Porto Alegre: Prefeitura disponibiliza plataforma para cidadão avaliar serviços

Porto Alegre: Prefeitura disponibiliza plataforma para cidadão avaliar serviços

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A Secretaria Municipal de Transparência e Controladoria (SMTC) disponibiliza uma plataforma digital, no Portal da Prefeitura, para a avaliação de serviços públicos. Para o secretário da Fazenda e interino da Transparência, Leonardo Busatto, a pesquisa será um medidor da satisfação do cidadão. “Nosso objetivo é fazer com que a sociedade se torne parte importante na melhoria do serviço público.Prestar os serviços é dever da Prefeitura. Avaliar essa prestação é um direito do cidadão porto-alegrense.”, destaca. Conheça a Carta de Serviços, acessando o link aqui.

A Carta de Serviços visa informar os cidadãos quais os serviços prestados pelos órgãos e entidades da administração municipal, como obter esses serviços, quais são os compromissos de atendimento estabelecidos, prazos, locais, horários de atendimento e documentações necessárias para acessá-los. É também uma forma de transparência e inclusão dos cidadãos de Porto Alegre no acesso aos serviços disponíveis, além de ser uma ferramenta de avaliação periódica da satisfação dos usuários quanto aos serviços públicos.

Como acessar:
Para responder a pesquisa: 1) Clique aqui e acesse o site prefeitura_poa.br/carta-de-servicos, 2) do lado esquerdo da tela selecione Cidadão, Empresa ou Servidor e a categoria de serviço a ser avaliada, 3) do lado direito escolha o serviço a ser analisado, 4) na página do serviço escolhido você encontra todas as informações disponíveis. À direita da tela, clique em “Dê sua opinião sobre o serviço”, 5) você será direcionado para um documento. Basta clicar, digitar seu CPF, responder as perguntas e clicar em “enviar”.

Donamaid chega à Porto Alegre

Donamaid chega à Porto Alegre

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Com dois anos de operação, a Donamaid, plataforma de contratação online de diaristas, encerra o ano ingressando no mercado de Porto Alegre. Inicialmente, os bairros atendidos serão Bom Fim, Cidade Baixa, Centro Histórico e Menino Deus. No início do ano, a empresa estava presente somente em Pelotas, Santa Maria e Rio Grande. “Encerraremos 2018, em 13 cidades da região sul do Brasil. Entre elas, está Porto Alegre que é uma das apostas que visam a expansão da startup”, destaca Luiz Gilberto Camargo, presidente da Donamaid.

A Donamaid é uma startup que está presente nos três estados do sul – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Com sede na Incubadora de Base Tecnológica da Universidade Federal de Pelotas, a empresa tem 30% de sua receita concentrada na cidade que sua sede está localizada. A plataforma disponibiliza serviços de faxina para ambientes de vários tamanhos, sendo que os itens de limpeza estão inclusos no valor. Acelerada pela WOW, a empresa está entre as 50 empresas investidas pelo Startup Brasil, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

As festas de final de ano reforçaram o crescimento da empresa no último mês, quando repassou em pagamento cerca de R$ 100 mil aos profissionais que prestaram serviços através da plataforma. De acordo com Camargo, a remuneração gira em torno de R$ 2,5 mil por mês. “Nesses primeiros dois anos de atuação já entregamos R$ 700 mil aos nossos parceiros prestadores de serviços”, afirma.

Livros: História de 45 anos de uma das livrarias mais bacanas de Porto Alegre é contada em  “PALMARINCA – Livros, Sentimentos, Capitalismo e Resistência”, de Cesar Beras. Lançamento do livro comemorativo acontece dia 20 no tradicional endereço da Jerônimo Coelho

Livros: História de 45 anos de uma das livrarias mais bacanas de Porto Alegre é contada em “PALMARINCA – Livros, Sentimentos, Capitalismo e Resistência”, de Cesar Beras. Lançamento do livro comemorativo acontece dia 20 no tradicional endereço da Jerônimo Coelho

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Rui Gonçalves

PALMARINCA – Livros, Sentimentos, Capitalismo e Resistência (Editora Evangraf), do pesquisador e professor da Unipampa Cesar Beras, homenageia a Livraria Palmarinca pela passagem dos seus 45 anos, completados em 2017. Em sua reflexão sobre os diferentes momentos políticos que a livraria enfrentou, resistiu e persiste até hoje, o autor percorre diferentes caminhos para contar a singular experiência, liderada pelo livreiro Rui Gonçalves. Para compor seu registro histórico sobre uma pequena livraria, de esquerda e humanista, o autor percorre as ideias de pensadores e intelectuais. Seu relato também é embasado em pesquisas e entrevistas com escritores, professores, advogados e políticos, entre outras profissões, frequentadores da livraria.

Ao longo do tempo, a Livraria Palmarinca tem se destacado por ser um espaço plural e agregador no campo das ideias. Suas áreas preferenciais são as ciências sociais e humanas, a literatura e a poesia. Não foram poucos os embates, mas todos eles sempre orientados por fortes convicções democráticas. Na entrevista que concedeu ao autor do livro, o advogado e ex-deputado Carlos Araújo, recentemente falecido, declarou: “A onda capitalista vai crescendo, mas vai deixando fissuras, várias fissuras, e é nessas fissuras que se localiza a Palmarinca”.

