Turismo: Gramado Termas Resort será administrado pela Wyndham, a maior franqueadora de hotéis do mundo; por Miron Neto

Turismo: Gramado Termas Resort será administrado pela Wyndham, a maior franqueadora de hotéis do mundo; por Miron Neto

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A Wyndham Hotels & Resorts, a maior franqueadora de hotéis do mundo, com mais de 9 mil hotéis e aproximadamente 798 mil apartamentos em mais de 80 países, foi escolhida pela Gramado Parks e o Grupo GR para administrar e operar o Wyndham Gramado Termas Resort & Spa. Com abertura prevista para a segunda quinzena de dezembro deste ano, será o primeiro empreendimento no Brasil administrado pela Wyndham, empresa que já atua na área de gerenciamento há 15 anos na América do Sul e que soma mais de 400 hotéis administrados no mundo. “A Wyndham, com todo o seu knowhow e anos de atuação na hotelaria mundial, nos traz a tranquilidade de que nossos proprietários e futuros hóspedes usufruirão do melhor que uma experiência em hospedagem tem a oferecer, vivenciando férias em família com qualidade e tranquilidade”, comenta Anderson Caliari, sócio da Gramado Parks.

O Gramado Termas Resort e Spa está sendo construído numa área de 15 mil metros quadrados, a apenas 300 metros do Snowland. No local foram descobertas fontes hidrotermais, de onde saem águas a 46ºC. O empreendimento foi idealizado e planejado pela Gramado Parks, responsável também pelo primeiro parque de neve indoor das Américas. Esse será o 1º Resort Termal do Rio Grande do Sul construído com base nos modelos europeus de resort de inverno e contará com jacuzzis, fitness center, salão de beleza, heliponto, mirante, cinema, restaurante, spa, espaço kids, e claro, diversas piscinas quentes, indoor e outdoor.

Leia outras notícias no site de Miron Neto.

Feira do Livro: Obra que destaca trajetória de Marques Leonam, ícone do jornalismo gaúcho, terá sessão de autógrafos hoje

Feira do Livro: Obra que destaca trajetória de Marques Leonam, ícone do jornalismo gaúcho, terá sessão de autógrafos hoje

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Em tempos de fake news, nunca se fez tão necessária a figura do repórter, aquele que vai para a rua aberto a escutar histórias de vida e a relatar a realidade observada. O mestre de uma geração de jornalistas deixou lições que não poderiam ficar apenas na memória de seus ex-alunos. Marques Leonam Borges da Cunha é o personagem de O Encantador de Pessoas, que terá sessão de autógrafos na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega, dia 12 de novembro, às 19h30. Mais uma oportunidade para seus discípulos, amigos e interessados no jornalismo saborearem seus causos. O livro é uma iniciativa independente de suas ex-alunas, jornalistas Ana Paula Acauan e Magda Achutti, que se sentiram instigadas a contar a trajetória de um professor diferenciado. Em 33 anos na Famecos/PUCRS, deixou não só uma marca de profundo conhecimento e conduta ética em todos os que tiveram o privilégio de conviver com ele, mas também de afeto e de grande admiração.

Ana Paula Acauan é jornalista e mestre em Comunicação Social. Trabalha como repórter na Assessoria de Comunicação e Marketing da PUCRS e já atuou no Correio do Povo. Magda Achutti é jornalista e atuou em Zero Hora e outros veículos de imprensa e assessorias. Com Carlos Urbim e Lucia Porto, lançou Rio Grande do Sul – Um Século de História, volumes 1 e 2, Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil 2000. Hoje é editora executiva da Revista PUCRS.

Para escrever a obra, foram mais de 50 horas de conversas, regadas a mate. Muitas revelações surgiram. Como criou as Leis Leonam (que embasaram suas aulas de Redação Jornalística)? Quando começou a caça às repetições de palavras? Quais as reportagens que considera “ouro puro”? Que relação tinha com os colegas e os chefes na época de repórter da extinta Folha da Tarde? Por que um mineiro com “um carvão no lugar do pulmão” se tornou sua fonte favorita, capaz de fazê-lo se emocionar mais de 40 anos depois? O que havia de tão especial no seu Alegrete de infância a ponto de considerar a cidade o centro do continente?

O livro pretende atingir grande parte dos 4 mil ex-alunos de Jornalismo de Marques Leonam, muitos hoje profissionais de destaque na imprensa gaúcha e nacional. O mestre continua sendo “uma sombra boa”, sempre lembrado por eles na hora de abordar um fato de forma precisa e que cative o leitor. O Encantador de Pessoas tem potencial para se tornar leitura de estudantes universitários – inclusive como bibliografia indicada pelos professores – e a todos os interessados em jornalismo, imprensa e na história e nas técnicas ensinadas pelo grande mestre do texto jornalístico no Rio Grande do Sul nos últimos 40 anos.

