já falecida), Roberto e Fernando. Em 1941, Alberto André ingressou na redação do mais antigo e tradicional jornal da capital gaúcha, o Correio do Povo, onde trabalhou por 43 anos, atuando também como articulista na Folha da Tarde e na Folha da Tarde Esportiva que pertenciam à Empresa Jornalística Caldas Júnior. De 1942 a 1956 era Alberto André que dava a ordem para a rodagem do Correio do Povo. No ano de 1941, publicou o seu primeiro livro: Aspectos da Vida Internacional, pela Editora A Nação.

O presidente da ARI e sua visão democrática

Em 1943, formou-se em Direito pela UFRGS, atuando, por 15 anos, nessa área. Cinco anos depois, ele se filiou à Associação Riograndense de Imprensa (ARI), ocupando alguns cargos administrativos. Devido à insistência dos amigos da redação do Correio do Povo, Alberto André se candidatou à presidência da ARI, em 1956, e ganhou de forma excepcional o pleito por um voto de diferença. Dirigiu a entidade por 34 anos, posto no qual enfrentou o período do regime militar (1964-1985), auxiliando, principalmente, durante “os anos de chumbo” vários jornalistas e intelectuais, a exemplo de Flávio Tavares e Reinaldo Moura (1900-1965), então, diretor da Biblioteca pública do Estado, a escapar dos tentáculos do regime de força e repressão que havia se estabelecido no Brasil em 1964. Neste ano de 2015, no dia 19 de dezembro, a ARI comemora 80 anos de existência.

O homem político

Eleito, em 1951, para a Câmara Municipal de Porto Alegre, foi reeleito três vezes seguidas até 1963. Na condição de vereador, dedicou-se a buscar soluções para os problemas urbanos e sociais da nossa cidade, considerando isso um dever ético. Ainda em 1956, consegue seu registro, como professor, na Secretaria de Educação. Elege-se também para deputado estadual, no período de 56/60, exercendo o cargo por apenas dois meses. No ano seguinte, assumiu o cargo de Delegado Conselheiro da Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), permanecendo por dois anos. Nesse ano, publicou o livro Coletânea de Legislação Tributária Municipal pela Editora Sulina.

O professor universitário

No ano de 1962, Alberto André começou a lecionar na cadeira de Direito Aplicado à Economia na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, aposentando-se ao completar 70 anos, após 31 anos de trabalho como professor adjunto e chefe de departamento dessa universidade Ainda, em 1962, ele assumiu a presidência da Câmara Municipal de Porto Alegre, exercendo, com dignidade e altruísmo, essa importante função.

Em 1966, Alberto André é homenageado com a Medalha do Porto de Bremen na Alemanha Ocidental, que havia visitado em 1956. Um ano depois, publica, pela Editora Sulina, o livro Alemanha Hoje, no qual narra as duas viagens que fez a esse país.

No ano em que o Brasil ganhou a Copa Jules Rimet, em 1970, ele é escolhido, para assumir a direção da Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUCRS (Famecos). Ele permaneceu no cargo função até o ano de 1975. Ainda nesse ano, publica Ética e Códigos da Comunicação nos Cadernos de Comunicação da PUCRS. Em 1972, recebe o prêmio Destaques do Diário de Notícias e Medalha da Assembleia Legislativa. Passados dois anos, recebe o título de Comendador da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) / Secção Rio grande do Sul.

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Medalha Alberto André: ​Alice Urbim, André Machado, Edieni Ferigollo, Enir Grigol, Eugenio Bortolon, Ivete Brandalise, Marques Leonam, Patrícia Comunello, Rosane de Oliveira e Walter Galvani já receberam a homenagem Foto Luiz Ávila

O apoiador cultural

Durante o período nevrálgico da nossa política, que sucedeu ao golpe militar de 64, ele se envolveu em campanhas de interesse público, a exemplo da criação do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa (Musecom), em 10 de setembro de 1974, em plena ditadura militar. O jornalista Sérgio Dillenburg – fundador e idealizador dessa instituição – teve o apoio incondicional da ARI e de seu presidente, em exercício, o jornalista e escritor Alberto André. Essa instituição prestou a sua homenagem, criando, no espaço do Musecom, a Sala Alberto André, na qual ocorrem diversos eventos culturais ligados à Comunicação. A campanha, para que fosse criada também a Casa de Cultura Mário Quintana, no prédio em que funcionou o famoso Hotel Majestic e morou o nosso poeta maior, teve a fundamental participação de Alberto André, então, representante da ARI no Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre,

Porto Alegre reconhece Alberto André

No ano de 1977, Alberto André recebe o título de professor Emérito da PUC, Ao iniciar a década de 80, Alberto André é agraciado com o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre – fato que se repetiu em 1982.

Em 1980, é também escolhido Membro do Conselho Municipal do Plano Diretor de Porto Alegre, além de ser eleito chefe de Departamento de Direito Econômico e do Trabalho da UFRGS, aposentando-se em 1985. Em 1988, ele é homenageado como Patrono da 34ª Feira do Livro de Porto Alegre, em reconhecimento pelo seu trabalho, em prol da cultura gaúcha, e também por ter oficializado, por meio da criação de uma lei, esse tradicional evento cultural a céu aberto, criado, em 1955, pelo jornalista Say Marques do Diário de Notícias. A Feira do Livro ocorre, anualmente, na Praça da Alfândega no centro da capital gaúcha.

Em 1992, Alberto André publica 50 anos de imprensa, pela Editora FEPLAM. Um ano depois, ele recebe o título de Patrono das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul. Em 1995, o Jockey Club institui o Páreo Alberto André, sendo sua figura escolhida Decano dos Jornalistas do RS. O jornalista é homenageado pela Biblioteca da Câmara Municipal de Porto Alegre, cujo nome é Alberto André, localizando-se no terceiro andar do Legislativo.

