Eleições 2018: Jairo Jorge propõe aliança ao PRB

Eleições 2018: Jairo Jorge propõe aliança ao PRB

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Lideranças do PRB gaúcho receberam, nesta segunda-feira (16), o ex-prefeito de Canoas Jairo Jorge, que se apresentou como pré-candidato oficial do PDT à disputa do Governo do Estado. Jairo reconheceu, ao convidar o PRB para compor aliança nas eleições do ano que vem, que devido à representatividade do partido nos municípios do Rio Grande do Sul, onde administra a prefeitura da maior cidade do interior, Caxias do Sul, a sigla poderia compor a chapa com a indicação de candidato a vice-governador ou ao Senado.

Presidente do PRB gaúcho, o deputado federal Carlos Gomes agradeceu o interesse de Jairo em aliar-se à legenda republicana, mas afirmou que o partido debaterá internamente nos próximos meses se terá candidato próprio ao Piratini ou se apoiará algum outro projeto. Participaram do encontro o deputado estadual Sergio Peres; a coordenadora estadual do PRB Mulher RS, Beth Colombo, vereadores e presidentes municipais do PRB.

Veja a entrevista do pré-candidato Jairo Jorge, ao programa 21h30, da TVU.

Em seu retorno a Porto Alegre, Paul McCartney emociona com passeio pela carreira; por Júlia Endress/Correio do Povo

Em seu retorno a Porto Alegre, Paul McCartney emociona com passeio pela carreira; por Júlia Endress/Correio do Povo

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Um dos maiores nomes da música e uma seleção de clássicos que embalam gerações. Essa é a fórmula da “One on One”, turnê que Sir Paul McCartney apresentou na noite desta sexta-feira em Porto Alegre. Aos 75 anos e em sua segunda passagem pela cidade, o eterno Beatle subiu ao palco montado no estádio Beira-Rio pouco depois das 21h e ao longo de quase três horas esbanjou energia, “gastou” seu português com muito carisma e emocionou os 49.500 mil presentes – a lotação máxima, com ingressos esgotados bem antes – ao promover um passeio por sua carreira.
A escolhida para começar foi uma dos Beatles: “A Hard Day’s Night”. A música começou a entrar no setlist de Paul justamente nesta turnê, que estreou no ano passado, e antes não era tocada ao vivo desde os tempos do quarteto de Liverpool. As músicas da banda, por sinal, são as que ganham maior espaço dentro do atual show. Mas o Wings não fica de fora e também chega com preciosidades. A primeira dessa período é “Junior’s Farm”, marcada pela primeira saudação em português: “Oi, Porto Alegre, tudo bem?”, seguido de um “Boa noite, Brasil” fizeram o público vibrar, bem no ritmo de “Can’t buy me love”, que colocou o mar de camisetas dos Beatles e capas de chuva para dançar. Paul então avisou que ia falar (mais) em português e disparou: “é bom estar de volta” – e, obviamente, os fãs fizeram muito barulho para dizer que concordavam, que era muito bom tê-lo de volta aqui.

Na sequência, “Jet” e “Go to Get You Into My Life”, intercalando, mais uma vez, um sucesso do Wings com um dos Beatles – uma fórmula realmente infalível e que ressalta toda a versatilidade desta verdadeira lenda viva da música. Acompanhado pelos guitarristas Rusty Anderson e Brian Ray,  pelo tecladista Paul “Wix” Wickens  e pelo baterista Abe Laboriel, Paul ganha um bom reforço nos vocais, mas faz questão de cantar no estilo “um a um” que o nome da turnê sugere, como se cada verso fosse especialmente para cada fã. E ele também sola, faz caras, bocas e dancinhas e reage aos aplausos vindos da plateia em todo  final de música: “obrigado, gaúchos e gaúchas”, disse antes de cantar “I’ve Gotta a Feeling”.Com menos canções no repertório mas igualmente marcante, a carreira solo de Sir Paul chegou com “My Valentine”, canção que pareceu definir bem o clima da noite: “What if it rained, we didn’t care”, muito embora poucos instantes antes do início da apresentação a chuva tenha resolvido finalmente dar uma trégua na Capital. A música ainda foi dedicada à esposa de Paul, Nancy, que veio com ele para Porto Alegre. Num set ao piano, ele também tocou outro sucesso da fase solo, “Maybe I’m Amazed”.