 

Sobre o livro

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Ana Paula, Leonam e Magda

O Encantador de Pessoas: lições de jornalismo do mestre Marques Leonam

Autoras: Ana Paula Acauan e Magda Achutti

Páginas: 160

Preço: R$ 30

Onde encontrar: Disponível na banca da ARI (Associação Riograndense de Imprensa), em frente ao bistrô do Margs, na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre

Sessão de Autógrafos: 12 de novembro, às 19h30, na Praça da Alfândega

Contato: www.facebook.com/mestremarquesleonam

A 64ª Feira do Livro ocorre de 1º a 18 de novembro, na Praça da Alfândega. A área geral e internacional funciona das 12h30 às 20h30, dias úteis e domingo; e das 10h às 20h30, sábado.

Onyx ironiza reclamação de centrais sobre possível fim do Ministério do Trabalho

Onyx ironiza reclamação de centrais sobre possível fim do Ministério do Trabalho

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O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, ironizou nesta terça-feira a reclamação de centrais sindicais sobre o possível fim do Ministério do Trabalho na gestão de Jair Bolsonaro.  Onyx, indicado como ministro da Casa Civil, afirmou que, se dependesse dos sindicatos, Bolsonaro não teria sido eleito e que o governo vai fazer “o que é melhor para o Brasil”. Ele não confirmou, no entanto, se a pasta de fato vai ser extinta ou unida a outro órgão.

– Se dependesse das centrais sindicais brasileiras, o deputado Jair Bolsonaro não era presidente. Então, vamos fazer o que é melhor para o Brasil – disse Onyx, ao deixar o apartamento funcional de Bolsonaro em Brasília.

Em nota, a Força Sindical considerou “nefasta” a ideia de extinguir o ministério. Já CUT considera que a medida “levará a uma nova ofensiva de retirada de direitos e de precarização das relações de trabalho”.

A possibilidade também desagradou técnicos da pasta. Integrantes do ministério já procuraram a equipe de transição para dizer que a medida é prejudicial. Além disso, a assessoria de imprensa do Ministério divulgou nota lembrando que ele completará 88 anos no próximo dia 26 e foi criado para equilibrar as relações entre empregadores e trabalhadores.

 

Leia mais em O Globo.

Feira do Livro: Academia Rio-Grandense de Letras homenageia Paixão Cortês.  Atividade ocorreu no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, neste sábado; por Cláudio Isaías/Correio do Povo

Feira do Livro: Academia Rio-Grandense de Letras homenageia Paixão Cortês. Atividade ocorreu no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, neste sábado; por Cláudio Isaías/Correio do Povo

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As lembranças e legados deixados pelo compositor, folclorista, radialista e pesquisador da cultura gaúcha Paixão Côrtes, falecido aos 91 anos em 27 de agosto deste ano, foram os temas das palestras dos escritores Waldomiro Manfroi e Alcy Cheuiche na manhã deste sábado na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. O evento ocorreu no auditório do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs), na Praça da Alfândega. A homenagem foi prestada pela Academia Rio-Grandense de Letras e teve apoio do Instituto Estadual do Livro.

Em 1947, Paixão Côrtes liderou os estudantes que fundaram o Departamento de Tradições Gaúchas do Grêmio Estudantil do Colégio Júlio de Castilhos e que deflagraria o Movimento Tradicionalista Gaúcho. Ele e sete colegas, trajados e montados tipicamente à gaúcha, algo inédito na época, formaram o “Piquete da Tradição” que desfilou e fez guarda de honra da urna funerária dos restos mortais do general farroupilha Davi Canabarro. Solenidades culturais e cívicas, além de festivais de música e movimentos de afirmação de ser gaúcho, entre outros reflexos, surgiriam nas décadas seguintes graças ao pioneirismo daqueles estudantes.

Para Alcy Cheuiche, que recordou a convivência junto com o amigo, a maior obra de Paixão Côrtes foi resgatar a identidade cultural do gaúcho. “Ele teve a coragem”, resumiu, lembrando que na época de juventude havia uma norte-americanização muito forte. “Ele não era radical e sabia entender as coisas. Quando entrou a guitarra elétrica nos festivais de música foi aquele escândalo. Paixão Cortês disse que não havia problema e que a guitarra elétrica iria atrair os jovens à música gaúcha e não só no rock”, lembrou.

O escritor Alcy Cheuiche destacou ainda que a mais importante herança de Paixão Côrtes foi recuperar as músicas e danças típicas gaúchas que ainda existiam nos rincões do Rio Grande do Sul. “Ele fez uma pesquisa científica. Ele levava um gravador para toda a parte. Achava nos fundões alguém para resgatar um ritmo de época, aquelas festas folclóricas…”, ressaltou. “Tenho boas recordações dele”, concluiu.

 

A reportagem completa está no Correio do Povo.