Alberto André teve uma trajetória profissional notável, cuja palavra escrita foi utilizada, como instrumento, para o bem social e engrandecimento da cidade de Porto Alegre e do nosso estado. Esse exemplar profissional desenvolveu tantas atividades, no decorrer de sua existência, que é impossível enumerá-las nesse breve texto. A intenção, que me moveu a escrever, acerca da vida desse importante jornalista, foi a de prestar uma homenagem em seu centenário de nascimento. Alberto André fez escola, em nosso jornalismo, pela sua postura ética e tão cosmopolita em sua forma de pensar, ver e atuar como cidadão.

A presença do presidente Alberto André, na Associação Riograndense de Imprensa, foi tão marcante e significativa que recebeu o apelido de “Seu ARI”. Embora tenha se aposentado, ele jamais deixou de colaborar com artigos para jornais de todo o Rio Grande do Sul, escrevendo em sua velha e companheira máquina de escrever Remington.

A morte do ícone

O presidente de Honra e do Conselho Deliberativo da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) faleceu, em 06 de setembro de 2001, em sua residência, devido a uma insuficiência hepática, após anos de dedicação ao jornalismo, ao magistério, à advocacia e à política. Seu velório ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado. O prefeito de Porto Alegre, na época, Tarso Genro assinou o decreto N° 13.379, determinando luto oficial, por três dias, na capital gaúcha.

Em abril de 2010, A Associação Riograndense de Imprensa (ARI), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), inaugurou o Laboratório de Recuperação do Acervo que contempla a vida e o legado cultural do Jornalista Alberto André.

O amor pelo jornalismo, que está presente em sua alma, não desapareceu com sua morte, aos 85 anos, pois, com certeza, transcende, noutra dimensão, o seu legado cultural e a intensa influência de seu trabalho na área da Comunicação Social, eternizado em sua amada Porto Alegre.

A medalha será recebida em conjunto com outros colegas – que ainda não tive acesso aos nomes -, pois muitos estão sendo comunicados da homenagem hoje. A cerimônia acontece na próxima segunda-feira(10.12.2018 ), na sede da ARI, em Porto Alegre.

Porto Alegre: Parceria internacional permitirá uso de energia solar nas escolas

Porto Alegre: Parceria internacional permitirá uso de energia solar nas escolas

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A Prefeitura de Porto Alegre e a Agência Alemã de Cooperação Internacional assinaram nesta quarta-feira, 28, Termo de Cooperação para viabilizar investimentos em energia renovável nos prédios municipais da rede pública estatal e não estatal de ensino. A iniciativa integra as ações do Projeto de Eficiência Energética nas Escolas Municipais, um dos programas estruturantes da administração, e prevê a instalação de placas voltaicas nas instituições, gerando economia na conta de luz e permitindo depois a ampliação do modelo para demais áreas do município. O valor do projeto está estimado entre R$ 40 milhões e R$ 60 milhões, que deverão ser contratados por financiamento externo. O termo de cooperação é o primeiro passo para a busca dos recursos, já que a Agência Alemã, que atua em conjunto com o Banco Europeu de Investimento em projetos de desenvolvimento sustentável, disponibilizará sem custos à prefeitura consultoria técnica especializada para construção do projeto básico por meio da sua unidade de assessoramento.

O Felicity – Financing Energy for Low-Carbon Investment Cities Advisory Facility (assessoria para cidades para financiamentos de investimentos em baixa emissão de carbono) trabalha em escala mundial para tornar cidades e municípios capazes de desenvolver e implementar projetos de energia renovável, elegíveis para financiamentos. Concentra-se em medidas que promovem a eficiência energética e integração de fontes de energia renovável nos setores de energia, água, transportes, resíduos e edificações. “O termo servirá como um instrumento para alocarmos os recursos necessários, pois teremos o apoio técnico para formatar o projeto básico. Após as escolas, deveremos expandir o modelo para postos de saúde e outros locais de prestação de serviços públicos”, destacou o gerente do projeto, o secretário municipal adjunto de Serviços Urbanos, Júlio Elói Hoper. Ele pontuou ainda o caráter transversal da iniciativa, que repercute no estruturante das finanças públicas municipais, beneficia a Secretaria de Educação, mas tem o protagonismo do Escritório de Resiliência da Secretaria Municipal de Relações Institucionais.

O prefeito em exercício Gustavo Paim salientou que o programa de Resiliência tem sido reconhecido internacionalmente e destacou que a expectativa para parceria com a Agência Alemã é de que seja um acordo replicável e permanente. “Queremos que possa ser administrado por qualquer gestão municipal e contar com a colaboração do corpo técnico nos permitirá dar continuidade ao programa”, diz.  O secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito, afirmou que os recursos economizados em energia elétrica nas escolas poderão ser reinvestidos nas próprias instituições e assim atender outras demandas. “É bastante simbólica a escolha da educação para estrear essa parceria, que deverá também contemplar as escolas comunitárias que funcionam em prédios da prefeitura.”

Missão Internacional – As tratativas iniciaram-se em maio, a partir do estabelecimento da cooperação entre o governo do Brasil e a Alemanha. Em setembro, ocorreu a primeira visita da Missão Internacional Brasil-Alemanha a Porto Alegre e a segunda começou nessa terça-feira, 27. Nesta quarta, 28, antes da assinatura do termo, o grupo visitou a Escola Municipal de Ensino Fundamental Vereador Antônio Giudice, no bairro Humaitá. Em 2016, como parte de um projeto-piloto, foram instalados na escola um bloco de 10 paineis fotovoltaicos doados pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, uma rede global de cidades voltada à construção de um futuro sustentável.

Escolas – Além da significativa redução no gasto com energia, a proposta de utilização das placas voltaicas nas escolas das redes públicas municipal e comunitárias também tem o viés pedagógico, com o envolvimento de professores e alunos no controle das medições, integrando também os conteúdos de disciplinas como Matemática e Física. A energia solar convertida em energia elétrica deverá ser a fonte principal, sendo que o excesso gerado poderá ser devolvido à rede pública em troca de créditos. A previsão é finalizar o projeto básico em 2019 e iniciar a instalação das placas em 2020.

