Comércio mostra sinais de recuperação no segundo semestre A projeção é que o resultado do primeiro semestre de 2016, comparado a igual período do ano passado, seja 4,2% (nominal) e que chegue ao final do ano com 5 %. Foto: Site do Ricardo Orlandini

Comércio mostra sinais de recuperação no segundo semestre

O varejo gaúcho mostra um otimismo moderado com a perspectiva de desempenho do ano. Embora a perspectiva seja de  um resultado negativo para o primeiro semestre, a recuperação gradual dos indicadores econômicos no segundo semestre deverá amenizar o volume de negócios do ano. Essa é a expectativa da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV) depois do relato feito por diretores da entidade em reunião mensal realizada nessa quinta-feira (30). A projeção é que o resultado do primeiro semestre de 2016, comparado a igual período do ano passado, seja 4,2% (nominal) e que chegue ao final do ano com 5 %. “O estado anímico de quem gera emprego e movimenta a economia – industriais e comerciantes – apresenta uma melhora significativa e esperamos que isso altere os rumos do desempenho no ano”, comenta Vilson Noer, presidente da entidade.

Os relatos das lideranças do interior apontam que o melhor “vendedor” dos últimos 30 dias foi o frio. “As baixas temperaturas levaram os consumidores às compras. Nada de grandes volumes de negócios, mas o suficiente para salvar o mês”, diz o dirigente. Ele lembra que algumas regiões apresentaram melhores resultados em função de sua sazonalidade ou perfil econômico. Este é o caso das cidades da zona de plantio do fumo, que começa a comercialização agora e tem no mercado externo o grande atrativo, os municípios da Serra gaúcha em função das indústrias de malhas, e a região produtora do Planalto com a venda de produtos agrícolas.

“Em Farroupilha, as malharias  chegaram  a registrar a presença  de duas mil empresas compradoras. Já em regiões de produção agrícola, como Passo Fundo e Cachoeira do Sul, o comércio verifica um bom resultado de vendas a partir da comercialização de itens agrícolas”, comenta Noer.

Segmentos como eletrodoméstico, veículos, peças, material de escritório e informática, lubrificantes e combustíveis apresentam queda superior aos 15% nos primeiros quatro meses do ano no Rio Grande do Sul, superando o desempenho no Brasil. Já o mercado moveleiro apresentou números positivos em função das exportações.

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