Porto Alegre: Chef Patrick Vargas e sócias inauguram novo espaço de gastronomia e eventos. Santo Mimo Casa de Brunch abre as portas na avenida Independência

Porto Alegre: Chef Patrick Vargas e sócias inauguram novo espaço de gastronomia e eventos. Santo Mimo Casa de Brunch abre as portas na avenida Independência

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Focaccia de fermentação lenta, com tomates-cereja e alecrim
Focaccia de fermentação lenta, com tomates-cereja e alecrim

Meus queridos e talentosos amigos, chef Patrick Vargas e Fabi Vanoni, se associaram com a fotógrafa Fernanda Nickkel para inaugurar um novo lar de eventos Santo Mimo. Sim, um LAR ! Porque quem entra no Santo Mimo para comer recebe mais que alta gastronomia, recebe afeto e carinho. Desta vez os três estão lançando o Santo Mimo Casa de Brunch aberto ao público de segunda a sexta-feira e preparado para receber evento especialmente aos sábados e domingos. O novo endereço fica na Avenida Indepência, 437 , reservas podem ser feitas pelo telefone: (51) 99136-9365.

O novo Santo Mimo tem o mesmo astral do original, criado pelo casal de bailarinos no bairro Mont’Serrat: simplicidade e42269560_303756443544385_7938646859336122368_o-240x300 festas com cara de reuniões no porão da casa da avó. O casal se conheceu na adolescência, por conta da dança. Depois de Fabi ter sido diretora de espetáculos, a dupla decidiu que queria abrir um negócio. Foi quando nasceu o Buteco de Dança, no mesmo endereço onde hoje funciona o Santo Mimo – e que serve de residência.

Bolo de frutas vermelhas
Bolo de frutas vermelhas

O fato de a mãe de Fabi ser cerimonialista ajudou o local a se tornar referência na preparação de coreografias de noivos. A mudança para o ramo dos eventos surgiu quando um dos alunos do Buteco sugeriu uma parceria para montar um bar. Ele aparelhou a cozinha e investiu no espaço, mas o negócio não deslanchou. Fabi e Patrick ficaram com toda a estrutura e resolveram desbravar o mercado de festas. Inauguraram, portanto, o Santo, em 2012.

“Eu cresci no meio de eventos. Na nossa casa, em formaturas, casamentos, a gente sempre fazia as decorações”, lembra Fabi. E muitas dessas celebrações eram feitas ali mesmo, onde agora os clientes se encantam com os detalhes do ambiente. “Queremos grifar que é uma empresa familiar e que esse afeto é legal. Gostamos da ideia familiar e do que isso representa”, acrescenta Fabi.

Os eventos no Santo são personalizados, por isso não há preço fixo. O cliente informa a verba que disponibiliza e, a partir disso, Fabi pensa na decoração e Patrick no que será servido. (Felipe Vieira com informações do Jornal do Comércio)

LEIA MAIS: Gastronomia-Chef Patrick Vargas apresenta um Jantar poético e afetivo que promete resgatar os sabores da infância

SAP Labs é eleita melhor empresa de TI para se trabalhar no Brasil

SAP Labs é eleita melhor empresa de TI para se trabalhar no Brasil

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A SAP Labs Latin America foi eleita A Melhor Empresa de Tecnologia de Informação para Trabalhar No Brasil, segundo pesquisa realizada pelo IT Mídia em parceria com o Great Place to Work. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira, 18 de outubro, em cerimônia realizada em São Paulo. Para manter a sua posição de liderança no Brasil, a SAP Labs dispõe de diversas práticas e iniciativas que buscam transparência, soluções coletivas, relações horizontais e valorização das aspirações de cada profissional. “Escutamos nosso colaboradores para entender o que é importante para eles e, assim, oferecemos oportunidade de desenvolvimento de acordo com as áreas e possibilidades da empresa”, explica a diretora da RH da SAP Labs Latin America, Adriana Kersting.

Um dos exemplos que validam esses valores é o Plano de Melhoria de Performance desenvolvido pela empresa para profissionais com menor rendimento. Nenhum colaborador é demitido sem ter o suporte do programa que consegue recuperar até 80% dos seus participantes em um período que varia de 15 dias a 6 meses. “As pessoas podem não estar adaptadas ou exercerem uma função fora do seu perfil. Uma mudança pode resolver e, dessa forma, o profissional se sente valorizado e ainda mais engajado e satisfeito com o trabalho”, afirma. A oferta de chances para profissionais em início de carreira também é um ativo importante para retenção de talentos. O índice de efetivação de estagiários é de 70% ao final do programa a cada ano. No quadro de colaboradores, a empresa possui mais de 80% dos profissionais das gerações Y e Z. A faixa etária média dos colaboradores é de 29 anos, sendo que 32% possuem MBA, mestrado ou doutorado. Valores, diversidade e inclusão

Além dessas práticas de gerência, a SAP conta com ações em prol da diversidade e inclusão que são parte fundamental na construção de um bom ambiente de trabalho. O grupo Pride@SAP, por exemplo, é uma rede global que realiza ações de apoiam a comunidade LGBT. A empresa ainda assumiu o compromisso, através do projeto Mulheres na SAP, de ter 30% dos cargos de liderança ocupados por mulheres até 2022. Outra ação de destaque é o SAP Autism At Work, que tem como objetivo atingir 1% do quadro mundial da empresa com pessoas com DEA (Desordens do Espectro Autista, ou ASD em inglês). Cerca de mil vagas serão ofertadas até 2022 Em agosto, a SAP Labs anunciou um investimento de R$ 120 milhões na construção de um novo prédio no Parque Tecnológico da Unisinos, em São Leopoldo.