RS: SindiRádio lota auditório com workshop sobre o novo quadro de funções dos radialistas e o primeiro ano de Reforma Trabalhista

RS: SindiRádio lota auditório com workshop sobre o novo quadro de funções dos radialistas e o primeiro ano de Reforma Trabalhista

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O SindiRádio – Sindicato das Empresas de Rádio e TV do RS reuniu mais de 100 radiodifusores e demais profissionais que atuam no setor para debater o novo quadro de funções dos radialistas e o primeiro ano de Reforma Trabalhista. O “Workshop SindiRádio” foi realizado na Sala Piratini do Hotel Deville Prime, em Porto Alegre. A advogada especialista na Lei dos Radialistas, Patrícia Guimarães, e o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), Emílio Papaléo Zin, foram os palestrantes convidados do evento, que também contou com amediação dos jornalistas Tulio Milman e Paulo Sérgio Pinto.

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Christina Gadret Foto: Neitor Côrrea

A presidente do SindiRádio, Christina Gadret, abriu o evento nesta terça-feira (27) destacando a presença dos associados e a união dos colegas de diretoria. “Vejo aqui muitos radiodifusores, advogados, contadores. Essa sala está repleta de talentos que há anos lutam para manter a radiodifusão do nosso Estado cada vez mais forte e ativa. As funções dos radialistas passaram por transformações e, ainda, todos empresários têm dúvidas sobre as mudanças da reforma trabalhista, e queremos buscar o caminho do entendimento”, afirmou. Depois de anunciar o Seminário de Qualidade SindiRádio, que ocorrerá nos dias 17 e 18 de maio de 2019, Christina chamou ao palco o vice-presidente do Sindicato, Jerônimo Fragomeni, que falou sobre a importância de manter a entidade em pleno funcionamento. “Somos um grupo de radiodifusores que voluntariamente se doam à nossa categoria e é importante lembrar que o SindiRádio depende da contribuição dos seus associados para sustentar sua estrutura e promover eventos como esse”, destacou.

Tulio Milman, filho de um dos ex-presidentes do Sindicato, Gildo Milman, mediou a primeira palestra, ressaltando sua história de proximidade com a entidade. “Desde cedo meu pai sempre falou sobre todas as entidades envolvidas com o setor, então, hoje, me sinto em casa. Fico feliz e honrado com o carinho que sinto pelo nome dele”. Com uma apresentação dinâmica, Patrícia Guimarães analisou o quadro anexo das funções dos radialistas, o cenário de alterações e os impactos das mudanças. O Decreto presidencial, publicado no dia 5 de abril deste ano, atualizou as funções dos profissionais, considerando os avanços tecnológicos e as funções especializadas próprias das atividades de empresas de radiodifusão. “A mudança da própria tecnologia fez com que tivéssemos uma mudança necessária sobre o método de fazer notícia. O quadro original possui uma série de funções que não são técnicas e especializadas da radiodifusão, existiam esses conflitos e os dois itens de mudanças levam em conta essas questões”, elucidou.

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Patrícia Guimarães. Foto: Neitor Côrrea

Entre as diferenças mais significativas está o número de funções: enquanto o quadro anterior previa 94 funções, o novo quadro prevê 25. Para Patrícia, é preciso atentar para a descrição de cada uma das novas funções e de que forma se aplicam dentro das empresas. “Esse decreto retirou da regulamentação funções que ficaram obsoletas ou não são especializadas da área, trouxe para a regulamentação funções novas e mais abrangentes, e manteve algumas funções no título, mas modificou no conteúdo. É preciso verificar cada uma das funções, olhar para ‘dentro de casa’, verificar o que cada colaborador faz, e buscar na nova legislação se eles continuam regulamentados ou não”, indicou.

“Esse decreto não traz nenhuma punição se não for aplicado, mas se existe um momento propício para pensar sobre isso, é agora. Pensar juntos e encontrar a melhor forma de aplicar a legislação para que ninguém se sinta exposto. O ponto de atenção que faço é sobre continuar aplicando condições mais benéficas previstas na lei anterior e que agora não têm mais previsão legal. Essa liberalidade tem que ser uma escolha sua”, finalizou a advogada.

Após o movimentado espaço de perguntas dos participantes, o coffee break foi seguido da palestra do desembargador Emílio Zin, bate-papo conduzido por Paulo Sérgio Pinto. “Me sinto muito honrado de estar aqui. Vamos debater um tema de importância tremenda, tivemos a necessidade de modernizar toda a legislação trabalhista”, declarou o mediador. Já o desembargador abriu sua fala destacando a iniciativa do SindiRádio. “Somente com o debate, com a maturação de certos conceitos, podemos ter uma ideia mais concreta do que está acontecendo”.

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Mais de 100 radiodifusores e profissionais compareceram ao encontro do SindiRádios. Foto: Neitor Côrrea

Zin situou a modernização trabalhista no contexto histórico do país. “Da CLT para a Reforma Trabalhista nós temos 75 anos. Não há duvida que o mundo do trabalho se movimentou muito mais nos últimos anos e havia uma necessidade histórica para essa mudança”, analisou. Depois de mencionar o panorama trabalhista durante o período pós-Ditadura Militar, ele destacou a emenda constitucional que ampliou a competência da justiça do trabalho. “Tivemos uma completa insegurança jurídica, reclamatórias trabalhistas abusivas e danos morais absolutamente descompassados. Paralelamente, os trabalhadores nunca sentaram para discutir as mudanças da CLT, e, em meio ao cenário do ano passado, totalmente caótico, sem uma discussão madura, tivemos a aprovação da reforma”, relembra.

Para o desembargador, a modernização nada tem a ver com a criação de postos de trabalho, por se tratar de uma pauta ligada às dinâmicas econômicas. Ao elencar 15 pontos importantes que foram alterados com a Reforma – como trabalho intermitente, equiparação salarial, entre outros -, Zin encerrou sua participação com um olhar direcionado para o futuro. “Passa o trabalhador a ser um pouco mais igual ao empresário, tanto que há risco de discutirmos na justiça do trabalho o chamado ‘vício de consentimento’. Há risco de enfraquecimento de toda a estrutura sindical, e somente sobreviverá aquele sindicato que efetivamente fizer a diferença junto aos seus associados. Daqui um ano, podemos estar discutindo tendências do TRT da 4ª região, mas, hoje, é tudo puro achômetro. Eu posso ter uma margem de interpretação, mas não posso deixar de cumprir a legislação e da minha parte estou cumprindo o juramento que fiz no início da minha carreira”, finalizou.