A volta ao violão foi com “We Can Work It Out” e, após, o anúncio de uma viagem pelo tempo com “a primeira canção gravada pelos Beatles” e o agradecimento com um “tri bom” quando os fãs fizeram coro para “In Spite of All the Danger”, a mais antiga do setlist, da época do The Quarryman. E aí Paul abriu caminho para uma sequência só dos Fab Four, banhada por uma insistente garoa: “You Won’t See Me”, “Love Me Do”,  “And I Love Her” e “Blackbird” (com o palco movendo-se e colocando-o num lugar mais alto no palco e ele lembrando que a música fala sobre direitos humanos – a resposta da plateia veio no fim, com gritos de “Fora, Temer”) provaram que a popularidade dos Beatles segue intacta até hoje e encontra um público em constante renovação (a quantidade de famílias espalhadas pelo estádio também deixava isso claro).Paul ainda homenageou o amigo John Lennon com “Here Today” e se esforçou para explicar que viria a seguir uma de suas canções mais recentes (o “r” custava a sair): “Queenie Eye” foi seguida por “New”, ambas do álbum “New”, de 2013. A apresentação chegava à metade, mas, incansável, Macca trouxe sua gravação mais recente para demonstrar que, apesar de mais de meio século de carreira, ele não para nunca. No caso, trata-se de “FourFiveSeconds”, parceria com Rihanna e Kanye West, de 2015.

 

Os 50 anos de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” também não passaram batido e o icônico álbum foi homenageado com a execução de “Being for the benefit of Mr. Kite!” e o telão ganhando as excêntricas cores do disco. Depois foi a vez que celebrar George Harrison com “Something”, acompanhada em coro pelo público.

Dono de uma performance irretocável, Paul seguiu a noite com um desfile de canções que, sozinho ou em grupo, ele deixou gravadas na história. E foi assim que ele tirou da cartolas momentos emocionantes e para lá de especiais, como quando tocou, por exemplo, “Band on the run” e “Let it Be”, daquelas acompanhadas por incontáveis lanternas de celulares ligadas e cantadas a plenos pulmões.

Como não poderia ser diferente, também não faltou a bela pirotecnia que sempre acompanha a clássica “Live and let Die” e a verdadeira catarse promovida por “Hey Jude”, responsável por encerrar a primeira parte do show – com direito a balões com os “na na na na na” escritos. No retorno para o bis, Paul e sua banda carregaram uma bandeira do Brasil , uma da Grã-Betranha e outra do movimento LGBT.

Para a última seção, Macca separou cinco canções. A primeira foi “Yesterday” – seguida de uma brincadeira sobre o show continuar ou não. “Vocês querem mais?”, ele perguntou, e o grito em uníssono foi “sim”. Depois vieram “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e  “Helter Skelter” colocando o público a pular e gastar as últimas energias da noite. Merecido. Quatro fãs então subiram ao palco e dançaram “Birthday”.

Mas o fim oficial chegou com “Golden Slumbers” e os sonhos dourados que enchem nossos olhos. Como despedida, Paul McCartney declarou um “até a próxima”. E, realmente: volte sempre, Paul.

Confira o setlist:

 

1. “Hard Day’s Night”

2. “Junior’s Farm”

3. “Can’t Buy Me Love”

4. “Jet”

5. “Go to Get You Into My Life”

6. “Let Me Roll It”

7. “I’ve Got a Feeling”

8. “My Valentine”

9. “Nineteen Hundred and Eighty-Five”

10. “Maybe I’m Amazed”

11. “We Can Work It Out”

12. “In Spite of All the Danger”

13. “You Won’t See Me”

14. “Love Me Do”

15. “And I Love Her”

16. “Blackbird”

17. “Here Today”

18. “Queenie Eye”

19. “New”

20. “Lady Madonna”

21. “FourFiveSeconds”

22. “Eleanor Rigby”

23. “I Wanna Be Your Man”

24. “Being for the Benefit of Mr. Kite”

25. “Something”

26. “A Day in the Life”

27. “Ob-La-Di, Ob-La-Da”

28. “Band on the Run”

29. “Back in the U.S.S.R”

30. “Let It Be”

31. “Live and Let Die”

32. “Hey Jude”

BIS

33. “Yesterday”

34. “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

35. “Helter Skelter”

36. “Birthday”

37. “Golden Slumbers”

Marchezan Jr: “Todo mundo quer mudança mas ninguém quer mudar, e este é o grande desafio de Porto Alegre.”

Marchezan Jr: “Todo mundo quer mudança mas ninguém quer mudar, e este é o grande desafio de Porto Alegre.”