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“A troca de ideias, a presença dos livros e a livre circulação das ideiasé um elemento essencialmente democrático.”; Flávio Loureiro Chaves, professor de Letras, ensaísta e crítico literário

Em muitos momentos, o livro refere-se à relação afetiva que o leitor estabelece com os livros e o livreiro. Rui Gonçalves, o livreiro-leitor, que herdou da família a paixão pela leitura, é apontado como um experiente e dedicado parceiro do leitor, seja ele um jovem estudante ou personalidades como Olívio Dutra, Pedro Dutra Fonseca, Maria Eunice Moreira, Flávio Loureiro Chaves, Gentil Corazza e Dilma Rousseff. Ponto de encontro de intelectuais e local de compartilhamento da leitura, a Livraria Palmarinca resiste ao tempo e a suas intempéries. Não por acaso, este é o único livro no Brasil que fala, exclusivamente, da história de uma livraria.

PALMARINCAPALMARINCA – Livros, Sentimentos, Capitalismo e Resistência (Editora Evangraf), 382 páginas.

Dia: 20 de dezembro (quinta-feira)

Hora: 19h

Local: Livraria Palmarinca (Rua Jerônimo Coelho, 281 – Centro Histórico)

Valor: R$ 40,00.

RS: Endeavor abre inscrições para o Scale-up 2019.  Voltado a empresas com alto potencial de crescimento, programa de mentoria terá cinco meses de duração

RS: Endeavor abre inscrições para o Scale-up 2019. Voltado a empresas com alto potencial de crescimento, programa de mentoria terá cinco meses de duração

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A Endeavor abriu inscrições para o Scale-up 2019, programa de aceleração para empreendedores à frente de negócios com grande potencial de crescimento. O acompanhamento, com cinco meses de duração, prevê workshops, networkings, diagnóstico do negócio e mentoria de um padrinho da organização. No Rio Grande do Sul, serão selecionadas entre 8 e 10 empresas em cada semestre. As inscrições vão até 31 de janeiro.

“Nosso programa é uma plataforma de aceleração por meio de conexões que transformam negócios. Provocamos os empreendedores para crescer ainda mais”, explica o líder da Endeavor no RS, Eduardo Afonso. As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

ScaleUp2018A Endeavor é uma das principais organizações sem fins lucrativos de apoio a empreendedores no mundo. Atua na mobilização de organizações públicas e privadas e no compartilhamento de conhecimento prático e de exemplos de empreendedores de alto impacto para fortalecer a cultura empreendedora no país.

No Brasil desde 2000, já ajudou a gerar quase R$ 4 bilhões em receitas anualmente e mais de 20.000 empregos diretos através de programas de apoio a empreendedores; e a capacitar mais de 10 milhões de brasileiros com programas educacionais presenciais e à distância.

Na turma de 2018, a Endeavor acelerou 16 empresas no Rio Grande do Sul. Foram mais de dez encontros coletivos, mais de dez visitas de benchmark entre as empresas apoiadas e mais de 100 horas doadas por mentores da rede. Concluído na última semana, o ciclo teve a participação de Marcelo Lacerda, embaixador Endeavor e fundador do ZAZ/Terra e dos empreendedores Endeavor RS Darci Schneid (fundador da Sirtec) e Marcos Boschetti (cofundador da Nelogica). Juntas, as empresas apoiadas fecharam o ano com um faturamento de aproximadamente R$ 150 milhões e aproximadamente 635 funcionários.

 

 

Porto Alegre: Prêmio Inquieto de Jornalismo da UniRitter reconhece talentos da profissão

Porto Alegre: Prêmio Inquieto de Jornalismo da UniRitter reconhece talentos da profissão

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O Prêmio Inquieto de Jornalismo da UniRitter chega à sua terceira edição com novidades. Duas novas categorias ampliam o reconhecimento  ao talento dos estudantes, além do “Destaque Profissional”, que irá premiar um profissional com notável destaque no mercado gaúcho. Selecionados pelo corpo docente do Curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da UniRitter, concorrem nesta primeira edição os jornalistas Rosane Marchetti, Daniel Scola e Elói Zorzetto. O profissional mais votado pelos alunos será conhecido e premiado durante o evento, que acontece no próximo dia 13 de dezembro, no auditório Master do Campus Zona Sul.

 “É uma oportunidade para os estudantes gerarem portfólio e se aproximarem do mercado. Este ano também inovamos ao reconhecer profissionais que fazem a diferença, o que contribui para  valorizar  a profissão”, destaca Leandro Olegário, coordenador do Curso de Jornalismo da UniRitter. Com 130 trabalhos em 12 categorias, esta edição  registrou quase 20% a mais de inscritos do que no ano passado.

