“Cortaria todos os recursos para direitos humanos”, diz Bolsonaro

“Cortaria todos os recursos para direitos humanos”, diz Bolsonaro

Militar da reserva de 60 anos, o deputado federal Jair Bolsonaro está em Porto Alegre para participar da cerimônia de passagem de cargos no Comando Militar do Sul. O parlamentar afirmou que está de malas prontas para ingressar no PSC, no entanto, ainda não se considera um pré-candidato à Presidência da República.

Antes de participar do programa Esfera Pública, a partir das 13h desta terça-feira, no Estúdio Cristal, o parlamentar concedeu entrevista no início dessa manhã por telefone à Rádio Guaíba, em que falou de diversos assuntos e reiterou posições já conhecidas do público. De maneira contundente, Bolsonaro se mostrou contra a atuação de Organizações Não-Governamentais (ONGs) relacionadas aos direitos humanos.

“Nós arquivamos um projeto, que daqui a pouco será desarquivado, que é o Estatuto do Encarcerado. Se você lê aquilo, você pensa em ser bandido porque o documento busca garantir diversas vantagens ao presidiário, tais como o direito de visitar familiares doentes e a uma cela individual. Eu cortaria todos os recursos para ONGs de direitos humanos. Esse pessoal vive da violência e vive dentro do governo”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro contou que está de malas prontas para o PSC e que não pode se considerar um pré-candidato à presidência em 2018. “Se eu falar que sou candidato, estaria infringindo a lei e posso até ser multado. A verdade é que estou seguindo para o PSC e lá teriam decidido por duas pessoas nas convenções: Pastor Everaldo e eu”, resumiu.

Violência e o porte de arma. 

Durante a estada em Porto Alegre, Bolsonaro comentou que, enquanto almoçava, acompanhou o relato de um assalto em um telejornal e afirmou que o grande problema da violência é a impunidade. “O cara não pode assaltar e pagar com cestas básicas. Já que o Estado não garante isso, nós precisamos dar ao povo meios para ele se defender. Um cidadão de bem poderia ter a sua arma dentro de casa e já aí ampliaríamos a questão do porte. A Brigada Militar (BM), por exemplo, por mais dedicada que ela seja, não tem como atender todo mundo porque a violência está em todos os lugares”, explicou.

O deputado carioca disse que desarmar o cidadão de bem faz parte da política de esquerda. “Povo desarmado não reage. Outra vertente do governo é destruir os valores familiares. Nós negamos no plano nacional de educação a ideologia de gênero. O governo então sugeriu aos municípios que retomassem a discussão. O interesse aqui é esculachar a família brasileira”, completou. (Rádio Guaíba e Correio do Povo – Foto: Wilson Dias / Agência Brasil / CP Memória)

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