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Entrevistei nesta terça-feira, o prefeito Nelson Marchezan Junior. Na conversa fica claro que ao chegar com seu grupo na Prefeitura, ele se deparou com uma situação bem pior que esperava. Na avaliação dele,  uma situação de falência. Para Marchezan, o estado das contas públicas nunca foi colocada de forma transparente para a sociedade.  Para o prefeito, a grande maioria dos porto-alegrenses vive numa situação longe da ideal no transporte, na segurança, na infraestrutura e em outras áreas.

Hoje, aos 10 meses de governo, ele percebe um cenário financeiro catastrófico, que não é momentâneo, pois desde 2011 a prefeitura tem despesa maior que a receita. A cidade está empobrecida e necessita de investimentos pesados. Marchezan da como exemplo o saneamento básico, onde 40% do esgoto da Capital não é tratado e a drenagem para não acontecer alagamentos, tem uma defasagem de mais de R$ 3 bilhões de investimento.  Para consertar isso defende a necessidade de Parcerias Público-Privadas: “É  preciso ter a capacidade de aceitar investimentos na área de saneamento, de drenagem, de construção civil, viabilizando PPPs via concessões e aceleração de licenças para construção civil. A Capital precisa mudar o perfil para “amiga” do empreendedor. Todo mundo quer mudança mas ninguém quer mudar, e este é o grande desafio de Porto Alegre.”

Na conversa, fala sobre a greve dos servidores, que se dá, primeiramente, pelos salários atrasados. Segundo ele, a responsabilidade do não pagamento não é por nenhum contrato e nem despesa criada por este governo.  Nesta questão entre as prioridades está a suspensão de parte do aumento de salário automático, e também reorganizar o plano de carreira “que é uma balburdia”.  Segundo o prefeito, os salários deverão ser pagos sem atraso a partir de dezembro até maio ou junho de 2018, por causa do reforço na arrecadação causado pelo pagamento do IPTU a partir de dezembro.

Questionado sobre a relação com a Câmara de Vereadores e possível dificuldade em construir maioria na Casa aponta que no primeiro semestre todos os projetos apresentados foram aprovados e não conseguiram aprovar o IPTU, que era um projeto importante, e agora irão iniciar as conversas sobre os projetos de despesa de pessoal.

Sobre a oposição de grupos liberais, que haviam lhe apoiado na eleição, ao projeto de revisão da planta do IPTU diz que dos liberais de essência devem manter o apoio na reapresentação do projeto em 2018: “Mas os liberais do mundo irreal, que acham que imposto é crime, esses são tão prejudiciais à sociedade quanto os socialistas ou comunista no mundo ideal”.  Para ele, a demagogia faz um mal para a sociedade como um todo e não há lugar no mundo que não exista o Estado como desejam alguns liberais.

Sobre o comércio irregular no Centro Histórico reconhece que a situação é muito ruim. Há uma deficiência e aponta que um dos projetos que avançam sobre isso e que está bastante tempo na Câmara é o projeto do Anti-Vandalismo, que amplia a capacidade de fiscalização da EPTC e Guarda Municipal. Outro projeto que está na Câmara é o Fundo Municipal de Segurança Pública que possibilita articular doações para ações específicas. Que este é um problema que a Prefeitura tem que resolver e não está do jeito que querem e reconhecem. Aponta que não há guardas municipais suficientes para fazer essa fiscalização e sem pessoal não haverá como combater, destacando ainda a necessidade de aprovação do Fundo pela Câmara. Acompanhe na íntegra a conversa com o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr.

Porto Alegre: Paul McCartney já está no Hotel Sheraton para o show de sexta-feira no Beira-Rio

Porto Alegre: Paul McCartney já está no Hotel Sheraton para o show de sexta-feira no Beira-Rio

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O ex-beatle Paul McCartney já está no Hotel Sheraton, onde permanecerá até sábado em Porto Alegre. Às imagens exclusivas da chegada dele, com esquema especial de batedores da Brigada Militar, para se deslocar do Aeroporto Salgado Filho ao bairro Moinhos de Vento foram feitos por Nelson Dvoskin, vocalista da banda Nelson e os Besouros, que acompanhou a chegada ao lado do jornalista Lucio Brancatto.

A segunda apresentação de Paul McCartney na Capital gaúcha acontece na próxima sexta-feira (13), no Estádio Beira-Rio, com abertura do músico gaúcho Frank Jorge.