 No dia 07 de dezembro será divulgada a lista com os cinco finalistas em cada categoria. Destes, serão escolhidos o 1º e 2º lugares e a menção honrosa. Os trabalhos foram avaliados por um júri de 36 profissionais de mercado, especialistas em diversas áreas da comunicação.

 O Prêmio é realizado desde 2016 com o objetivo de reconhecer os talentos do curso de Jornalismo da UniRitter, premiando os melhores trabalhos desenvolvidos em sala de aula e em projetos de pesquisa e extensão. O reconhecimento também ajuda a abrir portas para o mercado de trabalho,  já que o corpo de jurados é formado por profissionais de destaque da imprensa gaúcha, além de promover a fidelização da marca Jornalismo – UniRitter.

 Confira as categorias do Prêmio Inquieto de Jornalismo

– Pesquisa em Jornalismo

– Reportagem especial digital

– Jornalismo digital

– Revista

– Fotojornalismo

– Assessoria de Comunicação

– Documentário: Áudio e Vídeo

– Telejornalismo – Programa

– Telejornalismo – Reportagem*

– Radiojornalismo – Programa

– Radiojornalismo – Reportagem*

– Jornalismo impresso

 – Destaque profissional*

*Novas categorias desta edição 

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Alunos da UNiRitter Fotos: Agência INQUniRitter

Medalha Alberto André?!! Obrigado ARI !! Que responsabilidade e coroamento para 2018

Medalha Alberto André?!! Obrigado ARI !! Que responsabilidade e coroamento para 2018

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“Pelo jornalismo faria tudo de novo”, a frase é de Alberto André, poderia ser minha ou de milhares de outros apaixonados pela profissão que escolhemos. O ano de 2018, já tinha entrado para minha vida profissional, com a volta ao comando de um telejornal, o SBT Rio Grande – Segunda Edição. O desafio proposto pelo gerente de jornalismo da emissora, Danilo Teixeira, me encantou e acredito que estejamos no rumo certo. A busca da qualidade é uma obsessão diária da equipe e a resposta dos telespectadores, mostra uma audiência crescente no programa que apresento com Luciane Kohlmann,  ou seja estamos acertando mais que errando. Nem tudo é perfeito, a ida para o SBT me tirou do veículo Rádio – o que espero seja temporário -, sinto saudade da interatividade dos ouvintes. A compensação vem através de encontros com o público nas minhas andanças pelas ruas, no Zaffari da Otto, no açougue do Zanini, no Beira-Rio… e algumas vezes em forma de troféus e medalhas. Fiquei muito contente ao receber o Prêmio Press de Melhor Apresentador de TV 2018, eu estava afastado da televisão aberta – por vontade própria -, desde 2012. Já havia conquistado a premiação 7 vezes, mas esse ano teve um “gosto especial”, ainda mais que minha indicação foi feito pelos colegas de profissão. No segundo semestre incentivado por Guaracy Andrade, Ricardo Orlandini e Zento Kulczynski colocamos no ar, no BAH TV, o programa de entrevistas BahTchêPapo! que tem me oportunizado conversar com personalidades gaúchas. Por tudo isso, o ano profissional já seria maravilhoso.

Todavia, o ano só termina dia 31 de dezembro, eis que para coroar 2018, recebo o telefonema do meu professor e amigo, Luiz Adolfo Lino de Souza, presidente da nossa ARI – Associação Riograndense de Imprensa -,  comunicando que serei um dos homenageados com a medalha Alberto André. Quem me conhece sabe o que aconteceu pós despedida do Luiz Adolfo, chorei de alegria e emoção. Receber uma honraria de uma entidade do tamanho e história da nossa ARI e entrar para um seleto grupo onde estão grandes profissionais e amigos como: Alice Urbim, André Machado, Edieni Ferigollo, Enir Grigol, Eugenio Bortolon, Ivete Brandalise, Marques Leonam, Patrícia Comunello, Rosane de Oliveira e Walter Galvani; me deixa contente demais. Lembro daquele 16 de janeiro de 1979, inauguração da Rádio Sobral / Butiá, que mudou minha vida. Sim,  na quarta-feira, 16 de janeiro de 2019, se completarão 40 anos da primeira vez que falei em uma Rádio,  ainda como ouvinte. Mas logo depois em fevereiro de 1979, eu já atuava à convite de Heron oliveira, como repórter mirim na programação esportiva comandada por Brasil Oliveira Lucas. Aos 13 anos, o “vírus da comunicação” entrou pelo ouvido e tomou conta do corpo inteiro. Nunca me curei da “doença” e espero literalmente morrer trabalhando em jornalismo e comunicação, ativo como o homem que da nome a medalha que receberei.

imageConvivi pouco, mas o suficiente para conhecer a retidão, o caráter e a paixão pelo jornalismo de Alberto André. Por isso, a honra de receber uma distinção destas me deixa com a responsabilidade de tentar todos os dias fazer um jornalismo ético e de relevância para quem acompanha o meu trabalho. Em 29 de dezembro de 2015, o jornalista e pesquisador da Comunicação Social, Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite, na edição 883 do Observatório da Imprensa, resumiu assim a vida de um dos grandes jornalistas do Rio Grande do Sul, cujo centenário de nascimento havia acontecido dia 02 de dezembro de 2015:

Há 100 anos, no dia 2 de dezembro de 1915, sob o signo de Sagitário, nascia um dos maiores expoentes do jornalismo gaúcho: Alberto André (1915 – 2001). Filho dos imigrantes libaneses, Miguel e Sada André, ele nasceu em Porto Alegre. Ao longo de sua existência, desenvolveu um importante trabalho no campo do jornalismo, da política e da cultura, destacando-se como um exemplo de cidadania, dedicação e amor por sua terra.