Porto Alegre: Aprovada nova lei para instalação de antenas de telefonia móvel

Porto Alegre: Aprovada nova lei para instalação de antenas de telefonia móvel

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Os vereadores aprovaram, na tarde desta quarta-feira (21/11), por 23 votos a cinco, o Projeto de Lei Complementar do Executivo (PLCE) que estabelece normas urbanísticas específicas, no Município, para a instalação de Estações Transmissoras de Radiocomunicação (ETRs) autorizadas e homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O PLCE também adequa a atual legislação municipal que regula a instalação de antenas de telefonia móvel em Porto Alegre aos termos das normas de aplicação e abrangência nacional quanto ao licenciamento das ETRs e limites de exposição humana à radiações eletromagnéticas – como a Lei Geral das Antenas (Lei nº 13.116, de 20 de abril de 2015) e outras leis federais que normatizam o tema.

Com a aprovação do projeto, ficam revogadas a atual Lei das Antenas (Lei nº 8.896), vigente desde 26 de abril de 2002, bem como a Lei nº 11.685 (de 30 de setembro de 2014), que promoveu alterações na legislação de 2002. Também foi aprovada a emenda nº 5, de autoria do vereador Mendes Ribeiro (MDB), que alterou a destinação dos valores arrecadados pela utilização das áreas públicas para a instalação das ETRs, sendo 95% para o Fundo Municipal de Segurança e os 5% restantes para o Fundo Municipal de Defesa Civil.

Estações

São consideradas ETRs o conjunto de equipamentos ou aparelhos, dispositivos e demais meios necessários à realização de comunicação, incluindo antena, infraestrutura de suporte e outros acessórios e periféricos que emitem radiofrequências, possibilitando a prestação dos serviços de telecomunicações. As ETRs são consideradas bens de utilidade pública, conforme disposto na Lei Federal 13.116/15, podendo ser implantadas em todas as zonas ou categorias de uso.

De acordo com o projeto, a implantação das ETRs deverá observar as seguintes diretrizes: reduzir o impacto paisagístico, sempre que tecnicamente possível e economicamente viável, nos termos da Lei Federal; priorizar a utilização de equipamentos de infraestrutura já implantados, como redes de iluminação pública, sistemas de videomonitoramento público, distribuição de energia e mobiliário urbano; priorizar o compartilhamento de infraestrutura, em caso de implantação em torres de telecomunicação e sistema rooftop – estrutura vertical (cavalete) em material metálico, utilizada para suporte de antenas e instalada sobre cobertura de edificação.

A proposta prevê ainda que o licenciamento municipal para a instalação das ETRs se dará de forma expressa, tendo por base as informações prestadas pelos requerentes, com a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica ou Registro de Responsabilidade Técnica, bem como a autorização expedida pela Anatel. O licenciamento expresso é aquele em que o Município autoriza a instalação das ETRs no ato do recebimento dos documentos necessários, tendo por base as informações prestadas pelos requerentes. Os procedimentos necessários para o licenciamento das ETRs serão regulamentados pelo Executivo.

Fundo

Pelo PLCE, os recursos auferidos com a permissão de uso onerosa para a instalação das antenas nos espaços públicos terão destinados ao Fundo Municipal de Segurança Pública (Fumseg) e ao Fundo Municipal de Defesa Civil. Como alternativa, a proposta possibilita que a remuneração pela utilização do espaço público seja convertida em obras, serviços e tecnologias para a operacionalização do centro integrado de comando do Município.

Agora, depois de aprovado o projeto terá elaborada a sua redação final e será encaminhado para a sanção do prefeito, entrando em vigor a Lei Complementar na data de sua publicação no Diário Oficial de Porto Alegre.

Lei federal

Em sua justificativa ao projeto, o prefeito Nelson Marchezan Júnior ressalta que, na Lei Geral das Antenas aprovada pelo Congresso Nacional, foram estabelecidas normas gerais para implantação e compartilhamento da infraestrutura de telecomunicações, “fixando procedimento simplificado, de rito uno e integrado”, para o licenciamento. “Um grande avanço para o setor de telecomunicações, trazendo efetivas condições para realização de investimentos no Município de Porto Alegre, tão necessários à ampliação da rede e regularização das implantações já realizadas. O presente Projeto de Lei Complementar caminha nesta direção”.

Além disso, afirma o prefeito, a proposta tem por objetivo “adequar a normativa municipal ao entendimento que reiteradamente vem sendo exarado pelo Poder Judiciário nos processos movidos pelas empresas de telefonia, que se irresignam contra as multas aplicadas pelo Município em função do descumprimento da lei local”. O Judiciário, segundo ele, vem declarando, nas ações movidas pelas empresas de telefonia, ser inconstitucional a atual lei municipal que regula a instalação das antenas de telefonia móvel em Porto Alegre, sob a justificativa de que legislar sobre matéria atinente à exploração dos serviços de telecomunicações é competência exclusiva da União.

Entre as atribuições da União estariam incluídos o disciplinamento e a fiscalização da execução, a comercialização e uso dos serviços e da implantação e o funcionamento de redes de telecomunicações, bem como a utilização dos recursos de órbita e espectro de radiofreqüências. “Nesse contexto, caberá ao Município apenas legislar sobre normas urbanísticas para regular o licenciamento das Estações de Rádio-Base, levando em conta o interesse local. A concessionária está sujeita à legislação municipal apenas no que diz respeito à construção civil”, observa Marchezan.