Vídeo em que coronel critica MP e Judiciário ao prender menor pela 2ª vez irrita instituições no RS

Vídeo em que coronel critica MP e Judiciário ao prender menor pela 2ª vez irrita instituições no RS

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O Ministério Público, o Poder Judiciário e a entidade de classe dos juízes gaúchos emitiram notas, nesta sexta-feira, depois que viralizou, nas redes sociais, um vídeo em que o coronel da Brigada Militar Paulo Ricardo Quadros desabafa após prender, por duas vezes em uma mesma semana, um mesmo adolescente na cidade de Guaíba. Nas imagens, Quadros questiona: “Cadê o Poder Judiciário? Cadê O Ministério Público? Cadê o juiz da Infância e Adolescência? Ele está esperando morrer um inocente? É isso que o juiz está esperando, para depois a Brigada ter que dar explicação porque morreu um inocente? A responsabilidade é do juiz da Infância e da Adolescência, por esse menor estar na rua”, exclamou.

O menor aparece de costas, ao lado de um adulto. Com a dupla, foram apreendidas duas pistolas, um carregador, 400 cartuchos, balança de precisão e quantidade de cocaína não revelada. No domingo passado, o menor havia sido apreendido com uma pistola .380 e liberado em seguida.

O Ministério Público declarou, em nota, que considera a postura do coronel incompatível com a função que exerce. O órgão ainda promete encaminhar uma representação contra o oficial à Corregedoria da Brigada Militar. O MP garante que não tomou conhecimento das apreensões e solturas do menor, e esclarece que a Promotoria de Guaíba solicitou à Delegacia de Polícia cópia da documentação “a fim de fazer o devido encaminhamento para apuração dos ilícitos praticados e punição tanto do adolescente como dos adultos envolvidos, que responderão, respectivamente, nas esferas do Juizado da Infância e Juventude e Criminal”.

O Tribunal de Justiça também emitiu esclarecimento alegando que “em nenhum momento o Poder Judiciário foi comunicado da apreensão do adolescente, tampouco foi encaminhado ao Juizado da Infância e Juventude qualquer expediente” relativo ao adolescente filmado pelo coronel. Segundo o TJ, o menor foi liberado e entregue aos responsáveis, em ambas as ocasiões, pela própria Delegacia de Pronto Atendimento de Canoas. No texto, o Judiciário defende que, antes de fazer críticas “superficiais”, o coronel se informe melhor sobre o que fala.

Discurso ‘moralista’

Já a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) esclareceu que, na primeira apreensão do adolescente, não houve apresentação ao Poder Judiciário. Conforme a Escola Superior da Magistratura, o adolescente foi liberado pela própria Delegacia de Polícia nas duas oportunidades. ”A incitação feita pelo coronel contra o Poder Judiciário é inaceitável. Repetimos: não houve nenhuma atuação judicial no que diz respeito à liberação do adolescente, e, por isso, sua afirmação é falsa”, assevera o texto.

“Se nem mesmo o coronel cumpre a Lei, visto que a exibição humilhante do adolescente contraria disposições claríssimas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), fica difícil crer na sinceridade de seu discurso moralista, exceto se o seu objetivo é, desgarrado da verdade dos fatos, angariar algum tipo de apoio popular, achincalhando as instituições”, complementa a Ajuris. A entidade garante que vai enviar ofício ao secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, cobrando a responsabilização do oficial.

Já a Brigada Militar informou que “a fala do coronel trata-se de uma percepção absolutamente pessoal, sem qualquer vínculo com os ideais e as concepções” da tropa. A BM também reforça a missão de “garantir o Estado Democrático e de Direito, respeitando a independência dos Poderes e as instituições”.

Pelo governo, a Secretaria da Segurança Pública informou que cabe à Brigada Militar se manifestar sobre o caso – o que já ocorreu – e à Corregedoria do órgão avaliar o comportamento do coronel. (Camila Diesel/Rádio Guaíba)

Ícone tradicionalista, acordeonista Adelar Bertussi morre aos 84 anos

Ícone tradicionalista, acordeonista Adelar Bertussi morre aos 84 anos

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Natural de Criúva, hoje distrito de Caxias do Sul, na Serra, o acordeonista Adelar Bertussi, de 84 anos, faleceu neste sábado. O músico estava internado há mais de vinte dias em um hospital de Campo Largo, na região de Curitiba, no Paraná, onde morava há mais de duas décadas. O corpo de Bertussi será transladado ao Salão Paroquial da Igreja São Jorge da Mulada, na sua terra natal.

Adelar foi um dos pioneiros na música tradicionalista gaúcha, junto com seu irmão Honeyde. Na década de 1950, formaram a dupla Irmãos Bertussi. O acordeonista gravou mais de 50 discos durante a carreira e fez shows em diversas regiões do Brasil.