Embora seu pai o incentivasse a formar-se em Medicina, Alberto André já sonhava, desde cedo, com o universo de uma sala de redação. Sua base educacional foi construída na Escola Lassalista de São João, no Colégio das Dores e no Colégio Júlio de Castilhos.

O profissional do jornalismo

Em 1936, começou a trabalhar na Rádio Sociedade Gaúcha, com o apoio do diretor da emissora, Nilo Ruschel (1911-1975), tendo apenas cinco minutos, duas vezes por semana, para falar acerca dos problemas de Porto Alegre, à qual devotou um amor incondicional. No ano seguinte, iniciaria sua vida acadêmica no Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas sem abandonar sua paixão pelo jornalismo.

A sua primeira experiência na redação de um periódico foi no Jornal da Noite. Tratava-se de um jornal vespertino e político, sob a orientação de Flores da Cunha (1880-1959) e seu Partido Republicano Liberal. Com a criação do Estado Novo (1937-1945), o periódico encerrou a sua circulação. Nele, Alberto André redigia matérias muito ricas sobre a cidade de Porto Alegre.

Ainda em 1937, começou a trabalhar no jornal A Nação que pertencia à Tipografia do Centro e à Cúria Metropolitana de Porto Alegre, ganhando experiência em assuntos internacionais. Nesse período, ele teve o primeiro contato com a violência de origem ideológica contra a imprensa. O jornal A Nação, de origem germânica, acabou, em 1942, sendo depredado durante a II Guerra Mundial. Este episódio ficou conhecido, em nosso jornalismo, como a “Noite do Quebra-Quebra”. Alberto André trabalhou também no Correio da Noite, na Agência Brasileira de Notícias e colaborou no jornal, ligado ao Partido Libertador, O Estado do Rio Grande, fundado, em 1929, pelo médico e jornalista Raul Pilla (1892-1973).

O Estado Novo de Getúlio Vargas e o jornalismo

Em 1940, Alberto André recebeu o convite de Manoelito de Ornellas (1903-1969) – figura de destaque em nossas letras – para trabalhar como censor de notícias sobre a II Guerra Mundial (1939-1945), do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, ligado Alberto-Andreao DIP. A princípio isso parece ir de encontro a sua figura democrática, porém, como censor, poupou jornais de empastelamento e avisou colegas acerca do risco de uma prisão iminente. A liberdade de informação foi o foco e a razão principal de sua carreira, como jornalista, ao longo dos anos.

Em 1941, Alberto André passou a lecionar Contabilidade no Colégio Nossa Senhora do Rosário. Na condição de professor, Alberto André assumiu a Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas, um dos núcleos da futura PUCRS, lecionando em várias matérias durante 45 anos.

O jornalista do Correio do Povo

No ano em que ocorreu a famosa “Enchente de 41”, inundando de forma trágica a cidade, Alberto André se casou com Lourdes Cafruni, cuja união permaneceu sólida até a sua morte em 2001. O casal teve três filhos: Marlene (já falecida), Roberto e Fernando. Em 1941, Alberto André ingressou na redação do mais antigo e tradicional jornal da capital gaúcha, o Correio do Povo, onde trabalhou por 43 anos, atuando também como articulista na Folha da Tarde e na Folha da Tarde Esportiva que pertenciam à Empresa Jornalística Caldas Júnior. De 1942 a 1956 era Alberto André que dava a ordem para a rodagem do Correio do Povo. No ano de 1941, publicou o seu primeiro livro: Aspectos da Vida Internacional, pela Editora A Nação.

O presidente da ARI e sua visão democrática

Em 1943, formou-se em Direito pela UFRGS, atuando, por 15 anos, nessa área. Cinco anos depois, ele se filiou à Associação Riograndense de Imprensa (ARI), ocupando alguns cargos administrativos. Devido à insistência dos amigos da redação do Correio do Povo, Alberto André se candidatou à presidência da ARI, em 1956, e ganhou de forma excepcional o pleito por um voto de diferença. Dirigiu a entidade por 34 anos, posto no qual enfrentou o período do regime militar (1964-1985), auxiliando, principalmente, durante “os anos de chumbo” vários jornalistas e intelectuais, a exemplo de Flávio Tavares e Reinaldo Moura (1900-1965), então, diretor da Biblioteca pública do Estado, a escapar dos tentáculos do regime de força e repressão que havia se estabelecido no Brasil em 1964. Neste ano de 2015, no dia 19 de dezembro, a ARI comemora 80 anos de existência.