Limites à exposição humana

O prefeito ainda destaca que, a Justiça tem consignado a posição de que as questões inerentes à saúde pública e ao meio ambiente já estão contempladas no licenciamento expedido pela Anatel. “Os equipamentos de telecomunicações, os emissores de radiação não ionizante (antenas), não devem se sujeitar ao licenciamento de funcionamento no âmbito do Município de Porto Alegre, pois a fiscalização do funcionamento destes é atribuída pela Constituição e por legislações federais.”

De acordo com Marchezan, o Congresso Nacional, através da Lei Federal 11.934/09, já estabeleceu claros limites para exposição humana aos campos eletromagnéticos emanados das chamadas antenas, visando a garantir a proteção da saúde e do meio ambiente. “Esclarece-se, ainda, que os limites estabelecidos pela referida Lei Federal no 11.934, de 2009 encontram-se dentro dos padrões fixados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como seguros, ainda que não exista qualquer estudo que comprove danos à saúde humana. Seu artigo 4º, que consagra o princípio da precaução, baliza os limitadores para licenciamento expedido pelo órgão federal competente.”

A partir desse cenário, afirma o prefeito, houve a construção da proposta de Lei Complementar, vinculando a análise do Município às questões urbanísticas, “desburocratizando-se o processo de licenciamento, que se dará de forma imediata, por meio das informações prestadas pelos responsáveis técnicos dos projetos”.

Abaixo, as principais normas propostas pelo PLCE:

Imóveis privados – Fica permitida a instalação da ETR em bens privados mediante a devida autorização do proprietário do imóvel ou detentor do título de posse.

Limite máximo – O limite máximo de emissão de radiação eletromagnética, considerada a soma das emissões de radiação de todos os sistemas transmissores em funcionamento em qualquer localidade do Município, é aquele estabelecido na Lei Federal nº 11.394, de 5 de maio de 2009, que dispõe sobre os limites de exposição humana aos campos elétricos, magnéticos ou eletromagnéticos.

Compartilhamento – O compartilhamento das infraestruturas de suporte pelas prestadoras de serviços de telecomunicações que utilizam ETRs observará as disposições das regulamentações federais pertinentes.

Áreas e imóveis públicos – A proposta permite a instalação de ETRs nos bens públicos, mediante Autorização ou Permissão de Uso onerosa, da qual deverão constar as cláusulas convencionais e o atendimento aos parâmetros de ocupação dos bens públicos. Os valores eventualmente auferidos em decorrência da utilização de áreas públicas para instalação das ETRs serão depositados no Fundo Municipal de Segurança (Fumseg).

Contrapartida – O valor da contrapartida da permissão de uso dos bens públicos será o valor base, calculado de acordo com o valor médio de mercado de locação de imóveis territoriais. O valor base deverá ser reavaliado periodicamente no prazo máximo de dois anos, “conforme as condições de mercado, sendo no seu interregno, reajustado anualmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou outro índice que vier a substituí-lo”.

Contraprestação – Como forma de contraprestação pela utilização do espaço público, o Município poderá exigir, por meio de dação em pagamento, ou outra forma juridicamente viável, obras, sistemas, serviços e tecnologias que atendam ao interesse público. Quando a contraprestação se der desta forma, poderá ser aplicado um redutor no valor mensal da permissão de uso, de acordo com o interesse público.

Faixas livres – A instalação das infraestruturas de suporte deverão manter livre a faixa para ajardinamento de quatro metros e observar uma faixa livre de um metro e meio em relação às demais divisas, visando à proteção da paisagem urbana.

Postes e torres – Em se tratando de postes, a faixa de recuo para ajardinamento poderá ser de um metro e meio. Exceção será feita aos postes edificados ou a edificar em áreas públicas, assim como os já existentes em áreas privadas. Para fins de afastamento, a torre será equiparada a poste quando a altura for inferior a 20 metros. Torre é a infraestrutura vertical transversal triangular ou quadrada, treliçada, que pode ser do tipo autosuportada ou estaiada. Já o poste é a infraestrutura vertical cônica e autosuportada, de concreto ou constituída por chapas de aço, instalada para suportar equipamentos de telecomunicações.

Sem limites – Poderá ser autorizada a instalação de infraestrutura de suporte para ETR, desobrigadas das limitações quanto às faixas para ajardinamento e faixas livres, nos casos de impossibilidade técnica para prestação dos serviços compatíveis com a qualidade exigida. A solicitação deverá ser devidamente justificada junto aos órgãos municipais competentes, mediante apresentação de laudo que justifique detalhadamente a necessidade de instalação e os prejuízos pela falta de cobertura no local.

Aeródromos – A instalação de infraestrutura de suporte para ETR deverá observar os gabaritos e restrições estabelecidos pelos planos de proteção de aeródromos definidos pela União e os dispositivos legais de descargas atmosféricas segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Abrigos – A nova norma admite a instalação de abrigos de equipamentos da ETR nos limites do terreno, desde que não exista prejuízo para a ventilação do imóvel vizinho e não seja aberta janela voltada para a edificação vizinha. Abrigos de equipamentos são armários, gabinetes ou contêineres destinados à guarda e proteção de equipamentos, aparelhos ou dispositivos de telecomunicações, associados à infraestrutura de suporte, não considerados como edificação.

Topo e fachadas – Admite a instalação dos equipamentos de transmissão, contêineres, antenas e mastros no topo e fachadas de edificações, desde que sejam garantidas condições de segurança previstas nas normas técnicas e legais aplicáveis.

Tratamento acústico – Os equipamentos que compõem a ETR deverão receber, se necessário, tratamento acústico para que o ruído não ultrapasse os limites máximos permitidos, estabelecidos em legislação pertinente.

Vegetação e tombamento – Quando se tratar de instalação de infraestrutura de suporte à ETR que envolva supressão de vegetação, intervenção em área de preservação permanente, em imóvel tombado ou inventariado de estruturação será aberto expediente administrativo, consultando-se os órgãos responsáveis para analisarem o pedido no prazo de 30 dias. Em não havendo a manifestação dos órgãos responsáveis neste prazo, o Município expedirá a licença para a instalação da ETR, tendo por base as informações prestadas pelos interessados, com a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica e a declaração de que atendem a legislação.