A previsão é de que o corpo de Adelar Bertussi chegue em Criúva na próxima madrugada e o enterro ocorra neste domingo. (Rádio Guaíba)

Separatistas catalães mantêm determinação de realizar referendo

Separatistas catalães mantêm determinação de realizar referendo

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Ocupando escolas que funcionariam como postos de votação do referendo de independência proibido pela Justiça espanhola, os ativistas catalães se mostravam determinados, neste sábado, a garantir a realização da consulta amplamente oprimida pelo governo de Mariano Rajoy. “Pensamos que é essencial que o centro esteja aberto no dia que tem que estar aberto, que é o dia 1º”, disse à AFP Thais, uma mãe de 38 anos que, como muitos ativistas, preferiu não dar seu sobrenome. “É o povo que tem de defender seus próprios interesses. Se não fizermos, ninguém vai fazer pela gente”, acrescentou, enquanto participava da ocupação da escola de seu filho, Turó del Cargol, ao pé do famoso Parque Güell de Barcelona.

Envolvido há anos em um conflito crescente com o governo de Rajoy, o Executivo regional catalão está determinado a realizar o pleito neste domingo, apesar de ter sido proibido pelo Tribunal Constitucional espanhol. “É verdade que ainda temos todo o domingo para ganhar a independência”, lançou o presidente regional, Carles Puigdemont, em uma reunião de fim de campanha nesta sexta-feira à noite. Mas, “sabendo de todas as pessoas que estão se mobilizando em todo o território (…), hoje já ganhamos”, completou.

As pesquisas mostram que os catalães estão divididos sobre o projeto de independência: 41,1% eram a favor e 49,4%, contrários, segundo a última consulta do governo regional, de julho passado. Contudo, mais de 70% da população quer que a questão seja decidida em um referendo legal.

Urnas de plástico

Após meses de sigilo absoluto, o Executivo de Puigdemont revelou, nesta sexta, alguns detalhes da organização: 2.315 centros de votação em toda Catalunha – região de 7,5 milhões de habitantes no nordeste da Espanha – e um censo de 5,3 milhões de votantes. Ele também apresentou pela primeira vez uma das urnas que devem ser usadas no domingo. Ela parece uma caixa de plástico translúcida com uma tampa preta e uma fenda para introduzir o voto.

As forças de segurança espanholas, que, em meados de setembro, confiscaram milhões de cédulas, continuam buscando as milhares de urnas que os separatistas esconderam em algum lugar. Em um esforço para desmantelar esta logística, a Justiça espanhola ordenou o fechamento de escolas, centros cívicos e outros locais escolhidos para a votação.

A Polícia recebeu ordens de monitorar a entrada de material eleitoral nesses postos e, se isso acontecer, a determinação é para sua apreensão. A decisão colocou contra a parede a Polícia regional catalã, os Mossos d’Esquadra – subordinada ao governo separatista, mas obrigada a fazer respeitar as decisões judiciais.

Os Mossos foram ordenados a desalojar as escolas no domingo, às 06h00 (01h00 em Brasília), mas sem recorrer à violência – o que levanta questionamentos sobre o que vai acontecer se os manifestantes oferecerem uma resistência pacífica.

Desobediência

Em dezenas de colégios, parentes e vizinhos tinham previsto para este sábado competições esportivas, oficias culturais, piqueniques, festas, ou projeções de filmes, esperando assim mantê-los abertos até o começo da votação. “Sem desobediência, não há independência”, garantia um cartaz preso à fachada de uma escola em Barcelona. “Se nós formos, eles ganham”, dizia outro, apelando aos que não querem participar de uma votação ilegal. “O que acontecer no dia 1 não será um referendo”, indicou o porta-voz do governo espanhol Íñigo Méndez de Vigo, enumerando as numerosas falhas da eleição.

Essa declaração suscitou a possibilidade de o governo acabar permitindo uma consulta simbólica, sem legitimidade, por sua falta de garantias, como a Catalunha já realizou em 9 de novembro de 2014. Contudo, o governo espanhol conta com milhares de agentes federais e da Guarda Civil, deslocados para a Catalunha para esta ocasião. E, apesar de todas as partes terem pedido calma, alguns catalães temem o que possa acontecer. “É preciso ser prudente. Eu não vou sair” no domingo, garantiu à AFP Dolores Molero, secretária de 53 anos, na última reunião do partido anti-independência Ciudadanos. (Correio do Povo)

Dória desmente “fixação” no PT, mas fala em riscos com “extrema esquerda e extrema direita”; por Flávia Bemfica/Correio do Povo

Dória desmente “fixação” no PT, mas fala em riscos com “extrema esquerda e extrema direita”; por Flávia Bemfica/Correio do Povo

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Confira o que disse  o prefeito de São Paulo, João Dória em entrevista ao programa Agora/Rádio Guaíba.
O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), abusou das frases de efeito e do tom motivacional na palestra que proferiu, nesta segunda-feira, no Fórum de Gestão do RS, durante almoço no Leopoldina Juvenil. Dória começou a explanação dizendo que não existem “heróis solitários” na gestão privada e, por consequência, nem na área pública. Em diversas ocasiões, elogiou a “coragem” e a “competência” dos gaúchos, fazendo referência às comemorações da Semana Farroupilha. Também não poupou autoelogios: “tenho ousadia”, resumiu.