O homem político

Eleito, em 1951, para a Câmara Municipal de Porto Alegre, foi reeleito três vezes seguidas até 1963. Na condição de vereador, dedicou-se a buscar soluções para os problemas urbanos e sociais da nossa cidade, considerando isso um dever ético. Ainda em 1956, consegue seu registro, como professor, na Secretaria de Educação. Elege-se também para deputado estadual, no período de 56/60, exercendo o cargo por apenas dois meses. No ano seguinte, assumiu o cargo de Delegado Conselheiro da Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), permanecendo por dois anos. Nesse ano, publicou o livro Coletânea de Legislação Tributária Municipal pela Editora Sulina.

O professor universitário

No ano de 1962, Alberto André começou a lecionar na cadeira de Direito Aplicado à Economia na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, aposentando-se ao completar 70 anos, após 31 anos de trabalho como professor adjunto e chefe de departamento dessa universidade Ainda, em 1962, ele assumiu a presidência da Câmara Municipal de Porto Alegre, exercendo, com dignidade e altruísmo, essa importante função.

Em 1966, Alberto André é homenageado com a Medalha do Porto de Bremen na Alemanha Ocidental, que havia visitado em 1956. Um ano depois, publica, pela Editora Sulina, o livro Alemanha Hoje, no qual narra as duas viagens que fez a esse país.

No ano em que o Brasil ganhou a Copa Jules Rimet, em 1970, ele é escolhido, para assumir a direção da Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUCRS (Famecos). Ele permaneceu no cargo função até o ano de 1975. Ainda nesse ano, publica Ética e Códigos da Comunicação nos Cadernos de Comunicação da PUCRS. Em 1972, recebe o prêmio Destaques do Diário de Notícias e Medalha da Assembleia Legislativa. Passados dois anos, recebe o título de Comendador da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) / Secção Rio grande do Sul.

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Medalha Alberto André: ​Alice Urbim, André Machado, Edieni Ferigollo, Enir Grigol, Eugenio Bortolon, Ivete Brandalise, Marques Leonam, Patrícia Comunello, Rosane de Oliveira e Walter Galvani já receberam a homenagem Foto Luiz Ávila

O apoiador cultural

Durante o período nevrálgico da nossa política, que sucedeu ao golpe militar de 64, ele se envolveu em campanhas de interesse público, a exemplo da criação do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa (Musecom), em 10 de setembro de 1974, em plena ditadura militar. O jornalista Sérgio Dillenburg – fundador e idealizador dessa instituição – teve o apoio incondicional da ARI e de seu presidente, em exercício, o jornalista e escritor Alberto André. Essa instituição prestou a sua homenagem, criando, no espaço do Musecom, a Sala Alberto André, na qual ocorrem diversos eventos culturais ligados à Comunicação. A campanha, para que fosse criada também a Casa de Cultura Mário Quintana, no prédio em que funcionou o famoso Hotel Majestic e morou o nosso poeta maior, teve a fundamental participação de Alberto André, então, representante da ARI no Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre,

Porto Alegre reconhece Alberto André

No ano de 1977, Alberto André recebe o título de professor Emérito da PUC, Ao iniciar a década de 80, Alberto André é agraciado com o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre – fato que se repetiu em 1982.

Em 1980, é também escolhido Membro do Conselho Municipal do Plano Diretor de Porto Alegre, além de ser eleito chefe de Departamento de Direito Econômico e do Trabalho da UFRGS, aposentando-se em 1985. Em 1988, ele é homenageado como Patrono da 34ª Feira do Livro de Porto Alegre, em reconhecimento pelo seu trabalho, em prol da cultura gaúcha, e também por ter oficializado, por meio da criação de uma lei, esse tradicional evento cultural a céu aberto, criado, em 1955, pelo jornalista Say Marques do Diário de Notícias. A Feira do Livro ocorre, anualmente, na Praça da Alfândega no centro da capital gaúcha.

Em 1992, Alberto André publica 50 anos de imprensa, pela Editora FEPLAM. Um ano depois, ele recebe o título de Patrono das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul. Em 1995, o Jockey Club institui o Páreo Alberto André, sendo sua figura escolhida Decano dos Jornalistas do RS. O jornalista é homenageado pela Biblioteca da Câmara Municipal de Porto Alegre, cujo nome é Alberto André, localizando-se no terceiro andar do Legislativo.

Alberto André teve uma trajetória profissional notável, cuja palavra escrita foi utilizada, como instrumento, para o bem social e engrandecimento da cidade de Porto Alegre e do nosso estado. Esse exemplar profissional desenvolveu tantas atividades, no decorrer de sua existência, que é impossível enumerá-las nesse breve texto. A intenção, que me moveu a escrever, acerca da vida desse importante jornalista, foi a de prestar uma homenagem em seu centenário de nascimento. Alberto André fez escola, em nosso jornalismo, pela sua postura ética e tão cosmopolita em sua forma de pensar, ver e atuar como cidadão.

