Com suspensão de complemento da passagem, rodoviários voltam a cogitar greve na Capital; Bibiana Borba/Rádio Guaíba Sindicato protocolou hoje na EPTC o pedido de reajuste. Foto:PMPA

Com suspensão de complemento da passagem, rodoviários voltam a cogitar greve na Capital; Bibiana Borba/Rádio Guaíba

Os motoristas e cobradores de ônibus de Porto Alegre voltam a ficar sem esperanças de receber o reajuste anual da categoria, de 11,8%, devido à suspensão judicial do complemento das passagens. Ontem, o Tribunal de Justiça do Estado suspendeu as liminares que determinavam que a Prefeitura pagasse R$ 0,50 a mais por viagem de cada passageiro, a três dos quatro consórcios privados que operam o sistema. Os rodoviários, que já receberam o adiantamento salarial reduzido no dia 15, agora reforçam a possibilidade de protestos se os pagamentos dos dias 31 de março e 1º de abril seguirem sem o dissídio.

Conforme o presidente do Sindicato dos Rodoviários da Capital, Adair da Silva, a primeira medida será encaminhar ação judicial, que já foi elaborada pelo setor jurídico da entidade, ao Tribunal Regional do Trabalho. Ele também admite que será mais difícil conter mobilizações da categoria ao final do mês. “Se dia 1º não pagarem novamente conforme o dissídio, aí vamos entrar com ação. Por enquanto, está tudo tranquilo e aguardamos o pagamento. Mas se não tiver, aí provavelmente vai ter movimento (de paralisação)”, indicou.

Um dos representantes dos empresários, o diretor do consórcio Via Leste, Ênio dos Reis, alertou ontem que o grupo já não está conseguindo honrar vários compromissos. Um agravo de instrumento será encaminhado pelos empresários ao TJ para buscar o pagamento do subsídio pela Prefeitura, enquanto houver congelamento da tarifa em R$ 3,25.

O Executivo já recorre ao Superior Tribunal de Justiça para tentar retomar o reajuste da tarifa para R$ 3,75. Já o PSol encaminhou, na terça-feira, ação completa pedindo a manutenção da tarifa anterior. Não há previsão para julgamento dos processos.

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