Esbanjando na técnica de envolvimento do público, o prefeito falou sobre a trajetória de vida, deu ênfase à “hombridade” do pai, deputado cassado pelo regime militar, e à capacidade de “guerreira” da mãe, e lembrou fases de dinheiro curto. “Precisei ir para a escola pública, enfrentamos dificuldades financeiras e várias vezes tivemos a luz de casa cortada.”

O rápido histórico familiar serviu de preâmbulo para o ponto alto da palestra, quando Dória saiu do palco e começou a circular entre as mesas do salão principal do Juvenil, surpreendendo parte do público, e dando um salto na narrativa direto para a vitória nas eleições do ano passado. “Foi a primeira vez em 28 anos que alguém venceu no primeiro turno a prefeitura em São Paulo. E, principalmente, vencemos o PT. Alguns dizem que eu tenho fixação no PT. Não é isso. É que eu enxergo a realidade do PT, o mal que este partido fez ao Brasil. E é um risco que não está distante de voltar ao país se nós aqui, pessoas de bem, não estivermos mobilizados pela defesa do Brasil. O risco vem da esquerda, da extrema esquerda e da extrema direita”, completou, repetindo uma estratégia que já vem adotando há algum tempo e deixando claro que já escolheu os adversários em uma provável disputa à presidência da República. O tucano, contudo, desmente ser candidato. “Quero deixar claro que não estou aqui como candidato. Estou fazendo política pública.”

Ao final da palestra, com entonação encorajadora, conclamou: “Estou orgulhoso e feliz, mas vou ficar mais orgulhoso se cada um de vocês praticar a brasilidade a partir de agora. É preciso ser brasileiro. Lutem, lutem pelo Brasil”, encerrou ele. Motivado, o público aplaudiu de pé enquanto a explanação se encerrou ao som do “Hino da Vitória”, aquele que era executado nas ocasiões em que ex-piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna vencia uma corrida.

Tão logo a palestra se encerrou, Dória foi cercado por apoiadores em busca de selfies e jornalistas, e acabou concedendo a coletiva de imprensa, marcada para ocorrer após o almoço, no próprio salão. Na entrevista, ele voltou a dizer que não está percorrendo o país para se fortalecer como candidato à presidência da República em 2018, afirmou que o governo Michel Temer (PMDB) não perdeu a legitimidade para fazer as reformas, bateu de novo no PT e evitou assuntos polêmicos.

Questionado sobre o final da exposição Queermuseu em Porto Alegre e o papel do MBL, informou que não tinha acompanhado o tema o suficiente para emitir uma avaliação. Sobre o fato de o Ministério Público de São Paulo abrir na semana passada investigação para apurar se está se valendo do cargo para fazer campanha antecipada, e lhe dar 20 dias de prazo para se manifestar, disse que as respostas serão enviadas hoje. “Não tenho nenhum problema em provar o óbvio, que estou fazendo política pública. Eu viajo com o meu dinheiro, no meu avião, e uso os meus recursos. Ao contrário do PT, que adora um dinheirinho público para viajar, contratar vantagens, sítio, tríplex, contas no exterior. Eu sou diferente. Por isso eles não gostam de mim e eu não gosto do PT.”

A palestra no Juvenil teve promoção do Lide (a entidade fundada pelo próprio Dória), em conjunto com a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), o Sindilojas Porto Alegre, o CDLPOA e o Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa). Antes do almoço o prefeito se reuniu com lideranças políticas e empresariais. Hoje à tarde, ele palestra em outro evento, na Feevale.

Em Porto Alegre, prefeito de São Paulo João Dória promete encaminhar explicações ao Ministério Público sobre viagens em horário de trabalho

Em Porto Alegre, prefeito de São Paulo João Dória promete encaminhar explicações ao Ministério Público sobre viagens em horário de trabalho

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Confira o que disse  o prefeito de São Paulo, João Dória em entrevista ao programa Agora/Rádio Guaíba.