A obra está prevista para iniciar até o final do ano, e deve durar cerca de 18 meses. Esta será a terceira expansão da multinacional alemã desde a inauguração da sede no Rio Grande do Sul, em 2006. Em 2009 e 2013, a SAP concluiu em duas partes um projeto para a construção de sua estrutura atual, investimento que na época totalizou R$ 100 milhões. O novo local terá capacidade para 700 funcionários em uma área útil de 7,5 mil m², que representará um crescimento de 45% em espaço físico da empresa. O presidente da SAP Labs, Dennison John, projeta que cerca de 1.000 novas contratações devem ocorrer até 2022, dobrando a capacidade atual da empresa. Entre 2016 e 2017, a contratação de novos profissionais cresceu 30% O laboratório da SAP na América Latina é parte da rede de 20 laboratórios no mundo que oferecem desenvolvimento, suporte e localização de forma personalizada. Os serviços fornecidos incluem ainda inovações, como soluções de mobilidade e soluções para análise de grandes volumes de dados com o SAP HANA.

Livros: “E Agora, Gauchada? A Crise do Rio Grande e Caminhos de Mudança” será lançado nesta quarta-feira no Instituto Ling

Livros: “E Agora, Gauchada? A Crise do Rio Grande e Caminhos de Mudança” será lançado nesta quarta-feira no Instituto Ling

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O livro nasceu de uma inquietação do economista Luiz Tadeu Viapiana e um grupo de gaúchos: que Rio Grande queremos deixar para nossos filhos e netos? Falar da crise já se tornou corriqueiro, mas quais são os caminhos possíveis para superá-la, como indivíduos e como sociedade? Como transformar a realidade e recolocar o nosso estado no caminho da prosperidade?

Partindo destas indagações, Viapiana convidou: Andre Nunes de Nunes, Cézar Busatto, Daniel Andrade, Darcy Carvalho F. dos Santos, Elis Radmann, Joal de Azambuja Rosa, Julio Francisco Gregory Brunet, Lucas Schifino, Marcelo Vernet de Beltrand, Patrícia Palermo, Paulo G.M. de Moura, Paulo Lomando, Paulo Nascimento, Roberto Balau Calazans e Ronald Krummenauer para escrever. Os quatorze capítulos da obra organizada por Viapiana oferecem análises e propostas que cobrem várias áreas: política, finanças públicas, política industrial, educação, segurança pública, governança e inovação. O resultado é um panorama das dificuldades – e possíveis soluções – que o Rio Grande do Sul precisa enfrentar se quiser recuperar a posição de destaque que já ocupou no cenário nacional.

Ainda que os pontos de vista sejam variados e cada autor tenha seu estilo argumentativo, há muito em comum nos artigos desta obra. A começar pela noção de que o debate público de ideias é indispensável se queremos transformar a nossa realidade. Outra característica que perpassa todo o volume é o caráter propositivo da maioria dos textos.

Os autores autografam o livro nesta quarta-feira, 31 de outubro,  a partir das 19h, no Instituto Ling.

E AGORA, GAUCHADA? – Luiz Tadeu Viapiana (org.)

272 páginas | 16x23cm | ISBN 978-85-540492-0-1

R$ 48,00

Arquipélago Editorial

www.livrariaarquipelago.com.br

Porto Alegre: Bombeiros aprovam PPCI do Mercado Público. Área atingida pelo incêndio de 2013 poderá finalmente ser reaberta após adequações

Porto Alegre: Bombeiros aprovam PPCI do Mercado Público. Área atingida pelo incêndio de 2013 poderá finalmente ser reaberta após adequações

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A Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc) recebeu hoje do Corpo de Bombeiros a aprovação do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) do tradicional prédio da Capital ao 1º Batalhão de Bombeiros Militar, em Porto Alegre.

De acordo com Adriana Kauer, 2ª secretária da associação, este é um momento histórico. “Estamos esperando por isso desde o incêndio que fechou o segundo andar do Mercado, em julho de 2013. Hoje, estamos recebendo o resultado de um trabalho incansável que a Associação tomou pra si. E é preciso dizer que foi uma combinação exitosa entre os permissionários, Ministério Público, Prefeitura e os Bombeiros para que isso pudesse acontecer”, afirma.

A partir de agora, a área atingida pelo incêndio de 2013 pode ser reaberta.