ETR Móvel – É a ETR instalada para permanência temporária, de até 90 dias, com a finalidade de cobrir demandas específicas, tais como eventos e convenções.

ETR de Pequeno Porte – É aquela que apresenta dimensões físicas reduzidas e é apta a atender aos critérios de baixo impacto visual, tais como: ETR cujos equipamentos sejam ocultos em mobiliário urbano ou enterrados; ETR cujas antenas sejam instaladas em postes de iluminação pública ou privado, com cabos de energia subterrâneos, estruturas de suporte de sinalização viária, camuflados ou harmonizados em fachadas de prédios residenciais e/ou comerciais, ou postes multifuncionais de baixo impacto visual cujos equipamentos sejam embutidos na própria estrutura ou enterrados; ETR cuja instalação não dependa da construção civil de novas infraestruturas ou não impliquem na alteração da edificação existente no local.

Licenciamento expresso – A proposta prevê que o licenciamento municipal para a instalação das ETRs se dará de forma expressa, tendo por base as informações prestadas pelos requerentes, com a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica ou Registro de Responsabilidade Técnica, bem como a autorização expedida pela Anatel.

Sem licenciamento – Não estarão sujeitas ao licenciamento municipal: a instalação de ETR Móvel; a instalação externa de ETR de Pequeno Porte; a substituição da ETR já licenciada; e o compartilhamento da ETR já licenciada. Quando se tratar de ETR de Pequeno Porte em área pública, necessariamente deverá haver a autorização ou permissão de uso expedida pela Administração.

Radares e radioamadores – Não estarão sujeitos às prescrições previstas nesta Lei Complementar as infraestruturas para suporte de radares militares e civis, com propósito de defesa ou controle de tráfego aéreo, radioamador, faixa do cidadão e radioenlaces diretivos com linha de visada ponto-a-ponto (approach link), cujo funcionamento deverá obedecer a regulamentação própria.

Fiscalização – A fiscalização do atendimento aos limites para exposição humana aos campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos gerados por ETRs, bem como a aplicação das eventuais sanções cabíveis, serão efetuadas pela Anatel, nos termos da Lei Federal nº 11.934, de 2009. O Município poderá fiscalizar a qualquer tempo as ETRs, aplicando as penalidades previstas pela nova Lei Complementar, quando constatada a prestação de informações inverídicas ou quando realizadas em desacordo com a documentação entregue ao Município, determinando a sua imediata remoção, às expensas dos proprietários, bem como efetivar: o indeferimento ou anulação da licença concedida, conforme o caso; o encaminhamento de denúncia ao respectivo conselho de classe para a apuração de infração disciplinar; a apuração da responsabilidade administrativa, civil e criminal.

Irregularidades – Quando for constatado indício de irregularidades quanto aos limites de exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos, o Município deverá oficiar o órgão regulador federal de telecomunicações. Constatado o desatendimento de quaisquer dos requisitos estabelecidos nesta Lei Complementar, o órgão outorgante da licença deverá intimar a empresa infratora para que no prazo de 60 dias proceda as alterações necessárias à adequação.

Infrações e penalidades – Constituem infrações à Lei Complementar: instalar e manter no território municipal ETR sem a respectiva licença, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei Complementar; e prestar informações falsas. A essas infrações aplicam-se as seguintes penalidades: notificação de advertência, na primeira ocorrência; multa de 500 Unidades Financeiras Municipal (UFM) para instalação de ETR sem a respectiva licença; multa de 2 mil UFM para os casos de prestação de informações falsas. A empresa notificada ou autuada por infração poderá apresentar defesa.

Regularização – As ETRs instaladas em desconformidade com as disposições desta Lei Complementar deverão a ela adequar-se no prazo de 180 dias, contado da data da publicação do decreto regulamentar, podendo tal prazo ser prorrogado por igual período, a critério do Executivo. Nos casos de não cumprimento dos parâmetros da nova Lei Complementar, será concedido o prazo de dois anos para adequação das estruturas já instaladas ou, diante da impossibilidade de adequação, apresentar laudo que justifique detalhadamente a necessidade de permanência e os prejuízos pela falta de cobertura no local.

Taxa de licenciamento urbanístico – O licenciamento de ETRs ficará sujeito à incidência da Taxa de Licença para Execução de Obras (devida pelo contribuinte do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU – cujo imóvel receba obra que dependa de licenciamento). Os valores auferidos com as taxas de licenciamento das ETRs serão depositados no Fundo Municipal de Segurança (Fumseg).

Taxa de Aprovação e Licença – Na Tabela IV da Lei Complementar nº 7 de 1973, que trata do “Lançamento da Taxa de Aprovação e Licença de Parcelamento do Solo, Edificações e Obras”, o estudo e autorização pela Comissão de Análise Urbanística e Ambiental das Estações de Rádio Base (edificações construídas especificamente para a finalidade de instalação das antenas) é substituído pelo Estudo de Viabilidade e Licenciamento das ETRs, com a previsão dos seguintes atos administrativos e respectivas taxas: Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) de edificações para Estações Rádio Base, 2.500 UFMs; reconsideração de EVU de edificação, 500 UFMs; licenciamento das ETRs, 800 UFMs.

ETRs já instaladas – Todas as ETRs e respectivas infraestruturas de suporte que estiverem instaladas ou se encontrem em operação na data de publicação desta Lei Complementar ficam sujeitas à verificação do atendimento aos limites por ela estabelecidos, através da apresentação da Licença Para Funcionamento de Estação expedida pela Anatel, sendo que as licenças já emitidas continuarão válidas.

Vigência das licenças – O prazo de vigência das licenças será de 10 anos, podendo ser renovadas por iguais períodos.