A presença do presidente Alberto André, na Associação Riograndense de Imprensa, foi tão marcante e significativa que recebeu o apelido de “Seu ARI”. Embora tenha se aposentado, ele jamais deixou de colaborar com artigos para jornais de todo o Rio Grande do Sul, escrevendo em sua velha e companheira máquina de escrever Remington.

A morte do ícone

O presidente de Honra e do Conselho Deliberativo da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) faleceu, em 06 de setembro de 2001, em sua residência, devido a uma insuficiência hepática, após anos de dedicação ao jornalismo, ao magistério, à advocacia e à política. Seu velório ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado. O prefeito de Porto Alegre, na época, Tarso Genro assinou o decreto N° 13.379, determinando luto oficial, por três dias, na capital gaúcha.

Em abril de 2010, A Associação Riograndense de Imprensa (ARI), em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), inaugurou o Laboratório de Recuperação do Acervo que contempla a vida e o legado cultural do Jornalista Alberto André.

O amor pelo jornalismo, que está presente em sua alma, não desapareceu com sua morte, aos 85 anos, pois, com certeza, transcende, noutra dimensão, o seu legado cultural e a intensa influência de seu trabalho na área da Comunicação Social, eternizado em sua amada Porto Alegre.

A medalha será recebida em conjunto com outros colegas – que ainda não tive acesso aos nomes -, pois muitos estão sendo comunicados da homenagem hoje. A cerimônia acontece na próxima segunda-feira(10.12.2018 ), na sede da ARI, em Porto Alegre.

RS: Rio Grande do Sul vai sediar parque de olivoturismo

RS: Rio Grande do Sul vai sediar parque de olivoturismo

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Localizado em meio à área rural da principal cidade turística da serra gaúcha, o Olivas de Gramado tem o diferencial de ser o primeiro parque de olivoturismo do Rio Grande do Sul. O espaço abrirá as portas, oficialmente, no dia 11, mas, no dia 8 de dezembro, ocorre pré-lançamento, com a realização da terceira edição do festival Ô Churras, evento que se propõe a difundir a cultura da gastronomia ao redor do fogo. Segundo um dos sócios, Daniel Bertolucci, a parceria vai ao encontro de um dos objetivos do novo empreendimento de turismo rural, que oferecerá aos visitantes uma série de experiências gastronômicas. “Teremos um restaurante que vai servir sequência de pratos coloniais (alemães, italianos e portugueses), e cujos alimentos procederão de horta orgânica e de um pomar com 200 espécies de frutas nativas e exóticas próprias.” Futuramente, também serão realizados passeios à plantação de oliveiras, seguidos de degustação e tour pela fábrica de azeite, ainda em construção.

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RS: SindiRádio lota auditório com workshop sobre o novo quadro de funções dos radialistas e o primeiro ano de Reforma Trabalhista

RS: SindiRádio lota auditório com workshop sobre o novo quadro de funções dos radialistas e o primeiro ano de Reforma Trabalhista

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O SindiRádio – Sindicato das Empresas de Rádio e TV do RS reuniu mais de 100 radiodifusores e demais profissionais que atuam no setor para debater o novo quadro de funções dos radialistas e o primeiro ano de Reforma Trabalhista. O “Workshop SindiRádio” foi realizado na Sala Piratini do Hotel Deville Prime, em Porto Alegre. A advogada especialista na Lei dos Radialistas, Patrícia Guimarães, e o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), Emílio Papaléo Zin, foram os palestrantes convidados do evento, que também contou com amediação dos jornalistas Tulio Milman e Paulo Sérgio Pinto.

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Christina Gadret Foto: Neitor Côrrea

A presidente do SindiRádio, Christina Gadret, abriu o evento nesta terça-feira (27) destacando a presença dos associados e a união dos colegas de diretoria. “Vejo aqui muitos radiodifusores, advogados, contadores. Essa sala está repleta de talentos que há anos lutam para manter a radiodifusão do nosso Estado cada vez mais forte e ativa. As funções dos radialistas passaram por transformações e, ainda, todos empresários têm dúvidas sobre as mudanças da reforma trabalhista, e queremos buscar o caminho do entendimento”, afirmou. Depois de anunciar o Seminário de Qualidade SindiRádio, que ocorrerá nos dias 17 e 18 de maio de 2019, Christina chamou ao palco o vice-presidente do Sindicato, Jerônimo Fragomeni, que falou sobre a importância de manter a entidade em pleno funcionamento. “Somos um grupo de radiodifusores que voluntariamente se doam à nossa categoria e é importante lembrar que o SindiRádio depende da contribuição dos seus associados para sustentar sua estrutura e promover eventos como esse”, destacou.