 

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Eu estive no Mercado Público em abril falando sobre o assunto com Adriana Kauer

 

Porto Alegre: Katia Suman e os diários secretos da Ipanema FM. Comunicadora autografa obra dia 17 de novembro na Feira do livro

Porto Alegre: Katia Suman e os diários secretos da Ipanema FM. Comunicadora autografa obra dia 17 de novembro na Feira do livro

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Milhares de vezes ao longo de anos, ela percorreu o corredor do segundo andar do prédio do Grupo Bandeirantes, em Porto Alegre, atravessou a divisória de vidro que dá acesso aos estúdios das rádios, abriu a última porta à direita e se instalou soberana na cadeira de apresentadora da Ipanema FM. No início de tudo, esse caminho foi trilhado durante a noite, quando literalmente solitária – mais ninguém trabalhava naquele horário -, pilotava a “nave ipanêmica”, nos voos a companhia de milhares de ouvintes, inclusive eu, em Butiá.  Na hoje longínqua década de 80… sem email, redes sociais, whatsapp ou qualquer outra forma instantânea de conversar com os “colegas diurnos”, instituiu um caderno que ficava na mesa do estúdio e servia como veículo de comunicação interna. E é dali uma fonte maravilhosa de histórias, recados nem sempre bem educados e “viagens” escritas por Mary Mezzari, Nilton Fernando, Mauro Borba, Nara Sarmento, KG, Porã, Jimi Joe… que ela extrai a matéria-prima para formatar: Katia Suman e os diários secretos da Ipanema FM.

Há muito tempo, Katia sabia que os 23 cadernos carinhosamente guardados com relatos dos problemas, necessidades, ideias e brigas de 1985 a 1997,  seriam transformados em livro, ” Os cadernos são um  making of.  Ali tem tudo o que a gente pensava sobre a rádio que fazíamos. Eu não sabia direito como organizar a coisa e no doutorado, orientada pelo Professor Fischer, eu descobri.”

43636837_1388662984601271_2867803977695625216_nMuitas são as vozes femininas e masculinas que fizeram a história da rádio mais Rock and Roll do sul do mundo, certamente entre as que se destacaram na fantástica história da emissora, está a da baiana Katia Suman. Sim! Ela é baiana e porreta!  Nunca exitou em dar sua opinião entre os blocos musicais e chamava a atenção por isso. Dia 17 de novembro, na Praça da Alfândega, uma infindável legião de fãs formará uma daquelas filas que “serpenteará” o entorno do trono onde a  Rainha autografará: Katia Suman e os diários secretos da Rádio Ipanema FM. Por sinal, estou curioso para saber se ela vai falar do início de tudo no veículo rádio, que pode surpreender a muita gente, mas foi na Atlântida. Bem, essa é outra história. Anota aí e não esquece: o livro será lançado dia 17 de novembro, com sessão de autógrafos, às 19h30 na Feira do Livro. Antes tem um bate papo no Teatro Carlos Urbim com Katia, Mauro Borba, Jimi Joe, alemão Vitor Hugo… outros devem confirmar ainda, a mediação será do professor Luis Augusto Fischer.

Katia começou a subir o Morro Santo Antônio, em 1983, quando ainda era Rádio Bandeirantes FM,  apresentou uma proposta de trabalho privilegiando a música brasileira e participou da migração para a nova emissora. Na Ipanema entre idas e vindas foram mais de 20 anos. Ali ganhou projeção como locutora, comentarista e programadora musical, apoiando músicos e bandas emergentes e prestigiando na programação uma variedade de gêneros. Contribuiu de forma importante para consolidar o prestígio da Rádio Ipanema, e nas palavras do professor de Rádio da UFRGS, Luiz Artur Ferraretto, ela ganhou notoriedade: “Graças à sua performance ao microfone nas noites dos 94,9 MHz, quando abre espaço para os, na sua expressão frequente, ‘radiouvintes’, em conversas que variam do hilário a uma profundidade ‘papo-cabeça’, não usual na programação jovem de consumo rápido de outras estações.  Na gerência de programação da rádio, Katia aprofundou o posicionamento de mercado da emissora, que se autodefiniu como uma estação voltada ao ‘segmento AB Rock Forever Young’, em outras palavras: rock, a música, e atitude rock, a rebeldia, para todas as idades”.

Ela acompanhou de dentro ou de fora – sempre bem informada -, os 32 anos da Ipanema FM e agora prepara o lançamento do livro com bastidores de tudo o que viu, ouviu e participou. A exemplo da velha Continental, a Ipanema tem mais que ouvintes, os “Ipanêmicos” formam uma categoria de fãs muito apaixonada. Entre vários exemplos da paixão, eu próprio vi dezenas de pessoas participarem de uma promoção para tatuarem o “n” da emissora, os milhares de motoqueiros com adesivos circulando pelas ruas ou sujeito que pintou o seu fusca de amarelo e preto e fez dele uma homenagem a 94,9 FM. Raras seriam as pessoas capazes de montar um diário daquele estúdio por onde passaram nomes consagrados da música gaúcha, brasileira e internacional. Muitas delas movidas a água, café, vinho, uísque ou ervas naturais…

 

Em entrevista a Juliana Maciel, publicada no blog https://jujucrmaciel.wordpress.com , Katia falou as passagens pela Ipanema FM e o trabalho que desenvolve hoje na Rádio Elétrica. A entrevista é de 2016, mas segue atual porque tem muitas questões conceituais e o início de tudo:

Kátia inspira-se no trabalho que ela e os outros comunicadores faziam na Ipanema FM – uma rádio jovem sem modelo pronto – para continuar buscando inovações e conteúdos relevantes.