 

 

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou, em entrevista ao programa  Agora/Rádio Guaíba, que sua equipe vai protocolar junto ao Ministério Público, ainda hoje, um documento com as explicações relacionadas à investigação que apura as viagens que ele realizou durante horário de trabalho. O prefeito paulistano tem mais duas semanas para encaminhar respostas aos questionamentos do promotor público Marcelo Milani, mas defendeu que “nem precisa de 20 dias pra discorrer sobre o óbvio”.

Nesta segunda-feira, João Doria está em Porto Alegre e ressaltou que chegou em seu avião particular. “Não uso dinheiro público, estou a bordo do meu avião, pago o meu combustível, a minha tripulação, uso o meu automóvel, devolvo o meu salário todo o mês para uma instituição do terceiro setor, uso o meu carro, eu não preciso de dinheiro público para viajar”, argumenta.

A investigação sobre suposta irregularidade praticada por Doria, que teria viajado, no dia 14 de agosto de 2017, para a Cidade de Palmas/TO com o status de candidato à Presidência da República, foi aberta pela Promotoria do Patrimônio Público e Social de São Paulo, a pedido da Procuradoria-Geral de Justiça. Entre os questionamentos do promotor estão o roteiro e as circunstâncias das viagens, quem participou das comitivas e como é feito o pagamento dos custos. O inquérito surgiu a partir de uma representação feita pelo diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) da Capital paulista, que acusa o prefeito de usar o cargo para fazer campanha antecipada.

“O PT faz o seu papel. Como eles sabem que nós temos força e, em São Paulo, ganhamos a eleição arrasadoramente em todos os bairros, nós liquidamos o PT em São Paulo. Então, evidentemente que eles não tem nenhuma razão para gostar de mim e eu estou cheio de razões para não gostar deles”, destaca. Durante a entrevista, o prefeito recebeu críticas de ouvintes enviadas por aplicativos e rebateu dizendo que “petistas são preguiçosos e tem tempo para ficar escrevendo mensagens (…) já os liberais estão trabalhando”.

Além disso, o prefeito disse que não se apresenta como candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB, pois essa decisão deve ser tomada pela executiva nacional do partido, o que deve ocorrer até março. Além de Doria, a disputa interna traz o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. “Utilizando mecanismos talvez das prévias, pesquisas eleitorais que também devem ser levadas em consideração, aí toma-se a decisão de qual vai ser o candidato do PSDB. E quero reafirmar aqui minha admiração, amizade e meu profundo respeito pelo governador Geraldo Alckmin”, aponta. Sobre a escolha do próximo candidato diz que “o futuro dirá, mas essa amizade não se romperá”.

Visita ao Rio Grande do Sul

João Doria destacou que está na Capital gaúcha para se reunir com o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Conforme o prefeito paulistano, o encontro ocorre para a definição de quatro acordos de cooperação mútua entre as duas capitais, nas áreas de saúde, educação, zeladoria urbana e inovação. Ele também participa do 2º Fórum de Desenvolvimento Econômico na Feevale, em Novo Hamburgo. (Texto: Daiane Vivatti/Rádio Guaíba)

Marcelo Rezende morre aos 65 anos em São Paulo. Apresentador do Cidade Alerta lutava contra um câncer desde abril; por Thiago Kalil/R7

Marcelo Rezende morre aos 65 anos em São Paulo. Apresentador do Cidade Alerta lutava contra um câncer desde abril; por Thiago Kalil/R7

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O jornalista Marcelo Rezende morreu neste sábado (16), aos 65 anos, na zona sul de São Paulo. Um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro, o apresentador da Record TV lutava contra um câncer no pâncreas e no fígado desde o final de abril. A informação foi confirmada pelo Hospital Moriah, onde estava internado desde terça-feira (12). Com a coragem que o acompanhou ao longo da vida, o jornalista anunciou em rede nacional que estava com a doença. Durante uma entrevista ao Domingo Espetacular no início de maio, horas antes de ser internado pela primeira vez, Rezende disse que encararia a doença de frente. O câncer agressivo o obrigou a deixar repentinamente o comando do Cidade Alerta, jornalístico que apresentava desde 2012. Foi nessa última etapa da carreira que Marcelo Rezende se reinventou como apresentador.

Novo jeito de apresentar

Entre denúncias e notícias sobre violência urbana, Marcelo Rezende encontrou espaço para o bom humor. Transformou os repórteres em personagens, deu apelidos à equipe técnica, colocou o comentarista Percival de Souza sentado num trono. Criou bordões que ganharam as ruas e já entraram para a história da TV brasileira. Um deles, o “corta pra mim”, virou título de sua autobiografia (Editora Planeta, 2013). Um breve resumo de uma vida rica de histórias.