Tulio Milman, filho de um dos ex-presidentes do Sindicato, Gildo Milman, mediou a primeira palestra, ressaltando sua história de proximidade com a entidade. “Desde cedo meu pai sempre falou sobre todas as entidades envolvidas com o setor, então, hoje, me sinto em casa. Fico feliz e honrado com o carinho que sinto pelo nome dele”. Com uma apresentação dinâmica, Patrícia Guimarães analisou o quadro anexo das funções dos radialistas, o cenário de alterações e os impactos das mudanças. O Decreto presidencial, publicado no dia 5 de abril deste ano, atualizou as funções dos profissionais, considerando os avanços tecnológicos e as funções especializadas próprias das atividades de empresas de radiodifusão. “A mudança da própria tecnologia fez com que tivéssemos uma mudança necessária sobre o método de fazer notícia. O quadro original possui uma série de funções que não são técnicas e especializadas da radiodifusão, existiam esses conflitos e os dois itens de mudanças levam em conta essas questões”, elucidou.

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Patrícia Guimarães. Foto: Neitor Côrrea

Entre as diferenças mais significativas está o número de funções: enquanto o quadro anterior previa 94 funções, o novo quadro prevê 25. Para Patrícia, é preciso atentar para a descrição de cada uma das novas funções e de que forma se aplicam dentro das empresas. “Esse decreto retirou da regulamentação funções que ficaram obsoletas ou não são especializadas da área, trouxe para a regulamentação funções novas e mais abrangentes, e manteve algumas funções no título, mas modificou no conteúdo. É preciso verificar cada uma das funções, olhar para ‘dentro de casa’, verificar o que cada colaborador faz, e buscar na nova legislação se eles continuam regulamentados ou não”, indicou.

“Esse decreto não traz nenhuma punição se não for aplicado, mas se existe um momento propício para pensar sobre isso, é agora. Pensar juntos e encontrar a melhor forma de aplicar a legislação para que ninguém se sinta exposto. O ponto de atenção que faço é sobre continuar aplicando condições mais benéficas previstas na lei anterior e que agora não têm mais previsão legal. Essa liberalidade tem que ser uma escolha sua”, finalizou a advogada.

Após o movimentado espaço de perguntas dos participantes, o coffee break foi seguido da palestra do desembargador Emílio Zin, bate-papo conduzido por Paulo Sérgio Pinto. “Me sinto muito honrado de estar aqui. Vamos debater um tema de importância tremenda, tivemos a necessidade de modernizar toda a legislação trabalhista”, declarou o mediador. Já o desembargador abriu sua fala destacando a iniciativa do SindiRádio. “Somente com o debate, com a maturação de certos conceitos, podemos ter uma ideia mais concreta do que está acontecendo”.

Workshop SindiRádio 1
Mais de 100 radiodifusores e profissionais compareceram ao encontro do SindiRádios. Foto: Neitor Côrrea

Zin situou a modernização trabalhista no contexto histórico do país. “Da CLT para a Reforma Trabalhista nós temos 75 anos. Não há duvida que o mundo do trabalho se movimentou muito mais nos últimos anos e havia uma necessidade histórica para essa mudança”, analisou. Depois de mencionar o panorama trabalhista durante o período pós-Ditadura Militar, ele destacou a emenda constitucional que ampliou a competência da justiça do trabalho. “Tivemos uma completa insegurança jurídica, reclamatórias trabalhistas abusivas e danos morais absolutamente descompassados. Paralelamente, os trabalhadores nunca sentaram para discutir as mudanças da CLT, e, em meio ao cenário do ano passado, totalmente caótico, sem uma discussão madura, tivemos a aprovação da reforma”, relembra.

Para o desembargador, a modernização nada tem a ver com a criação de postos de trabalho, por se tratar de uma pauta ligada às dinâmicas econômicas. Ao elencar 15 pontos importantes que foram alterados com a Reforma – como trabalho intermitente, equiparação salarial, entre outros -, Zin encerrou sua participação com um olhar direcionado para o futuro. “Passa o trabalhador a ser um pouco mais igual ao empresário, tanto que há risco de discutirmos na justiça do trabalho o chamado ‘vício de consentimento’. Há risco de enfraquecimento de toda a estrutura sindical, e somente sobreviverá aquele sindicato que efetivamente fizer a diferença junto aos seus associados. Daqui um ano, podemos estar discutindo tendências do TRT da 4ª região, mas, hoje, é tudo puro achômetro. Eu posso ter uma margem de interpretação, mas não posso deixar de cumprir a legislação e da minha parte estou cumprindo o juramento que fiz no início da minha carreira”, finalizou.

CPI DO MAIS MÉDICOS: Jerônimo Goergen quer que Congresso investigue as denúncias de irregularidades e falta de transparência no programa

CPI DO MAIS MÉDICOS: Jerônimo Goergen quer que Congresso investigue as denúncias de irregularidades e falta de transparência no programa

Agenda Destaque Saúde Trabalho

O deputado federal Jerônimo Goergen (Progressistas-RS) anunciou nesta sexta-feira (23), durante o 4º Congresso do Movimento Brasil Livre, em São Paulo, a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Programa Mais Médicos. De acordo com Jerônimo, a profusão de denúncias de irregularidades e falta de transparência precisam ser esclarecidas pelos gestores públicos responsáveis pelo acordo firmado entre Brasil e Cuba, que possibilitou a contratação de mais de 8 mil médicos daquele país para atuar em território nacional. “Primeiro há um rompimento unilateral do contrato e a retirada às pressas dos primeiros médicos. Depois vem à tona uma série de telegramas secretos mostrando que a iniciativa partiu do governo cubano, retirando do Congresso Nacional qualquer forma de validação e análise do convênio. Agora, fala-se em lavagem de dinheiro, uma garantia para que Cuba pudesse honrar os empréstimos do BNDES para a construção do Porto de Mariel. Ou seja, a história só piora”, destacou Jerônimo.