Atualmente, ela não se enxerga trabalhando em outro lugar que não na sua casa. Sempre envolvida em inúmeras atividades, ela segue produzindo o Sarau Elétrico – que acontece há 17 no Bar Ocidente – e participa do coletivo Cais Mauá de Todos – que questiona o projeto de revitalização do Cais do Porto. Ela ainda procura tempo para concluir o doutorado em Letras e para continuar a escrita de um livro que contará sobre a antiga Ipanema FM, “o trabalho dos sonhos”.

Como iniciou o teu contato com o jornalismo?

Eu não sou formada em jornalismo. Mas eu sempre gostei de ler, então eu lia livros, jornais e ouvia rádio quando era adolescente. A minha primeira experiência profissional foi como redatora de publicidade quando eu tinha 18 anos. Eu trabalhei três anos com isso e parei porque não tinha nada a ver comigo. Mas a coisa da publicidade me fazia estar muito atenta a tudo o que era publicado na mídia. Quando eu vim pra Porto Alegre, eu ouvia a rádio Bandeirantes – que virou Ipanema depois – e eu achava ela incrível porque ela fugia do padrão FM meio gritado, falado rapidinho e todo alegre. Ela parecia verdadeira e tinha um conteúdo e uma programação musical muito legal. E já que eu ouvia muito, pensei que podia trabalhar nela. Então eu escrevi o roteiro de um programa e fui na rádio Ipanema falar com o diretor. Ele achou bacana e pediu pra que eu gravasse um piloto. E assim começou.

Mas o teu primeiro trabalho em rádio não foi na Bandeirantes, certo?

Então, o Nilton Fernando falou que não podia me contratar, mas disse que a rádio Atlântida queria experimentar uma voz feminina e me sugeriu que eu fosse lá. Daí eu fui. Na época o diretor da Atlântida era o Pedrinho Sirotsky e ele me recebeu. Imagina, hoje isso seria impossível. Hoje tu não chega nem na secretária do cara. Naquele tempo, eu não sei como, mas eu chegava. Eu nem estava fazendo comunicação, eu não era nada e ele falou que tudo bem e me ofereceu um estágio, no turno da madrugada, pra que eu aprendesse como funcionava. Durante meses, das 2 h às 6 h da manhã, eu ficava falando no ar e aprendi a operar a mesa de som assim. Foi incrível. Eu ia pra rádio tipo 1 h da manhã, uma piração. Eu lia todos os jornais e ficava o dia inteiro pensando no que eu ia falar, porque eu queria falar coisas interessantes. E eu realmente falava horas de madrugada.

Nos anos 80 tu começaste a trabalhar na rádio Ipanema. Como era a relação entre os comunicadores? Vocês tinham o mesmo propósito para a rádio?

Bem, a gente estava vivendo um momento muito especial. Era o começo da redemocratização. Então, começava a se respirar um ar diferente. Entre os jovens, havia uma necessidade de falar e de entender o mundo em que estávamos vivendo. Na Ipanema, a gente queria ser fora do padrão e criticávamos muito essas rádios, como a Atlântida – que eram idiotas e superficiais para o nosso ver. Elas só tocavam músicas que estavam no top 5, top 10 das revistas tipo Billboard. E achávamos tudo isso desprezível. Nós queríamos fazer uma rádio bacana, que falasse de coisas importantes: ecologia, feminismo, naturismo, política, filosofia, literatura, poesia, a gente cobria todo o espectro de manifestações artísticas e culturais da cidade. Andávamos por terrenos que as outras rádios voltadas para público jovem não iam. Eles começaram a tocar música daqui, porque a gente tocava e deu certo. Eles começaram a fazer transmissões de shows, porque a gente fazia e dava certo. Naquela época, tínhamos muito IBOPE, mesmo com uma potência pequena. E vivíamos muito aquele universo. Era o nosso trabalho, mas era também a nossa vida de uma certa forma. Porque o que fazíamos ali era absolutamente verdadeiro. A gente era muito explícito, sincero e espontâneo. Cada comunicador tinha o seu perfil, falava do seu jeito. Não seguíamos um roteiro. Tínhamos opinião sobre tudo e cada um tinha liberdade para expor as suas ideias.

Havia algum tipo de controle sobre o conteúdo veiculado por parte do grupo Bandeirantes?

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Galera da Ipanema anos 90: Claudio Cunha, Eduardo Santos, Júlio Reny, Nara Sarmento, Alemão Vitor Hugo, Katia Suman, Alexandre Brasil e Bruno Suman

Tínhamos um diretor que era o Nilton Fernando e, às vezes, ele dava umas enquadradas. Porque a gente, nessa atmosfera de liberdade e de criatividade, extrapolava. Eu me lembro do Nilton reclamando que estávamos virando uma rádio muito petista. O PT estava começando e, pra nós, conversar com um político e eleger um político era uma coisa nova. Então, era toda uma certa euforia e um desejo de participar do processo. Tínhamos liberdade, mas às vezes o Nilton ficava indignado que falávamos de mais. Porque, pra gente, esse papo de neutralidade não existia. Alías, mesmo que o jornalista use todo o manual de jornalismo da sua instituição e fique escolhendo as palavras, ele fala de algum lugar. E o que eu vejo de mais perigoso e perverso é uma neutralidade entre aspas – na qual o cara jura que está sendo imparcial e, na verdade, está enquadrado dentro de uma corporação, de um grupo, que tem sim os seus interesses comerciais e políticos.