Mercado de comunicação é tema do Sábado Criativo da FADERGS. Palestras e oficinas são abertas à comunidade

Mercado de comunicação é tema do Sábado Criativo da FADERGS. Palestras e oficinas são abertas à comunidade

Agenda Comunicação Notícias Porto Alegre Publicidade Tecnologia Turismo

 

Mário Marques, coordenador da Plataforma Mídia Di Vila, rádio comunitária do bairro Mário Quintana, em Porto Alegre; Alessando Garcia, diretor de Criação da Agência Bistrô e Sebastião Ribeiro, diretor da Cartola – Agência de Conteúdo são alguns dos profissionais que participam como palestrantes da 2ª Edição do Sábado Criativo, que a Escola de Comunicação e Design da FADERGS realiza no próximo sábado, 10. Durante o período da manhã, acontecem minipalestras com especialistas  das áreas de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Produção Multimídia, Fotografia e Design Gráfico. À tarde, serão realizadas oficinas práticas para estudantes de diversas áreas.

Oportunidades no mercado de comunicação, criatividade e produção multimídia, produção de texto, fotojornalismo e design são alguns dos temas que serão tratados durante todo o dia na Sede Sertório da FADERGS (Av. Sertório, 5310).  Nesta 2ª Edição do Sábado Criativo também será escolhida a camiseta oficial da Escola de Comunicação e Design da FADERGS. O evento é aberto à comunidade, com pré-inscrições pelo site www.fadergs.edu.br.

Confira a programação:

 

PALESTRAS (10h às 11h30)

 

Como é que faz? Criação do textual ao digital, com Peter Vicente (Redator) e Alessandro Garcia (Diretor de Criação) da Agência Bistrô.

Oportunidades no Mercado de Comunicação, com Sebastião Ribeiro (jornalista e diretor da Cartola – Agência de Conteúdo), Felipe Vieira (jornalista), Mário Marques (coordenador da Plataforma Mídia Di Vila, rádio comunitária do bairro Mário Quintana, em Porto Alegre).

Criatividade e Produção Multimídia, com Rafael Santos (head de atendimento da Cartola Agência de Conteúdo) e Breno Maciel (Doutor em Comunicação pela UFRGS e pesquisador do Laboratório de Artefatos Digitais – LAD).

Para que criatividade?, com Alessandro Carlucci (Publicitário com experiência de mais de 20 anos na área de comunicação).

Cão em Quadrinhos, com Manoela Dutra (Graduada e Mestre em Design, sócia do estúdio Cão em Quadrinhos | Pra Sempre Cachorro e professora na área de Design e Publicidade e Propaganda).

Design, Criatividade e Mercado, com Manuela Nascimento (Graduada e Mestre em Design, com passagem por diferentes agências e escritórios de design, atua como docente e como designer na empresa Prisma Resultados).

 

OFICINAS (13h às 15h30)

 

Currículo e Portifolio, com Manuela Thomas (Graduada e Mestre em Design, é Diretora de Criação na SMT Comunicação e Professora no Centro Universitário FADERGS).

After Effects na Prática, com Pedro de Lima Marques (Sócio da Bactéria Filmes e da FornoFX Pós-produção Cinematográfica é estudante de Design Gráfico da FADERGS).

Oficina de Photoshop Básico, com Rafael Renck (estudante do curso de Fotografia da FADERGS).

Carimbos Artesanais e Estamparia com Juliana Martins (Proprietária da Papel Tri, atua com encadernação, ferramentas e materiais produzidos artesanalmente. Estudante de Design Gráfico da FADERGS).

Fotojornalismo na Prática, conduzido por Rodrigo Ziebell (estudante do Curso de Fotografia da FADERGS).

 

SAP Labs é eleita melhor empresa de TI para se trabalhar no Brasil

SAP Labs é eleita melhor empresa de TI para se trabalhar no Brasil

Notícias Tecnologia Trabalho

A SAP Labs Latin America foi eleita A Melhor Empresa de Tecnologia de Informação para Trabalhar No Brasil, segundo pesquisa realizada pelo IT Mídia em parceria com o Great Place to Work. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira, 18 de outubro, em cerimônia realizada em São Paulo. Para manter a sua posição de liderança no Brasil, a SAP Labs dispõe de diversas práticas e iniciativas que buscam transparência, soluções coletivas, relações horizontais e valorização das aspirações de cada profissional. “Escutamos nosso colaboradores para entender o que é importante para eles e, assim, oferecemos oportunidade de desenvolvimento de acordo com as áreas e possibilidades da empresa”, explica a diretora da RH da SAP Labs Latin America, Adriana Kersting.

Um dos exemplos que validam esses valores é o Plano de Melhoria de Performance desenvolvido pela empresa para profissionais com menor rendimento. Nenhum colaborador é demitido sem ter o suporte do programa que consegue recuperar até 80% dos seus participantes em um período que varia de 15 dias a 6 meses. “As pessoas podem não estar adaptadas ou exercerem uma função fora do seu perfil. Uma mudança pode resolver e, dessa forma, o profissional se sente valorizado e ainda mais engajado e satisfeito com o trabalho”, afirma. A oferta de chances para profissionais em início de carreira também é um ativo importante para retenção de talentos. O índice de efetivação de estagiários é de 70% ao final do programa a cada ano. No quadro de colaboradores, a empresa possui mais de 80% dos profissionais das gerações Y e Z. A faixa etária média dos colaboradores é de 29 anos, sendo que 32% possuem MBA, mestrado ou doutorado. Valores, diversidade e inclusão

Além dessas práticas de gerência, a SAP conta com ações em prol da diversidade e inclusão que são parte fundamental na construção de um bom ambiente de trabalho. O grupo Pride@SAP, por exemplo, é uma rede global que realiza ações de apoiam a comunidade LGBT. A empresa ainda assumiu o compromisso, através do projeto Mulheres na SAP, de ter 30% dos cargos de liderança ocupados por mulheres até 2022. Outra ação de destaque é o SAP Autism At Work, que tem como objetivo atingir 1% do quadro mundial da empresa com pessoas com DEA (Desordens do Espectro Autista, ou ASD em inglês). Cerca de mil vagas serão ofertadas até 2022 Em agosto, a SAP Labs anunciou um investimento de R$ 120 milhões na construção de um novo prédio no Parque Tecnológico da Unisinos, em São Leopoldo.