O parlamentar suspeita que o não alinhamento ideológico entre Cuba e o governo Jair Bolsonaro antecipou o rompimento das relações comerciais e diplomáticas. “Essa falta de afinidade ideológica também tem provocado uma série de problemas em outras áreas, como o calote de Cuba no Proex, que deve quase R$ 200 milhões para empresários brasileiros que exportaram alimentos para a ilha”, explicou. Jerônimo acredita que a CPI do Mais Médicos pode revelar uma série de outras irregularidades associadas ao relacionamento promíscuo entre a ditatura de Cuba e os governos petistas.

CPI do Mais Médicos – Justificativa do Requerimento

A instalação da presente Comissão Parlamentar de Inquérito tem por escopo investigar a o formato de contratação dos médicos estrangeiros para o programa Mais Médicos, a situação atual do programa, a participação de agentes estranhos a administração pública e participação do Ministério no processo de exoneração/dispensa dos médicos cubanos e a forma de pagamento destes profissionais.

Conforme fartamente noticiado pela imprensa nacional e estrangeira, após o Deputado Federal Jair Bolsonaro ter sido eleito Presidente da República e ter criticado o formato de contratação dos profissionais médicos cubanos, comparando o contrato destes profissionais com um regime escravista e informado que revisaria estes contratos, o governo cubano anunciou unilateralmente o encerramento do termo da parceria, tendo convocado seus participantes de volta em prazo absurdamente exíguo. Tal reação causou espanto, visto que os anúncios do Presidente eleito não tinham o condão de encerrar a parceria, tão somente dar a ela mais transparência e fazer justiça com aqueles que efetivamente prestavam os serviços em território brasileiro.

Como uma caixa de Pandora, assim que a situação do programa Mais Médicos virou de interesse da imprensa, diversas novas informações vêm aparecendo a cada dia, o que deixa claro que não há qualquer transparência nestes contratos. Não se sabe exatamente como o acordo foi entabulado, de que forma se dava a remuneração dos profissionais envolvidos, quanto era efetivamente a remuneração destes profissionais, ou seja, não se tem transparência de absolutamente nada.

Assim, naturalmente surgiram questionamentos acessórios que também se fazem pertinentes, como:

1) Essa saída apressada teve a intenção de não permitir ao governo que assumirá em janeiro identificar “não médicos” infiltrados no programa?

2) Por que esse grupo específico de quase duzentos “médicos” foram retirados com tanta pressa, não havia nenhuma previsão contratual que garantisse algo similar a um aviso prévio?

3) Como foi feita a seleção desses que já saíram? Qual o critério utilizado?

4) Dentro do governo brasileiro, quem coordenou essas ações? Que agentes ou órgãos participaram?

Tais questionamentos se fazem absolutamente pertinentes e se espera que sejam todos esclarecidos o quanto antes.

Por esses motivos, solicitamos a instauração desta Comissão Parlamentar de Inquérito, uma vez que preenchidos os requisitos legais para sua existência válida, com o intuito não apenas de apurar, de forma aprofundada, as causas do rompimento abrupto por parte do governo cubano do acordo. Também estão entre os nossos objetivos produzir propostas para a prevenção e fiscalização dessa situação, apresentando então uma resposta à sociedade brasileira.

RS: Lebes é a melhor empresa do varejo para trabalhar no estado.

RS: Lebes é a melhor empresa do varejo para trabalhar no estado.

Destaque Economia Negócios Trabalho

A Lojas Lebes é a melhor empresa de varejo para trabalhar no Rio Grande do Sul e ficou entre as 15 melhores de grande porte no ranking do Great Place to Work, entidade global que avalia e reconhece os melhores ambientes de trabalho em mais de 50 países. O resultado foi divulgado ontem em evento do GPTW na Casa NTX em Porto Alegre.

Em julho, a Lebes já havia sido certificada com o selo do Great Place to Work. O trabalho iniciou, em janeiro, e foram levantadas mais de 200 ações que fizeram parte do book de práticas da empresa. Os desafios foram partilhados por todos os setores, contribuindo no engajamento e na aquisição de novos conhecimentos. O projeto ainda contou com a Pesquisa de Clima que envolveu todas as unidades da empresa.

“É com grande orgulho e satisfação que recebemos esta informação. Somos uma empresa que tem 160 filiais e mais de três mil colaboradores. Estar entre as Melhores Empresas Para Trabalhar no RS só reforça o nosso comprometimento e o cuidado com o bem-estar de nossos colaboradores”, comenta Otelmo Drebes, presidente da rede.

No próximo dia 27 de novembro a Lebes concorre também ao ranking na categoria Varejo Brasil.