Até que ano tu trabalhaste na Ipanema FM? Tu acreditas que a rádio foi perdendo a sua identidade jovem ao longo dos anos?

Eu tive três passagens pela Ipanema. Na primeira vez, eu fiquei até 99. Aí eu saí, fiquei sete anos fora. Voltei, fiquei dois anos e saí. E acho que foi perdendo sim, por uma série de fatores, afinal o mundo mudou. Naquele momento, nos anos 80 até 90 e poucos, a rádio tinha um papel fundamental, porque era muito difícil ter acesso a uma informação com aquele foco de interesse. Não tinha internet, a gente recebia notícias do centro do país e de outros lugares através de telex – que é um instrumento pré-histórico. Tinham agências de notícias que mandavam. Havia produção cultural, discos que nem eram lançados no Brasil. Era todo um esquema de lojas de importados, de amigo que viajava pra comprar. Era uma batalha conseguir a informação. A gente lia desde revistas voltadas ao público jovem a jornais do centro do país, como Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, O Globo, Estado de São Paulo e a gente ficava catando coisa. Tentando trazer uma informação qualificada e variada pros ouvintes. E o mesmo vale para o repertório musical, porque a gente rodava de tudo – tudo o que a gente achava bom, né. Rolava rock, jazz, pop, música erudita, MPB… era uma gama tão ampla de diversidade musical que é impossível hoje. Porque as coisas foram ficando segmentadas. A Ipanema era uma geleia geral. Bandas que surgiram os anos 80, como Engenheiros do Havaí, TNT, Tefala, Replicantes, Garotos da Rua e Cascaveletes costumam dizer que a Ipanema foi a formação musical deles, porque a gente tocava coisas inacreditáveis para uma rádio. Então, com o tempo, a internet simplificou o acesso à informação, logo o rádio, especialmente esse rádio, perdeu muito da sua função e foi tomando outros rumos.

O que veio na tua cabeça quando foi anunciado, ano passado, que a Ipanema existiria apenas em um formato para a Web?

Bom, duas coisas. Primeiro lugar, eu não aceito essa versão de que a rádio migrou para a Web. Ela acabou. É uma desonestidade com o público dizer isso, porque é uma mentira. Todo mundo foi demitido. O que eles botaram no tal do ambiente Web foi um playlist. Um playlist não é uma rádio. Depois, eu senti até um alívio, porque ela foi tão importante pra mim e pra toda uma geração, que ver aquilo que estava sendo feito com o nome de Ipanema era triste. A última versão dela, era exatamente o oposto do que a gente fazia. Era tudo aquilo que a gente criticava – uma rádio de hits, com repetição, papo furado e todo mundo alegre. Então, em vez de fazer isso com o nome de Ipanema, acaba e assume que acabou. As coisas terminam, a roda gira, a fila anda… não tem mais espaço para uma rádio assim.

De que modo tu enxerga o rádio hoje?

Eu fico pensando, a minha filha tem 15 anos e ela nunca ouviu rádio na vida. Se eu der um rádio pra ela eu acho que ela nem vai saber o que fazer, porque eu acho que nem fabricam mais rádio hoje, todo mundo escuta no carro ou no celular. Então o que eu vejo é que ela e essa turma de adolescentes não ouvem rádio – pelo menos a turma da minha filha. Ela me pediu pra assinar o spotfy e ela ouve umas músicas pelo spotfy. Eu penso que hoje, com esse tipo de coisa, Spotfy, Deezer… não tem sentido ouvir rádio – eu falo de quem quer ouvir música. Porque, no rádio, vai ter aquele comercial chato e vai ter o cara falando. Então eu percebo que o FM virou rádio de notícias ou rádio bem popular, de música de massa, tocando sertanejo universitário.

Eu já estou em uma idade de querer ouvir gente falando, então eu ouço rádio de notícias. Mas, eu tenho muita dificuldade porque as rádios são muito caretas e são muito chatas. Então, pra mim, o que tem de legal no rádio hoje é o Boechat – de manhã cedo na Band – e eu gosto muito do programa do Juremir Machado da Silva e da Taline Oppitz sobre política na Guaíba. Eles entrevistam políticos de todos os partidos. Eles dão uma pauta e os políticos ficam meio que se confrontando e isso é muito bom porque aí tu vê como é que eles pensam. Em relação à rádio musical tem a Unisinos com um repertório musical legal e a FM Cultura. Mas eu já não tenho vontade de ouvir música no rádio.

É possível inovar trabalhando em um veículo de mídia tradicional hoje?