Marcelo Rezende nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de novembro de 1951, fruto de um casal de baixa renda. Filho de um bancário e uma funcionária da aeronáutica, decidiu, aos 16 anos, se mudar para a Bahia e viver em uma comunidade hippie.

Talento reconhecido desde o início

83oz539440_3m89yoaeyx_fileUm ano mais tarde, ingressou no jornalismo por acaso, durante uma visita à redação do Jornal dos Sports, no Rio de Janeiro. Rezende tinha apenas 17 anos e foi convidado para trabalhar como repórter na cobertura de futebol. Foram o talento e as amizades que conquistou lá que o levaram para a Rádio Globo e, na sequência, O Globo. No jornal carioca, onde trabalhou por sete anos, teve a chance de ficar próximo do ídolo, Nelson Rodrigues.

Antes de chegar à televisão, o jornalista ainda passou pela revista Placar. Só então, em 1987, foi contratado como repórter esportivo pela TV Globo. Com pouco tempo na emissora carioca, migrou para o jornalismo investigativo – área que marcou a sua carreira profissional. Participou de coberturas importantes e saiu na frente em várias delas. Um exemplo é a investigação sobre a fuga de PC Farias, tesoureiro da campanha de Fernando Collor, em 1993.

Favela Naval: prêmios e debate internacional

Mas a matéria de maior repercussão na carreira do apresentador foi um caso de violência policial na Favela Naval, em Diadema, na grande São Paulo. A denúncia feita por Rezende em 31 de março de 1997 no Jornal Nacionalcausou indignação no País, rodou o mundo e colocou os direitos humanos na pauta da sociedade. Pelo trabalho, Rezende recebeu os prêmios APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Líbero Badaró.

No ano seguinte, o jornalista voltou a ser premiado no Líbero Badaró por uma denúncia de vendas de armas, também exibida no Jornal Nacional. Ele já havia conquistado, em 1994, o diploma de honra ao mérito do Festival de Filme e Televisão de Nova York pela reportagem Trabalho do Menor, exibida no Globo Repórter.

Linha Direta: o início como apresentador

A estreia como apresentador foi no Linha Direta, em 27 de março de 1999. O jornalista participou ativamente do projeto que colocou o programa policial que reconstituía crimes praticados por foragidos da justiça de volta à grade da Globo – a primeira versão, feita em 1990, durou só quatro meses no ar. De acordo com a emissora carioca, Rezende dizia que “a proposta do Linha Direta era, desde o princípio, condenar a impunidade e retratar os casos policiais com o máximo de verossimilhança”. Isso era possível pois, além de contar histórias, a atração incentivava os telespectadores a denunciar o paradeiro dos criminosos ou fornecer pistas que ajudassem na solução dos casos. O jornalista trabalhou sete meses montando uma equipe de 50 profissionais para colocar o programa no ar.

Rezende deixou a Globo e, em 2002, foi para a Rede TV!, onde assumiu a apresentação do telejornal policial Repórter Cidadão.

Em 2004, foi contratado pela Record TV, como apresentador da primeira versão do Cidade Alerta. Ficou até 2006, quando foi contratado novamente pela Rede TV! para ancorar o RedeTV!News, principal jornalístico da casa. Deixou a emissora em 2008. Dois anos depois, estreava na Band no comando do Tribunal na TV – atração nos mesmos moldes do Linha Direta.

Ainda em 2010, Rezende voltou para a Record TV, como repórter especial do Domingo Espetacular. No ano seguinte, virou apresentador do Repórter Record. Mas, em 2012, Marcelo Rezende reassumiu o comando do Cidade Alerta e, com uma dose de irreverência, mudou o jeito de fazer programa policial na televisão brasileira. A inovação deu certo e fez história. Em setembro de 2015, o vespertino venceu por pelo menos três vezes o Jornal Nacional, fato até então inédito na televisão. Quando não ficava na frente, por várias vezes o Cidade Alerta empatava no período de confronto direto entre os dois noticiários. Um marco histórico, já que, desde a estreia, em 1969, o Jornal Nacional sempre teve a liderança isolada de audiência.

O sucesso foi interrompido pela descoberta do câncer agressivo, em exame realizado em 28 de abril. Mesmo após o diagnóstico, Marcelo Rezende apresentou três edições do programa e fez questão de não abandonar a legião de fãs. Durante o período em que esteve fora do ar, usou as redes sociais para se manter em contato com o público. Em todas as mensagens, passou demonstrações de confiança e fé.

Marcelo Rezende deixa cinco filhos e uma neta.