Centrais sindicais promovem paralisações nesta quinta no RS. Trabalhadores farão ação em frente a garagens de ônibus e caminhadas por Porto Alegre; por Mauren Xavier Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis convocou a manifestação junto com as centrais. Foto: Samuel Maciel/Correio do Povo

Centrais sindicais promovem paralisações nesta quinta no RS. Trabalhadores farão ação em frente a garagens de ônibus e caminhadas por Porto Alegre; por Mauren Xavier

 

As centrais sindicais prometem promover paralisações nesta quinta-feira em várias cidades gaúchas. Na Capital, estão previstas ações em frente às garagens de ônibus ainda durante a madrugada, caminhadas pela cidade para as primeiras horas da manhã e um grande ato está programado para as 10h, no centro de Porto Alegre. A intenção é chamar a atenção da população contra projetos no âmbito nacional que alteram e prejudicam os direitos dos trabalhadores.

Na manhã desta quarta-feira, representantes das centrais se reuniram em Porto Alegre para definir os últimos detalhes. Em conjunto, as centrais sindicais liberaram mais de 40 mil panfletos no Estado convocando para a paralisação.

Se o protesto em frente as garagens funcionar, deverá impactar na circulação dos ônibus e causar transtornos aos passageiros. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no RS (CTB/RS), Guiomar Vidor, disse que a ideia é concentrar em Porto Alegre trabalhadores da região Metropolitana. “Vamos promover caminhadas nos pontos de entrada da cidade”, adiantou. Protestos deverão ocorrer no vão móvel sobre o Guaíba.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS), Claudir Nespolo, que também articula o movimento, ressaltou que o dia nacional de lutas é um esquenta para uma futura greve geral. Ele destacou que muitos projetos são danosos para a sociedade e tiram direitos dos trabalhadores. “Terceirizar é voltar aos tempos da escravidão”, citou.

No Rio Grande do Sul, a paralisação tem a adesão ainda de sindicatos das áreas da educação e da segurança, o que deverá impactar nos serviços. A vice-presidente do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato), Solange Carvalho, destacou que a expectativa é pela suspensão das aulas nas instituições estaduais. Além disso, a partir das 9h, haverá concentração em frente à sede do sindicato, na avenida Alberto Bins, sendo que em seguida será feita uma caminhada.

Integrantes de categorias da segurança pública também deverão aderir ao movimento, que é convocado pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol). No RS, a Ugeirm convoca os policiais civis para manter operação padrão dentro da onda de protestos. Articulam o movimento a CUT, CTB, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, Nova Central, Intersindical e Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas).

Cidade Destaque Direito Economia Poder Política Porto Alegre