Eu acho que sempre é possível inovar. Eu acredito na possibilidade da criação humana. A rádio Unisinos, por exemplo, tá botando no ar a Rádio Elétrica. Então, o conteúdo que eu gero na minha casa é transmitido no FM. Isso pra mim é novo. É uma maneira de cruzar ambientes. Então, eu acho que dá pra inovar sempre. Mas por uma questão também de retração de mercado os caras não querem ousar. A Ipanema só foi possível porque aquilo que se fez naquele momento conquistou uma legião de ouvintes e com os ouvintes vieram os anunciantes. Acho que hoje, dada as facilidades tecnológicas talvez seja mais fácil inovar. Tu pode ter programa com gente falando de todas as partes do mundo, programa com gente falando de dez estados brasileiros. Eu gosto de ouvir a Band News porque é assim, tem uma ancoragem em São Paulo, mas entra gente do Rio, entra gente de Recife, entra gente de Brasília, entra gente de Porto Alegre, porque eles tem uma rede grande nacional. Mas entra dentro de um formato muito quadradinho. Então eu acho que falta pra uma boa parte de um público que cresceu e que se formou ouvindo a Ipanema, um outro tipo de rádio, um outro tipo de comunicação mais solta, menos careta, mas plural, mais livre, menos quadrada, com uma linguagem menos politicamente correta. Eu acho que uma rádio assim prosperaria. Mas eu não tenho mais energia e disposição pra formatar uma ideia e transformá-la em negócio. Eu não me vejo trabalhando em nenhuma das FMs que existem. Parece que eu não tenho perfil pra estar em alguma delas – não sei, pode ser uma loucura da minha cabeça –, mas eu criei a minha rádio Web porque fazer rádio pra mim é um negócio importante. Eu gosto, eu preciso, me ajuda a entender. Eu trago pessoas pra falar de assuntos que eu julgo relevante, eu tenho uma pauta. É quase que um ativismo que eu faço na minha rádio. Eu consigo fazer isso hoje graças à tecnologia então eu não vou tentar convencer uma empresa e mais milhões de anunciantes porque isso pra mim é muito desgastante e cansativo. Eu sou capaz de inventar um jeito de fazer rádio. E eu inventei um, a minha rádio está no ar.

Como surgiu a ideia de criar a Rádio Elétrica?

Eu comecei a transmitir em dezembro de 2010. Eu estava trabalhando nesse momento na TV COM. Quando eu saí da Ipanema para ir pra RBS, eu coloquei como uma das condições trabalhar em uma das rádios do grupo. Passou um ano e nada. Até que eu decidi fazer a minha rádio. De lá pra cá eu mudei um pouco. No começo eu transmitia ao vivo duas horas por dia – era de manhã – e fazia um rádio do jeito que eu fazia lá nos anos 80/90: falava um pouco, rodava umas músicas, voltava, falava o que tinha rodado, comentava mais alguma coisa. Aí eu voltei a trabalhar na Ipanema e quando eu saí – pela terceira vez – eu comecei a ver a Rádio Elétrica de uma outra maneira.

Como funciona a programação da Rádio Elétrica?

Eu fazia na Ipanema, o programa Talk Radio, que é basicamente uma rádio falada. Não é um diálogo com especialistas, não é uma entrevista, é uma conversa entre cidadão com tantas dúvidas e perplexidades quanto qualquer um. E eu passei a trabalhar em cima dessa ideia.

Então, na segunda-feira o papo é mais sobre cultura, eu converso com um cara que é produtor cultural. Na terça-feira eu falo com uma médica que é a Cinthya Verri e podemos entrar no terreno da psicanálise, da anatomia, ou do comportamento. Na quarta-feira, eu converso com o Diego Granto – que é professor e poeta. A gente fala muito de política, de feminismo, dos movimentos que estão acontecendo. Mas a gente fala do ponto de vista de quem está assistindo sem entender muito bem. Na mídia parece que todo mundo tem certeza, e isso me irrita um pouco. Ninguém tem dúvida. Mesmo agora nesse impeachment/golpe, cai/não cai… sempre tem um jurista, um advogado, que entendeu tudo. Então, pra fechar, na quinta-feira, eu falo com a Fabiola Pecce, que é consultora ambiental e sexta-feira é o dia da cidade, em que eu falo sobre questões de planejamento urbano.

Clique e leia a íntegra da entrevista no https://jujucrmaciel.wordpress.com

 

 

Porto Alegre deve adotar projeto de câmeras colaborativas até o final de 2018; por Cláudio Isaías/Correio do Povo

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Porto Alegre terá até o final deste ano o projeto de utilização de câmeras colaborativas. A iniciativa consiste em uma metodologia de trabalho adotada em outras cidades brasileiras em que pessoas jurídicas poderão disponibilizar suas imagens para utilização do Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (Ceic).

As imagens de uma empresa ou de um condomínio, no caso de uma situação suspeita, poderão ser acessadas em tempo real pelo órgão que vai comunicar a Guarda Municipal ou a Brigada Militar para que faça as intervenções necessárias.

A reportagem completa está no Correio do Povo.