A obra está prevista para iniciar até o final do ano, e deve durar cerca de 18 meses. Esta será a terceira expansão da multinacional alemã desde a inauguração da sede no Rio Grande do Sul, em 2006. Em 2009 e 2013, a SAP concluiu em duas partes um projeto para a construção de sua estrutura atual, investimento que na época totalizou R$ 100 milhões. O novo local terá capacidade para 700 funcionários em uma área útil de 7,5 mil m², que representará um crescimento de 45% em espaço físico da empresa. O presidente da SAP Labs, Dennison John, projeta que cerca de 1.000 novas contratações devem ocorrer até 2022, dobrando a capacidade atual da empresa. Entre 2016 e 2017, a contratação de novos profissionais cresceu 30% O laboratório da SAP na América Latina é parte da rede de 20 laboratórios no mundo que oferecem desenvolvimento, suporte e localização de forma personalizada. Os serviços fornecidos incluem ainda inovações, como soluções de mobilidade e soluções para análise de grandes volumes de dados com o SAP HANA.

Porto Alegre deve adotar projeto de câmeras colaborativas até o final de 2018; por Cláudio Isaías/Correio do Povo

Porto Alegre deve adotar projeto de câmeras colaborativas até o final de 2018; por Cláudio Isaías/Correio do Povo

Agenda Cidade Destaque Marchezan Porto Alegre prefeitura Segurança Tecnologia Trabalho Vídeo

Porto Alegre terá até o final deste ano o projeto de utilização de câmeras colaborativas. A iniciativa consiste em uma metodologia de trabalho adotada em outras cidades brasileiras em que pessoas jurídicas poderão disponibilizar suas imagens para utilização do Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (Ceic).

As imagens de uma empresa ou de um condomínio, no caso de uma situação suspeita, poderão ser acessadas em tempo real pelo órgão que vai comunicar a Guarda Municipal ou a Brigada Militar para que faça as intervenções necessárias.

A reportagem completa está no Correio do Povo.

SBT RS apresenta investimentos digitais da emissora em evento; da Coletiva.net

SBT RS apresenta investimentos digitais da emissora em evento; da Coletiva.net

Comunicação Destaque Tecnologia

A equipe local do SBT recebeu convidados na manhã desta quarta-feira, 24, para apresentar seu posicionamento e investimentos no ambiente digital. Na sede da Associação Riograndense de Propaganda, foi realizada a primeira edição do SBT Conecta, que contou com a explanação do head digital da emissora em São Paulo, Giuliano Chiaradia.

A apresentadora do Masbah, Mônica Fonseca, foi a responsável por conduzir o evento, chamando ao palco os diretores da empresa. Primeiro, Carlos Toillier, que responde pela atuação local da marca, agradeceu a presença do público, salientando que a programação regional do SBT foi o que “consolidou-a na vice-liderança de audiência no Rio Grande do Sul, há 19 meses”. “É muito bom poder contar com vocês nesse processo. E hoje a ideia é que a conversa aqui seja rica, leve e de muita troca”, convidou o executivo.

Daniel Pimental, diretor de rede, também foi convidado a fazer a abertura e, para isso, ressaltou que o principal diferencial da TV é oferecer uma programação toda voltada à família. Segundo ele, não é algo voltado à criança, ao jovem ou ao adulto, mas para o filho, a mãe, o tio, a avó. “Queremos oferecer programas saudáveis. E isso é um sucesso na TV e no digital. O nosso futuro é multiplataforma e, por isso, viemos mostrar como é o nosso posicionamento nesse ambiente”, antecipou.

Giuliano, ao começar sua explanação, foi enfático: seria repetitivo ao falar, diversas vezes, na primeira postura necessária para entender do que ele falaria a seguir. “Mudar o mindset. Foi isso que o SBT entendeu o significado.” O head digital apresentou números da presença online da marca, divulgando que conta, hoje, com 46 milhões de inscritos no Youtube, 50 no Facebook, 24 no Instagram, e 10 no Ttwitter. Conforme ele, o SBT é o maior parceiro do Youtube no Brasil, sendo inclusive certificado e tendo 13% da audiência brasileirada plataforma de vídeos.

Sobre como conseguem atingir os números e esse reconhecimento, Giuliano explicou que a principal estratégia da emissora foi ter criado a cultura do fã, ou seja, passou a praticar ainda mais a empatia, “pois é ela que move o mundo e nos conecta com os outros, nos faz estar na memória afetiva do público”. Por isso, investiram em cards divertidos, memes, gifs e lives de bastidores. Além disso, contou que a proximidade e a importância que passaram a dar às interações digitais foram o que fez a diferença para eles. Contou, por exemplo, que, ao questionarem o público sobre o que este gostaria de ver no site, recebeu a resposta de um menino que disse que queria ver a si mesmo. “Retornamos questionando se ele já havia tirado foto com algum comunicador nosso e ele enviou a imagem. Depois, o surpreendemos colocando isso na home do nosso site. Acabou virando uma campanha para que outras pessoas fizessem o mesmo. E tudo isso levou cerca de 45 minutos”, detalhou.

Para encerrar, Giuliano ainda apresentou cases regionais, com o que foi criado com seus casting para marcas como Kappesberg, Pompéia, Asun, Agafarma e Sebrae. Antes de finalizar sua fala, o executivo desafiou a plateia pedindo que todos fechassem os olhos por 30 segundos e colocou a música clássica de abertura dos programas de Sílvio Santos. Quando esta acabou, os comentários eram de pessoas impressionadas ao que aquele momento remetia à infância, familiares e demais recordações positivas. (Coletiva.net)

WhatsApp remove contas de disparo em massa de fake news

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Comportamento Destaque Tecnologia

No comunicado, a assessoria da empresa informou que foram canceladas também “centenas de milhares de contas durante o período das eleições no Brasil”. “Temos tecnologia de ponta para detecção de spam que identifica contas com comportamento anormal para que não possam ser usadas para espalhar spam ou desinformação”, acrescentou a nota.

Leia mais em Rádio Guaíba.